Mudanças na religiosidade e expansão do ensino

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Mudanças na religiosidade e expansão do ensino

  1. 2. <ul><li>Neste trabalho vamos falar sobre as mudanças que se fizeram sentir no âmbito da expressão da religiosidade e da expansão do ensino na Idade Média. </li></ul><ul><li>A nível das mutações na expressão da religiosidade vamos definir o papel das ordens mendicantes e das confrarias. </li></ul><ul><li>Em relação à expansão do ensino elementar, vamos referenciar as circunstancias que levaram à criação das primeiras escolas urbanas e, mais tarde, à fundação das primeiras Universidades. </li></ul>
  2. 4. <ul><li>Tal como hoje, na Idade Média, a cidade era um lugar de muitos contrastes. Os ricos, tornavam-se mais ricos com a prosperidade das actividades económicas e os pobres tornavam-se cada vez mais pobres. </li></ul>
  3. 5. <ul><li>Como a Igreja Católica se identificava com os ricos e levava uma vida muito luxuosa, foi em contestação a este luxo que nasceram movimentos de retorno à humildade e pobreza originais, como as ordens mendicantes , criadas por S. Francisco e S. Domingos. </li></ul>
  4. 6. <ul><li>S. Francisco nasceu em 1182 , em Assis. Era filho de um dos mais ricos mercadores da cidade . </li></ul><ul><li>Foi uma grave doença que o fez cair em si, renunciar aos bens terrenos e dedicar a vida aos outros. </li></ul><ul><li>Fundou a ordem dos Frades Menores, que vivia numa pobreza absoluta, trabalhando e pedindo esmola para sobreviver. </li></ul><ul><li>Em Portugal, a ordem estabeleceu-se muito cedo, salientando-se o convento de Leiria. </li></ul>A renuncia de Francisco de Assis a todos os seus bens. Os Franciscanos
  5. 7. <ul><li>A ordem fundada por Domingos de Gusmão partilhava os mesmos ideais da ordem Franciscana, no entanto, os dominicanos davam mais importância à pregação, pelo que se dedicavam muito ao estudo da Teologia. </li></ul><ul><li>Os mosteiros beneditinos tornam-se assim centros culturais e vão desempenhar um papel decisivo na história da civilização ocidental. </li></ul><ul><li>Os monges copistas contribuíram para salvar do esquecimento as obras literárias da Antiguidade. </li></ul>Os Dominicanos
  6. 8. <ul><li>Em que contexto se formaram os novos laços de solidariedade referidos no texto? </li></ul><ul><li>Por que razão, na cidade, os contrastes sociais se tornam mais visíveis? </li></ul>
  7. 9. Estas remontam à Idade Média, uma época em que os mestres de cada ofício (mester) se organizavam nas chamadas irmandades mesteirais. Hoje em dia, integram um conjunto de personalidades que se comprometem a defender um determinado sector. Confraria da Broa de Avintes Entre associações de solidariedade da época medieval destacaram-se: CONFRARIAS que eram associações de entreajuda, de carácter religioso, que se organizavam sob a protecção de um santo.
  8. 10. Confrarias du Franc Pineau e Consulat de la Vinée (França) <ul><li>Estas e ram formadas por homens que se associavam, geralmente pela vizinhança, pelo ofício ou apenas pela devoção ao mesmo santo e desejo de praticar a caridade . </li></ul><ul><li>. Essa caridade era realizada de duas formas: através de uma pequena quotização anual , obrigatória para todos os “irmãos”, e pelas generosas ofertas dos confrades mais ricos. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>As confrarias ligadas aos ofícios eram muito vulgares já que, nas cidades medievais, os diversos grupos operacionais se organizavam em corporações. </li></ul>Sapataria e artesanato
  10. 12. ∙ Donos da oficina; ∙ Muita experiência no ramo em que actuava. ∙ Boa experiência na área de actuação; ∙ Recebiam salário pela função exercida. Hierarquização das corporações de ofícios: Mestres Oficiais Aprendizes ∙ Jovens em começo de carreira; ∙ Não recebiam salário, mas ganhavam uma espécie de ajuda.
  11. 13. Competia também à corporação promover a solidariedade social entre os seus membros, pelo que era vulgar associar a si uma confraria onde, sob a égide do respectivo santo , os colegas de profissão ajudavam-se entre si em caso de dificuldades.  Cada actividade tinha o seu santo protector que se tornava o padroeiro da corporação (São José para os carpinteiros, São Marcos para os sapateiros, etc). S. José S. Marcos
  12. 15. <ul><li>Até ao século XI, a leitura e a escrita , aprendidas nas escolas, eram privilégio quase exclusivo dos clérigos e dos monges. Os mosteiros mais conceituados eram verdadeiras livrarias (bibliotecas) que eram as suas escolas monacais , destinadas à preparação de jovens candidatos a monges. </li></ul>Mosteiro dos Jerónimos Mosteiro da Alcobaça Biblioteca no Mosteiro de Malk, na Áustria, de 1089.
  13. 16. <ul><li>No séc. XI , organizaram-se as primeiras escolas urbanas . </li></ul><ul><li>Os professores das escolas mantêm-se ( Clérigos e monges ) mudando apenas os seus destinatários e locais. </li></ul>
  14. 17. <ul><li>Algumas escolas catedrais que vieram a ganhar autonomia e importância, deram origem às universidades ou studium generale . </li></ul><ul><li>Este agregava mestres e discípulos dedicados ao ensino superior de algum ramo específico do saber. </li></ul>
  15. 18. As Sete Artes Liberais, figura do 'Hortus deliciarum' de 'Herrad von Landsberg' (século XII) As disciplinas ditas superiores formavam a parte central e preparatória do currículo das universidades medievais, preparando o para as disciplinas como Medicina, o Direito e a Teologia (e a Filosofia).
  16. 19. <ul><li>A partir do século XIII, as universidades tomaram uma feição mais nacional, mais ligadas ao Estado, e fundar universidades tornou-se uma tarefa régia. </li></ul>Esta funcionava com as Faculdades de Artes , Direito Canónico , Leis e Medicina . A primeira universidade portuguesa , o Estudo Geral de Lisboa , por D. Dinis e um grupo de prelados, em 1290 , no dia 1 de Março. Foi mais tarde transferida em 1308 para Coimbra. D. Dinis (O Lavrador, o Trovoresco e o Poeta (1279-1325) Universidade de Coimbra
  17. 20. <ul><li>Identifica as cidades mais antigas da Europa. </li></ul><ul><li>Será que a Península Ibérica acompanhou o surto universitário Europeu? </li></ul>
  18. 21. <ul><li>Foi na Idade Média que se começou a sentir um novo espírito de entreajuda por parte das ordens religiosas, levando à criação das confrarias. </li></ul><ul><li>Assim, as pessoas que na época eram desprezadas e excluídas da sociedade (mendigos, leprosos, pedintes) foram protegidas e assistidas por estas ordens, que também tentavam combater o excesso de luxo do Clero. </li></ul><ul><li>Em relação à educação, a leitura e a escrita intensificaram-se, surgindo novas escolas que, devido à sua autonomia e fama internacional, deram origem a uma organização mais rígida, as Universidades. </li></ul>
  19. 22. <ul><li>Ana Serralha nº5 </li></ul><ul><li>Bernardo Reys y Souza nº8 </li></ul><ul><li>Clara Morais nº11 </li></ul><ul><li>Marta Tavares nº20 </li></ul>10º E 2010/2011

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