SlideShare uma empresa Scribd logo

Ilê público2

Aline Chanan
Aline Chanan

Ilê público2

1 de 80
Baixar para ler offline
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
        LEI 10.639/03
Os principais dois grandes grupos que
 definem as Religiões Afro-brasileiras são o
         Candomblé e a Umbanda.

     No entanto esses dois grandes grupos
  abrigam religiosidades bastante diferentes,
       tais como, por exemplo: a Pajelança
(Umbanda), no Norte e Nordeste, com profunda
     influência indígena e a Casa das Minas
 (Candomblé), no Maranhão, que mantém uma
  relação específica com os Voduns (espíritos
        ancestrais) da casa real do Daomé.
O CANDOMBLÉ é uma religião
baseada nas crenças que os
africanos trouxeram de suas
terras natais.

Hoje em dia é difundida não
apenas no Brasil, mas também em
vários países norte/latino
americanos e europeus.
Por que estudar o candomblé?

Porque o Candomblé reproduz as características do
ethos africano, isto é, seu modo de viver. Através do
estudo do Candomblé podemos ter uma noção entre
outros dos seguintes aspectos da África:

•organização política, social e familiar dos reinos
africanos;
•a visão ecológica;
•medicina;
•organização geográfica das aldeias;
•culto dos ancestrais e reverencia aos mais velhos;
•Arte africana e afro-brasileira.
NAÇÕES
O culto do candomblé divide-se em
grupos que seguem tradições de
culturas africanas diferentes, esses
grupos de origem étnicos são
chamados de “nações”.
Nação
Angola/Congo:
cultua os Inquices,
divindades
relacionadas às
populações banto
(que falam a língua
banto) de Angola e
Congo da África
Central.
Anúncio

Recomendados

Religiosidade e oralidade afro-brasileira
Religiosidade e oralidade afro-brasileiraReligiosidade e oralidade afro-brasileira
Religiosidade e oralidade afro-brasileiraAva Augustina
 
Introdução ao Candomblé e seus Orixás
Introdução ao Candomblé e seus OrixásIntrodução ao Candomblé e seus Orixás
Introdução ao Candomblé e seus Orixásnina rizzi
 
Pranchas Orixás
Pranchas OrixásPranchas Orixás
Pranchas Orixásculturaafro
 
Seminário de Antropologia Cultural: candomblé
Seminário de Antropologia Cultural: candombléSeminário de Antropologia Cultural: candomblé
Seminário de Antropologia Cultural: candombléAlysson Rocha
 
Candomblé modo-de-compatibilidade
Candomblé modo-de-compatibilidadeCandomblé modo-de-compatibilidade
Candomblé modo-de-compatibilidadeJoaquim Wilmar
 
Religião Afro-brasileira. Orixas mitos
Religião Afro-brasileira. Orixas mitosReligião Afro-brasileira. Orixas mitos
Religião Afro-brasileira. Orixas mitosDenise Aguiar
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

6as. séries copa do mundo 2014
6as. séries copa do mundo 20146as. séries copa do mundo 2014
6as. séries copa do mundo 2014Celia Martínez
 
IORUBÁS E BANTOS: cultura afro-brasileira- Prof. Elvis John
IORUBÁS E BANTOS: cultura afro-brasileira- Prof. Elvis JohnIORUBÁS E BANTOS: cultura afro-brasileira- Prof. Elvis John
IORUBÁS E BANTOS: cultura afro-brasileira- Prof. Elvis JohnElvisJohnR
 
Religião afro brasileiras
Religião afro brasileirasReligião afro brasileiras
Religião afro brasileirasDenise Aguiar
 
O candomblé e seus fundamentos abebes
O candomblé e seus fundamentos abebesO candomblé e seus fundamentos abebes
O candomblé e seus fundamentos abebesAnna Silva
 
A quimbanda-no-rs
A quimbanda-no-rsA quimbanda-no-rs
A quimbanda-no-rseliasoxala
 
Curso de introducao ao candomble
Curso de introducao ao candombleCurso de introducao ao candomble
Curso de introducao ao candombleStanley Domeniquini
 
Paper sobre Sincretismo Afro Brasileiro
Paper sobre Sincretismo Afro BrasileiroPaper sobre Sincretismo Afro Brasileiro
Paper sobre Sincretismo Afro BrasileiroEdson L
 
Religiões de matrizes africanas
Religiões de matrizes africanasReligiões de matrizes africanas
Religiões de matrizes africanasJonathan Reginnie
 
Candomblé (intolerância religiosa)
Candomblé (intolerância religiosa)Candomblé (intolerância religiosa)
Candomblé (intolerância religiosa)Suany Reis
 
Costumes e tradições iorubás
Costumes e tradições iorubásCostumes e tradições iorubás
Costumes e tradições iorubásfilosofciclo3
 
As religiões de matriz africana e a escola
As religiões de matriz africana e a escolaAs religiões de matriz africana e a escola
As religiões de matriz africana e a escolaCarmen Prisco
 
Trabalho religioes afro brasileira
Trabalho religioes afro brasileiraTrabalho religioes afro brasileira
Trabalho religioes afro brasileiraGabriel Mayer
 
Cultura iorubá maria inez couto de almeida
Cultura iorubá   maria inez couto de almeidaCultura iorubá   maria inez couto de almeida
Cultura iorubá maria inez couto de almeidaDaniel Torquato
 
Religiões afro-brasileiras
Religiões afro-brasileiras Religiões afro-brasileiras
Religiões afro-brasileiras Maycon Paim
 
Religião tradicional africana e o mundo religioso dos indígenas americanos.
Religião tradicional africana e o mundo religioso dos indígenas americanos.Religião tradicional africana e o mundo religioso dos indígenas americanos.
Religião tradicional africana e o mundo religioso dos indígenas americanos.Leandro Nazareth Souto
 

Mais procurados (20)

6as. séries copa do mundo 2014
6as. séries copa do mundo 20146as. séries copa do mundo 2014
6as. séries copa do mundo 2014
 
O Candomblé e o Tempo - Reginaldo Prandi
O Candomblé e o Tempo - Reginaldo PrandiO Candomblé e o Tempo - Reginaldo Prandi
O Candomblé e o Tempo - Reginaldo Prandi
 
IORUBÁS E BANTOS: cultura afro-brasileira- Prof. Elvis John
IORUBÁS E BANTOS: cultura afro-brasileira- Prof. Elvis JohnIORUBÁS E BANTOS: cultura afro-brasileira- Prof. Elvis John
IORUBÁS E BANTOS: cultura afro-brasileira- Prof. Elvis John
 
Religião afro brasileiras
Religião afro brasileirasReligião afro brasileiras
Religião afro brasileiras
 
O candomblé e seus fundamentos abebes
O candomblé e seus fundamentos abebesO candomblé e seus fundamentos abebes
O candomblé e seus fundamentos abebes
 
A quimbanda-no-rs
A quimbanda-no-rsA quimbanda-no-rs
A quimbanda-no-rs
 
Curso de introducao ao candomble
Curso de introducao ao candombleCurso de introducao ao candomble
Curso de introducao ao candomble
 
O exu desvendado web
O exu desvendado webO exu desvendado web
O exu desvendado web
 
Paper sobre Sincretismo Afro Brasileiro
Paper sobre Sincretismo Afro BrasileiroPaper sobre Sincretismo Afro Brasileiro
Paper sobre Sincretismo Afro Brasileiro
 
Religiões de matrizes africanas
Religiões de matrizes africanasReligiões de matrizes africanas
Religiões de matrizes africanas
 
Candomblé (intolerância religiosa)
Candomblé (intolerância religiosa)Candomblé (intolerância religiosa)
Candomblé (intolerância religiosa)
 
Costumes e tradições iorubás
Costumes e tradições iorubásCostumes e tradições iorubás
Costumes e tradições iorubás
 
As religiões de matriz africana e a escola
As religiões de matriz africana e a escolaAs religiões de matriz africana e a escola
As religiões de matriz africana e a escola
 
Trabalho religioes afro brasileira
Trabalho religioes afro brasileiraTrabalho religioes afro brasileira
Trabalho religioes afro brasileira
 
Um candomblé em Fortaleza-CE
Um candomblé em Fortaleza-CEUm candomblé em Fortaleza-CE
Um candomblé em Fortaleza-CE
 
Cultura iorubá maria inez couto de almeida
Cultura iorubá   maria inez couto de almeidaCultura iorubá   maria inez couto de almeida
Cultura iorubá maria inez couto de almeida
 
Religiões afro-brasileiras
Religiões afro-brasileiras Religiões afro-brasileiras
Religiões afro-brasileiras
 
Religião tradicional africana e o mundo religioso dos indígenas americanos.
Religião tradicional africana e o mundo religioso dos indígenas americanos.Religião tradicional africana e o mundo religioso dos indígenas americanos.
Religião tradicional africana e o mundo religioso dos indígenas americanos.
 
Religiões de matriz africana
Religiões de matriz africanaReligiões de matriz africana
Religiões de matriz africana
 
Candomble
CandombleCandomble
Candomble
 

Destaque (7)

O encanto dos orixás leonardo boff - temo
O encanto dos orixás   leonardo boff - temoO encanto dos orixás   leonardo boff - temo
O encanto dos orixás leonardo boff - temo
 
Príncipes Do Destino
Príncipes Do Destino Príncipes Do Destino
Príncipes Do Destino
 
Cultura religiosa Candomble
Cultura religiosa Candomble Cultura religiosa Candomble
Cultura religiosa Candomble
 
Ritos afro
Ritos afroRitos afro
Ritos afro
 
Mitologia dos orixás
Mitologia dos orixásMitologia dos orixás
Mitologia dos orixás
 
Cultura negra
Cultura negraCultura negra
Cultura negra
 
Influência da-cultura-africana-no-brasil
Influência da-cultura-africana-no-brasilInfluência da-cultura-africana-no-brasil
Influência da-cultura-africana-no-brasil
 

Semelhante a Ilê público2

VI ENCONTO DE PROFESSORES DE ARTE DE MS E II SEMINÁRIO DIÁLOGOS VISUAIS E CUL...
VI ENCONTO DE PROFESSORES DE ARTE DE MS E II SEMINÁRIO DIÁLOGOS VISUAIS E CUL...VI ENCONTO DE PROFESSORES DE ARTE DE MS E II SEMINÁRIO DIÁLOGOS VISUAIS E CUL...
VI ENCONTO DE PROFESSORES DE ARTE DE MS E II SEMINÁRIO DIÁLOGOS VISUAIS E CUL...ProfessoresMS
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades Diversas Cláudia
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades Diversas Cláudia
 
Artigo científico. candomblé
Artigo científico. candombléArtigo científico. candomblé
Artigo científico. candombléKarinie Figueiredo
 
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01Victor Lopes
 
RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA
RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANARELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA
RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANAEnerliz
 
Exposição de Edith - "Culinaria Nordestina"
Exposição de Edith - "Culinaria Nordestina"Exposição de Edith - "Culinaria Nordestina"
Exposição de Edith - "Culinaria Nordestina"apsu09
 
Cursodeintroducaoaocandomble 120328221052-phpapp01
Cursodeintroducaoaocandomble 120328221052-phpapp01Cursodeintroducaoaocandomble 120328221052-phpapp01
Cursodeintroducaoaocandomble 120328221052-phpapp01Regina Freitas
 
BOM125686785 candomble-introducao-jeje-mahi
BOM125686785 candomble-introducao-jeje-mahiBOM125686785 candomble-introducao-jeje-mahi
BOM125686785 candomble-introducao-jeje-mahiOloje Iku Ike Obarainan
 
Curso de Introdução ao Candomblé
Curso de Introdução ao CandombléCurso de Introdução ao Candomblé
Curso de Introdução ao CandombléEliana Pacco
 
6° hebreus,fenicios e persas
6° hebreus,fenicios e persas6° hebreus,fenicios e persas
6° hebreus,fenicios e persasAjudar Pessoas
 
Segmento 10 - Arte Africana
Segmento 10 - Arte AfricanaSegmento 10 - Arte Africana
Segmento 10 - Arte AfricanaProfaXavier
 

Semelhante a Ilê público2 (20)

302465623 livro-oxumare
302465623 livro-oxumare302465623 livro-oxumare
302465623 livro-oxumare
 
VI ENCONTO DE PROFESSORES DE ARTE DE MS E II SEMINÁRIO DIÁLOGOS VISUAIS E CUL...
VI ENCONTO DE PROFESSORES DE ARTE DE MS E II SEMINÁRIO DIÁLOGOS VISUAIS E CUL...VI ENCONTO DE PROFESSORES DE ARTE DE MS E II SEMINÁRIO DIÁLOGOS VISUAIS E CUL...
VI ENCONTO DE PROFESSORES DE ARTE DE MS E II SEMINÁRIO DIÁLOGOS VISUAIS E CUL...
 
Apostila adimu ebo e ofo aos orixas
Apostila adimu ebo e ofo aos orixas Apostila adimu ebo e ofo aos orixas
Apostila adimu ebo e ofo aos orixas
 
Os iorubás
Os iorubásOs iorubás
Os iorubás
 
Os iorubás
Os iorubásOs iorubás
Os iorubás
 
Kamuka nago-kobi
Kamuka nago-kobiKamuka nago-kobi
Kamuka nago-kobi
 
Kamuka nago-kobi
Kamuka nago-kobiKamuka nago-kobi
Kamuka nago-kobi
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
 
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fundAtividades os povos africanos topico 4 historia fund
Atividades os povos africanos topico 4 historia fund
 
Artigo científico. candomblé
Artigo científico. candombléArtigo científico. candomblé
Artigo científico. candomblé
 
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
A descendencia-do-orisa-130430184042-phpapp01
 
Sabeismo+e+a+religiao+iorubana
Sabeismo+e+a+religiao+iorubanaSabeismo+e+a+religiao+iorubana
Sabeismo+e+a+religiao+iorubana
 
RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA
RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANARELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA
RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA
 
Exposição de Edith - "Culinaria Nordestina"
Exposição de Edith - "Culinaria Nordestina"Exposição de Edith - "Culinaria Nordestina"
Exposição de Edith - "Culinaria Nordestina"
 
Cursodeintroducaoaocandomble 120328221052-phpapp01
Cursodeintroducaoaocandomble 120328221052-phpapp01Cursodeintroducaoaocandomble 120328221052-phpapp01
Cursodeintroducaoaocandomble 120328221052-phpapp01
 
BOM125686785 candomble-introducao-jeje-mahi
BOM125686785 candomble-introducao-jeje-mahiBOM125686785 candomble-introducao-jeje-mahi
BOM125686785 candomble-introducao-jeje-mahi
 
Curso de Introdução ao Candomblé
Curso de Introdução ao CandombléCurso de Introdução ao Candomblé
Curso de Introdução ao Candomblé
 
6° hebreus,fenicios e persas
6° hebreus,fenicios e persas6° hebreus,fenicios e persas
6° hebreus,fenicios e persas
 
Africa reinos e imperios
Africa   reinos e imperiosAfrica   reinos e imperios
Africa reinos e imperios
 
Segmento 10 - Arte Africana
Segmento 10 - Arte AfricanaSegmento 10 - Arte Africana
Segmento 10 - Arte Africana
 

Mais de Aline Chanan

Tabalho final l ourdes
Tabalho final l ourdesTabalho final l ourdes
Tabalho final l ourdesAline Chanan
 
Trabalho final roseny
Trabalho final  rosenyTrabalho final  roseny
Trabalho final rosenyAline Chanan
 
Trabalho final sebastiao
Trabalho final sebastiaoTrabalho final sebastiao
Trabalho final sebastiaoAline Chanan
 
Tabalho final l ourdes
Tabalho final l ourdesTabalho final l ourdes
Tabalho final l ourdesAline Chanan
 
Receitas turma quarta tarde(2)
Receitas turma quarta tarde(2)Receitas turma quarta tarde(2)
Receitas turma quarta tarde(2)Aline Chanan
 
Receitas machado mat
Receitas machado matReceitas machado mat
Receitas machado matAline Chanan
 
Receitas machado mat
Receitas machado matReceitas machado mat
Receitas machado matAline Chanan
 
Receitas machado mat
Receitas machado matReceitas machado mat
Receitas machado matAline Chanan
 
Receitas machado vesp
Receitas machado vespReceitas machado vesp
Receitas machado vespAline Chanan
 
vera.trabalho final
vera.trabalho finalvera.trabalho final
vera.trabalho finalAline Chanan
 
receitas turma quarta tarde(2)
receitas turma quarta tarde(2)receitas turma quarta tarde(2)
receitas turma quarta tarde(2)Aline Chanan
 
Apresentação sem título
Apresentação sem títuloApresentação sem título
Apresentação sem títuloAline Chanan
 
receitas turma quarta tarde
receitas turma quarta tardereceitas turma quarta tarde
receitas turma quarta tardeAline Chanan
 
receitas_machado_mat
receitas_machado_matreceitas_machado_mat
receitas_machado_matAline Chanan
 

Mais de Aline Chanan (18)

Ilê público2
Ilê público2Ilê público2
Ilê público2
 
Tabalho final l ourdes
Tabalho final l ourdesTabalho final l ourdes
Tabalho final l ourdes
 
Trabalho final roseny
Trabalho final  rosenyTrabalho final  roseny
Trabalho final roseny
 
Trabalho final sebastiao
Trabalho final sebastiaoTrabalho final sebastiao
Trabalho final sebastiao
 
Tabalho final l ourdes
Tabalho final l ourdesTabalho final l ourdes
Tabalho final l ourdes
 
Receitas turma quarta tarde(2)
Receitas turma quarta tarde(2)Receitas turma quarta tarde(2)
Receitas turma quarta tarde(2)
 
Receitas machado mat
Receitas machado matReceitas machado mat
Receitas machado mat
 
Receitas machado mat
Receitas machado matReceitas machado mat
Receitas machado mat
 
Receitas machado mat
Receitas machado matReceitas machado mat
Receitas machado mat
 
Receitas machado vesp
Receitas machado vespReceitas machado vesp
Receitas machado vesp
 
trabalho final6
trabalho final6trabalho final6
trabalho final6
 
vera.trabalho final
vera.trabalho finalvera.trabalho final
vera.trabalho final
 
receitas turma quarta tarde(2)
receitas turma quarta tarde(2)receitas turma quarta tarde(2)
receitas turma quarta tarde(2)
 
TRABALHO FINAL2
TRABALHO FINAL2TRABALHO FINAL2
TRABALHO FINAL2
 
Apresentação sem título
Apresentação sem títuloApresentação sem título
Apresentação sem título
 
receitas turma quarta tarde
receitas turma quarta tardereceitas turma quarta tarde
receitas turma quarta tarde
 
receitas_machado_mat
receitas_machado_matreceitas_machado_mat
receitas_machado_mat
 
TRABALHO FINAL5
TRABALHO FINAL5TRABALHO FINAL5
TRABALHO FINAL5
 

Último

Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e AppsApresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e AppsAlexandre Oliveira
 
2° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
2° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf2° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
2° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdfkelvindasilvadiasw
 
CURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdfCURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdfdaniele690933
 
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...pj989014
 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEISCIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEISColaborar Educacional
 
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...manoelaarmani
 
Quando iniciamos os estudos sobre a história da Educação de Jovens e Adultos,...
Quando iniciamos os estudos sobre a história da Educação de Jovens e Adultos,...Quando iniciamos os estudos sobre a história da Educação de Jovens e Adultos,...
Quando iniciamos os estudos sobre a história da Educação de Jovens e Adultos,...AaAssessoriadll
 
Agora, imagine a seguinte situação você é o coordenador da área de inovação e...
Agora, imagine a seguinte situação você é o coordenador da área de inovação e...Agora, imagine a seguinte situação você é o coordenador da área de inovação e...
Agora, imagine a seguinte situação você é o coordenador da área de inovação e...Unicesumar
 
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfddddddddddddddddddddddddddddddddddddRenandantas16
 
Trovadorismo, Humanismo, Classicismo e Quinhentismo
Trovadorismo, Humanismo, Classicismo e QuinhentismoTrovadorismo, Humanismo, Classicismo e Quinhentismo
Trovadorismo, Humanismo, Classicismo e QuinhentismoPaula Meyer Piagentini
 
PROJETO INTERDISCIPLINAR 6º AO 9º ANOS - 2.docx
PROJETO INTERDISCIPLINAR 6º AO 9º ANOS - 2.docxPROJETO INTERDISCIPLINAR 6º AO 9º ANOS - 2.docx
PROJETO INTERDISCIPLINAR 6º AO 9º ANOS - 2.docxssuser86fd77
 
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptxSlides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
TEMPLATE relatório de praticas por aluno.pptx
TEMPLATE relatório de praticas por aluno.pptxTEMPLATE relatório de praticas por aluno.pptx
TEMPLATE relatório de praticas por aluno.pptxAssisTeixeira2
 
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 9º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 9º ANO.pdfPLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 9º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 9º ANO.pdfkeiciany
 
1° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
1° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf1° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
1° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdfkelvindasilvadiasw
 
COSMOLOGIA DA ENERGIA - ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA -  ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdfCOSMOLOGIA DA ENERGIA -  ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA - ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdfalexandrerodriguespk
 
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...manoelaarmani
 
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIACOMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIAHisrelBlog
 
Relatório Ação Saberes Indígenas na Escola - Grupo de Pesquisa Unã Baina
Relatório Ação Saberes Indígenas na Escola - Grupo de Pesquisa Unã BainaRelatório Ação Saberes Indígenas na Escola - Grupo de Pesquisa Unã Baina
Relatório Ação Saberes Indígenas na Escola - Grupo de Pesquisa Unã Bainaifacasie
 
As relações entre empregador e empregado passaram por diversas transformações...
As relações entre empregador e empregado passaram por diversas transformações...As relações entre empregador e empregado passaram por diversas transformações...
As relações entre empregador e empregado passaram por diversas transformações...excellenceeducaciona
 

Último (20)

Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e AppsApresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
 
2° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
2° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf2° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
2° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
 
CURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdfCURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdf
 
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
 
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEISCIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
CIÊNCIAS CONTÁBEIS - BACHARELADO/PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIAS CONTÁBEIS
 
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
 
Quando iniciamos os estudos sobre a história da Educação de Jovens e Adultos,...
Quando iniciamos os estudos sobre a história da Educação de Jovens e Adultos,...Quando iniciamos os estudos sobre a história da Educação de Jovens e Adultos,...
Quando iniciamos os estudos sobre a história da Educação de Jovens e Adultos,...
 
Agora, imagine a seguinte situação você é o coordenador da área de inovação e...
Agora, imagine a seguinte situação você é o coordenador da área de inovação e...Agora, imagine a seguinte situação você é o coordenador da área de inovação e...
Agora, imagine a seguinte situação você é o coordenador da área de inovação e...
 
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
 
Trovadorismo, Humanismo, Classicismo e Quinhentismo
Trovadorismo, Humanismo, Classicismo e QuinhentismoTrovadorismo, Humanismo, Classicismo e Quinhentismo
Trovadorismo, Humanismo, Classicismo e Quinhentismo
 
PROJETO INTERDISCIPLINAR 6º AO 9º ANOS - 2.docx
PROJETO INTERDISCIPLINAR 6º AO 9º ANOS - 2.docxPROJETO INTERDISCIPLINAR 6º AO 9º ANOS - 2.docx
PROJETO INTERDISCIPLINAR 6º AO 9º ANOS - 2.docx
 
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptxSlides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
Slides Lição 8, CPAD, A Disciplina na Igreja, 1Tr24, Pr Henrique, EBD NA TV.pptx
 
TEMPLATE relatório de praticas por aluno.pptx
TEMPLATE relatório de praticas por aluno.pptxTEMPLATE relatório de praticas por aluno.pptx
TEMPLATE relatório de praticas por aluno.pptx
 
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 9º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 9º ANO.pdfPLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 9º ANO.pdf
PLANO DE CURSO 2O24- ENSINO RELIGIOSO 9º ANO.pdf
 
1° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
1° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf1° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
1° ENSINO MÉDIO PLANO ANUAL ARTES 2024.pdf
 
COSMOLOGIA DA ENERGIA - ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA -  ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdfCOSMOLOGIA DA ENERGIA -  ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA - ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
 
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
Desafie-se Como Estabelecer Metas de Fitness Realistas e Alcançáveis em Casa ...
 
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIACOMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
 
Relatório Ação Saberes Indígenas na Escola - Grupo de Pesquisa Unã Baina
Relatório Ação Saberes Indígenas na Escola - Grupo de Pesquisa Unã BainaRelatório Ação Saberes Indígenas na Escola - Grupo de Pesquisa Unã Baina
Relatório Ação Saberes Indígenas na Escola - Grupo de Pesquisa Unã Baina
 
As relações entre empregador e empregado passaram por diversas transformações...
As relações entre empregador e empregado passaram por diversas transformações...As relações entre empregador e empregado passaram por diversas transformações...
As relações entre empregador e empregado passaram por diversas transformações...
 

Ilê público2

  • 2. Os principais dois grandes grupos que definem as Religiões Afro-brasileiras são o Candomblé e a Umbanda. No entanto esses dois grandes grupos abrigam religiosidades bastante diferentes, tais como, por exemplo: a Pajelança (Umbanda), no Norte e Nordeste, com profunda influência indígena e a Casa das Minas (Candomblé), no Maranhão, que mantém uma relação específica com os Voduns (espíritos ancestrais) da casa real do Daomé.
  • 3. O CANDOMBLÉ é uma religião baseada nas crenças que os africanos trouxeram de suas terras natais. Hoje em dia é difundida não apenas no Brasil, mas também em vários países norte/latino americanos e europeus.
  • 4. Por que estudar o candomblé? Porque o Candomblé reproduz as características do ethos africano, isto é, seu modo de viver. Através do estudo do Candomblé podemos ter uma noção entre outros dos seguintes aspectos da África: •organização política, social e familiar dos reinos africanos; •a visão ecológica; •medicina; •organização geográfica das aldeias; •culto dos ancestrais e reverencia aos mais velhos; •Arte africana e afro-brasileira.
  • 5. NAÇÕES O culto do candomblé divide-se em grupos que seguem tradições de culturas africanas diferentes, esses grupos de origem étnicos são chamados de “nações”.
  • 6. Nação Angola/Congo: cultua os Inquices, divindades relacionadas às populações banto (que falam a língua banto) de Angola e Congo da África Central.
  • 7. TERREIRO BATE FOLHA DE SALVADOR (BA) MANSU BANDUQUENQUÉ
  • 8. TERREIRO BATE FOLHA DO RIO DE JANEIRO KUPAPA UNSABA
  • 9. Nação Jeje (Casa das Minas): cultua os Voduns, divindades relacionadas às populações do reino de Daomé (populações Ewe, Fon) onde hoje é Benin, na África Ocidental.
  • 10. Segundo Pierre Verger, a Casa das Minas teria sido fundada pela rainha Nan Agontime, viúva do Rei Agonglô (1789-1797), vendida como escrava por Adondozã (1797-1818), que governou o Daomé após o falecimento do pai e foi destronado pelo meio irmão, Ghezo, filho da rainha (1818-1858). Ghezo chegou a organizar uma embaixada às Américas para procurar a sua mãe, que não foi encontrada. (…) O termo “mina”, embora designe o grupo étnico do Gana e esteja associado ao forte de São Jorge da Mina ou Elmina, na Costa do Ouro, serviu para rotular os negros sudaneses introduzidos no Brasil à época do tráfico: mina-fanti, mina-mahi, mina- popo, mina-jeje, mina-nagô, entre outros. Daí a expressão Tambor de Mina aplicada aos terreiros religiosos oriundos dessas etnias no Maranhão, e, conseqüentemente, Casa das Minas – onde vivem as negras minas. A MITOLOGIA Os voduns (divindades) cultuados estão dispostos em famílias, que determinam a divisão física da Casa das Minas, sendo a principal a de Davice, cujo chefe é Zomadonu, de uma linhagem real do Abomey. Essa família hospeda as outras: a de Quevioçô e a de Dambirá, cujos membros vivem em quartos ao lado do gume, o quintal onde está plantada uma secular cajazeira, árvore sagrada. www.guesaerrante.com.br/2005/11/30/Pagina387.htm
  • 11. CASAS DAS MINAS NO MARANHÃO Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pelo processo nº 1464-T-00, de 2002.
  • 12. Nações do Candomblé: Nação Keto: cultua os ORIXÁS, divindades relacionadas às populações Yorubás (de língua Yorubá) da região da Nigéria, na África Ocidental.
  • 13. CASAS BRANCA DO ENGENHO VELHO (BA) ILÊ AXÉ IYÁ NASSÔ OKA Tombado pelo IPHAN em 14 de Agosto de 1986 . Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico Inscrição:093 Livro Histórico, Inscrição:504, Nº Processo:1067-T-82
  • 14. ILÊ AXÉ OPÓ AFONJÁ Tombado pelo IPHAN em 28 de julho de 2000. Livro Histórico: Insc.:559. Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Insc.:124 Nº Processo:1432-T-98
  • 15. SOCIEDADE SÃO JORGE DO GANTOIS (BA) ILÊ IYÁ OMIN AXÉ IYÁ MASSÊ Tombado pelo IPHAN em 2002, Processo nº 1471-T-00, 2002
  • 16. NAÇÃO KETO ORIXÁS
  • 18. EXU OGUM Mensageiro-Dono da comunicação •Ferreiro – Guerreiro - Civilizador •Guardião das entradas e saídas •Desenvolvimento •Cor: vermelho e preto •Cor: azul; branco; verde •Símbolo: ogó (bastão) •Símbolo: Espada; Bigorna
  • 19. OXOSSI OSSAIN •Caçador •Curandeiro •Caça, Floresta, Alimentação •Senhor das ervas e plantas • Cor: Verde ou Azul • Cor: Verde •Símbolo: Ofá •Símbolo: Haste com pássaro
  • 20. OMOLU XANGÔ •Senhor do solo, da plantação, •Rei; Justiça da saúde e das doenças. •Senhor dos raios e trovões • Cor: Palha; Marrom; •Cor: Vermelho; Branco •Símbolo: Xaxará •Símbolo: Oxé (Machado)
  • 21. Lamidi Olayiwola Adeyemi – Alafin de Oyó
  • 22. •Rei das ligações e inter-relações OXUMARÉ •Cor: Cores do arco-íris •Símbolo: Serpente; arco íris;
  • 23. •Guerreira; senhora da morte •Raios; ventos; tempestades; sensualidade YANSÃ •Cor: Vermelho; rosa •Símbolo: faca; alfange; urukere
  • 24. •Beleza, Sensualidade e Vaidade •Águas Doce; Beleza; Amor; riqueza; fecundidade OXUM •Cor: Amarelo; dourado •Símbolo: espelho
  • 25. SANTUÁRIO DE OXUM EM OXOGBO
  • 26. •Grande mãe •Mar; Maternidade YEMANJÁ •Cor: Branco; prata; azul •Símbolo: Espelho prateado
  • 27. •Mãe senhora; Grande vó •Raiz; pântano; Lama (Terra e água; NANÃ Início e Fim; vida e morte •Cor: Roxo; Branco; Anil •Símbolo: ibiri
  • 28. •Sábio Ancião •Sabedoria; Vida e Morte OXALÁ •Cor: Branco •Símbolo: opaxorô
  • 29. Os terreiros de candomblé são casas onde são realizados os ritos do culto a divindades da África trazidas com os africanos escravizados que preservaram na memória sua cultura, seus costumes e suas crenças. Assim como os Faraós no Egito, essas divindades eram reis cultuados como deuses e toda a sorte da população, seja na colheita, no comércio, na guerra ou nos fenômenos das estações do ano, era atribuída às suas influências sobre a natureza. O rei geralmente era considerado um pai para a população, pois a estrutura política reproduzia a estrutura familiar e, portanto, ele era um chefe de clãs ligadas por laços de parentesco. Tudo isso se explica pelo fato de a maioria destes reinos terem se desenvolvidos a partir do crescimento de pequenas aldeias de famílias agrupadas. Diferente do que ocorre na África, onde estes reis divinizados estão separados por regiões e cidades, no Brasil, a continuidade de seus cultos pelos africanos só foi possível quando eles se uniram em uma comunidade onde pudessem celebrar seus deuses no mesmo espaço, o terreiro. Essa comunidade, a comunidade- terreiro, chama-se Egbé.
  • 32. Egbes “Na África, principalmente entre os iorubás, as famílias extensas moravam em habitações coletivas chamadas de egbes ou compounds. O compound era um conjunto de casas pequenas construídas lado a lado na forma de um quadrado ou retângulo. As portas e janelas das casas ficavam voltadas para o pátio interno do conjunto, lugar onde se dava o convívio social da família, e que se ligava por um lado externo ao corredor. A proteção espiritual do compound era assegurada pelo altar de Exu, localizada nas proximidades da entrada do conjunto, e pelas divindades dos núcleos familiares que os formavam. Os mortos eram sepultados e cultuados no interior do compound.” (SILVA, 2005. P.64)
  • 33. Esta é a Casa Branca do Engenho Velho, o mais antigo terreiro de raiz yorubá, cujo nome africano é Ilê Axé Iyá Nassó Oká. Os povos Yorubás vieram das regiões sudanesas que se estendem do Benim até a Nigéria e denominam as suas divindades de Orixás. A eles são relacionadas forças da vida e da natureza que usam para ajudar seu povo, seus fiéis e filhos. Orixá significa "inteligência da natureza." No Candomblé, cada pessoa tem seu Orixá e o reconhece como deus e pai ao mesmo tempo. O terreno fica situado numa encosta que se estende até uma cota de 30.00m com declividade de 30%, no lado direito da atual avenida da Gama, no sentido de progressão para o Rio Vermelho, entre as Ladeiras Manoel do Bonfim e do Bogun, na Unidade Espacial C-5 em Salvador - Bahia. Ocupa uma área de 6.000m². Em redor do Barracão existem várias casas de Orixás. Casa Branca do Engenho Velho. Tombada em 1986 pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
  • 34. O Terreiro é de Oxossi e o Templo principal é de Xangô. O Barracão que tem o nome de Casa Branca, é uma edificação alongada com várias divisões internas que encerram residências das principais pessoas do Terreiro, como também espaços reservados aos quartos de Orixás, quarto de Axé, Salão onde se realizam as festas públicas, bem como a cozinha onde se preparam as comidas sagradas. Uma bandeira branca hasteada no Terreiro indica o carater sagrado deste espaço. No telhado do Barracão, símbolos de Xangô identificam o Patrono do Templo. A planta da construção da Casa Branca do Engenho Velho foi adaptada seguindo a mesma lógica dos egbés, ou compounds, de acordo com a arquitetura colonial e as condições do geográficas do ambiente, mas certamente a construção principal tem a mesma estrutura. Na planta abaixo, temos essa estrutura ampliada por todo o terreno. “No terreiro de candomblé os negros reproduziram no nível mítico alguns desses padrões de moradia e de culto. Exu continuou guardando a entrada dos terreiros. Os orixás, com seus quartos individuais, sintetizaram a divisão de culto por família. O culto aos mortos também permaneceu no quarto de balé ou de egun (espírito dos mortos). E o barracão do terreiro, funcionando como espaço de culto religioso e da realização das festas públicas, reproduziu o pátio interno do compound” (SILVA, 2005. P.64-65)
  • 35. Ilê Axé Opô Afonjá. Fundado em Salvador no ano de 1910. Tombada em 2000 pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
  • 36. Há uma casa para cada um. Estas construções foram assim estruturadas pelas mães de santo fundadoras, na intenção de criar uma miniatrua da África
  • 37. CASA DE SHANGÔ DO ILE AXE OPO AFONJA
  • 38. Significado dos nomes Yorubás das casas tradicionais de terreiros de Nação Keto: YLE – CASA AXÉ – FORÇA OPO – SUSTENTAÇÃO (COLUNAS DE SUSTENTAÇÃO) Acompanhados por nomes de sacerdotes ou Orixás
  • 39. BARRACÃO Além dos quartos, casas ou assentamentos dos orixás, o barracão é um espaço fundamental para o candomblé. É pátio do Egbé. É o lugar onde ocorre as festas religiosas. Nele, os orixás se encontram para trazer suas forças para o mundo dos homens. As festas remontam ao mesmo tempo a estrutura política de um palácio africano e as histórias míticas dos orixás. O Pai e a Mãe de Santo são o rei e a rainha do palácio e contemplam os orixás que dançam ao rítmo dos atabaques tocados pelos músicos ogans. Os dançantes a todo momento são pageados auxiliados pelas equedis que sinalizam com uma sineta o percurso da dança em torno do ixé, a coluna sagrada ao centro do barracão.
  • 40. Yalorixá (Yá = mãe; Ori = cabeça; xá = poder; força; regência) Babalorixá (Baba= pai; Ori = cabeça; xá = poder; força; regência) Maria Stella de Azevedo Santos, Mãe Stella de Oxóssi, Odé Kayode Ilê Axé Opô Afonjá
  • 41. OGÃS
  • 44. Yao – iniciado; filho de santo Ebômin – iniciados com 14 anos de iniciação Abian – frequentador ainda não iniciado
  • 45. Antropologia do Espaço/Lugar Marc Augé, ao tratar do significado antropológico do lugar, conceitua este como um local preenchido de sentidos e significados pelo grupo que o vivencia e elabora sua visão de mundo a partir de sua relação com este ambiente, no qual encontra uma posição, ou seja, um lugar, nele imprimindo, suas construções simbólicas que ordenam a organização espacial, construindo assim, um território. “Reservamos o termo 'lugar antropológico' àquela construção concreta e simbólica do espaço que não poderia dar conta, somente por ela, das vicissitudes e contradições da vida social, mas à qual se referem todos aqueles a quem ela designa um lugar, por mais humilde e modesto que seja.” (AUGÉ: 2005, p.51)
  • 46. Características do Lugar Antropológico 1) Identitário - enquanto preenchido de significados e sentidos, o lugar antropológico corresponde e confere identidade a seus usuários; 2) relacional - a identidade de um lugar pertence a um conjunto de elementos, dentro do qual se define na sua relação e distinção com estes demais elementos; 3) histórico - lugar é antropológico é necessariamente um lugar vivido, um espaço/tempo que somente reconhece seu significado e encontra seu sentido formando um sistema de códigos que se sustenta na medida em que é posto em prática no cotidiano.
  • 47. Território – Muniz Sodré “A história de uma cidade é a maneira como os habitantes ordenaram as suas relações com a terra, o céu, a água e os outros homens. A História dá-se num território, que é o espaço exclusivo ordenado das trocas que a comunidade realiza na direção de uma identidade grupal.” (SODRÉ: 1988, p. 22) “Território é, assim, o lugar marcado de um jogo, que se entende em sentido amplo como protoforma de toda e qualquer cultura: sistema de regras de movimentação humana de um grupo, horizonte de relacionamento com o real.” (SODRÉ: 1988, p. 23)
  • 48. Do lado dos ex-escravos, o terreiro (de candomblé) afigura-se como forma social negro-brasileira por excelência, por que além da diversidade existencial e cultural que engendra, é um lugar originário de força ou potencia social para uma etnia que experimenta a cidadania em condições desiguais. Através do terreiro e de sua originalidade diante do espaço europeu, obtém-se traços fortes da subjetividade histórica das classes subalternas no Brasil. (SODRÉ: 1988, p. 19)
  • 49. No entanto, a essas concepções espaço-temporais entronizadas (…) sempre se opuseram outros processos simbólicos, oriundos das classes ditas subalterna, em geral caudatários de simbolizações tradicionais, pertencentes a 'espaços selvagens', onde se desenvolvem culturas de Arkhé ('populares', costuma-se dizer). As comunidades litúrgicas conhecidas no Brasil como terreiros de culto constituem exemplo notável de suporte territorial para a continuidade do antigo escravo em face dos estratagemas simbólicos do senhor, daquele que pretende controlar o espaço da cidade. Tanto para os indígenas como para os negros vinculados às antigas cosmogonias africanas, a questão do espaço é crucial na sociedade brasileira (…) Mas essa não é uma questão exclusiva de determinados segmentos étnicos. Para todo e qualquer indivíduo da chamada 'periferia colonizada' do mundo, a redefinição da cidadania passa necessariamente pelo remanejamento do espaço territorial em todo o alcance dessa expressão. (SODRÉ: 1988, p. 17-18)
  • 50. Assim, o Terreiro se encontra dentro do conceito definido por Henrique Cunha como “território de maioria afrodescendente”, o qual observa os espaços de moradia de uma população com história e cultura comuns reportadas às estratégias e conhecimentos engendrados pela população negra. Estes espaços geográficos de moradia são em sua origem histórica formadas por populações negras e pobres com as quais se uniram as populações de outras etnias, caracterizadas pela mesma condição social. Portanto trata-se de regiões geográficas da cidade de populações de baixa renda com a maioria afro-descendente “que determina a dinâmica cultural e social desses territórios.” (CUNHA JR: 2007, p.71)
  • 51. Os terreiros se constituiram como espaços fortalecimento das características africanas de lidar com o espaço imprimindo-lhe seu próprio significado, ordenando-o com símbolos sagrados que não apenas expressam mais orientam os sentidos e condutas dos adeptos do candomblé. Os terreiros de Candomblé se tornaram centros acolhedores de uma população de visões de mundo e comportamentos avesso ao ideário burguês, que teve sua cidadania espoliada.
  • 52. Recursos Metodológicos • Observação participante; • Registro fotográfico; • Registro em caderno de campo; • Entrevista informal.
  • 53. Na 'lógica' das religiões afro-brasileiras, a palavra falada é considerada uma importante fonte de axé (força vital) e veículo de poder sagrado. Falar é um ato mágico que impregna por contaminação simbólica o sujeito da fala e do seu ouvinte. Na transmissão do conhecimento litúrgico, o que dizer, quando, como e para quem são instâncias determinadas pela hierarquia religiosa. A entrevista etnográfica, por haver transmissão de conhecimento, também é apreendida pelo grupo através desse contexto simbólico. Para o pai-de-santo, dar entrevistas ou falar ao antropólogo adquirem significados que vão além da simples transmissão de conhecimentos “objetivos”, significando muitas vezes, uma inversão de procedimentos religiosos. Porque, nessas religiões, o processo de obtenção do conhecimento raramente se faz através de uma dinâmica de perguntas e respostas. Perguntar é uma quebra da regra do silêncio e do respeito, pois acredita-se que o conhecimento deva ser transmitido de acordo com os méritos de cada um e em função do tempo de iniciação. Nesse ambiente aprende-se observando, sem questionar ou demonstrar uma excessiva curiosidade. (SILVA: 2006, p. 44)
  • 54. UMBANDA A MAIS BRASILEIRA DAS RELIGIÕES
  • 55. A UMBANDA A UMBANDA É UMA RELIGIÃO PROFUNDAMENTE BRASILEIRA QUE SOMA, NA SUA CONCEPÇÃO TEOLÓGICA, INFLUÊNCIAS DO CANDOMBLÉ, DO CATOLICISMO POPULAR E DO ESPIRITISMO KARDECISTA. AS ENTIDADES DA UMBANDA CONTAM A HISTÓRIA DO BRASIL: MAS DE UM BRASIL DIFERENTE E INVERSO, NO QUAL OS HERÓIS EXEMPLARES E AS AÇÕES TRANSFORMADORAS DA NACIONALIDADE SE REFEREM ÀS FIGURAS MARGINALIZADAS: CABOCLOS, BOIADEIROS, ÍNDIOS, PROSTITUTAS, MALANDROS, VELHOS ESCRAVOS E CRIANÇAS.
  • 56. A Umbanda, apesar dos vários sincretismos e vertentes que a caracterizam, é considerada uma religião afro-brasileira que se desenvolveu a partir das Cabulas, cultos de origem Bantu que são registradas desde o séc. XVII, mas que se organizou, na sua forma atual, a partir da década de 30, para atender às demandas e aflições da população negra e mestiça das periferias cariocas e paulistas, sendo, posteriormente, adotada pela classe média branca urbana. Ora é considerada como um “branqueamento” das religiões negras, ora é acentuado seu aspecto mais negro. A palavra Umbanda vem das línguas Bantu, Umbundo e Quimbundo, significando “arte de curandeiro” ou “medicina”.
  • 57. AS ENTIDADES NA UMBANDA AS ENTIDADES QUE SE MANIFESTAM NA UMBANDA TÊM DIFERENTES FUNÇÕES: O ORIXÁ: REPRESENTA O EU IDEAL E NORMATIVO; O CABOCLO: REPRESENTA A MATURIDADE, A FORÇA, A CAPACIDADE DE ESCOLHER CAMINHOS E ENFRENTAR OS PROBLEMAS; O PRETO-VELHO: REPRESENTA A MEMÓRIA, A CAPACIDADE DE COMPREENDER E SUPERAR OS PROBLEMAS; •EXU E POMBA-GIRA: REPRESENTA A RUPTURA, O CONFLITO E A CAPACIDADE DE RESOLVER OS PROBLEMAS; •AS CRIANÇAS: REPRESENTAM A VIDA, A ALEGRIA E O PODER DE EXISITIR PLENAMENTE, APESAR DOS PROBLEMAS
  • 58. O lugar de culto da Umbanda é chamado templo, terreiro ou Centro, onde os Umbandistas se encontram para realização do culto, denominado Gira. Nas sessões de consulta, onde podemos encontrar Pretos-Velhos, Caboclos, Ciganos e outros Espíritos, as pessoas conversam com essas Entidades a fim de obter ajuda para suas vidas, curas e solução para problemas espirituais e pessoais diversos. As Entidades dão conselhos, dão “passes” (gestos mágicos que “descarregam” as influências hostis) ou defumam (o uso da bebida e do tabaco como meio de cura é de origem indígena). A Umbanda crê que o médium tem o compromisso de servir como um instrumento de Guias ou Entidades espirituais superiores e, portanto, deve se preparar através do estudo, desenvolvendo a sua mediunidade, sempre prezando a elevação moral e espiritual, a aprendizagem conceitual e prática da Umbanda, respeitar os Guias e Orixás; ter assiduidade e compromisso com sua Casa, ter caridade em seu coração, amor e fé em sua mente e espírito.
  • 59. AS FALANGES • As entidades da Umbanda se dividem em Falanges: grupos de espíritos individualizados que têm personalidades similares e funções reconhecidas num mesmo padrão. • As principais Falanges ou Linhas são: • A primeira linha é chefiada por Oxalá e também é denominada linha de Santo, pois abrange os santos da Igreja Católica em geral. • A segunda linha é a linha de Iemanjá, que engloba as ondinas, caboclas do mar e outras entidades relacionadas à água. • A terceira linha, a linha de Oxóssi, é a composta de caboclos e caboclas, ou seja, índios, sendo comandada por São Sebastião. • Na quarta linha, a de Xangô-Agodô, comandada por São Jerônimo, trabalha Santa Bárbara, caboclos e pretos-velhos. • A quinta linha é a linha de Ogum ou São Jorge, que lidera caboclos, pretos- velhos e soldados romanos. • A sexta linha é a linha Africana ou de São Cipriano, onde trabalha todo o povo da Costa do Congo, de Angola e todo povo da África, comandada por Omolu. • A sétima linha é a de Yori, ou de Cosme e Damião, que lideram as crianças.
  • 60. OGUM SÃO JORGE
  • 61. OXOSSI SÃO SEBASTIÃO
  • 62. OXUM NS. S. DA CONCEIÇÃO
  • 63. YANSÃ S. BARBARA
  • 64. • A Umbanda é uma religião autenticamente brasileira, pois conta a história da formação do Brasil de um outro ponto de vista, atribuindo a negros e indígenas, seu valor e participação na sociedade. Outro aspecto importante da Umbanda é o de colaborar com a saúde, além de aconselhamento psicológico e social a comunidades, em sua maioria de baixa renda, que de outra forma não teriam acesso a tais benefícios.
  • 65. O CABOCLO • A entidade Caboclo pode vir sob a forma do: • Caboclo de Pena – o índio, geralmente numa versão romantizada do índio brasileiro; • Boiadeiro – seja o vaqueiro nordestino, o boiadeiro do sudeste ou o peão do sul; • Marujo ou Marinheiro – seja o jangadeiro ou pescador ou o marujo embarcado na Marinha; • O Cangaceiro é, também considerado na linha dos Caboclos, ainda que seja “cruzado” com a linha dos Exus.
  • 66. O CABOCLO DE PENA • O Caboclo ou Cabocla de Pena representa o índio, como o “bom selvagem”: corajoso, sábio, caçador, independente, orgulhoso, honrado e audaz, conhecedor dos caminhos da mata e dos remédios tradicionais. Geralmente sua manifestação é séria e sisuda. • A função do Caboclo de Pena é indicar o caminho da vida e restabelecer o equilíbrio perdido.
  • 69. BOIADEIRO • O Boiadeiro é representado como um homem do mundo rural, corajoso e sábio, mas alegre, amigo de churrasco, cerveja, cachaça e brincadeiras. • As Festas de Boiadeiro são cheias de alusões e cantigas ao mundo do agreste, de alegorias ligadas ao trabalho com o gado, de histórias de fé e de persistência. • Os conselhos do Boiadeiro geralmente são espertos e práticos, apontando para a tomada de responsabilidades.
  • 71. Pretos(as)-Velhos(as) • Os Pretos e Pretas-Velhas representam a idade, a experiência e, portanto, a compaixão e a paciência. • São velhos escravos e escravas que contam suas vidas (às vezes, com impressionante correção antropológica) e retiram dos seus sofrimentos, conselhos de superação das situações e de sabedoria. • No entanto, os(as) Pretos(as) Velhos(as) não são “bonzinhos”: representam a morte e a memória da escravidão, por isso são sábios – porque é preciso não esquecer a crueldade do sofrimento para que ele não aconteça nunca mais.
  • 73. AS CRIANÇAS • As Crianças, também chamadas coletivamente, de Ibejada (Ibeji é uma palavra nagô que significa Criança) são espíritos de crianças que vêm para brincar e para resolver problemas das pessoas. • Na verdade, na medida em que as crianças representam o espírito da vida, são as entidades mais poderosas, sendo capazes de resolver os problemas mais terríveis. • A Festa de Cosme e Damião, em várias cidades brasileiras, festeja essas crianças espirituais, com doces e brinquedos, acolhendo e agradando as crianças carnais.
  • 75. EXU e POMBA GIRA • Os vários Exus e Pombas Giras são considerados uma Linha a parte, pois “trabalham” para todas as Linhas, realizando os “serviços” espirituais mais pesados. • No entanto, não podem e não devem ser considerados como representações demoníacas – são perigosos porque precisam ser capazes de enfrentar e resolver os problemas que os seres humanos não conseguem dar conta – sendo, portanto, capazes de “trabalhar” para o bem ou para o mal, conforme forem requisitados.
  • 77. Pomba-gira Pomba-Gira pode vir na forma de Cigana, Rainha, Maria Mulambo, Sete Saias e outras mais
  • 79. 2 – Exu não é Lucifer e os orixás não são demônios
  • 80. 3- Sacrifício Sacrificar significa sagrar, isto é, tornar algo sagrado. No candomblé é preciso tornar o alimento sagrado para que ele seja abençoado pelos deuses. O alimento é comido e as bençãos de deus é juntamente ingerida. Todas as religiões fazem isso. Os católicos sacrificam o Peru no Natal e peixe na semana santa, seguindo a mesma idéia