O slideshow foi denunciado.
Utilizamos seu perfil e dados de atividades no LinkedIn para personalizar e exibir anúncios mais relevantes. Altere suas preferências de anúncios quando desejar.

Toxoplasmose congênita

15.019 visualizações

Publicada em

Publicada em: Saúde e medicina, Negócios
  • Verifique a fonte ⇒ www.boaaluna.club ⇐. Este site me ajudou escrever uma monografia.
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui

Toxoplasmose congênita

  1. 1. TOXOPLASMOSE CONGÊNITA Apresentadores Amanda Thomé Aredanna Furquim Semana Severino Sombra – Liga de Neonatologia
  2. 2. A toxoplasmose <ul><li>Toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii. </li></ul><ul><li>Na grande maioria dos casos, os indivíduos apresentam-se assintomáticos, isto é, seus sistemas imunológicos conseguem conter a infecção. Na maioria das vezes, seus sintomas lembram um quadro de mononucleose infecciosa. </li></ul><ul><li>Nas infecções congênitas a doença pode apresentar-se de forma bem grave. A transmissão vertical ocorre se a mãe for infectada durante a gestação, isto é, apresentar sua prima infecção neste período. </li></ul>
  3. 3. A infecção <ul><li>O Toxoplasma Goondi pode ser encontrado em carne mal-cozida, ovos crus e leite não pasteurizado. Gatos que comem carne crua e roedores podem ser infectados, e o parasita permanece vivo nas fezes dos gatos por duas semanas. Desta forma, gestantes e mulheres que desejem engravidar não devem limpar ou trocar objetos com esses dejetos. Os ovos do parasita permanecem nas fezes dos gatos por 18 meses. Para evitar a infecção em gestantes deve: </li></ul><ul><li>- cozinhar bem a carne; </li></ul><ul><li>- usar luvas quando mexer no jardim; </li></ul><ul><li>- lavar todas as frutas e vegetais; </li></ul><ul><li>- lavar bem as mãos após manusear com carne crua, frutas e vegetais; </li></ul><ul><li>- não mexer ou limpar as fezes dos gatos. </li></ul>
  4. 5. Como avaliar? <ul><li>Toda mulher que esteja planejando engravidar deverá ser submetida a testes sorológicos da toxoplasmose. </li></ul><ul><li>Caso o resultado do teste seja positivo, isto indicará que o médico não irá precisar elaborar medidas profiláticas. Um achado sorológico indicará que em algum momento da sua vida a mulher teve contato com o antígeno toxoplasmático, possuindo anticorpos contra o mesmo. Caso o exame sorológico mostre-se negativo, a preocupação aumenta: deve-se orientar a gestante para que evite o contato com gatos, bem como contato com carne de gato, alimentos potencialmente contaminados bem como água. Comidas cruas deverão ser evitadas </li></ul>
  5. 6. Como ocorre <ul><li>A toxoplasmose congênita ocorre apenas quando as mulheres apresentam a infecção ativa durante a gestação. Em geral, não há risco para o feto quando a infecção ocorre mais de 6 meses antes da gestação. Mulheres com algum grau de imunodeficiência podem desenvolver a doença mais de uma vez. </li></ul><ul><li>O parasita da toxoplasmose é conhecido por atravessar a placenta. Em cerca de 40% dos casos nos quais a gestante tem toxoplasmose, o bebê é infectado . </li></ul>
  6. 7. E o período? <ul><li>Quando a mãe é infectada entre 10 e 24 semanas de gestação, o risco de seqüelas importantes para o recém-nascido é de 5-6 por cento. Quando a mãe é infectada em um período mais tardio da gestação, a chance de o bebê apresentar seqüelas é muito pequena. </li></ul>
  7. 8. Toxoplasmose congênita <ul><li>Aproximadamente 40% dessas mulheres, se não tratadas, transmitirão a infecção </li></ul><ul><li>A incidência da infecção fetal é maior quando essa é adquirida no terceiro trimestre (59%), e a gravidade é maior quando a infecção materna é adquirida no primeiro trimestre, apesar do menor risco de transmissão (14%). </li></ul><ul><li>O risco de infecção fetal e a gravidade são intermediários no segundo trimestre (29%) </li></ul><ul><li>A incidência da toxoplasmose congênita é variável, ocorrendo em 1:1000 a 1:12.000 dos nascimentos </li></ul>Beazley DM, Egerman RS. Toxoplasmosis. Semin Perinatol 1998; 22: 332-8 Guerina NG, Hsu Ho-Wen, Meissner C et al. Neonatal serologic screening and early treatment for congenita Toxoplasma gondii infection. N Engl J Med 1994; 330: 1858-63.
  8. 9. Toxoplasmose congênita <ul><li>No Brasil, entre 25 e 40% das gestantes são soronegativas para a toxoplasmose. O risco de infecção aguda durante a gestação é de aproximadamente 1% e a transmissão fetal ocorre em 30% dos casos, levando a infecção fetal de gravidade variável. </li></ul>Spalding SM. Acompanhamento de gestantes com risco de transmissão de infecção congênita por Toxoplasma gondii Nicolle & Manceaux, 1909 na região do alto Uruguai, RS, Brasil: diagnósticos e aspectos epidemiológicos [dissertação]. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz; 2000.
  9. 10. Formas: ciclo evolutivo <ul><li>Taquizoíto (a forma invasiva encontrada na infecção aguda) </li></ul><ul><li>Cisto (contém os bradizoítos; encontrados nos tecidos) </li></ul><ul><li>Oocisto (contém os esporozoítos; encontrados no solo e fezes exclusivamente na família dos felinos) </li></ul>
  10. 11. Toxoplasmose congênita taquizoítos Cisto tecidual Oocisto imaturo Oocisto maduro
  11. 12. Toxoplasmose congênita
  12. 13. <ul><li>Transmissão </li></ul>Transplacentária
  13. 14. Clínica <ul><li>PREMATURIDADE </li></ul><ul><li>ALTERAÇÂO LIQUOR – HIPERPROTEINORRAQUIA/ PLEIOCITOSE/ LINFOCITOSE </li></ul><ul><li>CORIORRETINITE </li></ul><ul><li>RETARDO MENTAL </li></ul><ul><li>ÓRGÃOS ENDÓCRINOS –DM </li></ul><ul><li>SÍNDROME NEFRÓTICA </li></ul><ul><li>ALTERAÇÕES ÓSSEAS </li></ul><ul><li>HEPATOMEGALIA </li></ul><ul><li>PETÉQUIAS </li></ul><ul><li>ASCITE </li></ul><ul><li>DIFICULDADE RESPIRATÓRIA </li></ul><ul><li>SURDEZ </li></ul>
  14. 15. ENCEFALITE
  15. 16. Múltiplas calcificações periventriculares associadas a hidrocefalia. Há também calcificações na fossa posterior, situadas na substância branca cerebelar. 
  16. 18. Múltiplas calcificações periventriculares associadas a hidrocefalia. Há também calcificações na fossa posterior, situadas na substância branca cerebelar.  Caso clínico do Dr. Paulo R. Margotto / HFA/EMFA
  17. 19. Corioretinite
  18. 21. Corioretinite
  19. 22. Normal Corioretinite
  20. 23. Petéquias
  21. 24. Toxoplasmose congênita
  22. 25. DOENÇA NEONATAL <ul><li>Sinais e sintomas presentes ao nascimento. Um ou mais. </li></ul><ul><li>Sinais e sintomas de doença generalizada podem predominar e os sinais neurológicos estão sempre presentes. </li></ul><ul><li>Raramente evoluem sem seqüelas. </li></ul>
  23. 26. FORMA SUB-CLÍNICA <ul><li>Normalmente o diagnóstico é feito baseado em primoinfecção materna. </li></ul><ul><li>RN assintomáticos ou oligossintomáticos. O diagnóstico é baseado na história de primoinfecção materna ou persistência de títulos no lactente. A prematuridade (em 50%) ou a restrição do crescimento intra-uterino são considerados sinais clínicos. </li></ul>
  24. 27. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL <ul><li>PESQUISA DE PARASITOS E SEUS COMPONENTES </li></ul><ul><li>ISOLAMENTO DO TOXOPLASMA </li></ul><ul><li>Inoculação em camundongos. </li></ul><ul><li> Isolamento em Cultura de Células </li></ul><ul><li>Reação de Polimerase em Cadeia (PCR) </li></ul>
  25. 28. TESTES SOROLÓGICOS <ul><li>TESTE DE IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA </li></ul>
  26. 30. USG e TC Crânio <ul><li>A incidência de anomalias ultra-sonografias varia de 18,1% a 36,4%, estando associada à idade gestacional da infecção fetal </li></ul><ul><li>As alterações observadas com maior freqüência são dilatação ventricular e calcificações intracranianas </li></ul>Berrebi A, Bessières MH, Cohen-Khalas Y, et al. Diagnostic anténatal de la toxoplasmose. A propos de 176 cas. J Gynecol Obstet Biol Reprod (Paris) 1993; 22:261-8 Hohlfield P, MacAleese J, Capella-Pavlovski M, et al. Fetal toxoplasmosis: ultrasonographic signs. Ultrasound Obstet Gynecol 1991; 1:241-4.
  27. 31. Couto JCF, Leite JM: Ultrasonographic markers for fetal congenital toxoplasmosis; Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.26 no.5 Rio de Janeiro June 2004  
  28. 32. Tratamento <ul><li>A toxoplasmose materna pode ser tratada com sucesso com determinados antibióticos. O diagnóstico precoce e o tratamento diminuem as chance de infecção fetal. Caso o bebê já tenha sido infectado, o tratamento com outras medicações podem tornar a doença menos severa. Entretanto, o tratamento pode não prevenir os efeitos no bebê. O tratamento durante o primeiro ano de vida pode ser muito útil. </li></ul><ul><li>75% dos bebês com toxoplasmose congênita geralmente não apresentam nenhuma alteração ao nascimento. Ainda assim, estudos a longo prazo mostram que mais de 90 por cento desenvolvem problemas de cegueira, surdez, e retardo de desenvolvimento. Estes sintomas podem surgir meses ou anos após o nascimento. Por esta razão, crianças com toxoplasmose congênita devem ser tratadas durante o primeiro ano de vida e periodicamente examinadas. </li></ul>
  29. 33. Tratamento <ul><li>A toxoplasmose congênita deve ser tratada com terapêutica específica em todos os recém-nascidos (RN) quer na forma sintomática ou subclínica, sendo neste último caso com a finalidade de prevenir as seqüelas tardias que possam ocorrer. </li></ul>
  30. 34. Os medicamentos <ul><li>As drogas utilizadas para o tratamento da toxoplasmose congênita no RN são: pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. </li></ul><ul><li>O esquema recomendado para tratamento da toxoplasmose congênita no RN é indicado logo após o nascimento. </li></ul>
  31. 35. Profilaxia <ul><li>Orientação: </li></ul><ul><li>- Maior cuidado com as grávidas soronegativas. </li></ul><ul><li>- Possuem maior contato com gatos. </li></ul><ul><li>- Evitar ambientes com areia. </li></ul>
  32. 36. Prevenir sempre! <ul><li>A prevenção da toxoplasmose congênita é de fundamental importância para um melhor controle da infecção evitando as graves seqüelas que podem ocorrer no feto e no RN. </li></ul>
  33. 38. Referências bibliográficas <ul><li>Melo,LC. toxoplasmose congênita. Assistência ao Recém-Nascido de Risco, editado por Paulo R. Margotto, 2a Edição, 2004 </li></ul><ul><li>Couto JCF, Leite JM: Ultrasonographic markers for fetal congenital toxoplasmosis; Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.26 no.5 Rio de Janeiro June 2004 </li></ul><ul><li>  Berrebi A, Bessières MH, Cohen-Khalas Y, et al. Diagnostic anténatal de la toxoplasmose. A propos de 176 cas. J Gynecol Obstet Biol Reprod (Paris) 1993; 22:261-8 </li></ul><ul><li>Hohlfield P, MacAleese J, Capella-Pavlovski M, et al. Fetal toxoplasmosis: ultrasonographic signs. Ultrasound Obstet Gynecol 1991; 1:241-4 </li></ul><ul><li>Spalding SM. Acompanhamento de gestantes com risco de transmissão de infecção congênita por Toxoplasma gondii Nicolle & Manceaux, 1909 na região do alto Uruguai, RS, Brasil: diagnósticos e aspectos epidemiológicos [dissertação]. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz; 2000 </li></ul><ul><li>Vaz AJ, Guerra EM, Ferratto LCC, Toledo LAS, Azevedo Neto RS. Sorologia positiva para sífilis, toxoplasmose e doença de Chagas em gestantes de primeira consulta em centros de saúde da área metropolitana, Brasil. Rev Saúde Pública 1990; 24:373-9 </li></ul><ul><li>Beazley DM, Egerman RS. Toxoplasmosis. Semin Perinatol 1998; 22: 332-8 </li></ul><ul><li>Guerina NG, Hsu Ho-Wen, Meissner C et al. Neonatal serologic screening and early treatment for congenita Toxoplasma gondii infection. N Engl J Med 1994; 330: 1858-63 </li></ul>
  34. 39. Obrigada!

×