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  1. 1. P á g i n a | 1 ECONOMIA 4 5- Macroeconomia: - Até o presente momento, o estudo foi da Teoria Microeconômica. Analisou-se a demanda (Teoria do Consumidor), a oferta e os mercados (Teoria da Firma). Ou seja: estudou-se o comportamento dos agentes individuais (famílias e empresas), a produção e os preços em mercados específicos. - Agora, vai-se estudar o comportamento do conjunto de produtores, do conjunto de consumidores e o mercado do país como um todo, além do papel do governo para corrigir distorções no funcionamento do conjunto da economia. Assim, será tratada a questão da inflação, do desemprego e da distribuição de renda. Vai-se estudar, agora, a Macroeconomia. - A Macroeconomia se ocupa do produto de um país, isto é, do conjunto de bens e serviços produzidos pelo país; do nível geral de emprego, isto é, da totalidade do emprego gerado no país; do nível geral de preços (inflação); do crescimento econômico; da distribuição de renda; da taxa básica de juros (SELIC) etc. - As questões tratadas pela macroeconomia distribuem-se entre o curto e o longo prazo. Questões de curto prazo – período inferior a 1 ano – são as questões relativas ao PIB (Produção de Bens e Serviços), desemprego, inflação, taxa de juros. São as chamadas questões conjunturais. As questões de longo prazo (período superior a 1 ano) dizem respeito ao crescimento econômico, à distribuição de renda, à educação, à qualidade de vida, etc. São as chamadas questões estruturais. - Para analisar a economia em seu conjunto, a Macroeconomia elabora os chamados modelos macroeconômicos, que são simplificações da realidade. São estruturas simples, que permitem a investigação e a interpretação das questões apresentadas pelo conjunto da economia. - Essas estruturas, os modelos macroeconômicos, são formas lógicas e consistentes que demonstram o funcionamento de uma economia em seu conjunto. 5.1 –Objetivos da Política - Os objetivos ou metas da política econômica referem-se às preocupações com o comportamento da economia como um todo, isto é, ao conjunto da economia do país e à geração do produto, isto é, do conjunto da produção de bens e serviços do país. A análise é feita através das chamadas variáveis macroeconômicas, das quais se destacam as seguintes: 5.1.1 – Alto nível de emprego - A geração de emprego é uma questão extremamente importante para a economia do país, pois irá afetar o nível de bem estar da população e o próprio crescimento da economia. - Até os anos 30, do século XX, prevalecia o princípio de que o mercado, sozinho, conduziria a economia ao pelo emprego de seus recursos, fazendo a economia alcançar o seu produto potencial. Dizia-se que milhões de consumidores e milhares de empregos, guiados por uma “mão invisível”, determinariam os preços e a produção de equilíbrio, e, desse modo, não haveria problema de desemprego. A economia estaria sempre operando no máximo de seu potencial.
  2. 2. P á g i n a | 2 - Na década de 30 do século passado, o economista inglês, John Maynard Keynes, mostrou que o mercado, sozinho, não consegue fazer a economia operar sempre em nível de pleno emprego dos fatores, havendo a necessidade de intervenção do governo para corrigir as distorções do mercado. - Em seu livro, Keynes apresenta os instrumentos de que o governo poderia lançar mão para corrigir as distorções do mercado e fazer a economia recuperar o nível de emprego. Com essas novas atribuições, o Estado assume o papel de indutor do crescimento econômico. 5.1.2 – Estabilidade de preços - A inflação acarreta distorções, principalmente sobre a distribuição de renda, sobre o mercado de capitais, sobre o balanço de pagamentos, e acaba afetando o crescimento econômico do país. - Sabe-se que um pouco de inflação faz parte dos ajustes de uma sociedade dinâmica em crescimento. Porém, inflação em excesso gera distorções na distribuição de renda, o que acaba por prejudicar o próprio processo de crescimento. Daí a necessidade de políticas econômicas que tenham por objetivo a estabilidade do nível geral de preços. 5.1.3 – Crescimento econômico - Se existe desemprego e capacidade ociosa, portanto, recursos produtivos não utilizados, pode-se aumentar a produção de bens e serviços do país por meio de políticas econômicas que estimulem a atividade produtiva no curto prazo. - Já no longo prazo, para haver crescimento é necessário elevar o produto potencial da economia, o que exigirá: a. Aumento dos recursos disponíveis (KTL) b. Avanço tecnológico, e c. Qualificação da mão-de-obra. 5.1.4 – Distribuição da renda - A renda deve ser distribuída de maneira equitativa e socialmente justa. No Brasil, porém, o que se observou foi uma elevada concentração de renda, em especial no período que vai de 1967 a 1973, durante o chamado “milagre econômico”, período em que a economia do país cresceu a taxas bastante elevada. - A explicação apresentada para essa concentração de renda foi devida à grande procura por mão-de-obra qualificada. No Brasil, a oferta de trabalhadores se caracterizava por pessoal pouco qualificado, devido à forte migração rural-urbana. Com isso, aumentava a proporção de trabalhadores de baixa qualificação e muito jovens, conduzindo a uma distorção na distribuição de renda. - Observa-se, contudo, que apesar de ter havido concentração de renda no Brasil, no período de rápido crescimento econômico, a renda dos trabalhadores menos qualificados também cresceu. Porém, o crescimento foi menor do que o da parcela de mão-de-obra mais qualificada. A renda de toda a população cresceu, porém, para alguns a renda cresceu mais do que para outros.
  3. 3. P á g i n a | 3 5.2 –Instrumentos da Política Macroeconômica - A fim de alcançar os objetivos da política macroeconômica, o governo dispõe de um conjunto de instrumentos de política econômica que lhe permitem atuar na economia. Esses instrumentos são: a – Política fiscal → refere-se aos instrumentos que o governo dispõe para arrecadar tributos (política tributária) e controlar suas despesas (política de gastos) A política tributária também é utilizada para estimular ou inibir os gastos de consumo do setor privado. Se a política econômica objetivar reduzir a inflação, as medidas fiscais voltam-se para a diminuição de gastos públicos e/ou aumento de carga tributária, o que inibe o consumo do setor privado. Se o objetivo for estimular o crescimento da economia, o governo impõe uma política fiscal expansionista, através do aumento dos gastos públicos e redução de impostos, o que aumenta os gastos privados. b – Política monetária → refere-se à atuação do governo sobre a quantidade de moeda em circulação, sobre a política de crédito e o controle da inflação. Os instrumentos utilizados para essa função são:  controle da emissão de moedas e de títulos da dívida pública;  operações de redescontos (empréstimos aos bancos comerciais);  regulamentação sobre crédito e taxas de juros;  reservas compulsórias (percentual sobre os depósitos que os bancos comerciais devem colocas à disposição do Banco Central). Assim, se o objetivo for o controle da inflação, a medida apropriada de política monetária seria a diminuição do estoque de moeda em circulação, op que seria obtido através do aumento da taxa de juros, do aumento das reservas compulsórias ou da venda de títulos no open market. Se o objetivo for estimular o crescimento econômico, as medidas apropriadas seriam: a redução da taxa de juros, diminuição das reservas compulsórias e compra de títulos do open market. c – Política cambial→ refere-se à atuação do governo sobre a taxa de câmbio. As autoridades monetárias podem fixar a taxa de câmbio (regime de taxas de câmbio fixas) ou permitir que ela seja flexível e determinada pelo mercado (regime de taxas flutuantes de câmbio). d – Política comercial → diz respeito aos instrumentos de incentivo às exportações e/ou estímulo ou desestímulo às importações. Refere-se a estímulos fiscais (crédito-prêmio do ICMS, IPI, etc.) e creditícios (taxas de juros subsidiadas) às exportações e ao controle das importações, via tarifas e barreiras quantitativas. e – Política de rendas → refere-se à intervenção direta do governo na renda de seus habitantes através da fixação de salários e de aluguéis e do controle de preços.
  4. 4. P á g i n a | 4 5.3 – O PIB pela Ótica da Produção e da Demanda O gráfico a seguir, é o chamado diagrama do fluxo circular de renda. Receita Gastos - Observa-se, na parte superior do gráfico, o fluxo de bens e serviços que vai das empresas para as famílias. As empresas produzem e levam ao mercado. As famílias adquirem os bens e serviços que atendem às suas necessidades. Esse é o chamado fluxo real de bens e serviços. - Em contrapartida, as famílias despendem recursos financeiros na forma de gastos, para adquirir esses bens e serviços. Esses gastos das famílias vão se transformar em receitas para as empresas. Receitas provenientes das vendas. Esse é o chamado fluxo monetário. Tem-se, assim, uma correspondência entre fluxo real de bens e serviços de um lado e o fluxo monetário de outro. Na parte inferior do gráfico, tem-se o fluxo de gastos das empresas com a aquisição de fatores de produção (KTL), que são de propriedade das famílias. Ao adquirir os fatores, as empresas remuneram as Trabalho, Terra e Capital Fatores de Produção Bens e serviços comprados Bens e serviços vendidos Mercado de B e S (formação dos preços dos B e S) empresas⟹ vendem famílias⟹ compram Mercado de fatores de produção (formação dos preços dos fatores) empresas⟹ compram famílias⟹ vendem Empresas - produzem e vendem B e S; - contratam e utilizam fatores de produção Famílias - compram e consomem B e S; - são proprietárias dos fatores de produção, e os vendem Salários, aluguéis e lucros Rendas
  5. 5. P á g i n a | 5 famílias na forma de salários (aquisição de mão-de-obra), aluguéis (aquisição do fator terra) e lucros (aquisição do fator capital). Esse fluxo financeiro das empresas vai corresponder ao fluxo de renda das famílias. Tem-se novamente a correspondência entre um fluxo real (KTL) e um fluxo monetário (salários, aluguéis e lucros). Vejamos agora o conceito de PIB – Produto Interno Bruto. - Define-se PIB o somatório do valor dos bens e serviços finais produzidos pela economia, num dado período de tempo. Corresponde ao fluxo de bens e serviços produzidos pelas empresas. - Pela renda dos bens e serviços, as empresas recebem, em contrapartida, um fluxo de renda que corresponde aos gastos (dispêndios) das famílias com a aquisição desses bens e serviços. Tem-se assim, uma correspondência entre o fluxo real de bens e serviços e o fluxo de renda gerado pelo dispêndio das famílias com a aquisição desses bens e serviços. - Desse modo, pode-se medir o PIB pela ótica da produção, como o valor monetário do fluxo de bens e serviços produzidos pelas empresas. E de outros pelo valor do dispêndio das famílias com a aquisição desses bens e serviços. Nesse caso, o PIB passa a ser medido pela ótica de demanda, ou seja, em decorrência do dispêndio das famílias com a aquisição desses bens e serviços. 5.3.1 – PIB pela Ótica da Produção O PIB, pela ótica da produção, é definido como a soma do valor dos bens e serviços produzidos pela sociedade ao longo de um determinado período. Esses bens e serviços produzidos podem ser agrupados nas seguintes categorias: a. Bens e serviços de consumo (BC) → corresponde à parcela de produção destinada diretamente à satisfação das necessidades das famílias. Sejam bens duráveis, como um automóvel ou um celular, sejam bens não duráveis, como alimentos ou bebidas. b. Bens e serviços de capital (BK) → corresponde à parcela da produção destinada a ampliar a capacidade produtiva da economia, ou necessária à substituição dos bens de capital – máquinas, equipamentos, instalações fabris – que se foram desgastando durante o processo de produção. É a chamada depreciação de máquinas, equipamentos e instalações. c. Bens e serviços públicos (BP) → corresponde à parcela da produção que é suprida pelo poder público, como segurança nacional e pública, serviços de educação, saúde, etc. d. Bens e serviços (BI)→ corresponde àqueles produtos que são utilizados para a produção dos chamados bens e serviços finais. São matérias primas e demais componentes que entram na produção de outros bens. Esses produtos em geral não entram na composição do PIB, pois eles já fazem parte dos bens e serviços finais. Como exemplo, tem-se o aço que entra na composição dos automóveis e navios. No valor final dos automóveis e navios já está computado o valor do aço. Se ele, o aço, vier a ser somado ao valor do PIB haverá dupla contagem, pois ele já integra o valor dos automóveis e navios. Contudo, se os produtos intermediários forem exportados, eles funcionam para a economia do país como se fosse um produto final. E nesse caso é considerado como integrante do PIB.
  6. 6. P á g i n a | 6 Do mesmo modo, quando se importam matérias-primas e outros insumos a serem utilizados na produção de bens finais no país, essa importação tem de ser subtraída para evitar dupla contagem. Pela ótica de produção, o PIB assume a seguinte forma: PIB = BC + BK + BP + XBI - MBI 5.3.2 – PIB pela ótica do Dispêndio (ou da Demanda) - É a chamada Despesa Nacional, que é o gasto dos agentes econômicos com o produto nacional, ou seja, os gastos dos setores compradores do produto nacional. a. Consumo (C) → refere-se aos gastos das famílias coma aquisição dos bens e serviços produzidos no país ou com bens finais importados (ou seja, bens finais produzidos no exterior). b. Investimentos (I) → são os gastos feitos pelas empresas com a aquisição de equipamentos e a construção de novas instalações ou ampliações das instalações existentes. Também entram nessa categoria os gastos feitos com a construção de habitações, que são considerados investimentos. c. Governo (G) → são os bens e serviços adquiridos pelo governo federal, estadual e municipal. Refere-se à despesa com funcionalismo, os gastos com implantação de infra estrutura, com a aquisição de máquinas e equipamentos, etc. d. Exportações líquidas (X – M) → representa a diferença entre o total de bens e serviços exportados (X) e o total de bens e serviços importados (M). Corresponde ao saldo da balança comercial do país. Tem-se então: PIB = C + I + G + X – M - Tem-se, então, duas maneiras de medir o PIB: pela ótica do produto e pela ótica da despesa. 5.3.3 – PIB pela ótica da Renda - Por fim, pode-se também medir o PIB pela ótica da renda, ou seja, da remuneração dos fatores da produção utilizados para produzir o conjunto de bens e serviços produzidos pela economia. - Para que haja produção, é necessária a reunião de mão de obra, capital (máquinas e instalações), terra (recursos naturais – matérias-primas) e capacidade empresarial. Para produzir qualquer produto, esses quatro elementos são reunidos, e daí sai a produção. Desse modo, o valor do produto final nada mais é do que o valor gasto com a mão de obra, as máquinas e instalações, as matérias-primas e com a capacidade empresarial. Assim, o valor do produto final é igual ao valor gasto com os recursos produtivos usados para sua produção. - Desse modo, o PIB pode ser medido pela ótica da renda, ou seja, da remuneração paga aos fatores de produção: mão de obra, capital, terra e capacidade empresarial. A remuneração da mão de obra corresponde aos gastos com salários. A remuneração do capital é chamado de juros, a remuneração dos recursos naturais é chamado de aluguéis e a remuneração da capacidade empresarial, de lucros.
  7. 7. P á g i n a | 7 i = 1 N Assim, tem-se: Fator de produção Remuneração - mão de obra .......................................salário - capital ................................................. juros - terra .................................................... aluguel - capacidade empresarial ...................... lucro - Tem-se que o PIB, que pode ser medido pela ótica do produto ou pela ótica da despesa, se iguala à renda. Assim, tem-se: Produto Interno Bruto = Renda Interna Bruta = Despesa Interna Bruta 5.4 – Cálculo do Produto Interno Bruto e suas variações PIB = ∑ Piqi em que: PIB = Produto Interno Bruto; Pi= preço unitário dos bens e sérvios finais; qi= quantidade produzida dos bens e serviços finais; ∑ = símbolo de somatório, ou soma; i = bens e serviços finais. - No Brasil, a medição do PIB é feita pelo IBGE, que também mede as variações dos preços, ou seja, a inflação, e o crescimento populacional. - A tabela seguinte apresenta, para fins de comparação, dados do PIB de alguns países, para o ano de 2013.
  8. 8. P á g i n a | 8 PAÍS PIB (trilhões de dólares) USA 16,7 China 8,9 Japão 5,0 Alemanha 3,6 França 2,7 Reino Unido 2,5 Brasil 2,2 Rússia 2,1 Itália 2,0 Canadá 1,8 5.4.1 – Produto Nacional Bruto – PNB - O PIB mede a totalidade da renda gerada internamente no país. Ou seja, mede a totalidade da produção das empresas instaladas no país são da propriedade de estrangeiros. São as empresas multinacionais. A renda gerada por essas empresas vai para o bolso de seus proprietários, que residem fora do país. - Da mesma maneira, também há empresas brasileiras instaladas no exterior. E a renda gerada por essas empresas será remetida para o Brasil. Tem-se, assim, um novo conceito de renda ou produto, que incorpora essas variações. É o conceito de Renda ou Produto Nacional. - O Produto Nacional Bruto (PNB) é a renda total recebida pelos brasileiros, seja renda gerada pela produção realizada dentro do país, pelas empresas de propriedade dos brasileiros, como a renda proveniente de empresas de brasileiros, como a renda proveniente de empresas de brasileiros situadas fora do país. Da mesma maneira, exclui-se da Renda Interna a parcela de renda de empresas situadas no país, mas que são propriedades de estrangeiros. - Assim, o Produto Nacional é a renda de empresas de propriedade de brasileiros, quer se situem no Brasil, quer se situem no exterior. 5.4.2 – PIB real e PIB nominal - O PIB nominal é a soma de todos os bens e serviços finais medidos a preços correntes, ou seja, pelos valores de mercado do período em que se calcula. - Mas, de um ano para outro, os preços aumentam, em geral, devido à inflação. Assim, o PIB nominal incorpora a variação da inflação no seu valor. Para evitar essa distorção no valor do PIB, gerada pela inflação, costuma-se usar o PIB real, que é o valor do PIB nominal deflacionado. Nesse caso, com o PIB real
  9. 9. P á g i n a | 9 PIB nominal inflação 110 1,06 a variação de um ano para o outro registra apenas o aumento ou diminuição da produção total de bens e serviços, e não mais efeitos da inflação. - Para calcular o produto real ou PIB real, os preços usados na medição do PIB são de um determinado ano. Apenas as quantidades dos bens e serviços produzidos é que estão variando. - Tem-se, também, que o PIB real é considerado como os valores dos bens e serviços deflacionados, ou seja, retirado o efeito da inflação. Para isso, utiliza-se o índice de preços que mede a inflação, calculado pelo IBGE, e divide-se o valor do PIB nominal pelo indica de preços, e chega-se, assim, ao valor do PIB real. - Vejamos um exemplo: - O PIB de um país em um ano foi de 100 bilhões de dólares. No ano seguinte, alcançou o valor de 110 bilhões de dólares. Em termos nominais, o PIB aumentou em 10%. Mas, entre um ano e outro, a inflação foi de 6%. Logo, o aumento real do PIB foi bem menor. Vamos agora calcular o PIB real. Considere que a inflação foi de 6% de um ano para outro. PIB real = ------------------ PIB real = ------------ = 103,7 - Logo, o PIB real do primeiro ano foi de 100 bilhões de dólares, e o do ano seguinte foi o de 103,7 bilhões, ou seja, o crescimento real foi de 3,7% . O restante, 6, 3 e 7, foi devido à inflação. 5.4.3 – PIB per-capita - É o resultado da divisão do PIB pelo total da população de um país. - No caso brasileiro, o PIB foi de 2,2 trilhões de dólares em 2013, e a população era de 201 milhões de habitantes. O PIB per-capita é de cerca de 10.945 dólares. Esse é um valor muito baixo. De um PIB total que era 7% maior do mundo, passa-se ao 54º lugar em PIB per-capita, bem mais baixo do que, por exemplo, os USA, cujo o PIB per-capita era, naquele ano, de cerca de 50 mil dólares. A Coreia do Sul tinha uma renda per-capita de 23 mil dólares. - A renda per-capita (PIB per-capita) do Brasil é inferior à do Uruguai e do Chile. Isso dá uma ideia do baixo nível de desenvolvimento do Brasil.

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