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Cultura

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Publicada em: Educação
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Cultura

  1. 1. ALTA CULTURA, CULTURA POPULAR, CULTURA DE MASSA Prof.ª Me. Aline Corso
  2. 2. O que é cultura? É a produção global de um povo, envolvendo não só a produção que abrange ideias, mas também a produção material, resultado da prática humana. "Todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade". Edward B. Tylor Ex.: língua, música, artes plásticas, hábitos de consumo, etc.
  3. 3. Alta Cultura (ou cultura erudita)
  4. 4. O que é erudito? Erudito é algo ou alguém que possui uma cultura vasta sobre um determinado assunto. Erudito é um adjetivo que pode estar relacionado a música, a leitura, ou a cultura em geral. Erudito é relacionado a qualquer coisa que seja bem elaborada, estudada, cuidada, como obras eruditas, música erudita, violão erudito, etc. Erudito é também aquela pessoa que tem vontade de aprender sempre, que está sempre estudando, procurando se aprofundar em assuntos cultos, sobre a história do mundo, das artes, da música, etc.
  5. 5. E a cultura erudita? Trata-se de uma cultura produzida por uma minoria de intelectuais das mais diversas especialidades e geralmente saídos dos segmentos superiores da classe média e da classe alta. A cultura erudita está ligada à elite, ou seja, está subordinada ao capital pelo fato de este fator viabilizar esta cultura. Esta exige estudo, pesquisa para se obter o conhecimento, portanto não é viável a uma maioria, e sim a uma classe social que por sua vez possui condições para investir nesses aspectos e em fim obter o conhecimento.
  6. 6. Comumente associada à ideia de alta cultura/cultura erudita: Filosofia Artes Visuais Dança clássica Literatura Ciência Teatro Música erudita
  7. 7. Cultura popular
  8. 8. Conjunto de práticas, crenças e tradições oriundas do povo numa dada sociedade. Constitui-se, desta forma, num sistema de símbolos do modo de pensar da sociedade e de interagir socialmente e com o meio ambiente. Pressupõe o artista como membro ativo da sociedade, sem distinção em relação aos demais. Sua arte está incorporada ao contexto em que vive.
  9. 9. Cultura de massa
  10. 10. Produção em série, visando o consumo massificado. Trata-se de uma produção verticalizada: os produtores não são do povo (assalariado), mas escrevem para o povo. Adota os meios de comunicação de massa como veículos para alcançar as audiências.
  11. 11. Indústria cultural Termo difundido por Adorno e Horkheimer (década de 40). A indústria cultural e a comunicação de massa não podem ser tratadas como coisas distintas. O lucro e a lógica da produção capitalista realizam a mercantilização da arte e da cultura, produzindo “mercadorias culturais”. Cultura como mercadoria. Fabricação em série. Padronização da cultura. Modismo.
  12. 12. Quem é essa massa?
  13. 13. E o que essa nova massa quer?
  14. 14. Pensando sobre a massa... Quando refletimos sobre a massa e o que ela consome – bens físicos reais/simbólicos ou culturais – deve-se considerar o que há disponível no mercado.
  15. 15. Pensando sobre a massa... Alta cultura de massa: grandes produções, requerem uma “enciclopédia” maior por parte do consumidor. Ex.: filmes como Senhor dos Anéis, Cisne Negro (blockbusters), etc. Média cultura de massa: trabalha o cotidiano, tem acesso mediano. Ex.: histórias em quadrinhos, novelas, rock’n’roll, seriados House e CSI, etc. Baixa cultura de massa: são as paródias, uma depauperação da cultura, falsificação da cultura com fins comerciais. Ex.: filmes trash, reality shows, Zorra Total, etc.
  16. 16. Pensando sobre a massa... É importante destacar que não é somente a qualidade estética do produto que define em que categoria ele se encaixa. A lucratividade é, em muitos casos, o principal fator de definição destes três níveis de cultura.
  17. 17. Uma forma de ver a cultura de massa Apocalípticos X Integrados Visão dualista estabelecida por Umberto Eco, que analisa a cultura de massa a partir de conceitos simples: RUIM X BOM
  18. 18. Apocalípticos "As pessoas [...] afirmam que o próximo tem direito, sem dúvida a certos bens fundamentais, como casa, comida, instrução, saúde [...]. Mas será que pensam que seu semelhante pobre teria direito de ler Dostoievski ou ouvir os quartetos de Beethoven?” Antonio Candido
  19. 19. Consideram que os meios de comunicação de massa homogeneizam o público e se baseiam em “médias de gosto”, sem grandes inovações.
  20. 20. Ao invés de representar ou provocar a emoção, os meios de comunicação de massa entregam as emoções prontas.
  21. 21. Os meios de comunicação de massa dão ao público o que ele quer, conforme as leis do mercado e sustentados pela publicidade. Os meios de comunicação de massa encorajam o consumo passivo – a pessoa senta e assiste, sem pensar; o conteúdo vem mastigado.
  22. 22. Integrados A literatura (e nela inclusa "todas as citações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações") é uma manifestação universal de todos os homens de todos os tempos. "Não há povo e não há homem que possa viver sem ela". Antonio Candido
  23. 23. A cultura de massa não quer ocupar o lugar da cultura superior; ela difundiu elementos da alta cultura para um grande grupo que antes não tinha acesso a eles.
  24. 24. Os meios de comunicação de massa propõem elementos de informação de forma indiscriminada, sem distinguir o dado válido do de entretenimento; isso não significa que não haja formação / aprendizado.
  25. 25. A cultura de massa difunde entretenimento: este conceito não se difere do que é propagado no mundo há milênios – pão e circo para o povo.
  26. 26. A cultura de massa inclui a difusão de obras de alta cultura em enormes quantidades, preços baixos e fácil compreensão. Reprodutibilidade técnica muda as condições de recepção da obra: amplia a esfera de participação.
  27. 27. A cultura é dinâmica. Como mecanismo adaptativo e cumulativo, a cultura sofre mudanças. Traços se perdem, outros se adicionam, em velocidades distintas nas diferentes sociedades. Dois mecanismos básicos permitem a mudança cultural: a invenção ou introdução de novos conceitos, e a difusão de conceitos a partir de outras culturas. Há também a descoberta, que é um tipo de mudança cultural originado pela revelação de algo desconhecido pela própria sociedade e que ela decide adotar (Wikipédia).
  28. 28. Um problema maior a solucionar
  29. 29. Como podemos usar os meios de comunicação de massa para difundir valores culturais? Simplesmente mudar a programação e o sistema atual resolveria? Compreender que os três níveis da cultura de massa são complementares e que a mesma pessoa, independente da formação e classe social, pode fruir dos três, gerará uma melhora cultural dos meios de comunicação de massa A solução não é criticar quem consome a baixa cultura, mas sim proporcionar a estas pessoas o acesso de qualidade a média e alta cultura. Adianta oferecer produtos de média e alta cultura de massa se as pessoas não têm interesse em consumir?
  30. 30. Revisando
  31. 31. ALTA CULTURA: Elite intelectual como árbitro supremo dos valores culturais e artísticos; CULTURA DE MASSA: Imposta de cima/padronização/mercado; CULTURA POPULAR: Homem rústico, tradições em desagregação consequente aos processos de industrialização, urbanização e americanização.
  32. 32. S , ! :)
  33. 33. I A C H C G R P - M
  34. 34. Yukinori Yanagi - Nosso norte é o Sul - Bienal do Mercosul 2011
  35. 35. Atividade
  36. 36. ● Experimentar/comer/cozinhar pratos de outras culturas; ● Escutar músicas de outras culturas; ● Apreciar a arte de outra cultura; ● Usar roupas de outras culturas se não existir por trás dessas um significado especial e específico ou em um meio onde tal cultura é a que prevalece e SE as pessoas dessa cultura não se sentirem ofendidas com isso e/ou se for necessário para se adaptar e não ser taxado como alguém "estranho" (ex.: se você estiver de visita ao Paquistão, você pode ter de vestir um shalwar kameez para não se parecer com um turista ocidental. Ou se você for visitar um determinado templo ou um local religioso, você talvez precise/queira vestir-se de formas específicas para não ofender costumes do local. Ou se você for convidado para um casamento/uma festa, pode ser que eles lhe permitam vestir-se com ornamentos/vestimentas da cultura deles para participar das festividades, etc.); ● Participar de danças/tradições culturais "físicas" em determinados contextos (ex. ter aulas de haqs al sharqi ou ir para um casamento indiano e tentar dançar com eles, claro, sempre se certificando de não ofender ninguém); ● Etc. O que não é apropriação cultural? Fonte: Nao me Kahlo
  37. 37. ● Usar vestimentas específicas que talvez - bem, que provavelmente - carregam significados mais complexos e profundos do que simplesmente "ser uma vestimenta" ou "ser uma fantasia". Principalmente (mas não somente) se você tentar pegar essas roupas e usá-las fora de contexto (ex. usá-las como fantasias de Halloween ou Carnaval); ● Usar certos ornamentos ou vestimentas de outras culturas com o objetivo de torná-los moda ou trendy, ou por alguém tê-los tornado moda ou trendy; ● Tentar imitar a "beleza natural"; o que é considerado como belo por um grupo de pessoas E carrega significado cultural, bem como algumas maquiagens e "marcas" que carregam supracitado significado (ex. dreads, bindis, mehndi/henna, etc.); ● Qualquer tentativa de modificar tais tradições, torná-las "moda" ou "vendáveis" para os padrões branco-ocidentais, bem como se se apropriar delas se pessoas dessas culturas antes declararam que isso seria ofensivo, é considerada apropriação cultural (exemplo: fumar sheesha, fazer o twerking); ● Etc. O que é apropriação cultural? Fonte: Nao me Kahlo
  38. 38. http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sul2007/resumos/R0585-1.pdf http://www.naomekahlo.com/single-post/2015/02/01/FAQ-Feminista-Apropria%C3%A7%C3%A3o-Cultural BHABHA, Homi K. O local da cultura. Belo Horizonte: UFMG, 1998. CANCLINI, Néstor García. La modernidad después de la posmodernidad. In: BELUZZO, Ana Maria de Moraes (Org.). Modernidade: vanguardas artísticas na América Latina. São Paulo: Memorial da América Latina, 1990. ___ . A globalização imaginada. São Paulo: Iluminuras, 2003. ___ . Estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 2006.

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