Pedagogia atv 03

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Pedagogia atv 03

  1. 1. VALOR 6,0 NOTA 6,0 Concepções Pedagógicas e a Educação à distância Aline Rodrigues Totti, Pedagogia Digital, Docência no Ensino à Distância Introdução Esta produção textual pretende fazer uma reflexão a cerca das principais tendências pedagógicas, bem como relacioná-las a própria práxis da autora, à suas vivências enquanto aluna e discutir como estas concepções podem contribuir na modalidade de ensino à distância. Os principais eixos epistemológicos: empirismo, apriorismo e interacionismo Primeiramente, a epistemologia é o estudo das teorias do conhecimento, um estudo reflexivo e crítico relacionado à crença e ao conhecimento. É um ramo da filosofia ligado à educação e à psicologia que procura entender questões relativas ao conhecimento e de que forma se dá o desenvolvimento, aprendizagem e o ensino. O apriorismo, também chamado racionalismo ou inatismo, usa uma pedagogia não- diretiva focada no aluno. Acredita que sujeito que possui idéias inatas, e que cabe ao professor apenas despertar o conhecimento pré-existente, o aluno aprende por si só. Procura raciocinar a partir da natureza, da hereditariedade, das raças, dos dons, dos instintos o que pode levar a um preconceito perigoso. Já o empirismo toma por base uma pedagogia diretiva centrada no professor, onde o aluno é o sujeito, visto como a “tabula rasa”, fita vazia, folha em branco ou receptáculo, que nada sabe. Não há diálogo, há monólogo (do professor). Acredita-se que apenas pelo treino e repetição de exercícios organizados em seqüências e etapas bem definidas o aluno pode aprender. O professor é autoritário, há muito silencio em sala de aula e a figura do aluno é passiva, apenas escuta. Não há interação. Interacionismo é visto como uma alternativa, uma resposta às deficiências dos anteriores: empirismo muito focado no professor e apriorismo muito focado no aluno. Na pedagogia relacional o sujeito e objeto são elementos inseparáveis que se complementam e interagem.O professor leva o aluno a agir e a problematizar a ação. A aprendizagem se dá não só pela fala do professor e nem só pelo esforço do aluno, mas pela interação das partes: aluno, professor e conteúdo. O professor é um mediador entre o aluno e o objeto (conteúdo). Há situações problematizadas e estímulo às pesquisas. Primeiramente relacionando essas concepções à minha própria prática docente, fiquei bem satisfeita, ao refletir sobre isso pela primeira vez, visto que este é meu primeiro contato com termos como: pedagogia, metodologia, espistemologia, plano de ensino, práxis pedagogia entre outros. Considerando que o processo de ensino-aprendizagem é composto por três partes básicas: o professor, o aluno e o conteúdo, vou assumir um risco ao dizer que há momento para tudo. Reconheço que trabalho com conteúdos que muitas vezes são absolutamente técnicos criando alguns monólogos, meus. Porém, há conteúdos que favorecem um ambiente mais interativo de discussões, pesquisas e descobertas, de participação ativa e interessada dos alunos, ambiente este tão almejado por nós professores.
  2. 2. Mas há que se considerar que em certas ocasiões, determinadas turmas ou grupos de alunos, ainda não atingiram um amadurecimento necessário a este tipo de prática mais interacionista. Pensando nisto, prefiro deixar estes momentos de maior interatividade para depois de um contato maior com a turma, é preciso preparar os alunos para este tipo de prática. Num primeiro momento gosto de ouvir suas expectativas, suas experiências, vivências e conhecimentos e trabalhar com isso. O conhecimento pré-existente é importante. Como disse a professora Gleicione Souza em seu guia: “Não existe uma única teoria, que sozinha responda a todas as questões. Nenhuma teoria sozinha poderá dar respostas à diversidade de questões que se apresentam no ato de educar.” (SOUZA, 2010) Num segundo momento, relacionando essas concepções à prática docente dos professores, em geral, nos diversos níveis de ensino. Analisando isso na minha visão de aluna, relembrando os momentos vivenciados em minha vida acadêmica, noto que a concepção adotada na prática educacional da maioria de meus professores foi essencialmente empirista até o ensino médio e principalmente nele. Há um memorável professor de biologia no ensino fundamental, temido por todos, com aulas absolutamente silenciosas, que nos fez decorar todos os ossos do corpo que são mais de 100, dos quais eu devo me recordar de cinco, no máximo. No ensino médio, listas intermináveis de exercícios extremamente repetitivos como um treino para o tão temido vestibular, com raras exceções de divertidas aulas no laboratório de química. Já no ensino superior, ainda havia um temido professor de física, mas de um modo geral pude vivenciar como aluna práticas mais interacionistas com estimulo às pesquisas, à busca pelo conhecimento, à formação do pensamento científico, à formação de um olhar crítico para a tecnologia, um ambiente muito mais agradável de aprendizado, com pouquíssimas exceções. Conclusão Na modalidade de educação à distância que é o foco desta disciplina e deste curso, algumas concepções podem trazer mais contribuições ao professor, ao aluno e ao ensino- aprendizagem do que outras. Atividades e ferramentas que favoreçam uma prática mais interacionista devem ser privilegiadas. Na modalidade à distância o aluno ganha uma autonomia maior e uma grande liberdade de pesquisa. Neste sentido é primordial o papel de mediador do professor entre o aluno e o conteúdo, para que o aluno conduza suas pesquisas de maneira acertada dentro dos objetivos propostos e esperados pelo professor. O interacionismo se apresenta como a tendência que mais atende às propostas do ensino à distancia, que se confundem com as propostas do próprio interacionismo, como: Aprendizagem cooperativa, a pesquisa do meio, a ligação entre teoria e prática e a construção e produção do conhecimento em detrimento à reprodução do conhecimento. Na educação à distância o aprender a aprender se torna gritante, visto que o aluno terá múltiplas vias de comunicação e novas ferramentas que deverão ser dominadas em favor da sua própria aprendizagem. As concepções pedagógicas surgem em resposta ao momento histórico-cultural pelo qual passa a sociedade e o interacionisto parece responder bem ao momento atual. Este momento atual é a chamada pós-modernidade onde nada é estático, onde o novo surge a todo instante e as possibilidades de busca por informações são praticamente inesgotáveis, assim não cabe mais neste momento uma postura empirista onde o professor abarca todo conhecimento, pois o conhecimento agora é plural, heterogêneo e está em constante mudança. Também não há espaço para um posicionamento totalmente apriorista, já que, se o professor não pode mais abarcar todo conhecimento, logo o aluno também não o consegue. “As formas tradicionais de ensinar e aprender não se mostram eficazes em um
  3. 3. mundo que cada vez mais acumula informação e conhecimentos em um número gigantesco, se comparado com épocas predecessoras. Onde dificilmente, pessoas ou livros, individualmente, poderão abarcar todo o conhecimento em uma só área da ciência”(GOMES,2010) Bibliografia ARANHA, Maria Lúcia de Arruda Amaral. Filosofia da Educação. 2.ed. São Paulo: Moderna, 1996. 254 p. MOREIRA, Simone de Paula Teodoro. Guia de Estudo – Pós-Graduação em Docência na Educação a Distância (EaD) – Pedagogia Digital – Varginha: GEaDUNIS/ MG, 2006. Referências bibliográficas SOUZA, Gleicione Aparecida Dias Bagne de. Guia de Estudo – Didática e Metodologia no Ensino Superior. Varginha: GEaD-Unis-MG, 2010. GOMES, Celso Augusto dos Santos. Guia de Estudo – Tecnologia e Educação – Celso Augusto dos Santos Gomes. Varginha: GEPÓS-UNIS/MG, 2010. 122p.

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