Movimento Cyan
na exposição Água na Oca
Apresentado por Marcello Dantas em 30/8/2010
Pense diferente
A escassez dos recursos hídricos, a importância de geri-los de forma inteligente e o uso da água no abaste...
Reuso doméstico
No primeiro ambiente, o visitante se depara com a inocente imagem de um copo d’água de 200 ml. Por trás de...
Educação para todos
Em seguida, passa-se ao segundo espaço, em que um lindo cachorro atrai todas as atenções. A sensação d...
Novos hábitos
O terceiro cenário aborda uma situação vivida por toda família que possua um carro. Um automóvel de verdade,...
Consciência sobre o volume utilizado
Por fim, completando o pequeno panorama sobre o consumo consciente de água, vemos a im...
Instalação da Ambev (Movimento CYAN) na exposição 'Água na Oca'
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Instalação da Ambev (Movimento CYAN) na exposição 'Água na Oca'

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O Movimento CYAN, iniciativa da Ambev para mobilizar a sociedade sobre a importância da preservação da água, tem uma instalação interativa na megaexposição 'Água na Oca'.

No espaço, painéis trarão exemplos práticos sobre como utilizar a água de forma mais racional no dia a dia. O Movimento CYAN - lançado em março deste ano - tem como principal objetivo mobilizar a sociedade para o uso racional do líquido.

A exposição Água na Oca, realizada pelo Instituto Sangari em parceria com o Museu de História Natural de Nova York, foi aberta no dia 26/11/2010 e fica por cinco meses (até 8/95/2011) no Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Oca), no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

A mostra aborda o tema água em diversas dimensões, reunindo instalações interativas, obras de arte, peças de acervo museológico, aquários reais e virtuais, fotografias e instalações audiovisuais, que ocuparão os 8000 m² do pavilhão.

A curadoria é do brasileiro Marcello Dantas.

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Instalação da Ambev (Movimento CYAN) na exposição 'Água na Oca'

  1. 1. Movimento Cyan na exposição Água na Oca Apresentado por Marcello Dantas em 30/8/2010
  2. 2. Pense diferente A escassez dos recursos hídricos, a importância de geri-los de forma inteligente e o uso da água no abastecimento doméstico e na produção de bens estão na ordem do dia. Essas questões podem ser discutidas em escala global, nacional ou regional. Mas, sem dúvida, o mais importante é que essa reflexão atinja o âmbito individual, com a conscientização de cada cidadão sobre o consumo sustentável de água. Essa é a chave para produzir não apenas uma mudança de atitudes frente ao seu uso– entendendo-a como um bem comum a ser empregado com responsabilidade – mas também para produzir um movimento de cobrança para que corporações e governos tenham a mesma postura. Na exposição Água na Oca, a proposta é que o Movimento Cyan trabalhe com essa temática partindo de ações cotidianas. De que maneira é possível “pensar diferente” – e mais, agir diferente – na hora de fazer escolhas dentro de casa, ao passear pelo bairro ou ao buscar pequenos confortos no dia a dia? A resposta vem em um percurso criado para que o visitante vivencie e se reconheça em situações habituais de uso de água. Nesse trajeto, é explicitado o impacto negativo de pequenas ações e alternativas sustentáveis e inteligentes de gastar menos água e continuar vivendo com saúde e conforto.
  3. 3. Reuso doméstico No primeiro ambiente, o visitante se depara com a inocente imagem de um copo d’água de 200 ml. Por trás dele, no entanto, surge um volume de 14 litros d’água. Trata-se do consumo relativo à eliminação desse copo pelo homem da cidade: 14 litros é a quantidade de água limpa utilizada na descarga de vaso sanitário convencional. Logo à frente, encontra-se uma solução que reaproxima o consumo implicado no copo d’água aos 200 ml iniciais. No banheiro inteligente ali criado, a água usada na pia e no chuveiro é direcionada à caixa de reservatório do vaso sanitário (sistema que, além disso, utiliza apenas 6 litros por descarga) – um processo de reaproveitamento da chamada “água cinza”, perfeitamente adequada para esse uso.
  4. 4. Educação para todos Em seguida, passa-se ao segundo espaço, em que um lindo cachorro atrai todas as atenções. A sensação de bem-estar que o animal suscita é rompida ao surgirem informações sobre o consumo de água que ele provoca ao urinar na calçada. Um “xixi” de 50 ml leva ao uso de 12 a 20 litros na lavagem da superfície suja. A solução apontada nesse caso é a educação para todos – do cão ao seu dono. Afinal, é esse último quem deve se conscientizar de que ensinar seu animal de estimação a urinar somente em jardins ou grama é bom para a cidade, para o convívio social e para a manutenção dos recursos hídricos.
  5. 5. Novos hábitos O terceiro cenário aborda uma situação vivida por toda família que possua um carro. Um automóvel de verdade, todo cheio de sabão em uma das laterais, remete à costumeira lavagem semanal dos veículos. O hábito não se enquadra em uso de primeira necessidade, como usar a descarga do vaso sanitário, mas certamente garante conforto aos seus passageiros. Será possível acomodar bem-estar e uso consciente da água nesse caso? A resposta aparece na outra lateral do carro, que está “duplamente limpa”. Nesse momento é oferecida a informação de que sua lavagem foi feita utilizando apenas a água de baldes, reduzindo o consumo de 500 litros (em lavagem com mangueira) para apenas 40 litros. Tanto o veículo, quanto a consciência de seu dono, assim, ficam limpinhos.
  6. 6. Consciência sobre o volume utilizado Por fim, completando o pequeno panorama sobre o consumo consciente de água, vemos a imagem de um bebê. Encantadora, a figura é contraposta a um aglomerado de 35 estádios do Maracanã. A relação entre eles é simples: essa quantidade de vezes o volume do estádio corresponde à água que a criança consumirá em toda a sua vida. Esse bebê pesado convida o visitante a uma reflexão que deve acompanhá-lo dali adiante: com uma educação para o consumo consciente é possível, sim, diminuir alguns Maracanãs da conta dessa criança que acaba de chegar ao mundo. Dependerá dela, mas também de nós, lutar para que antigos hábitos de desperdício desse bem precioso virem coisa do passado.

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