Aula 7 - M

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Aula 7 - M

  1. 1. BACILOS GRAM NEGATIVOS ANA CLAUDIA SOUZA RODRIGUES
  2. 2. BACILOS GRAM NEGATIVOS• ENTEROBACTÉRIAS• NÃO FERMENTADORES
  3. 3. FAMÍLIA EnterobacteriaceaeEnteropatógenos clássicos (diarréias) • Salmonella • Shigella • E.coli diarreiogênica (EPEC,ETEC,EHEC,EAEC, DAEC) • Y. enterocolitica
  4. 4. Família EnterobacteriaceaeClassificação:  Gêneros (42)  Espécies (centenas)• Enteropatógenos clássicos (diarréias)• Infecção hospitalar - espécies importantes Patógenos oportunistas• Outras espécies - raras em material clínico• Espécies que não são isoladas em material clínico
  5. 5. ENTEROBACTÉRIAS• Definição• Bacilos Gram negativos• Fermentadores da glicose• OXIDASE NEGATIVA (Exceção : Plesiomonas shigelloides)• catalase +• Móveis (maioria) / imóveis (algumas Kleb e as Shigella)• Cresce em meios comuns• Reduzem nitrato• Habitat• Plantas, solo, água, intestino do homem e animais
  6. 6. ENTEROBACTÉRIAS• Encontra-se em solo, água, vegetação e são o principal componente da flora intestinal normal do homem.• Maior grupo e mais heterogêneo• Infecções -intestinal, feridas e trato urinário• Abcessos, pneumonia, meningites• Infecções nosocomiais
  7. 7. ENTEROBACTÉRIAS• Crescem bem nos meios comuns e meios seletivos para BGN, são imóveis ou móveis, todas possuem Ag comum enterobacteriano, aeróbios ou anaeróbios facultativos.• ( 18 a 24h  1 mm de diâmetro).• 1- Exame macroscópico da cultura:• Aspecto morfológico das colônias ( AS, MC,SS, TSA )• Tempo de crescimento e tamanho da colônia• Observar pureza da cultura• 2-Exame microscópico da cultura:• Gram: tamanho, morfologia• reação tintorial, etc
  8. 8. FERMENTAÇÃO DE LACTOSE• Fermentam - Escherichia, Klebsiella, Enterobacter, Ci trobacter e Serratía.• Não fermentam - Proteus, Salmonella, Shigella e Yersinia spp
  9. 9. Salmonella. E.coli E.cloacae
  10. 10. Hafnia
  11. 11. Virulência• Ag comum enterobacteriano• LPS• Sistema de secreção tipo III – “seringa que secreta fatores de virulência
  12. 12. CLASSIFICAÇÃO DAS ENTEROBACTÉRIAS• Sorológica - polisacáridos somáticos O, antígenos capsulares K e proteínas flagelares H.• Baseado em provas bioquímicas• Baseado em biologia molecular
  13. 13. Meio IAL (Pessoa e Silva)Identificação presuntiva
  14. 14. Meios presuntivos• IAL (Pessoa e Silva)• EPM-MILI• TSI
  15. 15. 1º. PASSO – OBSERVAÇÃO MACROSCÓPIA EFERMENTAÇÃO DE AÇÚCARES
  16. 16. 2º. PASSO – PROVAS BIOQUÍMICAS• Citrato• Malonato• Indol• Motilidade• Uréia• Fenilalanina• VP (Enterobacter, Klebsiella e Serratia)
  17. 17. 3º. Passo - Antibiograma• Grupo A – Amp, CFZ, GEN.• Grupo B – AMI, AMC, PPT, CFR, CPM, CFO, CTX OU CRO, CIP, ERT, IMP, MER, SUT.• RESISTÊNCIAS – ESBL, KPC, AmpC
  18. 18. • VAMOS CONHECER UM POUCO DE CADA BACTÉRIA?
  19. 19. ESCHERICHIA• 5 espécies, principal  E. coli• Uma das principais bactérias causadores de ITU, gastroenterites dentre outras.• Adesinas auxiliam fixação no TU• Exotoxinas – Stx, Sta, Stb, LT-I, LT-II, HLyA (hemolisinas)• Sepse, meningite neonatal, ECEP, ECET, ECEH, ECEI, ECEA (agreg)
  20. 20. ESCHERICHIA
  21. 21. TRANSLOCAÇÃO
  22. 22. GASTROENTERITES• EPEC – Ag O – adesão e destruição das microvilosidades  absorção inadequada  diarréia aquosa – Diarréia dos viajantes• ETEC – LT-I (parece toxina colérica) – estimula hipersecreção de eletrólitos e líquidos –diarréia aquosa
  23. 23. GASTROENTERITES• EHEC – Secreção de toxina letal ao intestino causando hemorragia e ulceração. Diarréia leve à colite hemorrágica (sorotipo 0157:H7). Complicações  síndrome hemofílica urêmica (IRA, anemia hemolítica). – Diarréia sanguinolenta, Toxina Shiga (S. dysenteriae) – adesão e destruição das microvilosidades  absorção inadequada / destruição das células glomerulares
  24. 24. GASTROENTERITES• EIEC – invasão  destruição do epitelio colônico  diarrea aquosa ulceração colônica sangue. Parecida com a infecção causada por Shigella, mas não produz Shiga Toxina.• EAEC - diarrea aquosa, persistente com desidratação (crônica). Fímbrias de aderência organizam as bactérias agregadas em pilhas de tijolos.
  25. 25. SALMONELLA• Daniel Elmer Salmon• Salmonella é subdividida em seis subespécies: enterica, salamae, arizonae, diarizonae, hutnae e indica.• Causa mais frequente de intoxicação alimentar• A quantidade de bactérias ingeridas determina se a doença se vai manifestar, ou não(106 a 108).• Ingestão de água e alimentos contaminados.• Sintomas a partir de 6h até 48h: febre, nauseas, diarréia, vômitos, cólicas
  26. 26. SALMONELLA• Salmonella enterica (subsp enterica), e Shige bongori.• Sorotipos: S. typhi, Salmonella paratyphi (só em humanos), S. typhymurium, Salmonella enteritidis, Salmonella choleraesuis(grave em humanos).• Ingestão  Invasão de cél M (placas de Peyer)  invasão da mucosa intestinal (se replicam dentro do vacúolo fagocítico)  invasão sistêmica (sobrevivem dentro de macrófagos)  causam apoptose celular• Gene de tolerância ao ácido do estômago – ATR• Sistema de secreção do tipo III
  27. 27. SALMONELLA• Colonização assintomática (reservatório – vesícula biliar), febre entérica (tifóide), enteritis (não tratar) e bacteremias.• Febre tifóide (S. typhi) e paratifóide (S. paratyphi A, S. Schottmuelleri (paratyphi B) e S. hirschlfeldi (paratyphi C).• Ingestão  intestino (fagocitose pelos Macrófagos)  replicação no fígado, MO e baço.• 10 a 14 d – aumento progressivo de febre• 1 semana - cefaléia, mialgias, mal estar e anorexia• Sintomas gastrointestinais
  28. 28. SALMONELLA
  29. 29. Salmonella – enfermidades no homem• Febre tifóide - Salmonella Typhi• Febres entéricas - Salmonella Paratyphi (A, B, C)• Enterocolites (outros sorotipos)
  30. 30. TRANSMISSÃO• Intestino do homem e de outros animais de sangue quente ou frio;• Portadores ou doentes;• Água doce;• Alimentos: carnes e derivados, leite e derivados, ovos, frutos do mar, saladas, chocolate.
  31. 31. SHIGELLA• Espécies sorogrupo O: S. dysenteriae, Shigella flexneri, Shigella boydií e Shigella sonnei.• Invasão  células M  replicação intracelular nas células do cólon  difusão.• Sistema de secreção tipo III• Se replicam dentro do citoplasma da célula.
  32. 32. SHIGELLA
  33. 33. SHIGELLA• S. dysenteriae produz Exotoxina – toxina Shiga (igual a ECEH) – infecções mais graves, pois interrompem a síntese de proteínas e produzem dano epitelial.• O ser humano é o único reservatório.• Transmissão fecal-oral• Colite hemorrágica e´síndrome hemolítico urêmico.
  34. 34. SHIGELLA• Gastroenterites (shigelose) – diarréia aquosa com espasmos abdominais  sanguinolenta• Disenteria bacteriana (S. dysenteriae )• Portadores assintomáticos
  35. 35. YERSINIA• Y. pestis, Y. enterocolitica, Y. pseudotuberculosis.• Alta virulência, resiste à fagocitose(sist. Sec. Tipo III), capsulado, atividade citotóxica, inibe agregação plaquetária.• Humano é reservatório acidental.• Picada de pulgas, tecidos infectados e inalação de aerossóis, sangue contaminado e alimentos (Y. enterocolitica).• Y. pestis - peste bubônica e peste Pulmonar.• Outras espécies de Yersinia - gastroenteritis (diarréia aquosa aguda ou crónica) e sepse em transfusões.
  36. 36. YERSINIA• PESTE BUBÔNICA – 1ª. EPIDEMIA – 541 A.C – 2ª. EPIDEMIA – 1320 (25 milhões de mortos) – 3ª. EPIDEMIA – 1860 (China, África, Europa e América).• GASTROENTERITIS – Incubação (1 a 10 d)  diarréia, febre, dor íleo terminal (apendicite)  cronifica
  37. 37. Tempo d Sintomas Duração dos incubaçã sintomas oSalmonella typhi 7-30 dias FEBRE TIFÓIDE - anorexia, dores de cabeça e 6 semanas abdominais, febre. Convulsões, delírios e calafriosSalmonella spp 12-26h diarréia, febre, dores abdominais, vômitos 4-5 dias (*)EPEC 17-72h Diarréia, dor abdominal, vômito e febre 6h – 3 diasETEC 8-44h semelhantes aos da cólera (diarréia aquosa, 24-30h (*) desidratação, possível choque)EHEC 3 – 4dias Colite hemorrágica - sangue nas fezes, dores 6 a 9 dias abdominais grave, vômitoEIEC 8-24h desenteria, calafrios, febre, dores abdominais 3-5 diasShigella 1-4 dias Dor abdominal intensa, febre, diarréia aquosa 2 -5 dias (*) (exotoxina), sangue, pusS. aureus 1-6h Vômito e diarréia aquosa, nauseas, cólicas e febre baixa 1 a 2 diasCampylobacter 24-48h Cólicas abdominais, diarréia, vômito, febre, calafrios, dor 2 diasjejunii de cabeça, náusea, mal estarC. Perfringes 6-24h Cólicas abdominais, diarréia, diarréia putrefata 1-2dias (associada com o C. perfringens), algumas vezes náuseas e vômitosV. cholerae 6h-5dias Diarréias moderada ou intensa (água de arroz), dores 3-4dias abdominais e calafrios (10%sintomáticos). Sem FEBRE.Rotavírus 1-3 dias diarreia aquosa sem muco, sem sangue, dor abdominal 5 dias(*) ligeira, febre, vómitos, infecção respiratória alta em 50%
  38. 38. RESUMOVírus 18-72h náusea e desconforto abdominal de início 24h – 14 dias abrupto, seguidos de vômitos e diarréia. Febre baixa (37,5 oC). Podem estar presentes cefaléia, mialgia, coriza aquosa, obstrução nasal.Bactérias 0-8 dias Febre MAIS alta e calafrios, diarréia com 2-7 dias ou sem sangue e muco. Leucócitos podem estar presentes.
  39. 39. KLEBSIELLA• K. oxytoca e K. pneumoniae• Grande virulência• Cápsula mucóide• Infecções de ferida, ITU, pneumonias, bacteremias, sepse. IH´s.• Klebsiella ozaenae – sinusite crônica
  40. 40. K. granulomatis• Granulomatoma inguinal, vacúolo de Donovan (vacúolo do monócito).
  41. 41. GRUPO CESP• Citrobacter freundii, C. koseri• Providencia stuarti, P. rettgeri• Serratia marcescens, S. liquefaciens• Enterobacter aerogenes, E. aglomerans, E. cloacae.• Principal mecanismo de resistência – AmpC.
  42. 42. PROTEUS• P. mirabilis (indol -) e P. vulgaris (indol +)• Fenilalanina positivo Enterobactérias PYR Fenilalanina• H2S + Salmonella Neg Neg Citrobacter Pos Neg Proteus Neg Pos
  43. 43. PROTEUSEnterobactérias PYR FenilalaninaSalmonella Neg NegCitrobacter Pos NegProteus Neg Pos
  44. 44. MORGANELLA MORGANII
  45. 45. CUIDADO!!!• Hafnia e Edwadsiella não são comuns... Assim como outras espécies de enterobactérias aqui não mencionadas. É necessário fazer a CONFIRMAÇÃO.
  46. 46. RESULTADOS Enterobactérias em microbiologia clínica  Poucas espécies Espécies incomuns , novas espécies, espécies atípicas  podem ocorrer (isoladas de material clínico, ambiente, plantas e animais) PROBABILIDADES• Tratar-se de uma espécie rara• Cepa contaminada• Uma ou mais testes não adequados na identificação ( turvação)• Manipulação errada ( concentração do inóculo)• Composição e quantidade do meio ( substrato presente)• Controle de Q
  47. 47. O que fazer? RESULTADOSChecar tudo:• Pureza da cultura• Repetir todos os testes no mesmo sistema ouutilizando os meios anteriormente utilizados•Repetir todos os testes em outro sistema deidentificação ou utilizar partidas diferentes domeio.•Encaminhar para laboratórios de referência
  48. 48. RESPONDA• Quais os principais sorotipos de Salmonella?• Quais as principais espécies de Shigella?• Paciente chega ao pronto-socorro com diarréia desde as 20h. Relata ter comido um X tudo e usado maionese as 18:00. Você acha que se trata de Shigella, Salmonella, Yersinia, EHEC, ETEC, EPEC, EIEC, EAEC ou a outro agente?
  49. 49. FIM

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