150 anos de O Livro dos Médiuns

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150 anos de O Livro dos Médiuns

  1. 1. 150 anos do Livro dos Médiuns<br />Centro Espírita Pedro de Alcântara<br />Projeto DEM 2011<br />Tema central: Mediunidade para o Futuro<br />
  2. 2. Precursores EspiritismoFranz Anton Mesmer 1734<br />(Iznang, 23 de maio de 1734 - Meesburg, 5 de março de 1815), foi um médico e magnetizador Suábio, hoje esta região pertence a Alemanha<br />Mesmer iniciou seu trabalho clínico com magnetismo por volta de 1774, quando tornou-se moda usarem-se ímãs como terapêutica para as doenças do corpo. Entre os métodos inicialmente adotados, Mesmer aplicava diretamente ímãs sobre regiões enfermas, friccionava-as, colocava ímãs em bolsinhas de couro para que seus pacientes as usassem no pescoço, magnetizava água, taças, espelhos, vestidos, instrumentos musicais e outros objetos por fricção. Procurou um meio de acumular a energia magnética e conduzi-la.<br />Posteriormente o médico vienense abandonaria os ímãs e escreveria um tratado sobre o "magnetismo animal", onde atribuiria às suas próprias mãos o desprendimento de uma força que curaria os males orgânicos e impregnaria objetos. "De todos os corpos da natureza é o próprio homem que atua com mais eficácia sobre o homem."<br />
  3. 3. Mesmer & Kardec<br />As influências do mesmerismo na obra de Kardec são claras.<br />"Allan Kardec reconhece que o estudo do magnetismo despertou o seu interesse desde 1820; o que fez dizer a certos adversários do Espiritismo, como René Guenon, que os médiuns de Allan Kardec estavam hipnotizados pelo fundador do Espiritismo e que falavam segundo a vontade dele. (...) O magnetismo, escreve Kardec em 1858, preparou o caminho do Espiritismo e os rápidos progressos desta última doutrina são devidos, incontestavelmente, à vulgarização dos conhecimentos sobre a primeira. Dos fenômenos do magnetismo, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas, não há mais que um passo... (MOREIL, 1986. p.47)<br />O conhecimento do Mesmerismo e de outras doutrinas contemporâneas a Kardec facilitam o estudo da obra do codificador e nos permite fazer leituras mais precisas. Obviamente, o sentido atual de magnetismo, postulado pela Física, difere bastante do sentido do magnetismo de Mesmer. Ignorar este aspecto é perder o sentido de muitas afirmações do codificador. Muitos enganos cometidos por leitores e comentaristas desavisados, e muitas vezes polemistas contumazes, seriam mais facilmente esclarecidos se conhecêssemos melhor as nossas raízes.<br />
  4. 4.
  5. 5. Os fenômenos de Hydesville Irmãs Fox<br />Em 1846 numa pequena vila chamada Hydesville no estado de New-York., EUA. Golpes, dos quais ninguém pode adivinhar a causa, se fizeram ouvir pela primeira vez em 1846 na casa de alguém denominado Veckmann, habitante de uma pequena vila chamada Hydesville no estado de New-York. Tudo foi feito para descobrir o autor desses ruídos misteriosos, mas nada se conseguiu. Seis meses mais tarde, em 1847, essa família vendeu a casa que foi então habitada por um membro da igreja episcopal metodista: Sr. John Fox e sua família, composta de sua mulher e de suas filhas, Margaret então com 14 anos e Kate, de 11 anos. A família Fox era composta de seis crianças mas apenas Margaret e Kate Vivian então com seus pais. <br />
  6. 6. Mesas Girantes - Europa<br />França, 1850: no início deste ano, surgiu no país europeu uma brincadeira que atraía nobres da sociedade parisiense. Acostumados às festas de salões, muitos franceses passaram a divertir-se com as chamadas "mesas girantes ou falantes".<br />Tratava-se de mesinhas redondas, sobre as quais certas pessoas colocavam suas mãos e instantaneamente estes móveis começavam a girar e dar saltos, sem que ninguém fizesse alguma força.<br />Tudo parecia um fenômeno magnético, ou seja, produto de algum tipo de poder mental dos que se dispunham a brincar. O fenômeno então começou a ganhar proporções maiores e espalhou-se por outros países da Europa, chegando também na América. Desenvolveu-se uma forma de "conversar" com as mesinhas. Através de pancadas no chão, produzidas com os pés do objeto, formou-se um código alfabético, onde uma pancada seria a letra a; duas, a letra b, e assim sucessivamente. Basicamente, as perguntas eram sobre futilidades, que em nada ajudavam a entender o que estava ocorrendo.<br />Foi então que uma senhora, chamada Emília de Girardim, veio a desenvolver um método de contato, que consistia de uma mesa que se movia ao redor de um eixo, lembrando uma roleta. Sobre a mesa, letras do alfabeto eram colocadas em círculos, além de números e os termos sim e não. No meio desta circunferência, havia uma agulha ou mesmo um ponteiro metálico, e então as pessoas envolvidas colocavam suas mãos sobre a borda da mesa. O móvel passava a girar, parando sob o ponteiro metálico a letra do alfabeto que viria a formar uma frase desta força invisível.<br />.<br />
  7. 7.
  8. 8. Kardec ouve falar das mesas girantes...<br /> 1854 – Rivail encontra-se com o Sr. Fortier, que lhe fala da “dança das mesas-inteligentes”. <br /> 1855 – Rivail participa, na residência da Sra. Plainemaison, das primeiras experiências com as “mesas-girantes”. Srs. Carlotti, René Taillandier, membro da Academia das Ciências, Tiedeman-Manthèse, Sardou, pai e filho, e Diddier, editor, que acompanhavam havia cinco anos o estudo desses fenômenos e tinham reunido cinquenta cadernos de comunicações diversas, que não conseguiam pôr em ordem. Conhecendo as vastas e raras aptidões de síntese do Sr. Rivail, esses senhores lhe enviaram os cadernos, pedindo-lhe que deles tomasse conhecimento e os pusesse em termos -, os arranjasse.<br />No mesmo ano entra em contato com seu Espírito protetor que lhe revela uma existência em comum entre os druidas gauleses com o nome de Allan Kardec. <br />
  9. 9. Publicação de O Livros dos Espíritos 1857<br /> Contém os Princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade (Segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec.<br />
  10. 10. Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas 1858<br />“Chegamos a publicar uma Instrução Prática para os médiuns que se encontra esgotada. Fizemo-la com objetivo sério e grave mas apesar disso não a reimprimiríamos, pois já não corresponde à necessidade de esclarecimento completo das dificuldades que podem ser encontradas. Preferimos substituí-la por esta, em que reunimos todos os dados de uma longa experiência e de um estudo consciencioso. Ela contribuirá, esperamos, para mostrar o caráter sério do Espiritismo, que é a sua essência, e para afastar a ideia de frivolidade e divertimento.” Introdução de O Livro dos Médiuns<br />Esta obra está inteiramente esgotada e não será reimpressa. Será substituída pelo novo trabalho, neste momento no prelo, e que é muito mais completo e sobre um outro plano. Allan Kardec. Revista Espírita , Dezembro de 1860.<br />“Publicado este, Kardec suprimiu aquele. Apesar disso, 65 anos mais tarde, em 1923, Jean Meyer, então diretor da Casa dos Espíritas, resolveu reeditar o Instruções, para circular juntamente com este livro, por considerar aquele livrinho útil à iniciação nas questões mediúnicas. No Brasil, Cairbar Schutel, em sua gráfica de Matão, lançou também o Instruções em nossa língua.” Herculano Pires<br />
  11. 11. O livro dos Médiuns ou GUIA DOS MÉDIUNS E DOS EVOCADORES 1861<br />
  12. 12. Título do original francês:LE LIVRE DES MÉDIUMS ouGUIDE DES MÉDIUMS ET DES ÉVOCATEURS (Paris, 15-janeiro-1861)<br />Ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo constituindo o seguimento d’ O Livro dos Espíritos<br />
  13. 13. O Livro dos Médiuns<br />Publicada a 1a edição de "O livro dos Médiuns" com tiragem que não conseguimos localizar, mas com 500 páginas com formato de 18cm, esta rapidamente se esgota tanto que no mesmo ano de 1861, no número de novembro da Revista Espírita, à página 378 anuncia Kardec a segunda edição de "O Livro dos Médiuns". <br />O Livro dos Médiuns é, conforme informa o Codificador na introdução desta obra, o complemento de O Livro dos Espíritos. Enquanto este apresenta o aspecto filosófico da Ciência Espírita, aquele apresenta a sua parte prática para todos os que desejarem ocupar-se das manifestações, seja pessoalmente, seja pela observação das experiências alheias. Segundo Kardec, estas duas obras embora se completem, são, até certo ponto, independentes uma da outra. <br />
  14. 14. O livro dos médiuns Espiritismo Experimental<br />Capítulo VI - Das Manifestações Visuais <br />Capítulo VII – Da Bicorporeidade e da Transfiguração<br />Capítulo VIII - Do Laboratório do Mundo Invisível<br />Capítulo IX - Dos Lugares Assombrados <br />Capítulo X - Da Natureza das Comunicações <br />Comunicações grosseiras, frívolas, sérias e instrutivas <br />Capítulo XI - Da Sematologia e da Tiptologia<br /> Capítulo XII - Da Pneumatografia ou Escrita Direta - Da Pneumatofonia<br /> Capítulo XIII - Da Psicografia<br /> Capítulo XIV - Dos Médiuns <br />Capítulo XV - Dos Médiuns Escreventes ou Psicógrafos<br />PRIMEIRA PARTE Noções Preliminares<br /> Capítulo I - Há Espíritos? <br />Capítulo II - Do maravilhoso e do sobrenatural <br />Capítulo III - Do Método <br />SEGUNDA PARTE Das Manifestações Espíritas <br />Capítulo I - Da Ação dos Espíritos Sobre a Matéria <br />Capítulo II - Das Manifestações Físicas<br />Capítulo III - Das Manifestações Inteligentes <br />Capítulo IV - Da Teoria das Manifestações Físicas<br />Capítulo V - Das Manifestações Físicas Espontâneas. <br />
  15. 15. O livro dos médiuns Espiritismo Experimental<br />Capítulo XVI - Dos Médiuns Especiais <br />Capítulo XVII - Da Formação dos Médiuns<br />Capítulo XVIII - Dos Inconvenientes e Perigos da Mediunidade<br />Capítulo XIX - Do Papel dos Médiuns nas Comunicações Espíritas<br />Capítulo XX - Da Influência Moral do Médium <br />Capítulo XXI - Da Influência do Meio<br /> Capítulo XXII - Da Mediunidade nos Animais <br />Capítulo XXIII - Da Obsessão<br />Capítulo XXIV - Da Identidade dos Espíritos<br />Capítulo XXV - Das Evocações<br />XXVI - Das Perguntas que se Podem Fazer aos Espíritos<br />Capítulo XXVII - Das Contradições e das Mistificações<br />Capítulo XXVIII - Do Charlatanismo e do Embuste<br />Capítulo XXIX - Das Reuniões e das Sociedades Espíritas<br />Capítulo XXX - Regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas<br /> Capítulo XXXI - Dissertações Espíritas<br />Capítulo XXXII - Vocabulário Espírita<br />
  16. 16. O ano de 1861<br />Este ano foi marcado por várias manifestações de intolerância contra a nascente Doutrina Espírita, com a publicação de "O livro dos Médiuns a "Biblioteca Católica" passa a acusar o Espiritismo pela criminalidade e pelos suicídios, mas é também um ano muito fecundo na divulgação da doutrina, sobretudo pela viagens de Kardec destacando as visitas as cidades de Sens, Mâcon, Lion e Bordéus.<br />
  17. 17. Auto de fé de Barcelona em 09/10/1861 as 10:30h<br />Por ordem do bispo da cidade, Dom Antônio Pala Y Termens, foram queimados cerca de 300 exemplares entre "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns" e "Revista Espírita" de Kardec.<br />Os principais jornais de Espanha deram a notícia do acontecimento, que os órgãos da imprensa liberal reprovaram energicamente, também os jornais da França citaram o fato e diz um deles que: "Não achava uma palavra para aquele ato de intolerância do clero, digno da Idade Média."<br />Os livros foram remetidos da França para a Espanha em caixas, entre outras mercadorias, por encomenda do Sr. Maurice Lachâtre.. A grande repercussão que teve este ato concorreu para a propaganda da doutrina e fez progredir o Espiritismo na Espanha e em outros lugares. As obras queimadas foram procuradas com maior avidez.<br />
  18. 18. Espiritismo no Brasil - Origens<br />Os primeiros experimentadores da mediunidade, no Brasil, saíram dos cultores da Homeopatia, com os médicos Bento Mure, francês, e João Vicente Martins, português, aqui chegados em 1840, que aplicavam passes em seus clientes e falavam em Deus, Cristo e Caridade, quando curavam.<br />No dia 14/06/1853 é publicado, na seção exterior do Jornal do Comercio do Rio de Janeiro, notícias sobre as "mesas girantes", fatos que estão empolgando principalmente os Estados Unidos e Europa. <br />Funda-se em 02/08/1873, por inspiração do Espírito Ismael, a "Sociedade de Estudos Espíritas — Grupo Confúcio", que pelo seu regulamento deveria seguir os princípios e as formalidades expostas em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns. Sua divisa era: "Sem caridade não há salvação; sem caridade não há verdadeiro espírita". <br />Em 1875 Joaquim Carlos Travassos faz parte desse grupo. Traduz O Livro dos Espíritos para o português <br />
  19. 19. Decreto n° 847, de 11 de Outubro de 1890. Código Penal brasileiro<br />Art. 156. Exercer a medicina em qualquer de seus ramos, a arte dentária ou a farmácia; praticar a homeopatia, a dosimetria, o hipnotismo ou o magnetismo animal, sem estar habilitado segundo as leis e regulamentos:<br /> Penas – de prisão celular por um a seis meses, e multa de 100$000 a 500$000.<br /> Parágrafo único. Pelos abusos cometidos no exercício ilegal da medicina em geral, os seus autores sofrerão, além das penas estabelecidas, as que forem impostas aos crimes que derem causa.<br /> Art. 157. Praticar o espiritismo, a magia e seus sortilégios, usar de talismãns e cartomancias, para despertar sentimentos de ódio ou amor, inculcar cura de moléstias curáveis ou incuráveis, enfim, para fascinar e subjugar a credulidade pública:<br /> Penas – de prisão celular de um a seis meses, e multa de 100$000 a 500$000.<br /> Parágrafo 1° Se, por influência, ou por conseqüência de qualquer destes meios, resultar ao paciente privação ou alteração, temporária ou permanente, das faculdades psíquicas:<br /> Penas – de prisão celular por um a seis anos, e multa de 200$000 a 500$000.<br /> Parágrafo 2° Em igual pena, e mais na privação de exercício da profissão por tempo igual ao da condenação, incorrerá o médico que diretamente praticar qualquer dos atos acima referidos, ou assumir a responsabilidade deles.<br /> Art. 158. Ministrar ou simplesmente prescrever, como meio curativo, para uso interno ou externo, e sob qualquer forma preparada, substância de qualquer dos reinos da natureza, fazendo ou exercendo, assim, o ofício do denominado curandeiro:<br /> Penas – de prisão celular por um a seis meses, e multa de 100$000 a 500$000.<br /> Parágrafo único. Se do emprego de qualquer substância resultar à pessoa privação ou alteração, temporária ou permanente, de suas faculdades psíquicas ou funções fisiológicas, deformidade, ou inabilitação do exercício de órgão ou aparelho orgânico, ou, em suma, alguma deformidade:<br /> Penas – de prisão celular por um a seis anos, e multa de 200$000 a 500$000. Se resultar a morte:<br /> Pena de prisão celular por seis a vinte e quatro anos. <br />
  20. 20. Mediunidade como crime<br />Inácio Bittencourt autuado em flagrante por exercer a mediunidade”, de 8 de Maio de 1937, preso sob acusação de exercício ilegal da medicina, desenvolvia em sua residência as atividades doutrinárias do Círculo Espírita Cáritas, que teria sido fundado e presidido por ele, além de manter aí a redação do seu periódico de propaganda doutrinária.<br />O Globo de 12 de Agosto de 1943, noticia a prisão de Izabel Pimentel de Castro, uma costureira de 52 anos de idade, no dia 5 de Julho de 1943, em sua residência, na Rua Albano n° 125,Praça Seca. Segundo o testemunho do policial que a conduziu, esta senhora aplicava passes.A O promotor Alcides Gentil assim manifesta-se: “Estes autos trazem de novo à minha apreciação um flagrante em que o acusado é uma espírita, presa por investigadores no recesso da sua residência, porque dava “passes” a outra mulher, no momento em que várias pessoas aguardavam sua hora.” O promotor requereu o arquivamento do processo, sendo atendido pelo juiz.<br />
  21. 21. Em 10 de Abril de 1941, numa “quinta-feira Santa”, o Jornal do Brasil publicou a primeira Portaria, que suspendia o funcionamento de todos os núcleos espíritas da capital. Eis o texto:<br />Suspenso o funcionamento de todos os Centros espíritas<br />O major Filinto Muller, Chefe de Polícia, assinou a seguinte portaria:<br />Fica suspenso o funcionamento de todos os centros espíritas desta capital, que só poderão recomeçar suas atividades mediante novo exame das suas finalidades, para o que deverão os interessados se submeter a novo processo de registro. Este deverá ser informado pela Delegacia Distrital respectiva sobre a localização do centro; pela Delegacia Especial de Segurança Política e Social sobre os antecedentes político-sociais dos seus componentes; pela Diretoria Geral de Investigações a respeito dos antecedentes criminais dos mesmos e pela 1ª Delegacia Auxiliar na parte especializada, subindo, então, a despacho final desta chefia.<br />Portaria era 8.363, datada provavelmente de 22 de Setembro de 1942,icam as sociedades espíritas impedidas de, nos seus trabalhos de experimentação psíquica, usarem de meios e práticas mediúnicas excedentes ao desenvolvimento dos próprios órgãos do sentido do homem ou atentatórias à integridade intelectual e física do indivíduo [...] <br />
  22. 22. Os Centros espíritas, a partir de Setembro de 1942, foram obrigados a dividir seus associados em duas categorias. A primeira era a de filiados, que se dedicariam ao desenvolvimento da moral cristã espírita e às práticas de benemerência social. A segunda, de “adeptos”, que possuíssem “capacidade mental e intelectual necessárias para a compreensão e a efetivação de trabalhos de investigação psíquica.” Assim, os associados que participassem do “círculo de experimentações psíquicas” deveriam submeter-se a exame médico, realizado por profissional escolhido pela diretoria da instituição, “cabendo-lhe responsabilidade, conjuntamente com a diretoria, por qualquer falta, dolosa ou culposa, que se verificar na circunstância.” [68] Para facilitar a fiscalização da Polícia nos centros, estes deveriam<br />“fazer constar em seus livros, a relação dos nomes com os característicos de identidade de todos os membros da diretoria e associados que ingressarem no círculo de experimentação psíquica, incluindo a declaração do médico responsável em referência à capacidade mental e intelectual daqueles associados.” [69]<br />Cadastro dos Médiuns<br />
  23. 23. Livro de Registro de Médiuns do Grupo Espírita caridade, Deus , Luz e Amor<br />
  24. 24. Fechamento de Casas Espíritas<br />
  25. 25. 1964 –O médium José “Arigó” é condenado num processo criminal movido por clérigos e médicos de Belo Horizonte. <br />O juiz da Comarca de Congonhas, Dr. Márcio Aristeu Monteiro de Barros, condenando-o a um ano e quatro meses de detenção, Arigó prontificou-se a procurar o Magistrado e entregar-se à prisão. <br />
  26. 26. Espiritismo como loucura<br />Alguns médicos que dedicaram uma produção acadêmica sobre aquilo que chamavam de “loucura espírita”. Um deles, Xavier de Oliveira,“Espiritismo e Loucura” afirma, em 1931, que o Espiritismo seria a terceira maior causa de loucura no país, perdendo apenas para o álcool e a sífilis. Eis o que propõe:<br />“O Livro dos Médiuns de Alan Kardec é a cocaína dos debilitados nervosos [...] e com um agravante a mais: é barato, está ao alcance de todos e por isso mesmo leva mais gente, muito mais, aos hospícios, do que a “poeira do diabo”. [...] a sua hygiene e prophylaxia estão, apenas, em se queimarem todos os livros espíritas e se fecharem todos os candomblés, altos, médios e baixos, que, ora, infestam o Rio, o Brazil e todo o mundo occidental. “<br />
  27. 27. A Igreja Católica e o Espiritismo<br />Cita o padre Julio Maria que, também lançando mão de argumentos da medicina, em 1938, alertava aos seus fiéis: “Católicos! Fugi da praga espírita! Fugi e nunca permitais que escritos espíritas penetrem em vossos lares. Nunca, por nenhuma razão, assistais a sessões espíritas [...] guerra a esta praga, para preservar a nossa sociedade, como para conservar o equilíbrio mental das pessoas que nos são caras.” <br />O padre Vicente M. Zioni, no trabalho “O problema espírita no Brasil” cita os artigos 282, 283 e 284 do Código Penal, além de remeter à portaria de Abril de 1941. <br />“O espiritismo e o Sr. Filinto Müller”, publicado por uma revista católica: Agora é a vez do espiritismo, a maior praga de todas as pragas de minha terra. Começou com os macumbeiros. Prendeu tudo quanto foi de pai de santo dos terreiros cariocas [...] Mandou-os para a ilha. Depois fechou todos os centros, para uma regularização mais rigorosa, e nós sabíamos que poucos se salvavam. Inesperadamente, vem o Sr. chefe de polícia explicar atingirem suas medidas os centros suspeitos e não os dedicados a um culto religioso. Não apoiamos o Sr. chefe de polícia. De qualquer centro, alto ou baixo, saem os desequilibrados para o hospício. [...]<br />
  28. 28. O espiritismo na Mídia<br />Em 1976 a TV Tupi leva ao ar a novela “A Viagem”, de Ivani Ribeiro. Em Minas um grupo de sacerdotes católicos faz campanha de boicote contra a “diabólica” novela da TV Tupi, que alcançaria 85% de audiência.<br />
  29. 29. Mediunidade Chega a Holywood<br />Adécada de 90 foi marcada também pela produção de vários filmes de conteúdo espírita e que se tornaram sucessos de bilheteria como “Ghost”, “Além da Eternidade”, de Steven Spilberg; “Morrendo e Aprendendo” e o “O Campo dos Sonhos”.<br />E não parou mais...<br />
  30. 30. No cinema brasileiro<br />
  31. 31. O Filme dos Espíritos <br />Sessão Fechada<br />Domingo, 16 de outubro ·<br />15:30 - 19:0Oh<br />R$ 9,00<br />Cine10 - Sulacap<br />Carrefour Sulacap - Avenida Marechal Fontenele, nº 3.555 Jardim Sulacap<br />Garanta já seu ingresso!!!!!<br />
  32. 32. “O Livro dos Médiuns é atualíssimo. Nenhuma outra obra, espírita ou não, sobre a fenomenologia mediúnica, conseguiu superá-lo. É um tratado que tem por fundamento a pesquisa científica e a experiência, além da contribuição teórica dos Espíritos na explicação de vários problemas ainda inacessíveis à pesquisa científica.”<br />Herculano Pires <br />

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