Tessituras 2011

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Tessituras 2011

  1. 1. Uma breve pincelada histórica: circunstâncias que favoreceram a denominação Literatura Infantil
  2. 2. <ul><li>Ascensão da burguesia na sociedade europeia (séc XVIII); </li></ul><ul><li>Valores burgueses mudaram a relação adulto-criança (invenção da infância?); </li></ul><ul><li>Mudanças na concepção de família (família nuclear: pai, mãe, filhos); </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Instituições como a escola também passaram a se dedicar à criança, como o futuro adulto que desempenharia seu papel na mentalidade burguesa. </li></ul><ul><li>CURIOSIDADE: </li></ul><ul><li>No século XVII surgiram clássicos como Robinson Crusoe (Daniel Defoe, 1660-1731 )e As viagens de Gulliver (Jonathan Swift, 1667-1745). </li></ul>
  4. 4. Qual matéria literária constituiu o que chamamos Literatura Infantil? <ul><li>Mitos: relatos universais cuja finalidade é explicar fatos relativos à origem e à evolução o universo; </li></ul><ul><li>Lendas: como os mitos, têm por finalidade explicar o desconhecido, mas em âmbito local; </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Fábulas: narrativas curtas, com tom moralista, em que ocorre a analogia entre as personagens (muitas delas animais) e o comportamento humano; </li></ul><ul><li>Contos maravilhosos: apresentam situações humanas em que o fantástico é fundamental; </li></ul><ul><li>Adaptações de clássicos; </li></ul><ul><li>Narrativas autorais; </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Poemas orais: cantigas, parlendas, adivinhas etc; </li></ul><ul><li>Poemas autorais; </li></ul><ul><li>Narrativas em versos. </li></ul>Em função da mediação da Escola, os textos autorais endereçados à infância muitas vezes assumiram uma função pedagógica em detrimento da literária.
  7. 7. Charles Perrault <ul><li>Contos da Mamãe Gansa (Contes de ma Mère l´Oye)– 1697; </li></ul><ul><li>Reinado de Luís XIV; </li></ul><ul><li>Contos coletados junto a fontes populares; </li></ul><ul><li>Há nos contos uma moral, um fundo didático. </li></ul><ul><li>Exemplo: Chapeuzinho Vermelho </li></ul>
  8. 8. Ilustração de Gustave Doré (1832- 1883)
  9. 9. Jacob e Wilhelm Grimm <ul><li>Contos de fadas para crianças e adultos (Kinder und Hausmaerchen), 1812-1822; </li></ul><ul><li>Estudos de Gramática Comparativa e Filologia; </li></ul><ul><li>Principais informantes: Katherina Wieckmann (camponesa) e Jeannette Hassenpflug. </li></ul><ul><li>Exemplo: Chapeuzinho Vermelho </li></ul>
  10. 10. Capa de Contos de fadas para crianças e adultos, 1912.
  11. 11. Hans Christian Andersen <ul><li>Poeta e novelista dinamarquês; </li></ul><ul><li>Eventyr, 1835 à 1872; </li></ul><ul><li>Fusão entre o pensamento mágico das origens arcaicas e o pensamento racional dos novos tempos; </li></ul><ul><li>Textos autorais/ fontes da cultura popular; </li></ul><ul><li>Exemplo: A princesa e o grão de ervilha. </li></ul>
  12. 12. Ilustração de Vilh Pedersen e Lorenz Frolich para o conto A pequena sereia
  13. 13. Papercut feito por Hans Christian Andersen em 1859
  14. 14. Narrativas e Literatura Endereçada à Infância <ul><li>Também no Brasil, os primórdios do que chamamos Literatura Infantil trazem a intenção de formar e de ensinar comportamentos. Gradualmente o caráter literário foi sendo valorizado. </li></ul><ul><li>Alguns fatos importantes para a publicação de livros endereçados à infância: </li></ul><ul><li>Século XIX – Implantação da Imprensa Régia no Brasil (1808); </li></ul><ul><li>- Nascimento de um público com necessidade de se instruir após a Proclamação da República (1899); </li></ul><ul><li>- Carlos Jansen e Figueiredo de Pimentel: tradução e adaptação de obras estrangeiras para a infância ( Contos seletos das mil e uma noites – 1882; Contos da carochinha (1894) e Histórias da avozinha - (1896); </li></ul><ul><li>Júlia Lopes de Almeida e Adelina Lopes de Almeida – Contos Infantis (1886); </li></ul><ul><li>Olavo Bilac e Coelho Neto – Contos pátrios (1907); </li></ul>
  15. 15. Em busca de uma narrativa autoral feita no Brasil <ul><li>Algumas obras estrangeiras influenciaram autores a produzirem “versões” nacionais: personagens crianças vivenciam situações de conhecimento da própria pátria (protagonistas crianças); </li></ul><ul><li>Através do Brasil (Olavo Bilac e Manuel Bonfim – 1910): conta a história de Carlos e Alfredo que cruzam o Brasil de norte a sul; </li></ul><ul><li>Saudade (Tales de Andrade – 1919): Mário, protagonista, narra sua infância até decidir ser agrônomo. </li></ul>
  16. 16. Capa da primeira edição do livro de Thales de Andrade, 1919 Ilustração de J. G. Villin para Saudade , 1919
  17. 17. Monteiro Lobato: “pai” da Literatura Infantil Brasileira <ul><li>A menina do Narizinho Arrebitado (1921): </li></ul><ul><li>Linguagem atraente à infância; </li></ul><ul><li>Introdução da oralidade tanto na fala das personagens, quanto na do narrador; </li></ul><ul><li>Visão da criança; </li></ul><ul><li>Em 1931 , Reinações de Narizinho. </li></ul>
  18. 18. Voltolino (1884-1926) [A Viagem do Príncipe] , ca. 1920 Reprodução fotográfica autoria desconhecida -disponível em http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=3526&cd_item=3&cd_idioma=285551926
  19. 19. Capa de Narizinho Arrebitado, Monteiro Lobato, 1920
  20. 20. Anos 30 e 40: <ul><li>Histórias da velha Totônia (José Lins do Rego, 1936); </li></ul><ul><li>O boi Aruá (Luís Jardim, 1940); </li></ul><ul><li>Alexandre e outros heróis (Graciliano Ramos, 1944); </li></ul><ul><li>Histórias da lagoa grande (Lúcio Cardoso, 1939); </li></ul><ul><li>As aventuras do avião vermelho (Érico Veríssimo, 1936); </li></ul><ul><li>A terra dos meninos pelados (Graciliano Ramos, 1939). </li></ul>
  21. 21. Max Yantok (pseudônimo de Nicolau Cesarino -1881, Itália - 1964, no Rio de Janeiro)– revista Tico-Tico – personagem Kaximbown
  22. 22. Personagens de Luiz Sá para a Revista Tico-Tico, criada em 1905.
  23. 23. Décadas de 60 e 70: <ul><li>Instituições voltadas ao fomento da leitura (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – 1968); </li></ul><ul><li>Premiações e valorização da literatura endereçada à infância; </li></ul><ul><li>Revista Recreio (maio de 1969); </li></ul><ul><li>Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Joel Rufino dos Santos, Sônia Robato... </li></ul>
  24. 24. Revista Recreio , número 162, de 16 de Agosto de 1972. Capa.
  25. 25. Anos 80 <ul><li>O “boom” da Literatura Infantil e Juvenil: </li></ul><ul><li>- Autores (ilustradores que escrevem); </li></ul><ul><li>- Cada vez mais há a consolidação no meio editorial; </li></ul><ul><li>- Reflexões no meio acadêmico voltadas para o gênero (seminários, pesquisas...). </li></ul>
  26. 26. Algumas referências: <ul><li>AGUIAR, Vera Teixeira de (coord.) era uma vez na escola : formando educadores para formar leitores. Belo Horizonte: Formato, 2001. </li></ul><ul><li>AGUIAR, Vera Teixeira de (Coord.). Era uma vez... na escola : formando educadores para formar leitores. Belo Horizonte: Formato, 2001. </li></ul><ul><li>CADERMATORI, Lígia. O que é literatura infantil . 3 ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>COELHO, Nelly Novaes. O conto de fadas : símbolos, mitos e arquétipos. São Paulo: DCL, 2005. </li></ul><ul><li>COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil : teoria, análise e didática. São Paulo: Moderna, 2000. </li></ul><ul><li>GÓES, Lúcia Pimentel. Introdução à literatura para crianças e jovens . São Paulo: Paulinas, 2010. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>SOUZA, Glória Pimentel Correia de. A literatura infanto-juvenil brasileira vai muito bem, obrigada! . São Paulo: DCL, 2006. </li></ul><ul><li>ZILBERMAN, Regina. LOJOLO, Marisa. Literatura infantil : história e histórias. 2 ed. São Paulo: Ática, 1985. </li></ul>

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