Rosseau

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Rosseau

  1. 1. ROUSSEAU (1712 - 1778)
  2. 2. Os Princípios Filosóficos de ROUSSEAU  Ao contrário dos iluministas, não se mostra a favor de um pleno racionalismo, tampouco aplaude o obscurantismo religioso.  O homem não é apenas razão, mas também sentimento.  A civilização não demonstrava o apogeu da vida humana, mas apontava degeneração da moral.  Polidez e educação x interesse pessoal  Importância a supérfluo.  Máscara aos baixos interesses do homem.  Não era contra a civilização, mas demonstrava as mazelas da apresentada na busca de uma reformulação.
  3. 3. O ESTADO DE NATUREZA  “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens.” - Análise do homem no estado de natureza à vida em sociedade – mazela humana.  Há uma crítica aos demais contratualistas, uma vez que, por estes não chegarem nos estágios mais primitivos dos homens, incluíam no estado de natureza vícios da civilização: “Todos, falando incessantemente de necessidade, de avidez, de opressão, de desejos e de orgulho, transportam para o estado de natureza ideias que haviam tirado da sociedade: falavam do homem selvagem e descreviam o homem civil.”
  4. 4.  No estado de natureza o homem não necessita de técnicas, da palavra, de guerras, de residência, de vinculo com seus semelhantes, nem necessidades artificiais criadas pela civilização.  No estado de natureza o homem não está vinculado a ninguém, nem a leis ou convenções, a liberdade é a principal característica.  Apenas existe um vinculo com a natureza, uma vez que depende de seus recursos naturais para sobrevivência.  Outra característica trivial do estado de natureza é a perfectibilidade do homem, sendo, inclusive, o que lhe distingue dos outros animais: - Perfectibilidade – Animal (instinto). - Homem (aperfeiçoa) – Condução a uma evolução ou involução (infelicidade).  Amor próprio e piedade.
  5. 5. “Concluamos que, errado pelas florestas, sem engenho, sem a palavra, sem o domicílio, sem guerra e sem vínculos, sem a menor necessidade de seus semelhantes, assim como sem nenhum desejo de prejudicá-los, até sem jamais reconhecer algum deles individualmente, o homem selvagem, sujeito a poucas paixões e bastando-se a si mesmo, tinha apenas os sentimentos as luzes próprias desse estado, sentia apenas suas verdadeiras necessidades, só olhava o que acreditava ter interesse de ver e sua inteligência não fazia mais progressos do que sua vaidade. Se porventura fazia alguma descoberta, não podia comunicá-la, pois nem sequer os filhos reconhecia. A arte perecia com o inventor; não havia educação nem progresso, as gerações multiplicavam-se inutilmente e, partindo cada um sempre do mesmo ponto, os séculos escoavam-se em toda a grosseria das primeiras épocas, a espécie já estava velha e o homem continuava a ser sempre criança”
  6. 6.  O fato de não existir uma ideia do bem, não quer dizer que prevaleça a condição má (“o homem é o lobo do homem”), o que resta é a ignorância dos vícios que acalma as paixões dos homens (o bom selvagem).  O surgimento da propriedade privada põe a termo a felicidade natural, dando origem ao estado de desigualdade entre os homens:  “ O primeiro que, tendo cercado um terreno, atreveu-se a dizer: Isto é meu, e encontrou pessoas simples o suficiente para a acreditar nele, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil”
  7. 7.  Ao contrário dos demais contratualistas que defendiam ser a vida social proveniente de vontade dos indivíduos em se reunirem, Rousseau afirma que a vida social surgiu da apropriação do bens naturais por alguns.  Com o surgimento da agricultura e da metalurgia, conhecimento que não é comum a todos, gera divisão do trabalho, propiciando o poder de um sobre o outro, o que enseja a apropriação dos bens da natureza de uns em detrimento de outros.
  8. 8.  Resultado:  Disputa, vaidade, hierarquização entre os homens, ambição, avareza, etc.  O homem, não conseguindo desconstituir a realidade proveniente da propriedade privada e as facilidades da divisão de trabalho, o que impede de renunciar a estes estado da vida social, entra em constante estado de guerra.  Os ricos, através do contrato social realizado em face da guerra, enganam os pobres criando duas grandes instituições (Estado e o Direito), sub o fundamento de que iriam lhe dar garantias.
  9. 9. Contrato Social Espúrio (garantia da ordem jurídica e política da própria exploração).  “ Com esse intuito, depois de expor aos vizinhos o horror de uma situação que os armava todos contra os outros, que lhe deixava as posses tão onerosas quantos as necessidades deles e na qual ninguém encontrava segurança, nem na pobreza nem na riqueza, inventou facilmente razões especiosas para conduzi-los ao seu objetivo. “Unamo-nos”, disse-lhes, para resguardar os fracos da opressão, conter os ambiciosos e assegurar a cada qual a posse do que lhe pertence”.
  10. 10. CONCLUSÃO (pessimismo)  Estado de natureza: tranquilidade com suas paixões.  Estado de civilização: busca do poder e reputação, explora e é explorado, apropria-se de bens e sofre para preservá-los.
  11. 11. O Contrato Social  Disposto na obra de mesmo nome: “O Contrato Social” (abre uma possibilidade de melhora da condição do homem demonstrado na obra “O Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”): “O homem nasceu livre e por toda parte está agrilhoado. Aquele que se crê senhor dos outros não deixa de ser mais escravo que eles. Como se deu essa mudança? Ignoro-o. O que pode legitimá-la? Creio poder resolver está questão.
  12. 12.  A solução era direcionada à uma conjunção de forças a partir de um contrato social, onde a força individual representa a força da coletividade, como forma a manter a liberdade.  Os indivíduos se unem como legisladores e como credores das disposições legais. (submetido a lei que é fruto da sua própria vontade): “Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a suprema direção da vontade geral; e recebemos, coletivamente, cada membro como parte indivisível do todo”.
  13. 13.  Elogio a democracia, pois o soberano é o povo que adere em sua totalidade ao contrato social, formando um corpo só (cidadania ativa).  Quando se fala alienação total ao Estado, na teoria de Rousseau, não representa apologia ao absolutismo, pois o estado represente o individuo em caráter geral.  Vontade geral: impossibilidade de valer interesses pessoais, estes devem estar de acordo com o coletivo (interesse comum)  Vontade de todos: soma das vontades particulares (vontade privada).
  14. 14. LEI  Representa a vontade geral, as quais devem ter caráter geral, universal e impessoal (bem comum), sendo seu objetivo primordial a busca da liberdade e igualdade: “Se indagarmos em que consiste precisamente o maior de todos os bens, que deve ser o fim de qualquer sistema de legislação, chegaremos à conclusão de que ele se reduz a estes dois objetivos principais: a liberdade e a igualdade. A liberdade, porque toda dependência particular é igualmente força tirada do corpo do Estado; a igualdade, porque a liberdade não pode subsistir sem ela.”
  15. 15.  Pelo fato da lei ter origem na vontade de todos, o cidadão que a respeita e segue seus moldes conserva sua liberdade, posto que foi por ele determinada: “O que o homem perde pelo contrato social é a liberdade natural e um direito ilimitado a quanto tudo quanto deseja e pode alcançar; o que com ele ganha é a liberdade civil e a propriedade de tudo o quanto possui”
  16. 16. POLÍTICA  Existência do poder executivo e legislativo.  O governo não é soberano, mas subordinado ao povo, seja com um ou vários representantes do executivo, sendo até mesmo o rei subordinado ao povo.  O governo tem tendência a degenerar, representando suas próprias vontades, afastando, portanto, a vontade geral, devendo-se adotar a participação política direta do cidadão (democracia direta participativa).  Religião civil: culto à pátria e à solidariedade.

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