Ingrid Fé é Conhecimento

1.474 visualizações

Publicada em

A fé é um conhecimento para o qual é preciso despertar, é Deus conhecendo-se
a Si mesmo em nós...

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.474
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
150
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
12
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Ingrid Fé é Conhecimento

  1. 1. “ A fé é um conhecimento para o qual é preciso despertar, é Deus conhecendo-se a Si mesmo em nós.” Jean-Yves Leloup
  2. 2. Entrego-me à causa que é esperança. A lufada de vento arranca folhas das plantas.
  3. 3. Seis anos, Quatro meses, Nove dias. Uma saudade. Funda, farta, forte, fértil.
  4. 4. À noite segue o dia. Não há tribulação sem consolação.
  5. 5. O reencontro.
  6. 6. O abraço e o riso, a comemoração.
  7. 7. O abraço e o riso, a comemoração. Lágrimas de alegria, um toque, uma palavra, um olhar.
  8. 8. A mãe, e a filha.
  9. 9. O tão esperado beijo, após a mais longa e penosa espera.
  10. 10. Seis anos, quatro meses, e nove dias.
  11. 11. “ Esses filhos são minha luz, minha lua, minhas estrelas.”
  12. 12. “ Por eles encontrei coragem para enfrentar a selva, para voltar a vê-los.”
  13. 14. Feitos de barro e sopro, somos um feixe de surpreendentes emoções. As lágrimas.
  14. 15. O amor dos filhos. E o amor dos pais.
  15. 16. Como todos os pais, sua mãe e seu pai desejam à filha recém-nascida todo o bem do mundo. Ingrid Betancourt nasceu no dia de Natal, em dezembro de 1961.
  16. 17. “ Que encontre na felicidade uma constante companheira, filha amada. Saiba que se te machucares, Nós também iremos nos ferir...”
  17. 18. cabe aos pais conduzir os passos dos filhos pelo melhor dos caminhos. Diante do oceano de possibilidades da vida,
  18. 19. E Ingrid teve nos seus pais um vivo exemplo de generosidade, de integridade, e de amoroso serviço ao próximo necessitado.
  19. 20. Ainda no ano de 1958, criou o Albergue Infantil de Bogotá, instituição destinada a acolher menores carentes em situação de risco social. A mãe de Ingrid, dona Yolanda Pulecio, sempre esteve envolvida em causas sociais.
  20. 21. Yolanda Pulecio, em 1958.
  21. 22. Ao longo de mais de cinco décadas de existência, aproximadamente 12.000 crianças encontraram abrigo na instituição.
  22. 23. Hoje, ao caminhar pela capital colombiana, dona Yolanda não raramente se depara com algum ex-aluno da instituição, já adulto, que a abraça e agradece todo o carinho e cuidado recebidos, tratando-a carinhosamente por “Máma Yolanda”.
  23. 24. E, no exemplo da sua querida mãe, encontrou Ingrid a lição da importância do cuidado e da compaixão.
  24. 25. O olhar da mãe e o olhar da filha. Missão, dever, destino. O que é que torna plena uma vida?
  25. 26. A Caridade, a Compaixão e a Justiça. Os movimentos da alma. A leveza proporcionada pela conscientização do dever a ser cumprido, – a promoção da dignidade humana.
  26. 27. “ A vida, para ser bela, deve estar cercada de verdade, de bondade, de liberdade. Essas são as coisas pelas quais vale a pena morrer.” Rubem Alves
  27. 28. O pai de Ingrid, Gabriel Betancourt, dedicou a sua vida a outra causa igualmente nobre, – a promoção da educação e da cultura.
  28. 29. Atuou, inicialmente, como ministro da Educação, na Colômbia, sendo posteriormente designado embaixador colombiano na Unesco, o que motivou a mudança da família para a França, quando Ingrid ainda era pequena.
  29. 30. A residência da família era um local de encontro para renomados pensadores e artistas latino-americanos, como Pablo Neruda, Fernando Botero e Gabriel García Márquez.
  30. 31. Dentre as recordações de Ingrid desta época figuram as tardes que ela, adolescente, passava lendo poesia ao lado de Pablo Neruda.
  31. 32. Certa vez, perguntaram ao poeta qual a coisa mais importante do mundo, ao que ele respondeu: “ Tratar de que o mundo seja digno para todas as vidas humanas, não só para algumas.”
  32. 33. “ Foi graças à Colômbia que você conheceu a Europa, frequentou as melhores escolas e viveu um esplendor cultural que colombiano algum dificilmente conhecerá...” E Ingrid cresce ouvindo os conselhos de seu pai:
  33. 34. “ Todas essas possibilidades de que você se beneficia fazem com que hoje você tenha uma dívida com o país. Não se esqueça disso.”
  34. 35. E com tais palavras em mente, Ingrid se forma em Ciências Sociais, pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris. Em 1983, casa-se com o diplomata francês Fabrice Delloye, com quem tem dois filhos, Mélanie, nascida em 1985, e Lorenzo, nascido em 1988.
  35. 36. Aos 29 anos de idade, depois de conhecer as vantagens de uma vida confortável e privilegiada na capital francesa, Ingrid Betancourt resolve fazer o inimaginável.
  36. 37. Lança-se de corpo e alma, disposta a contribuir na plena medida de suas forças para o resgate de seu país de origem, a Colômbia.
  37. 38. Um país mergulhado num cenário explosivo, caracterizado pelo poder dos narcotraficantes, a corrupção de autoridades, e o terror dos paramilitares de extrema direita.
  38. 39. Uma jovem mulher, com os seus sonhos e as suas esperanças. O que seria de nós, se não sonhássemos?...
  39. 40. Incansável militante, torna-se uma árdua promotora da justiça social e da educação, Em 1994, aos 33 anos, é eleita Deputada, com a maior votação registrada no país. elegendo-se posteriormente Senadora, outra vez com a maior votação já registrada para o cargo no país.
  40. 41. Uma vez que a causa que abraça – o combate à corja de políticos corruptos e ao narcotráfico – defronta muitos interesses escusos, não tarda até que comece a receber seguidas ameaças de morte.
  41. 42. Tais ameaças, no entanto, apenas reforçam a sua convicção da necessidade de seus esforços e da validade da causa pela qual luta. Ingrid mantém a sua agenda, sendo que a única mudança na sua rotina é o colete à prova de balas, que passa a usar constantemente.
  42. 43. Uma jovem mulher, com a sua fé e a sua coragem.
  43. 44. o que é confortável pela peregrinação desconfortável e árdua rumo a outro destino. Coragem significa arriscar o conhecido em nome do desconhecido, o familiar pelo não familiar,
  44. 45. Não é possível saber se conseguiremos fazer a travessia ou não. É uma aposta. Mas apenas os que apostam sabem o que é a vida.
  45. 46. E em 2002, aos 40 anos de idade, Ingrid Betancourt resolve se candidatar à presidência da Colômbia.
  46. 47. 23 de fevereiro de 2002 Foto tirada minutos antes de seu sequestro.
  47. 48. Em plena campanha presidencial, vestindo uma camiseta que leva o slogan da sua campanha – “Colombia Nueva”.
  48. 49. Durante o deslocamento para o vilarejo de San Vicente, a emboscada, o sequestro, a violência.
  49. 50. Uma guerrilha tão sangrenta, quanto imprevisível. O cruel cativeiro nas densas florestas colombianas. Ingrid é arrancada do veículo, e levada prisioneira para o desconhecido.
  50. 51. A fragilidade feminina diante do cruel encarceramento. A sua fragilidade, e a sua força...
  51. 52. tornando praticamente impossível a sua localização por aeronaves que porventura sobrevoassem a área. Um cativeiro localizado em meio à densa vegetação, sob várias camadas de sombras formadas pela copa das árvores,
  52. 53. Sombras sobre sombras, fazendo com que por vezes os reféns fiquem vários dias sem ver a luz do sol.
  53. 54. E apenas um mês após o sequestro, o pai de Ingrid, em meio ao desespero, vem a falecer em decorrência de problemas cardio-respiratórios.
  54. 55. A família lança um apelo humanitário, para que Ingrid seja liberta, de modo a poder participar do enterro do pai. O pedido é ignorado.
  55. 56. Os constantes deslocamentos, visando dificultar possíveis operações de localização e resgate. As durezas da rotina nos acampamentos, as longas marchas mata adentro, todas as privações, humilhações, torturas.
  56. 57. Num vídeo gravado como prova de vida, Ingrid afirma: “ Estou bem, estou viva. Só peço a Deus que me ajude a colocar um pé na frente do outro para poder andar dia após dia.”
  57. 58. Numa entrevista concedida após a sua libertação, Ingrid recorda: Em todas as suas expressões”. “ Nós (os sequestrados) levávamos a dor do mundo em todas as suas dimensões.
  58. 59. “ A floresta é um lugar hostil. Tudo dói nela. A pele não é um espaço de proteção, mas de dor. Comer dói, ir ao banheiro dói, tomar banho dói, viver dói, respirar dói. Não ver o céu dói. Não ver as pessoas que a gente ama dói”.
  59. 60. “ Um deserto de afeição, de solidariedade, de afeto.” “ Os incessantes sons macabros dos animais, e, à noite, o som dos gemidos dos companheiros que choravam dormindo e gritavam seus pesadelos”.
  60. 61. “ Como reféns, passávamos por uma humilhação constante. Éramos vítimas de total arbitrariedade. Você passa a conhecer o pior que pode existir numa alma humana.”
  61. 62. “ O que me permitiu passar por tamanho sofrimento foi o sentimento de que Deus estava ao nosso lado. Não fosse por este sentimento, dificilmente conseguiria suportar as penas impostas no cativeiro.”
  62. 63. Desce a tarde. No céu, luz sutilíssima, quase invisível, está o primeiro sinal da lua.
  63. 64. E por cinco vezes, Ingrid tenta fugir do cruel cativeiro. Em uma das ocasiões, passa três dias perdida na selva antes de ser recapturada.
  64. 65. Ela conta que durante os dias que passou perdida na selva, era motivo de alívio e tranquilidade sentir-se livre, a salvo dos olhares vigilantes dos guardas, das armas e das correntes. apesar de todos os riscos e das incertezas a que estava exposta,
  65. 66. Acrescenta que tarde da noite buscava uma clareira em meio à densa vegetação, e ao se deitar contemplava, em liberdade, a lua e as estrelas antes de dormir.
  66. 67. E, em meio ao desconhecido, não sabia para que lado ir, se encontraria algo com que pudesse se alimentar, ou mesmo se sairia viva daquela situação. Sabia, porém, que estava livre, e isto lhe bastava.
  67. 68. “ Durante os anos de cativeiro, descobri que a liberdade é tão vital quanto o oxigênio. Ingrid Betancourt Ela é a principal chave para a dignidade humana.”
  68. 69. “ Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, Cecília Meireles que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda...”
  69. 70. O alvorecer de mais um dia, recebido na frágil liberdade que a fuga concedera.
  70. 71. O incessante caminhar, até o fim das forças ao cair da noite.
  71. 72. A serena beleza do horizonte só encontra sentido quando se está livre. O côncavo do céu, e a interrogação das estrelas.
  72. 73. E após cada captura, o castigo redobrado. A fragilidade de um corpo, diante das garras do agressor. As correntes cada vez mais pesadas, as privações e humilhações cada vez mais severas.
  73. 74. Não raro, os carcereiros executam os fugitivos que são recapturados, de modo a servir de lição, e desencorajar os demais reféns. Ingrid Betancourt, no entanto, é considerada uma moeda de troca de alto valor, o que faz com que sua vida seja poupada.
  74. 75. Embora lhe poupem a vida, não lhe aliviam os castigos, cada vez mais severos após cada tentativa de fuga.
  75. 76. Numa ocasião, ela é acorrentada pelo pescoço a uma árvore. Por três dias é forçada a permanecer em pé, sob o jugo do cruel castigo, até que resolvam lhe abrandar a pena.
  76. 77. Em outra ocasião, Ingrid tem as botas confiscadas.
  77. 78. Outra punição para os fugitivos capturados é atormentá-los durante o sono com tarântulas e cobras. Lembrando-lhes que a selva que os cerca está infestada destes e outros perigos.
  78. 79. A fragilidade de uma mulher e a sua fortaleza. A sua fé, e o seu calvário...
  79. 80. Certa vez, determinaram que Ingrid deveria reparar e costurar os uniformes gastos e rasgados. Além da pilha de uniformes velhos, entregaram-lhe também material de costura.
  80. 81. Foi nessa ocasião que ela confeccionou, com linhas, botões e alguns gravetos, o rosário que viria a acompanhá-la durante as duras penas do cativeiro.
  81. 82. Um símbolo de fé. Um símbolo de resistência.
  82. 83. Um símbolo de fé. Um símbolo de resistência.
  83. 84. “ Na selva eu perdi a infância de meus filhos... e ganhei Deus, ganhei humildade e muito amor pelo mundo.”
  84. 85. Tribulações podem ser joias para a alma, uma ocasião para a elevação do espírito.
  85. 86. Quantas lágrimas não regaram o solo do cativeiro em meio à selva fechada?
  86. 87. A ilimitada resignação necessária quando a fé é testada até o extremo.
  87. 88. Na nossa caminhada pela vida terrena, há momentos em que somos obrigados a peregrinar por terras candentes e áridas.
  88. 89. Há momentos em que constatamos que, salvo a nossa fé e a nossa esperança, tudo mais nos foi roubado, tudo mais perdemos.
  89. 90. E é neste instante que descobrimos que tudo ainda possuímos...
  90. 91. Salvo a Fé, o Amor e a Esperança, tudo mais perece.
  91. 92. São os sonhos dos homens que sustentam o mundo em sua órbita. Que seria de nós, se não sonhássemos?...
  92. 93. Um antigo ditado ensina: “ Quanto mais intenso o inverno, mais bela a primavera floresce ...”
  93. 94. Um antigo ditado ensina: “ Quanto mais intenso o inverno, mais bela a primavera floresce ...” 02 de julho, 2008. O milagre do resgate.
  94. 95. 02 de julho, 2008. O milagre do resgate.
  95. 96. O tão aguardado abraço.
  96. 97. Quem algum dia sondará o que se passou no coração desta mãe, e no coração da sua filha?...
  97. 98. Quem algum dia sondará o que se passou no coração desta mãe, e no coração da sua filha?...
  98. 99. Feitos de barro e sopro, somos um feixe de surpreendentes emoções.
  99. 100. Não há tribulação sem consolação, já diziam os povos antigos.
  100. 101. A supressão do tempo na dilatação amorosa do espírito. Há momentos em que o Amor derrama-se abundante, gratuito, fundo e forte.
  101. 102. E nos dias de cativeiro, a constante lembrança dos filhos – Mélanie e Lorenzo, de quem fora apartada ainda pequenos.
  102. 103. Mélanie contava, então, com dezesseis anos de idade, e Lorenzo, com apenas treze.
  103. 104. O tempo que corre sem cessar. E que transforma crianças e adolescentes em jovens adultos.
  104. 105. Lacunas a serem preenchidas.
  105. 106. Lembranças e histórias a serem compartilhadas...
  106. 107. Ingrid, sem hesitar por um segundo, responde... Diante da pergunta se o dia mais feliz da sua vida foi o dia da sua libertação,
  107. 108. ...que não, acrescentando que os dias mais felizes da sua vida foram as datas em que seus filhos tão amados nasceram.
  108. 109. “ Esses filhos são minha luz, minha lua, minhas estrelas.” “ Por eles encontrei coragem para enfrentar a selva, para voltar a vê-los.”
  109. 110. ela responde que a sua experiência político-partidária a fez perder as esperanças de que as mudanças necessárias possam advir da arena política. E ao ser questionada sobre a carreira política interrompida,
  110. 111. Acrescenta que abandona a política partidária, mas não a Política. A Política com “ p” maiúsculo, que move, que mobiliza, que impulsiona rumo ao Amor, à Justiça, e à Solidariedade.
  111. 112. A Política do Amor. A Política da Compaixão. A Política da Fraternidade.
  112. 113. E apenas poucas semanas após a sua libertação, Ingrid inicia uma série de visitas a presidentes e autoridades, com o intuito de agradecer o apoio que resultou na sua soltura,...
  113. 114. ...e, principalmente, de mobilizar as lideranças para a urgente necessidade de se buscar saídas para o impasse dos tantos que ainda se encontram sequestrados e mantidos cativos nas selvas colombianas.
  114. 115. A incansável caminhada – agendas, encontros, reuniões. A utopia de um outro mundo possível.
  115. 116. Brasil
  116. 117. Chile Bolívia
  117. 118. Equador Venezuela
  118. 119. Espanha México
  119. 120. Argentina
  120. 121. Peru Colômbia
  121. 122. França
  122. 123. Título de “Cidadã de Honra”, conferido pela Prefeitura de Paris.
  123. 124. “ Ontem chorava lágrimas de tristeza, hoje, lágrimas de alegria...”
  124. 125. Na Sede da Organização das Nações Unidas (ONU) Nova York, EUA
  125. 126. Troféu “Pellegrino di Pace” (“Peregrino da Paz”) Roma, Itália
  126. 127. Na cerimônia de encerramento da conferência “ A Civilização da Paz: Diálogo entre Culturas e Religiões”, Ingrid dirigiu-se aos participantes:
  127. 128. “ É preciso acreditar num mundo melhor, que o bem sempre vence o mal, e que nos próximos dias haveremos de testemunhar o início do tempo do espírito, tão esperado por nós.”
  128. 129. “ Os valores da nossa civilização devem mudar, com a sede de poder e a ganância dando lugar ao serviço e à doação.”
  129. 130. “ A verdadeira mudança deve começar em cada um de nós. É a partir do somatório das mudanças individuais que poderemos construir um mundo melhor.”
  130. 131. “ Nós somos os construtores de um tempo novo, aqueles que inauguram um tempo novo do espírito, um tempo oportuno para que os sonhos se tornem realidade.”
  131. 132. “ Com a fé tudo é possível.”
  132. 133. Evento promovido pela comissão organizadora do Prêmio Nobel da Paz.
  133. 134. Ao lado de Bono Vox, ativista com trabalhos humanitários na África.
  134. 135. O emocionante reencontro com o policial colombiano Pinchao, ex-companheiro de cativeiro.
  135. 136. Depois de oito anos no cativeiro, Pinchao conseguiu fugir, em 2007, do acampamento onde era mantido refém, deixando-se levar, durante uma tempestade, para a liberdade pela correnteza de um rio, seguido de dezoito dias de caminhada pela selva.
  136. 137. Recordando os tempos difíceis de cativeiro, e o apoio recebido em tais horas, ele afirma: “ Ingrid foi minha luz, meu caminho, meu guia nos momentos em que estava na escuridão”.
  137. 138. Prêmio “ Mulher do Ano 2008” Viena, Áustria
  138. 139. Encontro “Como construir um mundo melhor”
  139. 140. Ao lado de Luis Eladio Pérez, ex-congressista colombiano, que aborda em seu livro, intitulado “Inferno Verde”, os sete anos em que permaneceu confinado no cárcere das Farc.
  140. 141. Ingrid, com a voz embargada e chorando em alguns momentos, lembrou os reféns que ainda permanecem cativos na selva, à espera de resgate: Durante o lançamento do livro de seu ex- colega de cativeiro,
  141. 142. “ Sou muito feliz... mas meu coração ainda está preso nas árvores da floresta...”
  142. 143. “ Sou muito feliz... mas meu coração ainda está preso nas árvores da floresta...”
  143. 144. A importância dos vínculos afetivos.
  144. 145. “ Minha terapia é o amor de minha família, com eles eu volto a ser feliz”,...
  145. 146. ...afirma Ingrid, cercada dos filhos, da mãe, da irmã, Astrid, e do sobrinho.
  146. 147. Uma família feliz nada mais é que o paraíso antecipado.
  147. 148. Entrega do Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia 2008. Cidade de Oviedo, Espanha.
  148. 149. Um reconhecimento “ da dignidade e da coragem” de Ingrid diante do cativeiro.
  149. 150. Segundo o júri, ela personifica todos aqueles no mundo que estão privados de liberdade devido à “defesa dos direitos humanos e luta contra a violência, a corrupção e o narcotráfico”.
  150. 151. Ingrid, após afirmar que não merece “ semelhante distinção”, aceita receber o prêmio, com “imensa emoção, muito respeito e humildade” em nome de seus antigos colegas de cativeiro, vivos e mortos.
  151. 152. Dedica o prêmio à sua “amada Pátria, a Colômbia, sedenta de concórdia e paz”. E, agradecendo a Deus, pede para que Ele a guie para “ poder responder com altura e sabedoria às oportunidades que se abrem para servir aos que sofrem, e ser a voz dos que não podem se expressar”.
  152. 153. “ Atrevo-me a receber o prêmio em nome de meus companheiros sequestrados, aqueles que estão esperando sua vez para a liberdade, e, com muito amor, em nome dos meus companheiros que não voltarão, aqueles que morreram na selva”.
  153. 155. Cerimônia de entrega da medalha da “ Legião da Honra”, a mais alta condecoração da França.
  154. 156. O mundo, e as voltas que ele dá.
  155. 158. A fragilidade e a força, a fé e a coragem de todas as mulheres. A fragilidade e a força, a fé e a coragem de uma mulher.
  156. 159. A fragilidade e a força, a fé e a coragem de todas as mulheres. Tema musical: La Vie Continue (Andre Rieu) Formatação: [email_address]
  157. 161. Saiba sobre Curso e Terapia de Regressão de Memória

×