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ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO

      INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM




Ferramentas Web ao serviço da formação



     Relatório de Estágio apresentado para a obtenção do grau de

     Mestre na área de Educação e Comunicação Multimédia




                          Anabela do Rosário

                          Possidónio da Clara Protásio




                          Orientador:

                          Professor Especialista Nuno Bordalo Pacheco




                  Santarém, maio de 2012
Agradecimentos


A realização deste projeto teve o apoio de algumas pessoas e instituições, entre elas, o
professor especialista Nuno Bordalo Pacheco na pessoa de meu orientador, a professora
coordenadora Maria Potes Barbas, o professor João Galego do Centro de Competências TIC
da Escola Superior de Educação de Santarém, e a etutora Ana Loureiro, que mostraram
sempre grande disponibilidade, profissionalismo e simpatia.

Gostaria ainda de agradecer à Secretaria de Gestão Pública do Governo do Estado de São
Paulo na pessoa do Dr. Álvaro Gregório e ao Dr. Jurek Kirakowski da University College na
Irlanda, pelo colaborativismo na partilha de informações e conteúdos.

Aos meus colegas de trabalho que nestes dois anos me apoiaram.

À minha família.

Ao meu filhote, espero que a web, os tablets e outros gadgets lhe ofereçam conhecimentos
valiosos e um futuro brilhante …




                                                                        Obrigada a todos!




                                                                                        i
ii
Resumo


Este projeto visa dar seguimento à iniciativa web2.zero na educação que teve início em março
de 2011 no âmbito da Unidade Curricular (U.C.) de Metodologia de Projeto Tecnológico do
Mestrado em Educação e Comunicação Multimédia da Escola Superior de Educação de
Santarém.

O projeto consiste na implementação de sessões de formação em regime de elearning
(eworkshops) com recursos às tecnologias e ferramentas da web2.0.

As sessões de formação em regime de elearning tiveram como temática ferramentas da web
para educadores, professores e interessados nas tecnologias sendo que as mesmas poderão ser
disponibilizadas em modalidades distintas.

Numa fase inicial os eworkshops 1 estiveram disponíveis em regime de eLearning com tutoria
também conhecido por aprendizagem colaborativa e posteriormente ficarão em regime aberto,
permitindo assim aos futuros estudantes optar por um regime de auto estudo ou auto
formação, ficando à partida definido somente o tempo limite em que os conteúdos estão
disponíveis online.

A etutoria foi efetuada através do learning management system (LMS) Moodle e de uma ou
duas sessões síncronas.



Palavras-chave : Formação, Ferramentas das Web 2.0, Educação, Elearning, Moodle,
Comunicação síncrona.




1
    Curso de curta duração em que os participantes aprendem de forma prática.

                                                                                          iii
iv
Abstract



This project aims to follow up the initiative web2.zero in education that began in March 2011
inserted in the Course Unit (CU) Methodology for Technological Project in Education at the
Master in Multimedia Communication School of Education of Santarém.

The project consist in the implementation of training sessions (eworkshops) under eLearning
technologies and resources tools web2.0

The training sessions under the theme eLearning web tools for educators, teachers and
people interested in technology may be available in specific forms.

Initially the workshops were available as elearning with mentoring and later will be open in a
system that allows eventual students to choose a self-study system being defined at the outset
only time limit in which the contents are available online.

The etutoria was carried on by the learning management systems (LMS) Moodle and one
synchronous sessions by eworkshops developped.



Keywords : Training, Tools of Web 2.0, Education, Elearning, Moodle, Synchronous
communication.




                                                                                             v
vi
Sumário
Agradecimentos ........................................................................................................................... i
Resumo ......................................................................................................................................iii
Sumário..................................................................................................................................... vii
Índice de Tabelas ....................................................................................................................... ix
Índice de Figuras ....................................................................................................................... xi
Índice de Gráficos ..................................................................................................................... xv
Introdução ................................................................................................................................... 1
Parte I. Enquadramento Teórico ................................................................................................. 5
      1.1. Medidas e Prioridades: Agenda Digital ....................................................................... 5
      1.2. O futuro do ensino e da aprendizagem ......................................................................... 6
      1.3. Da Web 1.0 à Web 3.0: cenários de construção ......................................................... 10
      1.4. A Web 2.0 em contexto de aprendizagem.................................................................. 13
      1.5. eLearning e o Modelo de design instrucional ADDIE............................................... 18
Parte II. Desenvolvimento e contextualização de ferramentas de apoio .................................. 21
      2.1. Origem do projeto ...................................................................................................... 21
      2.2. Desenvolvimento do ferramental ............................................................................... 23
      2.3. Situações de contextualização .................................................................................... 28
Parte III. Projeto de construção e de implementação ............................................................... 31
      3.1. Plataformas de divulgação e interface dos eworkshops ............................................. 31
      3.2. Metodologia de ação .................................................................................................. 38
      3.3. Calendarização do projeto de intervenção............................................................. 48
Parte IV. Análise e interpretação de dados ............................................................................... 51
      4.1. Caracterização do público-alvo .................................................................................. 51
      4.2. Imagem, funcionamento e organização dos eworkshops ........................................... 51
      4.3. Avaliação da Satisfação dos formandos ..................................................................... 53
      4.4.Verificação das hipóteses ............................................................................................ 53
Conclusões ................................................................................................................................ 57
Bibliografia ............................................................................................................................... 60
Ligações à Internet.................................................................................................................... 65
Anexos ...................................................................................................................................... 69

                                                                                                                                             vii
Anexo 1 - Pedido e autorização de utilização de recurso multimédia.................................. 70
Anexo 2 - Descrição dos eworkshops................................................................................... 71
Anexo 3 - Listagem de escolas que recebeu a informação do FormLab ............................ 115
Anexo 4 - Comparativo entre concelhos que receberam divulgação e que participaram .. 117
Anexo 5 - Comparativo de frequência e conclusão dos eworkshops ................................. 118
Anexo 6 - Comparativo de visualizações entre eworkshops .............................................. 119
Anexo 7 - Blogger I – Estatísticas da Moodle por recurso do eworkshop ......................... 120
Anexo 8 - Slideshare – Estatísticas da Moodle por recurso do eworkshop ........................ 122
Anexo 9 - Blogger II – Estatísticas da Moodle por recurso do eworkshop ........................ 123
Anexo 10 - Wix – Estatísticas da Moodle por recurso do eworkshop ............................... 126
Anexo 11 - Modelo do Inquérito por Questionário ............................................................ 127
Anexo 12 - Respostas e resumo de resultados do questionário do eworkshop Blogger I .. 131
Anexo 13 - Respostas e resumo de resultados do questionário do eworkshop Slideshare. 137
Anexo 14 - Respostas e resultados do Questionário do eworkshop Blogger II ................. 145
Anexo 15 - Respostas do Questionário do eworkshop Wix ............................................... 153
Anexo 16 - Resultados globais da aplicação do inquérito por questionário nos quatro
eworkshops ......................................................................................................................... 162
Anexo 17 - Certificado de frequência ................................................................................ 191




                                                                                                                                    viii
Índice de Tabelas
Tabela 1 - Da Web 1.0 à Web 2.0 -O’ Reilly, (2005) ........................................................................... 12
Tabela 2 - Indicadores sociodemográficos ............................................................................................ 45
Tabela 3 - Indicadores de Imagem, funcionamento e organização pedagógica .................................... 46
Tabela 4 - Indicadores de avaliação da satisfação................................................................................. 47
Tabela 5 - Calendarização do Projeto.................................................................................................... 49
Tabela 6 - Comparativo entre nº de escolas que recebeu a informação e que participou.................... 117
Tabela 7 - Comparativo de frequência e conclusão dos eworkshops .................................................. 118
Tabela 8 - Comparativo de visualizações entre eworkshops ............................................................... 119
Tabela 9 - Estatísticas de visualização de recursos na plataforma Moodle......................................... 121
Tabela 10 - Estatísticas de visualização do eworkshop blogger na Moodle........................................ 122
Tabela 11 - Estatísticas de visualização do eworkshop Blogger II na Moodle ................................... 125
Tabela 12 - Estatísticas de visualização do eworkshop Wix na Moodle ............................................. 126
Tabela 13 - Frequências e percentagens por idade dos formandos, questão 2 .................................... 162
Tabela 14 - Frequências e percentagens sobre os concelhos de residência dos formandos ................ 164
Tabela 15 - Frequências e percentagens sobre o género dos formandos, questão 4............................ 165
Tabela 16 - Frequências e percentagens por Escola ou Agrupamento dos Formandos ...................... 167
Tabela 17 - Frequências e percentagens por grau de ensino questão 6 ............................................... 168
Tabela 18 - Frequências e percentagens questão 9.............................................................................. 169
Tabela 19 - Frequências e percentagens questão 10............................................................................ 170
Tabela 20 - Frequências e percentagens sobre questão 11 .................................................................. 171
Tabela 21 - Frequências e percentagens questão 12............................................................................ 172
Tabela 22 - Frequências e percentagens questão 13............................................................................ 173
Tabela 23 - Frequências e percentagens questão 14............................................................................ 174
Tabela 24 - Frequências sobre motivos de não participação nas webconferences .............................. 175
Tabela 25 - Frequências e percentagens sobre questão 15 .................................................................. 176
Tabela 26 - Frequências e percentagens questão 16............................................................................ 177
Tabela 27 - Frequências e percentagens sobre questão 17 .................................................................. 178
Tabela 28 - Frequências e percentagens sobre questão 18 .................................................................. 179
Tabela 29 - Frequências e percentagens questão 19............................................................................ 180
Tabela 30 - Frequências e percentagens questão 20............................................................................ 181
Tabela 31 - Frequências e percentagens sobre Questão 21 ................................................................. 182
Tabela 32 - Frequências e percentagens face à questão 20a ............................................................... 183
Tabela 33 - Frequências e percentagens .............................................................................................. 185
Tabela 34 - Frequências e percentagens sobre materiais didáticos mais úteis .................................... 186
Tabela 35 - Frequências e percentagens sobre cumprimento de objetivos ......................................... 187
Tabela 36 - Frequências e percentagens sobre influência na área profissional ................................... 188
Tabela 37 - Frequências e percentagens sobre expectativas ............................................................... 189
Tabela 38 - Frequências e percentagens- Avaliação global ................................................................ 190




                                                                                                                                        ix
x
Índice de Figuras
Figura 1 - Website de divulgação do projeto FormLab......................................................................... 31
Figura 2 - Descrição de um eworkshop e link para inscrição ................................................................ 32
Figura3 - Workshops a desenvolver na plataforma moodle .................................................................. 32
Figura 4 - Interface inicial do eworkshop blogger ................................................................................ 33
Figura 5 - Estrutura de book de apresentação comum a todos os eworkshops ...................................... 34
Figura 6 - Fórum de apresentação comum aos eworkshops .................................................................. 34
Figura 7 - Fórum Geral.......................................................................................................................... 34
Figura 8 - Fórum Notícias ..................................................................................................................... 35
Figura 9 - Estrutura de atividades generalista dos eworkshops ............................................................. 35
Figura 10 - Representa a apresentação do inicio de um tutorial ........................................................... 36
Figura 11 - Integração do bloco calendário como elemento orientador ................................................ 36
Figura 12 - Estrutura dos cursos pós atividades .................................................................................... 37
Figura 13 - Interface inicial do eworkshop blogger .............................................................................. 71
Figura 14 - Estrutura de book de apresentação comum a todos os eworkshops.................................... 71
Figura 15 - Fórum de apresentação comum aos eworkshops ................................................................ 73
Figura 16 - Fórum Geral........................................................................................................................ 74
Figura 17 - Fórum Notícias ................................................................................................................... 74
Figura 18 - Estrutura de atividades do eworkshop blogger ................................................................... 75
Figura 19 - Apresentação em Voicethread integrada no curso.............................................................. 75
Figura 20 - Apresentação após comentários.......................................................................................... 76
Figura 21 - Guia Básico de blogger ...................................................................................................... 76
Figura 22 - Representa a apresentação do início de um tutorial ........................................................... 77
Figura 23 - Representa apresentação do fim de um tutorial .................................................................. 77
Figura 24 - Integração do bloco calendário como elemento orientador ................................................ 78
Figura 25 - Ampliação do calendário .................................................................................................... 78
Figura 26 - Outros elementos do eworkshop......................................................................................... 79
Figura 27 - Books do eworkshop Blogger I ........................................................................................... 80
Figura 28 - Fóruns do eworkshop Blogger I ......................................................................................... 80
Figura 29 - Glossário do eworkshop Blogger I ..................................................................................... 80
Figura 30 - Pesquisa do eworkshop Blogger 1 ...................................................................................... 80
Figura 31 - Recursos do eworkshop Blogger I ...................................................................................... 81
Figura 32 - Recursos do eworkshop Blogger I ...................................................................................... 81
Figura 33 - Recursos do eworkshop Blogger I ...................................................................................... 81
Figura 34 - Interface inícial do workshop slideshare ............................................................................ 82
Figura 35 - Estrutura de book de apresentação comum a todos os eworkshops.................................... 83
Figura 36 - Slideshare - Fórum de apresentação ................................................................................... 85
Figura 37 - Fórum Geral........................................................................................................................ 85
Figura 38 - Fórum Notícias ................................................................................................................... 85
Figura 39 - Estrutura de atividades do eworkshop slideshare ............................................................... 86
Figura 40 - Apresentação introdutória para ler e comentar integrada no curso .................................... 86
Figura 41 - Guia Básico de Slideshare .................................................................................................. 87
Figura 42 - Objeto de aprendizagem sobre potencialidades da ferramenta........................................... 87
Figura 43 - Representa as imagens de apresentação do inico de um tutorial ........................................ 88
Figura 44 - Imagem do final de um tutorial .......................................................................................... 88
Figura 45 - Integração do bloco calendário como elemento orientador ................................................ 88


                                                                                                                                                xi
Figura 46 - Ampliação do calendário .................................................................................................... 89
Figura 47 - Restantes elementos da estrutura do curso.......................................................................... 90
Figura 48 - Conferência Zipcast realizada no dia 22 de fevereiro ......................................................... 91
Figura 49 - Books do eworkshop Slideshare ......................................................................................... 91
Figura 50 - Fóruns do eworkshop Slideshare ........................................................................................ 92
Figura 51 - Glossário do eworkshop Slideshare .................................................................................... 92
Figura 52 - Pesquisa do eworkshop Slideshare ..................................................................................... 92
Figura 53 - Recursos do eworkshop Slideshare..................................................................................... 92
Figura 54 - Trabalhos do eworkshop Slideshare ................................................................................... 92
Figura 55 - Interface inicial do eworkshop Blogger II .......................................................................... 93
Figura 56 - Estrutura do book de apresentação...................................................................................... 94
Figura 57 - Blogger II - Fórum de apresentação.................................................................................... 96
Figura 58 - Fórum Geral ........................................................................................................................ 96
Figura 59 - Fórum Notícias ................................................................................................................... 96
Figura 60 - Estrutura de atividades do eworkshop blogger II ................................................................ 97
Figura 61 - Representa as imagens de apresentação do inico de um tutorial ........................................ 98
Figura 62 - Representa apresentação do fim de um tutorial .................................................................. 98
Figura 63 - Integração do bloco calendário como elemento orientador ................................................ 98
Figura 64 - Ampliação do calendário .................................................................................................... 99
Figura 65 - Restantes elementos da estrutura do workshop .................................................................. 99
Figura 66 - Bloco de acesso à webconference ..................................................................................... 100
Figura 67 - Books do eworkshop Blogger II ........................................................................................ 100
Figura 68 - Fóruns do eworkshop Blogger II ...................................................................................... 101
Figura 69 - Pesquisa do eworkshop Blogger II.................................................................................... 101
Figura 70 - Recursos do eworkshop Blogger II ................................................................................... 101
Figura 71 - Continuação dos Recursos do eworkshop Blogger II ....................................................... 102
Figura 72 - Continuação dos recursos do eworkshop Blogger II......................................................... 102
Figura 73 - Continuação dos recursos do eworkshop Blogger II......................................................... 102
Figura 74 - Conclusão dos recursos do eworkshop Blogger II ............................................................ 103
Figura 75 - Trabalhos .......................................................................................................................... 103
Figura 76 - Interface inicial do eworkshop WIX ................................................................................. 104
Figura 77 - Estrutura do book de apresentação.................................................................................... 105
Figura 78 - Wix - Fórum de apresentação ........................................................................................... 107
Figura 79 - Fórum Geral ...................................................................................................................... 107
Figura 80 - Fórum Notícias ................................................................................................................. 107
Figura 81 - Estrutura de atividades do eworkshop wix........................................................................ 108
Figura 82 - Apresentação generalista da ferramenta Wix ................................................................... 108
Figura 83 - Comentários à apresentação.............................................................................................. 109
Figura 84 - Guia inicial em pdf ........................................................................................................... 109
Figura 85 - Guia básico em pdf ........................................................................................................... 110
Figura 86 - Representa as imagens de apresentação do início de um tutorial ..................................... 110
Figura 87 - Representa imagem do fim dos tutoriais........................................................................... 111
Figura 88 - Integração do bloco calendário como elemento orientador .............................................. 111
Figura 89 - Ampliação do calendário .................................................................................................. 112
Figura 90 - Restantes elementos da estrutura do eworkshop ............................................................... 112
Figura 91 - Bloco de acesso à Webconference .................................................................................... 113
Figura 92 - Books do eworkshop Wix .................................................................................................. 113

                                                                                                                                                xii
Figura 93 - Fóruns do eworkshop Wix ................................................................................................ 113
Figura 94 - Glossário do eworkshop Wix ............................................................................................ 114
Figura 95 - Pesquisa do eworkshop Wix.............................................................................................. 114
Figura 96 - Recursos do eworkshop Wix ............................................................................................. 114
Figura 97 - Fim dos recursos do eworkshop Wix ................................................................................ 114
Figura 98 - Certificado de frequência ................................................................................................. 191




                                                                                                                                       xiii
xiv
Índice de Gráficos
Gráfico 1 - Gráfico de n.º de escolas por concelho ............................................................................. 117
Gráfico 2 - Comparativo de frequências entre eworkshops ................................................................ 118
Gráfico 3 - Indicador da idade dos formandos .................................................................................... 162
Gráfico 4 - Indicador da residência dos formandos ............................................................................ 163
Gráfico 5 - Indicador do género dos formandos.................................................................................. 165
Gráfico 6 - Indicador de Escola ou Agrupamento ............................................................................... 166
Gráfico 7 - Indicador do grau de ensino dos formandos ..................................................................... 168
Gráfico 8 - Opinião dos formandos sobre estrutura apelativa ............................................................. 169
Gráfico 9 - Atividades e tempo ........................................................................................................... 170
Gráfico 10 - Sobre elemento virtual voki ............................................................................................ 172
Gráfico 11 - Sessões síncronas ............................................................................................................ 173
Gráfico 12 - Fase de realização das sessões síncronas ........................................................................ 174
Gráfico 13 - Motivos de ausência nas webconferences ...................................................................... 175
Gráfico 14 - Motivos de ausência nas webconferences ...................................................................... 176
Gráfico 15 - Um fórum é mais prático e facilitador ............................................................................ 177
Gráfico 16 - Materiais mais facilitadores de aprendizagem ................................................................ 178
Gráfico 17 - Guias de atividade........................................................................................................... 179
Gráfico 18 - Possibilidade dos módulos serem libertados sequencialmente ....................................... 180
Gráfico 19 - Se concordou com os módulos libertados sequencialmente ........................................... 181
Gráfico 20 - Possibilidade das atividades se libertarem automaticamente.......................................... 182
Gráfico 21 - Possibilidade de módulos estarem todos disponíveis em simultâneo ............................. 183
Gráfico 22 - Subsequente à possibilidade de módulos estarem todos disponíveis em simultâneo ..... 184
Gráfico 23 - F.A.Q.’s como elemento de ajuda................................................................................... 185
Gráfico 24 - Materiais didáticos mais úteis ......................................................................................... 186
Gráfico 25 - Cumprimento dos objetivos ............................................................................................ 187
Gráfico 26 - Efeitos do eworkshop na atividade profissional ............................................................. 188
Gráfico 27 - Expetativas face aos eworkshops.................................................................................... 189
Gráfico 28 - Avaliação global do eworkshop...................................................................................... 190




                                                                                                                                            xv
xvi
Introdução


A temática que nos propomos desenvolver - Ferramentas Web ao serviço da formação –
consiste num projeto realizado no âmbito das unidades curriculares de Estágio e Seminário do
2º ano de Mestrado em Educação e Comunicação Multimédia da Escola Superior de
Educação do Instituto Politécnico de Santarém.

Temos como propósito a implementação de sessões de formação em regime de elearning
através da utilização e autopromoção de ferramentas tecnológicas da Web 2.0, sendo a sua
implementação apoiada pelo Centro de Competências da Escola Superior de Educação de
Santarém através da disponibilização de espaço no LMS Moodle e de apoio técnico.

Segundo o estudo “The future of learning: preparing for change” 2 devem ser realizadas
transformações na educação e formação para a Europa se manter competitiva apesar da atual
crise económica.

Tendo em consideração a situação atual e a necessidade de inovação tecnológica, o
aparecimento de ferramentas gratuitas disponíveis na cloud 3 vem permitir à comunidade em
geral desenvolver projetos, atividades, partilhar recursos e mesmo armazenar dados e
informações fundamentais para um ensino mais colaborativo.

Paralelamente e face à dificuldade em encontrar e selecionar os recursos mais adequados às
tarefas que muitas vezes pretendemos realizar pareceu-nos viável desenvolver formação em
algumas das ferramentas da Web de uma forma sequencial e, se possível integrada.

Fatores como a economia e gestão do tempo representam hodiernamente um importante papel
na seleção da formação. O elearning em modo de autoformação conjuga portanto as
vantagens de apresentar temáticas relevantes e atuais com a possibilidade de uma



2
   (Redecker, et al., The Future of Learning: Preparing for Change, 2011 – Disponível em
http://ftp.jrc.es/EURdoc/JRC66836.pdf)
3
  Cloud computing é um termo geral para qualquer coisa que envolve a entrega de serviços hospedados na
Internet. Estes serviços são amplamente divididos em três categorias: Infra-estrutura-como-Service (IaaS),
Plataforma-como-Service (PaaS) e Software-como-Service (SaaS). O nome computação em nuvem foi inspirado
no símbolo de nuvem que muitas vezes é usado para representar a Internet em fluxogramas e diagramas.
Adaptado de: http://searchcloudcomputing.techtarget.com/definition/cloud-computing

                                                                                                        1
aprendizagem flexível, segundo a disponibilidade (temporal e espacial) ao ritmo de cada
formando e a custos mais reduzidos face ao ensino presencial 4.

Em Portugal existem alguns projetos nesta área nomeadamente “23 coisas@INCITE 5” que é
uma adaptação para a realidade portuguesa e para um conjunto heterogéneo de participantes,
do plano “Learning 2.0: 23 things” desenvolvido por Helene Blowers, na qualidade de
diretora de Serviços Tecnológicos para o público da biblioteca pública de Charlotte &
Mecklenburg County, nos Estados Unidos, criado sob licença Creative Commons
“Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Generic. O projeto em Portugal
consiste em ações de autoformação de utilização de ferramentas Web 2.0 no contexto de
Unidades Documentais do curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação
da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do Instituto Politécnico do Porto sob os
auspícios da INCITE (Agência Portuguesa de Gestão de Informação).

O projeto decorreu em janeiro de 2009, com uma ação de formação a distância para 50
participantes (sem qualquer requisito de área ou formação) e com base numa plataforma
moodle. As ações eram orientadas com recurso a várias ferramentas eletrónicas entre elas a
plataforma de eLearning (http://moodle.incite.pt).

A um nível mais global identificámos o projeto como Learning 2.0 6 que consiste num
programa internacional de autoaprendizagem pela exploração das ferramentas e que deu
origem ao programa que referi anteriormente. A “Caixa de Ferramentas Sociais” 7 é outro
projeto idêntico e consiste numa espécie de workshop onde Álvaro Gregório, consultor do
Grupo de Apoio Técnico à Inovação Secretaria de Gestão Pública do Governo do estado de
São Paulo apresenta ferramentas gratuitas da web durante 10 minutos integrado no inovDay 8.
A agenda de cada inovaDay é constituída de um especialista em gestão do conhecimento e
inovação, a seguir é apresentado um caso de inovação implantado em entidades públicas e
finaliza com a demonstração de como usar uma ferramenta gratuita disponível na web 2.0
para apoio a soluções.



4
  Disponível em (NMC Horizon Project Short List, 2011)
5
  Disponível em http://23coisas.incite.pt/
6
  Disponível em http://plcmcl2-about.blogspot.com/
7
 Disponível    em       https://sites.google.com/a/igovsp.net/inovaday/materialdeapoio/materialdeapoio10-1 e
http://vimeo.com/igovexplica/videos
8
  Encontro mensal de gestores públicos organizado pela Secretaria de Gestão Pública da Rede Paulista de
Inovação em Governo http://igovsp.net/sp/

                                                                                                          2
Nenhum dos recursos que encontrámos nas pesquisas se direcionava para professores de
forma gratuita e com certificação, pelo que dirigimos então a concretização do nosso projeto
nesse sentido. Da nossa experiência foi possível identificar algumas das ferramentas que são
passíveis de ter um elevado potencial principalmente em contexto de ensino.

O projeto encontra-se estruturado por capítulos, referindo-se o Capítulo I ao enquadramento
teórico onde será passível de identificar os princípios orientadores da Agenda Digital para
uma educação de excelência, os principais referenciais para a educação e formação do futuro,
o conceito e evolução da Web, a formação a distância e ferramentas da cloud; por sua vez no
Capítulo II encontram-se as linhas que definiram a construção do projeto, a sua origem e
motivações, parcerias realizadas, descrição das ferramentas utilizadas e a calendarização ou
cronograma; do Capítulo III constam as questões de investigação, a metodologia, a finalidade,
os objetivos, as atividades realizadas e os elementos de recolha de dados; já no capítulo IV
apresentamos a análise dos dados recolhidos; por fim estão disponíveis as conclusões e a
reflexão face às questões de investigação. A bibliografia é apresentada segundo indicações do
guia de aluno da unidade curricular de Seminário e com recurso às normas APA 9.




9
    American Psychological Association

                                                                                           3
4
Parte I. Enquadramento Teórico


1.1. Medidas e Prioridades: Agenda Digital



O projeto enquadra-se entre outras nas medidas nacionais e internacionais de tecnologia e
inovação do plano tecnológico e da agenda digital 2015, 10 que tem como intuito colocar
Portugal a par da média europeia no que respeita a indicadores de capacidade e inovação
tecnológica.

O XVII governo constitucional definiu 5 linhas prioritárias, 11 nomeadamente redes de nova
geração, melhor governação, educação de excelência, saúde de proximidade, mobilidade
inteligente. Na linha da educação para a excelência foram definidas 6 medidas e 9 metas.

Uma das medidas para o ano de 2012 consiste na construção de uma plataforma virtual de
aprendizagem colaborativa com a disponibilização de conteúdos por áreas temáticas e
disciplinares para os diferentes níveis de ensino, com áreas dedicadas a alunos e a docentes,
potenciadora de processos de autoformação e aprendizagem autónoma.

É no âmbito da autoformação e da aprendizagem autónoma que este projeto se enquadra, visto
que o que se pretende é desenvolver um conjunto de workshops 12 sobre ferramentas da
web2.0 que ficarão disponíveis, primeiramente em regime de eLearning com tutoria e
posteriormente em regime de autoformação. Assim a primeira sessão de formação terá
essencialmente uma função de teste e de enriquecimento, dado que fóruns e trabalhos dos
primeiros estudantes ficarão disponíveis para a globalidade dos formandos seguintes.




10
   Disponível em http://www.Portugal.gov.pt/pt/GC18/documentos/meid/Agenda_Digital_2015_brocura.pdf
11
   Disponível em http://www.umic.pt/images/stories/noticias/PWP_AgendaDigital2015.pdf
12
   Estes workshops passarão a ser designados por eworkshops

                                                                                                      5
1.2. O futuro do ensino e da aprendizagem



Os paradigmas mais recentes na área da Educação identificados no pré-projeto do Horizon
report 2012 13 incluem o ensino pela internet, o ensino hibrido 14 e os modelos colaborativos de
aprendizagem como uma das tendências chave para os próximos anos.

A atual crise económica e os consequentes cortes orçamentais levam as instituições a
reavaliarem os métodos e as plataformas de ensino e a procurarem alternativas ao ensino
presencial. Assim o elearning e os modelos híbridos de aprendizagem ganham novos adeptos
e transformam-se numa alternativa vantajosa.

Os estudantes despendem algum do seu tempo a aprender com a internet, a partilhar e a
divulgar experiências através de várias ferramentas. Esta realidade favorece as instituições
que já não necessitam de despender tanto tempo para formar os estudantes nesta área, mas o
mesmo já não se verifica com professores e educadores. Segundo o pré-relatório Horizon de
2012, se os modelos híbridos de aprendizagem forem bem desenvolvidos permitirão aos
estudantes aprender ao seu ritmo, independentemente do local onde se encontram. Aliás uma
das tendências atuais em termos tecnológicos serão as aplicações centradas na “nuvem”, não
sendo particularmente interessante o local onde está armazenado o nosso trabalho mas sim a
acessibilidade deste.

Aparelhos móveis como tablets e smartphones serão utilizados como apoio e promovem um
ensino ativo mais centrado no estudante que faz a sua própria gestão da informação e dos
materiais dos cursos aliando-os à sua vida pessoal e profissional, aumentando assim o
interesse e o envolvimento com o objeto de estudo.

Por sua vez o relatório “O Futuro do Ensino: preparação para a mudança” 15 representa uma
prospeção para a estratégia de Educação da Europa de 2020, reconhecendo que devem ser



13
   Disponível em http://horizon.wiki.nmc.org, o Projeto Horizon do NMC Emerging Technologies Initiative foi
lançado em 2002 e consiste em pesquisas e análise realizada por especialistas que traçam anulamente o
panorama das tecnologias emergentes para o ensino, aprendizagem, pesquisa, investigação criativa, e gestão de
informações.
14
   Também designado de blended learning ou ensino misto combina uma componente de ensino presencial com
uma componente online. Disponível em
http://www.tecminho.uminho.pt/UserFiles/File/C2011_Praticas_Pedag_%20eLearning.pdf
15
   Disponível em http://ftp.jrc.es/EURdoc/JRC66836.pdf

                                                                                                           6
realizadas transformações na educação e na formação, para a Europa se manter competitiva
face à atual crise económica.

O referido estudo apresenta uma visão normativa que define como serão desenvolvidas as
oportunidades de aprendizagem no sentido de contribuírem para a coesão social, a inclusão
socioeconómica e o crescimento económico.

Segundo (Redecker, et al., 2011) foram realizadas extensas consultas, através de diferentes
meios (workshops, consultas online, conceito de grupo, mapeamento), por diversas entidades,
incluindo grupos diversificados (peritos e profissionais, professores, decisores políticos), bem
como uma revisão de estudos e atividades de prospeção. Face aos dados recolhidos os autores
do estudo definiram três conceitos centrais para a aprendizagem de futuro, são eles a
personalização, colaboração e informalização (aprendizagem informal).

O paradigma de aprendizagem será, segundo (Redecker, et al., The Future of Learning:
Preparing for Change, 2011) caracterizado pela aprendizagem inicial e ao longo da vida e será
moldado pela omnipresença das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Devido à constante evolução, à globalização, às alterações climáticas, aos avanços
tecnológicos e a mudanças estruturais nos mercados de trabalho europeus, as competências do
indivíduo são o seu maior argumento. Essas competências ou habilidades ajudarão os
cidadãos a tornarem-se aprendizes ao longo da vida e a responderem de forma flexível à
mudança, sendo, portanto, capazes de agir proactivamente e desenvolver as suas
competências, prosperando na aprendizagem colaborativa e em ambiente de trabalho.

Deste modo, na fase inicial da educação e formação, pretende-se que haja um menor tempo de
resposta na adaptação às necessidades de emprego e às tendências da sociedade. Pretende-se
ainda diminuir o distanciamento e a desadequabilidade entre ensino e mundo do trabalho
maximizando o papel dos professores que tenderão a apoiar os seus alunos nessa adaptação ao
mundo.

As estratégias de ensino/aprendizagem irão focalizar-se e adequar-se ao estudante, que
tenderá a ser acompanhado pedagogicamente. Os currículos serão flexíveis e haverá
colaboração com outros parceiros sociais, tais como futuros empregadores.

Para aplicar os conceitos de personalização, colaboração e informalização na fase inicial do
ensino haverá a necessidade de estabelecer planos personalizados e atividades feitas à medida.
                                                                                              7
O ensino personalizado irá facilitar a integração de crianças imigrantes e quebrará as barreiras
da língua, permitindo que os professores detetem estudantes em risco de abandono escolar, e
que diagnostiquem problemas elaborando estratégias para recuperarem. A utilização de várias
tecnologias permitirá fazer múltiplas atividades de aprendizagem, obter ferramentas e
materiais, providenciar suportes à monitorização, estratégias formativas, de diagnóstico,
sumativas, recursos educacionais abertos, projetos colaborativos, oportunidades de
aprendizagem, criar envolvência e apoio a ambientes multilingues.

As instituições tenderão a ligar-se à sociedade para melhor definirem os objetivos de
aprendizagem e as suas necessidades. No futuro, as sociedades europeias serão mais
interculturais e flexíveis. As gerações mais novas vão precisar de apoio para encontrar o seu
caminho num mundo em constante mudança. As escolas deverão oferecer essa orientação
para promover compreensão mútua e cidadania ativa.

A colaboração deverá existir não só na sala de aula, mas também no seio da sociedade e entre
pessoas de diferentes idades, grupos sociais ou culturas.

Programas de ensino virtual e de partilha intercultural, jogos multiplayer online, simulações e
outros serviços da internet podem apoiar a escola e facilitar aos estudantes experiências que
permitam refletir sobre os desenvolvimentos da sociedade num ambiente seguro e protegido.

Enquanto no passado a missão da escola era transmitir conhecimento aos cidadãos, hoje a
informação/conhecimento está acessível em qualquer lugar e a qualquer hora. Dada esta
mudança o papel da escola será guiar os estudantes na identificação e seleção das
oportunidades que melhor sirvam os seus estilos e objetivos de aprendizagem, apoiar nas
escolhas, intervir quando surgirem dificuldades, redefinir objetivos e implementar
mecanismos viáveis para a avaliação, certificação e acreditação. As escolas tornar-se-ão
centros de aprendizagem que orientam e apoiam os percursos de aprendizagem,
continuamente centrados no estudante.

Para se atingir este objetivo é necessário um currículo flexível e professores treinados para
guiar e apoiar os estudantes nos seus esforços de aprendizagem. Foi com esse intuito que
desenvolvemos o FormLab.




                                                                                              8
As estratégias de avaliação tendem a ser baseadas em competências que são até certo ponto,
independentes do conteúdo concreto de aprendizagem. Os mecanismos de certificação podem
permitir experiências e alternativas de aprendizagem a ser integrada no ensino escolar.

No que respeita à aprendizagem ao longo da vida, o relatório 16 indica que no futuro, as
pessoas tenderão a mudar de profissão com mais frequência, tal como passarão mais tempo a
trabalhar devido às mudanças demográficas e ao aumento da esperança média de vida. De
acordo com (Redecker, et al., 2011) será comum a todos os cidadãos independentemente das
suas qualificações e do nível em que se encontram na carreira a necessidade de se
qualificarem para atualizar continuamente as suas competências.

Devido ao aumento das dinâmicas do mercado de trabalho, haverá uma tendência para que as
pessoas assumam as responsabilidades pelas suas qualificações, tal como a iniciativa de
desenvolver as suas carreiras. Apesar destas necessidades de procedimento por parte dos
trabalhadores a indústria também deverá envolver-se no processo de aprendizagem ao longo
da vida. Será então do interesse do empregador e do empregado que a formação seja adequada
e feita à medida (personalizada).

Os avanços tecnológicos permitirão que as pessoas se (re) qualifiquem eficientemente para os
empregos que escolherem, identificando e dirigindo o seu treino específico nesse sentido.

As relações de trabalho serão caracterizadas por um aumento das trocas de conhecimento,
quer entre colegas e pares com perfis profissionais idênticos, tal como entre jovens e idosos.

As tecnologias de informação e comunicação irão permitir aos trabalhadores beneficiar do
conhecimento e experiência dos outros. A aprendizagem intergeracional também será um
fator facilitador do desenvolvimento profissional contínuo.

Espera-se que existam em 2025 inúmeras oportunidades de transformar os conhecimentos e
experiências profissionais das pessoas em competências relevantes para os perfis das suas
funções. Contudo, nem todas as oportunidades serão passíveis de serem transformadas em
formações reconhecidas. Deverá então ter-se como objetivo a criação de portfólios digitais
que representem as qualificações, conhecimentos e competências dos indivíduos para
evoluírem nas suas carreiras.



16
     The Future of Learning: Preparing for Change

                                                                                                 9
Com base no relatório de (Redecker, et al., The Future of Learning: Preparing for Change,
2011) para se atingirem os objetivos de uma aprendizagem informal, personalizada e
colaborativa deverão realizar-se mudanças reais em termos de currículo, pedagogias, tarefas,
formação de professores e liderança. Urge ainda a necessidade de estabelecer mecanismos que
facilitem a concretização de objetivos e que suportem o reconhecimento das competências
adquiridas informalmente.

É neste âmbito que a realização de formações sobre ferramentas da Web possibilita um
aumento do contato com as tecnologias de informação e comunicação, visando a
maximização do seu conhecimento e procurando simultaneamente um caminho para a
aproximação aos alunos e às necessidades emergentes da sociedade contemporânea.




1.3. Da Web 1.0 à Web 3.0: cenários de construção



Face ao enquadramento social e tecnológico, ao papel que assumiu na vida e na educação em
particular, torna-se crucial neste projeto apresentar o conceito e evolução da web.

A World Wide Web (WWW) melhorou drasticamente o acesso a informações armazenadas
digitalmente. No entanto, o conteúdo na WWW, até agora só foi legível por máquina, mas não
compreensível por esta, visto que as informações na WWW são representadas em linguagem
natural e os documentos disponíveis só são plenamente compreensíveis por seres humanos.

A Web tradicional sofreu recentemente uma mudança transformando-se numa web de
pessoas/ Web 2.0 onde o foco é definido pela inteligência coletiva, e sabedoria de grupos.

O conceito Web 2.0 17 surgiu numa sessão de brainstorming entre duas empresas a O’Reilly e
a Media Live International. Em que o vice-presidente da O’Reilly, Dale Dougherrerty,
pioneiro da web notou que esta ao invés de ter explodido com as “ponto-com” 18 continuava
em crescimento com novos sites e ferramentas a eclodirem com uma rapidez surpreendente
(O'Reilly, 2005).


17
  Disponível em http://oreilly.com/web2/archive/what-is-web20.html
18
  O conceito de bolha das ponto com foi uma bolha especulativa. As empresas viam o preço das suas ações
aumentar significativamente só por adicionarem o prefixo “e” ou um “.com” ao seu nome.

                                                                                                    10
O’ Reilly (2005) define o termo web 2.0 como a segunda geração de serviços de internet,
constituída por uma série de conceitos importantes como plataforma sem fronteiras rígidas
mas com um núcleo de onde distam vários princípios padrão. Uma característica
diferenciadora consiste no facto de os sites terem perdido a sua característica estática para se
tornarem em aplicativos. As aplicações da Web 2.0 incluem wikis, blogs e sites de divulgação
(networking) que encorajam os utilizadores geradores de conteúdo a uma interação social
online.

Numa versão anterior os sites e aplicativos evoluíam sendo criadas inúmeras versões. No
contexto da web 2.0 o facto de as aplicações estarem na nuvem, o feedback dos utilizadores e
da constante utilização transformam-se num teste de correção quase automática promovendo
uma evolução continua.

O conteúdo passa a ser dinâmico e sua publicação muito mais flexível. Entretanto as
ferramentas de publicação multiplataforma (PC, telemóvel, PDAs,) geram poder e eficiência.
Qualquer utilizador pode gerar conteúdo (ex.YouTube), classificá-lo e editá-lo usando
formatos como RSS (Really Simple Syndication) (ex. Netvibes). Surgem também as wikis que
são talvez a forma mais extrema de edição colaborativa, onde qualquer pessoa teoricamente
qualificada pode melhorar a qualidade de determinado conteúdo (ex. Wikipedia).

O’Reilly (2005), num artigo sobre a Web 2.0, propõe palavras-chave que caracterizam as duas
primeiras fases de desenvolvimento da internet Web 1.0 e a Web 2.0 fazendo uma
comparação evolutiva entre esses dois conceitos, representada na tabela seguinte.

                             Web 1.0                              Web 2.0
              Double Click                        Google Adsense
              Ofoto                               Flickr
              Akamai                              BitTorrent
              MP3.com                             Napster
              Britannica Online                   Wikipedia
              Personal websites                   Blogging
              Evite                               Upcoming org. and EVDB
              Domain name speculation             Search engine optimization
              Page views                          Cost per click
              Screen scraping                     Web services
              Publishing                          Participation



                                                                                             11
Content management systems              Wikis
               Directories (taxonomy)                  Tagging (“folksonomy”)
               Stickiness                              Syndication
                            Tabela 1 - Da Web 1.0 à Web 2.0 - O’ Reilly, (2005)




Kerres (2006) define web2.0 com o recurso a dicotomias:

    a) Utilizador versus autor, na primeira versão da Web 1.0 o utilizador era visto como
        apenas o recetor da informação de um website, na “Web 2.0” o utilizador assume
        simultaneamente o papel de autor, incluindo opiniões e conteúdos, o utilizador passa
        a poder modificar e re (criar) conteúdos.

    b) Local versus Remoto, as fronteiras entre processamento e armazenamento de dados
        diluem-se e os dados que anteriormente eram gravados num computador pessoal
        migram agora para servidores remotos permitindo a acessibilidade em qualquer local
        Privado versus Público, o privado torna-se cada vez mais público, dados pessoais,
        agenda, fotografias são compartilhados na rede e tornam-se acessíveis a outras
        pessoas.

Várias são as referências de associação da web semântica à Web 3.0, como um próximo
movimento da Internet depois da Web 2.0. A web semântica é baseada na descrição de
conteúdo de documentos digitais com vocabulários padronizados que fornecem semântica
legível por máquina. O resultado é a transformação de uma web de links numa web de
significado.

Segundo (Wahlster, et al., 2006) apenas a combinação de tecnologias web semântica e
participação mais ampla de utilizadores acabará por levar a uma Web 3.0, com novas
oportunidades de desenvolvimento de negócios e métodos de aprendizagem e partilha.

Sem tecnologias Web 2.0 e sem o poder da comunidade baseado em definição semântica, a
web semântica emergente não pode ser dimensionada e ampliada para o nível que é
necessário para uma transformação completa da web atual sintática. (Wahlster, et al., 2006).




                                                                                           12
Para Valerio (2010) as ferramentas da Web 2.0 permitem a exploração de novos métodos de
ensino por parte dos professores e ultrapassam as barreiras de espaço e tempo da
aprendizagem 19.




1.4. A Web 2.0 em contexto de aprendizagem



O processo educativo tem sofrido inúmeras alterações na última década quer devido ao
aparecimento das ferramentas da Web 2.0 que permitem inúmeras formas de partilha e
colaboração, quer pelo efeito que as tecnologias tiveram nos estudantes de hoje conhecidos
como “nativos digitais” 20.

Os mercados mundiais criaram com o apoio da tecnologia uma sociedade exigente e em
constante mudança que obriga a um elevado esforço de valorização, adequabilidade e
crescimento para os que nela pretendem vingar.

Surgiram ferramentas na web como wikis 21, blogs 22, rss feed 23, entre outras, que contribuíram
para a transformação dos utilizadores passivos em utilizadores/produtores de conteúdos. A
facilidade com que se produz espaços de divulgação criativa, participativa e de socialização,
não necessitando para tal de conhecimentos técnicos de programação é marcante.

Autores como Hornun-Prahauser et al (2008) citados por (Blees, 2009) referem que estas
ferramentas (blogs e wikis) permitem desenvolver o ensino através da web dado o elevado
potencial interativo e colaborativo que abarcam. Estas ferramentas permitem ainda segundo
os autores acima referidos constituir estratégias adequadas para a autoaprendizagem.




19
   Disponível em http://aprender20.com/?p=47 em 17 de abril de 2011
20
   Conceito criado por Mark Prensky, 2001
21
    São termos utilizados para identificar um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto ou
o software colaborativo usado para criá-lo obtido de http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikis em 03 de dezembro de
2011
22
   é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou posts
obtido de http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog em 03 de dezembro 2011
23
   é um formato de dados usado em formas de comunicação com conteúdo atualizado frequentemente, como sites
(sítios) de notícias ou blogs. Distribuidores de informação, blogueiros ou canais de notícias disponibilizam um
feed onde os utilizadores se podem inscrever através de um link. obtido de http://pt.wikipedia.org/wiki/Rss_feed
em 03 de dezembro 2011

                                                                                                             13
Wesch considera que se deve colocar o potencial didático da tecnologia em prol do processo
educativo (Wesch cit. Blees, 2009).

Face a estes factos e ao que se auspicia em termos de futuro para a educação, o que se
pretende segundo (Lubensky, 2006) são ambientes de aprendizagem personalizados (PLE 24)
que permitam ao estudante aceder, agregar, configurar e manipular artefactos digitais das suas
experiências de aprendizagem.

As ferramentas e aplicações da web interligam com maior facilidade potenciando-se
mutuamente o que facilita o papel do utilizador/produtor que cria, partilha e colabora através
da rede estabelecendo ligações entre pessoas de diferentes níveis etários e com diferentes
níveis de experiência, a teoria do conetivismo de Siemens, associa-se-lhe representando
facilmente a ligação e partilha de conteúdos entre pares.

Segundo BLEES & Rittberger (2009) “learning networks” redes de aprendizagem leva-nos do
conectivismo de George Siemens ao conceito de portais de aprendizagem de Wesch. Sendo
que este conceito apresenta-se unificador entre redes de aprendizagem, personal learnig
environments (PLE’s) e ferramentas da Web 2.0.

Face a esta visão os requisitos para um ambiente de aprendizagem na Web 2.0 são o
armazenamento da informação de qualidade independentemente do seu formato num portal
aberto separando desta forma a informação válida do emaranhado da Web.

(Blees, 2009; Blees, 2009) citando Kerres indica que existem também requisitos
fundamentais para a concretização do portal, são eles abertura e permeabilidade o que dará a
possibilidade de crescimento/desenvolvimento, a participação onde professores e estudantes
podem fazer parte do desenvolvimento do ambiente de aprendizagem e utilizar as mesmas
ferramentas, sendo que aos estudantes é-lhes dada a oportunidade de integrar instrumentos
que já conhecem, a motivação de ambos face a um espaço que é construído pelos próprios e
com o qual se identificam, a monitorização, o feedback e avaliação também são essenciais.

Os estudantes que compreenderam o funcionamento e que utilizam as wiki melhoraram as
suas competências metodológicas face a planeamento e organização de projetos com base em
tarefas, além do que também desenvolvem e treinam as suas competências informativas e
multimédia (Blees, 2009).

24
     Personal Learning Environments, ambientes de aprendizagem pessoais

                                                                                            14
No desenvolvimento do portal será essencial a definição de papéis e funções entre os
envolvidos, proceder a integração curricular, à apresentação de bons exemplos, orientados e
estruturados não descurando como já referimos anteriormente monitorização, feedback e
avaliação.

Uma ferramenta de social bookmarking para identificar e gerir recursos válidos e criar a
bibliografia do curso ou unidade curricular. Um blog como diário de aprendizagem dos alunos
e rss feed (really simple syndication) para subscrever conteúdos de interesse e criar ligações
ao seu espaço.

Com o apoio destas e outras ferramentas é possível criar um ambiente de aprendizagem mais
conectivo, colaborativo, cooperativo e aparentemente mais profícuo e promotor de relações de
partilha entre pares e grupos diversificados. (Blees, 2009)



1.4.1 Vantagens e desvantagens



A seu tempo a educação em rede terá usabilidade não só nas salas de aula, como também
através da utilização por parte de educadores, estudantes, pais e comunidade.

É fundamental que os educadores experienciem as ferramentas da web 2.0 para que eles
próprios possam compreender o impacto que estes têm na nossa sociedade e cultura
(Hargadon, 2009).

As ferramentas da Web 2.0 que apresentamos são pilares na inovação do processo
ensino/aprendizagem. Apoiam o formador/comunicador e promovem uma educação
participativa, partilhada e colaborativa, permitindo ao estudante/formando um papel ativo e
integrado.

A disponibilização de informação através destas ferramentas permite que a atualização seja
uma constante, que o estudante/formando tenha acesso à informação em tempo real, em
qualquer lugar e através de dispositivos variados como o telemóvel, tablet ou computador
pessoal.

As suas potencialidades pedagógicas são inúmeras e passam por apresentar, disponibilizar,
partilhar, inovar, permitir a reflexão, a aprendizagem, através dos exemplos dos outros, a

                                                                                           15
partilha de experiências pessoais e ideias, pelo estabelecimento e desenvolvimento de ligações
com os outros, pelo esclarecimento de dúvidas e consolidação de conhecimentos.

Segundo Levy (2004), as tecnologias atuais e a sua ligação com a linguagem aumentam as
possibilidades de construção da inteligência coletiva, uma vez que favorecem a criação de
novos espaços de interlocução, trocas de informação entre os sujeitos, novos suportes,
registos, memória, partilha de saberes e conhecimentos. Estes suportes que amparam os novos
procedimentos e proveitos do conhecimento, quer sejam no domínio oral, imagético ou escrito
estão à disposição de toda a comunidade, sob a forma de ferramentas, designadas como web
2.0.

Com o intuito de abarcar a aprendizagem realizada com recurso à tecnologia e às relações de
colaboração e partilha a que as ferramentas da web 2.0 estão intrinsecamente ligadas, George
Siemens (2004) desenvolve a teoria do conetivismo. Do ponto de vista do autor podemos
aprender mais com as tecnologias que permitem ligação, colaboração e partilha do que sós.
Estas ferramentas permitem produzir, de uma forma muito simples, materiais didáticos
digitais, em que novas formas de pensar e de produzir estão disponíveis para utilização por
toda uma comunidade.

Numa lógica, cada vez mais acentuada de integração num sistema de ensino, em que a
componente eletrónica, vulgo eLearning, também está presente, seja como apoio às aulas
tradicionais ou mesmo como aulas principais de um sistema integrado, torna-se muito
importante a conceção e produção de materiais didáticos. Para uma aprendizagem efetiva é
necessário produzir materiais de elevada qualidade e de conceção pedagógica efetiva e
direcionada para o seu público-alvo.

Os receios de integração destas tecnologias, muitas das vezes estão relacionados com a
insegurança, com a mudança e com a falta de formação. Segundo Belloni (1998), o papel do
educador levar a evoluir. Isto é, a inovar, a produzir conhecimentos, a criar laboratórios, a
inventar métodos de ensino, a investir na produção de materiais e a incentivar o uso dos novos
média. Neste contexto e segundo este ponto de vista, é necessário levar aos educadores, o
conhecimento efetivo destas novas ferramentas, para que possam produzir os materiais
didáticos necessários à educação dos estudantes.




                                                                                           16
1.4.2 Potencialidades pedagógicas



A web 2.0 veio inquestionavelmente facilitar a divulgação, a partilha e aumentar a rede de
conhecimentos. Objetivos pedagógicos e resultados parecem agora mais fáceis de atingir
através das ferramentas da web 2.0.

Hargadon (2009) identifica assim vários conceitos chave sobre o valor pedagógico da web
2.0., participação, discussão, envolvimentos, criatividade, interesse e expressão pessoal,
autenticidade, abertura, colaboração, proatividade, pensamento crítico e aprendizagem
personalizada.

Precedentemente as pessoas para publicarem as suas ideias e contributos tinham de o fazer
enquadrado nas temáticas e estudos através de instituições. Hoje podem fazê-lo através da
web de uma forma mais simplificada. Há ainda a possibilidade de acederem e participarem no
desenvolvimento de ideias e teorias com colegas e especialistas.

Os fóruns de discussão permitem criar ambientes de conversa e discussão sobre os temas, o
envolvimento é bastante elevado e a maior parte das vezes a participação nos ambientes
virtuais e de partilha é feita “fora de horas”, o aumento da criatividade nunca foi tão visível
como a web o tornou, as pessoas podem agora apresentar o seu portfólio e expressarem-se de
forma organizada e partilhada. O centro da revolução da internet é a abertura, de parâmetros
de computadores, de conteúdos, de software, a partilha com os outros oferece grandes
oportunidades de aprendizagem e participação, a colaboração é muito importante, mas na
prática vêm se poucas recompensas e é difícil de concretizar. A possibilidade de
contribuirmos leva a que nos sintamos menos como audiência passiva e mais como
participantes ativos no processo de mudança do mundo educacional. Dado o elevado número
de dados e informações disponíveis na web, os professores devem indicar o caminho aos
estudantes para que estes consigam discernir sobre o que é verdadeiro e falso e para que estes
desenvolvam pensamento critico, o ensino baseado na web permite a pesquisa sobre
determinados tópicos específicos terminando com o conceito de atividades iguais para todos e
promovendo o ensino personalizado e adequado às necessidades do estudante e do objeto de
estudo (Hargadon, 2009).




                                                                                            17
1.5. eLearning e o Modelo de design instrucional ADDIE



Segundo (Cação & Dias, 2003, p. 24) o eLearning “é um tipo de aprendizagem na qual a
informação e o material de estudo se encontram disponíveis na internet. Para aceder a esse
material (aulas, documentos de apoio, teste, etc.), é necessário um computador (ou outro
equipamento de funções similares, por exemplo, um PDA), ligação à internet e software de
navegação na Web.”

Para prosseguirmos o objetivo deste projeto que é o desenvolvimento de eworkshops em
regime de eLearning temos que considerar a utilização de um modelo que nos permita a
construção dos eworkshops com qualidade e eficiência. Deste modo utilizámos como
referência o modelo ADDIE que é um acrônimo para as cinco palavras/fases em inglês, que
formam o processo: Analysis, Design, Development, Implementation, Evaluation.

Segundo (ADDIE Model at Learning-Theories.com) As fases deste modelo consistem em :

      a) Análise – neste momento o designer identifica o problema de aprendizagem, as metas
         e objetivos, as necessidades do público, o conhecimento existente, bem como
         quaisquer outras características relevantes. A análise também considera o ambiente de
         aprendizagem, quaisquer restrições, as plataforma de aprendizagem, e o cronograma
         para o projeto.

      b) Projeto - é a fase do processo sistemático de especificar objetivos de aprendizagem.
         Podem ser desenvolvidos protótipos, sendo definido nesta fase o aspeto, design
         gráfico, interface de utilizador com o conteúdo.

      c) Desenvolvimento - nesta fase dá-se a criação real (produção) do conteúdo e materiais
         de aprendizagem com base na fase de projeto.

      d) Implementação - Durante a implementação, o plano é colocado em ação
         desenvolvendo-se a formação e a interacção entre o formando e tutor. Os materiais são
         entregues ou distribuídos para o grupo de formandos. Posteriormente a eficácia dos
         materiais de formação é avaliada.

 e)      Avaliação - Esta fase consiste em (1) formação e (2) avaliação sumativa. A avaliação
         formativa está presente em cada etapa do processo de ADDIE. A avaliação sumativa

                                                                                           18
consiste em testes destinados a critério itens relacionados referenciados e que
oferecem oportunidades para feedback dos utilizadores. Correções podem ser
realizadas se houver necessidade.




                                                                            19
20
Parte II. Desenvolvimento e contextualização de ferramentas de apoio


2.1. Origem do projeto



Após ter desenvolvido em 2011 um projeto sobre ferramentas da web 2.0 na unidade
curricular (U.C.) de Metodologia de Projeto Tecnológico, o interesse da mestranda por esta
área de desenvolvimento da web aumentou exponencialmente abrindo a porta à continuação
do projeto.

Por coincidência o orientador de estágio, o professor especialista Nuno Bordalo Pinheiro tinha
a ideia de desenvolver um projeto idêntico surgindo assim a possibilidade de uma parceria
com o Centro de Competências da ESE de Santarém.

Da experiência pessoal da mestranda como coordenadora do centro de recursos educativos do
município de Chamusca e como professora de atividades de enriquecimento curricular
verificou que muitas colegas educadoras e professoras têm interesse e necessidade de apoio e
orientação na área das tecnologias de informação e comunicação.

Conjugando estes fatores com as medidas e metas da Agenda Digital 2015 para uma educação
de excelência surgiu o projeto FormLab 25, (Laboratório de Formação do Centro de
Competência TIC da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém), cuja
atividade na área do eLearning no seu sentido mais lato – será o ensino e aprendizagem com
recurso a meios eletrónicos, englobando não só o ensino a distância mas também o blended
learning e até o ensino presencial que privilegie recursos informáticos e multimédia.

“Destinando-se essencialmente a professores e formadores e alicerçando-se nas referidas
formas de delivery, o FormLab assume-se como uma estrutura de caracter experimental e
laboratorial em que são desenvolvidas e postas à prova ofertas formativa de tipo novo. Estas
ofertas exploram deliberadamente a interface e a transversalidade entre as referidas formas de
distribuição, investigando-as, testando-as, desenvolvendo-as e colocando-as ao serviço da
comunidade escolar.



25
  Disponível em http://cctic.ese.ipsantarem.pt/nonio/course/category.php?id=14 e em
http://cctic.ese.ipsantarem.pt/formlab/

                                                                                           21
Convidamos os colegas professores de todos os graus de ensino a colaborarem com a
FormLab, não só frequentando as suas ações de formação gratuitas, mas também animando
ações por eles próprias concebidas e que se enquadrem nos princípios enunciados.” (Formlab,
2012)

O Centro de Competências de Tecnologias de Informação e Comunicação (CCTIC) da Escola
Superior de Santarém é uma das oito instituições que resultam de protocolos estabelecidos
entre o Ministério da Educação e Ciência e as entidades em que estão integradas, na sua
maioria instituições do ensino superior.

Em termos de missão, os CCTIC, operam junto dos Agrupamentos e Escolas não agrupadas,
de todos os graus de ensino, em estreita colaboração com a Equipa de Recursos e Tecnologias
Educativas (ERTE), da Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular
(DGIDC).

A missão comum é o apoio às escolas, no que respeita à utilização educativa das tecnologias
de informação e comunicação (TIC), e, em última instância, a promoção de um ensino
inovador conducente à melhoria dos processos de ensino e aprendizagem.

As características mais marcantes do CCTIC são, desta forma, o apoio de proximidade, a
celeridade, a resposta concreta às necessidades específicas de cada escola e por último, mas
não de somenos importância, o apoio a iniciativas de cariz nacional, lançadas às escolas pelo
Ministério da Educação. 26




26
     Obtido de http://www.crie.min-edu.pt/index.php?section=7

                                                                                          22
2.2. Desenvolvimento do ferramental



Para o desenvolvimento do projeto recorremos principalmente à utilização de ferramentas
disponíveis na web, contudo utilizámos um software que estava disponível no computador da
mestranda que pela sua qualidade e pelo conhecimento que já possuía da ferramenta veio
agilizar processos e diminuir o tempo despendido na pesquisa de ferramentas.

Os conteúdos foram alojados no Learning Management System (LMS) Moodle do Centro de
Competências TIC da Escola Superior de Educação de Santarém que passamos a descrever.



2.2.1- Plataforma Moodle


A moodle é uma plataforma de eLearning de código aberto (open-source) para gestão da
formação e de conteúdos formativos. É modular pelo que permite a adição de novos blocos e
funcionalidades desenvolvidas pela comunidade 'open-source' ou por terceiros.

Esta plataforma permite criar cursos ou disciplinas com diversos conteúdos formativos e
atividades, criar formandos e organizá-los em grupos, fóruns de discussão, definir tutores e
professores para monitorar os cursos criados, monitorizar os acessos dos utilizadores à
plataforma e às diferentes atividades, registar as notas e o desempenho dos formandos.

Na plataforma Moodle existem três tipos de utilizadores: os professores ou tutores, os alunos
e os administradores.

Os professores ou tutores podem fazer tudo dentro de uma disciplina, incluindo alteração das
atividades e avaliação dos alunos.

Os alunos podem aceder aos conteúdos dos cursos em que se encontram inscritos. Podem
escrever nos fóruns e responder a atividades que lhe são solicitadas durante o curso.

Os administradores além das funcionalidade disponíveis a alunos e a professores, podem
executar todo o trabalho de administração da plataforma, nomeadamente, alterar o aspeto do
website, inscrever diferentes tipos de utilizadores, definir as suas permissões, etc.



                                                                                          23
O papel da mestranda na realização destes eworkshops passou pela fase de construção como
administradora e posteriormente como professora / etutora.

Numa fase inicial os eworkshops terão uma etutora e estarão disponíveis apenas para os
utilizadores que se identifiquem corretamente através de um nome de utilizador e uma
palavra-passe. Posteriormente os cursos ficarão disponíveis em regime aberto de
autoformação e serão de acesso livre para qualquer pessoa que se inscreva no eworkshop e
faça o registo na plataforma.

Na plataforma moodle podem também ser definidas várias formas de registo (autenticação)
dos utilizadores e da sua inscrição nos cursos, destacamos:

Processo manual realizado pelo administrador ou através da leitura de dados de login de um
ficheiro.

Processo automático realizado pelo próprio visitante da plataforma Moodle.

A autenticação dum utilizador (nome e password) pode também ser feita automaticamente
duma tabela duma base de dados externa. Podem depois ser copiados para a base de dados da
plataforma.

Além de funcionar como um LMS que permite controlar o acesso dos utilizadores aos
conteúdos, a plataforma Moodle funciona também como um LCMS (Learning Content
Management System) ao permitir criar e editar os conteúdos disponibilizados na plataforma.

Cada um dos cursos ou disciplinas do Moodle podem ser calendarizados semanalmente,
organizados como um conjunto de temas ou compactados num ficheiro em formato SCORM.

Os cursos na Moodle podem ser constituídos por atividades e recursos como:

            a) Trabalho - é uma atividade que atribui tarefas online ou offline, os alunos
               podem entregar as suas tarefas num ficheiro de qualquer formato.

            b) Chat - é uma atividade que permite a comunicação em tempo real.

            c) Referendo - é uma atividade onde os professores podem criar uma pergunta e
               um número de opções para obterem a opinião dos alunos.




                                                                                             24
d) Diálogo - é uma atividade que permite uma comunicação assíncrona privada
                   entre o professor e um aluno ou entre os alunos.

               e) Fórum - é uma atividade que permite diálogos assíncronos do grupo sobre um
                   determinado tema. A participação em fóruns pode ser uma parte integral da
                   experiência de aprendizagem, ajudando os alunos a esclarecer e desenvolver a
                   sua compreensão de um tema.

               f) Lição - é uma atividade que permite criar e gerir um conjunto de "páginas
                   ligadas". Cada página pode terminar com uma pergunta. Consoante a resposta
                   do aluno, este pode progredir na lição ou voltar atrás. No final existe uma
                   qualificação.

               g) Glossário - é uma atividade que permite criar uma compilação dos termos mais
                   usados numa disciplina. Existem várias opções de representação, incluindo em
                   lista, enciclopédia, faq, dicionário e outras.

               h) Questionário - é uma atividade que permite criar questionários incluindo
                   perguntas de verdadeiro ou falso, escolha múltipla, respostas curtas,
                   associação, perguntas aleatórias, numéricas, inseridas no texto e onde todas
                   elas podem conter gráficos.

               i) Inquérito - é uma atividade na Moodle que ajuda a criar cursos mais eficazes
                   oferecendo uma variedade de inquéritos (COLLES 27, ATTLS 28).

Os Recursos servem para incluir conteúdos num curso. Podem ser: texto sem formato,
ficheiros, links, wiki ou html (Moodle tem os editores incorporados) ou ainda uma referência
bibliográfica.



2.2.2- Outras ferramentas


Além da plataforma moodle utilizámos várias ferramentas para construir e partilhar
conteúdos, nomeadamente o software camtasia studio para a gravação e edição de tutoriais. O

27
     COLLES - Constructivist On-Line Learning Environment Survey
28
     ATTLS - Attitudes to Thinking and Learning Survey

                                                                                            25
Camtasia Studio é um aplicativo para criação e edição de vídeos, utilizado através do
ambiente de trabalho do Windows, permite capturar telas e desta forma criar aulas em formato
vídeo explicativas como tutoriais de programas, apresentações e/ou atividades comuns do
computador.

O programa pode sincronizar um vídeo já existente com outro vídeo em processo de gravação
e também permite o uso de webcam. Permite editar as gravações e misturar, cortar, dividir e
adicionar textos e imagens são algumas das ações que podem ser aplicadas.

Oferece ainda a possibilidade de criar pequenos testes (quizzing), inquéritos para serem
exibidos durante a execução do vídeo, exigindo que o visualizador selecione uma alternativa,
tornando-a interativa.

Depois de concluído o projeto, é necessário selecionar um formato de vídeo para salvá-lo e
visualizá-lo em diversos equipamentos como computadores, iPods e internet. O programa
permite gravações como extensões: AVI (Audio Video Interleave) formato reconhecido pela
maioria das versões do Windows e por todos os leitores de DVD; Flash (SWF/FLV), formato
de arquivo gerado pelo Flash e é voltado apenas para a internet; WMV (Windows Media
streaming Video), um codec de vídeo desenvolvido pela Microsoft, é ótimo para enviar pela
internet por ter um tamanho consideravelmente pequeno e MOV (Quicktime Movie), formato
de vídeo suportado pelo Quicktime.

O funcionamento do programa é muito simples, tem um design moderno e amigável o que
facilita a concretização dos tutoriais.




Voki 29 é uma ferramenta para criação de avatares que permite a adição ou gravação de áudio e
a alteração do template base em termos de cor e fundos. Foi desenvolvida pela empresa
Oddcast de Nova York apenas para uso não comercial.

Voki é uma combinação de "vox", que é o latim para voz, e " Loki ", que, é um personagem
brincalhão na mitologia nórdica.

Após a produção do Voki copiamos o código e embutimos onde pretendermos, blogs, redes
sociais ou mesmo na plataforma moodle.

29
     Disponível em http://www.voki.com/about_voki.php

                                                                                          26
A função desta ferramenta nos eworkshops é a de introduzir um elemento mais humano nos
cursos, além desse aspeto lembra também os formando sobre os procedimentos para iniciar o
curso.




Voicethread 30 é um slide show multimédia que permite a colaboração. Contém imagens,
documentos e vídeos e permite às pessoas navegar nos slides e deixar comentários de 5
formas - usando a voz (com um microfone ou telefone), em texto, como arquivo de áudio ou
vídeo (através de uma webcam).

A ferramenta permite-nos escolher que comentários são mostrados através de moderação.
Voicethread pode ser incorporado noutros websites e mesmo assim mostrar e receber
comentários. Esta ferramenta será integrada nos eworkshops principalmente com o intuito de
humanizar a formação.




Podomatic 31 é uma ferramenta que permite a gravação, alojamento e partilha de podcasts,
(seja, arquivos de media áudio, vídeo e /ou fotos que são distribuídos pela internet e podem
ser reproduzidos em leitores de mp3 como o ipod e em computadores. Esta ferramenta
permite criar uma espécie de canal ou estação de rádio permitindo ao seu criador construir a
sua própria rádio que fica disponível através de um simples download pela internet para o
consumidor poder aceder a informação nova assim que esta é disponibilizada e até aceder a
informação anterior.




ScreenShot V1.9 é uma aplicação gratuita criada e desenvolvida por KASTORSoft disponível
para descarregar no Market do sistema operativo Android 2.3 e permite capturar ecrãs de
telemóveis. Esta ferramenta serviu para capturar os passos necessários para criar um tutorial
que demonstre como publicar post através de um telemóvel e da aplicação móvel do blogger.




30
     Disponível em http://voicethread.com/
31
     Disponível em http://www.podomatic.com/login

                                                                                          27
RSS Graffiti 32 é uma ferramenta que permite partilhar as atualizações que as pessoas fazem
nos seus websites, youtube, twitter e blogger no facebook. Esta ferramenta permite ainda
calendarizar essas atualizações.

Esta ferramenta foi utilizada em complemento com a formação avançada de blogger.




2.3. Situações de contextualização



Da nossa experiência foi possível identificar algumas das ferramentas que eram passíveis de
ter um elevado potencial em contexto de ensino.

As temáticas dos eworkshops foram blogger, wix e slideshare serão algumas das
selecionadas. A ferramenta blogger foi desenvolvida em duas formações, uma inicial e outra
mais avançada designada blogger intermédio.

O blogger 33 é uma ferramenta simples mas que já apresenta inúmeras possibilidades de
desenvolvimento, sendo totalmente aberta e não apresentando quaisquer custos para o
utilizador/desenvolvedor.

Apesar de não ser uma ferramenta recente existiam segundo Sifry (2007) 70 milhões de
blogues em 2007, 120 mil novos blogues surgiam por dia em todo o mundo, isto significava
que eram criados cerca de 1,4 blogs a cada segundo.

Outro aspeto que considerámos bastante positivo aquando da escolha do blogger estava
relacionado com a língua, por vezes não é fácil encarar a tecnologia como aliada quanto mais
se esta nos for apresentada em língua estrangeira.

Com menus em língua portuguesa é mais fácil abranger um maior número de professores e
estudantes de vários níveis de ensino.




32
     Disponível em https://www.facebook.com/RSS.Graffiti
33
     Disponível em http://www.blogger.com


                                                                                         28
Wix 34 é uma aplicação da web que permite construir websites em flash de forma simples e
inovadora, disponibilizando para tal uma versão gratuita que obriga o alojamento do website
na própria plataforma com domínios criados pelo Wix e uma versão paga que permite alojar
em qualquer domínio.

Para iniciar a utilização da ferramenta Wix basta apenas realizar o registo no website e a partir
desse momento é possível criar um website através de templates existentes ou de raiz. Esta
possibilidade é extremamente vantajosa e permite a utilização por dois perfis, iniciante e
utilizador mais avançado com conhecimentos ou necessidades gráficas diferentes. Esta
ferramenta extraordinária possibilita a partilha de projetos em desenvolvimento, visto que
permite a disponibilização gratuita online. Os tutoriais em português e os templates são de
fácil compreensão e utilização e os resultados reproduzem uma qualidade elevada. Quer
professor, quer alunos podem obter uma elevada recompensa do trabalho realizado sem
investir uma quantidade de tempo muito elevada na produção do website dado que não são
necessários conhecimentos técnicos.




Slideshare 35 possibilita a partilha online de documentos do MS Word, apresentações em MS
Powerpoint, Folhas de Cálculo em Excel e PDF (Portable Document Format) e OpenOffice.

É uma comunidade de recursos online, onde os utilizadores podem carregar e partilhar as suas
apresentações, possibilitando a troca de informação e comunicação de ideias.

Uma vez efetuado o carregamento (upload), a apresentação é convertida para o formato
Flash, não sendo assim necessário ter os programas como por exemplo o MS Powerpoint
instalado para poder visualizar a apresentação.

A apresentação pode ser visualizada numa pequena janela, ou ampliada para o ecrã inteiro,
sem perda de qualidade.

No entanto, é necessário ter em conta que, quaisquer efeitos de som e animações serão
eliminados na conversão para o formato flash. Um serviço grátis e que se torna muito útil para
quem tem várias apresentações para guardar num local.


34
     Disponível em http://www.wix.com
35
     Disponível em http://www.slideshare.net/

                                                                                              29
Possui a capacidade de embutir as apresentações em sites e blogs, como objetos Flash.

Apresenta ainda a possibilidade de adicionar ficheiros de áudio em formato mp3 e sincronizá-
los automaticamente, designando-se esta função de slidecast. Recentemente introduziu a
possibilidade de agendar reuniões online (Zipcast) através da partilha de apresentações e
disponibilizando um espaço para conversação em modo escrito (chat).

O Slideshare serviu também de apoio à partilha de documentos online. À semelhança das
restantes ferramentas estudadas foi desenvolvida uma apresentação em powerpoint e
disponibilizada na plataforma servindo posteriormente para utilizar o código e embutir.




                                                                                          30
Parte III. Projeto de construção e de implementação


Após a definição do tema a desenvolver no seio deste projeto e da viabilização da parceria
com o Centro de Competências da ESE de Santarém, em conjunto com o orientador Professor
especialista Nuno Bordalo Pacheco estabelecemos de imediato contato com o Professor João
Galego do Centro de Competências TIC da ESE de Santarém que prontamente concordou
apoiar o projeto e nos deu acesso à criação de disciplinas na plataforma Moodle 36. Em
novembro de 2011 pudemos iniciar a criação de eworkshops e testar ferramentas na
plataforma Moodle 37.




3.1. Plataformas de divulgação e interface dos eworkshops



Com base nos objetivos, pressupostos e enquadramento teórico passomos então a apresentar
os elementos de promoção, divulgação e interface dos eworkshops.

Website de divulgação e inscrição disponível em http://cctic.ese.ipsantarem.pt/formlab/




                              Figura 1 - Website de divulgação do projeto FormLab

Após a entrada no website de divulgação pode-se encontrar no separador formação os
diversos eworkshops disponíveis, veja-se na figura a baixo exemplo de eworkshop bloggerII.


36
     Disponível em http://moodle.org/?lang=pt
37
     Disponível em http://cctic.ese.ipsantarem.pt/nonio/login/index.php

                                                                                          31
Figura 2 - Descrição de um eworkshop e link para inscrição

Os eworkshops encontram-se alojados no FormLab criado para o efeito na Moodle do CCTIC da
ESES em http://cctic.ese.ipsantarem.pt/nonio/my/index.php.




                      Figura3 - Workshops a desenvolver na plataforma moodle




Para a concretização estrutural do eworkshop a mestranda recorreu à sua experiência de
formação a distância que obteve durante o mestrado no Centro de Ensino a Distância da ESE

                                                                                      32
de Santarém (CEDES) com recurso à plataforma Moodle, 38 com recurso ao projeto
eRaizesRedes 39 alojado na plataforma com nome idêntico, no curso de educação ambiental da
Direção Regional de Ambiente da Madeira 40 e no Curso Conceção de conteúdos para o
eLearning da Novabase alojado na plataforma Blackboard 41.

Além da experiência recorreu ainda à análise de vários case studies disponibilizados por
Cação & Dias, 2003 no livro Introdução ao eLearning.

O interface é um aspeto importante na educação à distância porque comunica com o
utilizador, além de que a distância apresenta-se muitas vezes como um elemento promotor do
abandono, se o interface for agradável, intuitivo e com uma estrutura bem organizada que não
resulte em espaços dúbios, o utilizador terá menos probabilidade de desistir da formação,
assim a apresentação inicial dos eworkshops contém a identificação da formação desenhada
com cores alegres e um avatar (que representa a etutora) desenvolvido na ferramenta voki e
que faz uma breve apresentação (com cerca de 20 segundos) dos passos essenciais para iniciar
a formação. O avatar não é estático realiza alguns movimentos faciais e segue o cursor do
rato com o olhar. Para ouvir a apresentação é necessário clicar no botão play, apesar de ser um
procedimento simples essa informação foi dada aos formandos (cf. Figura 4).




                            Figura 4 - Interface inicial do eworkshop blogger



38
   Disponível em http://lms.ese.ipsantarem.pt/lms/my/
39
   Disponível em http://eraizes.ipsantarem.pt/
40
   Disponível em http://ssed.bkatconsulting.com/tutor4us/browse.php?cat=0&show_course=2
41
   Disponível em http://aprendernanet.com/webapps/login/

                                                                                            33
De seguida são apresentadas as informações do eworkshop num documento estruturado
alojado na ferramenta book da plataforma moodle (cf. Figura 5)




             Figura 5 - Estrutura de book de apresentação comum a todos os eworkshops




Como a personalização e humanização é um dos nossos intuitos solicitamos a apresentação
dos formandos ao grupo no fórum “Apresente-se aqui” sendo que uma das configurações
desse fórum implica a obrigatoriedade de subscrição de todos os envolvidos (cf. Figura 6).




                     Figura 6 - Fórum de apresentação comum aos eworkshops




Nesta fase inicial é ainda disponibilizado um tutorial em vídeo de apoio à configuração do
perfil, o “Fórum Geral” e por fim o Fórum Notícias (cf. Figura 7 e 8).




                                     Figura 7 - Fórum Geral


                                                                                             34
Neste fórum eram disponibilizadas novidades sobre o eworkshop ou informação sobre as web-
conferences.




                                     Figura 8 - Fórum Notícias




As atividades estão organizadas por blocos ou módulos. Cada atividade tem sempre um book
que funciona como guia.




                    Figura 9 - Estrutura de atividades generalista dos eworkshops




Os tutoriais vídeo realizados com o software camtasia têm um tempo médio de duração de 3
minutos e apresentam duas imagens, uma no inicio que identifica o tutorial e outra no final
com os créditos. (cf. Figura 10)



                                                                                            35
Figura 10 - Representa a apresentação do início de um tutorial




As atividades foram libertadas semanalmente e para apoiar os formandos, a ferramenta
calendário disponível na lateral do curso fornecia informação e lembretes sobre a evolução do
mesmo (cf. Figura 11).




                   Figura 11 - Integração do bloco calendário como elemento orientador




Ainda no que concerne à estrutura do curso existe um módulo de FAQ’s acrónimo para
frequently asked questions, ou seja, são disponibilizados vários recursos, na sua grande
maioria vídeos de apoio, que respondem a dúvidas frequentes após a libertação da atividade 1.




                                                                                          36
Os blocos “Outras opções para criar…” e “curiosidades” foram disponibilizados entre a 2 e a
3 semanas de curso. Esta metodologia pretendia que não existissem espaços de tempo muito
significativos entre atividades.

Nas FAQ’s foram acrescentados recursos durante o decorrer do eworkshop em função das
necessidades e dúvidas dos formandos.




                             Figura 12 - Estrutura dos cursos pós atividades




A estrutura do curso foi idêntica para todos os eworkshops. A primeira formação teve início
em fevereiro de 2012 e os últimos eworkshops deviam ter terminado a 31 de março, contudo e
por solicitação dos formandos foi alterada a data final de entrega dos trabalhos para 9 de abril
uma vez que a data anterior coincidia com o final do 2º período nas suas escolas.




                                                                                             37
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Ferramentas da web ao serviço da formação

  • 1. ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM Ferramentas Web ao serviço da formação Relatório de Estágio apresentado para a obtenção do grau de Mestre na área de Educação e Comunicação Multimédia Anabela do Rosário Possidónio da Clara Protásio Orientador: Professor Especialista Nuno Bordalo Pacheco Santarém, maio de 2012
  • 2.
  • 3.
  • 4.
  • 5. Agradecimentos A realização deste projeto teve o apoio de algumas pessoas e instituições, entre elas, o professor especialista Nuno Bordalo Pacheco na pessoa de meu orientador, a professora coordenadora Maria Potes Barbas, o professor João Galego do Centro de Competências TIC da Escola Superior de Educação de Santarém, e a etutora Ana Loureiro, que mostraram sempre grande disponibilidade, profissionalismo e simpatia. Gostaria ainda de agradecer à Secretaria de Gestão Pública do Governo do Estado de São Paulo na pessoa do Dr. Álvaro Gregório e ao Dr. Jurek Kirakowski da University College na Irlanda, pelo colaborativismo na partilha de informações e conteúdos. Aos meus colegas de trabalho que nestes dois anos me apoiaram. À minha família. Ao meu filhote, espero que a web, os tablets e outros gadgets lhe ofereçam conhecimentos valiosos e um futuro brilhante … Obrigada a todos! i
  • 6. ii
  • 7. Resumo Este projeto visa dar seguimento à iniciativa web2.zero na educação que teve início em março de 2011 no âmbito da Unidade Curricular (U.C.) de Metodologia de Projeto Tecnológico do Mestrado em Educação e Comunicação Multimédia da Escola Superior de Educação de Santarém. O projeto consiste na implementação de sessões de formação em regime de elearning (eworkshops) com recursos às tecnologias e ferramentas da web2.0. As sessões de formação em regime de elearning tiveram como temática ferramentas da web para educadores, professores e interessados nas tecnologias sendo que as mesmas poderão ser disponibilizadas em modalidades distintas. Numa fase inicial os eworkshops 1 estiveram disponíveis em regime de eLearning com tutoria também conhecido por aprendizagem colaborativa e posteriormente ficarão em regime aberto, permitindo assim aos futuros estudantes optar por um regime de auto estudo ou auto formação, ficando à partida definido somente o tempo limite em que os conteúdos estão disponíveis online. A etutoria foi efetuada através do learning management system (LMS) Moodle e de uma ou duas sessões síncronas. Palavras-chave : Formação, Ferramentas das Web 2.0, Educação, Elearning, Moodle, Comunicação síncrona. 1 Curso de curta duração em que os participantes aprendem de forma prática. iii
  • 8. iv
  • 9. Abstract This project aims to follow up the initiative web2.zero in education that began in March 2011 inserted in the Course Unit (CU) Methodology for Technological Project in Education at the Master in Multimedia Communication School of Education of Santarém. The project consist in the implementation of training sessions (eworkshops) under eLearning technologies and resources tools web2.0 The training sessions under the theme eLearning web tools for educators, teachers and people interested in technology may be available in specific forms. Initially the workshops were available as elearning with mentoring and later will be open in a system that allows eventual students to choose a self-study system being defined at the outset only time limit in which the contents are available online. The etutoria was carried on by the learning management systems (LMS) Moodle and one synchronous sessions by eworkshops developped. Keywords : Training, Tools of Web 2.0, Education, Elearning, Moodle, Synchronous communication. v
  • 10. vi
  • 11. Sumário Agradecimentos ........................................................................................................................... i Resumo ......................................................................................................................................iii Sumário..................................................................................................................................... vii Índice de Tabelas ....................................................................................................................... ix Índice de Figuras ....................................................................................................................... xi Índice de Gráficos ..................................................................................................................... xv Introdução ................................................................................................................................... 1 Parte I. Enquadramento Teórico ................................................................................................. 5 1.1. Medidas e Prioridades: Agenda Digital ....................................................................... 5 1.2. O futuro do ensino e da aprendizagem ......................................................................... 6 1.3. Da Web 1.0 à Web 3.0: cenários de construção ......................................................... 10 1.4. A Web 2.0 em contexto de aprendizagem.................................................................. 13 1.5. eLearning e o Modelo de design instrucional ADDIE............................................... 18 Parte II. Desenvolvimento e contextualização de ferramentas de apoio .................................. 21 2.1. Origem do projeto ...................................................................................................... 21 2.2. Desenvolvimento do ferramental ............................................................................... 23 2.3. Situações de contextualização .................................................................................... 28 Parte III. Projeto de construção e de implementação ............................................................... 31 3.1. Plataformas de divulgação e interface dos eworkshops ............................................. 31 3.2. Metodologia de ação .................................................................................................. 38 3.3. Calendarização do projeto de intervenção............................................................. 48 Parte IV. Análise e interpretação de dados ............................................................................... 51 4.1. Caracterização do público-alvo .................................................................................. 51 4.2. Imagem, funcionamento e organização dos eworkshops ........................................... 51 4.3. Avaliação da Satisfação dos formandos ..................................................................... 53 4.4.Verificação das hipóteses ............................................................................................ 53 Conclusões ................................................................................................................................ 57 Bibliografia ............................................................................................................................... 60 Ligações à Internet.................................................................................................................... 65 Anexos ...................................................................................................................................... 69 vii
  • 12. Anexo 1 - Pedido e autorização de utilização de recurso multimédia.................................. 70 Anexo 2 - Descrição dos eworkshops................................................................................... 71 Anexo 3 - Listagem de escolas que recebeu a informação do FormLab ............................ 115 Anexo 4 - Comparativo entre concelhos que receberam divulgação e que participaram .. 117 Anexo 5 - Comparativo de frequência e conclusão dos eworkshops ................................. 118 Anexo 6 - Comparativo de visualizações entre eworkshops .............................................. 119 Anexo 7 - Blogger I – Estatísticas da Moodle por recurso do eworkshop ......................... 120 Anexo 8 - Slideshare – Estatísticas da Moodle por recurso do eworkshop ........................ 122 Anexo 9 - Blogger II – Estatísticas da Moodle por recurso do eworkshop ........................ 123 Anexo 10 - Wix – Estatísticas da Moodle por recurso do eworkshop ............................... 126 Anexo 11 - Modelo do Inquérito por Questionário ............................................................ 127 Anexo 12 - Respostas e resumo de resultados do questionário do eworkshop Blogger I .. 131 Anexo 13 - Respostas e resumo de resultados do questionário do eworkshop Slideshare. 137 Anexo 14 - Respostas e resultados do Questionário do eworkshop Blogger II ................. 145 Anexo 15 - Respostas do Questionário do eworkshop Wix ............................................... 153 Anexo 16 - Resultados globais da aplicação do inquérito por questionário nos quatro eworkshops ......................................................................................................................... 162 Anexo 17 - Certificado de frequência ................................................................................ 191 viii
  • 13. Índice de Tabelas Tabela 1 - Da Web 1.0 à Web 2.0 -O’ Reilly, (2005) ........................................................................... 12 Tabela 2 - Indicadores sociodemográficos ............................................................................................ 45 Tabela 3 - Indicadores de Imagem, funcionamento e organização pedagógica .................................... 46 Tabela 4 - Indicadores de avaliação da satisfação................................................................................. 47 Tabela 5 - Calendarização do Projeto.................................................................................................... 49 Tabela 6 - Comparativo entre nº de escolas que recebeu a informação e que participou.................... 117 Tabela 7 - Comparativo de frequência e conclusão dos eworkshops .................................................. 118 Tabela 8 - Comparativo de visualizações entre eworkshops ............................................................... 119 Tabela 9 - Estatísticas de visualização de recursos na plataforma Moodle......................................... 121 Tabela 10 - Estatísticas de visualização do eworkshop blogger na Moodle........................................ 122 Tabela 11 - Estatísticas de visualização do eworkshop Blogger II na Moodle ................................... 125 Tabela 12 - Estatísticas de visualização do eworkshop Wix na Moodle ............................................. 126 Tabela 13 - Frequências e percentagens por idade dos formandos, questão 2 .................................... 162 Tabela 14 - Frequências e percentagens sobre os concelhos de residência dos formandos ................ 164 Tabela 15 - Frequências e percentagens sobre o género dos formandos, questão 4............................ 165 Tabela 16 - Frequências e percentagens por Escola ou Agrupamento dos Formandos ...................... 167 Tabela 17 - Frequências e percentagens por grau de ensino questão 6 ............................................... 168 Tabela 18 - Frequências e percentagens questão 9.............................................................................. 169 Tabela 19 - Frequências e percentagens questão 10............................................................................ 170 Tabela 20 - Frequências e percentagens sobre questão 11 .................................................................. 171 Tabela 21 - Frequências e percentagens questão 12............................................................................ 172 Tabela 22 - Frequências e percentagens questão 13............................................................................ 173 Tabela 23 - Frequências e percentagens questão 14............................................................................ 174 Tabela 24 - Frequências sobre motivos de não participação nas webconferences .............................. 175 Tabela 25 - Frequências e percentagens sobre questão 15 .................................................................. 176 Tabela 26 - Frequências e percentagens questão 16............................................................................ 177 Tabela 27 - Frequências e percentagens sobre questão 17 .................................................................. 178 Tabela 28 - Frequências e percentagens sobre questão 18 .................................................................. 179 Tabela 29 - Frequências e percentagens questão 19............................................................................ 180 Tabela 30 - Frequências e percentagens questão 20............................................................................ 181 Tabela 31 - Frequências e percentagens sobre Questão 21 ................................................................. 182 Tabela 32 - Frequências e percentagens face à questão 20a ............................................................... 183 Tabela 33 - Frequências e percentagens .............................................................................................. 185 Tabela 34 - Frequências e percentagens sobre materiais didáticos mais úteis .................................... 186 Tabela 35 - Frequências e percentagens sobre cumprimento de objetivos ......................................... 187 Tabela 36 - Frequências e percentagens sobre influência na área profissional ................................... 188 Tabela 37 - Frequências e percentagens sobre expectativas ............................................................... 189 Tabela 38 - Frequências e percentagens- Avaliação global ................................................................ 190 ix
  • 14. x
  • 15. Índice de Figuras Figura 1 - Website de divulgação do projeto FormLab......................................................................... 31 Figura 2 - Descrição de um eworkshop e link para inscrição ................................................................ 32 Figura3 - Workshops a desenvolver na plataforma moodle .................................................................. 32 Figura 4 - Interface inicial do eworkshop blogger ................................................................................ 33 Figura 5 - Estrutura de book de apresentação comum a todos os eworkshops ...................................... 34 Figura 6 - Fórum de apresentação comum aos eworkshops .................................................................. 34 Figura 7 - Fórum Geral.......................................................................................................................... 34 Figura 8 - Fórum Notícias ..................................................................................................................... 35 Figura 9 - Estrutura de atividades generalista dos eworkshops ............................................................. 35 Figura 10 - Representa a apresentação do inicio de um tutorial ........................................................... 36 Figura 11 - Integração do bloco calendário como elemento orientador ................................................ 36 Figura 12 - Estrutura dos cursos pós atividades .................................................................................... 37 Figura 13 - Interface inicial do eworkshop blogger .............................................................................. 71 Figura 14 - Estrutura de book de apresentação comum a todos os eworkshops.................................... 71 Figura 15 - Fórum de apresentação comum aos eworkshops ................................................................ 73 Figura 16 - Fórum Geral........................................................................................................................ 74 Figura 17 - Fórum Notícias ................................................................................................................... 74 Figura 18 - Estrutura de atividades do eworkshop blogger ................................................................... 75 Figura 19 - Apresentação em Voicethread integrada no curso.............................................................. 75 Figura 20 - Apresentação após comentários.......................................................................................... 76 Figura 21 - Guia Básico de blogger ...................................................................................................... 76 Figura 22 - Representa a apresentação do início de um tutorial ........................................................... 77 Figura 23 - Representa apresentação do fim de um tutorial .................................................................. 77 Figura 24 - Integração do bloco calendário como elemento orientador ................................................ 78 Figura 25 - Ampliação do calendário .................................................................................................... 78 Figura 26 - Outros elementos do eworkshop......................................................................................... 79 Figura 27 - Books do eworkshop Blogger I ........................................................................................... 80 Figura 28 - Fóruns do eworkshop Blogger I ......................................................................................... 80 Figura 29 - Glossário do eworkshop Blogger I ..................................................................................... 80 Figura 30 - Pesquisa do eworkshop Blogger 1 ...................................................................................... 80 Figura 31 - Recursos do eworkshop Blogger I ...................................................................................... 81 Figura 32 - Recursos do eworkshop Blogger I ...................................................................................... 81 Figura 33 - Recursos do eworkshop Blogger I ...................................................................................... 81 Figura 34 - Interface inícial do workshop slideshare ............................................................................ 82 Figura 35 - Estrutura de book de apresentação comum a todos os eworkshops.................................... 83 Figura 36 - Slideshare - Fórum de apresentação ................................................................................... 85 Figura 37 - Fórum Geral........................................................................................................................ 85 Figura 38 - Fórum Notícias ................................................................................................................... 85 Figura 39 - Estrutura de atividades do eworkshop slideshare ............................................................... 86 Figura 40 - Apresentação introdutória para ler e comentar integrada no curso .................................... 86 Figura 41 - Guia Básico de Slideshare .................................................................................................. 87 Figura 42 - Objeto de aprendizagem sobre potencialidades da ferramenta........................................... 87 Figura 43 - Representa as imagens de apresentação do inico de um tutorial ........................................ 88 Figura 44 - Imagem do final de um tutorial .......................................................................................... 88 Figura 45 - Integração do bloco calendário como elemento orientador ................................................ 88 xi
  • 16. Figura 46 - Ampliação do calendário .................................................................................................... 89 Figura 47 - Restantes elementos da estrutura do curso.......................................................................... 90 Figura 48 - Conferência Zipcast realizada no dia 22 de fevereiro ......................................................... 91 Figura 49 - Books do eworkshop Slideshare ......................................................................................... 91 Figura 50 - Fóruns do eworkshop Slideshare ........................................................................................ 92 Figura 51 - Glossário do eworkshop Slideshare .................................................................................... 92 Figura 52 - Pesquisa do eworkshop Slideshare ..................................................................................... 92 Figura 53 - Recursos do eworkshop Slideshare..................................................................................... 92 Figura 54 - Trabalhos do eworkshop Slideshare ................................................................................... 92 Figura 55 - Interface inicial do eworkshop Blogger II .......................................................................... 93 Figura 56 - Estrutura do book de apresentação...................................................................................... 94 Figura 57 - Blogger II - Fórum de apresentação.................................................................................... 96 Figura 58 - Fórum Geral ........................................................................................................................ 96 Figura 59 - Fórum Notícias ................................................................................................................... 96 Figura 60 - Estrutura de atividades do eworkshop blogger II ................................................................ 97 Figura 61 - Representa as imagens de apresentação do inico de um tutorial ........................................ 98 Figura 62 - Representa apresentação do fim de um tutorial .................................................................. 98 Figura 63 - Integração do bloco calendário como elemento orientador ................................................ 98 Figura 64 - Ampliação do calendário .................................................................................................... 99 Figura 65 - Restantes elementos da estrutura do workshop .................................................................. 99 Figura 66 - Bloco de acesso à webconference ..................................................................................... 100 Figura 67 - Books do eworkshop Blogger II ........................................................................................ 100 Figura 68 - Fóruns do eworkshop Blogger II ...................................................................................... 101 Figura 69 - Pesquisa do eworkshop Blogger II.................................................................................... 101 Figura 70 - Recursos do eworkshop Blogger II ................................................................................... 101 Figura 71 - Continuação dos Recursos do eworkshop Blogger II ....................................................... 102 Figura 72 - Continuação dos recursos do eworkshop Blogger II......................................................... 102 Figura 73 - Continuação dos recursos do eworkshop Blogger II......................................................... 102 Figura 74 - Conclusão dos recursos do eworkshop Blogger II ............................................................ 103 Figura 75 - Trabalhos .......................................................................................................................... 103 Figura 76 - Interface inicial do eworkshop WIX ................................................................................. 104 Figura 77 - Estrutura do book de apresentação.................................................................................... 105 Figura 78 - Wix - Fórum de apresentação ........................................................................................... 107 Figura 79 - Fórum Geral ...................................................................................................................... 107 Figura 80 - Fórum Notícias ................................................................................................................. 107 Figura 81 - Estrutura de atividades do eworkshop wix........................................................................ 108 Figura 82 - Apresentação generalista da ferramenta Wix ................................................................... 108 Figura 83 - Comentários à apresentação.............................................................................................. 109 Figura 84 - Guia inicial em pdf ........................................................................................................... 109 Figura 85 - Guia básico em pdf ........................................................................................................... 110 Figura 86 - Representa as imagens de apresentação do início de um tutorial ..................................... 110 Figura 87 - Representa imagem do fim dos tutoriais........................................................................... 111 Figura 88 - Integração do bloco calendário como elemento orientador .............................................. 111 Figura 89 - Ampliação do calendário .................................................................................................. 112 Figura 90 - Restantes elementos da estrutura do eworkshop ............................................................... 112 Figura 91 - Bloco de acesso à Webconference .................................................................................... 113 Figura 92 - Books do eworkshop Wix .................................................................................................. 113 xii
  • 17. Figura 93 - Fóruns do eworkshop Wix ................................................................................................ 113 Figura 94 - Glossário do eworkshop Wix ............................................................................................ 114 Figura 95 - Pesquisa do eworkshop Wix.............................................................................................. 114 Figura 96 - Recursos do eworkshop Wix ............................................................................................. 114 Figura 97 - Fim dos recursos do eworkshop Wix ................................................................................ 114 Figura 98 - Certificado de frequência ................................................................................................. 191 xiii
  • 18. xiv
  • 19. Índice de Gráficos Gráfico 1 - Gráfico de n.º de escolas por concelho ............................................................................. 117 Gráfico 2 - Comparativo de frequências entre eworkshops ................................................................ 118 Gráfico 3 - Indicador da idade dos formandos .................................................................................... 162 Gráfico 4 - Indicador da residência dos formandos ............................................................................ 163 Gráfico 5 - Indicador do género dos formandos.................................................................................. 165 Gráfico 6 - Indicador de Escola ou Agrupamento ............................................................................... 166 Gráfico 7 - Indicador do grau de ensino dos formandos ..................................................................... 168 Gráfico 8 - Opinião dos formandos sobre estrutura apelativa ............................................................. 169 Gráfico 9 - Atividades e tempo ........................................................................................................... 170 Gráfico 10 - Sobre elemento virtual voki ............................................................................................ 172 Gráfico 11 - Sessões síncronas ............................................................................................................ 173 Gráfico 12 - Fase de realização das sessões síncronas ........................................................................ 174 Gráfico 13 - Motivos de ausência nas webconferences ...................................................................... 175 Gráfico 14 - Motivos de ausência nas webconferences ...................................................................... 176 Gráfico 15 - Um fórum é mais prático e facilitador ............................................................................ 177 Gráfico 16 - Materiais mais facilitadores de aprendizagem ................................................................ 178 Gráfico 17 - Guias de atividade........................................................................................................... 179 Gráfico 18 - Possibilidade dos módulos serem libertados sequencialmente ....................................... 180 Gráfico 19 - Se concordou com os módulos libertados sequencialmente ........................................... 181 Gráfico 20 - Possibilidade das atividades se libertarem automaticamente.......................................... 182 Gráfico 21 - Possibilidade de módulos estarem todos disponíveis em simultâneo ............................. 183 Gráfico 22 - Subsequente à possibilidade de módulos estarem todos disponíveis em simultâneo ..... 184 Gráfico 23 - F.A.Q.’s como elemento de ajuda................................................................................... 185 Gráfico 24 - Materiais didáticos mais úteis ......................................................................................... 186 Gráfico 25 - Cumprimento dos objetivos ............................................................................................ 187 Gráfico 26 - Efeitos do eworkshop na atividade profissional ............................................................. 188 Gráfico 27 - Expetativas face aos eworkshops.................................................................................... 189 Gráfico 28 - Avaliação global do eworkshop...................................................................................... 190 xv
  • 20. xvi
  • 21. Introdução A temática que nos propomos desenvolver - Ferramentas Web ao serviço da formação – consiste num projeto realizado no âmbito das unidades curriculares de Estágio e Seminário do 2º ano de Mestrado em Educação e Comunicação Multimédia da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém. Temos como propósito a implementação de sessões de formação em regime de elearning através da utilização e autopromoção de ferramentas tecnológicas da Web 2.0, sendo a sua implementação apoiada pelo Centro de Competências da Escola Superior de Educação de Santarém através da disponibilização de espaço no LMS Moodle e de apoio técnico. Segundo o estudo “The future of learning: preparing for change” 2 devem ser realizadas transformações na educação e formação para a Europa se manter competitiva apesar da atual crise económica. Tendo em consideração a situação atual e a necessidade de inovação tecnológica, o aparecimento de ferramentas gratuitas disponíveis na cloud 3 vem permitir à comunidade em geral desenvolver projetos, atividades, partilhar recursos e mesmo armazenar dados e informações fundamentais para um ensino mais colaborativo. Paralelamente e face à dificuldade em encontrar e selecionar os recursos mais adequados às tarefas que muitas vezes pretendemos realizar pareceu-nos viável desenvolver formação em algumas das ferramentas da Web de uma forma sequencial e, se possível integrada. Fatores como a economia e gestão do tempo representam hodiernamente um importante papel na seleção da formação. O elearning em modo de autoformação conjuga portanto as vantagens de apresentar temáticas relevantes e atuais com a possibilidade de uma 2 (Redecker, et al., The Future of Learning: Preparing for Change, 2011 – Disponível em http://ftp.jrc.es/EURdoc/JRC66836.pdf) 3 Cloud computing é um termo geral para qualquer coisa que envolve a entrega de serviços hospedados na Internet. Estes serviços são amplamente divididos em três categorias: Infra-estrutura-como-Service (IaaS), Plataforma-como-Service (PaaS) e Software-como-Service (SaaS). O nome computação em nuvem foi inspirado no símbolo de nuvem que muitas vezes é usado para representar a Internet em fluxogramas e diagramas. Adaptado de: http://searchcloudcomputing.techtarget.com/definition/cloud-computing 1
  • 22. aprendizagem flexível, segundo a disponibilidade (temporal e espacial) ao ritmo de cada formando e a custos mais reduzidos face ao ensino presencial 4. Em Portugal existem alguns projetos nesta área nomeadamente “23 coisas@INCITE 5” que é uma adaptação para a realidade portuguesa e para um conjunto heterogéneo de participantes, do plano “Learning 2.0: 23 things” desenvolvido por Helene Blowers, na qualidade de diretora de Serviços Tecnológicos para o público da biblioteca pública de Charlotte & Mecklenburg County, nos Estados Unidos, criado sob licença Creative Commons “Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Generic. O projeto em Portugal consiste em ações de autoformação de utilização de ferramentas Web 2.0 no contexto de Unidades Documentais do curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do Instituto Politécnico do Porto sob os auspícios da INCITE (Agência Portuguesa de Gestão de Informação). O projeto decorreu em janeiro de 2009, com uma ação de formação a distância para 50 participantes (sem qualquer requisito de área ou formação) e com base numa plataforma moodle. As ações eram orientadas com recurso a várias ferramentas eletrónicas entre elas a plataforma de eLearning (http://moodle.incite.pt). A um nível mais global identificámos o projeto como Learning 2.0 6 que consiste num programa internacional de autoaprendizagem pela exploração das ferramentas e que deu origem ao programa que referi anteriormente. A “Caixa de Ferramentas Sociais” 7 é outro projeto idêntico e consiste numa espécie de workshop onde Álvaro Gregório, consultor do Grupo de Apoio Técnico à Inovação Secretaria de Gestão Pública do Governo do estado de São Paulo apresenta ferramentas gratuitas da web durante 10 minutos integrado no inovDay 8. A agenda de cada inovaDay é constituída de um especialista em gestão do conhecimento e inovação, a seguir é apresentado um caso de inovação implantado em entidades públicas e finaliza com a demonstração de como usar uma ferramenta gratuita disponível na web 2.0 para apoio a soluções. 4 Disponível em (NMC Horizon Project Short List, 2011) 5 Disponível em http://23coisas.incite.pt/ 6 Disponível em http://plcmcl2-about.blogspot.com/ 7 Disponível em https://sites.google.com/a/igovsp.net/inovaday/materialdeapoio/materialdeapoio10-1 e http://vimeo.com/igovexplica/videos 8 Encontro mensal de gestores públicos organizado pela Secretaria de Gestão Pública da Rede Paulista de Inovação em Governo http://igovsp.net/sp/ 2
  • 23. Nenhum dos recursos que encontrámos nas pesquisas se direcionava para professores de forma gratuita e com certificação, pelo que dirigimos então a concretização do nosso projeto nesse sentido. Da nossa experiência foi possível identificar algumas das ferramentas que são passíveis de ter um elevado potencial principalmente em contexto de ensino. O projeto encontra-se estruturado por capítulos, referindo-se o Capítulo I ao enquadramento teórico onde será passível de identificar os princípios orientadores da Agenda Digital para uma educação de excelência, os principais referenciais para a educação e formação do futuro, o conceito e evolução da Web, a formação a distância e ferramentas da cloud; por sua vez no Capítulo II encontram-se as linhas que definiram a construção do projeto, a sua origem e motivações, parcerias realizadas, descrição das ferramentas utilizadas e a calendarização ou cronograma; do Capítulo III constam as questões de investigação, a metodologia, a finalidade, os objetivos, as atividades realizadas e os elementos de recolha de dados; já no capítulo IV apresentamos a análise dos dados recolhidos; por fim estão disponíveis as conclusões e a reflexão face às questões de investigação. A bibliografia é apresentada segundo indicações do guia de aluno da unidade curricular de Seminário e com recurso às normas APA 9. 9 American Psychological Association 3
  • 24. 4
  • 25. Parte I. Enquadramento Teórico 1.1. Medidas e Prioridades: Agenda Digital O projeto enquadra-se entre outras nas medidas nacionais e internacionais de tecnologia e inovação do plano tecnológico e da agenda digital 2015, 10 que tem como intuito colocar Portugal a par da média europeia no que respeita a indicadores de capacidade e inovação tecnológica. O XVII governo constitucional definiu 5 linhas prioritárias, 11 nomeadamente redes de nova geração, melhor governação, educação de excelência, saúde de proximidade, mobilidade inteligente. Na linha da educação para a excelência foram definidas 6 medidas e 9 metas. Uma das medidas para o ano de 2012 consiste na construção de uma plataforma virtual de aprendizagem colaborativa com a disponibilização de conteúdos por áreas temáticas e disciplinares para os diferentes níveis de ensino, com áreas dedicadas a alunos e a docentes, potenciadora de processos de autoformação e aprendizagem autónoma. É no âmbito da autoformação e da aprendizagem autónoma que este projeto se enquadra, visto que o que se pretende é desenvolver um conjunto de workshops 12 sobre ferramentas da web2.0 que ficarão disponíveis, primeiramente em regime de eLearning com tutoria e posteriormente em regime de autoformação. Assim a primeira sessão de formação terá essencialmente uma função de teste e de enriquecimento, dado que fóruns e trabalhos dos primeiros estudantes ficarão disponíveis para a globalidade dos formandos seguintes. 10 Disponível em http://www.Portugal.gov.pt/pt/GC18/documentos/meid/Agenda_Digital_2015_brocura.pdf 11 Disponível em http://www.umic.pt/images/stories/noticias/PWP_AgendaDigital2015.pdf 12 Estes workshops passarão a ser designados por eworkshops 5
  • 26. 1.2. O futuro do ensino e da aprendizagem Os paradigmas mais recentes na área da Educação identificados no pré-projeto do Horizon report 2012 13 incluem o ensino pela internet, o ensino hibrido 14 e os modelos colaborativos de aprendizagem como uma das tendências chave para os próximos anos. A atual crise económica e os consequentes cortes orçamentais levam as instituições a reavaliarem os métodos e as plataformas de ensino e a procurarem alternativas ao ensino presencial. Assim o elearning e os modelos híbridos de aprendizagem ganham novos adeptos e transformam-se numa alternativa vantajosa. Os estudantes despendem algum do seu tempo a aprender com a internet, a partilhar e a divulgar experiências através de várias ferramentas. Esta realidade favorece as instituições que já não necessitam de despender tanto tempo para formar os estudantes nesta área, mas o mesmo já não se verifica com professores e educadores. Segundo o pré-relatório Horizon de 2012, se os modelos híbridos de aprendizagem forem bem desenvolvidos permitirão aos estudantes aprender ao seu ritmo, independentemente do local onde se encontram. Aliás uma das tendências atuais em termos tecnológicos serão as aplicações centradas na “nuvem”, não sendo particularmente interessante o local onde está armazenado o nosso trabalho mas sim a acessibilidade deste. Aparelhos móveis como tablets e smartphones serão utilizados como apoio e promovem um ensino ativo mais centrado no estudante que faz a sua própria gestão da informação e dos materiais dos cursos aliando-os à sua vida pessoal e profissional, aumentando assim o interesse e o envolvimento com o objeto de estudo. Por sua vez o relatório “O Futuro do Ensino: preparação para a mudança” 15 representa uma prospeção para a estratégia de Educação da Europa de 2020, reconhecendo que devem ser 13 Disponível em http://horizon.wiki.nmc.org, o Projeto Horizon do NMC Emerging Technologies Initiative foi lançado em 2002 e consiste em pesquisas e análise realizada por especialistas que traçam anulamente o panorama das tecnologias emergentes para o ensino, aprendizagem, pesquisa, investigação criativa, e gestão de informações. 14 Também designado de blended learning ou ensino misto combina uma componente de ensino presencial com uma componente online. Disponível em http://www.tecminho.uminho.pt/UserFiles/File/C2011_Praticas_Pedag_%20eLearning.pdf 15 Disponível em http://ftp.jrc.es/EURdoc/JRC66836.pdf 6
  • 27. realizadas transformações na educação e na formação, para a Europa se manter competitiva face à atual crise económica. O referido estudo apresenta uma visão normativa que define como serão desenvolvidas as oportunidades de aprendizagem no sentido de contribuírem para a coesão social, a inclusão socioeconómica e o crescimento económico. Segundo (Redecker, et al., 2011) foram realizadas extensas consultas, através de diferentes meios (workshops, consultas online, conceito de grupo, mapeamento), por diversas entidades, incluindo grupos diversificados (peritos e profissionais, professores, decisores políticos), bem como uma revisão de estudos e atividades de prospeção. Face aos dados recolhidos os autores do estudo definiram três conceitos centrais para a aprendizagem de futuro, são eles a personalização, colaboração e informalização (aprendizagem informal). O paradigma de aprendizagem será, segundo (Redecker, et al., The Future of Learning: Preparing for Change, 2011) caracterizado pela aprendizagem inicial e ao longo da vida e será moldado pela omnipresença das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Devido à constante evolução, à globalização, às alterações climáticas, aos avanços tecnológicos e a mudanças estruturais nos mercados de trabalho europeus, as competências do indivíduo são o seu maior argumento. Essas competências ou habilidades ajudarão os cidadãos a tornarem-se aprendizes ao longo da vida e a responderem de forma flexível à mudança, sendo, portanto, capazes de agir proactivamente e desenvolver as suas competências, prosperando na aprendizagem colaborativa e em ambiente de trabalho. Deste modo, na fase inicial da educação e formação, pretende-se que haja um menor tempo de resposta na adaptação às necessidades de emprego e às tendências da sociedade. Pretende-se ainda diminuir o distanciamento e a desadequabilidade entre ensino e mundo do trabalho maximizando o papel dos professores que tenderão a apoiar os seus alunos nessa adaptação ao mundo. As estratégias de ensino/aprendizagem irão focalizar-se e adequar-se ao estudante, que tenderá a ser acompanhado pedagogicamente. Os currículos serão flexíveis e haverá colaboração com outros parceiros sociais, tais como futuros empregadores. Para aplicar os conceitos de personalização, colaboração e informalização na fase inicial do ensino haverá a necessidade de estabelecer planos personalizados e atividades feitas à medida. 7
  • 28. O ensino personalizado irá facilitar a integração de crianças imigrantes e quebrará as barreiras da língua, permitindo que os professores detetem estudantes em risco de abandono escolar, e que diagnostiquem problemas elaborando estratégias para recuperarem. A utilização de várias tecnologias permitirá fazer múltiplas atividades de aprendizagem, obter ferramentas e materiais, providenciar suportes à monitorização, estratégias formativas, de diagnóstico, sumativas, recursos educacionais abertos, projetos colaborativos, oportunidades de aprendizagem, criar envolvência e apoio a ambientes multilingues. As instituições tenderão a ligar-se à sociedade para melhor definirem os objetivos de aprendizagem e as suas necessidades. No futuro, as sociedades europeias serão mais interculturais e flexíveis. As gerações mais novas vão precisar de apoio para encontrar o seu caminho num mundo em constante mudança. As escolas deverão oferecer essa orientação para promover compreensão mútua e cidadania ativa. A colaboração deverá existir não só na sala de aula, mas também no seio da sociedade e entre pessoas de diferentes idades, grupos sociais ou culturas. Programas de ensino virtual e de partilha intercultural, jogos multiplayer online, simulações e outros serviços da internet podem apoiar a escola e facilitar aos estudantes experiências que permitam refletir sobre os desenvolvimentos da sociedade num ambiente seguro e protegido. Enquanto no passado a missão da escola era transmitir conhecimento aos cidadãos, hoje a informação/conhecimento está acessível em qualquer lugar e a qualquer hora. Dada esta mudança o papel da escola será guiar os estudantes na identificação e seleção das oportunidades que melhor sirvam os seus estilos e objetivos de aprendizagem, apoiar nas escolhas, intervir quando surgirem dificuldades, redefinir objetivos e implementar mecanismos viáveis para a avaliação, certificação e acreditação. As escolas tornar-se-ão centros de aprendizagem que orientam e apoiam os percursos de aprendizagem, continuamente centrados no estudante. Para se atingir este objetivo é necessário um currículo flexível e professores treinados para guiar e apoiar os estudantes nos seus esforços de aprendizagem. Foi com esse intuito que desenvolvemos o FormLab. 8
  • 29. As estratégias de avaliação tendem a ser baseadas em competências que são até certo ponto, independentes do conteúdo concreto de aprendizagem. Os mecanismos de certificação podem permitir experiências e alternativas de aprendizagem a ser integrada no ensino escolar. No que respeita à aprendizagem ao longo da vida, o relatório 16 indica que no futuro, as pessoas tenderão a mudar de profissão com mais frequência, tal como passarão mais tempo a trabalhar devido às mudanças demográficas e ao aumento da esperança média de vida. De acordo com (Redecker, et al., 2011) será comum a todos os cidadãos independentemente das suas qualificações e do nível em que se encontram na carreira a necessidade de se qualificarem para atualizar continuamente as suas competências. Devido ao aumento das dinâmicas do mercado de trabalho, haverá uma tendência para que as pessoas assumam as responsabilidades pelas suas qualificações, tal como a iniciativa de desenvolver as suas carreiras. Apesar destas necessidades de procedimento por parte dos trabalhadores a indústria também deverá envolver-se no processo de aprendizagem ao longo da vida. Será então do interesse do empregador e do empregado que a formação seja adequada e feita à medida (personalizada). Os avanços tecnológicos permitirão que as pessoas se (re) qualifiquem eficientemente para os empregos que escolherem, identificando e dirigindo o seu treino específico nesse sentido. As relações de trabalho serão caracterizadas por um aumento das trocas de conhecimento, quer entre colegas e pares com perfis profissionais idênticos, tal como entre jovens e idosos. As tecnologias de informação e comunicação irão permitir aos trabalhadores beneficiar do conhecimento e experiência dos outros. A aprendizagem intergeracional também será um fator facilitador do desenvolvimento profissional contínuo. Espera-se que existam em 2025 inúmeras oportunidades de transformar os conhecimentos e experiências profissionais das pessoas em competências relevantes para os perfis das suas funções. Contudo, nem todas as oportunidades serão passíveis de serem transformadas em formações reconhecidas. Deverá então ter-se como objetivo a criação de portfólios digitais que representem as qualificações, conhecimentos e competências dos indivíduos para evoluírem nas suas carreiras. 16 The Future of Learning: Preparing for Change 9
  • 30. Com base no relatório de (Redecker, et al., The Future of Learning: Preparing for Change, 2011) para se atingirem os objetivos de uma aprendizagem informal, personalizada e colaborativa deverão realizar-se mudanças reais em termos de currículo, pedagogias, tarefas, formação de professores e liderança. Urge ainda a necessidade de estabelecer mecanismos que facilitem a concretização de objetivos e que suportem o reconhecimento das competências adquiridas informalmente. É neste âmbito que a realização de formações sobre ferramentas da Web possibilita um aumento do contato com as tecnologias de informação e comunicação, visando a maximização do seu conhecimento e procurando simultaneamente um caminho para a aproximação aos alunos e às necessidades emergentes da sociedade contemporânea. 1.3. Da Web 1.0 à Web 3.0: cenários de construção Face ao enquadramento social e tecnológico, ao papel que assumiu na vida e na educação em particular, torna-se crucial neste projeto apresentar o conceito e evolução da web. A World Wide Web (WWW) melhorou drasticamente o acesso a informações armazenadas digitalmente. No entanto, o conteúdo na WWW, até agora só foi legível por máquina, mas não compreensível por esta, visto que as informações na WWW são representadas em linguagem natural e os documentos disponíveis só são plenamente compreensíveis por seres humanos. A Web tradicional sofreu recentemente uma mudança transformando-se numa web de pessoas/ Web 2.0 onde o foco é definido pela inteligência coletiva, e sabedoria de grupos. O conceito Web 2.0 17 surgiu numa sessão de brainstorming entre duas empresas a O’Reilly e a Media Live International. Em que o vice-presidente da O’Reilly, Dale Dougherrerty, pioneiro da web notou que esta ao invés de ter explodido com as “ponto-com” 18 continuava em crescimento com novos sites e ferramentas a eclodirem com uma rapidez surpreendente (O'Reilly, 2005). 17 Disponível em http://oreilly.com/web2/archive/what-is-web20.html 18 O conceito de bolha das ponto com foi uma bolha especulativa. As empresas viam o preço das suas ações aumentar significativamente só por adicionarem o prefixo “e” ou um “.com” ao seu nome. 10
  • 31. O’ Reilly (2005) define o termo web 2.0 como a segunda geração de serviços de internet, constituída por uma série de conceitos importantes como plataforma sem fronteiras rígidas mas com um núcleo de onde distam vários princípios padrão. Uma característica diferenciadora consiste no facto de os sites terem perdido a sua característica estática para se tornarem em aplicativos. As aplicações da Web 2.0 incluem wikis, blogs e sites de divulgação (networking) que encorajam os utilizadores geradores de conteúdo a uma interação social online. Numa versão anterior os sites e aplicativos evoluíam sendo criadas inúmeras versões. No contexto da web 2.0 o facto de as aplicações estarem na nuvem, o feedback dos utilizadores e da constante utilização transformam-se num teste de correção quase automática promovendo uma evolução continua. O conteúdo passa a ser dinâmico e sua publicação muito mais flexível. Entretanto as ferramentas de publicação multiplataforma (PC, telemóvel, PDAs,) geram poder e eficiência. Qualquer utilizador pode gerar conteúdo (ex.YouTube), classificá-lo e editá-lo usando formatos como RSS (Really Simple Syndication) (ex. Netvibes). Surgem também as wikis que são talvez a forma mais extrema de edição colaborativa, onde qualquer pessoa teoricamente qualificada pode melhorar a qualidade de determinado conteúdo (ex. Wikipedia). O’Reilly (2005), num artigo sobre a Web 2.0, propõe palavras-chave que caracterizam as duas primeiras fases de desenvolvimento da internet Web 1.0 e a Web 2.0 fazendo uma comparação evolutiva entre esses dois conceitos, representada na tabela seguinte. Web 1.0 Web 2.0 Double Click Google Adsense Ofoto Flickr Akamai BitTorrent MP3.com Napster Britannica Online Wikipedia Personal websites Blogging Evite Upcoming org. and EVDB Domain name speculation Search engine optimization Page views Cost per click Screen scraping Web services Publishing Participation 11
  • 32. Content management systems Wikis Directories (taxonomy) Tagging (“folksonomy”) Stickiness Syndication Tabela 1 - Da Web 1.0 à Web 2.0 - O’ Reilly, (2005) Kerres (2006) define web2.0 com o recurso a dicotomias: a) Utilizador versus autor, na primeira versão da Web 1.0 o utilizador era visto como apenas o recetor da informação de um website, na “Web 2.0” o utilizador assume simultaneamente o papel de autor, incluindo opiniões e conteúdos, o utilizador passa a poder modificar e re (criar) conteúdos. b) Local versus Remoto, as fronteiras entre processamento e armazenamento de dados diluem-se e os dados que anteriormente eram gravados num computador pessoal migram agora para servidores remotos permitindo a acessibilidade em qualquer local Privado versus Público, o privado torna-se cada vez mais público, dados pessoais, agenda, fotografias são compartilhados na rede e tornam-se acessíveis a outras pessoas. Várias são as referências de associação da web semântica à Web 3.0, como um próximo movimento da Internet depois da Web 2.0. A web semântica é baseada na descrição de conteúdo de documentos digitais com vocabulários padronizados que fornecem semântica legível por máquina. O resultado é a transformação de uma web de links numa web de significado. Segundo (Wahlster, et al., 2006) apenas a combinação de tecnologias web semântica e participação mais ampla de utilizadores acabará por levar a uma Web 3.0, com novas oportunidades de desenvolvimento de negócios e métodos de aprendizagem e partilha. Sem tecnologias Web 2.0 e sem o poder da comunidade baseado em definição semântica, a web semântica emergente não pode ser dimensionada e ampliada para o nível que é necessário para uma transformação completa da web atual sintática. (Wahlster, et al., 2006). 12
  • 33. Para Valerio (2010) as ferramentas da Web 2.0 permitem a exploração de novos métodos de ensino por parte dos professores e ultrapassam as barreiras de espaço e tempo da aprendizagem 19. 1.4. A Web 2.0 em contexto de aprendizagem O processo educativo tem sofrido inúmeras alterações na última década quer devido ao aparecimento das ferramentas da Web 2.0 que permitem inúmeras formas de partilha e colaboração, quer pelo efeito que as tecnologias tiveram nos estudantes de hoje conhecidos como “nativos digitais” 20. Os mercados mundiais criaram com o apoio da tecnologia uma sociedade exigente e em constante mudança que obriga a um elevado esforço de valorização, adequabilidade e crescimento para os que nela pretendem vingar. Surgiram ferramentas na web como wikis 21, blogs 22, rss feed 23, entre outras, que contribuíram para a transformação dos utilizadores passivos em utilizadores/produtores de conteúdos. A facilidade com que se produz espaços de divulgação criativa, participativa e de socialização, não necessitando para tal de conhecimentos técnicos de programação é marcante. Autores como Hornun-Prahauser et al (2008) citados por (Blees, 2009) referem que estas ferramentas (blogs e wikis) permitem desenvolver o ensino através da web dado o elevado potencial interativo e colaborativo que abarcam. Estas ferramentas permitem ainda segundo os autores acima referidos constituir estratégias adequadas para a autoaprendizagem. 19 Disponível em http://aprender20.com/?p=47 em 17 de abril de 2011 20 Conceito criado por Mark Prensky, 2001 21 São termos utilizados para identificar um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para criá-lo obtido de http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikis em 03 de dezembro de 2011 22 é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou posts obtido de http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog em 03 de dezembro 2011 23 é um formato de dados usado em formas de comunicação com conteúdo atualizado frequentemente, como sites (sítios) de notícias ou blogs. Distribuidores de informação, blogueiros ou canais de notícias disponibilizam um feed onde os utilizadores se podem inscrever através de um link. obtido de http://pt.wikipedia.org/wiki/Rss_feed em 03 de dezembro 2011 13
  • 34. Wesch considera que se deve colocar o potencial didático da tecnologia em prol do processo educativo (Wesch cit. Blees, 2009). Face a estes factos e ao que se auspicia em termos de futuro para a educação, o que se pretende segundo (Lubensky, 2006) são ambientes de aprendizagem personalizados (PLE 24) que permitam ao estudante aceder, agregar, configurar e manipular artefactos digitais das suas experiências de aprendizagem. As ferramentas e aplicações da web interligam com maior facilidade potenciando-se mutuamente o que facilita o papel do utilizador/produtor que cria, partilha e colabora através da rede estabelecendo ligações entre pessoas de diferentes níveis etários e com diferentes níveis de experiência, a teoria do conetivismo de Siemens, associa-se-lhe representando facilmente a ligação e partilha de conteúdos entre pares. Segundo BLEES & Rittberger (2009) “learning networks” redes de aprendizagem leva-nos do conectivismo de George Siemens ao conceito de portais de aprendizagem de Wesch. Sendo que este conceito apresenta-se unificador entre redes de aprendizagem, personal learnig environments (PLE’s) e ferramentas da Web 2.0. Face a esta visão os requisitos para um ambiente de aprendizagem na Web 2.0 são o armazenamento da informação de qualidade independentemente do seu formato num portal aberto separando desta forma a informação válida do emaranhado da Web. (Blees, 2009; Blees, 2009) citando Kerres indica que existem também requisitos fundamentais para a concretização do portal, são eles abertura e permeabilidade o que dará a possibilidade de crescimento/desenvolvimento, a participação onde professores e estudantes podem fazer parte do desenvolvimento do ambiente de aprendizagem e utilizar as mesmas ferramentas, sendo que aos estudantes é-lhes dada a oportunidade de integrar instrumentos que já conhecem, a motivação de ambos face a um espaço que é construído pelos próprios e com o qual se identificam, a monitorização, o feedback e avaliação também são essenciais. Os estudantes que compreenderam o funcionamento e que utilizam as wiki melhoraram as suas competências metodológicas face a planeamento e organização de projetos com base em tarefas, além do que também desenvolvem e treinam as suas competências informativas e multimédia (Blees, 2009). 24 Personal Learning Environments, ambientes de aprendizagem pessoais 14
  • 35. No desenvolvimento do portal será essencial a definição de papéis e funções entre os envolvidos, proceder a integração curricular, à apresentação de bons exemplos, orientados e estruturados não descurando como já referimos anteriormente monitorização, feedback e avaliação. Uma ferramenta de social bookmarking para identificar e gerir recursos válidos e criar a bibliografia do curso ou unidade curricular. Um blog como diário de aprendizagem dos alunos e rss feed (really simple syndication) para subscrever conteúdos de interesse e criar ligações ao seu espaço. Com o apoio destas e outras ferramentas é possível criar um ambiente de aprendizagem mais conectivo, colaborativo, cooperativo e aparentemente mais profícuo e promotor de relações de partilha entre pares e grupos diversificados. (Blees, 2009) 1.4.1 Vantagens e desvantagens A seu tempo a educação em rede terá usabilidade não só nas salas de aula, como também através da utilização por parte de educadores, estudantes, pais e comunidade. É fundamental que os educadores experienciem as ferramentas da web 2.0 para que eles próprios possam compreender o impacto que estes têm na nossa sociedade e cultura (Hargadon, 2009). As ferramentas da Web 2.0 que apresentamos são pilares na inovação do processo ensino/aprendizagem. Apoiam o formador/comunicador e promovem uma educação participativa, partilhada e colaborativa, permitindo ao estudante/formando um papel ativo e integrado. A disponibilização de informação através destas ferramentas permite que a atualização seja uma constante, que o estudante/formando tenha acesso à informação em tempo real, em qualquer lugar e através de dispositivos variados como o telemóvel, tablet ou computador pessoal. As suas potencialidades pedagógicas são inúmeras e passam por apresentar, disponibilizar, partilhar, inovar, permitir a reflexão, a aprendizagem, através dos exemplos dos outros, a 15
  • 36. partilha de experiências pessoais e ideias, pelo estabelecimento e desenvolvimento de ligações com os outros, pelo esclarecimento de dúvidas e consolidação de conhecimentos. Segundo Levy (2004), as tecnologias atuais e a sua ligação com a linguagem aumentam as possibilidades de construção da inteligência coletiva, uma vez que favorecem a criação de novos espaços de interlocução, trocas de informação entre os sujeitos, novos suportes, registos, memória, partilha de saberes e conhecimentos. Estes suportes que amparam os novos procedimentos e proveitos do conhecimento, quer sejam no domínio oral, imagético ou escrito estão à disposição de toda a comunidade, sob a forma de ferramentas, designadas como web 2.0. Com o intuito de abarcar a aprendizagem realizada com recurso à tecnologia e às relações de colaboração e partilha a que as ferramentas da web 2.0 estão intrinsecamente ligadas, George Siemens (2004) desenvolve a teoria do conetivismo. Do ponto de vista do autor podemos aprender mais com as tecnologias que permitem ligação, colaboração e partilha do que sós. Estas ferramentas permitem produzir, de uma forma muito simples, materiais didáticos digitais, em que novas formas de pensar e de produzir estão disponíveis para utilização por toda uma comunidade. Numa lógica, cada vez mais acentuada de integração num sistema de ensino, em que a componente eletrónica, vulgo eLearning, também está presente, seja como apoio às aulas tradicionais ou mesmo como aulas principais de um sistema integrado, torna-se muito importante a conceção e produção de materiais didáticos. Para uma aprendizagem efetiva é necessário produzir materiais de elevada qualidade e de conceção pedagógica efetiva e direcionada para o seu público-alvo. Os receios de integração destas tecnologias, muitas das vezes estão relacionados com a insegurança, com a mudança e com a falta de formação. Segundo Belloni (1998), o papel do educador levar a evoluir. Isto é, a inovar, a produzir conhecimentos, a criar laboratórios, a inventar métodos de ensino, a investir na produção de materiais e a incentivar o uso dos novos média. Neste contexto e segundo este ponto de vista, é necessário levar aos educadores, o conhecimento efetivo destas novas ferramentas, para que possam produzir os materiais didáticos necessários à educação dos estudantes. 16
  • 37. 1.4.2 Potencialidades pedagógicas A web 2.0 veio inquestionavelmente facilitar a divulgação, a partilha e aumentar a rede de conhecimentos. Objetivos pedagógicos e resultados parecem agora mais fáceis de atingir através das ferramentas da web 2.0. Hargadon (2009) identifica assim vários conceitos chave sobre o valor pedagógico da web 2.0., participação, discussão, envolvimentos, criatividade, interesse e expressão pessoal, autenticidade, abertura, colaboração, proatividade, pensamento crítico e aprendizagem personalizada. Precedentemente as pessoas para publicarem as suas ideias e contributos tinham de o fazer enquadrado nas temáticas e estudos através de instituições. Hoje podem fazê-lo através da web de uma forma mais simplificada. Há ainda a possibilidade de acederem e participarem no desenvolvimento de ideias e teorias com colegas e especialistas. Os fóruns de discussão permitem criar ambientes de conversa e discussão sobre os temas, o envolvimento é bastante elevado e a maior parte das vezes a participação nos ambientes virtuais e de partilha é feita “fora de horas”, o aumento da criatividade nunca foi tão visível como a web o tornou, as pessoas podem agora apresentar o seu portfólio e expressarem-se de forma organizada e partilhada. O centro da revolução da internet é a abertura, de parâmetros de computadores, de conteúdos, de software, a partilha com os outros oferece grandes oportunidades de aprendizagem e participação, a colaboração é muito importante, mas na prática vêm se poucas recompensas e é difícil de concretizar. A possibilidade de contribuirmos leva a que nos sintamos menos como audiência passiva e mais como participantes ativos no processo de mudança do mundo educacional. Dado o elevado número de dados e informações disponíveis na web, os professores devem indicar o caminho aos estudantes para que estes consigam discernir sobre o que é verdadeiro e falso e para que estes desenvolvam pensamento critico, o ensino baseado na web permite a pesquisa sobre determinados tópicos específicos terminando com o conceito de atividades iguais para todos e promovendo o ensino personalizado e adequado às necessidades do estudante e do objeto de estudo (Hargadon, 2009). 17
  • 38. 1.5. eLearning e o Modelo de design instrucional ADDIE Segundo (Cação & Dias, 2003, p. 24) o eLearning “é um tipo de aprendizagem na qual a informação e o material de estudo se encontram disponíveis na internet. Para aceder a esse material (aulas, documentos de apoio, teste, etc.), é necessário um computador (ou outro equipamento de funções similares, por exemplo, um PDA), ligação à internet e software de navegação na Web.” Para prosseguirmos o objetivo deste projeto que é o desenvolvimento de eworkshops em regime de eLearning temos que considerar a utilização de um modelo que nos permita a construção dos eworkshops com qualidade e eficiência. Deste modo utilizámos como referência o modelo ADDIE que é um acrônimo para as cinco palavras/fases em inglês, que formam o processo: Analysis, Design, Development, Implementation, Evaluation. Segundo (ADDIE Model at Learning-Theories.com) As fases deste modelo consistem em : a) Análise – neste momento o designer identifica o problema de aprendizagem, as metas e objetivos, as necessidades do público, o conhecimento existente, bem como quaisquer outras características relevantes. A análise também considera o ambiente de aprendizagem, quaisquer restrições, as plataforma de aprendizagem, e o cronograma para o projeto. b) Projeto - é a fase do processo sistemático de especificar objetivos de aprendizagem. Podem ser desenvolvidos protótipos, sendo definido nesta fase o aspeto, design gráfico, interface de utilizador com o conteúdo. c) Desenvolvimento - nesta fase dá-se a criação real (produção) do conteúdo e materiais de aprendizagem com base na fase de projeto. d) Implementação - Durante a implementação, o plano é colocado em ação desenvolvendo-se a formação e a interacção entre o formando e tutor. Os materiais são entregues ou distribuídos para o grupo de formandos. Posteriormente a eficácia dos materiais de formação é avaliada. e) Avaliação - Esta fase consiste em (1) formação e (2) avaliação sumativa. A avaliação formativa está presente em cada etapa do processo de ADDIE. A avaliação sumativa 18
  • 39. consiste em testes destinados a critério itens relacionados referenciados e que oferecem oportunidades para feedback dos utilizadores. Correções podem ser realizadas se houver necessidade. 19
  • 40. 20
  • 41. Parte II. Desenvolvimento e contextualização de ferramentas de apoio 2.1. Origem do projeto Após ter desenvolvido em 2011 um projeto sobre ferramentas da web 2.0 na unidade curricular (U.C.) de Metodologia de Projeto Tecnológico, o interesse da mestranda por esta área de desenvolvimento da web aumentou exponencialmente abrindo a porta à continuação do projeto. Por coincidência o orientador de estágio, o professor especialista Nuno Bordalo Pinheiro tinha a ideia de desenvolver um projeto idêntico surgindo assim a possibilidade de uma parceria com o Centro de Competências da ESE de Santarém. Da experiência pessoal da mestranda como coordenadora do centro de recursos educativos do município de Chamusca e como professora de atividades de enriquecimento curricular verificou que muitas colegas educadoras e professoras têm interesse e necessidade de apoio e orientação na área das tecnologias de informação e comunicação. Conjugando estes fatores com as medidas e metas da Agenda Digital 2015 para uma educação de excelência surgiu o projeto FormLab 25, (Laboratório de Formação do Centro de Competência TIC da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém), cuja atividade na área do eLearning no seu sentido mais lato – será o ensino e aprendizagem com recurso a meios eletrónicos, englobando não só o ensino a distância mas também o blended learning e até o ensino presencial que privilegie recursos informáticos e multimédia. “Destinando-se essencialmente a professores e formadores e alicerçando-se nas referidas formas de delivery, o FormLab assume-se como uma estrutura de caracter experimental e laboratorial em que são desenvolvidas e postas à prova ofertas formativa de tipo novo. Estas ofertas exploram deliberadamente a interface e a transversalidade entre as referidas formas de distribuição, investigando-as, testando-as, desenvolvendo-as e colocando-as ao serviço da comunidade escolar. 25 Disponível em http://cctic.ese.ipsantarem.pt/nonio/course/category.php?id=14 e em http://cctic.ese.ipsantarem.pt/formlab/ 21
  • 42. Convidamos os colegas professores de todos os graus de ensino a colaborarem com a FormLab, não só frequentando as suas ações de formação gratuitas, mas também animando ações por eles próprias concebidas e que se enquadrem nos princípios enunciados.” (Formlab, 2012) O Centro de Competências de Tecnologias de Informação e Comunicação (CCTIC) da Escola Superior de Santarém é uma das oito instituições que resultam de protocolos estabelecidos entre o Ministério da Educação e Ciência e as entidades em que estão integradas, na sua maioria instituições do ensino superior. Em termos de missão, os CCTIC, operam junto dos Agrupamentos e Escolas não agrupadas, de todos os graus de ensino, em estreita colaboração com a Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas (ERTE), da Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC). A missão comum é o apoio às escolas, no que respeita à utilização educativa das tecnologias de informação e comunicação (TIC), e, em última instância, a promoção de um ensino inovador conducente à melhoria dos processos de ensino e aprendizagem. As características mais marcantes do CCTIC são, desta forma, o apoio de proximidade, a celeridade, a resposta concreta às necessidades específicas de cada escola e por último, mas não de somenos importância, o apoio a iniciativas de cariz nacional, lançadas às escolas pelo Ministério da Educação. 26 26 Obtido de http://www.crie.min-edu.pt/index.php?section=7 22
  • 43. 2.2. Desenvolvimento do ferramental Para o desenvolvimento do projeto recorremos principalmente à utilização de ferramentas disponíveis na web, contudo utilizámos um software que estava disponível no computador da mestranda que pela sua qualidade e pelo conhecimento que já possuía da ferramenta veio agilizar processos e diminuir o tempo despendido na pesquisa de ferramentas. Os conteúdos foram alojados no Learning Management System (LMS) Moodle do Centro de Competências TIC da Escola Superior de Educação de Santarém que passamos a descrever. 2.2.1- Plataforma Moodle A moodle é uma plataforma de eLearning de código aberto (open-source) para gestão da formação e de conteúdos formativos. É modular pelo que permite a adição de novos blocos e funcionalidades desenvolvidas pela comunidade 'open-source' ou por terceiros. Esta plataforma permite criar cursos ou disciplinas com diversos conteúdos formativos e atividades, criar formandos e organizá-los em grupos, fóruns de discussão, definir tutores e professores para monitorar os cursos criados, monitorizar os acessos dos utilizadores à plataforma e às diferentes atividades, registar as notas e o desempenho dos formandos. Na plataforma Moodle existem três tipos de utilizadores: os professores ou tutores, os alunos e os administradores. Os professores ou tutores podem fazer tudo dentro de uma disciplina, incluindo alteração das atividades e avaliação dos alunos. Os alunos podem aceder aos conteúdos dos cursos em que se encontram inscritos. Podem escrever nos fóruns e responder a atividades que lhe são solicitadas durante o curso. Os administradores além das funcionalidade disponíveis a alunos e a professores, podem executar todo o trabalho de administração da plataforma, nomeadamente, alterar o aspeto do website, inscrever diferentes tipos de utilizadores, definir as suas permissões, etc. 23
  • 44. O papel da mestranda na realização destes eworkshops passou pela fase de construção como administradora e posteriormente como professora / etutora. Numa fase inicial os eworkshops terão uma etutora e estarão disponíveis apenas para os utilizadores que se identifiquem corretamente através de um nome de utilizador e uma palavra-passe. Posteriormente os cursos ficarão disponíveis em regime aberto de autoformação e serão de acesso livre para qualquer pessoa que se inscreva no eworkshop e faça o registo na plataforma. Na plataforma moodle podem também ser definidas várias formas de registo (autenticação) dos utilizadores e da sua inscrição nos cursos, destacamos: Processo manual realizado pelo administrador ou através da leitura de dados de login de um ficheiro. Processo automático realizado pelo próprio visitante da plataforma Moodle. A autenticação dum utilizador (nome e password) pode também ser feita automaticamente duma tabela duma base de dados externa. Podem depois ser copiados para a base de dados da plataforma. Além de funcionar como um LMS que permite controlar o acesso dos utilizadores aos conteúdos, a plataforma Moodle funciona também como um LCMS (Learning Content Management System) ao permitir criar e editar os conteúdos disponibilizados na plataforma. Cada um dos cursos ou disciplinas do Moodle podem ser calendarizados semanalmente, organizados como um conjunto de temas ou compactados num ficheiro em formato SCORM. Os cursos na Moodle podem ser constituídos por atividades e recursos como: a) Trabalho - é uma atividade que atribui tarefas online ou offline, os alunos podem entregar as suas tarefas num ficheiro de qualquer formato. b) Chat - é uma atividade que permite a comunicação em tempo real. c) Referendo - é uma atividade onde os professores podem criar uma pergunta e um número de opções para obterem a opinião dos alunos. 24
  • 45. d) Diálogo - é uma atividade que permite uma comunicação assíncrona privada entre o professor e um aluno ou entre os alunos. e) Fórum - é uma atividade que permite diálogos assíncronos do grupo sobre um determinado tema. A participação em fóruns pode ser uma parte integral da experiência de aprendizagem, ajudando os alunos a esclarecer e desenvolver a sua compreensão de um tema. f) Lição - é uma atividade que permite criar e gerir um conjunto de "páginas ligadas". Cada página pode terminar com uma pergunta. Consoante a resposta do aluno, este pode progredir na lição ou voltar atrás. No final existe uma qualificação. g) Glossário - é uma atividade que permite criar uma compilação dos termos mais usados numa disciplina. Existem várias opções de representação, incluindo em lista, enciclopédia, faq, dicionário e outras. h) Questionário - é uma atividade que permite criar questionários incluindo perguntas de verdadeiro ou falso, escolha múltipla, respostas curtas, associação, perguntas aleatórias, numéricas, inseridas no texto e onde todas elas podem conter gráficos. i) Inquérito - é uma atividade na Moodle que ajuda a criar cursos mais eficazes oferecendo uma variedade de inquéritos (COLLES 27, ATTLS 28). Os Recursos servem para incluir conteúdos num curso. Podem ser: texto sem formato, ficheiros, links, wiki ou html (Moodle tem os editores incorporados) ou ainda uma referência bibliográfica. 2.2.2- Outras ferramentas Além da plataforma moodle utilizámos várias ferramentas para construir e partilhar conteúdos, nomeadamente o software camtasia studio para a gravação e edição de tutoriais. O 27 COLLES - Constructivist On-Line Learning Environment Survey 28 ATTLS - Attitudes to Thinking and Learning Survey 25
  • 46. Camtasia Studio é um aplicativo para criação e edição de vídeos, utilizado através do ambiente de trabalho do Windows, permite capturar telas e desta forma criar aulas em formato vídeo explicativas como tutoriais de programas, apresentações e/ou atividades comuns do computador. O programa pode sincronizar um vídeo já existente com outro vídeo em processo de gravação e também permite o uso de webcam. Permite editar as gravações e misturar, cortar, dividir e adicionar textos e imagens são algumas das ações que podem ser aplicadas. Oferece ainda a possibilidade de criar pequenos testes (quizzing), inquéritos para serem exibidos durante a execução do vídeo, exigindo que o visualizador selecione uma alternativa, tornando-a interativa. Depois de concluído o projeto, é necessário selecionar um formato de vídeo para salvá-lo e visualizá-lo em diversos equipamentos como computadores, iPods e internet. O programa permite gravações como extensões: AVI (Audio Video Interleave) formato reconhecido pela maioria das versões do Windows e por todos os leitores de DVD; Flash (SWF/FLV), formato de arquivo gerado pelo Flash e é voltado apenas para a internet; WMV (Windows Media streaming Video), um codec de vídeo desenvolvido pela Microsoft, é ótimo para enviar pela internet por ter um tamanho consideravelmente pequeno e MOV (Quicktime Movie), formato de vídeo suportado pelo Quicktime. O funcionamento do programa é muito simples, tem um design moderno e amigável o que facilita a concretização dos tutoriais. Voki 29 é uma ferramenta para criação de avatares que permite a adição ou gravação de áudio e a alteração do template base em termos de cor e fundos. Foi desenvolvida pela empresa Oddcast de Nova York apenas para uso não comercial. Voki é uma combinação de "vox", que é o latim para voz, e " Loki ", que, é um personagem brincalhão na mitologia nórdica. Após a produção do Voki copiamos o código e embutimos onde pretendermos, blogs, redes sociais ou mesmo na plataforma moodle. 29 Disponível em http://www.voki.com/about_voki.php 26
  • 47. A função desta ferramenta nos eworkshops é a de introduzir um elemento mais humano nos cursos, além desse aspeto lembra também os formando sobre os procedimentos para iniciar o curso. Voicethread 30 é um slide show multimédia que permite a colaboração. Contém imagens, documentos e vídeos e permite às pessoas navegar nos slides e deixar comentários de 5 formas - usando a voz (com um microfone ou telefone), em texto, como arquivo de áudio ou vídeo (através de uma webcam). A ferramenta permite-nos escolher que comentários são mostrados através de moderação. Voicethread pode ser incorporado noutros websites e mesmo assim mostrar e receber comentários. Esta ferramenta será integrada nos eworkshops principalmente com o intuito de humanizar a formação. Podomatic 31 é uma ferramenta que permite a gravação, alojamento e partilha de podcasts, (seja, arquivos de media áudio, vídeo e /ou fotos que são distribuídos pela internet e podem ser reproduzidos em leitores de mp3 como o ipod e em computadores. Esta ferramenta permite criar uma espécie de canal ou estação de rádio permitindo ao seu criador construir a sua própria rádio que fica disponível através de um simples download pela internet para o consumidor poder aceder a informação nova assim que esta é disponibilizada e até aceder a informação anterior. ScreenShot V1.9 é uma aplicação gratuita criada e desenvolvida por KASTORSoft disponível para descarregar no Market do sistema operativo Android 2.3 e permite capturar ecrãs de telemóveis. Esta ferramenta serviu para capturar os passos necessários para criar um tutorial que demonstre como publicar post através de um telemóvel e da aplicação móvel do blogger. 30 Disponível em http://voicethread.com/ 31 Disponível em http://www.podomatic.com/login 27
  • 48. RSS Graffiti 32 é uma ferramenta que permite partilhar as atualizações que as pessoas fazem nos seus websites, youtube, twitter e blogger no facebook. Esta ferramenta permite ainda calendarizar essas atualizações. Esta ferramenta foi utilizada em complemento com a formação avançada de blogger. 2.3. Situações de contextualização Da nossa experiência foi possível identificar algumas das ferramentas que eram passíveis de ter um elevado potencial em contexto de ensino. As temáticas dos eworkshops foram blogger, wix e slideshare serão algumas das selecionadas. A ferramenta blogger foi desenvolvida em duas formações, uma inicial e outra mais avançada designada blogger intermédio. O blogger 33 é uma ferramenta simples mas que já apresenta inúmeras possibilidades de desenvolvimento, sendo totalmente aberta e não apresentando quaisquer custos para o utilizador/desenvolvedor. Apesar de não ser uma ferramenta recente existiam segundo Sifry (2007) 70 milhões de blogues em 2007, 120 mil novos blogues surgiam por dia em todo o mundo, isto significava que eram criados cerca de 1,4 blogs a cada segundo. Outro aspeto que considerámos bastante positivo aquando da escolha do blogger estava relacionado com a língua, por vezes não é fácil encarar a tecnologia como aliada quanto mais se esta nos for apresentada em língua estrangeira. Com menus em língua portuguesa é mais fácil abranger um maior número de professores e estudantes de vários níveis de ensino. 32 Disponível em https://www.facebook.com/RSS.Graffiti 33 Disponível em http://www.blogger.com 28
  • 49. Wix 34 é uma aplicação da web que permite construir websites em flash de forma simples e inovadora, disponibilizando para tal uma versão gratuita que obriga o alojamento do website na própria plataforma com domínios criados pelo Wix e uma versão paga que permite alojar em qualquer domínio. Para iniciar a utilização da ferramenta Wix basta apenas realizar o registo no website e a partir desse momento é possível criar um website através de templates existentes ou de raiz. Esta possibilidade é extremamente vantajosa e permite a utilização por dois perfis, iniciante e utilizador mais avançado com conhecimentos ou necessidades gráficas diferentes. Esta ferramenta extraordinária possibilita a partilha de projetos em desenvolvimento, visto que permite a disponibilização gratuita online. Os tutoriais em português e os templates são de fácil compreensão e utilização e os resultados reproduzem uma qualidade elevada. Quer professor, quer alunos podem obter uma elevada recompensa do trabalho realizado sem investir uma quantidade de tempo muito elevada na produção do website dado que não são necessários conhecimentos técnicos. Slideshare 35 possibilita a partilha online de documentos do MS Word, apresentações em MS Powerpoint, Folhas de Cálculo em Excel e PDF (Portable Document Format) e OpenOffice. É uma comunidade de recursos online, onde os utilizadores podem carregar e partilhar as suas apresentações, possibilitando a troca de informação e comunicação de ideias. Uma vez efetuado o carregamento (upload), a apresentação é convertida para o formato Flash, não sendo assim necessário ter os programas como por exemplo o MS Powerpoint instalado para poder visualizar a apresentação. A apresentação pode ser visualizada numa pequena janela, ou ampliada para o ecrã inteiro, sem perda de qualidade. No entanto, é necessário ter em conta que, quaisquer efeitos de som e animações serão eliminados na conversão para o formato flash. Um serviço grátis e que se torna muito útil para quem tem várias apresentações para guardar num local. 34 Disponível em http://www.wix.com 35 Disponível em http://www.slideshare.net/ 29
  • 50. Possui a capacidade de embutir as apresentações em sites e blogs, como objetos Flash. Apresenta ainda a possibilidade de adicionar ficheiros de áudio em formato mp3 e sincronizá- los automaticamente, designando-se esta função de slidecast. Recentemente introduziu a possibilidade de agendar reuniões online (Zipcast) através da partilha de apresentações e disponibilizando um espaço para conversação em modo escrito (chat). O Slideshare serviu também de apoio à partilha de documentos online. À semelhança das restantes ferramentas estudadas foi desenvolvida uma apresentação em powerpoint e disponibilizada na plataforma servindo posteriormente para utilizar o código e embutir. 30
  • 51. Parte III. Projeto de construção e de implementação Após a definição do tema a desenvolver no seio deste projeto e da viabilização da parceria com o Centro de Competências da ESE de Santarém, em conjunto com o orientador Professor especialista Nuno Bordalo Pacheco estabelecemos de imediato contato com o Professor João Galego do Centro de Competências TIC da ESE de Santarém que prontamente concordou apoiar o projeto e nos deu acesso à criação de disciplinas na plataforma Moodle 36. Em novembro de 2011 pudemos iniciar a criação de eworkshops e testar ferramentas na plataforma Moodle 37. 3.1. Plataformas de divulgação e interface dos eworkshops Com base nos objetivos, pressupostos e enquadramento teórico passomos então a apresentar os elementos de promoção, divulgação e interface dos eworkshops. Website de divulgação e inscrição disponível em http://cctic.ese.ipsantarem.pt/formlab/ Figura 1 - Website de divulgação do projeto FormLab Após a entrada no website de divulgação pode-se encontrar no separador formação os diversos eworkshops disponíveis, veja-se na figura a baixo exemplo de eworkshop bloggerII. 36 Disponível em http://moodle.org/?lang=pt 37 Disponível em http://cctic.ese.ipsantarem.pt/nonio/login/index.php 31
  • 52. Figura 2 - Descrição de um eworkshop e link para inscrição Os eworkshops encontram-se alojados no FormLab criado para o efeito na Moodle do CCTIC da ESES em http://cctic.ese.ipsantarem.pt/nonio/my/index.php. Figura3 - Workshops a desenvolver na plataforma moodle Para a concretização estrutural do eworkshop a mestranda recorreu à sua experiência de formação a distância que obteve durante o mestrado no Centro de Ensino a Distância da ESE 32
  • 53. de Santarém (CEDES) com recurso à plataforma Moodle, 38 com recurso ao projeto eRaizesRedes 39 alojado na plataforma com nome idêntico, no curso de educação ambiental da Direção Regional de Ambiente da Madeira 40 e no Curso Conceção de conteúdos para o eLearning da Novabase alojado na plataforma Blackboard 41. Além da experiência recorreu ainda à análise de vários case studies disponibilizados por Cação & Dias, 2003 no livro Introdução ao eLearning. O interface é um aspeto importante na educação à distância porque comunica com o utilizador, além de que a distância apresenta-se muitas vezes como um elemento promotor do abandono, se o interface for agradável, intuitivo e com uma estrutura bem organizada que não resulte em espaços dúbios, o utilizador terá menos probabilidade de desistir da formação, assim a apresentação inicial dos eworkshops contém a identificação da formação desenhada com cores alegres e um avatar (que representa a etutora) desenvolvido na ferramenta voki e que faz uma breve apresentação (com cerca de 20 segundos) dos passos essenciais para iniciar a formação. O avatar não é estático realiza alguns movimentos faciais e segue o cursor do rato com o olhar. Para ouvir a apresentação é necessário clicar no botão play, apesar de ser um procedimento simples essa informação foi dada aos formandos (cf. Figura 4). Figura 4 - Interface inicial do eworkshop blogger 38 Disponível em http://lms.ese.ipsantarem.pt/lms/my/ 39 Disponível em http://eraizes.ipsantarem.pt/ 40 Disponível em http://ssed.bkatconsulting.com/tutor4us/browse.php?cat=0&show_course=2 41 Disponível em http://aprendernanet.com/webapps/login/ 33
  • 54. De seguida são apresentadas as informações do eworkshop num documento estruturado alojado na ferramenta book da plataforma moodle (cf. Figura 5) Figura 5 - Estrutura de book de apresentação comum a todos os eworkshops Como a personalização e humanização é um dos nossos intuitos solicitamos a apresentação dos formandos ao grupo no fórum “Apresente-se aqui” sendo que uma das configurações desse fórum implica a obrigatoriedade de subscrição de todos os envolvidos (cf. Figura 6). Figura 6 - Fórum de apresentação comum aos eworkshops Nesta fase inicial é ainda disponibilizado um tutorial em vídeo de apoio à configuração do perfil, o “Fórum Geral” e por fim o Fórum Notícias (cf. Figura 7 e 8). Figura 7 - Fórum Geral 34
  • 55. Neste fórum eram disponibilizadas novidades sobre o eworkshop ou informação sobre as web- conferences. Figura 8 - Fórum Notícias As atividades estão organizadas por blocos ou módulos. Cada atividade tem sempre um book que funciona como guia. Figura 9 - Estrutura de atividades generalista dos eworkshops Os tutoriais vídeo realizados com o software camtasia têm um tempo médio de duração de 3 minutos e apresentam duas imagens, uma no inicio que identifica o tutorial e outra no final com os créditos. (cf. Figura 10) 35
  • 56. Figura 10 - Representa a apresentação do início de um tutorial As atividades foram libertadas semanalmente e para apoiar os formandos, a ferramenta calendário disponível na lateral do curso fornecia informação e lembretes sobre a evolução do mesmo (cf. Figura 11). Figura 11 - Integração do bloco calendário como elemento orientador Ainda no que concerne à estrutura do curso existe um módulo de FAQ’s acrónimo para frequently asked questions, ou seja, são disponibilizados vários recursos, na sua grande maioria vídeos de apoio, que respondem a dúvidas frequentes após a libertação da atividade 1. 36
  • 57. Os blocos “Outras opções para criar…” e “curiosidades” foram disponibilizados entre a 2 e a 3 semanas de curso. Esta metodologia pretendia que não existissem espaços de tempo muito significativos entre atividades. Nas FAQ’s foram acrescentados recursos durante o decorrer do eworkshop em função das necessidades e dúvidas dos formandos. Figura 12 - Estrutura dos cursos pós atividades A estrutura do curso foi idêntica para todos os eworkshops. A primeira formação teve início em fevereiro de 2012 e os últimos eworkshops deviam ter terminado a 31 de março, contudo e por solicitação dos formandos foi alterada a data final de entrega dos trabalhos para 9 de abril uma vez que a data anterior coincidia com o final do 2º período nas suas escolas. 37