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A relevância do ensino interdisciplinar na formação do dentista para assistencia odontológica ao idoso

Este artigo tem por objetivo descrever a importância de um currículo interdisciplinar na formação do cirurgião dentista para atendimento integral à pessoa idosa, preparando-o para identificar formas de superar a ansiedade do paciente frente ao tratamento odontológico

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A relevância do ensino interdisciplinar na formação do dentista para assistencia odontológica ao idoso

  1. 1. A RELEVÂNCIA DO ENSINO INTERDISCIPLINAR NA FORMAÇÃO DO DENTISTA PARA ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA AO IDOSO Anderson José Matos de Almeida 1 Jean Carlos Oliveira Coelho 2 RESUMO Este artigo trata da relevância da interdisciplinaridade na formação do cirurgião dentista com relação ao atendimento à pessoa idosa, uma vez que um currículo interdisciplinar proporciona um conhecimento mais profundo de determinada área do conhecimento. Teve por objetivo descrever a importância de um currículo interdisciplinar na formação do cirurgião dentista para atendimento integral à pessoa idosa, preparando-o para identificar formas de superar a ansiedade do paciente frente ao tratamento odontológico. A metodologia adotada foi de uma revisão bibliográfica em livros, artigos científicos, bibliotecas eletrônicas e revistas especializadas, além de um questionário aplicado em alunos do 9º período de odontologia na FOM (Faculdade de Odontologia de Manaus). Como resultado observou-se que os cursos de odontologia ainda oferecem um ensino fragmentado deixando o aluno com muitas dúvidas, mas a associação da disciplina de cirurgia com a psicologia do idoso, fisiologia e farmacologia, capacita o aluno para oferecer um cuidado mais humanizado, integral e de qualidade com maior segurança no momento de efetuar o tratamento necessário. Portanto, o estudo da interdisciplinaridade é de suma importância para uma melhor capacitação do profissional de odontologia, proporcionando um atendimento mais humanizado aos pacientes da 3ª idade. Palavras-chave: Interdisciplinaridade; Ensino Fragmentado; Formação Integral do Aluno. 1 Pós-Graduando. Uniasselvi-pós: amcdanderson@hotmail.com 2 Prof. Esp. Orientador. Uniasselvi-pós: jeanrio2004@yahoo.com.br
  2. 2. 2 1 INTRODUÇÃO Este artigo trata da relevância da interdisciplinaridade na formação do cirurgião dentista, uma vez que um currículo interdisciplinar proporciona o inter-relacionamento entre duas ou mais disciplinas permitindo obter um conhecimento mais profundo de determinada área da saúde. O tema foi delimitado de forma a demonstrar a relevância do ensino interdisciplinar para a formação do cirurgião dentista na assistência odontológica integral ao idoso. A importância do tema vem do fato de o profissional de odontologia necessitar de um conhecimento integral da pessoa, e o ensino interdisciplinar oferece uma visão holística do mundo, possibilitando ao estudante uma formação mais completa preparando-o para os desafios da profissão A necessidade da pesquisa surgiu a partir do seguinte questionamento: Qual a importância do ensino interdisciplinar na formação do cirurgião dentista para atendimento integral à pessoa idosa? O presente trabalho tem por objetivo geral, descrever a importância da interdisciplinaridade na formação do cirurgião dentista para atendimento integral à pessoa idosa, e como objetivos específicos conceituar interdisciplinaridade; demonstrar a importância da interdisciplinaridade para a formação integral do estudante de odontologia e identificar formas de superar a ansiedade do paciente idoso no consultório frente ao tratamento odontológico A metodologia utilizada foi baseada em Prodanov & Freitas (2013), mediante uma revisão bibliográfica em livros, artigos científicos e revistas especializadas, além de um questionário aplicado em alunos do 9º período de odontologia na FOM (Faculdade de Odontologia de Manaus). O embasamento teórico apoiou-se em Fazenda (2011) que entende a interdisciplinaridade como a interação entre duas ou mais disciplinas. Japiassú (2006) diz que a maioria das Instituições de ensino investe num ensino muito fragmentado. Kochhann (2016), indica a interdisciplinaridade como forma de romper barreiras do compartimentalismo no ensino, e Favarão & Araújo (2004) demonstram que a interdisciplinaridade pode orientar a produção de uma nova ordem de conhecimento, superando o ensino fragmentado, e orientando a formação global do homem; além de Domingos( 2011) que demonstra o fato de a abordagem interdisciplinar da atenção ao idoso, no que se refere à saúde bucal, mostrar-se eficiente, influenciando na qualidade de vida deste indivíduo, permitindo ao profissional tratar esse paciente dentro de uma visão integrada, observando que há uma variedade de doenças sistêmicas que podem interferir no ambiente bucal. No desenvolvimento desse trabalho são abordados os seguintes tópicos:  Conceitos e Dimensões de Interdisciplinaridade  Importância da Interdisciplinaridade para a Formação Integral do Estudante de Odontologia  Abordagem Interdisciplinar na assistência Odontológica ao Idoso  O psicológico do Idoso na Questão do Tratamento Odontológico 2 CONCEITOS E DIMENSÕES DE INTERDISCIPLINARIDADE A formação do profissional do nível superior exige uma educação cada vez mais completa. Para tanto, a oferta de um currículo interdisciplinar demonstra ser o caminho mais viável pois ao romper com velhos paradigmas oferece uma educação mais ampliada.
  3. 3. 3 Desde a expedição, da primeira Carta de Dentista no Brasil em nome de Pedro Martins de Moura, em 15 de fevereiro de 1811 (SILVA 2007), o ensino da odontologia vem se aprimorando, mas ao longo do tempo, tem sido transmitido de forma fragmentada, compartimentalizada, deixando o aluno com certa dificuldade para uma compreensão integral do paciente. Para superar essa deficiência os conteúdos ministrados devem interagir entre si, e a interdisciplinaridade tem o poder de fazer essa ponte entre as disciplinas. Para Fazenda (2011) a insatisfação com a educação ministrada nas escolas é um fato. Essa insatisfação deriva da dificuldade de se passar do conhecimento adquirido na escola à ação, devido as múltiplas faces incluindo aí os fenômenos sociais e naturais que podem estar presentes quando se realiza determinada ação, o que pode ser superado através de uma abordagem interdisciplinar. A interdisciplinaridade não precisa sobrepor o ensino organizado por disciplinas, mas oferece um ensino dinâmico, respeitando cada disciplina e suas particularidades, porém ofertando uma melhora no conhecimento. Em geral, existe um preconceito em aderir à interdisciplinaridade. Ela quase sempre é tida como uma aventura, [...] e aderir a ela parece ser rejeitar a especialização. Esse preconceito persiste ante a perspectiva de instaurar-se uma metodologia de trabalho interdisciplinar, com o medo de que em nome do restabelecimento de uma unidade global perca-se a unidade particular. (FAZENDA, 2011 p.91) Segundo Japiassú (2006) a maioria das Instituições de ensino investe num ensino muito fragmentado, com pesquisadores divididos em departamentos e em linhas de pesquisas por categorias e campos de estudo conversando apenas com seus membros mais próximos, o que dificulta o contato com outras disciplinas e a articulação entre os saberes. O ensino interdisciplinar busca aproximar os saberes, indica caminhos, facilitando e permitindo que o aluno busque e encontre respostas às suas dúvidas, pois ao invés de enfatizar especialidades, oferta um conhecimento mais ampliado visando o todo. A proposta interdisciplinar visa romper com as barreiras entre as disciplinas e supera o Compartimentalismo do pensar, na busca de uma aproximação do sabercomo elo entre todos os conhecimentos dos diversos campos[...] esse processo deve objetivar que o aluno busque em outras disciplinas o suporte para responder às questões. (KOCHHANN, 2016 p.3) Favarão & Araújo (2004) em um artigo denominado importância da interdisciplinaridade no ensino superior, demonstram que a interdisciplinaridade pode auxiliar na divisão do conhecimento produzido, auxiliando a produção de novos conhecimentos fornecendo condição necessárias para melhoria da qualidade do ensino superior, superando a fragmentação do conhecimento, uma vez que orienta a formação global do homem. Mas o que realmente significa o termo interdisciplinaridade? Segue a seguinte definição: Interação existente entre duas ou mais disciplinas. Essa interação pode ir da simples comunicação de ideias à integração mútua dos conceitos diretores da epistemologia, da terminologia, da metodologia, dos procedimentos, dos dados e da organização referentes ao ensino e à pesquisa. Um grupo interdisciplinar compõe-se de pessoas que receberam sua formação em diferentes domínios do conhecimento (disciplinas) com seus métodos, conceitos, dados e termos próprios. (FAZENDA, 2011, p 54). A Interdisciplinaridade, constitui-se em um conceito versátil com relação ao campo de sua abrangência de sentido e às aplicações práticas de suas apostas. Não tem a finalidade de anular
  4. 4. 4 disciplinas, ao contrário permite o diálogo entre conhecimentos em busca de inovação. Essa versatilidade permite trabalhar em sala de aula abordando diferentes disciplinas e compreender que ligações entre conhecimentos, possibilita ultrapassar o pensamento por departamentos e assim superar o próprio saber. 3 IMPORTÂNCIA DA INTERDISCIPLINARIDADE PARA A FORMAÇÃO INTEGRAL DO ESTUDANTE DE ODONTOLOGIA A longevidade da pessoa é hoje (2016) uma realidade. Existe no Brasil um número cada vez maior de idosos e a tendência é que essa faixa de cidadãos cresça ainda mais graças aos avanços da medicina e das medidas preventivas, faz-se necessário novas estratégias para um atendimento que possa contribuir com a qualidade de vida desses pacientes. Em um curso de odontologia, a forma como são apresentadas as disciplinas individualizadas e separadas, não consegue sanar todas as dúvidas do aluno com relação ao tratamento que se deve oferecer ao idoso, devido principalmente à idiossincrasia de cada paciente. O ensino por especialidades, quando os alunos executam tratamentos de apenas uma especialidade em cada paciente demonstra ser ineficiente no que diz respeito ao preparo dos futuros cirurgiões-dentistas para a execução de planos de tratamentos lógicos e ordenados. E ao se deparar com pacientes portadores de necessidades simultâneas, relativas às várias especialidades, os profissionais demonstram dificuldades para elaborar e executar planos de tratamento completos, por não haver durante o curso, passado por situações que possibilitasse a utilização dos vários conhecimentos desenvolvidos isoladamente. A formação de um profissional integral que seja capaz de entender as reais necessidades de seus pacientes encontra claras dificuldades pelo fato das disciplinas terem sido ministradas por etapas ou blocos, subdivididas em especialidades, e essa dificuldade aparece no momento em que esse aluno está fazendo clínica integrada. É o que atesta Rodrigues (2004, p. 21) ao dizer que Essa forma disciplinar pela qual ainda se processa o ensino odontológico, mediante o desenvolvimento de conteúdos isolados e estanques,fazcom que a responsabilidade de se tentar promover uma formação global do aluno seja transferida e protelada para as atividades de atendimento ao paciente, durante os últimos períodos do curso. O ideal para a formação de um profissional de odontologia passa por uma formação integral do indivíduo, para tanto, o ensino precisa deixar de ser fragmentado. A escola deve oferecer ao aluno um currículo abrangente em que as disciplinas se comuniquem de tal forma que no final do curso esse aluno esteja realmente preparado, com uma visão global do paciente Domingos (2011) demonstra que no que se refere à saúde bucal do idoso, a abordagem interdisciplinar, tem se mostrado eficiente trazendo grande influência na qualidade de vida deste indivíduo, por permitir que o paciente seja tratado não apenas do problema bucal em si, mas em toda sua integralidade. Em uma pesquisa realizada na Faculdade de Odontologia de Manaus (FOM), com alunos cursando o 9º período, ao abordar as principais dificuldades encontradas no momento em que realizam exame clínico para se organizar o plano de tratamento, entendeu-se que no que tange a atendimento de pacientes da 3ª idade, ou seja, pacientes com idade igual ou superior a 60 anos, devido a vários possíveis problemas de saúde, dos quais podemos destacar: o diabetes, pressão arterial alterada, problemas cardíacos, além da ansiedade; com a associação da disciplina de cirurgia, psicologia do idoso, fisiologia e farmacologia, o aluno terá maior segurança no momento de efetuar o tratamento necessário, obtendo assim um prognóstico positivo.
  5. 5. 5 Bulgarelli, Mestriner e Pinto (2012), através de uma pesquisa descritiva, observaram que idosos com idades mais avançadas iam pouco ao dentista, alegando principalmente: medo, dificuldade financeira, falta de tempo, além de falta de sintomatologia dolorosa nos dentes devido ao uso de dentaduras. Demonstrando que os motivos alegados estão associados a aspectos sociais e culturais que devem ser analisados frente ao cuidado na atenção primária à saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que saúde bucal é mais que dentes saudáveis; é integrante da saúde geral e essencial para o bem-estar. Portanto, para Araújo (2012) é necessário conhecer as principais alterações bucais fisiológicas e patológicas que cometem o paciente idoso, bem como os aspectos psicossociais que podem influenciar na qualidade de vida deste indivíduo. O paciente idoso pode apresentar uma grande variação em sua condição sistêmica, psicológica e social, e várias outras alterações decorrentes do processo natural de envelhecimento. A importância da interdisciplinaridade para a formação integral do estudante de odontologia para o cuidado do paciente idoso, deriva da possibilidade da mesma o capacitar para oferecer um cuidado mais humanizado, integral e de qualidade a esse grupo de indivíduos. 4 ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR NA ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA AO IDOSO O envelhecimento da população mundial representa um triunfo, mas traz também um desafio social que é não apenas viver mais, mas viver com qualidade. E nesse conceito de viver melhor, a saúde bucal representa um papel fundamental uma vez que ao ser comprometida ela pode afetar o nível nutricional, o bem-estar físico e mental e diminuir o prazer de uma vida social mais ativa. Conhecer os fatores psicossociais que influenciam na qualidade de vida, e também as principais alterações bucais fisiológicas e patológicas que acometem ao paciente idoso, é uma condição indispensável para a atenção adequada a essa faixa da população. Rosa (2008 apud Werner 1998) diz que a odontologia geriátrica é o ramo da odontologia que evidencia o cuidado bucal da população idosa, especificamente tratando do atendimento preventivo e curativo de pacientes com doenças ou condições de caráter sistêmico e crônico associadas a problemas fisiológicos, físicos ou patológicos. Isto quer dizer que ao se deparar com um paciente idoso que necessita de uma cirurgia oral, o dentista além do conhecimento básico para efetuar a cirurgia, precisa ter conhecimento da condição geral desse paciente, que pode apresentar diversos problemas, sejam ele sistêmicos, tais como cardiopatias ou diabetes, ou neurológicos como Parkinson ou Alzheimer, além da condição sociocultural desse indivíduo. Tudo isso são fatores de grande influência para um prognóstico positivo do tratamento eventualmente proposto. Com o avanço da idade, podem ocorrer inúmeras mudanças tanto fisiológicas quando psicológicas no indivíduo tornando-o um ser complexo. Entre essas ocorrências podemos citar: alterações na região bucomaxilofacial, diminuição dos tônus musculares e xerostomia (que pode ser de origem medicamentosa), além de doenças como Parkinson, Alzheimer, problemas cardíacos e renais que podem desencadear sentimentos de medo e ansiedade oferecendo um desafio ao dentista pois interferem diretamente no prognóstico positivo do tratamento das afecções bucais desse paciente. A interdisciplinaridade é uma forma de se abordar determinados problemas através da integração e da articulação de distintos saberes e práticas produzindo uma intervenção, para se alcançar um cuidado mais humanizado, individual e integral a cada pessoa.
  6. 6. 6 5 O PSICOLÓGICO DO IDOSO NA QUESTÃO DO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO O significado da velhice nada mais é do que uma construção social, que ao longo do tempo separou a pessoa idosa do mundo dos adultos, talvez por isso haja tanta interação entre avós e netos. Atualmente os idosos já não querem viver isolados, querem viver em comunhão social, querem compartilhar a vida. Mas muitos esbarram na questão de sua autoestima e acabam por isolar-se socialmente. É aí que entra a responsabilidade do cirurgião-dentista de compreender os pacientes idosos, pois em diversas ocasiões, para poder efetuar um tratamento alcançando o resultado desejado, vai precisar compreender e superar a tensão psicológica do paciente idoso que antevendo resultados e baseado na cultura do medo que ainda existe, pode mostrar-se resistente e ansioso. Em algum momento da vida cada pessoa pode ficar ansiosa, seja por aguardar alguém, ou algum acontecimento próximo a ocorrer. A ansiedade geralmente é algo natural, mas também pode tomar proporções que prejudique a vida do indivíduo. A ansiedade interfere na vida das pessoas, se apresentando como um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivado de antecipação de perigo, de algo desconhecido ou estranho,não diferentemente quando se trata do atendimento odontológico, ocasionando atendimento irregular, demora na procura de cuidados ou mesmo evitando a assistência,resultando muitas vezes em má qualidade relacionada à saúde bucal. (SILVA, SENA e LIMA, 2015, p.1) De acordo com Petry (2006), Devido a ansiedade ao tratamento odontológico, muitas vezes os pacientes evitam consultar o cirurgião-dentista até o momento em que sentem dor ou desconforto. Assim, a ansiedade ou fobia podem levar não somente a uma saúde bucal deficiente e perda dos dentes, mas também ao sentimento de vergonha e inferioridade. A compreensão da ansiedade frente ao tratamento odontológico possibilita uma análise de forma específica para melhoria na qualidade de vida dos idosos, com consequente tratamento individualizado, o que trará repercussões positivas para os serviços, reflexão mais atenta acerca do cuidado e formação de profissionais habilitados para com esse teor. Santos, Campos e Martins (2007) avaliaram através de questionário, os motivos que levam a pacientes idosos evitarem ou adiarem a visita regular ao dentista, até mesmo diante de quadros graves de saúde bucal, observando que tanto a cultura negativa que ainda persiste, o medo de sentir dor durante o atendimento quanto experiências anteriores desagradáveis, sendo esta a causa mais citada, contribuem para o aumento da ansiedade desses pacientes com consequente influencia em seu comportamento durante a consulta . A maneira mais indicada para compreender o psicológico do paciente idoso e superar sua ansiedade é transmitindo para ele segurança no que se faz. Segurança essa que irá desenvolver confiança no profissional que lhe atende. E uma vez alcançado esse patamar de segurança e confiança, o idoso passa a expor o que pensa e sente, contribuindo de forma que o tratamento necessário seja eficaz. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS A interdisciplinaridade oferece um ensino dinâmico, respeitando cada disciplina e suas particularidades, porém ofertando uma melhora no conhecimento. Nos cursos de odontologia, a forma como são apresentadas as disciplinas individualizadas e separadas, não consegue sanar todas as dúvidas do aluno com relação ao tratamento que se deve oferecer ao idoso, devido principalmente à idiossincrasia de cada paciente.
  7. 7. 7 A associação da disciplina de cirurgia com a psicologia do idoso, fisiologia e farmacologia, dará ao aluno maior segurança no momento de efetuar o tratamento necessário, obtendo assim um prognóstico positivo. Uma proposta interdisciplinar representa a opção mais viável para sanar dúvidas, uma vez que fornece ao aluno uma visão mais ampliada de seu paciente o capacitando a oferecer um atendimento mais amplo e individualizado. A importância da interdisciplinaridade para a formação integral do estudante de odontologia para o cuidado do paciente idoso, deriva da possibilidade da mesma o capacitar para oferecer um cuidado mais humanizado, integral e de qualidade a esse grupo de indivíduos. Há ainda muito o que se aprender sobre importância de um currículo que ofereça uma abordagem interdisciplinar, porém fica cada vez mais evidente sua influência para a formação integral da pessoa. REFERÊNCIAS ARAUJO, Isabela Dantas Torres; FREITAS, Isamar Noêmia; SILVA, Robson Barbosa; VASCONCELOS, Marcelo Gadelha; VASCONCELOS, Rodrigo Gadelha. Odontologia e abordagem interdisciplinar na atenção integral ao idoso relacionado às principais alterações orais. Com. Ciências Saúde.; v. 23. n. 1, p. 81-102, 2012. BULGARELLI, Alexandre Fávero; MESTRINER, Soraya Fernandes; PINTO, Ione Carvalho. Percepções de um grupo de idosos frente ao fato de não consultarem regularmente o cirurgião- dentista. REV. BRAS. GERIATR. GERONTOL., RIO DE JANEIRO. v.5- n.1, p. 97-107, 2012. DOMINGOS, Patrícia Aleixo dos Santos; MORATELLI, Rita de Cássia; OLIVEIRA, Ana Luísa Botta Martins. Atenção odontológica integral ao idoso: uma abordagem holística. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo, v. 23, n. 2, p. 143-53, maiago,2011. FAVARÃO, Neide Rodrigues Lago & ARAÚJO, Cíntia de Souza Alferes. Importância da interdisciplinaridade no ensino superior. EDUCERE. Umuarama, v.4, n.2, p.103-115, jul. /dez. 2004. FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro. 6. ed. EDIÇÕES LOYOLA, São Paulo, Brasil, 2011. JAPIASSU, Hilton. O sonho transdisciplinar e as razões da filosofia. 1 ed. Imago Rio de Janeiro. 2006. KOCHHANN, Andréa; OMELLI, Cristina; Pinto Umberto Andrade. A prática interdisciplinar na formação de professor: Uma necessidade paradigmática. disponível em: <http://www.slmb.ueg.br/paidos/artigos/2> em 19/01/2016. PETRY, Paulo Cauhy; TOASSI, Ramona Fernanda Ceriotti; SCOTÁ, Ângela Cristina Panciera; FOCHESATTO, Sabrina. Ansiedade do Paciente Idoso Frente ao Tratamento Odontológico. RGO, P. Alegre, v. 54, n. 2, p.191-194, abr./jun. 2006. PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar. Metodologia do trabalho científico métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. – Novo Hamburgo: Feevale, 2013
  8. 8. 8 RODRIGUES, Marilúcia de Menezes; REIS, Simone Maria de Ávila Silva. A Interdisciplinaridade e a integração no ensino odontológico: reflexos sobre o perfil profissional em relação às reais demandas da maioria da população por atenção odontológica. Em Extensão, Uberlândia, v. 4, n.1, setembro, 2004. ROSA, Lâner Botrel; ZUCCOLOTTO, Maria Cristina Candelas; BATAGLION, César; CORONATTO, Elaine Angélica de Souza. Odontogeriatria – a saúde bucal na terceira idade. RFO, v. 13, n. 2, p. 82- 86, maio/agosto 2008. SANTOS, Patrícia Aleixo dos, CAMPOS; Juliana Alvares Duarte Bonini; MARTINS, Carolina Scanavez. Avaliação do sentimento de ansiedade frente ao atendimento odontológico. REVISTA UNIARA, n. 20, 2007. SILVA, Ricardo Henrique Alves & PEREZ, Arsenio Sales. Odontologia: Um breve histórico. Odontologia. Clín.-Científ., Recife, n 6, v 1, p. 7-11, jan/mar., 2007. SILVA, Maria Priscilla Cibelle Ferreira; SENA, Rômulo Mágnus de Castro; LIMA, Isabela Pinheiro Cavalcanti. ANSIEDADE DOS IDOSOS NO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO: REVISÃO SISTEMÁTICA. Anais CIEH, Vol. 2, N.1. 2015

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