Aula 1 valor nutricional

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Métodos de Avaliação Bromatológica dos Alimentos de Interesse zootécnico

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Aula 1 valor nutricional

  1. 1. Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  2. 2. VALOR NUTRICIONAL DOS ALIMENTOS Sergio Raposo de Medeiros Pesquisador da Embrapa de Gado de Corte Campo Grande - MS
  3. 3. INTRODUÇÃO Ao final desta aula, o aluno saberá calcular o valor energético à partir dos componentes analisados e identificar fatores anti-nutricionais.
  4. 4. • VALOR NUTRICIONAL DOS ALIMENTOS: Valor Alimentar = Valor Nutritivo (teor de nutrientes) X CONSUMO VALOR NUTRICIONAL E VALOR ALIMENTAR Valor Alimentar: Mais ligado à atividade produtiva!
  5. 5. • Ruminantes: Trabalha-se sempre na Matéria Seca Composição das dietas  Umidade muito variável (20-90%)! COMPOSIÇÃO DOS ALIMENTOS 700 220 3025 15 10 Umidade Fibra Carboidrato não fibroso Proteina Minerais Gordura 733,3 100,0 83,3 50,0 33,3 Fibra Carboidrato não fibroso Proteina Minerais Gordura Matéria Original = MS + Água (g/kg) Matéria Seca (g/kg)
  6. 6. • Matéria Seca: Em duas etapas DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA SECA 1) PRIMEIRA MATÉRIA SECA OU PRÉ-SECAGEM 2) SEGUNDA MATÉRIA SECA OU SECAGEM DEFINITIVA • A amostra é seca por 48 horas (ou até peso constante) entre 50-65o C em uma estufa com ventilação forçada. • Contém de 1 a 5% de água residual na amostra. • Alíquota da amostra 1ª MS é colocada por 2 horas (ou até peso constante) em uma estufa à 105o C. • Sem água residual, portanto, representa 100% de Matéria Seca. Evita alta temperatura antes da análise dos nutrientes
  7. 7. EFEITO DA %MS DA CANA NA INGESTÃO DE MS DA DIETA 16,67 kg Matéria Original de cana (= 5 kg MS usando valor de tabela) Ingestão in natura % MS IMS1 Cana mais úmida 16.67 26.00% 4.33 Cana igual a tabela 16.67 30.00% 5.00 Cana mais seca 16.67 34.00% 5.67 Se MS menor Menor IMS  Desempenho comprometido
  8. 8. EFEITO DA %MS DA CANA NA INGESTÃO DE MS DA DIETA 16,67 kg Matéria Original de cana (= 5 kg MS usando valor de tabela) Ingestão in natura % MS IMS1 Cana mais úmida 16.67 26.00% 4.33 Cana igual a tabela 16.67 30.00% 5.00 Cana mais seca 16.67 34.00% 5.67 Se MS menor Menor IMS  Desempenho comprometido Se MS menor Maior IMS  Interpretação equivocada de baixa IMO; Perda de oportunidade economia no custo mínimo...
  9. 9. EFEITO DA %MS DA CANA NA INGESTÃO DE MS DA DIETA 16,67 kg Matéria Original de cana (= 5 kg MS usando valor de tabela) Ingestão in natura % MS IMS1 Cana mais úmida 16.67 26.00% 4.33 Cana igual a tabela 16.67 30.00% 5.00 Cana mais seca 16.67 34.00% 5.67 Se MS menor Menor IMS  Desempenho comprometido Ambos os casos: Dietas desbalanceadas Se MS menor Maior IMS  Interpretação equivocada de baixa IMO; Perda de oportunidade economia no custo mínimo...
  10. 10. CONTROLE DE MS DE VOLUMOSOS COM MICRO-ONDAS MATERIAL NECESSÁRIO: • Forno de micro-ondas com Prato Giratório e um Copo • Bandeja de Material Não Higroscópico (Plástico, por exemplo). • Balança com precisão de, no mínimo, 0,1% do peso da amostra. PROCEDIMENTO: a. Pese a Bandeja e Anote o Peso b. Coloque a amostra sobre a Bandeja. Anote o peso da Bandeja + Amostra. c. Coloque um copo com água no forno de microondas. (Ajuda evitar que a amostra carbonize) 50 g de amostra  balança com precisão de 0,050 g (50 mg).
  11. 11. CONTROLE DE MS DE VOLUMOSOS COM MICRO-ONDAS d. Coloque a Bandeja + Amostra no Forno de microondas. e. Ajuste o temporizador do Forno de microondas para 3 minutos na potência máxima e ligue-o. f. Retire a Bandeja + Amostra do Forno de microondas. Pese e Anote. g. Repita os itens “e” e “f” até que as leituras das pesagens repitam o mesmo valor por duas vezes (ou mais) ou que o valor não afete o cálculo em mais de 1% do valor da umidade. h. Faça os cálculos conforme o item quatro.
  12. 12. Amostra Peso Bandeja Bandeja + Amostra Peso Amostra Cana - Inicial 50 g 150 g 100 g Cana - 3’ 121 g 71 g Cana - 6’(3+3) 100 g 50 g Cana - 9’(6+3) 91 g 41 g Cana - 12’(9+3) 85 g 35 g Cana - 15’(12+3) 80 g 30 g Cana - 18’(15+3) 80 g 30 g (100g - 30g) 70g % de Água da amostra = -------------- X 100 = ----------- X 100 = 70% 100g 100g % MS = 100 - % Água da amostra = 100 - 70 = 30% O material tem 30% de Matéria Seca Peso Inicial da Amostra = (150g - 50g)= 100g Peso Final da Amostra = (80g - 50g)= 30g CONTROLE DE MS DE VOLUMOSOS COM MICRO-ONDAS
  13. 13. OBSERVAÇÕES MUITO IMPORTANTES: • Amostra mínima : 25 g. Pode ser preciso mais: Balança de 0,1 g de precisão, pesar no mínimo 100 g de amostra (0,1g  0,1% = 100g). • Não encher todo o copo para evitar espirrar água (Um pouco de gelo junto, ajuda!). • Espalhar bem a amostra no recipiente (Evita queima da amostra no centro). • É vantagem picar a amostra. • Não recomenda-se o uso para: – Forragens ensiladas: Se usar, lembrar que o valor será subestimado em 5 a 10% da MS por causa da perda dos ácidos orgânicos. – Silagens com grãos: Ainda assim, dá uma ideia do teor de MS destas. CONTROLE DE MS DE VOLUMOSOS COM MICRO-ONDAS
  14. 14. DETERMINAÇÃO DE PROTEÍNA • Determina-se o teor de nitrogênio (N) da amostra • N representa, em média, 16% do peso da proteína, portanto o peso da proteína é igual a 6,25 (=100/16) vezes o peso do N ! PB = %N X 6,25 Por exemplo: 10% N = 62,5% PB, pois  10 %N X 6,25 = 62,5% PB
  15. 15. 70% 20% 10% Prot. Verdadeira N Não protéico Prot. Indisponível PRINCIPAL FRACIONAMENTO DA PROTEÍNA Fracionamento típico de uma forragem fresca em Proteína Verdadeira, Nitrogênio Não Protéico e Proteína Indisponível (Fonte: Van Soest, 1995; NRC, 2001)
  16. 16. FRAÇÕES DA PB NNP PIDA Proteína Verdadeira
  17. 17. FRAÇÕES DA PB  Proteína Verdadeira: NNP PIDA Proteína Verdadeira
  18. 18. FRAÇÕES DA PB  Proteína Verdadeira: São compostas de aminoácidos NNP PIDA Proteína Verdadeira
  19. 19. FRAÇÕES DA PB  Proteína Verdadeira: São compostas de aminoácidos  Nitrogênio não proteico (NNP): NNP PIDA Proteína Verdadeira
  20. 20. FRAÇÕES DA PB  Proteína Verdadeira: São compostas de aminoácidos  Nitrogênio não proteico (NNP): É composto de bases nucléicas, nitrato, amônia.... NNP PIDA Proteína Verdadeira
  21. 21. FRAÇÕES DA PB  Proteína Verdadeira: São compostas de aminoácidos  Nitrogênio não proteico (NNP): É composto de bases nucléicas, nitrato, amônia....  Proteína indisponível em detergente ácido (PIDA): NNP PIDA Proteína Verdadeira
  22. 22. FRAÇÕES DA PB  Proteína Verdadeira: São compostas de aminoácidos  Nitrogênio não proteico (NNP): É composto de bases nucléicas, nitrato, amônia....  Proteína indisponível em detergente ácido (PIDA): É composta de proteína aderida à fibra NNP PIDA Proteína Verdadeira
  23. 23. NNP 15% Prot. Verd. 85% NNP 15% Prot. Verd. DR 55% Prot. Verd. NDR 30% PROTEÍNA VERDADEIRA X NNP: O que não é N não protéico (NNP)  Área azulada = Proteína Verdadeira* *N ligado ao FDA, também é subtraído PROTEÍNA DEGRADÁVEL X INDEGRADÁVEL: O que Não é Degradável no Rúmen (PNDR) = Proteína Degradável no Rúmen (área pontos brancos) PDR (% PB) = 15% + 55% = 70% PROTEÍNA DEGRADÁVEL E INDEGRADÁVEL Figuras representam 100% de PB
  24. 24. PDR: PROTEÍNA DEGRADÁVEL NO RÚMEN Cuidado com o modo de expressão! –Menos comum: como unidades percentuais da MS –Exemplo: Silagem com 8,00% de PB e 69 % da PB como PDR  5,52% da MS é PDR 8 % PB na MS 5,52 % da MS é PDR (8,00 X 69/100 =5,52%)
  25. 25. PROTEÍNA LIGADA À FIBRA • Parte da PB está ligada à fibra (FDN)  PIDIN Ligações covalentes com polissacarídeos da parede celular   Solubilidade e Degradação! • Parte da PB está ligada à fibra (FDA)  PIDA – Considerado indisponível para o animal
  26. 26. PROTEÍNA INDISPONÍVEL EM DETERGENTE ÁCIDO • Alimentos que passem por processos de aquecimento na armazenagem e/ou processamento. • Aquecimento do alimento pode aumentar PB ligada à fibra: – Leve: Aumenta PB na FDN (PIDIN) – Elevado: Aumenta PB na FDA (PIDA)
  27. 27. FIBRA BRUTA (FB) É a porção do alimento resistente ao tratamento com ácido e base diluídos: Carboidratos estruturais (Celulose e Lignina). FB entra no cálculo do Extrativo Não Nitrogenado : ENN = 100% MS – (% PB + % EE + %FB + % CZ) ENN: amido, pectina, hemicelulose e lignina solúvel em álcali PROBLEMAS  Subestima teor real de fibra;  ENN: não representa bem a fração de CHO solúveis.
  28. 28. FIBRA BRUTA (FB) É a porção do alimento resistente ao tratamento com ácido e base diluídos: Carboidratos estruturais (Celulose e Lignina). FB entra no cálculo do Extrativo Não Nitrogenado : ENN = 100% MS – (% PB + % EE + %FB + % CZ) ENN: amido, pectina, hemicelulose e lignina solúvel em álcali PROBLEMAS  Subestima teor real de fibra;  ENN: não representa bem a fração de CHO solúveis.
  29. 29. FIBRA DETERGENTE NEUTRO (FDN) • FDN: Criada por Van Soest (anos 60); • Representa bem CHO Estrutural da parede celular  material mais difícil de digerir para animais em geral = fibra da dieta; • FDN = fibra insolúvel dos alimentos (indigestível ou lentamente digestível) que ocupa espaço no trato digestivo (Mertens, 2002).
  30. 30. FIBRA EM DETERGENTE ÁCIDO (FDA) • É apenas uma análise preparatória para: – Lignina, – N-FDA e – Cinza insolúvel em detergente ácido. • FDA não seria uma fração válida para uso nutricional ou predição de digestibilidade  ela não representa a fibra da dieta.
  31. 31. FIBRA DE VAN SOEST FDN: Celulose, Hemicelulose, Lignina e PIDIN Solubiliza o conteúdo celular (CC) Fibra em Detergente Neutro (FDN)
  32. 32. FIBRA DE VAN SOEST FDN: Celulose, Hemicelulose, Lignina e PIDIN Solubiliza o conteúdo celular (CC) Fibra em Detergente Neutro (FDN)
  33. 33. FIBRA DE VAN SOEST FDN: Celulose, Hemicelulose, Lignina e PIDIN Solubiliza o conteúdo celular (CC) Fibra em Detergente Neutro (FDN) Fibra em Detergente Ácido (FDA)
  34. 34. FIBRA DE VAN SOEST FDN: Celulose, Hemicelulose, Lignina e PIDIN Solubiliza o conteúdo celular (CC) Fibra em Detergente Neutro (FDN) Fibra em Detergente Ácido (FDA) FDA: Celulose, Lignina, PIDA
  35. 35. FIBRA DE VAN SOEST FDN: Celulose, Hemicelulose, Lignina e PIDIN Solubiliza o conteúdo celular (CC) Fibra em Detergente Neutro (FDN) Fibra em Detergente Ácido (FDA) FDA: Celulose, Lignina, PIDA Solubiliza Hemicelulose
  36. 36. FIBRA DE VAN SOEST FDN: Celulose, Hemicelulose, Lignina e PIDIN Solubiliza o conteúdo celular (CC) Fibra em Detergente Neutro (FDN) Fibra em Detergente Ácido (FDA) FDA: Celulose, Lignina, PIDA Solubiliza Hemicelulose
  37. 37. FIBRA DE VAN SOEST FDN: Celulose, Hemicelulose, Lignina e PIDIN Solubiliza o conteúdo celular (CC) Fibra em Detergente Neutro (FDN) Fibra em Detergente Ácido (FDA) FDA: Celulose, Lignina, PIDA Solubiliza Hemicelulose Hemicelulose = FDN – FDA
  38. 38. OS CARBOIDRATOS E SUAS FRAÇÕES • CARBOIDRATOS ESTRUTURAIS (CE) – Dá forma e estrutura à planta; – Resistente à degradação por enzimas de mamíferos. • CARBOIDRATOS NÃO ESTRUTURAIS (CNE) – Ligados à reserva e translocação de energia, síntese de outros produtos, etc.; – São determinados por análises químicas específicas.
  39. 39. • Carboidratos Não Fibrosos (CNF) %CNF = 100 – (% PB + % EE + %FDNLivre de PB + % CZ) Onde: PB = proteína bruta EE = extrato etéreo CZ = cinza FDNLivre de PB = FDN – PIDIN OS CARBOIDRATOS E SUAS FRAÇÕES
  40. 40. POLISSACARÍDEOS NÃO AMILÁCEOS HIDROSSOLÚVEIS Fazem parte da fração CNF • São solúveis em Detergente Neutro (recuperadas no FDN), mas resistentes às enzimas digestivas de mamíferos (portanto, CHO estruturais)!!! • Vários compostos: beta-glucanas, pectinas, galactanas entre outros OS CARBOIDRATOS E SUAS FRAÇÕES
  41. 41. RELAÇÃO ENTRE CNF E CNE • Definida pela fórmula abaixo: CNF = CNE + PNA hidrossolúveis Logo: CNF – CNE= PNA hidrossolúveis • Usualmente a maior parte da diferença entre CNE e CNF é causada pela pectina!
  42. 42. CHOS NÃO FIBROSOS VS. CHOS NÃO ESTRUTURAIS • Gramíneas  CNF são semelhantes ao de CNE – Portanto, são pobres em PNA hidrossolúveis! • Polpa de citrus, polpa de beterraba e leguminosas  São ricas em pectina: – Resultado de CNF é bem maior que CNE; – Portanto, são ricos em PNA hidrossolúveis.
  43. 43. CNF, CNE E PNA HIDROSSOLÚVEIS - ALIMENTOS CNF1 CNE2 PNA hidros.3 Alimento %MS %MS %MS Silagem de Alfafa 18,4 7,5 10,9 Feno de Alfafa 22,0 12,5 9,5 Silagem de Milho 41,0 34,7 6,3 Milho moído 67,5 68,7 -1,2 Polpa de Beterraba 36,2 19,5 16,7 Caroço de algodão 10,0 6,4 3,6 Cevada, grão 60,7 62,0 -1,3 Glutenose 17,3 12,0 5,3 Casca de Soja 14,1 5,3 8,8 Farelo de Soja, 45% 34,4 17,2 17,2 1 CNF = 100% MS – (% PB + % EE + %NDFlivre de PB + % CZ) 2 CNE determinados conforme o método enzimático (Smith, 1981) 3 PNA hidros. = CNF – CNE Fonte: NRC, 2001
  44. 44. CNF, CNE E PNA HIDROSSOLÚVEIS - ALIMENTOS CNF1 CNE2 PNA hidros.3 Alimento %MS %MS %MS Silagem de Alfafa 18,4 7,5 10,9 Feno de Alfafa 22,0 12,5 9,5 Silagem de Milho 41,0 34,7 6,3 Milho moído 67,5 68,7 -1,2 Polpa de Beterraba 36,2 19,5 16,7 Caroço de algodão 10,0 6,4 3,6 Cevada, grão 60,7 62,0 -1,3 Glutenose 17,3 12,0 5,3 Casca de Soja 14,1 5,3 8,8 Farelo de Soja, 45% 34,4 17,2 17,2 1 CNF = 100% MS – (% PB + % EE + %NDFlivre de PB + % CZ) 2 CNE determinados conforme o método enzimático (Smith, 1981) 3 PNA hidros. = CNF – CNE Fonte: NRC, 2001 Leguminosa  Alto PNAH
  45. 45. CNF, CNE E PNA HIDROSSOLÚVEIS - ALIMENTOS CNF1 CNE2 PNA hidros.3 Alimento %MS %MS %MS Silagem de Alfafa 18,4 7,5 10,9 Feno de Alfafa 22,0 12,5 9,5 Silagem de Milho 41,0 34,7 6,3 Milho moído 67,5 68,7 -1,2 Polpa de Beterraba 36,2 19,5 16,7 Caroço de algodão 10,0 6,4 3,6 Cevada, grão 60,7 62,0 -1,3 Glutenose 17,3 12,0 5,3 Casca de Soja 14,1 5,3 8,8 Farelo de Soja, 45% 34,4 17,2 17,2 1 CNF = 100% MS – (% PB + % EE + %NDFlivre de PB + % CZ) 2 CNE determinados conforme o método enzimático (Smith, 1981) 3 PNA hidros. = CNF – CNE Fonte: NRC, 2001 Leguminosa  Alto PNAH Gramínea  Baixo PNAH
  46. 46. LIGNINA Fracionada em dois tipos: 1) Core: Principal polímero da lignina, mais condensado e mais resistente à degradação. Pode ser considerada mais próxima à lignina verdadeira. 2) Não Core: Compostos fenólicos extraíveis associados à lignina core, como o ácido ferúlico e ácido p-cumárico.
  47. 47. DETERMINAÇÃO DE LIGNINA • Metodologias usuais: – Lignina via ácido sulfúrico (Klason) – Lignina via permanganato • Via permanganato  Entrando em desuso: Menor associação com degradação da fibra do que a Lignina sulfúrico
  48. 48. EXTRATO ETÉREO (EE) Representa a fração gordurosa: • Triglicerídios, galatolipídios e fosfolipídios; • Pigmentos; • Ceras; • Óleos essenciais; • Compostos fenólicos.
  49. 49. • Tem alta densidade energética Lipídios: 2,25 x mais energia CHO • Pode superestimar valor energia do alimento Todos compostos não lipídicos praticamente não contribuem com energia, mas são multiplicados por 2,25 para o cálculo de NDT !!! EXTRATO ETÉREO (EE)
  50. 50. CONTRIBUIÇÃO ENERGÉTICA DA FRAÇÃO EE Alimentos Composição do extrato etéreo Implicação Forragens 50% galactolipídeos e 50% compostos não lipídicos Valor energético bem inferior ao previsto com o fator 2,25 Bagaço de cana-de- açúcar tratado à pressão e vapor Ceras e monômeros fenólicos Valor praticamente nulo de energia para o EE do BTPV Alimentos concentrados 70-80% ácidos graxos Fator 2,25 é adequado Triglicerídeos 90% ácidos graxos e 10% glicerol Fator 2,25 é adequado
  51. 51. CINZAS • Determinada pela combustão da matéria orgânica; • Correspondem a fração mineral.
  52. 52. DETERMINAÇÃO DO NDT %NDT = %PBD + %FBD + % ENND + (2,25 x EED) Onde: PBD = proteína bruta digestível FBD = fibra bruta digestível ENND = extrativo não nitrogenado digestível EED = extrato etéreo digestível Ensaios de Digestibilidade (Coleta total de fezes):
  53. 53. NDT PELOS TEORES DOS NUTRIENTES – Kearl (1982)  Sistema Proximal (PB, ENN, EE, FB e MM) • Empírica: Simplesmente relação matemática; • Dependente de população. – Weiss et al. (1993)  Sistema Proximal + Van Soest (PB, CNE, EE, FDN, Lignina e MM) • Mecanística: Relação biológica, causa:efeito; • Independente de população.
  54. 54. ESTIMATIVA DO NDT (KEARL, 1982) 1. %NDT = -17.2649 + 1.2120%PB + 0.8352%ENN + 2.4637%EE + 0.4475%FB 2. %NDT = -21.7656 + 1.4284%PB + 1.0277%ENN + 1.2321%EE + 0.4867%FB 3. %NDT = -21.9391 + 1.0538%PB + 0.9736%ENN + .03316%EE + 0.4590%FB 4. %NDT = 40.2625 + 0.1969%PB + 0.4228%ENN + 1.1903%EE - 0.1379%FB 5. %NDT = 40.3227 + 0.5398%PB + 0.4448%ENN + 1.4218%EE - 0.7007%FB 1 - Feno, Palha e Resíduos Secos 2 - Pastagens e Forragens Frescas 3 - Silagens de Volumosos 4 - Alimentos Energéticos: <20%PB e 18%FB 5 - Suplementos Protéicos: >20%PB.
  55. 55. Limitação : alimentos precisam se encaixar nas fórmulas: • Resíduo de Limpeza de Soja (19% PB e 24% FB) • Qual fórmula usar ? • Problema insolúvel ! • ATENÇÃO: Também impróprias para mistura de alimentos. 1 - Feno, Palha e Resíduos Secos ........................... 67 % 2 - Pastagens e Forragens Frescas.......................... 74 % 3 - Silagens de Volumosos....................................... 68 % 4 - Alimentos Energéticos: <20%PB e 18%FB....... 66 % 5 - Suplementos Protéicos: >20%PB...................... 60 % ESTIMATIVA DO NDT (KEARL, 1982)
  56. 56. EQUAÇÃO DE ENERGIA DE MÚLTIPLOS COMPONENTES NDT = (0,98xCNF) + (AP) + (2,25x(EE-1)) + (0,82)x(FDNLP - L) x (1 - ((L/FDNLP)0,667))) - 7 Onde: CNF = CHO não estruturais = 100 - PB - MM - EE – FDNLP PB = Proteína Bruta EE = Extrato etéreo MM = Matéria mineral FDN = FDN livre de cinzas PIDN = PB ligada ao FDN FDNLP = FDN livre de prot. = NDF - PIDN PIDA = PB ligada ao FDA AP = PB – PIDA = PB disponível L = Lignina (Weiss et al, 1993)
  57. 57. WEISS: INDEPENDENTE DE POPULAÇÃO “A relação que existe entre um nutriente e energia para o alimento A é igual a que existe para esse mesmo nutriente e energia para o alimento B” …ou seja o FDN do milho digestível resulta no mesmo valor do FDN digestível da alfafa ...e assim por diante!
  58. 58. “WEISS” : TODOS ALIMENTOS E MISTURAS • Casca de Soja: NDT de tabela = 68% – Kearl – Weiss 1 - Feno, Palha e Resíduos Secos ........................... 56 % 2 - Pastagens e Forragens Frescas.......................... 59 % 3 - Silagens de Volumosos....................................... 57 % 4 - Alimentos Energéticos: <20%PB e 18%FB....... 58 % 5 - Suplementos Protéicos: >20%PB...................... 41 % IMS = 1 X Mantença................................................ 68 % IMS = 3 X Mantença................................................ 65 %a
  59. 59. “WEISS” MELHOR POR INCLUIR LIGNINA • Forragem com diferentes tempos de maturação 60 dias 120 dias Redução NDT Kearl 58,49 52,84 - 10% NDT Weiss 57,01 49,38 - 14% Kearl só desconta pelo aumento de FB, enquanto Weiss, além do aumento do FDN, inclui o efeito da lignina!
  60. 60. TANINOS • É um dos compostos fenólicos mais comuns em plantas • Efeitos negativos: 1) Redução na ingestão de MS 2) Ligações com a proteína da dieta 3) Complexação com enzimas digestivas 4) Interações com o trato digestivo 5) Efeitos tóxicos diretos.
  61. 61. GOSSIPOL • Efeitos são reduzidos em ruminantes em relação a monogátricos  efeitos de diluição e ligação às proteínas livres do rúmen  Inativa toxicidade do Gossipol • Efeitos na reprodução de ruminantes: 1) Redução na libido 2) Menor espermatogênese (reversível) 3) Mortalidade embrionária
  62. 62. NITRATOS • No rúmen, se transforma em Nitrito  sangue  Metahemoglobina  Cessa trocas gasosas  Animal morre por asfixia Nitrato Nitrito RÚMEN SANGUE Hemoglobina Metahemoglobina O2 CO2 O2 CO2 Nitrito
  63. 63. GLICOSÍDEOS CIANOGÊNICOS • Glicosídeos Cianogênicos se transformam em Ácido cianídrico (HCN); • HCN  Rapidamente absorvido  Cianeto interfere com cadeia respiratória  Morte; • Hidrólise: Espontânea ou ajudada por enzimas depois que os Glicosídeos cianogênicos são liberados (cortado, esmagado, mastigado...).
  64. 64. GLICOSÍDEOS CIANOGÊNICOS Glicosídeos Cianogênicos Ácido Cianídrico (HCN)Hidrólise SANGUE Extravasam do Conteúdo Celular: Mastigação, corte, etc.
  65. 65. GLICOSÍDEOS CIANOGÊNICOS Glicosídeos Cianogênicos Ácido Cianídrico (HCN)Hidrólise SANGUE Extravasam do Conteúdo Celular: Mastigação, corte, etc.
  66. 66. GLICOSÍDEOS CIANOGÊNICOS Glicosídeos Cianogênicos Ácido Cianídrico (HCN)Hidrólise SANGUE Cianeto (CN) Extravasam do Conteúdo Celular: Mastigação, corte, etc.
  67. 67. GLICOSÍDEOS CIANOGÊNICOS Glicosídeos Cianogênicos Ácido Cianídrico (HCN)Hidrólise SANGUE Cianeto (CN) Interfere Extravasam do Conteúdo Celular: Mastigação, corte, etc.
  68. 68. Cadeia Respiratória GLICOSÍDEOS CIANOGÊNICOS Glicosídeos Cianogênicos Ácido Cianídrico (HCN)Hidrólise SANGUE Cianeto (CN) Interfere Extravasam do Conteúdo Celular: Mastigação, corte, etc.
  69. 69. Cadeia Respiratória GLICOSÍDEOS CIANOGÊNICOS Glicosídeos Cianogênicos Ácido Cianídrico (HCN)Hidrólise SANGUE Cianeto (CN) Interfere Morte do Animal Extravasam do Conteúdo Celular: Mastigação, corte, etc.
  70. 70. MICOTOXINAS Ocorrência tanto em produtos armazenados como à campo • Ações negativas relacionadas às micotoxinas são: 1) Pior desempenho e eficiência; 2) Problemas reprodutivos; 3) Redução na resistência imunológica; 4) Indução a danos patológicos no fígado e outros órgãos.
  71. 71. Obrigado. Sergio Raposo de Medeiros Pesquisadores Embrapa de Gado de Corte

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