Cognição

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Formação realizada com os educadores do CEI 1 de Taguatinga em 2014.

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Cognição

  1. 1. Cognição Vânia Varela (Pedagoga) Anaí Haeser (Psicóloga) SEDF – CRET – CEI 1 - EEAA
  2. 2. Como a criança aprende e pensa? O que influencia? Como desenvolver? Quais os meios?
  3. 3. O QUE É COGNIÇÃO?
  4. 4. Cognição? • Origem no latim noscere, “saber, conhecer”, com o prefixo com, “junto” (ORIGEM DA PALAVRA, 2014). • Cognição é o conjunto de habilidades cerebrais (mentais) necessárias para a construção de conhecimento (BERGER, 2011). – É desenvolvida ao longo da vida – Está diretamente relacionada à aprendizagem (escolar e não escolar) e à adaptação – Envolve aspectos contextuais (sociais, históricos, culturais) e biológicos
  5. 5. ELEMENTOS DA COGNIÇÃO Percepção Raciocínio Pensamento Abstração Linguagem Memória Atenção Criatividade Solução de problemas Funções executivas etc.
  6. 6. QUAL A DIFERENÇA ENTRE COGNIÇÃO E INTELIGÊNCIA?
  7. 7. Cognição versus Inteligência INTELIGÊNCIA • Do latim intelligare, “juntar, unir, entrelaçar” (ORIGEM DA PALAVRA, 2014; NUNES & SILVEIRA, 2011). • Envolve aspectos da pessoa e do meio/contexto (BERGER, 2011) • “Capacidade de conhecer e entender a realidade circundante, dominá-la e transformá-la” (NUNES & SILVEIRA, 2011). • É aberta e mutável (NUNES & SILVEIRA, 2011). • “[Resulta] das relações sociais, históricas e culturais construídas pelas pessoas em sua evolução como espécie (filogênese) e como ser (ontogênese)”, englobando aspectos biológicos (NUNES & SILVEIRA, 2011).
  8. 8. QUAL A RELAÇÃO ENTRE COGNIÇÃO, DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM, TRANSTORNO E DEFICIÊNCIA (OU SÍNDROME)?
  9. 9. Dificuldades, Transtornos de Aprendizagem, Deficiências, TDG, Síndromes Termo genérico que se refere ao comprometimento do desempenho escolar e, por vezes, a problemas de comportamento, os quais estão ligados a questões situacionais, familiares ou contextuais. Termo genérico que descreve o rendimento acadêmico abaixo do esperado para a idade, nível intelectual e série, relacionado a um conjunto de características. Características de natureza física, intelectual, sensorial ou genética, as quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade e, também, influenciar no processo de aprendizagem. 40% 6% 2%
  10. 10. E então... • Dificuldades de aprendizagem e transtornos funcionais podem ou não envolver aspectos cognitivos. • O mesmo se aplica às deficiências e síndromes, exceto quando há um comprometimento físico que acarreta consequências às funções cognitivas.
  11. 11. A COGNIÇÃO É APENAS UM DOMÍNIO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO ENTRE OUTROS
  12. 12. Domínios do desenvolvimento humano Bio- fisiológico (estruturas e funções do corpo) Cognitivo (elementos necessários à construção do conheci- mento) Afetivo (emoções, sentimentos, afetos) Social (elementos relacionados à sociedade em que a pessoa se encontra)
  13. 13. É PRECISO ESTIMULAR PARA DESENVOLVER
  14. 14. Desenvolvimento cognitivo • Processo pelo qual as pessoas constroem conhecimento ao longo da vida (BERGER, 2011). • Algumas teorias sobre o desenvolvimento cognitivo – Epistemologia Genética (Piaget) – Histórico-cultural (Vygotsky) – Psicogênese da pessoa completa (Wallon) – Aprendizagem Significativa (Ausubel) – Psicologia Cognitiva (Bruner, Novak) – Co-construtivismo (Valsiner & Branco)
  15. 15. Aspectos (inter)relacionados ao desenvolvimento cognitivo (os domínios e seus componentes) Cognitivo Bio- fisiológicos Afetivo Social Ambiente sócio-cultural Ambiente Familiar Filogenético Ontogenético Motor
  16. 16. Ambiente sócio-cultural e desenvolvimento cognitivo
  17. 17. Ambiente familiar e desenvolvimento cognitivo • O desenvolvimento cognitivo acontece nos diversos contextos de vida de uma pessoa e está relacionado aos demais domínios de desenvolvimento. • A qualidade da estimulação no ambiente doméstico está diretamente relacionada ao desempenho cognitivo infantil (ANDRADE, BASTOS, PEDROMÔNICO, ALMEIDA-FILHO & BARRETO, 2005). – Condição de trabalho e nível de escolaridade maternos influenciam a qualidade da estimulação – Número de irmão com idade próxima influem na qualidade da estimulação no ambiente familiar – Condições materiais, bem como a dinâmica familiar tem papel relevante no desenvolvimento cognitivo
  18. 18. Apressamento cognitivo infantil • O apressamento cognitivo infantil se refere à superestimulação realizada antes que uma pessoa esteja apta ou preparada para uma aprendizagem (CARVALHO, 2014). – Normalmente é produzido por pais com elevado nível de escolarização, em geral professores, mas também pode ser gerado pela instituição de ensino – O apressamento cognitivo pode gerar dificuldades de aprendizagem, problemas afetivas/ emocionais, de interação social e no processo de individuação, além de dificuldades de concentração e atenção, desmotivação para aprender.
  19. 19. Apressamento cognitivo infantil (cont.) • Existem três etapas funcionais interdependentes na realização de qualquer atividade: poder, saber e querer (PICQ E VAYER, 1988, apud CARVALHO, 2014). “Não adianta pais e professores terem poder de decisão sobre o indivíduo se não houver integridade entre os seus próprios órgãos para o seu desenvolvimento integral; também de nada adiantará aos pais e professores decidirem que a criança está pronta para enfrentar o cotidiano da sala de aula se ela mesma, em sua globalidade, não estiver consciente disso.” (CARVALHO, 2014, grifo nosso ).
  20. 20. AGORA NÃO ESTÁ! AGORA ESTÁ! Refletindo...
  21. 21. ELEMENTOS DA COGNIÇÃO
  22. 22. Percepção Integração de estímulos e atribuição de significados aos mesmos, ou seja, em interpretações pessoais acerca e diferentes objetos. Implica em atribuir significados aos objetos em suas qualidades e relações. É a base para o desenvolvimento da memória.
  23. 23. Memória Capacidade de registro, fixação e recordação de estímulos visuais, auditivos e táteis. É o armazenamento do conhecimento, bem como sua evocação. A criança somente será capaz se reter com eficiência os estímulos de qualquer natureza se os houver identificado e compreendido anteriormente. Assim, antes de estimular a memorização devemos nos certificar da compreensão dos conceitos.
  24. 24. Atenção Fenômeno subjetivo,pois constitui-se no modo como a mente seleciona e fixa determinados estímulos por um período de tempo variável, segundo à motivação e fadiga do sujeito. Está ligada à percepção e se exprime pela seleção de estímulos e vigilância. O desenvolvimento da atenção pressupõe atividades que se desencadeiam por força da motivação(motivo de ação), que despertam o interesse.
  25. 25. ... • Tanto estímulos muito simples ou muito complexos podem ocasionar redução na capacidade atentiva, que por desinteresse ou ansiedade tornam baixa atenção e fatalmente levam à dispersão. • Os jogos em geral costumam estimular a atenção, porém recomenda-se não exceder nos competitivos pois geram ansiedade. -> Antes de pensar em qualquer atividade para o desenvolvimento da atenção em nossos aluno é preciso conhecer o perfil dos alunos em questão,é preciso saber que tipo de tarefa os motiva,sempre mostrando novas possibilidades.
  26. 26. Raciocínio Formas de pensar por meio da coleta de dados, levantamento hipóteses, seleção e testagem. O raciocínio é uma forma cognitiva complexa que ocorre em estágios mais avançados do desenvolvimento do sujeito,corresponde ao processamento de dados fornecidos pela atividade perceptiva, envolvendo uma série de etapas que culminam com uma súbita solução do problema “insight”.
  27. 27. Raciocínio indutivo e dedutivo • Dedutivo-> Exprime-se por sistemas fechados com um número limitado de elementos, cujas as propriedades são conhecidas desde o início e não se alteram a medida que o pensamento evolui (presente nas atividades matemáticas). • Indutivo ->Exprime-se por sistemas mais abertos exige que o sujeito se utilize de informações de outras áreas, diferentes daquelas e que a situação problema se originou, baseia-se na observação de fatos evoluindo para chegar a generalização.
  28. 28. O raciocínio assume formas • Raciocínio realista-> oriundo de atividades sensório-perceptivas que depende de processos básicos tais como memória, imaginação, associações. Segue as fases da identificação do problema, análise das características da situação, levantamento de hipóteses, definição de estratégias, resolução e avaliação. • Raciocínio inventivo-> Nos processos mentais são baseados em associações, que não são previstas; • Raciocínio verificador-> Baseado na lógica,tudo precisa ser analisado testado e comprovado.
  29. 29. ... • Raciocínio analítico-> Gradual e cauteloso, baseado em informações que são analisadas, examinadas e organizadas passo a passo. • Raciocínio reprodutivo-> Envolve a transferência de aprendizagens anteriores para a solução correta das situações-problema; • Raciocínio produtivo->Baseia-se na reorganização de estímulos onde normalmente acontecem o “insight”
  30. 30. Conceituação É a categorização ou a classificação de objetos por meio da abstração de suas características que permitem a representação dos mesmos por meio do pensamento.Conceituar significa portanto classificar objetos segundo critérios ou propriedades isoladas/combinadas. -> As crianças as vezes aprendem de memória,o que não é de todo positivo,pois acabam por não realizar as transferências de conceitos que deveriam ser apreeendidos.
  31. 31. Linguagem Aspecto do processo evolutivo do indivíduo, está diretamente ligada aos desenvolvimentos neurológicos, da inteligência, da afetividade, da motricidade e da socialização. Na aquisição da linguagem devem ser considerados os níveis de maturação, experiências, motivação, diferenças individuais e socialização.
  32. 32. ... A linguagem permite a afirmação do “eu” em relação aos “outros”,possibilita a formação da consciência social, assegurando a adaptação à realidade. Quando a linguagem se utiliza de palavras escritas e faladas como sistema para expressão do pensamento, é chamada de língua, que se apreende perceptivamente as peculiaridades da cultura e do mundo.
  33. 33. ... Os elementos fundamentais da língua : Palavra->Associada ou não à mímica, elemento fundamental na expressão do pensamento. Síntaxe->Corresponde a própria organização do pensamento e tem por objetivo estabelecer relação entre as palavras e frases. As formas de expressão da língua são oral e gráfica, pelas quais as palavras e as palavras faladas ou escritas, organizadas na sintaxe da língua, ganham intenção significativa.
  34. 34. ... O trabalho com a língua, do ponto de vista educativo consiste em desenvolver no aluno, a habilidade de falar, ler e escrever com correção e propriedade do idioma,bem como empregá-lo como empregá-lo com facilidade e desenvoltura. Exprimir-se com clareza,exatidão e objetividade envolve organização de pensamento,o que vai se evidenciar nas formas de uso da linguagem.
  35. 35. Os distúrbios da linguagem podem ser por causas orgânicas ou psíquicas Podem afetar : • A expressão oral • A expressão e o desenho da língua escrita • Os movimentos da expressão(mímica) • O ritmo da fala -> No conjunto dessas alterações destaca-se : omissões,trocas e inclusões de letras, dificuldades de leitura, caligrafia ilegível, gagueira, hipermimia (excesso de mímica).
  36. 36. ... • Todos esses distúrbios mantêm circularidade entre dois aspectos importantes ou que se relacionam ora como causa, ora como efeito: o emocional ou orgânico. • Por isso as alterações na linguagem tem inúmeras consequências e causas, sejam acadêmicas, sociais ou afetivo - emocionais e sociais. Seu tratamento requer diagnóstico diferencial seguindo de orientação à família e posterior atendimento à criança.
  37. 37. ... Conforme o caso, além do fonoaudiólogo, poderá haver necessidade de intervenção de psicólogo, médico especialista, psicopedagogos e outros. Em qualquer caso, o professor deve intervir como mediador para facilitar o desenvolvimento do vocabulário, da fluência verbal, da articulação, compreensão da leitura e escrita, e de todas as outras formas de comunicação de seus alunos.
  38. 38. EXPLORANDO ASPECTOS COGNITIVOS COM JOGOS ATIVIDADE EM DUPLAS
  39. 39. Atividades para desenvolver a Percepção visual: • Motilidade ocular, discriminação de cores, formas, tamanhos, quantidades, direções, semelhanças e diferenças; • Relações figura entre figura x fundo; • Organização perceptiva; • Análise e síntese-> perceber semelhanças e diferenças,comparar ,discriminar e reorganizar
  40. 40. Atividades para Desenvolver a Percepção Auditiva • Captação e discriminação de estímulos auditivos(ruídos,sons,vozes), • Localização da fonte sonora, • Treinamento rítmico, • Reprodução de sons, • Discriminação de fonemas, • Identificação de semelhanças e diferenças sonoras
  41. 41. Atividades para Desenvolver a Percepção Gustativa • Reconhecer os variados sabores; • Discriminar sabores e temperaturas de alimentos.
  42. 42. Atividades para Desenvolver a Percepção Olfativa • Reconhecimento e discriminação de odores; • Comparação de cheiros.
  43. 43. Atividades para Percepção Tátil • Desenvolvimento da sensibilidade das mãos e dedos; • Análise e síntese pela manipulação e observação das diferenças,comparação, discriminação de estímulos táteis.
  44. 44. ATIVIDADES Memória visual -> reter e recordar com precisão experiências visuais anteriores • Evocação e retenção de nomes de lugares, pessoas , objetos etc; • Reprodução de situações ocorridas em filmes ou desenhos; • Jogos de mímica; -> Sua falta de estímulos podem levar à dificuldades de leitura,pois requer a abstração ótica.
  45. 45. ATIVIDADES Memória auditiva -> reter e recordar informações captadas auditivamente • Retenção e evocação de sons onomatopaicos,ordens verbais,músicas, poesias,notícias ,histórias,trechos e frases; • Reprodução de idéias principais de histórias, trechos lidos frases. -> Dificuldades na memória auditiva são responsáveis por falhas na associação de símbolos gráficos discriminados visualmente,aos correspondentes sonoros.
  46. 46. ATIVIDADES Memória visomotora -> capacidade de reproduzir,com movimentos dos segmentos corporais ,experiências visuais anteriores • Reprodução de memória de desenhos, dobraduras de maneira monitorada,até se chegar a autonomia; • Reprodução de movimentos corporais a partir da apresentação de modelos prévios,sempre exigindo o exercício da memória; • Reonstrução de memória de situações de vida diária,como ir às compras,ao traabalho,à escola,à piscina... -> A memória visomotora é responsável pela eficiência na escrita.
  47. 47. Atividades para o desenvolvimento do raciocínio • Quebra-cabeças; • Classificação de objetos seguindo critérios; • Identificação de relações de igualdade diferenças e semelhanças; • Sequência lógica; • Criação de história e jogos; • Interpretação de histórias; • Análise e síntese contextuais
  48. 48. ATIVIDADES Para desenvolver as habilidades conceituais • Organizar conjuntos segundo critérios(cor , forma, natureza, tamanho, posição, quantidade isolados e combinados); • Junção de objetos por semelhanças ou por equivalência de utilização; • Exploração de gravuras, brinquedos e/ou objetos destacando sua utilidade e importância; • Exploração da sequência dos fatos em histórias.
  49. 49. ... • O professor atuando como auxiliar nesse processo, pode desenvolver atividades tais como: • Imitações onomatopaicas • Reprodução de histórias • Narração de passeios • Descrição de gravuras e cenas • Dramatizações • Atividades para levar animaizinhos à escola • Trabalhar com letras de canções • Declamar poesias • Inventar histórias • Imitar movimentos • Identificação de sons
  50. 50. ... • Repetição de rimas • Reprodução e prática de sons e articulação diante do espelho • Classificação de objetos e figuras para perceber semelhanças, diferenças, etc. • Audição e controle da própria voz • Desenhar, pintar, colorir e escrever livremente • Utilizar legendas para representar diferentes situações de vida diária • Identificar em etiquetas o conteúdo de caixas, gavetas e pacotes • Identificar sequências se histórias, seus personagens • Escrever e desenhar o que sente e pensa
  51. 51. REFERÊNCIAS Origem da Palavra – Site de Etimologia. Disponível em: http://origemdapalavra.com.br/site/ . Acessado aos 10 de novembro de 2014. NUNES, A. I. B. L.; SILVEIRA, R. N. Psicologia da Aprendizagem. Brasília: Liber livro, 2011. ANDRADE, S. A.; SANTOS, D. N.; BASTOS, A. C.; PEDROMÔNICO, M. R. M.; ALMEIDA- FILHO, N.; BARRETO, M. L. Ambiente familiar e desenvolvimento cognitivo infantil: uma abordagem epidemiológica. Revista Brasileira de Saúde Púlbica, 39(4), pp. 606- 611, 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v39n4/25533.pdf . Acessado aos 10/ 11/ 2014. CARVALHO, M. M. L. As Possíveis Consequencias do Apressamento Cognitivo Infantil. Hospital Pequeno Príncipe de Neuropediatria. Disponível em: http://www.neuropediatria.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id= 96:as-possiveis-consequencias-do-apressamento-cognitivo- infantil&catid=59:transtorno-de-aprendizagem-escolar&Itemid=147/ . Acessado aos 09/11/2014.

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