Geopolítica II

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Avaliação final de Geografia do primeiro trimestre, 3ª série do Ensino Médio, Salesiano Salvador

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Geopolítica II

  1. 1. Geopolítica 3ª série do Ensino Médio
  2. 2. Liberalismo econômico • Liberalismo pode ser definido como um conjunto de princípios e teorias políticas, que apresenta como ponto principal a defesa da liberdade política e econômica. Neste sentido, os liberais são contrários ao forte controle do Estado na economia e na vida das pessoas. • Principais características: • Defesa da propriedade privada; • Liberdade econômica (livre mercado); • Mínima participação do Estado nos assuntos econômicos da nação (governo limitado); • Igualdade perante a lei (estado de direito)
  3. 3. • A sociedade capitalista foi gestada em meio à dissolução da ordem feudal. Inicialmente as utopias construídas a partir da ideia de abolição da servidão preconizavam uma sociedade organizada sob a égide do interesse coletivo, de cunho socialista. No entanto, as revoltas populares inspiradas nessa ideia foram derrotadas e acabou se implantando um processo diametralmente oposto: a eliminação das terras comunais através dos cercamentos e sua transformação em propriedade. • Como resultado desse processo, os servos foram libertados dos liames da servidão e da terra de onde tiravam seu sustento. Para eles, liberdade passava a significar vender livremente sua força de trabalho para os detentores dos meio de produção, tornando- se assalariados. Para os donos das terras –à época, o principal meio de produção–, liberdade era dispor de sua propriedade como bem lhe aprouvesse. A nova organização social baseava-se nesse duplo conceito de liberdade: liberdade do trabalho –assalariamento– e livre uso da propriedade dos meios de produção – capital.
  4. 4. Fisiocratismo • Surge na Europa na metade do século XVIII em oposição ao mercantilismo • A verdadeira riqueza dos países encontra-se na agricultura e não na quantidade de metais preciosos (mercantilismo) • Se destacam os franceses Quesnay e Turgot • É da agricultura que dependem todas as restantes atividades econômicas • O Estado deveria estimular o trabalho da terra, suprimir os direitos senhoriais e abolir o seu intervencionismo e todas as barreiras à produção e ao comércio (em especial dos produtos agrícolas). • O Estado deveria atuar na valorização da agricultura através da utilização de novos instrumentos e técnicas agrícolas (mecanização, adubação e irrigação), conquista de novas áreas cultiváveis, dentre outras medidas.
  5. 5. • O fisiocratismo surge numa época em que a França estava em crise, e existiam diversos empecilhos ao desenvolvimento. A dívida externa estava extremamente alta, provocada pelas barreiras alfandegarias impostas pelo mercantilismo, os impostos aumentavam continuamente e não permitiam o progresso uma vez que recaiam sobre a classe popular que era ao mesmo tempo a classe dinamizadora da economia, o contraste entre o luxo e a miséria aumentava dia após dia, e a procura por bens alimentares registrava uma procura excessiva. • Essa crise deveu-se a descrença no mercantilismo e o surgimento do fisiocratismo.
  6. 6. • O fisiocratismo opõe-se ao mercantilismo (doutrina ou orientação que tinha como objetivo a formação de um estado forte e independente, mediante regulamentação centralizada da vida econômica do país com vista a impulsionar as atividades industriais e mercantis e a fomentar as exportações), no entanto, não afastou-se totalmente do feudalismo (sistema politico, econômico e social que vigorou na idade média e se caracterizou pela decomposição do feudo conjugado com a decomposição da soberania), pois a França era um país essencialmente agrário.
  7. 7. • Os fisiocratas foram os criadores da ideia da oferta e da procura no sentido de quanto maior for a procura do produto, maior o preço, quanto menor a procura e maior a quantidade de produtos, menor é o preço. • Foram os primeiros defensores da liberdade do funcionamento da economia, para eles se houver liberdade, produz-se e consome-se o necessário, e a economia funcionaria em equilíbrio e com estabilidade de preço, eles chamaram essas leis de Leis Naturais, no sentido de que funcionam como o corpo humano, sem um governo estabelecido. Para eles as leis da oferta e da procura fluem com naturalidade tal como acontece com a respiração dos indivíduos. A tão famosa frase "Laissez-faire, laissez-passer, le monde va de lui-même" (Que em português significa: Deixar fazer, deixar passar, que o mundo vai por si mesmo), fora por eles criada no âmbito da defesa da liberdade económica
  8. 8. • Este período estende-se do século XVI ao XVIII, iniciando-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Europeias, quando a burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora da Europa, procurando ouro, prata, especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estes comerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América, por exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivo principal era o enriquecimento e o acúmulo de capital. Mercantilismo
  9. 9. • As relações comerciais definem a acumulação de capital por parte da burguesia e das nações. O exclusivismo comercial entre metrópole e colônia permite, através da exploração dessa, a acumulação de metais preciosos e riquezas na primeira. A classe de comerciantes que constitui a burguesia nascente também realiza sua acumulação de capital através da intermediação entre a produção dos artesãos e manufaturas e o mercado consumidor em expansão.
  10. 10. Marxismo • Analisando o capitalismo, Marx desenvolveu uma teoria para o valor dos produtos: o valor é a expressão da quantidade de trabalho social utilizado na produção da mercadoria. No sistema capitalista, o trabalhador vende ao proprietário a sua força de trabalho, muitas vezes o único bem que têm, tratada como mercadoria, e submetida às leis do mercado, como concorrência, baixos salários. “Ou é isto, ou nada. Decida-se que a fila é grande”. A diferença entre o valor do produto final e o valor pago ao trabalhador, Marx deu o nome de mais-valia, que expressa, portanto, o grau de exploração do trabalho. Os empregadores tem uma tendência natural de aumentar a mais- valia, acumulando cada vez mais riquezas.
  11. 11. • Baseado na concepção materialista e dialética da História, interpreta a vida social conforme a dinâmica da base produtiva das sociedades e das lutas de classes daí consequentes. O marxismo compreende o homem como um ser social histórico e que possui a capacidade de trabalhar e desenvolver a produtividade do trabalho, o que diferencia os homens dos outros animais e possibilita o progresso de sua emancipação da escassez da natureza, o que proporciona o desenvolvimento das potencialidades humanas. A luta comunista se resume à emancipação do proletariado por meio da liberação da classe operária, para que os trabalhadores da cidade e do campo, em aliança política, rompam na raiz a propriedade privada empregadora do proletariado, transformando a base produtiva no sentido da socialização dos meios de produção, para a realização do trabalho livremente associado - o comunismo -, abolindo as classes sociais existentes e orientando a produção - sob controle social dos próprios produtores - de acordo com os interesses humanos-naturais.
  12. 12. • O socialismo seria caracterizado pela abolição da propriedade privada dos meios de produção e a instalação de um estado forte ("ditadura do proletariado"), capaz de consolidar o regime e promover a diminuição da desigualdade social. No comunismo, o próprio estado seria abolido, com a instauração de uma igualdade radical entre os homens. • O termo socialismo passou a se referir a grupos reformistas, que ambicionavam a realização de mudanças sociais através do voto, preservando a democracia liberal. • Comunismo descreve a situação pós-revolucionária, quando as classes são abolidas, o trabalho liberta-se, a luta termina e os produtores passam a gozar plenamente do que produzem. É a linha de chegada. Todo o tempo passa a ser tempo livre, para viver e fazer o que se deseja. Esse, o sonho comunista, no seu conteúdo utópico. O comunismo serve como ideia reguladora do marxismo, mas também de outros socialismos. • A propriedade privada é eliminada, o individualismo é abolido, a individualidade é proibida, todas as propriedades passam a ser controladas de forma coletiva, e todas as unidades individuais do novo organismo coletivo são, de uma vaga maneira, iguais umas às outras.
  13. 13. Keynesianismo • Estado de bem estar social – norte da Europa, como Suécia e Dinamarca. • Estado oferece boas condições de vida, estado é moderador, não altamente interventor. • O keynesianismo é uma teoria econômica do começo do século XX, baseada nas ideias do economista inglês John Maynard Keines, que defendia a ação do estado na economia com o objetivo atingir o pleno emprego. • Principais características do Keynesianismo • Defesa da intervenção estatal na economia, principalmente em áreas onde a iniciativa privada não tem capacidade ou não deseja atuar. • Defesa de ações políticas voltadas para o protecionismo econômico. • Contra o liberalismo econômico; • Defesa de medidas econômicas estatais que visem à garantia do pleno emprego. Este seria alcançado com o equilíbrio entre demanda e capacidade de produção. • O Estado tem um papel fundamental de estimular as economias em momentos de crise e recessão econômica. • A intervenção do Estado deve ser feita através do cumprimento de uma política fiscal para que não haja crescimento e descontrole da inflação.
  14. 14. Neoliberalismo • Neoliberalismo, em sentido amplo, é a retomada dos valores e ideais do liberalismo político e econômico que nasceu do pensamento iluminista e dos avanços da economia decorrentes da revolução industrial do final do século XVIII, com a adequação necessária à realidade política, social e econômica de cada nação em que se manifesta. Em sentido mais estrito designa, nas democracias capitalistas contemporâneas, as posições pragmáticas e ideologicamente pouco definidas dos defensores da política do "estado mínimo", que deve interferir o menos possível na liberdade individual e nas atividades econômicas da iniciativa privada e, ao mesmo tempo, manter, ampliar e tornar mais racional e eficiente o estado de bem-estar social.
  15. 15. Crise de 29 • Após a primeira guerra mundial (1918), os EUA eram o país mais rico do planeta. Além das fábricas de automóveis, também eram os maiores produtores de aço, comida enlatada, máquinas, petróleo, carvão.... • Nos 10 anos seguintes, a economia norte-americana continuava crescendo causando euforia entre os empresários. Foi nessa época que surgiu a famosa expressão “American Way of Life” (Modo de Vida Americano). O mundo invejava o estilo de vida dos americanos. • Foram 20 anos de festa, quando as ações estavam valorizadas por causa da euforia econômica. Esse crescimento econômico (também conhecido como o “Grande Boom”) era artificial e aparente, portanto logo se desfez. • De 1920 a 1929, os americanos compraram ações de diversas empresas. De repente o valor das ações começaram a cair. Os investidores quiseram vender as ações, mas ninguém queria comprar. Esse quadro desastroso culminou na famosa “Quinta-Feira Negra” (24/10/1929 - dia que a Bolsa sofreu a maior baixa da história). • A crise fez com que os EUA importassem menos de outros países, como consequência os outros países que exportavam para os EUA, agora estavam com as mercadorias encalhadas e, automaticamente, entravam na crise. • Essa terrível crise que atravessou a década ficou conhecida como Grande Depressão.
  16. 16. New Deal • New Deal foi um conjunto de programas implementados nos Estados Unidos entre 1933 e 1937, após a crise de 29, sob o governo do Presidente Franklin Delano Roosevelt, com o objetivo de recuperar e reformar a economia norte-americana, e assistir aos prejudicados pela Grande Depressão. • Características: • Controle sobre bancos e instituições financeiras; • Construção de obras de infraestrutura para a geração de empregos e aumento do mercado consumidor; • Concessão de subsídios e crédito agrícola a pequenos produtores familiares; • Criação de Previdência Social, que estipulou um salário mínimo, além de garantias a idosos, desempregados e inválidos; • Controle da corrupção no governo; • Incentivo á criação de sindicatos para aumentar o poder de negociação dos trabalhadores e facilitar a defesa dos novos direitos instituídos.
  17. 17. Plantation • Sistema introduzido nas colônias tropicais europeias do século XVI, quando ocorre a decadência do feudalismo e o início da expansão comercial e colonial europeia. • Caracteriza-se por: • Latifúndios – grandes propriedades • Numerosa mão de obra – assalariada, escrava ou semiescrava • Aplicação de grandes capitais • Produção de gêneros agrícolas – abastecimento das metrópoles • Monocultura agroindustrial – voltada para o mercado externo • Produção em larga escala • Ainda ocorre em países tropicais da América Latina, assim como da Ásia e da África. Causa aumento da concentração de terra, dependência do mercado externo, instabilidade econômica, esgotamento dos solos, etc.
  18. 18. SE LIGUE! • A agricultura brasileira baseia-se na grande propriedade fundiária, na monocultura de exportação e no trabalho escravo. • O Brasil possui alguns solos férteis, como massapê e terra roxa, usados na lavoura da cana de açúcar e do café, respectivamente. No entanto, a maioria dos solos são ácidos e pobres, gerando baixo rendimento. • O clima muitas vezes também é um problema, uma vez que existem áreas de alta pluviosidade, como a região amazônica, assim como áreas semiáridas, como o sertão nordestino. • Os principais problemas da agricultura brasileira relaciona-se a desigualdade na distribuição social da terra. • Nos últimos anos, vem ocorrendo uma ampliação das fronteiras agrícolas e pelas modernizações das atividades • Agropecuária intensiva – emprego de capitais, mecanização, mão de obra qualificada, com forte vínculo entre a indústria e a agropecuária.
  19. 19. Brecha camponesa • Costume que alguns senhores de engenho tinham em liberar alguns lotes de sua propriedade para que os escravos pudessem realizar a produção de gêneros agrícolas voltados para o próprio consumo e a venda no mercado interno. Tal medida seria benéfica aos escravos ao abrir oportunidade para a compra de outros produtos e a relativa melhora de sua condição de vida. • O escravo só poderia trabalhar nessas terras no tempo em que não estava envolvido com o trabalho nas monoculturas. Ao mesmo tempo, tal prática ampliava o lucro dos fazendeiros ao diminuir os gastos que os mesmos tinham com a vestimenta e a alimentação de seus escravos. • Era de grande importância para a própria manutenção dos escravos no interior de uma propriedade. A ampliação na disponibilidade de alimentos e o favor do escravo que recebia o lote de terras legitimavam a imagem do “bom senhor” disposto a diminuir sua margem de lucros para que suas “peças” tivessem uma condição de vida um pouco mais confortável.
  20. 20. Crise econômica de 2008/2009 – Grande recessão A causa da crise que vivemos foi o desequilíbrio na maior economia do mundo, os Estados Unidos. E os ataques de 11 de setembro têm a ver com isso. "Depois da ofensiva terrorista, o governo americano se envolveu em duas grandes guerras, no Iraque e Afeganistão, e começou a gastar mais do que deveria", diz Simão Davi Silber, professor do departamento de economia da Universidade de São Paulo (USP). Para piorar a situação, ao mesmo tempo em que o país investia dinheiro na guerra, a economia interna já não ia muito bem - uma das razões é que os Estados Unidos estavam importando mais do que exportando. Em vez de conter os gastos, os americanos receberam ajuda de países como China e Inglaterra. Com o dinheiro injetado pelo exterior, os bancos passaram a oferecer mais crédito, inclusive a clientes considerados de risco.
  21. 21. • A crise tem seu início no setor imobiliário, uma vez que os créditos altos e os juros baixos levaram os imóveis a uma supervalorização, e para que fossem realizadas essas compras, os bancos financiavam com empréstimos. Porém, em 2005, a taxa de juros aumentou e o preço dos imóveis caiu, afim de impedir a inflação. • Em 2008, o prejuízo das instituições bancárias chegaram a milhões de dólares, provocando falência em alguma delas. • Os bancos passaram a cobrar maior taxa de juros, impedindo investimentos, diminuindo, consequentemente, a expansão da economia e o crescimento das empresas, já que nada podia ser financiado. • Isso resultou numa diminuição de empregos, e também do consumo. Crise econômica de 2008/2009 – Grande recessão
  22. 22. • A China saiu fortalecida da crise financeira que abalou o mundo em 2008/2009. • Aumento do PIB • Investimento estrangeiro • Produção de patentes – Governo quer 2 milhões de patentes, em áreas como energia solar e eólica, telecomunicação, baterias e carros. • Indústria – possui muita mão de obra; a maioria de sua população mora na zona rural (as pessoas vivem com o que equivale a 30 reais por mês), que por baixo salário, aceitam trabalhar nas indústrias, região urbana (salário médio do trabalhador urbano varia de quatrocentos e mil reais por mês) • Tecnologia • Bens de consumo • Áreas poluídas – a China já ultrapassou os Estados Unidos na emissão de gases estufas China
  23. 23. • Pratica na economia um capitalismo agressivo, gerando 500 mil milionários e 150 mil bilionários. • Dentro de 5 anos, a China vai responder por um terço do faturamento de produtos de luxo em todo mundo. • Possui reservas internacionais dez vezes maiores que as médias dos demais países ricos. • Os preços dos alimentos não param de subir. • A China é o maior parceiro comercial do Brasil, sendo este um dos poucos países que vendem mais para a China do que compram. Porém os chineses só compram matérias primas, como minério de ferro, petróleo e soja, vendendo dezenas de produtos industrializados, como eletrônicos, fazendo com que o Brasil saia em desvantagem, uma vez que o preço da matéria prima varia mais do que dos eletrônicos. • Devido as diversas relações travada entre chineses e vários países, a língua mandarim tem se espalhado pelo mundo. Crescimento constante
  24. 24. • 1°-EUA  14,2 trilhões (US$) • 2°-Japão  5,0 trilhões (US$) • 3°-China  4,9 trilhões (US$) • 1°-EUA  14,6 trilhões (US$) • 2°-China  5,8 trilhões (US$) • 3°-Japão  5,4 trilhões (US$) Ascensão da China, quanto ao PIB 2010 2011
  25. 25. Crise na Grécia • A Grécia faz parte de um dos países que compõe a União Europeia. • Os países mais desenvolvidos auxiliam os que são menos, como a Grécia. Recebeu ajuda do FDE, fundo de desenvolvimento europeu, mas não usou corretamente para qualificar sua produção, sua mão de obra, nem para melhor desenvolver sua tecnologia, afim de se inserir na globalização. • Fez o contrário, aumentando gastos, consequentemente, aumentou também as dívidas, perdendo competitividade. • A crise explode após as olímpiadas financiadas pelo governo grego. • Ultrapassaram o déficit mínimo de 3% do PIB anual, alcançando 13%. • Houve um descontrole fiscal. • Medidas para conter a crise (antipopulares): • Suspensão de aposentadorias • Corte do 13º salário • Congelamento dos salários • Aumento dos impostos e dos produtos
  26. 26. Crise na Grécia • Tem sido considerado um problema quase sem solução, devido a altíssima dívida acumulada. • Há um projeto de ajuda que pretende tentar reduzir a dívida do país, a partir da moratória. Porém, mesmo que o projeto saia do papel, a dívida vai para, mais ou menos, 120% do PIB, sendo que hoje é 150%. • A população está miserável • Aeroportos e estádios estão jogados aos bichos, e o desemprego só cresce. • Foi considerada a Vilã da União Europeia, um vez que é a pior situação da Europa. Moratória - prorrogação que o credor concede ao devedor para o prazo do pagamento da dívida
  27. 27. CRISES DO PETRÓLEO
  28. 28. • Em 1947 começa divergência, pela instalação de uma povo judaico/israelense onde existia população árabe/palestina, com o apoio estadunidense, uma vez que Israel instala-se numa área estratégica, de integração com o Egito, fator importante de ligação entre a Ásia e a África na Guerra Fria. • Egito nacionaliza o Canal do Suez, cujo controle pertencia à Inglaterra, por onde circulavam mercadorias, e o próprio petróleo. Israel, França e Reino Unido se opõem a tal decisão, entrando em confronto. • Em 1967, Israel invade as Colinas de Golã, da Síria, a Península do Sinai, de controle egípcio, onde havia petróleo, a Faixa de Gaza, e Jerusalém, gerando uma rivalidade grave que persiste até hoje, uma vez que os palestinos desejam o retorno às fronteiras anteriores. • Em 1973, ocorre Guerra do Yom Kippur (dia do perdão israelense), quando Egito e Síria invadem Israel, aproveitando seu recolhimento devido ao dia sagrado, gerando um contra-ataque fortissimo com apoio dos EUA. • A OPEP – Organização de Países Exportadores de Petróleo , dominada pelos países árabes – , comanda uma maneira de boicotar o Ocidente, parando a produção, promovendo uma crise gravíssima, o primeiro choque do petróleo.
  29. 29. • 1973 – primeiro choque do petróleo – guerra entre israelenses e árabes, que embargaram as vendas para os EUA e para a Europa, devido ao apoio dado à Israel. (US$3 – US$12) • 1979 – segundo choque do petróleo – revolução iraniana leva a paralização da produção, o preço do petróleo dobra em um ano, só vindo a abaixar em 1986. (US$14 – US$30) • 1981 – início da guerra entre Irã e Iraque. • 1991 – o Iraque invade o Kwait, gerando a Guerra do Golfo, aumentando o barril do petróleo. (US$20) • 2002 – desvalorização do dólar e, no ano seguinte, Guerra do Iraque e greve dos petroleiros na Venezuela, foram motivos que impulsionaram o preço. • 2008 – os preços voltam a atingir o patamar recorde, chegando o barril a custar US$144,35. Muitos especialistas responsabilizam à forte demanda de China e Índia • 2011 – cotações disparam com tensões na Líbia e a Primavera Árabe. • 2012 – os preços continuam a subir, com causas envolvendo o Irã e o crescimento continua dos países emergentes.
  30. 30. Relações dos blocos econômicos • Zona de livre comercio: os países procuram eliminar tarifas alfandegarias em suas relações comerciais. • União aduaneira: As tarifas são eliminadas, e é criada uma tarifa externa comercial (TEC), buscando manter a igualdade nas compras e vendas do mercado. • Mercado comum: procura criar livre circulação de produtos e serviços, sendo assim necessário o transito livre de pessoas entre os países membros. • União econômica e monetária: possui como principal característica o uso de uma moeda única, facilitando as relações comerciais do bloco. • União política: estabelece o surgimento de leis comuns em uma união politica e proteção militar conjunta, por meio da união militar.
  31. 31. • Forma dos países organizarem regionalmente para competir na economia mundial, para buscar vantagens comparativas. • Mercosul – união aduaneira, onde além de mercadorias circularem entre os países, há o TEC, tarifa externa comum, evitando que haja descompasso de preço, estimulando um equilíbrio econômico. A Venezuela entra em 2012, depois que o Paraguai foi suspenso, provisoriamente, devido ao golpe parlamentar realizado no pais. Blocos econômicos
  32. 32. União Europeia A antiga CEE (Comunidade Econômica Europeia) é o bloco mais avançado, integrado, tendo como moeda única, o euro. Os países onde circula o euro fazem parte da Zona do Euro (não são todos que participam do bloco). É um mercado comum, onde tem circulação livre de comércio, onde há também a TEC, além de liberar circulação sem restrição de pessoas. 2012, crise econômica, desemprego crescente.
  33. 33. NAFTA É o acordo de livre comércio (mediante diminuição de impostos) da América do Norte (Canadá, México e EUA), de iniciativa mexicana. Maquiladoras norte- americanas são colocadas no México, para mandar lucros para o Estados Unidos. A ratificação do NAFTA, em 1993, vem para consolidar o intenso comércio regional já existente na América do Norte e para enfrentar a concorrência representada pela União Europeia. Entra em vigor em 1994, estabelecendo o prazo de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países. Seu mais importante resultado até hoje é a ajuda financeira prestada pelos EUA ao México durante a crise cambial de 1994, que teve grande repercussão na economia global.
  34. 34. APEC Trata-se da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, uma área de livre comércio. A criação da APEC surgiu em decorrência de um intenso desenvolvimento econômico ocorrido na região da Ásia e do Pacífico, propiciando um abertura de mercado entre 20 países mais Hong Kong (China). Houve o desenvolvimento das economias dos países membros que expandiram seus mercados, sendo que hoje em dia, além de produzirem sua mercadoria, correspondem a 46% das exportações mundiais, além da aproximação entre a economia norte americana e os países do Pacífico e o crescimento da Austrália como exportadora de matérias primas para outros países membros do bloco.
  35. 35. ASEAN AAssociação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) surge em 1967, na Tailândia, com o objetivo de assegurar a estabilidade política e de acelerar o processo de desenvolvimento da região.
  36. 36. MERCOSUL É composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, países sul- americanos. A Venezuela entra em 2012, depois que o Paraguai foi suspenso, provisoriamente, devido ao golpe parlamentar realizado no país. A partir do início da década de 90, o ingresso do Paraguai e do Uruguai torna a proposta de integração mais abrangente. Em 1995 instala-se uma zona de livre comércio. Cerca de 90% das mercadorias fabricadas nos países-membros podem ser comercializadas internamente sem tarifa de importação. Alguns setores, porém, mantém barreiras tarifárias temporárias, que deverão ser reduzidas gradualmente. Além da extinção de tarifas internas, o MERCOSUL estipula a união aduaneira, com a padronização das tarifas externas para diversos itens.
  37. 37. BRIC O BRIC, sigla para Brasil, Rússia, Índia e China é formado por esses que são os quatro países emergentes com grande potencial de desenvolvimento
  38. 38. • Não se trata de um bloco econômico, sendo somente um conjunto de países emergentes, que possuem características comuns. O termo BRIC foi criado para fazer referência a quatro países Brasil, Rússia, Índia e China. Esses países compartilham de uma situação econômica com índices de desenvolvimento e situações econômicas parecidas. • Quando trata-se de BRICS, relaciona-se a inclusão da África do Sul. BRIC
  39. 39. • Economia estabilizada recentemente; • Situação política estável; • Mão de obra em grande quantidade e em processo de qualificação; • Níveis de produção e exportação em crescimento; • Boas reservas de recursos minerais; • Investimentos em setores de infraestrura (estradas, ferrovias, portos, aeroportos, usinas hidrelétricas, etc); • PIB (Produto Interno Bruto) em crescimento; • Índices sociais em processo de melhorias; • Diminuição, embora lenta, das desigualdades sociais; • Rápido acesso da população aos sistemas de comunicação como, por exemplo, celulares e Internet (inclusão digital); • Mercados de capitais (Bolsas de Valores) recebendo grandes investimentos estrangeiros; • Investimentos de empresas estrangeiras nos diversos setores da economia. Características dos membros do BRIC
  40. 40. ORDENS MUNDIAIS Velha e nova ordens
  41. 41. Relações internacionais • Apresenta-se uma nova divisão do trabalho, na qual os países desenvolvidos ocupam a posição de nações industrializadas, os países subdesenvolvidos por sua vez, foram divididos entre subdesenvolvidos industrializados e não industrializados. • Plano Marshall – ajuda financeira dos EUA aos países da Europa que aderiam ao capitalismo. • Plano Colombo – organização dirigida para os países do Sudeste Asiático, a fim de reestruturar a sociedade. Os norte- americanos realizaram investimentos para estimular a economia do subcontinente, mas o volume de capital investido foi muito menor ao destacado para o Plano Marshall, portanto bem menos ambicioso.
  42. 42. Problemas dos países subdesenvolvidos • Crescente desigualdade de padrão de vida: entre os desenvolvidos e o sub, além das diferenças de renda dos próprios países desenvolvidos. • Ascensão do racismo e crescente xenofobia: especialmente na Europa, devido o grande fluxo de imigrantes das regiões mais pobres para os países industrialmente mais desenvolvidos. • Crise ecológica mundial: procurando solucionar as agressões ao meio ambiente.
  43. 43. Velha ordem Capitalismo Socialismo Propriedade privada Propriedade estatal Divisão de classes – burguesia e proletariado Ditadura do proletariado Baseado no lucro Baseado no trabalho livremente associado Economia de mercado Planificação A divisão da Europa teve inicio durante a Conferencia de Potsdam, quando a Alemanha foi dividida em quatro zonas controladas por União Soviética, Inglaterra, EUA e França. A capital Berlim também ficou dividida entre russos a leste e a oeste entre ingleses, franceses e americanos. Em 1949, a Alemanha foi dividida oficialmente em Republica Federal da Alemanha (capitalista) e Republica Democrática Alemã (socialista). Primeiro – Capitalistas desenvolvidos (EUA como líder) Segundo – Socialistas (União Soviética como líder) Terceiro – Países subdesenvolvidos Principais características desse período: Duas áreas de poder, bipolarização; disputa entre capitalismo e socialismo; disputa militar entre EUA e URSS; guerra fria; divisão leste/oeste.
  44. 44. Capitalismo X Socialismo
  45. 45. Nova ordem • Teve inicio com o fim da Guerra Fria, devido às transformações da Europa como a derrubada do muro de Berlim e, na Ásia, a separação da União Soviética, que provocaram o fim da velha ordem. • A nova ordem pode ser definida como um conjunto de características geopolíticas que definem as relações de poder e as relações internacionais • É a ordem multipolar, na qual novos polos econômicos surgem, entre eles: Japão, China, Rússia e União Europeia. • A ordem bipolar e a classificação em países de 1º, 2º e 3º mundo passou a não existir e o poder da nova ordem é medido pela capacidade econômica em um mundo cada vez mais globalizado, exigindo disponibilidade de capitais, avanço tecnológico, qualificação da mão de obra, produtividade e maior competição. É marcada pelo desenvolvimento das transnacionais que buscam fatores locacionais (mercado consumidor, mão de obra, matéria prima, incentivos fiscais, água, etc) para obterem maiores lucros, diferente da velha ordem, onde o poder era estabelecido pela força militar das duas potências.
  46. 46. Nova ordem O Norte é progressista e o Sul pobre, quando a divisão ideológica é substituída pela divisão econômica. Os interesses dos Estados se atrelam aos do capital internacional. Os países mais desenvolvidos procuram formar blocos de influência direta. Surge a divisão Norte x Sul, contrária a divisão Leste x Oeste da velha ordem. Essa nova posição divide os países de acordo com o seu desenvolvimento e subdesenvolvimento, configurando uma ordem muito mais econômica do que ideológica.
  47. 47. INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA
  48. 48. Indústria no Brasil • Foi no início do séc. XX que a industrialização (tardia) brasileira de fato começou, apesar de já terem havido impulsos à mesma. • As principais razões para que ela fosse efetuava foram a elevação da taxa alfandegária, a disponibilidade de capitais oriundos da produção cafeeira, a extinção do tráfico negreiro e a entrada de imigrantes europeus. • Este processo foi também motivado pela crise econômica mundial decorrendo da queda da Bolsa de Valores, em 1929, que aqui se refletiu na crise do café. Outro fato impulsionador foi a necessidade de produzir bens industriais cuja importação era feita em países europeus e foi dificultada no período da primeira grande guerra. Foi quando as atividades industriais ultrapassaram às atividades agrícolas. • Como o estado de São Paulo era o que mais reunia condições, foi nele que primeira se deu a industrialização no país, seguido por Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. • Até a década de 30 o processo foi lento, quando a maioria das indústrias implantadas era de bens de consumo, principalmente não duráveis, como comida e roupas, sendo sua produção voltada para o mercado interno.
  49. 49. 1930 – 1956: Era Vargas e Segunda Grande Guerra • Esse período foi caracterizado pela alta intervenção estatal, com investimentos no setor da indústria de base – siderúrgica, petroquímica e extração mineral. • Na Era Vargas (1930-1945), cria-se a indústria de base e foram adotadas medidas protecionistas para favorecer a indústria nacional, é quando ocorre um grande crescimento da produção industrial. • Implanta-se a Companhia Siderúrgica Nacional, em 1942, em Volta Redonda, financiada pelos EUA.
  50. 50. • A Segunda Grande Guerra prejudica o crescimento industrial num primeiro momento, mas em outro foi capaz de estimular esse crescimento frente a dificuldade de importar máquinas e outros equipamentos, os quais as indústrias nacionais passaram a produzir. • Durante o governo de Dutra, iniciado em 1946, houve um período de incremento na capacidade produtiva, porém o saldo positivo da balança comercial foi praticamente zerado. • Na década de 50, com a volta de Getúlio, impulsionado por um movimento popular nacionalista, quando foram criadas a Petrobras, a Eletrobrás e a BNDES.
  51. 51. JK • A partir da década de 50, verifica-se a terceira fase da industrialização brasileira. Há criação da infraestrutura das indústrias de base, quando as multinacionais adentram o território. • A partir do Plano de Metas do Presidente JK, a indústria de bens duráveis começou a ser formada, e grandes estímulos foram direcionados às indústrias de veículos, eletrodomésticos e de construção. Foram criados também incentivos para atrair o capital estrangeiro, o que impulsionou a indústria, gerando crescimento econômico. • Deu-se continuidade ao processo de substituição de importações. • Entretanto, houve também o aumento significativo da dívida externa.
  52. 52. Ditadura militar – Milagre econômico • Já este período era caracterizado por obras “faraônicas” de infraestrutura, como a Transamazônica e a usina nuclear de Angra dos Reis, ambos questionáveis quanto a necessidade, rentabilidade e eficiência. • Há um crescimento econômico significativo, uma vez que o país passa do 43º lugar do PIB, para 8º. Tudo isso, no entanto, também é responsável pelo aumento da dívida, que só vem a estourar nos anos 80, gerando empobrecimento da população. • A política protecionista foi intensificada, sendo quase proibida a entrada de produtos estrangeiros no Brasil.
  53. 53. De Sarney a FHC • Como governo de Collor ocorre a abertura do mercado, assim como a redução de medidas protecionistas. • A indústria nacional foi obrigada a se modernizar, tornando-se mais competitiva. • A política de privatização das empresas estatais e a redução da participação do Estado na economia foi impulsionada pelo Neoliberalismo de Collor. • No governo de FHC, houve grande avanço das privatizações, como a CVRD – Companhia Vale do Rio Doce.
  54. 54. Governo de Lula • A indústria em 2004 apresentou recuperação e grande crescimento, fruto da elevação das exportações que promoveu aumentos dos posto de trabalho e de consumo interno, gerando um ciclo produtivo.
  55. 55. BONS ESTUDOS! Ana Carolina Rodrigues

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