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  1. 1. P á g i n a | 1 ECONOMIA 5 6 – Economia Monetária: - Veja o fluxo circular de renda Receita Gastos - Há um fluxo real de bens e serviços e de fatores de produção deslocando-se em uma dada direção. Em sentido oposto, há um fluxo financeiro ou monetário. Esse fluxo monetário é constituído por moedas. - Moeda: é um instrumento ou objeto aceito pela coletividade para intermediar as transações econômicas, ou seja, para pagamento de bens e serviços e para quitar obrigações. Diz-se que a moeda tem “curso forçado”, isto é, sua aceitação pela sociedade é garantida por lei. - Antes da existência da moeda, o fluxo de trocas de B e S na economia realizava-se por trocas diretas de mercadorias por mercadorias. Era o escambo. - Com o passar dos tempos, algumas mercadorias passaram a ser aceitas como instrumento de trocas, ou seja, como intermediárias na troca de mercadorias. Na Roma antiga, o sal foi usado como intermediário de Trabalho, Terra e Capital Fatores de Produção (KTL) Bens e serviços comprados Bens e serviços vendidos Salários, aluguéis e lucros Rendas Mercado de B e S (formação dos preços dos B e S) Empresas⟹ vendem Famílias⟹ compram Mercado de fatores de produção (KTL) (formação dos preços dos fatores) Empresas ⟹ compram famílias ⟹ vendem Empresas - produzem e vendem B e S; - contratam e utilizam fatores de produção Famílias - compram e consomem B e S; - são proprietárias dos fatores de produção, e os vendem
  2. 2. P á g i n a | 2 trocas, ou seja, como moeda. E assim a humanidade evoluiu até se fixar no ouro e na prata como os instrumentos de troca básicos. - Para exercer controle sobre os metais em circulação, os governos passaram a “cunhar” a moeda, dando origem à moeda metálica. - Em um dado momento da evolução das economias, as pessoas de posse do ouro passaram a guardá-lo em casas especializadas, onde ourives emitiam certificados de depósitos dos metais. Esses certificados passaram a ser utilizados como meio de pagamento de compras. O comerciante que recebesse certificado pela venda de mercadoria tinha o direito de retirar o ouro depositado no ourives. - A partir do século XVII, os bancos comerciais passaram a emitir notas e recibos bancários que eram utilizados como meios de troca, ou seja, como moeda. Surge, então, o papel-moeda. - Posteriormente, os governos passam a emitir papel-moeda, lastreado em ouro. É o chamado padrão- ouro. - A partir dos anos 20 do século passado, a emissão de moeda deixou de ser lastreada em metais preciosos, ficando a critério das autoridades monetárias de cada país. A moeda passa a ser aceita por força da lei, tornando-se moeda de curso forçado ou moeda fiduciária. 6.1 – Funções e Tipos de Moeda 6.1.1 – Instrumento ou meio de troca - Por ter aceitação geral, a moeda atua como meio de troca, intermediando a troca de qualquer produto que esteja à venda. Assim, o vendedor receberá moeda pelo produto vendido e, por conseguinte, terá moeda para comprar aquilo que desejar. - Diz-se também, que a moeda tem liquidez imediata, ou seja, ela pode ser transformada em qualquer ativo, sem custos, ou vice-versa. 6.1.2 – Unidade de conta ou denominador comum de valor - Permite que os valores de todos os bens e serviços produzidos na economia sejamexpressos em unidades monetárias. Opera como um padrão de medida. 6.1.3 – Reserva de valor - Significa que a moeda pode ser guardada para aquisição, no futuro, de um bem ou serviço. Ou seja, transfere o poder aquisitivo presente para o futuro. - Há que levar em consideração o efeito da inflação sobre o valor futuro da moeda. Com o aumento de preços, a moeda tem perda de poder aquisitivo. Da mesma maneira, se houver deflação, haverá ganho de poder aquisitivo da moeda.
  3. 3. P á g i n a | 3 6.2 – Tipos de Moeda 6.2.1 – Moedas Metálicas - Emitidas pela Casa da Moeda, por autorização do Banco Central, são as moedas de pequeno valor, utilizadas em operações de valor reduzido e/ou como unidade monetária fracionada (troco) 6.2.2 – Papel-moeda - Também emitido pela Casa da moeda, por autorização do Banco Central. São as cédulas e representam a maior parte do dinheiro em poder público. É a moeda fiduciária. Não tem valor intrínseco, ou seja, não é como um bem que tem valor próprio. Seu valor é determinado por lei. 6.2.3 – Moeda escritural ou bancária - É representada pelos depósitos à vista (depósitos em conta corrente) nos bancos comerciais. É movimentada por cheques ou ordens de pagamento. É chamada de escritural, porque se refere aos lançamentos a débito e a crédito realizados nas contas correntes dos bancos. O papel-moeda e as moedas metálicas em poder do público (famílias e empresas) são denominadas de moeda manual. 6.3 – Oferta de Moeda - A oferta de moeda é a quantidade de moeda que atende às necessidades da sociedade. E o controle da oferta de moeda é feito pelo governo, através da chamada Autoridade Monetária – Banco Central e Conselho Monetário Nacional – que detém o monopólio sobre a emissão de moeda. - Para controlar o volume de moeda em circulação, o Banco Central realiza as chamadas operações de mercado aberto (open market). Nessas operações, se o objetivo for aumentar a quantidade de moeda em circulação, o Banco Central – BACEN – compra títulos do governo, que está em mãos do público. Já se o objetivo for reduzir o volume de dinheiro, o BACEN vende títulos ao público. E para melhor compreensão desse processo, serão apresentados os conceitos de meios de pagamento e de criação e destruição de moeda. 6.4 – Meios de Pagamento - A oferta de moeda é também chamada de meios de pagamento. Os meios de pagamento constituem o total de moeda à disposição do setor privado não bancário (famílias e empresas), e de liquidez imediata, ou seja, que pode ser utilizada imediatamente para realizar transações. - Por liquidez da moeda entende-se a capacidade que ela, a moeda, tem de estar prontamente disponível para a realização de transações e de ser aceita para a realização das mais diversas transações. - Os meios de pagamento correspondem à soma total de moeda em poder do público (papel-moeda mais moeda metálica), também chamada de moeda manual, mais os depósitos à vista nos bancos comerciais, a chamada moeda escritural.
  4. 4. P á g i n a | 4 Meios de pagamento = moeda em poder do público + depósitos à vista nos bancos comerciais - O conceito econômico de moeda é representado apenas pela moeda que está com o setor privado não bancário (famílias e empresas), ou seja, exclui-se a moeda que está com os próprios bancos comerciais e a que está com as autoridades monetárias. Nesse sentido, tem-se que os depósitos à vista ou em conta corrente nos bancos comerciais não são dinheiro dos bancos, mas dinheiro que pertence ao público não bancário. O dinheiro que pertence aos bancos é constituído pelo dinheiro que os bancos têm em seus caixas e as reservas que esses bancos mantêm depositadas no Banco Central. - Não são considerados na definição de meios de pagamento as cadernetas de poupança e os depósitos a prazo nos bancos comerciais (captados via CDBs), uma vez que não são liquidez imediata e rendem juros. - Assim, os meios de pagamento, conceituados como moeda de liquidez imediata, que não rendem juros, são também denominados na literatura econômica mais específica de M1. - Entretanto, considera-se, ainda, a existência de mais três tipos de meios de pagamento, que incluem a chamada quase-moeda. São estes, ativos de alta liquidez e que rendem juros – (títulos públicos, cadernetas de poupança, depósitos a prazo, letras de câmbio, letras imobiliárias,...). Tem-se, então, outras definições de moeda que são:  M1 = moeda em poder do público + depósitos a vista nos bancos comerciais.  M2 = M1 + depósitos de poupança + títulos privados (depósitos a prazo, letras de câmbio, imobiliárias e hipotecárias).  M3 = M2 + fundos de renda fixa + operações compromissadas com títulos federais.  M4 = M3 + Títulos públicos federias, estaduais e municipais - Os meios de pagamento no conceito de M1 também são chamados de ativos ou haveres monetários. Os demais ativos financeiros, que rendem juros, são chamados de ativos ou haveres não monetários. 6.5 – Criação ou Destruição de Moeda - Ocorre criação de moeda quando há aumento do volume de meios de pagamento de liquidez imediata (M1), constituído por moeda em poder do público mais depósitos a vista nos bancos comerciais, e que estão de posse do setor não bancário da economia. - A destruição de moeda ocorre quando se faz uma redução dos meios de pagamento. Portanto, a criação ou destruição de moeda envolve uma transação entre o setor bancário e o setor não bancário da economia. Ocorrerá criação de moeda quando houver a troca de um ativo não monetário, pertencente ao setor não bancário por um ativo monetário de propriedade do setor bancário. E haverá destruição de moeda quando a troca for entre um ativo não monetário de propriedade do setor bancário. - Vejamos os seguintes exemplos de criação e destruição de moeda. 6.5.1 – Criação de moeda:
  5. 5. P á g i n a | 5 a. Exportadores trocam dólares por reais: os exportadores recebem dólares por suas vendas ao exterior e trocam esses dólares por reais no Banco do Brasil. Haverá aumento de moeda manual em poder do público, isto é, aumento de M1. b. Empréstimos dos bancos comerciais ao setor privado: os bancos retiram dinheiro de suas reservas e emprestam ao público. Haverá maior quantidade de moeda manual em circulação, isto significa, pois, aumento de M1. c. Desconto de duplicata: troca de um haver monetário por moeda. Haverá aumento de M1. 6.5.2 – Destruição de moeda: a. Importadores trocam reais por dólares: os importadores precisam de dólares para pagar suas compras no exterior. Vão ao BSCEN e trocam reais por dólares. Haverá diminuição da moeda manual em poder do público, isto é, haverá diminuição de M1. b. Quitação de um empréstimo bancário: o tomador do empréstimo paga ao banco o valor do empréstimo. Entrega ao banco comercial moeda manual em poder do público. Reduz-se M1. 6.5.3 – Indiferença: - Depósito de moeda corrente numa conta de depósito à vista num banco comercial. Nesse caso, não há criação nem destruição de moeda, pois o depósito à vista, que é meio de pagamento, recebeu o volume de moeda que é também meio de pagamento. Houve apenas transferência de uma forma de meio de pagamento em outra. 6.4 – Demanda de Moeda - A demanda ou procura de moeda corresponde à quantidade de moeda que o setor privado não bancário retém, ou seja, á a quantidade de moeda retirada pelo público, guardada nos cofres das empresas e sob a forma de depósitos à vista nos bancos comerciais. - São as seguintes as razões pelas quais os indivíduos e as empresas retêm moeda: a. Motivo transação: tanto as pessoas como as empresas necessitam de dinheiro para fazer frente às suas transações do dia a dia, isto é, para alimentação, transporte, aluguel, etc. b. Motivo precaução: o público e as empresas precisam de certa reserva monetária para fazer frente a pagamentos imprevistos ou por atrasos em recebimentos esperados. c. Motivo especulação: dentro de sua carteira de aplicações, os investidores devem deixar certa reserva de moeda para realizar, eventualmente, novos negócios. - A demanda de moeda para transações e por precaução depende diretamente do nível de renda. Quanto maior a renda, maior a demanda de moeda para transação e por precaução. - Já a demanda de moeda para especulação depende da taxa de juros. Quanto maior a taxa de juros menos moeda será retirada para fins especulativos, pois o dinheiro disponível está aplicado em títulos, que rendem juros. 6.5 – Taxa de Juros Nominal e Taxa de Juros Real
  6. 6. P á g i n a | 6 - A taxa de juros nominal representa um pagamento que o tomador de empréstimo faz ao importador. Se não houver inflação no período, a taxa de juros nominal será igual à taxa de juros real. Porém, se houver inflação, essas taxas serão diferentes, pois a taxa de juros nominal mede o preço pago ao poupador por suas decisões de poupança. Já a taxa de juro real mede o retorno de uma aplicação em termos de quantidades de bens, isto é, já descontada a inflação. - Vamos ver um exemplo: - Suponha que a taxa de inflação esperada para o ano seja de 4,5%. Supondo que o Copom fixe a taxa de juros Selic (nominal) de 12% para o ano, qual será a taxa real de juros? - Para calculara taxareal de juros,utiliza-se aequaçãode Fisher: (1+i) = (i + r) (i + π) onde: i = taxa nominal de juros; r = taxa real de juros; π= taxa de inflação esperada. Tem-se, então: (1 + r) = r = - 1 Aplicando-se os valores, tem-se: r = - 1 r = 1,067 – 1 = 0,067 Em termos percentuais, tem-se: 0,067 x 100 = 6,7% ao ano, que é a taxa real de juros. 6.6 – Sistema Financeiro Nacional - Um dos fatores utilizados para avaliar o grau de desenvolvimento de uma economia (um país) é o tamanho e a diversificação de seu sistema financeiro. - Um sistema financeiro forte e bem diversificado é a condição necessária para atrair poupança, sejam nacionais ou estrangeiras, e movimentar o lado monetário da economia, e com isto, viabilizar o investimento, que irá promover o desenvolvimento da economia. (1 +π) (1 + i) (1 +π) (1 + i) (1 +0,05) (1 + 0,12)
  7. 7. P á g i n a | 7 - O sistema financeiro pressupõe a existência de agentes superavitários (poupadores), dispostos a transformar suas disponibilidades monetárias em ativos financeiros, sujeitando-se aos riscos de mercado, mas tendo por finalidade obter retornos reais positivos. - De outro lado, estão presentes agentes econômicos deficitários (investidores), com disposição para obter recursos financeiros no mercado necessários para financiar seus investimentos. Desse modo, o sistema financeiro é visto como um fundo do qual as unidades deficitárias retiram recursos, enquanto as superavitárias depositam os recursos não utilizados. - A existência de agentes superavitários leva à geração de poupança, que é condição necessária para que haja crescimento econômico. Entretanto, para que haja o investimento, que é a condição suficiente para o crescimento econômico, é necessária a presença de agentes que necessitem de recursos para incorrer em gastos com bens de capital. - O Sistema Financeiro Nacional é composto por dois subsistemas: o normativo, que engloba o Conselho Monetário Nacional, o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, e o de intermediação financeira. - O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional e tem por finalidade formular a política de moeda e crédito, destinada a promover o progresso econômico e social do país. - Já o Banco Central do Brasil (BACEN) tem por função fiscalizar, controlar e regular a atuação dos agentes financeiros. - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem como principal atribuição fiscalizar as bolsas de valores e a emissão de valores mobiliários negociados nessas instituições, principalmente ações e debêntures. - No subsistema de intermediação financeira, existem instituições bancárias e não bancárias. As instituições bancárias compreendem os bancos comerciais e o Banco do Brasil. Já as instituições não bancárias são: o Sistema Financeiro de Habitação, que tem na Caixa Econômica Federal (CEF) seu órgão máximo; o Caixas Econômicas e Sociedades de Crédito Imobiliário; (as caixas econômicas estaduais, aqui referidas, foram equiparadas à Caixa Econômica Federal) o Bancos de Desenvolvimento, sendo o BNDES a principal instituição financeira de investimentos do governo federal; o Bancos de Investimento, que são instituições de natureza privada, cuja constituição é autorizada pelo Banco Central, e que têm suas operações e condições de funcionamento reguladas pelo Conselho Monetário Nacional. - Essas instituições, criadas nas décadas de 1950 e 1960, tiveram como propósito canalizar recursos de médio e longo prazos para suprir o capital fixo e de giro das empresas. Elas repassam recursos de instituições oficiais do país, tais como PIS, Finame, etc., além de repassarem e analisarem empréstimos obtidos no exterior. - Vamos agora examinar com algum detalhe o papel do Banco Central no Sistema Financeiro Nacional.
  8. 8. P á g i n a | 8 - O Banco Central é o órgão responsável pela execução da política monetária e cambial do país, cujo objetivo é regular o montante de moeda, crédito, taxas de juros e câmbio, adequados ao nível de atividade econômica do país e do equilíbrio do balanço de pagamentos. - No Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) e Banco Central (BACEN) desempenham o papel de autoridade monetária. Cabe ao CMN as principais funções normativas e ao Banco Central as funções executivas de supervisão e fiscalização bancária, cabendo-lhe cumprir e fazer cumprir as decisões do CMN. - Apresenta-se, a seguir, as funções clássicas do Banco Central:  Execução da política monetária: que é a principal atribuição de um Banco Central e compreende o controle da oferta de moeda e crédito;  Banco emissor: é a emissão de papel-moeda e de moeda metálica;  Banco dos bancos: o Banco Central tanto empresta recursos para os bancos comerciais como constitui fonte de aplicação de recursos ociosos desses bancos;  Banco do governo: cabe ao Banco Central receber depósitos do governo e lhe conceder créditos;  Controle e regulamentação da oferta de moeda: regula a moeda e crédito do sistema econômico;  Execução da política cambial e administração do câmbio: controle das operações com moeda estrangeira e capitais financeiros externos;  Fiscalização das instituições financeiras. - No que se reporta a suas finalidades e às instituições que operam no sistema financeiro, as operações desse sistema podem ser agrupadas em cinco grandes mercados: 1. Mercado Monetário: Nesse mercado são realizadas as operações de curtíssimo prazo (fundos de curto prazo, open Market, CDI, etc.) para suprir as necessidades de caixa dos agentes econômicos, incluindo as instituições financeiras. 2. Mercado de Crédito: Nesse mercado são atendidas as necessidades de recursos de curto, médio e longo prazos, principalmente para oferta de crédito para aquisição de bens de consumo duráveis ou capital de giro para as empresas. 3. Mercado de Capitais (Mercado de Valores Mobiliários): Atende às necessidades de recursos de médio e de longo prazos, com vistas a investimentos de capital. São negociados títulos como os commercial paper, debêntures, ações, etc. 4. Mercado Cambial: Atende às necessidades de compra e venda de moeda estrangeira. E as operações são realizadas pelos bancos e casas de câmbio autorizadas pelo Banco Central. 5. Mercado de Seguros, Capitalização e Previdência Privada: Nesse mercado são coletados recursos financeiros ou poupanças destinados a finalidades específicas, como a proteção a riscos (seguro), capitalização e obtenção de aposentadorias e pensões (previdência privada). 6.7 – A Taxa SELIC
  9. 9. P á g i n a | 9 - É a taxa usada para operações de curtíssimo prazo – overnight – entre bancos. Serve de referência para as demais taxas de juros da economia. A taxa SELIC á fixada a cada 45 dias pelo COPOM, e tem como objetivo combater a inflação ou estimular a atividade econômica. - Se o objetivo for reduzir a inflação, o COPOM aumenta a taxa SELIC. Nesse caso, os bancos aumentam a taxa de financiamento para a sociedade, ocorrendo uma contração do crédito, pois o dinheiro fica mais caro. Os consumidores e empresas reduzem a demanda por crédito, e reduzem a compra dos bens de que necessitam, havendo, então, uma redução da demanda por bens e serviços na sociedade. A menor demanda por bens e serviços acaba por frear a alta de preços, reduzindo a inflação. - Já, se o propósito for estimular o crescimento econômico, a taxa SELIC sofre uma redução. E, nesse caso, as taxas de juros no mercado ficarão mais baixas, e haverá maior oferta de crédito para os agentes consumidores – famílias – e agentes produtores – empresas. Com crédito mais barato e em maior volume, tanto as famílias como as empresas aumentam seus gastos, o que resultará em aumento da demanda por bens e serviços na economia. E a tendência resultante será de aumentar a produção e o emprego, e, em consequência, haverá maior crescimento da economia. 6.8 – Inflação Def. É o aumento contínuo e generalizado de preços. 6.8.1 – Tipos de inflação 1. Inflação de demanda Refere-se ao excesso de demanda agregada em relação à oferta, ou seja, em relação à produção de bens e serviços. A probabilidade de ocorrer inflação de demanda surge quando a economia está produzindo próximo ao nível de pleno emprego dos recursos produtivos. O combate à inflação de demanda é feito através de instrumentos que provoquem redução da procura agregada por bens e serviços. São eles: redução de gastos do governo, aumento de carga tributária, controle de crédito e elevação da taxa de juros. 2. Inflação de custos É uma inflação tipicamente de oferta. O nível de demanda permanece constante, mas os custos de produção aumentam. As causas dos aumentos dos custos de produção são: a. Aumento dos custos das matérias-primas (choque de oferta); b. Aumento dos salários acima da produtividade: haverá um aumento dos custos unitários de produção, que serão normalmente repassados aos preços dos produtos; c. Estrutura de mercado: ocorre quando empresas com elevado poder monopólio ou oligopólio, têm condições de elevar seus lucros acima dos custos de produção. 3. Inflação comercial É o processo automático de realimentação de preços. A inflação presente decorre da inflação passada, via correção de preços. Ela é provocada pelos mecanismos de indexação formal (salários, aluguéis, contratos financeiros, etc.) e indexação informal (preços em geral, impostos, tarifas públicas, etc.)
  10. 10. P á g i n a | 10 Os aumentos de preços passados são repassados automaticamente para os preços presentes através dos mecanismos de correção monetária, cambial, salarial, gerando um processo de auto alimentação da inflação. 6.8.2 – Distorções provocadas pela inflação 1. Efeito sobre a distribuição de renda: A mais grave distorção provocada pela inflação se dá sobre o poder aquisitivo das classes que dependem de rendimentos fixos e que possuem prazos para reajustamento de suas rendas. O caso de maior peso são os assalariados, que vêm sua renda real sendo reduzida, até novo aumento (correção) dos salários. À semelhança dos assalariados, os recebedores de renda de aluguel também sofrem perdas de rendimentos com o processo inflacionário. Já os agentes econômicos com maior liberdade de formar preços têm condições de repassar aumentos de custos gerados pela inflação, garantindo suas margens de lucro. 2. Efeitos sobre o balanço de pagamentos: Taxas de inflação em nível superior ao aumento de preços internacionais encarecem o produto nacional relativamente ao produzido externamente. Nesse caso, geram estímulos às importações cujos preços ficaram menores, e desestímulos às exportações cujos preços aumentaram. Em consequência, haverá redução do saldo da balança comercial (exportações menos importações). Outro efeito gerado, decorre do esforço do governo para minimização do déficit comercial. Para isso, os governos lançam mão da desvalorização cambial, objetivando aumentar as exportações e desestimular as importações, que agora ficaram mais caras. Entretanto, entre os produtos exportados, que agora estão mais caros devido à desvalorização cambial, encontram-se matérias- primas e máquinas e equipamentos importados, que terminam por pressionarem para mais os custos dos produtos nacionais que utilizam os produtos importados. E, assim, o efeito do aumento de preços se generaliza por toda a economia. 3. Efeito sobre o mercado de capitais: Em havendo um processo inflacionário intenso, a aplicação de recursos no mercado financeiro, especialmente em aplicação com remuneração definida ex-ante, ou seja, definida no momento da aplicação, é desestimulada, pois com a taxa de inflação elevada, a remuneração ex-ante pode ficar corroída pela inflação, desestimulando a aplicação de recursos nesses tipos de papéis. E em tal situação, é mais vantagem a aplicação em papéis ex-post, cuja remuneração é acertada no período final da aplicação. Contudo, mesmo nesse caso, haverá muita incerteza no mercado de capitais, e a tendência será dos proprietários de recursos fazerem suas aplicações em ativos fixos, como terras e imóveis, cujos preços não serão afetados negativamente pela inflação. No Brasil, para evitar esse problema, criou-se a correção monetária, pela qual alguns papéis como títulos, cadernetas de poupança e títulos privados passaram a ser reajustados (ou indexados) por índices que refletem o crescimento da inflação. 4. Efeito sobre as expectativas empresariais:
  11. 11. P á g i n a | 11 Em caso de inflação elevada, o segmento empresarial tende a restringir seus investimentos, sobretudo em aumentos de capacidade produtiva, pois não sabem como a economia irá se comportar em períodos futuros, devido à inflação. Nesse caso, o próprio crescimento econômico, gerado pelo aumento da capacidade produtiva, pode ficar comprometida, dadas às incertezas com que se defrontam os empresários.

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