ContrasteCidade Campo Focando Fernando Pessoa e seus heterónimos<br />UFCD 6 STC/CLC e CP<br />Carmen Helena de Medeiros B...
Modelos e Culturas  de Urbanismo e Mobilidade/ Tolerância e Mediação<br />
Fernando Pessoa e seus heterónimos<br />O poeta pastor<br />O poeta das sensações do homem moderno<br />      Alberto Caei...
Vive o presente sem grandes preocupações, não tem crises existenciais.</li></ul>Álvaro de Campos<br /><ul><li>Vanguardista...
 Expressa o desencanto do quotidiano citadino, adoptando sempre o ponto de vista do homem da cidade.</li></li></ul><li>
Cidade X CampoDA MINHA ALDEIA vejo quanto da terra se pode ver no Universo...Por isso a minha aldeia é tão grande como out...
Contraste cidade/campo <br /><ul><li>As cidades cresceram expandem-se em direcção aos campos para neles se irem diluindo.
Surgem novos bairros com imóveis de rendimento, ocupados por uma classe média em expansão.
Surgem novas profissões.
No campo, o trabalho era árduo e muito difícil
Toda a gente do povo trabalhava em terras que não eram suas
O camponês e a sua família viviam numa casa pequena, sendo a cozinha com lareira a principal divisão. </li></li></ul><li> ...
falta de trabalho ou trabalho mal remunerado
más condições sanitárias
deficiente assistência médica
falta de apoio à educação, à cultura e ao recreio. </li></li></ul><li>Na esperança de encontrar:Diversidade e oferta de tr...
Álvaro de Campos envereda pelo futurismo, adoptando um estilo febril, entre as máquinas e a agitação da cidade, do que res...
“A aldeia em que nasci foi o Largo de S. Carlos”.<br /> “O sino da minha aldeia é o da Igreja dos Mártires”.<br />  Fernan...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Contraste Cidade Campo Focando Fernando Pessoa E Seus Heterónimos

4.197 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.197
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
41
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
33
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Contraste Cidade Campo Focando Fernando Pessoa E Seus Heterónimos

  1. 1. ContrasteCidade Campo Focando Fernando Pessoa e seus heterónimos<br />UFCD 6 STC/CLC e CP<br />Carmen Helena de Medeiros Barbosa Rodrigues<br />EFA – Turma P - Fevereiro 2010 <br />
  2. 2. Modelos e Culturas de Urbanismo e Mobilidade/ Tolerância e Mediação<br />
  3. 3. Fernando Pessoa e seus heterónimos<br />O poeta pastor<br />O poeta das sensações do homem moderno<br /> Alberto Caeiro<br /><ul><li>Foge para a natureza e procura viver tão simplesmente como as flores, as fontes, as aves.
  4. 4. Vive o presente sem grandes preocupações, não tem crises existenciais.</li></ul>Álvaro de Campos<br /><ul><li>Vanguardista e cosmopolita, futurista, exalta a civilização moderna e os valores do progresso.
  5. 5. Expressa o desencanto do quotidiano citadino, adoptando sempre o ponto de vista do homem da cidade.</li></li></ul><li>
  6. 6. Cidade X CampoDA MINHA ALDEIA vejo quanto da terra se pode ver no Universo...Por isso a minha aldeia é tão grande como outra qualquerPorque eu sou do tamanho do que vejoE não do tamanho da minha altura...Nas cidades a vida é mais pequenaQue aqui na minha casa no cimo deste outeiro.Nas cidades as grandes casas fecham a vista à chave,Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que nossos olhos nos podem dar, E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver. Alberto Caeiro - O Guardador de rebanhos<br />
  7. 7. Contraste cidade/campo <br /><ul><li>As cidades cresceram expandem-se em direcção aos campos para neles se irem diluindo.
  8. 8. Surgem novos bairros com imóveis de rendimento, ocupados por uma classe média em expansão.
  9. 9. Surgem novas profissões.
  10. 10. No campo, o trabalho era árduo e muito difícil
  11. 11. Toda a gente do povo trabalhava em terras que não eram suas
  12. 12. O camponês e a sua família viviam numa casa pequena, sendo a cozinha com lareira a principal divisão. </li></li></ul><li> ÊXODO RURAL<br />Saída do campo por:<br /><ul><li>escassez de alimentos,
  13. 13. falta de trabalho ou trabalho mal remunerado
  14. 14. más condições sanitárias
  15. 15. deficiente assistência médica
  16. 16. falta de apoio à educação, à cultura e ao recreio. </li></li></ul><li>Na esperança de encontrar:Diversidade e oferta de trabalhoMelhores habitações e condições sanitáriasMelhor assistência médicaEducação (escolas)Mais divertimentosMaior facilidade de deslocação<br />
  17. 17. Álvaro de Campos envereda pelo futurismo, adoptando um estilo febril, entre as máquinas e a agitação da cidade, do que resultam poemas como<br />Ode Triunfal: <br />"À dolorosa luz das lâmpadas eléctricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos”.<br />Apresenta-se como um poeta amargurado, reflectindo de forma pessimista e desiludida sobre a existência:<br />Tabacaria <br />“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo”.<br />
  18. 18.
  19. 19. “A aldeia em que nasci foi o Largo de S. Carlos”.<br /> “O sino da minha aldeia é o da Igreja dos Mártires”.<br /> Fernando Pessoa, sentado à porta de “A Brasileira”, aguarda quem o queira acompanhar pela Lisboa da sua vida.<br /> <br /> O poeta Fernando Pessoa foi um homem profundamente envolvido com a cidade de Lisboa deambulando por locais que hoje são autênticos cultos ao seu nome e personalidade.<br />
  20. 20. IMIGRANTES<br />Em Lisboa fixava-se a maioria dos estrangeiros residentes em Portugal sobretudo espanhóis.<br />Outras comunidades estrangeiras mantinham uma relativa indiferença e autonomia na vida urbana.<br />Eram de grande importância, muitos tinham cargos qualificados, contribuíam para o desenvolvimento arquitectónico e para o investimento comercial.<br />Também havia os imigrantes no considerado trabalho desqualificado<br />
  21. 21. EMIGRANTES<br /><ul><li>A emigração portuguesa regista o seu maior volume anual de sempre. Cerca de 88.900 pessoas deixam o País no ano de 1912 rumo às Américas, sobretudo ao Brasil e Estados Unidos.
  22. 22. O Novo Mundo da emigração parece fechar-se a partir de 1914, devido à queda nos contingentes de saída, mudanças legislativas, crise económica que paralisa muitas economias, e a guerra.
  23. 23. Houve algumas negociações entre governos para a saída desses emigrantes, condições de saída, chegada e estadia. </li></li></ul><li><ul><li>Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal.
  24. 24. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, com pena, pela República.
  25. 25. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservadorismo, e absolutamente anti-reaccionário.
  26. 26. Considera, a Maçonaria como uma ordem iniciática com uma doutrina esotérica específica, preparatória para outras vias mais altas de Ocultismo.
  27. 27. Em 1935, Fernando Pessoa publica no Diário de Lisboa um artigo sobre «As Associações Secretas», onde defende a Maçonaria.</li></ul>Fernando Pessoa, sua posição política, Estado Novo e Maçonaria <br />
  28. 28. António de Oliveira Salazar<br />Três nomes em sequência regular...<br />António é António<br />Oliveira é uma árvore.<br />Salazar é só apelido.<br />Até aí está tudo bem.<br />O que não faz sentido<br />É o sentido que isso tudo tem.<br />Compõe três textos de sátira ao Estado Novo. Um deles ao seu próprio chefe:<br />
  29. 29. A partir dos anos vinte a forma urbana torna-se mais complexa. É o período do abandono dos campos e a fuga para a cidade <br /><ul><li>Há a necessidade de renovar as cidades, igualando-as às mais importantes da Europa.
  30. 30. Construções de novas avenidas, pavimentações de ruas, novos jardins e edifícios públicos.
  31. 31. Tecnologias e serviços: recolha de lixos, água canalizada, electricidade , Bombeiros , Polícias (nas ruas) e transportes colectivos, (normalmente puxados a cavalos, «chora» e americano.
  32. 32. EM 1901estão nas ruas a primeira linha de carros eléctricos que se estendia do Cais do Sodré a Ribamar (Algés). Por volta de 1905 já toda a rede estava electrificada tendo os "Americanos" desaparecido das ruas de Lisboa.
  33. 33. Com este tipo de modernização, a vida nas cidades , passou a ser mais cómoda, segura e saudável </li></li></ul><li>Arquitecturana época de Pessoa<br />Nas décadas de transição do século XIX para o século XX (entre 1880 – 1910) as sociedades europeias viviam um momento a que se chamou a “Belle Époque” – não existiam guerras e havia uma aparente estabilidade política. <br /><ul><li>Tentativa de colocar a arquitectura na vanguarda dos processos de desenvolvimento económico-social da cidade.
  34. 34. Criação de novos espaços e de novas imagens para a sociedade moderna.
  35. 35. Novos materiais de construção como o vidro, o betão e o ferro, que conheceram nesta altura grande divulgação.
  36. 36. Foi o império da ornamentação no interior e no exterior, o ornamento foi o elemento base desta arquitectura de modo a criar ambientes elegantes. </li></li></ul><li>A cidade enche-se nestas novas artérias, de prédios com fachadas artísticas e interiores ricos com belos tectos trabalhados, pinturas nas paredes e escadas opulentas.<br />O luxo urbanístico reflecte prosperidade da burguesia enriquecida com os negócios no Brasil e em África.<br />Para estimular a arquitectura e desenvolver um urbanismo coerente e de bom nível, foi criado em (1902) o Prémio Visconde Valmor.<br />Avenidas Novas, Lisboa 1904 Nasce uma nova cidade com projecto do engenheiro Frederico Ressano Garcia. <br />
  37. 37. As cidades, tal como as pessoas, formam a sua identidade consoante a cultura e as circunstâncias socioeconómicas da época a que remontam. À medida que vão recebendo novos contingentes de imigrantes, de proveniência e culturas muito diferentes, as cidades crescem e transformam-se. <br />

×