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O MEDO E A VISÃO FILOSÓFICA

                                                                                    Prof. André - Filosofia

       Um dos principais entraves a consecução de nossos objetivos é o medo. Tentarei
trazer ao leitor uma abordagem filosófica sobre o tema.

       Genericamente falando, poderia o medo ser definido como uma alteração do
equilíbrio emocional, ocasionando um estado de alerta, em razão de alguma causa.
Normalmente conseguimos identificar o fator gerador, e, por conseguinte, podemos
controlar mais ou menos as nossas reações. Entretanto, tratando-se de concurso público
e dependendo da estrutura emocional de cada um, isso nem sempre é possível.

      É bem verdade que se alguém se dispõe a sacrificar horas de lazer com o objetivo
de ser aprovado em um certame público, investindo uma considerável soma de dinheiro,
que nem sempre tem; essa pessoa deseja com todas as forças ser aprovada.
Dependendo do quadro familiar, esses aspectos podem ser agravados.

      A ansiedade gerada pelo investimento realizado, seja financeiro ou emocional,
poderá gerar um quadro altamente negativo. Mas, enfim, o que fazer.

      Baruch de Espinoza, um dos maiores filósofos da história da humanidade,
asseverava que o medo é originário de uma idéia equivocada sobre algo e somente
poderíamos nos libertar com o conhecimento. Um resumo da Ética espinozista seria o
seguinte - compreender o universo é estar libertado dele, compreender tudo é estar livre
de tudo, pois só tememos o que não conhecemos e só amamos o que conhecemos -, o
que, a toda evidência, está implícito no próprio conceito de filosofia – amor à sabedoria.

     Outro robusto pensador que também tratou do tema foi o estóico imperador
romano Marco Aurélio (in Meditações – São Paulo – Editora Martin Claret – 2003 – pág.
83):

      “Se uma causa exterior te perturba, a tua aflição não vem dessa causa, mas, sim,
      do teu juízo a respeito dela. Em teu poder está a possibilidade de diluir essa
      aflição. Se teu desgosto decorre de uma disposição interior, quem te impede de
      corrigir teu estado de espírito.”

      Obviamente, não se está dizendo aqui que seja uma tarefa fácil, mas sim, que
buscar o equilíbrio e tornar-se um ser humano pleno é talvez uma das tarefas mais
proveitosas e recompensadoras, e que agora possa ser o grande momento de início
dessa caminhada, seja com o objetivo de assegurar uma vaga em um cargo público, ou
de ser feliz.

      Nesse contexto, destaco o pensamento de James Allen (in O Homem é Aquilo Que
Ele Pensa – São Paulo – Editora Pensamento – pág. 21 e 22):

      “O mundo exterior das circunstâncias molda-se ao mundo interior dos pensamentos, e as condições
      externas, tanto as agradáveis como as desagradáveis, são fatores que contribuem em seu resultado final
      para o bem do indivíduo. Como ceifeiros de sua própria colheita, o homem aprende tanto pelo
      sofrimento como pela felicidade. (...) Os homens não atraem aquilo que eles querem, mas aquilo que
      eles são.

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  • 1. O MEDO E A VISÃO FILOSÓFICA Prof. André - Filosofia Um dos principais entraves a consecução de nossos objetivos é o medo. Tentarei trazer ao leitor uma abordagem filosófica sobre o tema. Genericamente falando, poderia o medo ser definido como uma alteração do equilíbrio emocional, ocasionando um estado de alerta, em razão de alguma causa. Normalmente conseguimos identificar o fator gerador, e, por conseguinte, podemos controlar mais ou menos as nossas reações. Entretanto, tratando-se de concurso público e dependendo da estrutura emocional de cada um, isso nem sempre é possível. É bem verdade que se alguém se dispõe a sacrificar horas de lazer com o objetivo de ser aprovado em um certame público, investindo uma considerável soma de dinheiro, que nem sempre tem; essa pessoa deseja com todas as forças ser aprovada. Dependendo do quadro familiar, esses aspectos podem ser agravados. A ansiedade gerada pelo investimento realizado, seja financeiro ou emocional, poderá gerar um quadro altamente negativo. Mas, enfim, o que fazer. Baruch de Espinoza, um dos maiores filósofos da história da humanidade, asseverava que o medo é originário de uma idéia equivocada sobre algo e somente poderíamos nos libertar com o conhecimento. Um resumo da Ética espinozista seria o seguinte - compreender o universo é estar libertado dele, compreender tudo é estar livre de tudo, pois só tememos o que não conhecemos e só amamos o que conhecemos -, o que, a toda evidência, está implícito no próprio conceito de filosofia – amor à sabedoria. Outro robusto pensador que também tratou do tema foi o estóico imperador romano Marco Aurélio (in Meditações – São Paulo – Editora Martin Claret – 2003 – pág. 83): “Se uma causa exterior te perturba, a tua aflição não vem dessa causa, mas, sim, do teu juízo a respeito dela. Em teu poder está a possibilidade de diluir essa aflição. Se teu desgosto decorre de uma disposição interior, quem te impede de corrigir teu estado de espírito.” Obviamente, não se está dizendo aqui que seja uma tarefa fácil, mas sim, que buscar o equilíbrio e tornar-se um ser humano pleno é talvez uma das tarefas mais proveitosas e recompensadoras, e que agora possa ser o grande momento de início dessa caminhada, seja com o objetivo de assegurar uma vaga em um cargo público, ou de ser feliz. Nesse contexto, destaco o pensamento de James Allen (in O Homem é Aquilo Que Ele Pensa – São Paulo – Editora Pensamento – pág. 21 e 22): “O mundo exterior das circunstâncias molda-se ao mundo interior dos pensamentos, e as condições externas, tanto as agradáveis como as desagradáveis, são fatores que contribuem em seu resultado final para o bem do indivíduo. Como ceifeiros de sua própria colheita, o homem aprende tanto pelo sofrimento como pela felicidade. (...) Os homens não atraem aquilo que eles querem, mas aquilo que eles são.