Educação no trânsito

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Educação no trânsito

  1. 1.
  2. 2. Este documento se organiza nos seguintes tópicos:<br />Trânsito nas cidades de hoje.<br />Alguns organismos e organizações têm reunido esforços para enfrentar problemas referentes ao trânsito atual.<br />Críticos, nos perguntamos: Isso é tudo que podemos fazer?<br />Problemas específicos do trânsito nas imediações das escolas.<br />Responsabilização.<br />O que o DETRAN sugere às escolas?<br />O que mais as escolas podem e devem fazer? (3 momentos.)<br />
  3. 3. 1. Trânsito nas cidades de hoje<br />
  4. 4. Caos: tráfego<br />
  5. 5.
  6. 6. DADOS DO DENATRAN E DO IBGE (2009):<br /> Cidades com maiores frotas de carro do país:<br /> Curitiba (PR) 1.851.215 1.154.438 – carros por habitante: 1,60Ribeirão Preto (SP) 563.107 346.411 – carros por habitante: 1,62Goiânia (GO) 1.281.975 769.165 – carros por habitante: 1,66SJ do R Preto (SP) 419.632 251.433 – carros por habitante: 1,66Campinas (SP) 1.064.669 623.001 – carros por habitante: 1,70Florianópolis (SC) 408.161 232.087 – carros por habitante: 1,75Santo André (SP) 673.396 376.152 – carros por habitante: 1,79São Paulo (SP)11.037.593 5.951.686 – carros por habitante: 1,85Santos (SP) 417.098 218.715 – carros por habitante: 1,90<br />
  7. 7. Caos: acidentes<br /> O Brasil ocupa a quinta colocação no número absoluto de mortes no trânsito, segundo a OMS. Em milhares de mortes:<br /> 1º Índia 1062º China 973º EUA 434º Rússia 365º Brasil 35<br />
  8. 8. Os acidentes de trânsito e os afogamentos são os principais responsáveis pelos óbitos de crianças até 14 anos.  44% corresponderam aos atropelamentos, dentro os quais 28% aos acidentes com a criança na condição de passageira do veículo, 6% na condição de ciclista e os 22% restantes corresponderam a outros tipos de acidentes de trânsito.<br />Dados referentes ao ano de 2007, pela ONG Criança Segura.<br />
  9. 9. Problemas de saúde: poluição<br />Segundo a OMS, os gazes emitidos pelos veículos automotores causas os seguintes problemas de saúde:<br />Cérebro: a pressão intracraniana sobe e a cabeça dói. A concentração e a memória ficam prejudicadas pela ação dos hormônios do stress, que ainda levam a uma sensação de exaustão, gerando agressividade.<br /> Músculos: se contraem ao máximo e começam a liberar na corrente sangüínea uma série de substâncias inflamatórias.<br />Pulmões: a respiração acelera e esses órgãos passam a funcionar a toda velocidade. Com o tempo, a sensação de cansaço é inevitável.<br />Coração: começa a bater rapidamente e de maneira descompassada. Os vasos sanguíneos se contraem e a pressão arterial sobe. O risco de infarto e derrame cresce.<br />Sistema digestivo: o estômago passa a fabricar suco gástrico além da conta, o que pode levar à gastrite e à úlcera.<br />
  10. 10. Poluição sonora<br />Qualquer som acima dos 55 decibéis (o equivalente à voz humana em conversa baixa) é interpretado pelo organismo como uma agressão. Para preparar sua defesa, o cérebro ordena que as supra-renais, glândulas localizadas acima dos rins, liberem boas doses de cortisol e adrenalina, os hormônios do stress. <br />
  11. 11. Problemas de saúde: Stress<br />Conforme a IBM, em pesquisa sobre os 20 maiores centros urbanos do mundo:<br />30% dos habitantes entrevistados afirma apresentar maior nível de stress no trânsito.<br />29% tem seu trabalho e estudo prejudicados pelo stress no trânsito.<br />38% já desistiram de sair de casa alguma vez para evitar problemas com o trânsito.<br />
  12. 12. « Quiconque se trouve légalement sur le territoire d’un État a le droit d’y circuler librement . »<br />Déclaration Universelle des Droits de l‘Homme et du Citoyen<br />
  13. 13. 2. Alguns organismos e organizações têm reunido esforços para enfrentar problemas referentes ao trânsito atual.<br />Na sequência, citamos alguns projetos bem famosos:<br />
  14. 14.
  15. 15. Texto extraído do site do movimento:<br />Seja gentil no trânsito, que o trânsito retribui.<br />E se você ouvisse uma música, em vez de buzinar? Ou apontasse o erro, em vez de xingar? Gentileza gera gentileza e se multiplica. Experimente.<br />O melhor jeito de se acostumar com ela é se pondo no lugar do outro. Se alguém tomar aquela vaga de estacionamento que você estava esperando, releve; caso um motorista não deixe você ultrapassar, tolere; se outro vier disposto a brigar, não dê brechas para continuar a discussão.<br />Quando você muda, a cidade muda, e isso começa dentro de cada um.<br />As pessoas são como espelhos quando se trata de atitude, um gesto bom que você faça, volta com a mesma bondade.<br />Ou seja, ganha você e quem está ao seu lado no farol. Entre para o movimento Trânsito + gentil, seu dia-a-dia agradece.<br />
  16. 16. Muitas vezes, nas propagandas sobre violência e educação no trânsito, publicitários usam como tema a infância, como forma de comover os motoristas adultos:<br />
  17. 17.
  18. 18.
  19. 19. E não é só no Brasil, claro!<br />
  20. 20. Em muitos casos, porém, as crianças são propriamente os destinatários das peças publicitárias.<br />E isso não se dá apenas porque serão elas nossos futuros motoristas, e desejamos melhores motoristas para o futuro.<br />As crianças são convocadas, porque acreditamos no potencial educativo delas, em relação a seus pais e familiares:<br />
  21. 21. Propaganda do DETRAN, de 2008, visando o público infantil:(Repare na linguagem, bem própria ao público infantil, ao qual a propaganda se dirige!)<br />
  22. 22.
  23. 23.
  24. 24. O Câmera educação, projeto das Organizações A Tribuna, propôs para reflexão de adolescentes, no ano de 2010, o seguinte tema: "Como toda a sociedade pode melhorar o comportamento no trânsito?”<br />Gabriel ZavattiSecatto, do Colégio Presidente Kennedy, foi o vencedor, com a redação "O pequeno grande cidadão". <br />
  25. 25. E que tal sua escolase inscrever esse ano?<br />
  26. 26. 3. Críticos, nos perguntamos:em vista de um quadro tão sério, por que em grande parte das vezes continuamos conversando sobre trânsito com as crianças de uma maneira tão tola e simplificada?<br />
  27. 27. A estética ultrapassada e hoje pouco atrativa dos panfletos educativos:<br />
  28. 28. Premiados no concurso do DENATRAN, no ano passado:<br />Isso é tudo que podemos fazer com e por nossas crianças?<br />
  29. 29. A questão é política<br />Os projetos para Educação no Trânsito em geral se restringem a abordar a segurança das crianças. Isso é fundamental, mas por que desconsiderar questões mais complexas.<br />Por exemplo, esses projetos ignoram as infrações praticadas às portas das escolas? <br />Há um certo receio em confrontar o interesse dos pais/pagantes?<br />
  30. 30. Bom, para formular um projeto que seja efetivamente atual e coerente, precisamos antes analisar a nossa realidade, certo?<br />
  31. 31. 4. Problemas específicos do trânsito nas imediações das escolas<br />
  32. 32. Selecionamos 11 problemas<br />graves e comuns:<br />
  33. 33. 1. Pais estacionam em frente às garagens de edificações vizinhas aos colégios, impedindo a livre entrada e saída dos vizinhos, de suas casas.<br />2. Estacionam além dos limites das faixas amarelas, atrapalhando ou mesmo impedindo a livre entrada e saída dos vizinhos de suas casas.<br />3. Alguns saem do carro e o abandonam no local irregular, sem preocupação alguma em retornar rapidamente.<br />4. Alguns se mantém dentro do carro e, quando solicitados para que retirem seus carros, pedem que o solicitante aguarde por mais alguns momentos a chegada da criança.<br />5. Pais estacionam nas esquinas, impedindo uma boa visualização para os motoristas em trânsito, nos cruzamentos.<br />
  34. 34. 6. Pais param/estacionam em fila dupla, impedindo o fluxo de veículos pela rua. Muitas vezes esse fluxo de veículos fica interrompido uns bons metros adiante, atrapalhando a passagem de famílias, trabalhadores, veículos particulares e também públicos.<br />7. A grande maioria dos carros que trancam a rua transporta, além do motorista, uma ou duas crianças. Isso redunda em uma maior quantidade de veículos transitando.<br />8. Muitas vezes uma das crianças, mais novinha, desce do carro em frente ao portão de uma das unidades da escola, e a outra, mais velha, desce mais adiante, mais próximo a outra unidade. São duas paradas em fila dupla que, além de contrariarem o CTB, são claramente desnecessárias, e denotam descaso no que diz respeito às leis e aos interesses e necessidades de outros cidadãos.<br />9. Funcionários entregam crianças dentro dos carros; colocam mochilas no porta-malas, enquanto os demais veículos esperam.<br />10. Há demasiados toques de buzinas nos horários de entrada e saída das escolas.<br />11. Há tratamento grosseiro e anti-social entre as escolas e os vizinhos.<br />
  35. 35. Sim, cabe às escolas buscar soluções!!!<br />
  36. 36. 5. Responsabilização<br />
  37. 37. a) Empresas solidárias<br />Hoje em dia há uma corrida das empresas, dos mais variados setores, no sentido de uma maior humanização.<br />Fala-se em humanizar as relações entre patrões e empregados, com os clientes, e com a comunidade. <br />Bom-mocismo hoje vende!!!<br />
  38. 38. E que tal se o Universitas se tornasse referência regional na solução de problemas relativos ao trânsito escolar?<br />
  39. 39. Ok, as escolas, nos últimos tempos, têm investido sim em projetos sociais, para estimular os alunos a serem solidários.<br />Contudo, levar os alunos a experimentar, em um dia específico do calendário escolar, problemas de comunidades distantes e, no dia-a-dia, ignorar e permitir que eles ignorem problemas relativos à comunidade próxima não é trabalhar solidariedade e cidadania; é HIPOCRISIA.<br />Mostrar as diferenças e não ensinar a CONVIVER COM A DIFERENÇA não é ensinar valores, e sim cumprir premissa mercadológica para bem vender uma “imagem” bacana. É dissimular, enganar, deturpar e lucrar.<br />De nossa parte pensamos que educar é MUITO mais do que estabelecer objetivos visando o lucro. <br />b) Mas escola é mais que empresa! <br />
  40. 40. Ensinar valores:<br />Segundo Jurandir Freire Costa, em A ética e o espelho da cultura: <br />“O que vigora hoje, no Brasil, é uma razão cínica...No lugar da indignação, produziu-se um discurso desmoralizante que diz que toda lei é convencionalismo, formalismo, idealismo, conservadorismo...<br />Torpedeada a lei, é todo um universo simbólico que desmorona.Tornamo-nos, todos homens, sem pudor. <br />Não são apenas os marginais organizados em falanges para o que der e vier, nem os políticos...que se deixam dirigir por essa razão cínica...Existe um elo indissolúvel entre o político que lesa o erário público, o cidadão que ultrapassa o sinal vermelho e o assaltante que mata...Todos deixaram de levar em conta a lei...Realizamos uma cisão entre duas esferas de valor, uma indignada e furiosa, outra generosa e condescendente...Exercitamos, assim, nosso cinismo...<br />Um motorista que estaciona na faixa de pedestres é, em certo sentido, tão violento quanto um assaltante que metralha sua vítima. Ambos se julgam acima da lei... A cultura da delinqüência é uma cultura suicida...Mas cidadãos que atuam embriagados pela cultura da delinqüência têm os olhos vendados pela ilusão de que podem escapar impunemente da dissolução social. Não podem, e aqui começa nossa tragédia brasileira....<br />O cidadão que estaciona em fila tripla para esperar o filho diante do colégio age, ainda que em proporções diferentes, com a mesma arrogância delinqüente do marginal que fuzila o caixa de um banco...Todos atuam munidos da ilusão de que, apesar de tudo, irão escapar... todos devemos fazer o mesmo, ou seremos ingênuos e fracos...É esse cinismo aplicado à vida cotidiana que se torna o mais perigoso ”.<br />
  41. 41. c) Cegueira voluntária<br />O problema do trânsito nas portas das escolas é real, é sabido, é generalizado, e as escolas têm se negado a tratá-lo como uma causa delas. <br />As escolas fazem ouvidos moucos aos desconfortos e perturbações causados às vizinhanças. Trata as questões relativas ao trânsito que ela movimenta e muitas vezes alimenta como incômodo inevitável. <br />A impressão que fica é que esse é um “malefício” com o qual a comunidade deve arcar, em nome do funcionamento do processo educativo.<br />Mas é assim que se educa?<br />
  42. 42. Sim, é assim que se educa para a arrogância, o cinismo, a hipocrisia, o egoísmo e a desesperança!<br />
  43. 43. Vocês conhecem um vídeo sobre isso, que circula pela internet?<br />Seria interessante trabalhá-lo com professores, funcionários e pais de alunos!<br />
  44. 44. Lutando contra o conformismo<br />É certo que não podemos mudar a direção dos ventos, mas podemos alterar a posição das velas. <br />L. Navarro<br />
  45. 45. d) Justificativas ou desculpas?<br />Não importa que as ruas da região são estreitas e se as dependências do colégio têm uma dada estrutura... <br />Os problemas de trânsito nas redondezas, embora incomodem mais aos vizinhos do que ao colégio, são DECORRENTES do colégio. Portanto: são de RESPONSABILIDADE do colégio!!<br />O colégio cresce e investe em crescimento desconsiderando o ambiente à sua volta?<br />Tal comportamento da escola é compatível com o DISCURSO da escola na mídia, e na própria escola?<br />
  46. 46. Que tal deixarmos de nos justificar, de procrastinar, de empurrar a responsabilidade para o Estado, e fazermos nossa parte ?<br />
  47. 47. 6. O que o DETRAN propõe às escolas?<br />
  48. 48. Sugestões às escolas:- Programar diferentes horários de início e de término das aulas. Se uma escola tem entrada prevista para as 7h30min, pode antecipar uma entrada para as 7h20min, manter outra no mesmo horário, e criar um terceiro horário às 7h40min. A saída, da mesma forma, seria dividida em três momentos.<br />- Construir estacionamentos em áreas internas dos estabelecimentos para que os pais tenham uma opção para aguardar seus filhos. Alguns bons colégios estão fazendo isso. Por exemplo: o colégio Anchieta, em São Paulo; e o Colégio do Rosário, em Volta Redonda (foto acima).<br />- Há também a possibilidade de criar pistas de acesso internas aos colégio, por onde os carros transitem. Essa alternativa foi posta em prática pelo colégio Jesuítas, em Juiz de Fora (foto abaixo).<br />
  49. 49. 7. O que mais as escolas PODEM e DEVEM fazer?<br />
  50. 50. Primeiro passo: despertar a autocrítica<br />
  51. 51. Alguns temas sugeridos para debate com os alunos:I. Carros, identidade e afetividade:Discutir, com base nas charges abaixo, as relações que nós seres humanos nutrimos com nossos carros. Bens materiais, entes da família, condição de respeitabilidade?Por que o brasileiro gosta tanto de carro? Por que pouquíssimos europeus têm carro? Quais as possíveis razões materiais e simbólicas?<br />
  52. 52. Valores trabalhados:<br />Repensar referências, preferências e gostos; repensar o materialismo e o consumismo; aprender a ouvir, a se expressar, a respeitar a idéia dos outros.<br />
  53. 53. II. Olhar e perspectiva:<br />Conta-se que Sigmund Freud aprendeu a dirigir já constava muitos anos de idade. Quando saiu às ruas como motorista pelas primeiras vezes, teria afirmado:<br /> Quando era pedestre, julgava os motoristas imprudentes. Agora me aborreço com a imprudência dos pedestres.<br />O que essa afirmação de Freud nos faz pensar a respeito de nosso comportamento no trânsito?<br />Valores trabalhados:<br />Comprometimento com o coletivo, diálogo com as diferenças; aprender a ouvir, a se expressar, a respeitar a idéia dos outros, a mudar de idéia.<br />
  54. 54. III. Olhar e perspectiva (de novo):<br />Assistir o seguinte vídeo que também tem circulado pela internet, e discutir com os alunos.<br />
  55. 55.
  56. 56. IV. Palestra<br /> Convidar um agente de trânsito para falar sobre educação, gentileza e educação no trânsito. Orientar o agente para que aborde números relativos à imprudência, à violência e a brigas no trânsito.<br />
  57. 57. V. Focando o problema local:<br />Aula 1: (apenas alguns minutinhos)<br /> O professor deve começar a aula com alguns questionamentos: Somos irônicos, apáticos, acomodados? Por que convivemos com problemas de convivência sem buscar alternativas? Como se o problema fosse um dado insuperável? Será que a rotina nos faz não perceber claramente os problemas que nos cercam?<br /> Mostrar às crianças as seguintes fotografias:<br />
  58. 58.
  59. 59.
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  69. 69.
  70. 70. Pedir que os alunos descrevam as fotografias, e apontem aquelas que mais despertaram interesse. Registrar razões e reações.<br />Pedir, como tarefa para a próxima aula, que observem como será a saída da escola neste dia, e a entrada no próximo. Solicitar que registram por escrito ou tirem fotos com seus celulares, Ipods.<br />Aula 2: (apenas alguns minutinhos).<br />Compartilhar os registros feitos pelos alunos. Propor, sobre eles, uma nova discussão. As seguintes questões devem ser trabalhadas:<br /><ul><li>E se eu fosse um morador vizinho à escola? Como eu me sentiria?
  71. 71. Tenho o direito de infringir uma norma comunitária para tirar uma vantagem individual momentânea?
  72. 72. Se gentileza gera gentileza, grosseria gera grosseria? Como romper o círculo vicioso? Qual o significado disso no trânsito? E na sala de aula?</li></li></ul><li>
  73. 73. Segundo passo: ações<br />
  74. 74. I. Incentivo à carona solidária<br />Muitas escolas cadastram pais e organizam itinerários.<br />Mas já há redes sociais que contribuem para uma melhor organização!<br />http://www.unicaronas.com.br/<br />http://www.tipcar.com.br/<br />Os próprios alunos podem assumir tais funções:<br />Habilidades trabalhadas na empreitada:<br />a) Geografia: leitura e elaboração de mapas da cidade;<br />b) Matemática: organização lógica, uso de tabelas e organogramas, administração de interesses;<br />c) Informática: acesso, uso e divulgação das referidas redes sociais.<br />Valores trabalhados:<br />Aprender a dividir, conviver, ceder e cumprir regras que sejam do interesse do bom funcionamento da comunidade; crítica ao individualismo atual.<br />
  75. 75. II. Incentivo ao uso da bicicleta.<br /> A propósito: A escola dispõe de um local onde os alunos, professores e funcionários possam guardar suas bicicletas?<br />
  76. 76.
  77. 77. Dez  mandamentos do cicloativismo<br />1. LEVANTE-SE E PEDALE Nem que seja só você.<br />2. LUTE PELO ESPAÇO O ciclista deve ter respeitado o limite de 1,5 metro de distância para outros veículos. Causas: sinalização na pista (trânsito compartilhado), ciclofaixas (toda a cidade, qualquer horário) e ciclovias (nas avenidas).<br />3. FAÇA BARULHO Não se esconda: use cartazes, adesivos, internet.<br />4. INDEPENDÊNCIA OU NADA Bicicletadas não têm ligações com empresas, partidos ou igrejas.<br />5. NÃO SIGA LÍDERES Numa bicicletada, as decisões são consensuais.<br />6. SIGA A LEI Não ande em contramão ou calçadas e dê preferência ao pedestre.<br />7. NÃO PEÇA LICENÇA Uma bicicletada não precisa de “passe livre” de autoridade.<br />8. CRIE UM HÁBITO Toda última sexta-feira do mês.<br />9. SEJA INVENTIVO Crie formas diferentes de incentivar o ciclismo.<br />10. SEJA CORDIAL Sorria a motoristas e pedestres — se preciso, saia nu para dar visibilidade à causa.<br /> Livremente adaptado do www.bicicletada.org<br />
  78. 78. Habilidades trabalhadas nos alunos:<br />a) Geografia:leitura e elaboração de mapas das ciclovias;<br />b) Educação física: desenvolvimento físico, motor e equilíbrio;<br />c) Artes: análise e produção de material publicitário. (Hoje andar de bicicleta é ser vanguarda!)<br />Valores trabalhados:<br />Comprometimento com o coletivo, preocupação com a saúde, força, resistência, equilíbrio, iniciativa; crítica ao individualismo atual.<br />
  79. 79. III. Incentivo ao uso do transporte público. <br />Comparar os custos e benefícios do transporte privado e do público.<br />Analisar as reais condições do transporte coletivo em Santos, as alternativas de transporte coletivo na cidade.<br />Estudar as linhas que cobrem o caminho das casas dos alunos até a escola, e da escola até suas casas!<br />Muitos alunos simplesmente desconsideram a possibilidade de andar de ônibus urbano: acham-no perigoso ou mesmo degradante. Muitos alunos chegam ao ensino Fundamental II sem nunca terem andado de ônibus na vida.<br />Habilidades trabalhadas nos alunos:<br />a) Geografia: leitura e elaboração de mapas dos itinerários dos ônibus e seletivos;<br />b) Matemática: organização lógica, uso de tabelas e organogramas, cálculo de preço e tempo, administração de interesses;<br />Valores trabalhados:<br />Comprometimento com o coletivo; aprender a conviver com a diferença, assumir posturas que sejam do interesse do bom funcionamento da comunidade; crítica ao individualismo atual.<br />
  80. 80. IV. Elaboração de panfletos e promoção de palestras<br />Português: análise do padrão de escrita das leis de trânsito; redação de um roteiro de PPTs e/ou documentários; redação de panfletos.<br />Informática: preparação de palestras em PPTs e/ou edição de vídeos, para serem apresentados aos colegas, e, num dia especial, também aos pais.<br />Artes: elaboração de panfletos para serem distribuídos aos pais, nos horários de entrada e saída da escola.<br />Habilidades trabalhadas nos alunos:<br />a) Português: leitura e elaboração de mapas dos itinerários dos ônibus e seletivos;<br />b) Informática: montagem de PPTS, edição de vídeos;<br />c) Artes: habilidades motoras, exploração de diversos materiais, design.<br />Valores trabalhados:<br />Comprometimento com o coletivo; aprender a conviver com a diferença, assumir posturas que sejam do interesse do bom funcionamento da comunidade; crítica ao individualismo atual.<br />
  81. 81. Sugestões de trechos do CTBa serem trabalhados nos panfletos e palestras:<br />Art. 181. Estacionar o veículo:<br /> I - nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento da via transversal:<br />Infração - média;<br />Penalidade - multa;<br />Medida administrativa - remoção do veículo;<br />IX - onde houver guia de calçada (meio-fio) rebaixada destinada à entrada ou saída de veículos:<br />Infração - média;<br />Penalidade - multa;<br />Medida administrativa - remoção do veículo;<br />X - impedindo a movimentação de outro veículo:<br />Infração - média;<br />Penalidade - multa;<br />Medida administrativa - remoção do veículo;<br />XI - ao lado de outro veículo em fila dupla:<br />Infração - grave;<br />Penalidade - multa;<br />Medida administrativa - remoção do veículo;<br />
  82. 82. Sugestões do DETRAN aos pais,de como proceder nos horários de entrada e saída da escola, no trânsito<br /> - Procure chegar com antecedência para encontrar um local adequado para estacionar;- Caso chegue no horário, e a criança se atrase, procure uma via secundária para aguardar;- Não havendo vagas em vias alternativas, dê uma volta na quadra;- Sincronize o seu horário de chegada com a saída da criança para evitar esperas desnecessárias. Para conseguir isso, o primeiro passo é educar seu filho. Mostre que um minuto de atraso pode prejudicar a vida de dezenas de motoristas;- Sempre que embarcar e desembarcar, seja rápido: sem despedidas ou recados em cima da hora;- O celular (sempre que possível e nunca ao volante) pode ser utilizado para orientar o filho a se aproximar do portão.<br />
  83. 83. V. Elaboração de cartas/documentos<br />Trabalhar com as turmas cartas ao prefeito ou à Câmara dos Vereadores sugerindo quaisquer medidas que, na visão dos alunos, contribuam para um melhor trânsito na cidade.<br />Por exemplo: como incentivo ao uso de bicicletas, solicitar que garanta-se a instalação de postos, pela cidade, para guardá-las com segurança.<br />Os alunos também podem organizar um abaixo-assinado, trabalhar no recolhimento de assinaturas, e enviar às autoridades competentes. Pode ser um abaixo-assinado virtual! Assim, os alunos podem explorar a divulgação da idéia através das redes sociais. <br />
  84. 84. VI. Claro! Professores e funcionários<br />devem ser instruídos, de maneira a dar exemplo:<br /><ul><li>Instruir os funcionários a não contribuírem para a formação das filas duplas.
  85. 85. Levar crianças até o carro e guardar as mochilas e demais pertences nos portas-malas não acelera o processo: incentiva os pais a pararem em fila dupla, quer dizer, autoriza-os a agir errado e arrogantemente.
  86. 86. Instruir os funcionários da portaria a APENAS entregar as crianças a seus pais DESDE QUE que esses estejam com seus carros devidamente estacionados em local regular.
  87. 87. Instruir professores e funcionários a não pararem em locais irregulares: em frente à garagens, além do limite das faixas amarelas e nas esquinas.</li></li></ul><li>Terceiro passo: Explorar o tema no dia-a-dia das diversas disciplinas<br />
  88. 88. Geografia: fazer um levantamento de dados sobre trânsito em nossa cidade, e, mais especificamente, no bairro da escola.<br />Ciências: trabalhar os problemas de saúde e ecológicos causados pelos automóveis; pesquisar energias alternativas. Sugestão: trabalhar com o “Projeto Venus”, proposto pelo engenheiro e designer norte-americano Jacque Fresco.<br />História: trabalhar a história da criação das leis, interesse e participação popular; trabalhar com História Urbana, ou história da urbanização de Santos, e problemas decorrentes do crescimento desordenado dos núcleos urbanos; trabalhar porquês da elaboração de leis em seus contextos. Nesse diapasão, também é possível trabalhar com as idéias de Jacque Fresco.<br />Matemática: trabalhar com números indicados nas leis de trânsito pertinentes; trabalhar com números relacionados a acidentes e/ infrações de trânsito. Formular problemas matemáticos contextualizados em situações de trânsito; etc.<br />
  89. 89. ENFIM:<br />
  90. 90. Contamos com o envolvimento da escola nesse problema que é NOSSO!E nos disponibilizamos a NOS ajudar no que for preciso!AYLLU P.P.ayllu.pp@gmail.com Ana L.O.D. e Thalita Dantestelefones: (13) 32616328 -(13) 81181272<br />

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