Pausa 130616221426-phpapp02 (2)

144 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
144
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Pausa 130616221426-phpapp02 (2)

  1. 1. PausaMoacyr Scliar
  2. 2. O professor pergunta para os alunos “O que essa imagem significapara você?”
  3. 3. • A partir do título fazer o levantamento prévio com os alunos dovocabulário “pausa”.• Fazer a discussão do tema levando em consideração osconhecimentos prévios do aluno ( o professor anota tudo na lousa).• Depois apresenta a música, as imagens e o poema a seguircontinuando a reflexão sobre o tema
  4. 4. Todo mês de maio na maior - Guilherme ArantesNão é caro o que eu queriauma pausa pra pensarcolocar o corpo e a cabeça em diapra melhor recomeçarO outono na fazendatoda tarde cochilarcom o cheiro luxuosode um fogão de lenhaperfumando todo o arMeu cavalo pelo valevento no canavialsol na peleavermelhando a nossa cara-pálidada cidade...eu, você e sótodo mês de maiona maior...
  5. 5. PausaUma pausa na pausa do tempo...é acordar em movimentoé uma investida no sentimentoé deixar a vida ao sabor do ventoé desenhar no arco-íris uma cordiferente..Annay Silvestre
  6. 6. Então o educador apresentafinalmente o texto “Pausa” de MoacyrScliar• A partir cada parágrafo o professor faz a paradae inferência para localizar itens de informaçãoexplícita distribuídos ao longo do texto (confirmação ou retificações das antecipações ouexpectativas de sentido criados antes ou durantea leitura)
  7. 7. Às sete horas o despertador tocou. Samuelsaltou da cama, correu para o banheiro, fez abarba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e semruído. Estava na cozinha, preparandosanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando:- Vais sair de novo, Samuel? Fez que sim coma cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva;mas as sobrancelhas eram espessas, a barba,embora recém feita, deixava ainda no rosto umasombra azulada. O conjunto era uma máscaraescura.
  8. 8. - Todos os domingos tu sais cedo - observoua mulher com azedume na voz.- Temos muito trabalho no escritório – disseo marido, secamente. Ela olhou os sanduíches: -Por que não vens almoçar?- Já te disse: muito trabalho. Não há tempo.Levo um lanche. A mulher coçava a axilaesquerda. Antes que voltasse a carga, Samuelpegou o chapéu:
  9. 9. - Volto de noite. As ruas ainda estavam úmidasde cerração. Samuel tirou o carro da garagem.Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando osguindastes, as barcaças atracadas.Estacionou o carro numa travessa quieta. Com opacote de sanduíches debaixo do braço, caminhouapressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegara um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados eentrou furtivamente. Bateu com as chaves do carrono balcão, acordando um homenzinho que dormiasentado numa poltrona rasgada. Era o gerente.Esfregando os olhos, pôs-se de pé.
  10. 10. - Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinhobom este, não é? - Estou com pressa, seu Raul! – atalhouSamuel.- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. –estendeu a chave. Samuel subiu quatro lanços de umaescada vacilante. Ao chegar ao último andar, duasmulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no comcuriosidade.- Aqui, meu bem! - uma gritou e riu: um cacarejocurto. Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou aporta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama decasal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma baciacheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinasesfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem,deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
  11. 11. Puxou a colcha e examinou os lençóis com ocenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco eos sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na camacomeu vorazmente quatro sanduíches. Limpouos dedos no papel de embrulho, deitou-se efechou os olhos.Dormir. Em pouco dormia. Lá embaixo acidade começava a mover-se: os automóveisbuzinando, as jornaleiras gritando, os sonslongínquos.
  12. 12. Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampouum círculo luminoso no chão carcomido.Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por umaplanície imensa, perseguido por um índio montado acavalo. No quarto abafado ressoava o galope. Noplanalto da testa, nas colinas do ventre, no valeentre as pernas, corriam. Samuel mexia-se eresmungava. Às duas e meia da tarde sentiu umador lancinante nas costas. Sentou-se na cama, osolhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-locom a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado desuor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apitosoturno de um vapor. Depois, silêncio.
  13. 13. Às sete horas o despertador tocou. Samuelsaltou da cama, correu para a bacia, lavou-se.Vestiu-se rapidamente e saiu.Sentado numa poltrona, o gerente lia umarevista. - Já vai, seu Isidoro?- Já – disse Samuel, entregando a chave.Pagou, conferiu o troco em silêncio. - Atédomingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.- Não sei se virei – respondeu Samuel,olhando pela porta; a noite caía.
  14. 14. - O senhor diz isto, mas volta sempre –observou o homem, rindo.Samuel saiu.Ao longo do cais guiava lentamente. Parouum instante, ficou olhando os guindastesrecortados contra o céu avermelhado. Depois,seguiu. Para casa.
  15. 15. • O professor relê o texto para a classe =construção do sentido global do texto
  16. 16. • Os alunos recontam o texto.
  17. 17. • O professor pede que transformem o texto emuma história em quadrinhos, usando o programaHagaquê
  18. 18. fim

×