Tatilidades

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Palestra ministrada em 23/05, por Ana Erthal, no Interact em Belo Horizonte, abordando Tatilidades, a presença dos sentidos na cultura, na mídia e na tecnologia, pesquisas experimentais sobre o tato, aparatos tecnologicos que utilizam interface touch screen.

Publicada em: Educação, Tecnologia, Turismo
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Tatilidades

  1. 1. 1
  2. 2. TATILIDADES 1
  3. 3. Marshall McLuhan 2
  4. 4. 3
  5. 5. contato. S.m. 1. Ato de exercer o sentido do tato; toque. 3
  6. 6. 4
  7. 7. “A associação das mídias para efetivar as práticas de comunicação, ou os arranjos midiáticos e os espaços, sejam híbridos, físicos ou virtuais, ou ambientes midiáticos, estaria promovendo a hiperestimulação dos sentidos e a especialização das sensorialidades ao criar novas linguagens corporais e novos códigos de comunicação”. VINICIUS PEREIRA 4
  8. 8. Minority Report 5
  9. 9. Minority Report 5
  10. 10. Minority Report 6
  11. 11. Minority Report 6
  12. 12. Tridimensionalização dos sentidos 7
  13. 13. Backyardigans 8
  14. 14. Backyardigans 8
  15. 15. 9
  16. 16. É preciso recuperar as sensorialidades em uma linha do tempo que retorna à sociedade oral pré-letrada, a cultura ocidental - a cultura grega -, que mesmo depois da criação do alfabeto fonético, foi sustentada por uma base oral. 9
  17. 17. 10
  18. 18. Toda memorização da tradição poetizada dependia da recitação constante. As palavras e frases deviam ser passíveis de repetição. O treinamento da técnica verbal usava cadenciamento e métricas intercambiáveis que facilitavam a memorização da densa massa informacional. Os poetas jovens eram solicitados a repetir e comparar suas memórias entre si e com as dos mais velhos. Essa técnica era estruturada oralmente sobre uma diretriz auditiva e não visual. A experiência sensorial que forjava a produção narrativa era acompanhada por re!exos físicos ritmicos executados pelos dedos, ou com o auxílio de um instrumento de cordas e  movimentos do pulmão, laringe, língua e dentes. O movimento das pernas e pés funcionam como a marcação de um compasso, que se assemelha a uma dança e auxilia na representação da recitação. Esse processo reverbera então no público, que pode acompanhar a seqüência memorizada com ref!exos corporais involuntários, seguindo o ritmo com movimentos imperceptíveis. A narrativa poética suscitava um processo imagético coletivo e todo um contingente emocional quase hipnótico que em nenhum momento, sob nenhuma hipótese poderia ser interrompido. ERIC HAVELOCK 10
  19. 19. 11
  20. 20. Em primeiro lugar, todo discurso falado é obviamente produzido por movimentos físicos executados na garganta e na boca. 11
  21. 21. 12
  22. 22. Em segundo, numa cultura oral, todo discurso falado deve igualmente ser produzido dessa maneira. 12
  23. 23. 13
  24. 24. Em terceiro, ele somente pode ser conservado quando lembrado e repetido. 13
  25. 25. 14
  26. 26. Em quarto, para garantir a facilidade na repetição, os movimentos físicos da boca e da garganta devem ser organizados de uma maneira especial. 14
  27. 27. 15
  28. 28. Em quinto, essa organização consiste em construir padrões de movimentos altamente econômicos (isto é, rítmicos). 15
  29. 29. 16
  30. 30. Em sexto, esses padrões transformam-se em seguida, em reflexos automáticos. 16
  31. 31. 17
  32. 32. Em sétimo, o comportamento automático numa parte do corpo (os órgãos vocais) é então reforçado pelo comportamento em outras partes do corpo (ouvidos, pernas e braços). 17
  33. 33. 18
  34. 34. O sistema nervoso como um todo, em suma, é atrelado ao trabalho de memorização. 18
  35. 35. 19
  36. 36. Fim da cultura oral, início da cultura visual Fim do eu-coletivo, início do eu-indivíduo 19
  37. 37. 20
  38. 38. 880 milhões de analfabetos no planeta 20
  39. 39. 21
  40. 40. A tecnologia abstrata do alfabeto fonético e o esforço da alfabetização na cultura decretaram fim ao contato corporal, às narrativas e à experiência sensorial acústica. 21
  41. 41. 22
  42. 42. Reprogramação Sensorial 22
  43. 43. 23
  44. 44. “Três dedos seguram a pena, os olhos vêem as palavras, a língua pronuncia-as à medida que são escritas e o corpo têm cãibras de estar debruçado sobre uma escrivaninha. O escriba é obviamente incapaz de evitar a necessidade de pronunciar cada palavra, à medida que as decifra”. WATTENBACH 23
  45. 45. 24
  46. 46. Quando a criança é capaz de ler mais depressa do que falar, a pronúncia torna-se um murmúrio e nalmente cessa por completo. Atingindo esse estágio, a criança substituiu a imagem acústica pela visual e enquanto continuar dependente do material impresso, como quase todos nós, essa condição nunca mudará. Quando lemos, a imagem visual da palavra converte-se instantaneamente numa imagem acústica; as imagens cinestésicas acompanham-na e, se não estivermos lendo em voz alta, a combinação das duas produz a “fala íntima”, a qual, no caso da maioria das pessoas, inclui uma “articulação verbal íntima” e uma “audição íntima”. CHAYTOR 24
  47. 47. 25
  48. 48. Deterioração do tato e supervalorização da visão 25
  49. 49. 26
  50. 50. EVA tocou a maçã 26
  51. 51. 27
  52. 52. “O tato é uma vergonha, está vinculado as formas mais carnais de amor, em contraste com o amor superior e espiritual associado à visão”. Maimônides – Guia dos Perplexos Marsílio Ficino – Humanista Moses Isserles – Talmudista Abraham ben Schemtov Bibago – doutor 27
  53. 53. 28
  54. 54. Tocar era invasão Sexo era pecado Comer com as mãos era primitivo Diagnóstico era pelo pulso 28
  55. 55. 29
  56. 56. “Exercícios em Sentir”: objetivo era aprender e aprimorar o sentido do tato e para tanto, as crianças imitavam a sensibilidade tátil dos portadores de de ciências visuais. Johann Christoph Gutsmuth (1759 - 1839) 29
  57. 57. 30
  58. 58. Pesquisas com órfãos da Segunda Guerra Mundial, recém-nascidos prematuros, revelaram que os bebês que receberam massagens durante 15 minutos pelo menos três vezes ao dia ganharam 47% a mais de peso em relação aos que foram deixados sozinhos em suas incubadoras. Num controle de retorno, depois de oito meses, os prematuros massageados eram geralmente maiores e apresentaram poucos problemas físicos, além de apresentarem melhores respostas no teste mental e motor. Diane Ackerman 30
  59. 59. 31
  60. 60. Estamos prontos para tocar o que antes só poderia ser visto. 31
  61. 61. 32
  62. 62. Toque é básico para a geração da TV, “eles foram radiografados pela imagem da TV desde a pequena infância, agora eles sentem a necessidade de tocar todas as coisas em profundidade…” McLuhan 32
  63. 63. 33
  64. 64. “Carregado de signi cados e limitado por regras, o tato tem o que pode ser chamado de um vocabulário e uma gramática” Constance Classen 33
  65. 65. 34
  66. 66. Tato fecunda outros sentidos: Na visão há o toque da imagem nos cones e bastonetes das retinas; Na audição as ondas sonoras tocam as células capilares e são transformadas em impulsos nervosos que o cérebro codi ca e reconhece como sons; No olfato, os odores tocam os sensores olfativos No paladar basta o toque dos alimentos com os poros das papilas gustativas, para que as moléculas do sabor enviem sinais elétricos para o cérebro; 34
  67. 67. 35
  68. 68. “A mão é a parte visível do cérebro, ela tem uma história dela mesma, ela tem inclusive sua própria civilização, sua beleza especial, seu próprio desenvolvimento, seus desejos, sentimentos e ocupações favoritas.” Immanuel Kant 35
  69. 69. 36
  70. 70. Até a chegada do touch screen nós manipulávamos circuitos, agora manipulamos substâncias. 36
  71. 71. 37
  72. 72. Marcos na cultura contemporânea: iPhone pra tatilidade Nintendo Wii pra retorno tátil 37
  73. 73. HTC Touch Diamond - Teeter and accelerometer/haptic feedback 38
  74. 74. HTC Touch Diamond - Teeter and accelerometer/haptic feedback 38
  75. 75. Filme do Reactable 39
  76. 76. Filme do Reactable 39
  77. 77. Bubbleshow 40
  78. 78. www.anaerthal.com.br Consultora da Midiaweb - Inteligência Interativa Agradecimentos: Créditos: Midiaweb Inteligência Interativa www.kdugama.com.br – Ilustração Videolog @maurivan 41

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