Aula 6 - M

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Aula 6 - M

  1. 1. BACILOS GRAM POSITIVOS<br />Ana Claudia Souza Rodrigues<br />2011<br />
  2. 2. BGP Coryneformes<br />
  3. 3. BGP REGULARES<br />
  4. 4. BGP Esporulados<br />
  5. 5. BGP Ramificados X Fungos<br />
  6. 6. Bacilos Gram Positivos<br />Anaeróbios: Propionibacterium, Actinomyces, Clostridium, Lactobacillus, Mobiluncus, Eubacterium e Bifidobacterium.<br />Outros: Mycobacterium<br />aerotolerantes<br />
  7. 7.
  8. 8. Gêneros de BGP<br />
  9. 9. TRIAGEM INICIAL<br />Bacilos esporulados – Clostridium e Bacillus<br />Ácool-ácido resistentes – Nocardia (ramificado), Mycobacterium<br />Ramificado – Nocardia, Mycobacterium.<br />Hemólise – alfa – Erisipelotrix<br />Beta – Arcanobacterium, Gardnerella e Listeria.<br />
  10. 10.
  11. 11. CORINEFORMES<br />Principais doenças: Actinomicose (Actinomyces), Antraz (B. anthracis), Intoxicação alimentar, sepse, endocardite, bacteremia, pneumonia(B. cereus, Rothia), vaginose, endometrite (Gardnerella), meningite, sepse, aborto (Listeria), abcesso cerebral e pulmonar (Nocardia) ou agentes oportunistas (Streptomyces).<br />
  12. 12. CORYNEBACTERIUM DE IMPORTÂNCIA CLÍNICA<br />BGP, CATALASE POSITIVAS, IMÓVEIS.<br />Retos ou ligeiramente curvos, com extremidades em geral arredondadas, com a forma de clava, podendo apresentar arranjos característicos em paliçada ou letras chinesas, podendo ou não apresentar grânulos metacromáticos, que são melhores visualizados através da coloração de Albert-Laybourn, e que caracterizam as bactérias conhecidas como difteróides.<br />C. diphtheriae, C. ulcerans - podem produzir a toxina diftérica.<br />C. jeikeium – Infecções hospitalares<br />
  13. 13.
  14. 14. DIFTERIA<br />A infecção caracteriza-se por processo infeccioso localizado no trato respiratório e manifestações tóxicas no coração e nervos periféricos.<br />Ocorre dor de garganta, dificuldade de deglutição, presença de pseudomembrana purulenta, dor no corpo, cefaléia, náuseas e febre. A morte pode ocorrer por obstrução respiratória (pescoço de touro) ou por miocardite (destruição celular). Pode ocorrer difteria cutânea com lesões necróticas e, eventualmente, presença de pseudomembrana.<br />
  15. 15. Corynebacterium<br />Colonizam pele, trato genito-urinário, aparelho respiratório e aparelho digestivo.<br />C. diphtheriae – gene que codifica aexotoxina tox introduzido por um bacteriófago. A difteria ou crupe é uma doença infectocontagiosa causada pela toxina que provoca inflamação da mucosa da garganta, do nariz e, às vezes, da traquéia e dos brônquios.<br />Difteria – portadores assintomáticos de bucofaringe e pele. Transmissão – gotículas respiratórias e contato cutâneo. Leite cru também já foi apontado como causador da doença.<br />Incubação – 3 a 5 dias Morte – 5 a 20%.<br />A vacinação é eficiente.<br />
  16. 16. C. diphteriae<br />COLORAÇÃO – ALBERT LAYBORN<br />MEIO SELETIVO - LOEFFER<br />
  17. 17. Arcanobacterium<br />Faringites, geralmente hemolíticos.<br />
  18. 18. Bacilos de Duoderlein<br />GARDNERELLA<br />
  19. 19. GARDNERELLA<br />
  20. 20. IDENTIFICAÇÃO G. vaginalis<br />Hemólise beta – sangue de coelho<br />Bacterioscopia: Pleomórficos, imóveis, Gram variáveis, cat -, oxid -.<br />Mucosa vaginal – pH>4,5 e cheiro de peixe<br />
  21. 21. LISTERIA<br />Sete espécies - só a L. monocytogenesé importante para o homem. Móvel a temperatura ambiente (25 a 28oC) e imóvel a 37oC. <br />Importância clínica - idosos e imunocomprometidos(meningite, encefalite ou sepse). Grávida - amnionite, infecção do feto com aborto, parto prematuro, meningite neonatal e sepse neonatal. Relacionados a contaminação de alimentos.<br />
  22. 22. LISTERIA<br />Crescem em ágar sangue, ágar Chocolate, CLED, ágar nutriente, TSA e ágar Mueller Hinton, mas não em Mac Conkey. As colônias são pequenas.<br />Bacilo Gram positivo anaeróbio facultativo, catalase positiva, oxidase negativa. Hemólise beta em ágar sangue de carneiro, CAMP positivo, motilidade positiva à temperatura ambiente. Diferenciar de S. agalactiae.<br />
  23. 23.
  24. 24. CUIDADO!!!<br />Também causam meningites<br />Patógeno facultativo intracelular – macrófagos, células epiteliais, fibroblastos.<br />Depois de penetrar na célula, o pH ácido do fagolisosoma que rodeia as bactérias, háativação de Iisteriolisina O e das enzimas de fosfolipasa C, o que conserva a liberaçãodas bactérias no citosol da célula. As bactérias se replicam e posteriormente se movematravés da célula para a célula adjacente.<br />
  25. 25.
  26. 26. BACILLUS<br />Gênero Bacillus- 50 espécies de bacilos anaeróbios facultativos que podem exibir a forma esporulada, corando-se mal pela violeta, quando em colônia mais velhas. As formas vegetativas são retas largas, podendo ser grandes, isolados ou em cadeias. A forma e localização dos endosporossão úteis para sua classificação:<br />podem ser cilíndricos, ovais, redondos, e eventualmente com forma de feijão<br />posição central, sub-terminal, terminal<br />dilatando ou não a célula mãe<br /> Todos são móveis, exceto o B. anthracis e B. mycoides e a maioria é catalase positiva. <br />
  27. 27. Principais gêneros esporulados<br />
  28. 28. B. anthracis<br />Cutâneo – fatal em 20% dos casos (lesão na cabeça/pescoço). 2 a 3 dias – mancha ou pápula com vesículas. Indolor sem pus.<br />Intestinal – semelhante, mas pode apresentar gastroenterites.<br />
  29. 29. B. anthracis<br />Pulmonar – Inalado  Macrófagos do pulmão  sistema linfático  germinam esporos  sepse. Começam com dispneía e evoluem para choque e morte.<br />
  30. 30. ESPORULADOS<br />
  31. 31. BACILLUS/CLOSTRIDIUM - esporulados<br />
  32. 32. ACTINOMICETOS<br />Produzem estruturas ramificadas semelhante a hifas, CATALASE POSITIVA<br />Nocardia – forma pulmonar e extrapulmonar<br />Crescimento 72h, beta hemólise, uréia positiva<br />Rhodococcus<br />Streptomyces – grânulos duros. Massa de BGP finos, cheiro de terra molhada, cresce bem em ágar Sabouraud (meio para fungos).<br />
  33. 33.
  34. 34. NOCARDIA<br />Álcool ácido resistentes débeis (possuem ác. Micólico em sua parede).<br />Moléculas de trealose unidas ao ácido micólico fazem com que as nocardias assim como Mycobacterium possam formar fator Corda (fator de virulência que facilita a sobrevida bacteriana)<br />
  35. 35. NOCARDIA<br />Enfermidade broncopulmonar em pacientes imunodeprimidos ou imunocompetentes com doenças graves.<br />Nocardiosecutanea: micetoma, enfermidadelinfocutânea, infecçãocutânea superficial comformação de abscessos e celulites.<br />Evitameliminação pela fagocitose, se multiplicam no interior dos fagócitos. <br />Infecções exógenas.<br />Crescememmeios de cultura para bactériascomtensão de CO2<br />
  36. 36. FASTIDIOSOS<br />Exigências especiais de condições de cultivo (CO2, crescimento lento de 48h com a necessidade de até 30 dias de incubação - Brucella, adição de fatores especiais de crescimento)<br />Podem ser Gram negativos ou Gram lábeis, oxidase positivos e não crescem em MacConkey. <br />Importantes em sítios estéreis<br />Para realizar os testes bioquímicos é necessário meio CTA ou adicionar soro de coelho ou cavalo e inóculo bem denso.<br />Principais gêneros: Brucella, Bordetella e Hamophylus<br />
  37. 37. FASTIDIOSOS<br />Alguns dos fastidiosos estão relacionados a contato com saliva, sangue, fezes, através de acidente perfuro-cortante ou mordida de animais domésticos ou silvestres (Pasteurella, Bartonella, Francisella e Brucella).<br />Destaca-se ainda a necessidade de precauções especiais no manuseio de alguns destes agentes pelo potencial patogênico (Brucella e Francisella).<br />
  38. 38.
  39. 39. HAEMOPHILUS<br />Microbiota de orofaringe e nasofaringe<br />Importante causador de meningite, pneumonia, pericardite, celulite em RN.<br />Crianças até 5 anos – ITU, peritonite<br />Ágartripticase soja ou BHI<br />Antibiograma - HTM<br />
  40. 40.
  41. 41. PROVA DO SATELITISMO<br />Ágar sangue de carneiro – semear suspensão sol. Salina 1 a 2 McFarland.<br />Semear uma estria de S.aureus (ATCC23922)<br />Incubar 18 a 24 horas em tensão de CO2<br />O crescimento de pequenas colônias em volta do S. aureusna região de hemólise indica reação positiva.<br />
  42. 42.
  43. 43. BORDETELLA<br />MATERIAL - Swab ou aspirado de nasofaringe e semeadura imediata em meios específicos e em ágar sangue. <br />Meio de Bordet & Gengou<br />Imunofluorescência<br />Isolamento e Identificação<br />Cocobacilos Gram negativos pequenos e aeróbios estritos. A safranina/fucsinadeve ser corada pelo Gram durante 2 minutos para melhorar a coloração. <br />Enviar para laboratório de referência - confirmação<br />
  44. 44. BORDETELLA<br />B. pertussis (coqueluche- tosse comprida) e B. parapertussis.<br />Crianças não vacinadas, com clínica bastante característica: <br />Período prodrômico, que inicia 5 a 10 dias após a aquisição do agente (sintomas semelhantes a um resfriado ou gripe). Fase altamente contagiosa e com sintomas inespecíficos. Tratamento - Eritromicina<br />Período paroxístico - tosse convulsiva, persistente e característica seguida de inspiração ruidosa. Complicações – cianose, vômito, convulsões, insuficiência respiratória, encefalopatia, infecções secundárias, etc. ATB não são eficazes.<br />A convalescença ocorre cerca de quatro semanas após inicio dos primeiros sintomas.<br />
  45. 45. BRUCELLA<br />A brucelose - sintomas vagos - febre baixa, calafrios, sudorese noturna, cefaléia, mialgia e artralgia. Pode ser acompanhada na forma crônica de alterações hematológicas importantes como leucopenia, pancitopenia, trombocitopenia, anemia hemolítica, etc.<br />Está associado à ingestão de leite e derivados e carne de mamíferos, à veterinários, açougueiros ou trabalhadores rurais que manipulam carne e sangue destes animais e à acidentes em laboratórios.<br />Material: Sangue, aspirado de medula, aspirado e biópsia de gânglios, fígado, baço, LCR<br />
  46. 46. BRUCELLA<br />Crescem bem em Ágar sangue, ágar chocolate, TripticaseSoyÁgar e Brucellaágar(48 a 72 horas). Colônias são pequenas, brancas a creme, e ao Gram visualizam-se coco-bacilos bem finos e pequenos. <br />
  47. 47.
  48. 48. LEGIONELLA<br />Legionellapneumophila<br />Doença dos legionários<br />Pneumonia com ou sem sepse<br />Pode ocorrer infecções de partes moles e sinusite. <br />Água contaminada. Largamente distribuída na natureza em ambiente úmido e água potável e ocasionalmente em chuveiros. <br />
  49. 49. Legionella<br />Os sintomas são febre, mal-estar, mialgia e tosse. A pneumonia é a forma mais frequente de manifestação da doença, acompanhada dos mesmos sintomas acima descritos para a forma não pulmonar e em geral com tosse não produtiva.<br />
  50. 50. FIM<br />

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