Relatorio sbfqm quiropraxia

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Relatorio sbfqm quiropraxia

  1. 1. 1 26 e 27 de Julho de 2014 I Seminário Brasileiro de Fisioterapia Quiropraxica e Manipulativa I Simpósio Gaúcho de Fisioterapia Manipulativa I Consenso Nacional Educação em Fisioterapia Quiropráxica e Fisioterapia Manipulativa
  2. 2. 2 Organização: Departamento Científico da ANAFIQ Associação Nacional de Fisioterapia em Quiropráxia e Manipulativa www,quiropraxiabrasil.org Apoio: CREFITO 3 CREFITO 5 SBRTO Sociedade Brasileira de Reabilitação Traumatológica e Ortopédica
  3. 3. 3 Cartaz Publicitário
  4. 4. 4 Sumário: 1. Comissão Científica...................................................................................................................05 2. Apresentação.............................................................................................................................07 3. Uma Breve História da Quiropraxia.........................................................................................08 4. Licenciamento e Âmbito legal da prática da Quiropraxia nos EUA......................................10 5. Regulamentação da Atuação de Quiropraxistas Graduados na Fisioterapia nos EUA......12 6. Conceito e Caracterização das Técnicas de Fisioterapia Manipulativa ou TMO.................13 7. Conceitos e Caracterização das Técnicas Quiropráxicas..................................................16 8. Categorização das Técnicas Quiropráxicas.......................................................................20 9. As 15 técnicas mais utilizadas em Quiropraxia nos EUA..................................................21 10. Palestras e Cursos....................................................................................................................26 11. Carta de Legitimidade da Fisioterapia Quiropráxica..........................................................32 12. Políticas de Credenciamento de Cursos..................................................................................40 13. Edital Provisório para Credenciamento de Cursos e Proposta Curricular para Formação de Especialistas em Quiropraxia...................................................................................................41 14. Fotos............................................................................................................................................46
  5. 5. 5 COMISSÃO CIENTÍFICA Dr. Diego Galace de Freitas - SP Fisioterapeuta Acupunturista, Quiropraxista e Educador Físico Doutorado em Ciências da Saúde Pós-graduado em Fisioterapia Músculo Esquelética pela Santa Casa de São Paulo. Pós-graduação em Quiropraxia pela Universidade de Ribeirão Preto /SP. Apresenta Certificação Avançada em Terapia Instrumental Quiropráxica. Treinamento com o Chiropractic Adjusting Tool da Jtech Medical e Impulse Chiropractic Adjusting Instrument da Neuromechanical - USA. Responsável pelos trabalhos científicos e publicações do método na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP/SP. Dr. Helder Nani Ricardo (CTCVertebral / MG) , Fisioterapeuta, Mestre em Ciências da Saúde (Unincor - MG); Pós - graduado em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica (UCB-RJ); Formação em Quiropraxia (Ibraqui) e Quiropraxia Instrumental (Instituto Livta); Formação em Osteopatia Estrutural (IDOT)/ Formação em Terapia Craniosacral (Inst. Upledger/ em andamento); Formação em Terapia Biocranial (Crânio-sacral/ ANQ); Formação no Conceito Mulligan e Mobilização Neural, Formação em Terapia Holística (UHB) e Hipnose Clínica (SBHH); Formação em Cinesiologia Aplicada; Membro e Representante Regional da ANAFIQ (Assoc. Nacional de Fisioterapia em Quiropraxia); Idealizador do Centro de Tratamento da Coluna Vertebral (CTCVertebral / Varginha-MG ) Dr. Marcio Luiz Tosi – SP Fisioterapeuta fez sua especialização e formação em Quiropraxia, Osteopatia e Terapia Manual com cursos e estágios nos Estados Unidos. Primeiro Fisioterapeuta do Brasil com Certificação e Proficiência em Chiropractic Adjusting Instrument pelo Training Center Activator Methods - USA. Credenciado e Representante do Chiropractic Adjusting Tool pela Jtech Medical - USA. Treinamento com o Impulse Chiropractic Adjusting Instrument da Neuromechanical - USA. Formação em L'Equilibration Neuro Musculaire com François Soulier - França. Pós-graduação em Quiropraxia pela Universidade de Ribeirão Preto /SP. Conselheiro e Consultor Nacional da ANAFIQ na área de Fisioterapia Quiropraxia Instrumental
  6. 6. 6 Dr. Pablo Fabricio Flores Dias- RS Bacharel em Fisioterapia pela Universidade Feevale, em Novo Hamburgo/ RS - Crefito 51432 F Aprovado pelo COFFITO para o Título de Especialista em Quiropraxia. Idealizador, fundador, diretor científico e Vice - presidente da ANAFIQ Associação Nacional de Fisioterapia em Quiropraxia e Manipulativa Membro Titular da Sociedade Brasileira de Reabilitação Traumatológica e Ortopédica SBRTO e Auditor do Programa de Selo de Qualidade da SBRTO Diretor Científico da SOGAB/CS - Novo Hamburgo RS Responsável Técnico da Marca Orthofit/Univittá - Campo Bom – RS SOGAB- Clínica da Coluna Vertebral, Reabilitação Traumato-ortopédica e Desportiva. Atua na Clínica SOGAB na área de Reab. Traumato-ortopédica - Controle da Dor Musculoesquelética, Acupuntura, Quiropraxia e Fisioterapia Especializada. Responsável Técnico da Marca Orthofit/Univittá - Campo Bom – RS Mais de dez anos de experiência Clínica em tratamento da coluna vertebral utilizando vários métodos terapêuticos incluindo a quiropraxia. Também atuou como coordenador do Serviço de Fisioterapia Hospitalar do Hospital Municipal de Novo Hamburgo durante seis anos. Dr. Jemerson Oliveira – SC Graduação em Fisioterapia pela Universidade Tuiuti do Paraná Fundador e Presidente da ANAFIQ – Associação Nacional de Fisioterapia em Quiropraxia Especialista pelo COFFITO em Fisioterapia em Quiropraxia Pós-Graduado em Fisioterapia em Quiropraxia - Inspirar Professor do Curso de Quiropraxia e Terapia Manual no Brasil, Portugal e Argentina Formação: Terapia Manual e Postural Internacional, Maitland, Osteopatia, Trilhos Fasciais, RPG, entre outros Colaborador técnico-científico com o ITMP – Institut de Thérapie Manuelle de Paris - França Fisioterapeuta, Quiropraxista, Proprietário e Coordenador de Cursos da Fisioson Clínica de Fisioterapia desde 2000 Diretor da Faculdade Inspirar Unidade Balneário Camboriú SC, Coordenador e Professor das Pós-Graduações em Ortopedia-Traumatologia e Desportiva, Fisioterapia em Terapia Manual e de Fisioterapia em Terapia Intensiva. Atua como professor de cursos aperfeiçoamento em Quiropraxia a mais de dez anos...
  7. 7. 7 Apresentação I Seminário Brasileiro de Fisioterapia Quiropraxica e Manipulativa I Simpósio Gaúcho de Fisioterapia Manipulativa I Consenso Nacional Educação em Fisioterapia Quiropráxica 26 e 27 de Julho de 2014 A partir da influência de várias correntes e linhas de estudo nas áreas de terapias manuais desenvolvida através de décadas, sob a influência da osteopatia e da Reeducação Postural Global surge a Fisioterapia Manipulativa contemporânea, que gradativamente no Brasil evoluiu com a influência de várias correntes internacionais e mesmo nacionais de escolas orientais e ocidentais da Quiropraxia (Americana) e mesmo de Técnicas aprimoradas em território nacional desenvolvendo a Fisioterapia Manipulativa e a Fisioterapia Quiroprátxica atual. A especialidade da Fisioterapia Quiroprática foi regulamentada pela resolução n° 220 de 23 de maio de 2001, de acordo com o Diário Oficial da União n° 108 de 05 de junho de 2001. O Fisioterapêuta desde os primórdios do desenvolvimento da profissão atua em sua prática clínica exercendo o diagnóstico cinesiológico-funcional, atuando dentre as mais diversas áreas da fisioterapia, nos sistemas articulares do corpo. Este diagnóstico sempre utilizou como base tecnológica os conhecimentos da Biomecânica Clínica e Cinesiopatologia, para promover o re- equilíbrio dos sistemas musculoesqueléticos, bem como articulares e das cadeias biomecânicas. Na oportunidade do I SBFQM a diretoria da ANAFIQ , seus associados e os participantes do 1° SBFQM se reúnem para compartilhar conhecimentos relativos aos campos da Fisioterapia Manipulativa e da Fisioterapia Quiropráxica como denominações conceitualmente distintas na concepção técnica e filosófica mas que apresentam muitas semelhanças nas suas raízes fundamentais.O SBFQM ainda obtem seu apogeu neste evento com a aprovação da Carta de Legitimidade da Especialidade de Quiropraxia / Fisioterapia Quiropráxica. Também no I SBFQM ocorrerá o I Consenso Nacional Educação em Fisioterapia Quiropráxica e Manipulativa: Dr. Ricardo Sena , Dr. Marcio Tosi, Dr. Helder Nani, Dr. Diego Galace , Dr. Pablo Dias, Dr. Jemersom Poli, Dr. Vinícius Mendonça entre outros, Seguindo as discussões prévias para elaboração da Carta de Legitimidade da Fisioterapia Quiropráxica aos auspícios do Departamento Científico da ANAFIQ, ocorre também a aprovação das políticas e diretrizes de ensino para a Formação de Especialistas em Fisioterapia Quiropráxica e Formação de Especialistas em Fisioterapia Manipulativa ambas credenciadas pela ANAFIQ.Neste momento de Fisioterapeutas do Brasil se unirem em defesa da profissão, independente da sua especialidade ou associação que representam. É necessário que contemos com o apoio do sistema Coffito-Crefitos em todo país e de suas associações. É momento de trazer legitimidade, respeito e valorização profissional, independentemente de diferenças políticas. Devemos a partir do I SBFQM estabelecer os parâmetros de formação de acordo com as resoluções do COFFITO, demonstrando claramente a sociedade que a formação de Fisioterapêutas Especialistas em Quiropraxia é consistente sob os aspectos técnicos e científicos
  8. 8. 8 Uma breve história da quiropraxia Raramente o nascimento de uma nova idéia ou uma nova organização é a conseqüência de um evento único. No entanto a formação da quiropraxia é atribuída à data de 18 de setembro de 1895 em Davemport Iowa, quanto D.D. Palmer colocou suas mãos em uma protrusão irregular da espinha de Harvey Lillard e com um “thrust” forçado reduziu a irregularidade. Como resultado Mr. Lillard exclamou desde aquele momento poder ouvir as carruagens da rua, algo que antes deste procedimento não acontecia. “Em 1820 Edward Harrison MD já utilizava o termo subluxação como uma causa de lesões articulares e musculares.” No século XIX na America rural atendimento a saúde era uma força mais do que uma arte, a integração de ciência dentro de método de tratamento e o processo de tratamento era severamente desprovido de evidencias pela desvinculação dos bancos universitários e faculdades médicas. Gradualmente a quiropraxia foi ganhando espaço e organização política, se modificando e evoluindo também em sua filosofia considerando os modelos materialista e vitalista até alcançar os valores da pratica baseada em evidencia. Cem anos atrás o fundador da quiropraxia D.D. Palmer comprovadamente usou a manipulação espinhal em um encarregado de limpeza surdo, uma serie de eventos subseqüentes a essa situação levou ao estabelecimento do que hoje é uma das maiores profissões de saúde dos Estados Unidos. Desde o inicio a profissão rejeitou tratamentos invasivos a favor do ajuste espinhal como sua forma principal de intervenção. Durante a maior parte do primeiro século de existência a quiropraxia foi evitada pela medicina e remanesceu marginalizada das correntes principais de atenção a saúde. Mesmo recentemente, ainda na década de 80 o princípio de ética medica da associação medica nos EUA rejeitaram qualquer associação entre médicos e Quiropraxistas ou outras terapias não científicas. Nos últimos 10 a 15 anos houve mudanças dramáticas tanto na profissão quiropraxica, quanto na relação dos Quiropraxistas com os demais profissionais da equipe da saúde. Dentro da profissão progressos significantes foram feitos na melhoria da qualidade dos treinamentos das faculdades de quiropraxia nos EUA, alem disso, certa quantidade de pesquisadores quiropraxicos foramqualificados, inicialmente apoiados por fundações ligadas a quiropraxia e posteriormente pelo próprio governo americano. Com isso pesquisadores da área se tornaram envolvidos em uma variedade de estudos incluindo estudos clínicos randomizados avaliando a efetividade da manipulação espinhal. Extrinsecamente a profissão estudos começaram a comprovar um maior papel da quiropraxia no cuidado da população com problemas no pescoço e nas costas. Alguns estudos documentaram autos níveis de satisfação entre pessoas que procuravam atendimentos Quiropraxicos. Em alguns estudos houve maior satisfação no atendimento de quiropraxia do que no
  9. 9. 9 atendimento médico convencional, muitos estudos sugeriram maior efetividade no tratamento Quiropraxico em comparação ao tratamento médico para alguns problemas. Nos últimos 5 anos a manipulação espinhal tem sido foco de sínteses literais baseado em evidencias por ambos estudos, médicos e Quiropraxicos conferindo maior credibilidade a esses estudos. INTERNACIONAL A quiropraxia foi fundada em 1897 por D.D. Palmer em Davenport, IOWA - EUA. Para ser quiropraxista nos EUA, o aluno deve realizar dois anos e meio de college em Ciências Biológicas e após poderá iniciar o curso, propriamente dito, que tem a duração de quatro anos e meio, perfazendo um total de seis anos de educação. Na maioria dos outros países (Canadá, Austrália, Inglaterra, França, Grécia, etc.) a formação em quiropraxia segue, mais ou menos, o mesmo padrão, sendo as universidades reconhecidas pela Federação Mundial de Quiropraxia. FISIOTERAPIA QUIROPRÁXICA E A QUIROPRAXIA NO BRASIL Antes do surgimento de cursos de graduação no país a Quiropraxia já era praticada por Fisioterapêutas. Hoje existem seguramente milhares de Fisioterapêutas no Brasil que atuam na área de Quiropraxia, obtendo seus conhecimentos em cursos de aperfeiçoamento, formação e pós graduação. Em março de 1998 a Feevale, Intituição de Ensino Superior, sediada em Novo Hamburgo - RS iniciou o primeiro curso de quiropraxia do país e da América do Sul. Este curso foi oferecido como pós-graduação (latu sensu) para profissionais da área da saúde (médicos, fisioterapêutas, enfermeiros, educadores físicos e psicólogos). Teve a duração de dois anos e formou os primeiros profissionais em 8 de abril de 2000. Atualmente, o país conta com dois cursos regulares de quiropraxia (graduação). Um em São Paulo, na universidade Anhembi Morumbi, e outro no Rio Grande do Sul, no Centro Universitário Feevale. Ambas as instituições oferecem vestibular de verão, e somente a Feevale oferece a opção de inverno. A duração do curso na UAM é de 4 anos e meio, e 5 anos na Feevale. De acordo com a resolução n°220/2001 o especialista em Quiropraxia deverá ter uma experiência clínica mínima de dois anos, com um curso de um mil e quinhentas horas. A ANAFIQ tenciona promover referência intermediando programas de ensino de diferentes instituições credenciadas estabelecendo critérios para uma formação mínima para obtenção do título de especialista. RESOLUÇÃO Nº. 220, DE 23 DE MAIO DE 2001 D.O.U. Nº 108 DE 05/06/01 SEÇÃO I PÁGINA 46 Dispõe sobre o reconhecimento da Quiropraxia ...Art. 2º: - Os certificados de conclusão de cursos de quiropraxia e/ou de osteopatia somente serão aceitos, se oriundos de instituição de reconhecida idoneidade no ensino das linhas de conhecimento referenciadas, devendo comprovarem uma carga horária mínima de 1500 h (um mil e quinhentas horas), sendo 1/3 (um terço) de atividades práticas, com duração mínima de 2 (dois) anos. Parágrafo Único - Para que os títulos tenham validade perante o Sistema COFFITO/CREFITOs, as instituições concedentes deverão remeter os seus projetos pedagógicos a análise e a deliberação do Plenário do COFFITO. Art. 3º: - O Fisioterapeuta com formação em quiropraxia ou osteopatia, oriundo de curso
  10. 10. 10 com carga horária inferior ao determinado nesta Resolução, deverá complementar sua formação acadêmica em curso reconhecido pelo COFFITO, para que possa alcançar a condição de especialista, previsto nesta Resolução. Art. 4º: - O membro do corpo docente de curso reconhecido pelo COFFITO deverá ter registro profissional nesta instituição, quando Fisioterapeuta. Art. 5º: - Somente após efetuado o registro de seu título de qualificação em quiropraxia e/ou em osteopatia no COFFITO, poderá o Fisioterapeuta se anunciar como especialista na área de conhecimento objeto desta resolução, pelos meios eticamente permitidos. LICENCIAMENTO E ÂMBITO LEGAL DA PRÁTICA DA QUIROPRAXIA NOS EUA Licenciamento em 50 estados: A pratica da quiropraxia e regulamentada e regularizada em todos os 50 estados dos EUA e em mais de 30 paises pelo mundo (Christensen, 1993). Obtencao do licenciamento foi o culminar de anos de luta pela profissão (Wardwell, 1992). A busca começou no estado de Minnesota em 1905 e terminou em 1974 quando Louisiana tornou-se o ultimo estado a licenciar a quiropraxia (Peterson, 1995). Licenciamento ajudou a tornar a prática da quiropraxia legítima, bem como ajudou a definir o âmbito da prática da quiropraxia. Porque existem 50 orgaos legislativos diferentes envolvidos no processo de licenciamento, há uma grande variação no âmbito da prática de Estado para Estado. Por exemplo, em uma pesquisa recente de licenciamentos nos EUA e no Canada, foi demonstrado que alguns Estados permitem muito poucas manipulaçoesdiferentes da coluna vertebral, enquanto outros permitem uma série de diversos procedimentos como acupuntura, eletromiografia, e diagnóstico laboratorial (Lamm, 1995). A legislação que levou ao licenciamento, também autorizou a formação de bancas de licenciamento estadual que regulam, entre outros fatores, a educação, experiência e idoneidade moral dos candidatos para o licenciamento. Uma das principais finalidades dos conselhos estaduais de licenciamento sao para proteger os pacientes, segurança e bem-estar (FCLB, 1997). Em graus variados, os conselhos estaduais idealizam e administram exames para os candidatos para o licenciamento ou exigem exames administrados nacionalmente pelo Conselho Nacional de Examinadores de Quiropraxia (descrito mais tarde). Adicionalmente, alguns conselhos estaduais podem determinar qual das faculdades de quiropraxia são elegíveis para ter os seus graduados a tomar o exame de licenciamento do Estado.Atualmente, estudantes que se formaram a partir de qualquer uma das 16 faculdades de quiropraxia credenciadas pelo Conselho de EducacaoQuiropratica podem fazer o exame de licenciamento em todos os 50 Estados (FCLB, 1996). Em 1996, todas as Faculdades de quiropraxia nos EUA foram credenciadas. Como cada Estado tem um conselho de administração e estrutura regulatória diferentes, há uma variedade de procedimentos de teste e licenciamento entre os estados. Por exemplo, apenas cinco estados, Kansas, Illinois, Missouri, Nova York e Virgínia, concedem licenças aos candidatos com base somente após a conclusão bem sucedida da bateria de testes do Conselho Nacional de Examinadores de Quiropraxia ". O Conselho Nacional de Examinadores de Quiropraxia (NBCE), criado em 1963, tem funções semelhantesao Conselho Nacional de Examinadores Médicos (NBME).Parte I da NBCE abrange as ciências básicas e pode ser feito após o primeiro ano da faculdade de quiropraxia.Parte
  11. 11. 11 II abrange ciências clínicas e é administrado quando um aluno está em seu último ano da faculdade de Quiropraxia.Parte III é um exame escrito de competência clínica que requer que o examinado tenhapassado pela parte I e esteja dentro de 8 meses da graduação (se realizado enquanto ainda na faculdade).O exame opcional da NBCE na Fisioterapia pode ser feito após a conclusão de 120 horas de Quiropraxia no curso de fisioterapia nos Estados Unidos. Este exame e independente das partes I, II e III. O Exame da Fisioterapia foi iniciado em 1965 como uma resposta aos pedidos dos representantes de diversos conselhos estaduais.Uma vez que o assunto estava sendo ensinado em muitas das faculdades de quiropraxia e porque o uso de fisioterapia foi generalizadaentre os quiropraxistas, houve interesse em avaliar a competência no assunto.O Exame de Fisioterapia é mantido como um teste separado porque algumas instituições de quiropraxia não incorporaram fisioterapia em seus currículos e alguns estados no âmbito das leis da prática restringem o uso de modalidades de fisioterapia por quiropráticos. Recentemente, um outro exame nacional foi desenvolvido a pedido da Federação de Conselhos de Licenciatura de Quiropraxia (FCLB).O exame prático Parte IV (exame clínico de objetivo estruturado) testa as habilidades praticas dos alunos em três áreas: interpretação e diagnostico de raio-x, técnica quiroprática e estudos de caso.Este exame pode ser feito após a conclusão bem-sucedida da Parte I e Parte II do NBCE quando um aluno esta dentro de 6 meses da graduação (FCLB, 1996). Todos os Estados, exceto os cinco Estados mencionados anteriormente que não tem um exame separado, exigem aprovação na pontuação no todo ou em parte dos testes NBCE, bem como em um teste administrado pelo Estado.O conteúdo eo formato dos exames administrados pelo Estado variam consideravelmente.Aproximadamente um em cada três Estados exigem uma avaliação administrada pelo Estado. Isso pode envolver perguntas por escrito sobre as regulamentações estaduais e estaduais, uma entrevista ou um exame prático sobre os procedimentos de diagnóstico e de gestão.Os Estados restantesexigem de dois a quatro exames adicionais.Estes exames administrados pelo Estado podemconter ciências clínicas, ciências de diagnóstico, interpretação de raios-x, e as técnicas de manipulação da coluna vertebral, bem como questões sobre estatutos de Estado. O CONSELHO NACIONAL DE EXAMINADORES DE QUIROPRAXIA O Conselho Nacional de Examinadores de Quiropraxia (NBCE) foi criada em 1963 para promover consistência e reciprocidade entre os conselhos estaduais (Wardwell, 1992).Inicialmente, a NBCE foi recebido com resistência de algumas bancas examinadoras do Estado, mas por volta de 1970, foi reconhecido em 29 Estados e 37 conselhos de licenciamento (Peterson, 1995).Atualmente, todos os 50 Estados-Membros reconhecem o exame nacional e 49 exigem Parte I para o licenciamento (FCLB, 1997).Parte II do exame é exigida por todos os Estados, exceto Maryland e Michigan, e Parte III é exigida por 45 Estados (FCLB, 1997).Parte IV, o exame clínico objetivo estruturado, é atualmente exigido em 21 Estados.Apesar da ampla aceitação do NBCE, mas todos os 10 estadoscontinuam a administrar os seus próprios exames.Alguns destes exames consistem em uma entrevista pessoal, alguns consistem em perguntas sobre as leis estaduais que regem a prática da quiropraxia, e outros são exames escritos práticos em várias disciplinas, tais como
  12. 12. 12 radiologia, técnicas de ajuste, as disciplinas de ciências clínicas, ou outras áreas de particular interesse para esse Estado (FCLB, 1997). REGULAMENTAÇÃO DA ATUAÇÃO DE QUIROPRAXISTAS GRADUADOS NA FISIOTERAPIA NOS EUA O Exame da Fisioterapia foi iniciado em 1965 como uma resposta aos pedidos dos representantes de diversos conselhos estaduais. Uma vez que o assunto estava sendo ensinado em muitas das faculdades de quiropraxia e porque o uso de fisioterapia foi generalizada entre os quiropraxistas, houve interesse em avaliar a competência no assunto. O Exame de Fisioterapia é mantido como um teste separado porque algumas instituições de quiropraxia não incorporaram fisioterapia em seus currículos e alguns estados no âmbito das leis da prática restringem o uso de modalidades de fisioterapia por quiropráticos. O Conselho Nacional de Examinadores de Quiropraxia (NBCE), criado em 1963 é responsável por organizar a prova que licencia os Quiropraxistas graduados a exercerem a Fisioterapia. O exame opcional da NBCE na Fisioterapia pode ser feito após a conclusão de 120 horas de Quiropraxia no curso de fisioterapia nos Estados Unidos. Este exame e independente das partes I, II e III. A pratica da quiropraxia e regulamentada e regularizada em todos os 50 estados dos EUA e em mais de 30 paises pelo mundo (Christensen, 1993). Obtencao do licenciamento foi o culminar de anos de luta pela profissão (Wardwell, 1992). A busca começou no estado de Minnesota em 1905 e terminou em 1974 quando Louisiana tornou-se o ultimo estado a licenciar a quiropraxia (Peterson, 1995). Licenciamento ajudou a tornar a prática da quiropraxia legítima, bem como ajudou a definir o âmbito da prática da quiropraxia. Porque existem 50 orgaos legislativos diferentes envolvidos no processo de licenciamento, há uma grande variação no âmbito da prática de Estado para Estado. Por exemplo, em uma pesquisa recente de licenciamentos nos EUA e no Canada, foi demonstrado que alguns Estados permitem muito poucas manipulaçoes diferentes da coluna vertebral, enquanto outros permitem uma série de diversos procedimentos como acupuntura, eletromiografia, e diagnóstico laboratorial (Lamm, 1995).
  13. 13. 13 CONCEITO E CARACTERIZAÇÃO DAS TÉCNICAS DE FISIOTERAPIA MANIPULATIVA (FM) OU TMO TERAPIA MANUAL ORTOPÉDICA A Fisioterapia Manipulativa Musculoesquelética ou Terapia Manual Ortopédica é uma área de especialização da Fisioterapia que lida com o manejo de condições neuro-músculo-esqueléticas, embasada no raciocínio clínico, usando abordagens de tratamento altamente específicas incluindo técnicas manuais e exercícios terapêuticos. Segundo definição da IFOMPT (International Federation of Orthopaedic Manipulative Physical Therapists) A Fisioterapia Manipulativa, como é mais conhecida no Brasil vem se desenvolvendo intensamente, porém ainda não apresenta uma resolução específica com esta denominação, junto ao Conselho Federal de Fisioterapia, que normatizou a Fisioterapia Osteopática e Fisioterapia Quiropráxica através de resoluções. A manipulação vertebral começou a estar mais presentena Fisioterapia no princípio do século XX na Inglaterra. Em 1974 um grupo de Fisioterapeutas pioneiros fundou a IFOMPT (Federação Internacional de Fisioterapeutas Manipulativos Ortopédicos) o que proporcionou um grande impulso ao desenvolvimento da especialidade. No entanto os primeiros relatos do uso da manipulação vertebral no ocidente provêm do Grego Hipócrates 400 AC. Durante o século XVIII na Inglaterra a terapia manual era praticada apenas por leigos chamados de Bone-setters.A Terapia Manipulativa enfrentou momentos de total descrédito contrastando na atualidade, com uma ampla aceitação de sua eficácia no tratamento de problemas musculoesqueléticos. Os principais expoentes da TMO são Maitland, Kaltenborn, Paris, Lamb, Muligan, e McKenzie. Mas afinal o que há de tão marcante na visão dos Fisioterapeutas Manipulativos Ortopédicos. É importante salientar que o que diferencia a Fisioterapia Manipulativa de outras abordagens em Terapia Manualé a utilização do modelo de Prática Baseada em Evidências. TMO - Terapia Manual Ortopédica é uma área especializada da Fisioterapia para o manuseio de condições neuromusculoesqueléticas, baseadas em raciocínio clínico utilizando aproximação altamente específica incluindo técnicas manuais e exercícios terapêuticos. * Orthopaedic Manual Therapy (OMT) Definition Voted in at General Meeting in Cape Town, March 2004 Algumas Técnicas Manuais associadas ou Integradas a Fisioterapia Manipulativa : • RPG- Reeducação Postural Global • Fáscias e Pompagens • Mobilização Neural • Dry Needling (Terapia Manual Intramuscular). • Mckenzie • Muligan • Maitlan • Técnicas Osteopáticas aplicadas a Fisioterapia Manipulativa
  14. 14. 14 • Técnicas Quiropráxicas aplicadas a Fisioterapia ManipulativaDIFERENÇAS ENTRE FISIOTERAPIA MANIPULATIVA E FISIOTERAPIA QUIROPRÁXICA Podemos salientar que as duas áreas da Fisioterapia no Brasil estão em pleno desenvolvimento. No entanto , embora havendo semelhanças quanto a abordagem articular musculoesquelética e até mesmo de alguns procedimentos, existem diferenças gritantes no enfoque, no raciocínio metodológico dos procedimentos, nos equipamentos empregados e por fim na filosofia. A Fisioterapia Quiropráxica recebe toda influência da Quiropraxia Americana, sua filosofia e seus procedimentos. Após a descoberta da Quiropraxia por Daniel David Palmer, esta ciência sofreu uma evolução científica e metodológica bastante profunda, talvez devido a dedicação de muitos praticantes e mentores com formação e vocação na área de engenharia .Sofreu assim o desenvolvimento de muitos procedimentos, como a espinografia que modificou bastante a trajetória desta especialidade além da inserção de diversos dispositivos terapêuticos e diagnósticos como ferramentas ajustivas, macas e equipamentos especiais como o calorímetro, o ativador e o “drop”, além de diversas técnicas específicas e exclusivas. A Fisioterapia Quiropráxica , bem como a Quiropraxia Americana, tem como foco principal o complexo subluxação e desenvolve procedimentos manipulativos predominantemente mais específicos,com “thrust” de alta velocidade e baixa amplitude. Com estabilização específica. No entanto a Quiropraxia também performa procedimentos manipulativos articulares diversos como mobilizações, manipulações globais e “thrust” de alta amplitude e baixa velocidade sem apoio ou estabilização especifica. A Quiropraxia também desenvolveu nos EUA procedimentos destinados a terapêutica de tecidos moles, porém com baixa especificidade e diversidade de arsenal terapêutico. A Fisioterapia Manipulativa é mais jovem e recebe influência de várias linhas de pensamento originadas da própria Fisioterapia Convencional, porém incentiva o especialista a exercer um raciocínio mais clínico e aliado a prática baseada em evidências. Trata-se de uma especialidade com menor enfoque filosófico, que exerce um enfoque da terapia manipulativa articular mais integrado com o equilíbrio muscular. Assim sendo pode apresentar procedimentos e manipulações similares a da Quiropraxia, no entanto a FM foca mais nas manipulações com e “thrust” de alta amplitude e baixa velocidade e performa procedimentos manipulativos
  15. 15. 15 articulares diversos como mobilizações, manipulações globais e técnicas articulares mais relacionadas com tecidos conjuntivos e musculares. A FM se preocupa intensamente em promover a liberação do movimento e o equilíbrio articular, neurológico e muscular. Assim sendo visa o diagnóstico funcional e a detecção de “bloqueios” articulares ou regiões de Hipomobilidade e regiões onde há excesso de movimento ou instabilidade as quais se denominam como zonas de hipermobilidade.
  16. 16. 16 CONCEITOS E CARACTERIZAÇÃO DAS TÉCNICAS QUIROPRÁXICAS : Manipulação Quiroprática: Este termo refere-se a uma grande variedade intervenções manual e mecânica que podem ser de velocidade alta ou baixa; alavanca curta ou longa; alta ou baixa amplitude; com ou sem recuo. Os procedimentos são geralmente dirigidos a articulações específicas ou regiões anatômicas. Um ajuste pode ou não envolver a cavitação ou inibição de uma articulação (abertura de uma articulação dentro de sua zona de parafisiologia geralmente produzindo uma característica audível "click" ou "pop"). O denominador comum para as várias intervenções de ajuste é o conceito de remoção de disfunções estruturais das articulações e músculos que estão associadas a alterações neurológicas. A profissão de quiropraxia refere-se a este conceito como um "subluxação." Este uso da palavra subluxação não deve ser confundido com uso anatômico preciso do termo, que considera apenas as relações anatômicas. Manipulação e Mobilização: Durante o movimento articular, três barreiras ou o movimento final pode ser identificado. O primeiro é o intervalo final ativo, que ocorre quando o paciente tem músculos que controlam maximamente a articulação em um vetor direcional especial. Neste ponto, o clínico pode mover a articulação de forma passiva para uma segunda barreira chamada de faixa final passiva. Movimento até esta barreira é denominado espaço fisiológico da articulação. Para além deste ponto, o praticante pode mover a articulação para o seu espaço parafisiológico. A terceira barreira encontrada é a faixa final anatômica. O movimento para além desta faixa irá resultar em ruptura dos ligamentos da articulação. Manipulação: Movimento passivo de pequena amplitude e de alta velocidade, onde move-se a articulação para a faixa parafisiológica. Isto é acompanhado por cavitação ou alterações repentinas da articulação, o que resulta em um fenômeno de vácuo intra-sinovial, conceito que envolve a separação de gás a partir de fluido. Geralmente acompanhada por um “pop” ou “click" audível, foi demonstrado um aumento da mobilidade articular em relação à mobilização sozinho. Este aumento no movimento dura por um período refratário de 20 a 30 minutos, período durante o qual uma cavitação adicional da mesma articulação não irá ocorrer. A manipulação é um impulso dinâmico passivo que causa cavitação e tentativa de aumentar a amplitude de movimento da articulação manipulada. Mobilização: movimento passivo dentro do espaço articular fisiológico administrado por um clínico com o objetivo de aumentar a escala total do movimento articular. Conceito de Subluxação Quiropráxica “A condição de uma vértebra que perdeu sua justaposição em relação à vértebra acima, abaixo, ou ambas num grau menor que uma luxação, que pinça os nervos e interfere com a transmissão de impulsos mentais”. Sempre que o termo subluxação for usado, o quiropraxista quer dizer: uma disfunção ou deficiência relacional biomecânica em qualquer área do corpo,mas principalmente nas estruturas contíguas à coluna vertebral ou articulações imediatas, resultando em função neural aberrante. Dados os seguintes três fatos cientificamente aceitos:
  17. 17. 17 • A homeostase capacita o corpo a sobreviver em um ambiente sempre mutável. • O sistema nervoso é controlador primário da homeostase. • Relações músculo-esqueléticas deficientes podem causar disfunções do sistema nervoso. Subluxações acontecem quando o corpo é incapaz de se adaptar a determinada situação. O corpo está constantemente adquirindo subluxações e corrigindo-as naturalmente. Apenas quando o corpo é incapaz de corrigi-las por si próprio é que nós efetuamos um ajuste. O Quiropraxista pode formular a hipótese de que relações esqueléticas deficientes, particularmente nas estruturas complexas da coluna vertebral, podem causar perda de integridade do sistema nervoso, e assim, a perda da saúde em outras áreas do corpo. A associação de uma deficiência de relação, lesão ou disfunção estrutural com uma disfunção do sistema nervoso é comumente chamada subluxação. É essa subluxação que causará grande preocupação ao quiropraxista. Conduta neurológica normal e integrada é igual a homeostase e saúde, e conduta neurológica perturbada resulta em patofisiologia, desintegração da homeostase e eventualmente a intrusão da patologia. Quatro componentes da subluxação: • Perda de posição normal em relação à vértebra acima ou abaixo ou as duas. Um desalinhamento milimétrico, menor que uma luxação ou deslocamento. As facetas e ligamentos impedem um movimento vertebral maior, a não ser que haja fratura e rompimento de ligamentos, o que estão fora da prática da quiropraxia. É possível que uma vértebra esteja desalinhada sem que os outros componentes estejam presentes, não sendo, portanto uma subluxação. Esses desalinhamentos podem manifestar-se em condições médicas como a escoliose, cifose cervical,... o desalinhamento vertebral pode ser uma reação compensatória postural, funcional, ou uma compensação a uma subluxação já existente (a inteligência inata move vértebras para que isso aconteça). É importante que nos concentremos na subluxação, mas não necessariamente. Ortopedistas corrigem curvaturas com cirurgias, aparelhos ortopédicos, ... subluxações podem ser criadas na tentativa de corrigir curvaturas. Radiografias pré e pós ajustamentos podem mostrar uma melhora na curvatura, mas isto não significa que as subluxações estão sendo corrigidas. A remoção de subluxações muitas vezes ajuda a normalizar a curvatura espinhal, mas a quiropraxia preocupa-se com a estrutura apenas quando esta afeta o funcionamento do sistema nervoso. • Oclusão ou diminuição no tamanho do forâmem intervertebral ou canal medular ou os dois. É possível que haja oclusão sem que haja desalinhamento vertebral. Hérnias de disco e osteófitos são exemplos de estruturas que podem causar oclusão desses espaços e não representar necessariamente uma subluxação. • Compressão nervosa é uma conseqüência inevitável da oclusão foraminal ou medular. Pelo forâmem intervertebral passam a raiz nervosa, a artéria espinhal e a veia espinhal, além de outras estruturas. Não há nenhum espaço livre nesta abertura. Todo espaço é tomado. Qualquer diminuição no tamanho desta abertura comprime o conteúdo do forâmem. O tecido nervoso é o mais delicado e sensível do corpo humano, por isso é normalmente o primeiro a ser afetado. De acordo com a pesquisa feita pela Universidade do Colorado, 40mmHg de pressão aplicada a um nervo é suficiente para alterar seu potencial e consequentemente seu funcionamento. É possível que haja compressão nervosa sem que haja subluxação. Um tumor pode comprimir o tecido nervoso em qualquer lugar do corpo. Um osso fraturado ou deslocado também (vértebra ou outro qualquer).
  18. 18. 18 • Interferência na transmissão de impulsos mentais. É claro que se o nervo estiver sendo comprimido, haverá interferência, mas este quarto componente serve para nos lembrar de nossa base vitalística. Impulso mental difere de impulso nervoso porque “mental” tem uma conotação de inteligência, pensamento. É um impulso criado com um propósito específico em resposta a uma necessidade específica. O impulso nervoso é um fenômeno elétrico enquanto que o impulso mental é fisio- elétrico. O impulso nervoso pode ser reproduzido artificialmente, o mental não. O Primeiro Episódio Vamos considerear o primeiro episódio de um Complexo de Subluxação Vertebral. Simultaneamente, o primeiro dos quatro componentes do CSV se tornou ativo: Componente 1 A cinesiopatologia espinhal ocorre; a articulação é desalinhada. Componente 4 Histopatologia ocorre; inflamação, inchaço e edema surge ao redor da articulação deslocada. Metaforicamente, considere um dente inflamado com inchaço local (como se parecesse uma area inchada no lado da mandíbula). Uma área de inchaço e disfunção ocorre no lugar do CSV. Uma sequencia de evento anormal passa a acontecer: • A lesão da articulação desalinhada é inicialmente hipermóvel. • Sem cuidados, curará com fixação (hipomobilidade). • Isto é acompanhado por fibrose e, com o tempo, degeneração e remodelamento local onde há CSV. • Compensação e adaptação ocorre e o local originalmente envolvido se estende na articulação acima e ocasionalmente na articulação abaixo, as quais toda biomecanica da coluna precisase adaptar forçando um perfil biomecanico inferior ao ótimo ou ideal. Novamente considere o inchaço a longo termo, translando para fibrose/aumento da calcificação inicialmente visível nos estudos de ressonancia magnética e mais tarde na imagem por RX convencional. • Com edisódios repetidos de CSV, a coluna aumenta o número de sitios anatomopatológicos. Estudos de Ressonancia magnética visualizam os aumentos de tecidos moles e áreas calcificadas/fibrosadas. Do ponto de vista ortopédico a coluna repetidamente traumatizada resulta em uma função deteriorada ou " programação funcional ortopédica anormal" mediada pelo estresse gravitacional (adaptação gravitacional) e pelas necessidades de adaptação do sistema nervoso. Componente 3 - Miopatologia - Também ocorre imediatamente. A Miopatologia não corrigida (ajustada) leva a espasmo ou hipotonicidade de longa duração e atrofia. Isto promove uma tendência a adquirir um padrão biomecânico espinhal fixado o qual resulta em um profundo padrão de hábito neuromuscular encaixado, por longo tempo os quais são um componente integral do dano ortopédico e neurológico de uma CSV descompensada (não corrigida). Componente 2 - Neuropatofisiologia/Neuropatologia (em casos de CSV) também ocorre imediatamente. Adicionalmente também há dano neurológico no local do CSV. Isto trás todas as possíveis condições variadas que o dano neural pode causar, local para o sítio traumatizado e perifericamente. Sabendo que os nervos transmitem indormações perceptivas e adaptativas do
  19. 19. 19 Sistema Nervoso Central (SNC) para o corpo e do corpo para o SNC. Componente 2 - Neuropatofisiologia/Neuropatologia - incorrigido, conduz a deterioração de toda homeostasia corporal forçando o corpo a abrigar todo tipo de estresse. Considere ainda: Componente 4 - Histopatologia - no nível neurológico é possível a destruição ou alteração do tecido nervoso. Com a deterioração da função espinal discutida acima e os hábitos e padrões de função espinhal do sistema nervoso disfuncional a cada episódio sucessivo a condição leva a um novo nível neurológico de acometimento. Após cada episódio de CSV a função neuromuscular compensa/adapta seus padrões a novos perfis de biomecânica espinhal. Numa questão de poucos meses após o primeiro episódio, a área proprioceptiva do cerebelo e níveis locais da medula espinhal se recordam dos novos padrões anormais da coluna como se fossem normais. O Conceito do Programa Dominante. Cada episódio não compensado (não ajustado) de CSV carrega com ele a necessidade de compensação e adaptação local e global, criando uma função espinal espiral descendente. Esta descendência espiral pode ser explicada pelo conceito na neurologia denominado "programa dominante". Em uma base holografica uma nova informação persistente é percebida e processada de tal forma a criar um programa novo ou alterado de funçaõ (auto contido, local automático ou resposta global para classes específicas de estímulo). Com cada novo episódio de CSV não compensada (não ajustada), nova informação "negativa" é persistentemente recebida do local de uma lesão não tratada e um novo programa dominante de função espinhal é criado. Este novo programa é refletivo a compensação e adaptação de informaçoes causadas pela lesão não ajustada. Quando um paciente possui múltiplas lesões espinhais micro ou macrotraumáticas que seguem não ajustadas, no aspecto quiropráxico a função espinhal se torna menos otimizada. A integridade espinhal é permanentemente perdida, o processo de degeneraçao funcional e mudanças anatomopatológicas começam e continuam levando o paciente a riscos maiores de lesão espinhal futura e colapso funcional. Em um nível estritamente espinhal, a informação nova de um episódio de CSV não ajustado e os programas dominantes degativos de funçaõ espinhal são armazenados no nível medular na forma de segmentos facilitados e arco-reflexos persistentes, nos níveis cerebelares causando equilíbrio espinhal e movimentos musculares refinados para deteriorar bem como a área proprioceptiva do hemisfério cerebral alterando o senso de posição de propriocepçao articular para adaptação posicional global espinhal. Componente 5 - patofisiologia/patologia - A certo ponto, após os quatro primeiros componentes ocorrerem, o quinto componente de CSV se torna real. Em outras palavras, o resultante final do CSVse faz conhecer. Imediatamente no evento de uma torsão ou tensão traumática aguda lombo sacral ou por um período de tempo no caso de uma deteriorização significativa da função homeostática local e global na forma de degeneração espinhal e perda do índice de saude articular normal. Patogênese
  20. 20. 20 A primeira ocorrência disso possibilita condições degenerativas espinhais sérias, se torna uma preocupação clínica muito significativa, especialmente se um programa preventivo está a ser desenvolvido. Uma revisão de váriaspesquisas indicam que o primeiro episódio de lesão espinhal com dano neural (CSV) pode ocorrer durante o processo de nascimento. CATEGORIZAÇÃO DAS TÉCNICAS QUIROPRÁXICAS • Manual, Manipulação articular e procedimentos de ajustes 1. Procedimentos de impulso de contato específicos a. alta velocidade de impulso b. alta velocidade de impulso com recuo c. baixa velocidade de impulso 2. Procedimento de impulso de contato não específicos 3. Força Manual, Procedimentos Mecanicamente Assistidos a. mesas de Drop e impulso de ajuste em ponto final b. mesa de ajuste de flexão-distração c. ajustamento pélvico em bloco 4. Força Mecânica, procedimentos manualmente assistidos a. stylus fixo, ajuste de onda de compressão b. ajuste em movimento com instrumento stylus B. Manual, procedimentos de manipulação e de ajuste não articular 1. Reflexo Manual e Procedimentos de relaxamento muscular a. técnicas de energia muscular b. técnicas de reflexos neurológicos c. procedimentos de compressão isquêmica miofascial d. técnicas variadas de tecidos moles 2. Procedimentos Diversos a. reciclagem de técnicas neurais b. abordagens conceituais Adaptado de Haldeman S, et al. (eds). Guidelines for Chiropractic Quality Assurance and Practice Parameters. Gaithersburg, MD: Aspen Publishers, 1993. Tabela 25. Exemplos de Técnicas Específicas Quiropráticas Coluna completa, Técnicas de alta velocidade Diversified Gonstead Thompson Terminal Point Pierce-Stillwagon Pettibon Chiropractic Biophysics Técnicas Cervical superior Upper Cervical Specific NUCCA
  21. 21. 21 Grostic Orthogonal Técnicas Lombo pélvicas Cox Flexion-distraction Logan Basic Diversos/Instrumentos de ajuste Sacro-Occipital Technique Applied Kinesiology Activator Toftness AS 15 TÉCNICAS MAIS UTILIZADAS EM QUIROPRAXIA NOS EUA, National Board of Chiropractic Examiners in January 2000.
  22. 22. 22 These statistics are from the Job Analysis of Chiropractic, created by the National Board of Chiropractic Examiners in January 2000. Técnicas de Quiropraxia mais frequentemente utilizadas. Breve descrição: 1. Diversified Technique: Tecnica Diversificada – Este tipo de manipulacao/ajuste quiropratico e amplamente utilizado e inclui diversos procedimentos ensinados nas faculdades de quiropraxia. Esta técnica e a mais comumente utilizada de todas as técnicas quiropraticas e provavelmente a mais conhecida dos pacientes. A diversificada manipulação/ajuste implica um impulso de alta velocidade e baixa amplitude que geralmente resulta em uma cavitação de uma articulação (impulso rápido, baixo que causam barulho de estalo muitas vezes associado a uma manipulação/ajuste quiropratico). 2. Extremity Manipulating/Adjusting: Manipulacao/ajuste de extremidade – é a aplicação da manipulação/ajuste quiropratico para outras articulações que não sejam da coluna vertebral, ou seja, ombro, cotovelo, punho/mão/dedo, quadril, joelho, tornozelo/pe/dedo do pe. Exemplos de condições tratadas pela manipulação/ajuste da extremidade: síndrome do túnel do carpo, a marcha, ou problemas relacionados com a postura. 3. Activator Method: Metodo ativador – Este é um protocolo de manipulação/ajuste portátil, baseado em um instrumento de mola. Ao invés de a forca da manipulação/ajuste ser feita
  23. 23. 23 com as mãos, a forca é gerada com um pequeno aparelho que proporciona um leve, mas rápido impulso. Ativador pode ser utilizado como um protocolo de tratamento primário para todos os pacientes ou um método seletivo para pacientes que podem não desejar a manipulação/ajuste manual ou onde a manipulação/ajuste manual pode ser contra-indicado. 4. Gonstead Technique: Tecnica Gonstead – é uma técnica especifica quiropratica que é distinta da técnica Diversificada porque se concentra principalmente em ajuste PA, em vez de ajuste rotativo, mas ainda é feito à mão, e geralmente resulta em cavitação da articulacao. Análise de raios-X, palpação e estudo do gradiente de temperatura, pode ser usado na tomada de decisão clínica (ou seja, qual o segmento(s) para manipular/ajustar). 5. Cox Flexion/Distraction: Cox Flexao/Distracao – é uma técnica especifica quiropratica que utiliza mecânica e pratica manipulação/ajuste utilizando uma mesa especial, onde a coluna vertebral é tracionada e flexionada para a frente. Esta técnica é utilizada principalmente para tratar hérnias discais cervicais e lombares, problemas de coluna não- discais, e para aumentar a mobilidade das articulações da coluna vertebral. 6. Thompson Technique: Tecnica Thompson – é um metodo especifico quiropratico e é uma variação da Técnica Diversificada que utiliza uma mesa especial com vários segmentos denominados peças Drop. Estes segmentos podem ser inclinados uma fração de uma polegada, por isso, quando o impulso é feito, o drop vai cair esta fração de polegada. O objetivo da redução é para distrair (abrir) a articulação durante o ajuste. Os Drops auxiliam o impulso, minimizando a força requerida para o ajuste. A cavitacao da articulacao pode ou não ocorrer. 7. Sacro Occipital Technique: Tecnica Sacro Occipital – é uma técnica especifica quiropratica que utiliza blocos de forma triangular geralmente colocados sob a pelve do paciente propenso a tratar os problemas identificados na região lombar. Baixa força, tipos de pressão lentos de manipulações/ajustes podem ser usados para resolver problemas comuns identificados no cranio. SOT pode ser usado como uma técnica de tratamento exclusivo ou como um método conjunto de tratamento dos pacientes. 8. Applied Kinesiology: Cinesiologia Aplicada – Esta é uma abordagem para o tratamento quiroprático em que vários procedimentos específicos podem ser combinados. Manipulacoes diversificadas/Técnicas de ajuste podem ser utilizados com intervenções nutricionais, juntamente com leve massagem de vários pontos referidos como pontos neurolinfáticos e neurovasculares. A tomada de decisão clínica é muitas vezes baseada em testar e avaliar a força muscular. 9. NIMMO/Receptor Tonus: NIMMO/Tonus Receptor – é uma técnica especifica quiropratica baseada na presunção de que os músculos são responsáveis por causar a função articular anormal. NIMMO aborda problemas musculares, normalmente chamados de pontos gatilho, através da aplicação de pressão (conhecido como compressão isquêmica) no ponto de quantidades variáveis de tempo (geralmente alguns segundos), permitindo assim o relaxamento do músculo, e readquirir o seu comprimento normal de repouso. Este procedimento permite que o osso(s) a que o músculo(s) esta inserido mova-se normalmente para restaurar a função adequada da articulacao.
  24. 24. 24 10. Cranial Technique: Tecnica Cranial – não é uma técnica especifica quiropratica, mas possivelmente várias técnicas utilizam a aplicação da manipulação/ajuste quiropratico para articulações do crânio (similar à técnica SOT mencionada anteriormente). Já que a anatomia individual das articulações do crânio é diferente, os estilos de manipulação/ajuste são diferentes e não ocorre cavitação. 11. Adjustive Instruments: Instrumentos de ajuste – Existem técnicas, além do Metodo Ativador, que incluem a utilização de instrumentos de ajustamento para realizar o ajuste no paciente. O objetivo do uso de um instrumento é que você pode aplicar uma "linha de correção" precisa (ou vetor de força específica) e uma força controlada com maior precisão, porque você está em pé em uma posição confortável, apenas com foco no ajuste, e não parcialmente focado em manter sua própria postura, como com a técnica diversificada. 12. Palmer Upper Cervical: Palmer Cervical Superior – Também conhecido como Toggle Recoil, abordagem específica de origem cervical superior (UC) é o modelo básico para as técnicas derivadas de UC que se aplicam golpes baixos e não de alta força, ou forças por instrumentos para correção. Essas várias técnicas se concentram em disfunções da articulação da coluna cervical superior (C1 e C2). A teoria é de que o tratamento desta área pode também resolver os problemas em todo o corpo. Geralmente ocorre sem cavitação. Análise de raios-X é comumente usado para a tomada de decisões clínicas (qual segmento ajustar) e também pode contar com a palpação estática e em movimento e análise termográfica. 13. Logan Basic: Logan Basico – é uma técnica especifica quiropratica em que uma leve pressão é aplicada nos ligamentos sacrais. Leve força é simultaneamente aplicada a vários níveis da coluna vertebral para reduzir a dor/sintomas e restaurar o equilíbrio muscular. Esta técnica é muito suave e eficaz com crianças de todas as idades. 14. Meric System: Sistema Meric – Esta não é uma técnica especifica quiropratica, mas refere-se mais a tomada de decisões clínicas a respeito dos níveis da coluna vertebral para manipular/ajustar. Segmentos da coluna são manipulados/ajustados (geralmente com uma Técnica Diversificada) correspondendo aos nervos que abastecem a zona de sintomatologia do paciente. 15. Pierce-Stillwagon: Pierce-Stillwagon –é uma técnica especifica quiropratica que usa ajuste pélvico em supino e prono em uma mesa de “Drop”, e instrumento em prono ou sedestacao ajustando a região cervical. Análise de raios-X (de filme, ou avaliação de movimento a partir da análise videofloroscopica) e análise termográfica é usado regularmente para a tomada de decisões clínicas sobre qual nível espinhal(s) ajustar. TÉCNICAS DIVERSAS UTILIZADAS NA QUIROPRAXIA AMERICANA: • Activator Adjusting Instrument & Technique • Applied Kinesiology (AK) • Arthrostim Adjustor
  25. 25. 25 • Applied Spinal Biomechanical Engineering • Atlas Orthogonal - Sweat Adjusting Instrument & Technique • Bagnell Technique - Approved for musculoskeletal application; Not approved for express purpose of breech • presentation. • Barge • BEST Technique • Blair Analysis and Adjusting Technique • Chiropractic Biophysics • Chiropractic Network • Cox Technique • Deep Muscle Goading • Diversified Technique • Directional Non-Force Technique - Van Rumpt • Gonstead Technique • Graston Technique • Grostic • Jones Technique – Strain/Counter-strain Technique • Impulse Adjusting Instrument • Integrated Drop Table Technique – Harrison • Jennetics procedure and Instrument • Leander Technique • Logan Basic Technique • Sacro Occipital Technique • Spray & Stretch Chiropractic Technique using Non-Absorbent, Topical, Vapo-Coolant • Stillwagon -Pierce Technique • Talsky Tonal Chiropractic • Thompson Technique • TMJ Treatment • Toggle • Toftness Adjusting Technique • Torque Release Technique and Instrument • Total Body Modification • Trigger Point Therapy
  26. 26. 26 PALESTRAS E CURSOS: Novos horizontes para Fisioterapia Quiropráxica através da ANAFIQ Dr. Jemerson Oliveira – SC Graduação em Fisioterapia pela Universidade Tuiuti do Paraná Fundador e Presidente da ANAFIQ – Associação Nacional de Fisioterapia em Quiropraxia, Especialista pelo COFFITO em Fisioterapia em Quiropraxia, Pós-Graduado em Fisioterapia em Quiropraxia - Inspirar, Professor do Curso de Quiropraxia e Terapia Manual no Brasil, Portugal e Argentina, Formação: Terapia Manual e Postural Internacional, Maitland, Osteopatia, Trilhos Fasciais, RPG, entre outros. Colaborador técnico-científico com o ITMP – Institut de Thérapie Manuelle de Paris - França. Fisioterapeuta, Quiropraxista, Proprietário e Coordenador de Cursos da Fisioson Clínica de Fisioterapia desde 2000, Diretor da Faculdade Inspirar Unidade Balneário Camboriú SC, Coordenador e Professor das Pós-Graduações em Ortopedia-Traumatologia e Desportiva, Fisioterapia em Terapia Manual e de Fisioterapia em Terapia Intensiva.Atua como professor de cursos aperfeiçoamento em Quiropraxia a mais de dez anos... Evidencias Científicas da Manipulação Articular Palestrante: Dr. Diego Galace de Freitas (SP) Fisioterapêuta, Doutorado em Ciências da Saúde, Pós Graduado em Quiropraxia, pela Universidade de Ribeirão Preto /SP. , Pós-graduado em Fisioterapia Músculo Esquelética pela Santa Casa de São Paulo. Apresenta Certificação Avançada em Terapia Instrumental Quiropráxica. Treinamento com o Chiropractic Adjusting Tool da Jtech Medical e Impulse Chiropractic Adjusting Instrument da Neuromechanical - USA. Responsável pelos trabalhos científicos e publicações do método na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP/SP. Aspectos Cognitivos e Comportamentais na Dor Crônica Dr. Marcos Lisboa Neves (RS) Fisioterapêuta Acupunturista , (Treinamento Avançado na China)Especialista em Dor e Medicina Paliativa pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Autor dos Livros: Diagnóstico em Acupuntura e Manual Prático de Auriculoterapia. Mecanismos Neurofisiológicos da Cefaléia Tensional e da Manipulação Espinhal Dr. Jeferson Vieira (RS) , Fisioterapeuta graduado pela FEEVALE/1993, Pós-graduado em Quiropraxia para Fisioterapeutas pela UNAERP/2010, Especialista em Acupuntura pela ABA/2003 , Atua no tratamento da dor músculoesquelética desde 2003, Conselheiro do CREFITO-5 1998/2002, 2002/2004 e 2010/2012, Membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor – SBED. Membro da Sociedade de Fisioterapia do Vale dos Sinos -SFVS, Membro da Associação Gaúcha dos Fisioterapeutas Acupunturistas - AGAFISA* 30 min Teste Especiais na Fisioterapia Quiropráxica. " teste de Michel modificado -Como podemos realizar o ajuste de quiropraxia baseado neste teste.Qual segmento há melhor aplicabilidade? Leg check test (lying sitting test) Back Extension test para sacro. * 40 minutos. Palestrante: Dr. Ricardo Sena (PR) Fisioterapêuta, Pós Graduado em Quiropraxia Evidencias Científicas da Técnica Instrumental Quiropráxica TIQ* 60 min Palestrante: Dr. Diego Galace de Freitas (SP) Fisioterapêuta, Doutorado em Ciências da Saúde, Pós Graduado em Quiropraxia, pela Universidade de Ribeirão Preto /SP. , Pós-graduado
  27. 27. 27 em Fisioterapia Músculo Esquelética pela Santa Casa de São Paulo. Apresenta Certificação Avançada em Terapia Instrumental Quiropráxica. Treinamento com o Chiropractic Adjusting Tool da Jtech Medical e Impulse Chiropractic Adjusting Instrument da Neuromechanical - USA. Responsável pelos trabalhos científicos e publicações do método na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP/SP. Cox Table e a Técnica de Flexão e Distração no Tratamento das Disfunções da Coluna Vertebral Palestrante: Dr. Helder Nani Ricardo (MG) Fisioterapêuta, Pós Graduado em Quiropraxia Abordagem da Terapia Manual no Protocolo de Reabilitação Traumatológica e Ortopédica Dra. Tamires Trevisani (RS) Complexo Subluxação Dr. Pablo Dias ( RS) Protocolos de Avaliação e Tratamento através da Quiropraxia Instrumental OBS: Teórico demostrativo com atendimentos de pacientes, necessário maca e pacientes de preferencial com dor ( 40 min) . Palestrante: Dr. Marcio Luiz Tosi Fisioterapêuta, Pós Graduado em Quiropraxia (SP) Fundamentos e Técnicas Quiropráxicas Palestrante: Dr. Pablo Dias ( RS) Radiologia aplicada pelo Método PCCRP adaptado a Fisioterapia Quiropráxica. * Análise radiológica da Subluxação* Desequilíbrios nos planos sagital e frontal e repercussão nos aspectos degenerativos. * Equilíbrio Espino Pélvico no plano sagital seus Aspectos Biomecânicos e repercução sobre a coluna vertebral.* 70 minutos Palestrante: Dr. Ricardo Sena (PR) Novas Perspectivas em uma Nova Quiropraxia O que é Fisioterapia Quiropáxica?; O que diferencia o Fisioterapeuta Quiropraxista dos demais Quiropraxistas? Palestrante: Dr. Helder Nani Ricardo (MG) Proposta para o Programa de Formação de Especialistas em Fisioterapia Quiropráxica e Manipulativa baseado no PEC e Resoluções doCoffito Palestrante: Dr. Pablo Dias , Especialista em Quiropraxia pelo COFFITO (RS) Combinação de Técnicas no Tratamento de Disfunções Posturais Palestrante: Dra. Tamires Trevisani (RS) Mesa de Discussões : Métodos de Terapia Manipulativa no Brasil Dr. Ricardo Sena , Dr. Marcio Tosi, Dr. Helder Nani, Dr. Diego Galace , Dr. Pablo Dias Exploração Diagnóstica Funcional em Fisioterapia Manipulativa e Musculoesquelética: Enfase nos Exames Complementares
  28. 28. 28 Palestrantes: Dr.Pablo Dias , Especialista em Quiropraxia pelo COFFITO (RS) e Dra. Cláudia Inês Grams Instabilidade Atlanto Axial Palestrantes: Dr. Pablo Dias , Especialista em Quiropraxia pelo COFFITO (RS) e Dra. Tamires Trevisani Importância do Marketing na Fisioterapia e na Quiropraxia Dr. Vinicius Mendonça Curso de Terapia Instrumental Quiropráxica 24 e 25 de julho de 2014 Conteúdo Programático: • Definição e histórico • Princípios e funcionamento • Relação entre disfunção neuro articular e o comprimento da perna • Explicação neurofisiológica e biomecânica • Pesquisas e evidências clínicas • Manual leg checking segundo Logan, Thompson, Van Rumpt, No-force, Dejarnette e Grostic • Sistema de teste e re-teste para confirmação do resultado (exclusivo) • Manipulação sequencial por técnica instrumental (exclusivo) • Vantagens, indicações e contra indicações • Manipulação manual x manipulação instrumental • Instrumentalização e manuseio • Indicação dos calçados e vestuário
  29. 29. 29 • Posicionamento do paciente e inspeção visual • Avaliação ascendente estática, dinâmica e palpatória • Testes base (TB1 e TB2) para determinar o segmento e o lado das disfunções • Lei do comprimento da perna e as 3 possibilidades • Análise do comprimento da perna e a interpretação dos resultados • Testes: stress, correção e isolado do manual leg checking • Etapas e o plano de tratamento • Testes específicos de diagnósticos e tratamentos • Exame e correção de membros inferiores (joelho, tálus e cubóide) • Exame e correção de ilíaco (antiversão/retroversão) • Exame e correção de púbis (superior e inferior) • Exame e correção da coluna lombar (L5/L4/L2) • Exame e correção da coluna torácica e costelas (T12/T8/T6/T4/T1/1c) • Exame e correção de membros superiores (ombro, cotovelo e punho) • Exame e correção da coluna cervical (C7/C5/C2/C1 e occipital posterior) • Parâmetros e indicações de ajuste de força de manipulação do instrumento • Atendimento de paciente e discussão Instrutores Dr. Marcio Luiz Tosi, PT, CTM, PGC. O Fisioterapeuta Marcio Luiz Tosi fez sua especialização e formação em Quiropraxia, Osteopatia e Terapia Manual com cursos e estágios nos Estados Unidos. É o primeiro Fisioterapeuta do Brasil com Certificação e Proficiência em Chiropractic Adjusting Instrument pelo Training Center Activator Methods - USA. Credenciado e Representante no Brasil do Chiropractic Adjusting Tool pela Jtech Medical - USA. Treinamento com o Impulse Chiropractic Adjusting Instrument da Neuromechanical - USA. Formação em L'Equilibration Neuro Musculaire com François Soulier - França.Pós-graduação em Quiropraxia pela Universidade de Ribeirão Preto /SP. Trabalha há 10 anos com Quiropraxia Instrumental, idealizador do sistema de re-teste pelo “manual leg checking”, da manipulação sequencial por técnica instrumental e introdutor do método para fisioterapeutas no Brasil. Membro Titular da Associação Nacional de Fisioterapia Quiropráxica - ANAFIQ.Sócio Diretor do Instituto LIVTA, Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Sociedade Harmonia de Tênis e do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de São Paulo IOT, foi Colaborador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Prof. Dr. Diego Galace de Freitas, PT, PHD, MCMT, PGC. Acupunturista, Quiropraxista e Educador Físico, Doutorado em Ciências da Saúde e Pós-graduado em Fisioterapia Músculo Esquelética pela Santa Casa de São Paulo. Dedica-se ao estudo da Terapia Manual tendo realizado cursos e formações sobre diversos métodos e técnicas. Possui longa experiência como docente de graduação e pós-graduação. Professor titular, pesquisador e supervisor do grupo de coluna, trauma e quadril do serviço de Fisioterapia e do curso de Pós-graduação em Fisioterapia Músculo Esquelética da Santa Casa de São Paulo, Fisioterapeuta do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de São Paulo IOT e do Instituto LIVTA. Membro Titular e Representante São Paulo da Associação Nacional de Fisioterapia
  30. 30. 30 Quiropráxica - ANAFIQ.Pós-graduação em Quiropraxia pela Universidade de Ribeirão Preto /SP. Apresenta Certificação Avançada em Terapia Instrumental Quiropráxica TIQ. Treinamento com o Chiropractic Adjusting Tool da Jtech Medical e Impulse Chiropractic Adjusting Instrument da Neuromechanical - USA. Responsável pelos trabalhos científicos e publicações do método na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP/SP. A espinografia é uma técnica utilizada para a avaliação de subluxações da coluna vertebral. É através desta técnica e em conjunto com a palpação em que o quiropraxista define qual a técnica mais apropriada a ser aplicada no paciente, tornando-se indispensável para as técnicas Gonstead. A espinografia é a arte quiroprática de analisar as radiografias para os seguintes propósitos: Encontrar subluxações em potencial Compreender a anatomia para obter o ajuste mais apropriado Desenvolver a conduta mais apropriada para o paciente. Conteúdo Programático Anatomia da coluna cervical; ADMs da Cervical Superior; Análise das linhas- Palmer-Gonstead Interpretação da Espinografia perfil. Construção da Linha Base Sacral.Construção do Ângulo de Ferguson.Método de Avaliação de Espondilolistese.Interpretação da Espinografia A-P Anatomia Radiológica da Pelve.Análise do Raio-X da pelve.Achados do filme radiológico Princípios de Gonstead: Análise e decisão de qual subluxação ajustar, segundo Gonstead Palestrante: Dr. Pablo Fabricio Flores Dias Bacharel em Fisioterapia pela Universidade Feevale, em Novo Hamburgo/ RS - Crefito 51432 F Aprovado pelo COFFITO para o Título de Especialista em Quiropraxia. Idealizador, fundador, diretor científico e Vice - presidente da ANAFIQ Associação Nacional de Fisioterapia em Quiropraxia e Manipulativa Membro Titular da Sociedade Brasileira de Reabilitação Traumatológica e Ortopédica SBRTO e Auditor do Programa de Selo de Qualidade da SBRTO Diretor Científico da SOGAB/CS - Novo Hamburgo RS Responsável Técnico da Marca Orthofit/Univittá - Campo Bom – RS SOGAB- Clínica da Coluna Vertebral, Reabilitação Traumato-ortopédica e Desportiva.
  31. 31. 31 Atua na Clínica SOGAB na área de Reab. Traumato-ortopédica - Controle da Dor Musculoesquelética, Acupuntura, Quiropraxia e Fisioterapia Especializada. Responsável Técnico da Marca Orthofit/Univittá - Campo Bom – RS Mais de dez anos de experiência Clínica em tratamento da coluna vertebral utilizando vários métodos terapêuticos incluindo a quiropraxia. Também atuou como coordenador do Serviço de Fisioterapia Hospitalar do Hospital Municipal de Novo Hamburgo durante seis anos.
  32. 32. 32 Carta de legitimidade da Especialidade de Fisioterapia Quiropráxica de 2014 (CLEQ - Carta de Legitimidade da Especialidade de Quiropraxia) A Quiropraxia é uma especialidade dedicada ao diagnóstico, tratamento e prevenção de disfunções do sistema músculo-esquelético, enfatizando o poder natural do corpo para curar a si mesmo (homeostase). Está claro que a legitimidade não se obtém por mero oportunismo ou interesse financeiro e sim com ética, verdade, legalidade, democracia e benefício real a sociedade brasileira. A legitimidade da especialidade de Fisioterapia Quiropráxica no Brasil é um assunto que precisa ser melhor discutido e divulgado no meio dos profissionais Fisioterapêutas. A Quiropraxia foi desenvolvida nos EUA, por David Palmer, no entanto foi pioneira no Brasil pelas mãos dos Fisioterapêutas Brasileiros, por mais de 20 anos antes de surgir a pretensão de estabelecer a graduação em Quiropraxia no Brasil. Muitos iniciaram sua atuação através de cursos livres ministrados por quiropraxistas graduados, americanos. Desta forma é importante ressaltar a figura de profissionais que tiveram a anterioridade do emprego da técnica e do nome do procedimento: Quiropraxia, como uma das ferramentas do arsenal terapêutico da Fisioterapia. Neste documento não nos dispomos a questionar o direito de qualquer profissão na busca de sua regulamentação, mas sim de assegurar o direito de formação e manutenção da especialidade de Fisioterapia Quiropráxica conforme as resoluções do Conselho Federal de Fisioterapia. Também escrevemos para elucidar fatos e argumentos que estão sendo empregados para, de certa forma, provocar o cerceamento do exercício legal do Fisoterapêuta especialista nesta área. A Quiropraxia no Brasil é uma especialidade da área da saúde que usa como intervenção terapêutica terapias manipulativas específicas, tendo surgido nos EUA, anos após a criação de outra técnica bastante similar, criada por um médico, denominada Osteopatia. Criada por Daniel David Palmer, a Quiropraxia foi certamente inspirada por técnicas manipulativas de “arrumadores de ossos” após viagens de D. D. Palmer à Asia onde já existiam diversas terapias manipulativas relacionadas ou não a Medicina Tradicional Chinesa. Historiadores consideram que David Palmer também teve contato com os conhecimentos da Osteopatia criada pelo médico Dr. Still, mas provavelmente ao não se familiarizar com alguns princípios desta linha terapêutica decidiu formar sua própria linha e filosofia terapêutica de terapia manipulativa. Com a intenção de promover no futuro, um curso de graduação no Brasil, a Feevale estabeleceu uma parceria com a Palmer College. Em março de 1998, a Feevale, Instituição de Ensino Superior, sediada em Novo Hamburgo - RS iniciou o primeiro curso de quiropraxia do país e da América do Sul. Este curso foi oferecido como pós-graduação (latu sensu) para profissionais da área da saúde (médicos, fisioterapêutas, enfermeiros, educadores físicos e psicólogos). Teve a duração de dois anos e formou os primeiros profissionais em 8 de abril de 2000. Estes profissionais, na maioria Fisioterapeutas especialistas em Quiropraxia pós graduados pela Feevale, após apenas dois anos de formação, foram os primeiros docentes da primeira turma de bacharéis em Quiropraxia no Brasil que iniciou somente em 2000 tendo sua formação apenas em 2005. No entanto, muitos Fisioterapeutas já atuavam em Quiropraxia com anterioridade de mais de 20 anos, considerando a formação dos primeiros graduados em Quiropraxia na Feevale.
  33. 33. 33 Atualmente, o país conta com dois cursos regulares de quiropraxia (graduação). Um em São Paulo, na universidade Anhembi Morumbi, e outro no Rio Grande do Sul, no Centro Universitário Feevale. A duração do curso na Anhembi é de 4 anos , e 5 anos na Feevale. Até hoje existem Fisioterapeutas pós graduados atuando como professores na Feevale formando profissionais graduados. Simultaneamente hoje existem seguramente milhares de Fisioterapêutas no Brasil que atuam na área de Quiropraxia, obtendo seus conhecimentos em cursos de aperfeiçoamento, formação e pós graduação, já com extensa experiência clínica ainda incrementada com suas formações concomitantes na área de Traumato Ortopedia, Terapia Manual, Reabilitação Traumatológica e Ortopédica, Osteopatia entre outras técnicas. Muitos destes realizaram validação de sua experiência clínica através de concurso público e provas de títulos, obtendo junto ao Conselho Federal de Fisioterapia o título de Especialistas em Quiropraxia. Estes profissionais que se identificam com sua formação de Fisioterapeuta especializado em Quiropraxia, merecem devido respeito, pois são precursores e buscaram legalmente seus conhecimentos e seu posicionamento no mercado de trabalho. Na justificação do Projeto de Lei que tramita no congresso, o deputado responsável pela autoria do PL 1436 de 2011 cita como principal fundamento para o projeto que aFederação Internacional de Fisioterapia Manipulativa Ortopédica - IFOMPT e a Confederação Mundial de Fisioterapia – WCPT defendem que: “A Fisioterapia, a Quiropraxia e a Osteopatia são três profissões distintas que apresentam um histórico, uma filosofia e manipulação peculiar dentro de seus respectivos escopos de prática e que desta forma, os quiropraxistas e osteopatas deveriam evitar a utilização de termos como “terapia física” ou “fisioterapia” para descrever seus procedimentos e, da mesma forma, os fisioterapeutas não deveriam usar termos como “quiropraxia” ou “osteopatia” para descrever seus procedimentos". No entanto, esta regra citada pelo autor do projeto de lei é quebrada pelas leis internas de cada estado americano, pois cerca de 25 estados americanos permitem uma formação do Bacharel em Quiropraxia, que pode legalmente atuar, se especializar e até a utilizar a denominação “Fisioterapia” ou “Modalidades Fisioterapêuticas” no seu escopo de prática clínica. Nos EUA, estados como o Oregon, Idaho, Ohio e Oklahoma, tem sua atuação classificada como expansiva e a atuação do Bacharel em Quiropraxia permite legalmente a atuação no campo da Fisioterapia, bem como a utilização da denominação “Fisioterapia” ou “Modalidades Fisioterapêuticas”. Algumas faculdades apresentam alguns componentes relacionados e em alguns estados, para o Quiropraxista exercer a Fisioterapia, basta apenas a realização de uma prova de licenciamento das competências da “Fisioterapia”. Em estados que são classificados como restritivos, entre eles Mississippi, New Jersey, South Carolina, Tennessee e Washington a Quiropraxia é proibida por lei de licenciar ou validar a atuação dos Quiropraxistas na área de Fisioterapia. A “Justificação” do projeto de lei PL 1436 de 2011 coloca a Fisioterapia Brasileira em uma posição bastante desconfortável, favorecendo pouco mais de setecentos bacharéis em Quiropraxia em deterioração de mais de cento e trinta mil profissionais Fisioterapêutas, os quais já possuem a confiança da população brasileira e atuam de forma plenamente regulamentada. Menção de Repúdio: Viemos através deste texto, manifestar repúdio quanto as pressões que parceiros da ANAFIQ, vem sofrendo, fato que entendemos configurar como uma manifestação pura de cerceamento do exercício profissional do Fisioterapeuta. Algumas discussões vem acontecendo entre graduados e especialistas que só potencializam a degradação ética e moral de profissões que
  34. 34. 34 devem se esforçar no bem estar do paciente. É importante ressaltar que a Fisioterapia do Brasil é o que é, mediante sua própria regulamentação neste país. Não podemos admitir que leigos em Fisioterapia venham definir ou delimitar os limites, técnicas, abordagens ou mercado profissional do Fisioterapeuta que já tem respaldo consagrado na sociedade brasileira. É importante ressaltar a figura de profissionais que tiveram a anterioridade do emprego da técnica e do nome do procedimento: Quiropraxia, como uma das ferramentas do arsenal terapêutico da Fisioterapia. Cada país tem a sua legislação e realidades distintas. Argumentos completamente inválidos são utilizados pelos graduados no intuito de difamar a atuação da Fisioterapia. Ensinamentos errôneos nas formações acadêmicas sobre o estado de direito levam indivíduos a acreditarem numa realidade única e unilateral, completamente desatenta aos fatos. É bem verdade que órgãos internacionais admitem que a Osteopatia, a Quiropraxia e a Fisioterapia são especialidades distintas e este é um dos argumentos dos estudantes dos cursos de graduação em Quiropraxia no Brasil ao se posicionarem contra a Quiropraxia como Especialidade do Fisioterapeuta. No entanto, nos EUA em aproximadamente 50% dos estados, os Quiropraxistas licenciados se habilitam legalmente em “Métodos Fisioterapêuticos” sendo que nos outros estados é proibido o uso de modalidades Fisioterapêuticas por Quiropraxistas graduados. Indivíduos vêm sofrendo um processo de "brainwash" ideológico em filosofia Quiroprática, tornando-os realmente incapazes de pensar de forma diferente àquela que foi ensinada de forma programada e sistemática com o objetivo de formar uma opinião pronta e catequizada. Por isso os acadêmicos estão entre os militantes mais virulentos e muitas vezes desferindo intimidações através de postagens na internet ou meios eletrônicos a profissionais Fisioterapeutas atuantes nesta área. Assim sendo, em cada estado americano a legislação difere sobre o exercício profissional da Quiropraxia. Bem como, cada país pode ter uma legislação diferente. No Brasil a Fisioterapia só pode ser exercida por Fisioterapêutas e, por decisão judicial/Sentença nº 348/2003-B Processo nº 2001.31003-7 de 2003 da 14ª Vara Federal mantendo a Resolução do Conselho Federal de Fisioterapia – COFFITO sobre a Quiropraxia como especialidade do Fisioterapeuta. Defendemos a atuação do Fisioterapêuta Especialistaem Quiropraxia com carga horária de 1500 hs em dois anos de formação, conforme resolução do COFFITO, e a ANAFIQ não visa desrespeitar nenhum profissional ou entidade, mas prega a manutenção do direito do exercício legal do Fisioterapeuta Especialista em Quiropraxia. Quiropraxista como um Especialista ou Graduado? Em países como a Alemanha e Portugal a Odontologia é uma especialidade médica e em países como Brasil e EUA a Odontologia é uma profissão individual da área da saúde. Estas distinções quanto ao profissional ser especialista e obter sua titulação de forma direta através de uma graduação ou indireta através de um programa de pós graduação e formação de especialistas, não implica de forma alguma em perda de qualidade. Isto, desde que os profissionais especialistas tenham um programa adequado, com preocupação na qualidade técnica, relevância social, clínica e acadêmica. Os graduados questionam a legitimidade da especialidade: Profissionais especialistas em Quiropraxia pós graduados, após apenas dois anos de formação, foram os primeiros docentes da primeira turma de bacharéis em Quiropraxia no Brasil que iniciou somente em 2000 tendo sua formação apenas em 2005. No entanto muitos Fisioterapeutas já atuavam em Quiropraxia com anterioridade de mais de 20 anos, considerando a formação dos primeiros graduados em Quiropraxia. O Fisioterapêuta Especialista em Quiropraxia deve seguir obrigatoriamente as exigências do COFFITO, apresentando extensa carga horária de formação em
  35. 35. 35 nível de Especialização e comprovar anos de experiência para ter sua especialidade devidamente reconhecida. Este profissional conforme a regulamentação é plenamente capaz de realizar: Solicitação de exames complementares e Imagenológicos; aplicação de testes Quiropráxicos; prescrever e executar o tratamento fisioterapêutico quiroprático bem como estabelecer e definir a frequência e tempo de intervenção, prescrever e aplicar ajustamentos articulares, recursos manipulativos, recursos proprioceptivos, adaptações funcionais, reeducação postural; determinar as condições de alta fisioterapêutica; emitir laudos, pareceres, relatórios e atestados fisioterapêuticos. Conhecimentos: Além dos conhecimentos gerais de Fisioterapia, Fisioterapia Traumatológica e Ortopédica, o especialista conta ainda com os conhecimentos específicos para o exercício da Fisioterapia Quiroprática, como do sistema musculoesquelético; Biomecânica; Fisiopatologia das doenças musculoesqueléticas; Semiologia Quiroprática; Farmacologia aplicada; Técnicas de Trust de baixa amplitude e alta velocidade para todas as articulações corporais; Técnicas de energia muscular em suas diversas variações para todos os músculos do corpo; Técnicas de Jones; Técnicas funcionais manipulativas entre outras. Audiência pública de 04/07/13 Na audiência pública realizada dia 04/07/13 na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em Brasília no dia 04 de julho de 2013 foi ressaltado que através de decisão judicial/Sentença nº 348/2003-B Processo nº 2001.31003-7 de 2003 da 14ª Vara Federal mantendo a Resolução do Conselho Federal de Fisioterapia – COFFITO sobre a Quiropraxia como especialidade do Fisioterapeuta, mas, que define e garante a atividade do bacharel Quiropraxista como externa à alçada do COFFITO. A Deputada Alice Portugal, que requereu a Audiência Pública, manifestou-se contrária a aprovação do PL 1436/2011 sob alegação que esses cursos no Brasil são de curta duração, que não são reconhecidos pelo MEC e mesmo mostrando surpresa com o que chamou de informações novas, vê a Quiropraxia como uma especialidade do fisioterapeuta; a representante do Ministério da Saúde se manifestou contrária alegando que desde 1999 não há nada de novo no quesito educacional da profissão no Brasil, mostrou desconhecimento ao reconhecimento do MEC e do Ministério do Trabalho à formação e exercício do Quiropraxista, mas que está aberta ao diálogo. O representante do Conselho Federal de Medicina manifestou-se contrário alegando que no Brasil já existem 14 profissões da saúde e que não há necessidade de mais uma e, portanto, apóia que a Quiropraxia seja uma especialidade do Fisioterapeuta. Carga Horária em Radiologia Devemos considerar que a formação da graduação de Fisioterapia no Brasil possui uma carga horária baixa na cadeira de imagenologia, principalmente comparada a graduação do Quiropraxista nos EUA ou mesmo no Brasil. No entanto é importante compreender que a carga horária específica de radiologia quiropráxica, que é destinada ao diagnóstico da subluxação, bem como capaz de direcionar os tratamentos mais específicos de quiropraxia (como exemplo a técnica de Gonstead e a espinografia) na verdade não é tão elevada a ponto de não ser suprida pelos Programas de Formação de Especialistas em Quiropraxia. Uma grande parte da carga horária de imagenologia da graduação é destinada a questões clínicas e não necessariamente direcionadas a técnica de ajuste, mas que permitem um apoio ao diagnóstico clínico na quiropraxia, permitindo o diagnóstico de tumores, infecções e outras manifestações clínicas. Reconhecimento no MEC não regulamenta profissão É importante lembrar, que mesmo que hajam dois cursos de graduação em Quiropraxia, que
  36. 36. 36 já tenham alcançado reconhecimento pelo MEC, a Quiropraxia, como uma graduação, remanesce sem qualquer regulamentação, sem nenhuma autarquia pública representativa, conselho federal, regional, ou qualquer órgão fiscalizador do exercício destes profissionais, de certa forma colocando em risco a sociedade brasileira. Por outro lado, a Fisioterapia e a especialidade de Fisioterapia Quiropráxica encontra-se plenamente reconhecida, representada pela sua autarquia pública, conselhos regionais e federal (Sistema Coffito-Crefito), regulamentada pela legislação em vigor (lei federal) e através das resoluções 220/2001 e 399/2011. Além do reconhecimento do MEC dos cursos de graduação, outra notícia que foi propagada com extremo entusiasmo no meio acadêmico da Quiropraxia foi a adição da nomenclatura de Bacharel em Quiropraxia no CBO/Ministério do Trabalho, que também não representa nenhum avanço real, pois a prerrogativa do CBO não faz alusão necessária a profissões regulamentadas e sim a meras ocupações e também contempla a nomenclatura de ocupações que nunca em toda história tiveram regulamentação que a transformasse em profissão regulamentada. Portanto, o registro no CBO, faz nada mais que uma vitória psicológica a conter a insegurança dos acadêmicos nos bancos universitários de um curso cuja profissão não está regulamentada. Quanto a associações, devemos ressaltar que uma associação não tem nenhum respaldo legal ou responsabilidade na fiscalização do exercício profissional de qualquerprofissão. Assim sendo, toda condição do cenário atual favorece a legitimidade da Fisioterapia Quiropráxica, que desde então se configura como legal e regulamentada, no Brasil. Mesmo com a luz de todo este embasamento, ainda ocorrem fatos desagradáveis que cerceiam o exercício profissional dos Fisioterapeutas na área da Quiropraxia. Alunos dos cursos de graduação insuflados por professores, que os manipulam, munidos de falsas informações, sendo desrespeitosos e difamadores aos fisioterapeutas. Ainda professores e profissionais graduados em Quiropraxia tentam, ao discursar contra os Fisioterapeutas especialistas, diminuir a competência do Fisioterapeuta ao traçar comparativos curriculares. Tentam dizer o que é Fisioterapia e o que é Quiropraxia, reforçando que o profissional Fisioterapeuta seria um profissional focado na reabilitação e não dedicado a terapia manipulativa articular, visto que a área da Fisioterapia é muito abrangente. De fato é abrangente bem como a própria medicina. Isto não impede que a Medicina seja menos qualificada permitindo especialização em Medicina Nuclear, Genética , Fisiatria e Medicina Física. Tais argumentos beiram a apelação. Não podemos permitir que leigos definam o que é e o que abrange a Fisioterapia. A Ignorância e a Manipulação da História da Ética e da Verdade Já é mais do que sabido que a história muda seus protagonistas dependendo de quem as conta e que a ignorância é bem capaz de criar e alimentar feras e monstros. Neste momento estamos enfrentando um monstro bastante capaz, inteligente, experiente e forte. Sabe utilizar de seu "fogo" na sedução e no convencimento de suas proposições na apresentação de uma falsa "razão" que repetida através de argumentos, embora frágeis, são bem constituídos na sua estruturação estética. Argumentos repetidos muitas vezes até parecem verdade para os tolos, principalmente quando proferidos em "atuação idiosincrática" no "jeitinho americano " ou "americanway". Utilizando da catedrática Filosofia Quiropráxica nas faculdades brasileiras, os favoráveis de uma Quiropraxia
  37. 37. 37 somente para graduados em um discurso que não permite qualquer discussão sobre os direitos dos Fisioterapeutas Especialistas em Quiropraxia. Além disso, nos veículos de mídia é contada uma histórica estética da Quiropraxia Brasileira que é agradável somente aos proponentes da regulamentação da Quiropraxia como uma profissão independente da especialidade no país. Estes simplesmente apagam capítulos e personagens de como a Quiropraxia começou e se popularizou no país, sendo que muitos Fisioterapêutas tiveram um papel vital e com anterioridade. A ignorância também pode alimentar a criatividade dos profissionais graduados em Quiropraxia, professores dos dois cursos de graduação existentes no país, bem como os acadêmicos de Quiropraxia. A ignorância absoluta ou relativa sobre a matéria bem pode trazer argumentos e pensamentos auto destrutivos, levando a alguns próprios Fisioterapeutas atestarem uma não legitimidade da especialidade para nossa profissão. Alguns não conseguem distinguir as diferentes correntes de terapia manipulativa existentes, nominando tudo apenas como Fisioterapia Manipulativa não compreendendo a distinção entre os mais variados métodos manipulativos e ainda a especificidade e resolutividade do método Fisioterapeutico Quiropráxico. Alguns destes são formadores de opinião nos bancos universitários e acabam contribuindo para a formação de uma classe profissional desunida, descentrada e desprovida de organização política e social. Esta condição vem prejudicando os Fisioterapeutas quanto a honorários políticos perante os convênios e perda de direitos. O que é que realmente vale? O ditame de Instituições internacionais e interesses financeiros estrangeiros? É bem verdade que órgãos internacionais admitem que a Osteopatia, a Quiropraxia e a Fisioterapia são especialidades distintas e este é um dos argumentos dos estudantes dos cursos de graduação em Quiropraxia no Brasil ao se posicionarem contra a Quiropraxia como Especialidade do Fisioterapeuta. No entanto nos EUA em aproximadamente 50% dos estados os Quiropraxistas licenciados se habilitam legalmente em “Métodos Fisioterapêuticos” sendo que nos outros estados é proibido o uso de modalidades Fisioterapêuticas por Quiropraxistas graduados. É claro que sempre haverá dois pesos e duas medidas, pois na verdade, falsos conceitos e argumentos paradoxísticos tem sido utilizados em prol do interesse econômico no mercado brasileiro, na venda de convênios, cursos ou mesmo produtos relacionados com a área de Quiropraxia. Obviamente o país mais desenvolvido na tecnologia tende a explorar financeiramente aquele que ainda é incipiente. Seria ilegítimo que após toda regulamentação da Quiropraxia nos EUA, buscássemos mudar a situação naquele país. Assim é fácil fazer a mesma analogia, quando se trata em privar os direitos do Fisioterapeuta de tornar-se um especialista em Quiropraxia. É fácil compreender que direitos adquiridos pelos profissionais não devem ser retirados e que a legislação em cada país pode ser diferente, sendo que não há um só modo de constituir a legalidade de uma profissão ou especialidade. A ética deve se traduzir no conjunto de leis que devem, por sua vez, proteger a moral, que se baseia nos valores de uma nação. Cada nação pode ter sua constituição e direitos reservados a seus cidadãos, respeitando seus costumes e sua forma de ser. Enfim cabe ao estado a defesa da sociedade.
  38. 38. 38 Por que a Quiropraxia não poderia ser Especialidade da Fisioterapia? Comumente nas discussões entre acadêmicos é argumentado pelos defensores da graduação que a Quiropraxia não pode ser especialidade exclusiva do Fisioterapeutica. Na realidade, publicamente se sabe que esta condição foi proposta no acordo entre duas instituições, uma brasileira e outra americana, para elaboração de um convênio para o primeiro curso de pós graduação em Quiropraxia no Brasil. Aquele que objetivava a capacitação de futuros professores para o curso de graduação. Esta exigência, vem a demonstrar uma fragilidade importante do programa de graduação em Quiropraxia nos EUA, que é dividido em duas categorias: A dos “mixers” e a dos “straights”. Com o declínio da profissão nos EUA, já há um temor latente que a mesma seja incorporada pela classe dos Fisioterapeutas. No entanto, os acadêmicos dos bancos universitários em Quiropraxia, não compreendem esta situação pois são ensinados que nos EUA a profissão de Quiropraxia é gloriosa e pomposa, estando um patamar acima da Fisioterapia, pois esta é a realidade construída para eles na cadeira de Filosofia Quiropráxica. Ao denunciar a hipocrisia daqueles que proclamam ilegítima a atuação do Fisioterapeuta especialista, baseado em ditames de organizações internacionais, sendo que os próprios Quiropraxistas Graduados transgridem estas regras atuando na área de meios fisioterapêuticos, seja de forma sutíl através da assimilação de técnicas típicas fisioterapêuticas ou de forma institucional como ocorre nos EUA, onde em 25 estados é regulamentada a atuação e especialização de Graduados em Quiropraxia na área de Fisioterapia ou "modalidades fisioterapêuticas". Muito além disto, buscamos instaurar a legitimidade da especialidade de Fisioterapia Quiropráxica no Brasil, de forma a ser copiada em toda América do Sul e outros países através da CARTA DE LEGITIMIDADE DA ESPECIALIDADE DE QUIROPRAXIA, documento consolidativo de todos os argumentos que validam a atuação do profissional Fisioterapêuta como especialista em Quiropraxia. Este documento deverá ser utilizado como base para todas ações, judiciais, públicas e políticas; na prestação de esclarecimentos a imprensa e a sociedade brasileira, de forma a ser apresentado como referência na defesa do profissional de forma individual ou coletiva. A ANAFIQ é uma instituição legal que possui alvarás de funcionamento, devidamente registrada e seus eventos fazem parte do estatuto público desta entidade e todas as suas ações obedecem ao escopo legal da legislação do país. Ao esclarecer e manifestar nossa insatisfação com os mais recentes fatos, manifestamos nosso repúdio a atos de degradação que colegas fisioterapeutas possam estar se submetendo. Novo Hamburgo, 26 de julho de 2014 Diretoria da ANAFIQ, participantes e signatários da CLEQ
  39. 39. 39 Associação Nacional de Fisioterapia em Quiropraxia & Fisioterapia Manipulativa www.quiropraxiabrasil.org
  40. 40. 40 POLÍTICAS DE CREDENCIAMENTO DE CURSOS E DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS PARA FORMAÇÃO DE ESPECIALISTAS A especialidade de Quiropraxia ainda conta com formações bastante heterogêneas, sem base curricular mínima e carga horária estabelecidos. A Quiropraxia se caracteriza como uma terapia bastante resolutiva e os Fisioterapêutas atuantes nesta área devem reunir qualidades técnicas mínimas impecáveis. Uma grande preocupação institucional deverá ser discutida em breve com a participação de lideranças nacionais e devido à constante procura de informações sobre credenciamento, o Departamento Científico da ANAFIQ, vem a esclarecer os propósitos institucionais que tangenciam a presente matéria. Embora já tenham ocorridas reuniões e aprovações preliminares de projetos de algumas instituições, ainda não há emissão oficializada de certificados com qualidade aprovada pela ANAFIQ e este processo está paralisado neste momento. Estaremos aguardando trâmites a nossa autarquia para definirmos políticas e pré-requisitos abertos democraticamente a instituições e associados. Contaremos e incentivaremos o credenciamento de todas as lideranças nacionais, para as atividades didáticas e pedagógicas envolvendo nossa especialidade, pois este é um compromisso firmado desde o nascimento da ANAFIQ. A ANAFIQ primará pela ética e o bom senso em viabilizar todas as oportunidades de forma igualitária entre seus membros objetivando o desenvolvimento da especialidade de forma imparcial apenas. Para credenciamento de cursos, nosso objetivo será estabelecer patamares mínimos de formação profissional, para a prática clínica segura, com compromisso ético e nivelado aos parâmetros internacionais de qualidade para a Quiropraxia no Brasil. Temos tudo para gerar um grande crescimento sustentável para esta especialidade e juntos poderemos transformar realidades para uma situação de excelência. Obedecendo os critérios de viabilidade institucional, responsabilidade e relevância social em benefício aos pacientes e em defesa da manutenção da sociedade brasileira, a ANAFIQ visa através do Departamento Científico desenvolver um programa especial e continuado de conhecimento e experiências. Mesmo que ainda não estejam afixadas exatamente as premissas e procedimentos para credenciamento de instituições e cursos junto a ANAFIQ, poderão já ser considerados os requisitos mínimos: 1. Idoneidade. 2. Experiência Clínica Mínima. 3. Titulação de professores e coordenadores. 4. Competências e Bases Tecnológicas Mínimas de Formação. (Conhecimentos e Conteúdos programáticos mínimos.) 5. Taxas e documentos de credenciamento e contribuição social. É importante compreender que os cursos de aperfeiçoamento em Quiropraxia Clínica com carga horária menor são importantes e devem continuar, pois oferecem aos Fisioterapêutas, novos horizontes e expectativas no arsenal terapêutico clínico. No entanto devemos entender esta experiência pedagógica como um primeiro degrau a ser pontuado e que a formação do especialista
  41. 41. 41 deve ir mais longe e considera um grupo ou “clusters” de conhecimentos ou formações complementares necessárias para a formação de um especialista em Quiropraxia. Assim sendo poderemos através da ANAFIQ desenvolver um arranjo de competências e formações específicas dentro das áreas de conhecimento da especialidade que podem ser regimentadas em listas de checagem com atividades formalizadas e padronizadas pela associação. Não poderemos esquecer da experiência clínica a ser comprovada e validada. Estaremos em breve convidando a todos os associados atuantes na área de docência à promover sua contribuição científica e pedagógica, para um seminário de discussões sobre as políticas de padronização mínima de conhecimentos e metodologias de ensino na área de Fisioterapia Quiropráxica. Assim estaremos homologando projetos pedagógicos e políticas adequadas para o desenvolvimento de nossa especialidade com responsabilidade e segurança à sociedade, sempre elevando a formação do Fisioterapêuta e a Quiropraxia como especialidade. Antes mesmo que este seminário ocorra de forma presencial o Departamento Científico da ANAFIQ irá gradativamente publicar artigos sobre bases tecnológicas, conhecimentos, competências sub especialidades e referencias bibliográficas no site da ANAFIQ. Da mesma forma o Departamento Científico desta entidade irá contar com a contribuição de seus associados para esta construção de conhecimentos, como já vem ocorrendo. Podemos evitar a deterioração de nossa especialidade e também transformá-la em algo ainda maior, mais elaborado , em constante aperfeiçoamento e evolução. Para tanto devemos apoiar o desenvolvimento , clínico, acadêmico e científico na especialidade , dando fomento a pesquisa, buscando viabilidade na parceria com empresas e universidades. EDITAL PROVISÓRIO PARA CREDENCIAMENTO DE CURSOS E PROPOSTA CURRICULAR PARA FORMAÇÃO DE ESPECIALISTAS EM QUIROPRAXIA Edital 002/2014 EDITAL GERAL PROVISÓRIO PARA CREDENCIAMENTO DE CURSOS Data Limite: 10 de setembro de 2014 Objetivo: Credenciamento emergencial de Escolas de Formação de Quiropraxia O presente edital é aberto nesta edição até o dia 10 de setembro sem prorrogação, exclusivamente para associados com tempo de associação de no mínimo 3 mêses. Após será aberto edital definifivo com novas datas e pré-requisitos. Documentos: 1. Contrato Social

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