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Prof. Ms. Aline Helen Corrêa Garcia
Células do Sistema Imune
 Linfócitos
 NK
 Células Dendríticas
 Macrófagos e Monócitos
 Neutrófilos
 Eosinófilos
 Mastócitos
 Basófilos
Linfócitos
 São as únicas células com receptores específicos para
antígenos
 Chaves da imunidade adaptável.
 Morfologicamente semelhantes
 São heterogêneos em:
 Linhagem
 Funcionamento
 Fenótipo
 Capacidade de respostas e atividades biológicas complexas e atividades.
Linfócitos B
 São as únicas células capazes de produzir
anticorpos
 Imunidade humoral.
 Expressão de anticorpos
 Receptores que reconhecem antígenos
 Antígenos solúveis e antígenos na superfície de micróbios e outras
células
 Ativação celular
 Resposta imune humoral.
Linfócito T
 Imunidade Celular
 Receptores reconhecem fragmentos de peptídeos de ag
 Ligados a major histocompatibility complex (MHC) ou complexo de
histocompatibilidade principal (MHC).
 T CD4+ = helper ou auxiliares
 Ajudam B a produzir anticorpos
 Fagócitos a destruir micróbios fagocitados
 T CD8+ = citotóxicos ou citolíticos
 Destroem células que abrigam micróbios intracelulares
Linfócitos NK
 NK = Natural Killer ou
assassina natural
 Mediadores de imunidade
inata
 Não expressam receptores
de antígeno como as células
B ou células T.
 Importante contra vírus e
tumores
Células Apresentadoras de
Antígenos ou
Antigen Presenting Cells -APCs
 Portas de entrada para micróbios
 a pele, área gastrointestinal e área respiratória,
 Contêm células especializadas localizadas abaixo do
epitélio que captura Ag e os transporta para tecidos
linfóides.
 Células dendríticas e macrófagos
Células Dendríticas
 A função de APC é melhor representada pelas
células dendríticas
 Nome por causa dos processos dendríticos longos.
 Capturam ag protéicos
 Exibem partes dos Ags para os linfócitos T
 Pele: células de Langerhans
Macrófago
Macrófagos
 Célula grande com vacúolos citoplasmáticos
 Apresenta diferentes nomes, de acordo com o tecido
 Presente em tecidos saudáveis
 Fagocitose
 Apresentação de antígenos
Macrófago + pseudopodes
macrófago interagindo com vários linfócitos
Leucócitos Polimorfonucleares ou
granulócitos
 Possuem inúmeros grânulos no citoplasma
 Núcleo irregular
 Neutrófilos
 Menor que o macrófago, não presente em tecidos saudáveis
 Fagocitose
 Eosinófilos
 Defesa contra parasitas e vermes
 Mastócitos/Basófilos
 Alergias
Núcleo bilobado/reniforme
Núcleo multilobulado
Núcleo em forma de ferradura
Leucócito PMN Neutrófilo
Hematopoiese
Órgãos Linfóides
Linfócitos
sangue
Tecidos
especializados
Órgãos Linfóides
 Órgãos linfóides primários ou centrais
 Maturação de linfócitos (TCR e BCR)
 Timo e medula óssea
 Órgãos linfóides secundários ou periféricos
 Resposta imune
 Baço, linfonodos, placas de Peyer. Amigdala, etc
Timo
 Bilobulado
 Cada lobo se divide em múltiplos lóbulos, e cada lóbulo é
dividido em córtex e medula
 Mediastino anterior
 Maturação de linfócitos T
Timo
 Seleção tímica
 TCR
 CD4 ou CD8
 Maturação de linfócitos T principalmente no
período fetal e depois do nascimento
 90-95 % dos timócitos entram em apoptose
 Ausência de Timo: falta de células T
Medula óssea e Bursa de
Fabricius
Órgãos Linfóides Periféricos
 Linfonodos, baço,placas de Peyer e os tecidos linfóides
associados a mucosa (BALT, GALT)
 Onde os linfócitos encontram os antígenos e onde se inicia a
resposta imune
 Estes tecidos estão conectados através dos vasos linfáticos -
Linfa
Linfonodos
 Agregados ovóides de tecido linfóide localizados ao
longo de canais linfáticos no corpo.
 Transporta fluido chamado linfa dos epitélios, tecidos
conjuntivos e da maioria do órgãos parenquimatosos é
escoado por vasos linfáticos dos tecidos para os linfonodos.
 A linfa é uma mistura de substâncias que são absorvido nos
epitélios e tecidos.
A passagem da linfa no
linfonodo
 Como as passagens de linfa por linfonodos resulta:
 APCs podem capturar os antígenos de micróbios que
entraram pelos epitélios nos tecidos.
 Células dendríticas apanham antígenos de micróbios do
epitélios e transportam estes antígenos para linfonodos pela
linfa.
 O resultado líquido destes processos:
 captura, transporte e concentração dos Ags que entram por
epitélios ou tecidos colonizados que escoam para os
linfonodos.
Recirculação de linfócitos
 Linfócitos circulam nos tecidos
 Linfócito virgem
 Órgãos linfóides
 Linfócito efetor
 Locais de infecção
 é melhor descrito melhor para T.
 T citotóxico em qualquer local de infecção.
 B permanecem em órgãos linfóides
 não precisam migrar para locais de infecção.
 Secretam anticorpos
 Ac entram no sangue
 Micróbios de achado e toxinas microbianas na circulação ou tecidos
distantes.
O baço
 Órgão abdominal
 É o principal local de produção de Ac
 Mesmo papel em respostas imunes para antígeno
sanguíneos
 Sangue que entra no baço por uma cadeia de canais
(sinusóides) forrada de fagócitos.
 Apanham antígenos e os concentra
 células de dendríticas e macrófagos.
O baço
 Polpa branca
 Rica em linfócitos
 Polpa vermelha
 Local onde hemácias são removidas
MALT e GALT
 Sistemas linfóide debaixo dos epitélios da pele, do
trato gastro-intestinal e áreas respiratórias
 Amígdalas e placas de Peyer são MALT
 São locais de respostas imunes a antígenos que superam a
barreira epitelial
ANTÍGENOS e IMUNÓGENOS
Definição
São substâncias químicas capazes de
induzir resposta imune específica, pois
são estranhas ao sistema imune,
normalmente induzem a formação de
anticorpos ou de resposta celular, ou
ambas
- Antígeno é toda a estrutura capaz de
reagir com as células do sistema imune
(fagócitos, linfócitos T e B)‫.‏‬É
qualquer molécula que possa ser
reconhecida pelos elementos do sistema
imune inato (inespecífico)‫‏‬ ou
adaptativo (específico)‫.‏‬
Antígenos e Imunógenos
Antígenos Imunógenos
≠
Agente capaz de se ligar especificamente
à componentes da resposta Imunológica
Agente capaz de induzir
resposta Imunológica
Funcional
Características:
Imunogenicidade
é a capacidade de induzir resposta imune
específica
Antigenicidade
é a capacidade de interagir com anticorpos (Ac)‫‏‬ ou
linfócitos T (ly T)‫‏‬ sensibilizados
Obs: imunógeno: substância que possuí epítopos
estranhos ao organismo, são substâncias ativadoras
específicas)‫‏‬ (depende de quanto a substância é
estranha ao organismo)‫‏‬
“TODO IMUNÓGENO é um ANTÍGENO.
Nem TODO ANTÍGENO é IMUNÓGENO.”
Determinante Antigênico ou Epítopo
- É a menor porção da molécula antigênica
responsável pela propriedade de estimular a
produção dos anticorpos, são responsáveis pela
interação com o sítio combinatório de anticorpo
ou do receptor de antígeno (TCR)‫‏‬ de lyT
- Tamanho médio de 7x14x34u, correspondendo a 4-6
resíduos de aminoácidos
- Cada antígeno pode conter um ou mais epítopos,
sendo iguais ou diferentes
- uma única molécula antigênica normalmente possui
vários epítopos diferentes
proteína
açúcar
bactéria
Epítopo
é a menor porção de antígeno com potencial de
gerar a resposta imune. É a área da molécula do
antígeno que se liga aos receptores celulares e
aos anticorpos.
Epítopos de linfócitos B
• ligam-se a moléculas de imunoglobulina
• não necessitam de processamento por APC´s
• estão localizados na superfície das proteínas
• 3 a 20 resíduos de aminoácidos ou carboidratos
Epítopos lineares
• Formados por resíduos dispostos seqüencialmente de
maneira linear em um antígeno protéico ou
polissacarídico
• Não são afetados por nenhum tratamento que altere a
estrutura tridimensional da substância
Epítopos conformacionais
• Formados pelas estruturas secundária, terciária ou
quaternária de uma proteína
• Formados pelo dobramento tridimensional normal de um
polissacarídeo
• Eles perdem funções de epítopos se desnaturados
Epítopos de linfócitos T
• Ligam-se ao TCR após processamento, quando ligados a
moléculas de MHC (Complexo Principal de
Histocompatibilidade) presentes nas APCs.
• Molécula imunogênica - pelo menos um epítopo de célula
T.
• Resíduos imunodominantes
- presentes dentro de um epítopo
- interagem com maior afinidade de ligação
- podem induzir uma resposta mais forte.
Antígenos T-independentes
• Possuem a capacidade de estimular
células B a produzirem Ac, sem a
necessidade da ativação do linfócito
TH – co-estímulo
• São polímeros com numerosos
determinantes antigênicos repetidos.
• não produzem memória imunológica
Haptenos
• Composto de baixo peso molecular.
• Pouca complexicidade.
• Sozinho não promovem resposta imune
• Ligação covalente a carregadores – indução de resposta.
• O complexo hapteno-carreador comporta-se como um
epítopo de célula B.
• Não são imunógenos - quando acoplados a proteínas
carreadoras tornam-se imunógenos, produzindo resposta
imune, isto é, são capazes de combinar-se com a molécula
de anticorpo, mas não são capazes de estimular resposta
imune, a menos que estejam associados com uma
molécula carreadora imunogênica
Exemplos: a insulina, a penicilina, os lipídeos, os ácidos nucleícos, a anilina
e o aminobenzeno.
Antígenos Celulares Importantes
1) Antígenos de Histocompatibilidade
 As células T reconhecem como estranhos os peptídeos
ligados a proteínas de superfície, que provocam resposta
imune se transferidas para outro indivíduo da mesma
espécie (alogênico). Algumas dessas proteínas, muito
imunógenas, são glicoproteínas e constituem o Principal
Complexo de Histocompatibilidade (MHC – major
histocompatibility complex ou sistema HLA – human
leukocyte antigens) é um complexo de genes capaz de
causar rejeição a enxertos.
2) Antígenos Eritrocitários
 Herdados geneticamente, são antígenos
(oligossacarídeos) presentes na superfície das hemácias e
de outros fluídos corpóreos.
 Tem grande importância, pois relacionam-se as
transfusões (Sistema ABO)
Resultado positivo
Resultado positivo
Ag eritrocitário
Ac Anti-eritrócito
Reagente de
Coombs
Natureza química dos Antígenos (Ag)
• Inorgânicos: não são imunógenos
• Proteínas: são fortes imunógenos
• Polissacarídeos: raramente são bons imunógenos
• *Lipídios: simplicidade estrutural - comuns
• *Carboidratos: pequenos, pouco imunógenos
• *Ácidos nucleicos: de relativa simplicidade e rápida
degradação, não funcionam como imunógenos
*ligação com carreador melhora a imunogenicidade
peptídeos, polímeros de
aminoácidos
molécula quimicamente
sintetizada
Sintético
iodo-proteínas,
haptenos-proteínas
natural modificado
quimicamente
Artificial
proteínas, toxinas,
glicoproteinas
plantas, bactérias, vírus,
fungos, animais
Natural
ExemploOrigemClasse
Classificação
Fatores que influenciam imunogenicidade
1. Relação filogenética entre doador e receptor
• self x non-self :maior distância filogenética (relação
biológica) = maior imunogenicidade
• Aloantígenos: substâncias que apresentam alguns
determinantes antigênicos diferentes em indivíduos da
mesma espécie. Ex:MHC e Ag Eritrocitários
2. Degradabilidade: substâncias instáveis e muito degradáveis
não são bons imunógenos
3. Complexidade molecular:  complexa  imunognicidade
4.Tamanho:  tamanho número de epítopos - melhor
resposta imune
5. Acessibilidade: exposição dos ag para linfócitos T ou B
6. Configuração espacial da molécula: depende da estrutura
primária e determina especificidade imunológica
7. Via de Imunização e Dose do Antígeno: esquema de
imunização
Vias de Inoculação: facilita o processo inflamatório e imune
8. Hospedeiro respondedor
- herança genética (bons e maus respondedores)
- idade
- estado nutricional
- infecções concomitantes
- competência do sistema imune
Adjuvantes
Adjuvantes são substâncias que podem aumentar a
resposta a um imunógeno se for administrado junto a este.
Isto pode ser feito prolongando a retenção do imunógeno,
estimulando migração de células do sistema imunológico ou
através da produção local de citocinas.
• Adjuvante de Freund: é o bacilo da tuberculose morto incorporado
a uma emulsão de água e óleo
• Sulfato de Alumínio: precipita Ag e este precipitado quando
inoculado, induz resposta imune
Trabalho :
1) Diferencie antígeno e imunógeno, imunogenicidade e antigenicidade.
2) Discuta a frase: “Todo imunógeno é um antígeno. Nem todo antígeno é um
imunógeno.”
3) O que são e quais são os Ag naturais? Qual a importância de seu estudo e
caracterização?
4) Indique e explique os fatores que interferem na imunogenicidade de um
antígeno.
5) O que são epítopos, quais os tipos existentes e qual a sua importância e forma
de ação?
6) Caracterize a ação de haptenos ligados a carreadores e explique por que
sozinhos não são imunogênicos.
7) Quais as vias de ação dos adjuvantes?
8) Para melhor memorização, faça um esquema mostrando a hematopoiese.
9) Quais as carcteristicas dos antígenos T –independentes?
10)O que são alógenos e qual a sua relação com MHC?
11)Cite os antígenos heritrocitários (ABO) relacionando-os com os grupos
Anticorpos
Imunoglobulinas (Ig)
Moléculas de glicoproteína que são produzidas
pelos plasmócitos em resposta a um imunógeno e
que funcionam como anticorpos.
 FUNÇÕES GERAIS DAS IMUNOGLOBULINAS
 A. Ligação a antígeno
Imunoglobulinas se ligam especificamente a um ou
a alguns antígenos proximamente relacionados.
Cada imunoglobulina na verdade liga-se a um
determinante antigênico específico.
B. Funções Efetoras
Freqüentemente a ligação de um anticorpo a um
antígeno não tem efeito biológico direto. Ao invés
disso, os efeitos biológicos significantes são uma
conseqüência de “funções efetoras” secundárias de
anticorpos.
 1. Fixação ao complemento – Isso resulta na lise de
células e liberação de moléculas biologicamente
ativas .
 2. Ligação a vários tipos celulares
– Células fagocitárias, linfócitos, plaquetas, células
master, e basófilos têm receptores que se ligam a
imunoglobulinas. Essa ligação pode ativar as células
que passam a realizar algumas funções.
- Algumas imunoglobulinas também se ligam a
receptores em trofoblastos placentários
Estrutura básica das imunoglobulinas
-cadeias leves e pesadas
- Pontes dissulfeto
- Regiões Variáveis (V) e
Constantes (C)
- - Região da dobradiça
- - Domínios
- Carboidratos
 FRAGMENTOS DE IMUNOGLOBULINA: RELAÇÕES 
ESTRUTURA/FUNÇÃO
 Fragmentos de imunoglobulinas produzidos por
digestão proteolítica têm-se mostrado úteis na
elucidação das relações de estrutura e função em
imunoglobulinas.
 A. Fab
Digestão com papaína quebra a molécula de
imunoglobulina na região da dobradiça antes da
ponte dissulfeto intercadeia Figura 4. Isso resulta na
formação de dois fragmentos idênticos que contém
a cadeia leve e os domínios VH e CH1 da cadeia
pesada.
 B. Fc
Digestão com papaína também produz um
fragmento que contém o restante das duas cadeias
pesadas, cada uma contendo um domínio CH2 e CH3.
Esse fragmento foi chamado Fc porque é facilmente
cristalizado.
 Fab
 Ligação com o antígeno específico
 É constituído de uma cadeia leve e de uma porção
da cadeia pesada, ambas possuindo um domínio
constante e outro variável
Funções dos fragmentos dos anticorpos (Fab e Fc)
• Fc
 Promove a ação efetora do anticorpo, pois
interage com outras células e/ou proteínas
do sistema imunológico
Isotipos / Alotipos / Idiotipos
• Isotipos
 São as diferentes classes de anticorpo ex: IgA, IgD, IgE,IgG e IgM
• Alotipos
 São os isotipos de indivíduos diferentes ou espécies diferentes, devido a alterações na cadeia
constante
• Idiotipos
 São alterações nos domínios variáveis dos anticorpos de mesma classe (especificidade)
 Neutralização
 Microrganismo
 Toxinas
 Opsonização
 Citotoxidade celular dependente
de anticorpo (ADCC)
 Ativação do complemento
Principais funções dos
anticorpos
OBS: Para o desencadeamento dessas funções é necessário que os anticorpos
estejam ligados a alguma superfície (exceto neutralização) e estejam em dupla
pelo menos (exceto a IgM).
Neutralização de microrganismos e toxinas
*Neutralização é a ligação dos
aniticorpos aos microrganismos
e/ou toxinas, impedindo a aderência
e ação dos mesmos nas células do
hospedeiro.
ANIMAÇÕES:
http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit5/humoral/abydefense/adherence/blockadhesan.html
http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit5/humoral/abydefense/neutexo/toxin_neut.html
Opsonização e fagocitose
* Opsonizar é auxiliar o processo de fagocitose pelas células fagocitárias para que os
microrganismos sejam destruídos enzimaticamente.
ANIMAÇÃO: http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit5/humoral/abydefense/opsonization/opson_capsule_sum.html
ADCC (Citotoxidade celular dependente de
anticorpos)
*Liberação de perforinas e granzimas que ativam a via das caspases e
promovem apoptose da célula infectada.
ANIMAÇÃO:
http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit5/humoral/abydefense/adcc/adccanim.html
Ativação do sistema complemento (via clássica)
Formação do poro na
membrana do parasita…
ANIMAÇÃO:
http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit4/innate/cytogn.html
Classe IgG
- -São os mais abundantes no soro (70-75%)
- -São muito versáteis
- -4 subclasses: IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4
- -neutralizam toxinas (todos)
- -Promovem ADCC
- -fazem opsonização (IgG1 e IgG3)
- -fixam a via clássica do complemento (IgG1, IgG2 e IgG3)
- -são os únicos que podem atravessar a placenta (IgG2) em humanos
 -Ligação a células – Macrófagos, monócitos, PMN's e alguns linfócitos
têm receptores para a região Fc da IgG. Nem todas as subclasses se
ligam com a mesma eficiência; IgG2 e IgG4 não se ligam a receptores de
Fc. Uma consequência da ligação a receptores de Fc em PMN's,
monócitos e macrófagos é que a célula pode então internalizar o
antígeno melhor. O anticorpo preparou o antígeno para ser comido
pelas células fagocitárias. O termo opsonina é usado para descrever
substâncias que aumentam a fagocitose. IgG é uma boa opsonina.
Ligação de IgG a receptores de Fc em outros tipos de células resulta na
(Localização: plasma)
Classe IgM
- Correspondem por cerca de 10% das Ig
- SÃO OS PRIMEIROS A SEREM PRODUZIDOS NA FASE AGUDA DE UMA
INFECÇÃO
- Funcionam como receptor de antígenos na superfície dos linfócitos B
virgens (naive) na forma monomérica
- Neutralizam toxinas
- Fixam a via clássica do complemento
- IgM é a primeira Ig a ser feita pelo feto e a primeira Ig a ser feita por uma
célula B virgem quando é estimulada pelo antígeno.
- IgM liga-se a algumas células via receptores de Fc.
(Localização: plasma, membrana das cél. B)
- Correspondem por cerca de 15-20% das Ig do soro
- NEUTRALIZAMTOXINAS
- PROMOVEM A IMUNIDADE DAS MUCOSASATRAVÉS DO
BLOQUEIO DA LIGAÇÃO DE ANTÍGENOS (MICRORGANISMOS)
 a) IgA é a 2a
Ig mais comum no soro.
 b) IGA ÉA PRINCIPAL CLASSE DE IG EM SECREÇÕES –
LÁGRIMAS, SALIVA, COLOSTRO, MUCO. UMAVEZ QUE É
ENCONTRADA EM SECREÇÕES IGA SECRETORA É
IMPORTANTE NA IMUNIDADE LOCAL (DE MUCOSA).
 c) Normalmente IgA não fixa complemento, a menos que esteja
agregada.
 d) IgA pode se ligar a algumas células - PMN's e alguns linfócitos.
Classe IgA
(Localização: secreções )
Classe IgD
- Correspondem por menos de 1% das Ig do soro
- Funcionam como receptor
de antígenos na
superfície dos linfócitos B
virgens (naive)
 IgD liga complemento.
(Localização: plasma, membrana das cél. B)
Classe IgE
 BAIXA CONCENTRAÇÃO NO SORO
 ADCC ENVOLVENDO EOSINÓFILOS NA IMUNIDADE CONTRA
HELMINTOS
 DEGRANULAÇÃO DE MASTÓCITOS OCASIONANDO ALERGIAS.
 ENVOLVIDA EM REAÇÕES ALÉRGICAS – Como consequência da sua
ligação a basófilos e mastócitos, IgE é envolvida em reações
alérgicas. Ligação do alergeno à IGe nas células resulta na liberação
de vários mediadores farmacológicos que resulta em sintomas
alérgicos.
 c) IgE também participa em doenças parasitárias por helmintos. Uma
vez que os níveis sorológicos de IgE aumentam em doenças
parasitárias, a quantificação dos níveis de IgE auxilia no diagnóstico
de infecções parasitárias. Eosinófilos têm receptores de Fc para IgE e
a ligação de eosinófilos a helmintos cobertos por IgE resulta na morte
do parasita.
 d) IgE não fixa complemento.
(Localização: membrana de mastócitos e basófilos )
A primeira resposta contra um antígeno é fraca e formada principalmente por anticorpos da classe IgM,
onde depois de algum tempo ocorre mudança de isotipo e memória imunológica. A resposta secundária é
bem mais intensa e composta por anticorpos das classes IgG, IgA ou IgE.
A resposta primária e secundária
Molécula de Ac Sítio de ligação do Ag
símbolo
Sítio de ligação do Ag antígeno Determinante
antigênico
(epítopo)
Cadeia
leve
Cadeia
pesada
Fab
Fc Região de
dobradiça
Natureza química da interação
- São forças fracas que se somam e formam complexos
estáveis
- Não há ligações covalentes
- A interação é reversível
- A interação ocorre por complementariedade entre o sítio
combinatório do anticorpo (Ac) e o determinante
antigênico do antígeno (Ag)
Afinidade dos Anticorpos pelo Antígeno
-Define a estabilidade do imunocomplexo Ag – Ac
-Melhor complementariedade entre o sítio combinatório do Ac e o
determinante antigênico do Ag significa maior afinidade = maior
número de interações
- Exprime a capacidade de ligação do sítio combinatório do Ac
específico pelo determinante antigênico
- Quando a afinidade é baixa, o Ac pode interagir mais facilmente
com sistemas antigênicos heterólogos (outros Ag)
Anticorpos de alta afinidade
Reconhecem uma grande porção da estrutura do determinante
antigênico específico.
Anticorpos de baixa afinidade
Reconhecem pequena parte da estrutura, podendo estes anticorpos
reagir com moléculas que tenham estruturas
semelhantes, porém com menor afinidade, ocorrendo reação
cruzada
Valência e Avidez
Figura 2: Avidez e Valência na Interação Antígeno-Anticorpo
Deve-se considerar que:
- Cada clone de plasmócitos produz sempre moléculas de Ac com
uma especficidade, mas com dois sítios combinatórios
semelhantes ou idênticos (Ac é bivalente)
- A complexidade da maioria dos antígenos pressupõe múltiplos
determinantes antigênicos (epítopos)
- Para cada epítopo há Ac específico (às vezes de várias classes)
Reação Cruzada
- É a interação de um anticorpo com um antígeno
(heterólogo) que não tenha sido aquele que induziu a sua
formação (homólogo)
- Essa interação ocorre porque alguns dos determinantes:
 Antigênicos são semelhantes ou pelo fato de dois antígenos
diferentes apresentarem o mesmo determinante antigênico
 Quanto maior a similaridade maior a intensidade da interação
Reação Inespecífica
- Ocorrem em qualquer amostra, inclusive de indivíduos sadios
- Pode ser devido a anticorpos naturais ou a substâncias
metabólicas circulantes
- Os anticorpos inespecíficos são chamados de “anticorpos naturais”
e são considerados na padronização dos testes imunológicos
através da utilização de amostras-controle obtidas de indivíduos
supostamente sadios
Anticorpos Policlonais
Os anticorpos que surge num animal em resposta a único antígeno
complexo são heterogêneos . São formados vários clones diferentes de
células B que diferenciam-se em plasmócitos, cada um deles expressando
e secretando, respectivamente, um tipo de anticorpo, capaz de reagir
com um diferente epítopo no antígeno complexo.
Estes anticorpos são denominados policlonais.
Anticorpos Monoclonais
Os anticorpos que surgem a partir
de um único clone de células,
como, por exemplo, num tumor de
plasmócitos (mieloma) são
homogêneos, isto é, são iguais
entre si.
São ditos anticorpos monoclonais.
Método de Produção de Anticorpo Monoclonal
O método envolve fusão celular (ou hibridização de células
somáticas), entre um linfócitos B normal produtor de
anticorpo e uma linhagem de mieloma, seguindo-se
subsequentemente a seleção de células fusionadas que
secretem anticorpo da especificidade desejada, derivada
do linfócito B normal.
Tais linhagens celulares imortalizadas, produtoras de
anticorpos e derivadas de fusões, são chamadas
hibridomas. Os anticorpos que elas produzem são
anticorpos monoclonais.
Método de Produção de Anticorpo Monoclonal
http://highered.mcgraw-hill.com/olcweb/cgi/pluginpop.cgi?it=swf::535::535::/sites/dl/free/0072437316/120110/micro43.swf::Monoclonal%20Antibody%20Production
Clique
A hibridização de linfócitos é o melhor método para
produzir um anticorpo monoclonal contra um
determinante antigênico conhecido. Este anticorpo
pode ser usado para identificar antígenos
desconhecidos presentes numa mistura, porque cada
anticorpo é específico para apenas um determinante
antigênico.
Anticorpos Monoclonais
1) Identificação de marcadores fenotípicos únicos para os tipos celulares
individuais. A base para a classificação moderna de linfócitos e fagócitos
mononucleares é a ligação de anticorpos monoclonais população específicos.
Estes têm sido usado para definir moléculas típicas de cada célula.
Anticorpos Monoclonais - Aplicações
2) Imunodiagnóstico: o diagnóstico de muitas doenças infecciosas e
degenerativas, depende da detecção de antígenos e/ou anticorpos específicos na
circulação ou nos tecidos, usando anticorpos monoclonais em imunoensaios.
Anticorpos Monoclonais - Aplicações
Para a imunodosagem de
hormônios, marcadores tumorais e
de outras proteínas séricas, sempre
se usa Ac. monoclonais
3) Diagnóstico e terapia de tumores: Anticorpos monoclonais específicospara
tumores são usados para a detecção de tumores por técnicas de imagens e para a
imunoterapia.
Anticorpos Monoclonais - Aplicações
4) Análise funcional de moléculas da superfície celular e secretadas: na pesquisa
imunológica, os anticorpos monoclonais que se ligam a moléculas da superfície
celular e estimulam ou inibem funções celulares, são instrumentos inestimáveis
para definir a função das moléculas de superfície, incluindo os receptores para
antígenos. Anticorpo que neutralizam citocinas são usados para detectar a
presença e os papéis funcionais destes compostos protéicos in vitro e in vivo.
Anticorpos Monoclonais - Aplicações
 Técnicas de engenharia genética são usadas para expandir
a utilidade dos anticorpos monoclonais, produzindo:
 Anticorpos humanizados;
 Produção de anticorpos monoclonais sem a necessidade de
hibridomas;
Anticorpos Monoclonais - Perspectivas
Sistema complemento
Amostras utilizadas em Imunoensaios
 INTRODUÇÃO
- A validação dos imunoensaios é feita com base nos parâmetros de
sensibilidade, especificidade, repetitividade, reprodutibilidade e
estabilidade
- Problemas no imunoensaio = nova amostra = problema desaparece
- Os imunoensaios são objeto de padronização e normatização
- Controle de Qualidade – pré analítico
PREPARO E INSTRUÇÕES AO PACIENTE
FATORES INERENTES AO PACIENTE:
Idade
Sexo
Etnia
Gravidez
Período de Ciclo Menstrual
Uso de medicamentos (anticoncepcional, vitaminas, etc)
JEJUM
Não tem muita importância para Imunoensaios.
 No entanto, concentração excessiva de lipídios pode interferir em teste
de imunoprecipitação e aglutinação.
 Evitar coletar amostras até 2h após refeição (almoço, janta) – pós-
prandial.
 Recomendável jejum padrão de 8h se for realizar também outros
exames.
 Jejum de 4h, se somente for realizar exames de imunoensaios.
 Beber água não invalida o jejum.
 Evitar álcool, fumo (afeta os hormônios)
GRAVIDEZ
 Geralmente ocorre resultados
falso-positivos devido mudanças hormonais e protéicos como aumento
de hCG, lactogênio, cortisol e hormônios tireoidianos.
 Perguntar a data da última menstruação e a semana gestacional,
principalmente na determinação de hormônios.
EXERCÍCIO
 Exercícios com perda de água e suor alteram a
concentração de parâmetros bioquímicos e
hormônios.
 Fazer 30 minutos de repouso no laboratório
antes da coleta.
IDADE
 Importante na determinação de hormônios, proteínas e substâncias do
metabolismo bioquímico.
CICLO MENSTRUAL E
RITMO CIRCADIANO
 Deve conter no laudo o dia do ciclo menstrual.
 Cortisol é o parâmetro mais afetado ao longo do
dia. Preconiza-se coletar entre 7:00 e 9:00h da
manhã.
Laboratório de Análises Clínicas
Finalidades:
Verificar estágios da condição biológica humana
Verificar ausência de patologias, como parte de algoritmos médicos
ex.: Diabetes Mellitus (adulto)
Estabelecer diagnósticos
Fornecer informações para diagnóstico e acompanhamento de
patologias agudas e crônicas
COLETA DE SANGUE
 O tipo de amostra para cada analito é definido por protocolos
internacionais.
 Evitar hemoconcetração: não deixar o torniquete por mais de
1minuto.
 Evitar hemólise: ruptura de hemácias.
 Coleta em tubo seco ou gel, e anticoagulantes (citrato, heparina, EDTA
e inibidor de glicose).
AMOSTRAS
COLETA
-É o primeiro passo para TODAS as análises efetuadas no Laboratório
Clínico
-Todas as etapas seguintes dependem da coleta do material
- É importante que o procedimento apropriado
(indicado) seja seguido = para obtenção de resultados exatos
- Utilizar material completamente limpo para evitar falsos resultados
OBTENÇÃO DE SORO OU PLASMA
 É necessário certo tempo para formação do coágulo e retração ideal.
 Não é aconselhável refrigerar a amostra.
 Após centrifugação, obtêm o soro ou plasma.
OUTROS ESPÉCIMES BIOLÓGICOS USADOS
NOS IMUNOENSAIOS
URINA
 Determinação hormonal ou de drogas
Líquido Cefalorraquidiano (LCR)
 Pesquisa de antígenos bacterianos, virais e parasitários
 Pesquisa de Ac
LÍQUIDO AMNIÓTICO
 Amniocentese procedimento para obtenção de líquido após 16ª.
Semana de gestação.
 Não deve conter sangue. Pesquisar presença de patógenos.
OUTROS ESPÉCIMES BIOLÓGICOS USADOS NOS IMUNOENSAIOS
FEZES
 Pesquisar a presença de antígenos
SALIVA
 Determinação de hormônios livres: cortisol, progesterona, estradiol e
testosterona; e as drogas teofilina, digoxina e diazepam.
SÊMEN
 Pesquisa de anticorpos antiespermatozóides.
 Manter 3 dias de abstinência sexual.
 Após ejaculação aguardar 30 min, e usar o material em até 2h
 Especificidade
Especificidade se refere à habilidade de um sítio de
combinação de anticorpo em particular de reagir
com apenas um antígeno. Em geral, há um elevado
grau de especificidade nas reações antígeno-
anticorpo. Anticorpos podem distinguir diferenças
em 1) estrutura primária de um antígeno, 2) formas
isoméricas de um antígeno, e 3) estrutura
secundária e terciária de um antígeno.
PROPRIEDADES DE UM TESTE
DIAGNÓSTICO
 ESPECIFICIDADE (E) É A CAPACIDADE DE UM
TESTE DE DETECTAR OS NEGATIVOS ENTRE OS
NÃO DOENTES TESTES DE BAIXA
ESPECIFICIDADE RESULTAM EM MAIOR NÚMERO
DE FALSOS POSITIVOS
 Sensibilidade é a
PROPRIEDADES DE UM TESTE
DIAGNÓSTICO
 SENSIBILIDADE (S):
 É A CAPACIDADE DE UM TESTE DE DETECTAR OS
POSITIVOS ENTRE OS DOENTES EXAMINADOS
TESTES DE BAIXA SENSIBILIDADE RESULTAM EM
MAIOR NÚMERO DE FALSOS NEGATIVOS.
 Reatividade cruzada
Reatividade cruzada se refere à habilidade de um
sítio de combinação de anticorpo em particular de
reagir com mais de um determinante antigênico ou
a habilidade de uma população de moléculas de
anticorpos de reagir com mais de um antígeno. A
Figura 5 ilustra como reações cruzadas podem
ocorrer. Reações cruzadas aparecem porque o
antígeno envolvido na reação cruzada compartilha
um mesmo epitopo com o antígeno imunizador ou
porque ele tem um epitopo que é estruturalmente
semelhante ao epitopo no antígeno imunizante
RESULTADOS DOS TESTES
DIAGNÓSTICOS
 VERDADEIRO POSITIVO RESULTADO POSITIVO NA
PRESENÇA DA DOENÇA
 FALSO POSITIVO RESULTADO POSITIVO NA
AUSÊNCIA DA DOENÇA
 VERDADEIRO NEGATIVO RESULTADO NEGATIVO
NA AUSÊNCIA DA DOENÇA
 FALSO NEGATIVO RESULTADO NEGATIVO NA
PRESENÇA DA DOENÇA
IMPORTÂNCIA DOS TESTES SOROLÓGICOS NA
PATOLOGIA CLÍNICA
Importância dos Testes Sorológicos na Patologia Clínica
- Grande desenvolvimento dos testes sorológicos
- Diagnóstico de certeza
- Demonstração do patógeno
- Identificação dos seus produtos nos tecidos ou
fluidos do hospedeiro
Problemas relacionados (encontrados)
- Nem sempre é possível
- Ausência do agente
- Falta de sensibilidade dos métodos empregados =
direto ou indireto
- Longos períodos de análises
Métodos imunológicos
- São amplamente empregados
- Suprem as falhas dos métodos parasitológicos ou microbiológicos
- Pesquisam antígenos, anticorpos ou imunocomplexos
- Rápidos, simples execução, possibilidade de automação, baixo custo
operacional
Aplicação dos Testes Sorológicos e Interpretação dos resultados
- Auxilia os clínicos, patologistas
- Orientação
- Diagnóstico correto
- Associar à investigações clínicas e epidemiológicas
Importância da Pesquisa de Anticorpos no Diagnóstico
Individual
(a) Elucidar processos patológicos com sintomas e sinais
clínicos confundíveis – pesquisa de anticorpos específicos
com testes padronizados
Ex: toxoplasmose x mononucleose; toxoplasmose x rubéola
(b) Diferenciar a fase da doença – detecção das diferentes
classes de anticorpos, acompanhamento do surgimento das
imunoglobulinas
Ex: doenças congênitas (toxoxplasmose, sífilis)
(c) Diagnosticar doença congênita
IgM – não atravessa a placenta x IgG – atravessa a placenta
IgM – fase aguda da doença – pesquisa no sangue do cordão
umbilical
Acompanhamento do recém-nascido
(d) Selecionar doadores de sangue
Triagem sorológico para a prevenção da doença
transfusional – Chagas, HIV, HTLV I e II*, Sífilis,
hepatites B e C
Selecionar doadores e receptores de órgãos para
transplantes
(e) Pesquisa de anticorpos altamente específicos –
antígenos do complexo principal de histocompatibilidade
Tipagem dos antígenos de CPH
(f) Avaliar o prognóstico da doença
Pesquisa de anticorpos contra determinados componentes
antigênicos – marcadores imunológicos para a avaliação do
prognóstico de uma doença
Ex: na hepatite B – pesquisa de antígeno HBeAg =
componente de infectividade e a contagiosidade do vírus.
* Os vírus T-linfotrópicos humanos, tipo 1 (HTLV-I) e tipo 2 (HTLV-II), foram os primeiros retrovírus
humanos descobertos (1,2), pertencem à subfamília Oncornavirus dos Retrovirus e podem
(g) Avaliar a eficácia terapêutica e a suspensão da
terapêutica
Acompanhar a queda de anticorpos na circulação do paciente
Eficácia e suspensão da terapêutica
Ex: sífilis – acompanhar os títulos no teste de VDRL
(h) Avaliar a imunidade específica naturalmente adquirida
ou artificialmente induzida
IgG – marcador de imunidade específica
Anticorpos protetores
Complexa constituição do patógeno
Testes sensíveis
(i) Verificar o agravamento da patologia
Presença de auto-anticorpos, imunocomplexos
Importância da Pesquisa de Anticorpos em Inquéritos
Soroepidemiológicos
(a) Estabelecer prevalência da doença
Pesquisa de anticorpos IgG x prevalência da doença
(b) Verificar a erradicação da doença
Investigação da presença da doença - erradicação da doença
Ausência de anticorpos em crianças nascidas em local
suspeito – erradicação
(c) Verificar a reintrodução de novos casos em áreas
consolidadas
Presença de anticorpos IgM ou o aumento de anticorpos IgG –
reintrodução do patógeno
Monitoramento sorológico
Importância dos Testes Sorológicos na Pesquisa de Antígenos
(a) Como critério de cura
Ausência do patógeno ou de seus produtos após processo
infeccioso
(b) Definição da etiologia da doença
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infeccioso
Emprego da PCR e métodos imunológicos
(c) Na seleção de doadores de sangue
Selecionar doadores de sangue pela pesquisa do agente
etiológico
Ex: hepatite B – pesquisa do HBsAg
(d) Em inquéritos epidemiológicos
Restrita
Mapeamento das regiões
Variações
-
Resposta imune do hospedeiro:
-
falso positivo (reações cruzadas),
-
falso negativo
-
Todos os fatores devem ser analisados para definir o
quadro patológico mais próximo possível do estado clínico
do paciente
Importancia da triagem e Entrevista

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Aula1 imuno clínica revisional

  • 1. Prof. Ms. Aline Helen Corrêa Garcia
  • 2. Células do Sistema Imune  Linfócitos  NK  Células Dendríticas  Macrófagos e Monócitos  Neutrófilos  Eosinófilos  Mastócitos  Basófilos
  • 3. Linfócitos  São as únicas células com receptores específicos para antígenos  Chaves da imunidade adaptável.  Morfologicamente semelhantes  São heterogêneos em:  Linhagem  Funcionamento  Fenótipo  Capacidade de respostas e atividades biológicas complexas e atividades.
  • 4.
  • 5.
  • 6. Linfócitos B  São as únicas células capazes de produzir anticorpos  Imunidade humoral.  Expressão de anticorpos  Receptores que reconhecem antígenos  Antígenos solúveis e antígenos na superfície de micróbios e outras células  Ativação celular  Resposta imune humoral.
  • 7.
  • 8. Linfócito T  Imunidade Celular  Receptores reconhecem fragmentos de peptídeos de ag  Ligados a major histocompatibility complex (MHC) ou complexo de histocompatibilidade principal (MHC).  T CD4+ = helper ou auxiliares  Ajudam B a produzir anticorpos  Fagócitos a destruir micróbios fagocitados  T CD8+ = citotóxicos ou citolíticos  Destroem células que abrigam micróbios intracelulares
  • 9.
  • 10. Linfócitos NK  NK = Natural Killer ou assassina natural  Mediadores de imunidade inata  Não expressam receptores de antígeno como as células B ou células T.  Importante contra vírus e tumores
  • 11. Células Apresentadoras de Antígenos ou Antigen Presenting Cells -APCs  Portas de entrada para micróbios  a pele, área gastrointestinal e área respiratória,  Contêm células especializadas localizadas abaixo do epitélio que captura Ag e os transporta para tecidos linfóides.  Células dendríticas e macrófagos
  • 12.
  • 13.
  • 14. Células Dendríticas  A função de APC é melhor representada pelas células dendríticas  Nome por causa dos processos dendríticos longos.  Capturam ag protéicos  Exibem partes dos Ags para os linfócitos T  Pele: células de Langerhans
  • 16. Macrófagos  Célula grande com vacúolos citoplasmáticos  Apresenta diferentes nomes, de acordo com o tecido  Presente em tecidos saudáveis  Fagocitose  Apresentação de antígenos
  • 18. macrófago interagindo com vários linfócitos
  • 19.
  • 20.
  • 21. Leucócitos Polimorfonucleares ou granulócitos  Possuem inúmeros grânulos no citoplasma  Núcleo irregular  Neutrófilos  Menor que o macrófago, não presente em tecidos saudáveis  Fagocitose  Eosinófilos  Defesa contra parasitas e vermes  Mastócitos/Basófilos  Alergias
  • 23.
  • 25.
  • 27.
  • 28.
  • 30. Órgãos Linfóides  Órgãos linfóides primários ou centrais  Maturação de linfócitos (TCR e BCR)  Timo e medula óssea  Órgãos linfóides secundários ou periféricos  Resposta imune  Baço, linfonodos, placas de Peyer. Amigdala, etc
  • 31.
  • 32. Timo  Bilobulado  Cada lobo se divide em múltiplos lóbulos, e cada lóbulo é dividido em córtex e medula  Mediastino anterior  Maturação de linfócitos T
  • 33.
  • 34.
  • 35. Timo  Seleção tímica  TCR  CD4 ou CD8  Maturação de linfócitos T principalmente no período fetal e depois do nascimento  90-95 % dos timócitos entram em apoptose  Ausência de Timo: falta de células T
  • 36. Medula óssea e Bursa de Fabricius
  • 37.
  • 38. Órgãos Linfóides Periféricos  Linfonodos, baço,placas de Peyer e os tecidos linfóides associados a mucosa (BALT, GALT)  Onde os linfócitos encontram os antígenos e onde se inicia a resposta imune  Estes tecidos estão conectados através dos vasos linfáticos - Linfa
  • 39.
  • 40. Linfonodos  Agregados ovóides de tecido linfóide localizados ao longo de canais linfáticos no corpo.  Transporta fluido chamado linfa dos epitélios, tecidos conjuntivos e da maioria do órgãos parenquimatosos é escoado por vasos linfáticos dos tecidos para os linfonodos.  A linfa é uma mistura de substâncias que são absorvido nos epitélios e tecidos.
  • 41.
  • 42. A passagem da linfa no linfonodo  Como as passagens de linfa por linfonodos resulta:  APCs podem capturar os antígenos de micróbios que entraram pelos epitélios nos tecidos.  Células dendríticas apanham antígenos de micróbios do epitélios e transportam estes antígenos para linfonodos pela linfa.  O resultado líquido destes processos:  captura, transporte e concentração dos Ags que entram por epitélios ou tecidos colonizados que escoam para os linfonodos.
  • 43. Recirculação de linfócitos  Linfócitos circulam nos tecidos  Linfócito virgem  Órgãos linfóides  Linfócito efetor  Locais de infecção  é melhor descrito melhor para T.  T citotóxico em qualquer local de infecção.  B permanecem em órgãos linfóides  não precisam migrar para locais de infecção.  Secretam anticorpos  Ac entram no sangue  Micróbios de achado e toxinas microbianas na circulação ou tecidos distantes.
  • 44.
  • 45. O baço  Órgão abdominal  É o principal local de produção de Ac  Mesmo papel em respostas imunes para antígeno sanguíneos  Sangue que entra no baço por uma cadeia de canais (sinusóides) forrada de fagócitos.  Apanham antígenos e os concentra  células de dendríticas e macrófagos.
  • 46. O baço  Polpa branca  Rica em linfócitos  Polpa vermelha  Local onde hemácias são removidas
  • 47.
  • 48. MALT e GALT  Sistemas linfóide debaixo dos epitélios da pele, do trato gastro-intestinal e áreas respiratórias  Amígdalas e placas de Peyer são MALT  São locais de respostas imunes a antígenos que superam a barreira epitelial
  • 50. Definição São substâncias químicas capazes de induzir resposta imune específica, pois são estranhas ao sistema imune, normalmente induzem a formação de anticorpos ou de resposta celular, ou ambas
  • 51. - Antígeno é toda a estrutura capaz de reagir com as células do sistema imune (fagócitos, linfócitos T e B)‫.‏‬É qualquer molécula que possa ser reconhecida pelos elementos do sistema imune inato (inespecífico)‫‏‬ ou adaptativo (específico)‫.‏‬
  • 52. Antígenos e Imunógenos Antígenos Imunógenos ≠ Agente capaz de se ligar especificamente à componentes da resposta Imunológica Agente capaz de induzir resposta Imunológica Funcional
  • 53. Características: Imunogenicidade é a capacidade de induzir resposta imune específica Antigenicidade é a capacidade de interagir com anticorpos (Ac)‫‏‬ ou linfócitos T (ly T)‫‏‬ sensibilizados Obs: imunógeno: substância que possuí epítopos estranhos ao organismo, são substâncias ativadoras específicas)‫‏‬ (depende de quanto a substância é estranha ao organismo)‫‏‬
  • 54. “TODO IMUNÓGENO é um ANTÍGENO. Nem TODO ANTÍGENO é IMUNÓGENO.”
  • 55. Determinante Antigênico ou Epítopo - É a menor porção da molécula antigênica responsável pela propriedade de estimular a produção dos anticorpos, são responsáveis pela interação com o sítio combinatório de anticorpo ou do receptor de antígeno (TCR)‫‏‬ de lyT - Tamanho médio de 7x14x34u, correspondendo a 4-6 resíduos de aminoácidos - Cada antígeno pode conter um ou mais epítopos, sendo iguais ou diferentes - uma única molécula antigênica normalmente possui vários epítopos diferentes
  • 56. proteína açúcar bactéria Epítopo é a menor porção de antígeno com potencial de gerar a resposta imune. É a área da molécula do antígeno que se liga aos receptores celulares e aos anticorpos.
  • 57.
  • 58. Epítopos de linfócitos B • ligam-se a moléculas de imunoglobulina • não necessitam de processamento por APC´s • estão localizados na superfície das proteínas • 3 a 20 resíduos de aminoácidos ou carboidratos
  • 59. Epítopos lineares • Formados por resíduos dispostos seqüencialmente de maneira linear em um antígeno protéico ou polissacarídico • Não são afetados por nenhum tratamento que altere a estrutura tridimensional da substância
  • 60. Epítopos conformacionais • Formados pelas estruturas secundária, terciária ou quaternária de uma proteína • Formados pelo dobramento tridimensional normal de um polissacarídeo • Eles perdem funções de epítopos se desnaturados
  • 61. Epítopos de linfócitos T • Ligam-se ao TCR após processamento, quando ligados a moléculas de MHC (Complexo Principal de Histocompatibilidade) presentes nas APCs. • Molécula imunogênica - pelo menos um epítopo de célula T. • Resíduos imunodominantes - presentes dentro de um epítopo - interagem com maior afinidade de ligação - podem induzir uma resposta mais forte.
  • 62. Antígenos T-independentes • Possuem a capacidade de estimular células B a produzirem Ac, sem a necessidade da ativação do linfócito TH – co-estímulo • São polímeros com numerosos determinantes antigênicos repetidos. • não produzem memória imunológica
  • 63. Haptenos • Composto de baixo peso molecular. • Pouca complexicidade. • Sozinho não promovem resposta imune • Ligação covalente a carregadores – indução de resposta. • O complexo hapteno-carreador comporta-se como um epítopo de célula B. • Não são imunógenos - quando acoplados a proteínas carreadoras tornam-se imunógenos, produzindo resposta imune, isto é, são capazes de combinar-se com a molécula de anticorpo, mas não são capazes de estimular resposta imune, a menos que estejam associados com uma molécula carreadora imunogênica
  • 64. Exemplos: a insulina, a penicilina, os lipídeos, os ácidos nucleícos, a anilina e o aminobenzeno.
  • 65. Antígenos Celulares Importantes 1) Antígenos de Histocompatibilidade  As células T reconhecem como estranhos os peptídeos ligados a proteínas de superfície, que provocam resposta imune se transferidas para outro indivíduo da mesma espécie (alogênico). Algumas dessas proteínas, muito imunógenas, são glicoproteínas e constituem o Principal Complexo de Histocompatibilidade (MHC – major histocompatibility complex ou sistema HLA – human leukocyte antigens) é um complexo de genes capaz de causar rejeição a enxertos.
  • 66. 2) Antígenos Eritrocitários  Herdados geneticamente, são antígenos (oligossacarídeos) presentes na superfície das hemácias e de outros fluídos corpóreos.  Tem grande importância, pois relacionam-se as transfusões (Sistema ABO)
  • 67.
  • 68. Resultado positivo Resultado positivo Ag eritrocitário Ac Anti-eritrócito Reagente de Coombs
  • 69. Natureza química dos Antígenos (Ag) • Inorgânicos: não são imunógenos • Proteínas: são fortes imunógenos • Polissacarídeos: raramente são bons imunógenos • *Lipídios: simplicidade estrutural - comuns • *Carboidratos: pequenos, pouco imunógenos • *Ácidos nucleicos: de relativa simplicidade e rápida degradação, não funcionam como imunógenos *ligação com carreador melhora a imunogenicidade
  • 70. peptídeos, polímeros de aminoácidos molécula quimicamente sintetizada Sintético iodo-proteínas, haptenos-proteínas natural modificado quimicamente Artificial proteínas, toxinas, glicoproteinas plantas, bactérias, vírus, fungos, animais Natural ExemploOrigemClasse Classificação
  • 71. Fatores que influenciam imunogenicidade 1. Relação filogenética entre doador e receptor • self x non-self :maior distância filogenética (relação biológica) = maior imunogenicidade • Aloantígenos: substâncias que apresentam alguns determinantes antigênicos diferentes em indivíduos da mesma espécie. Ex:MHC e Ag Eritrocitários 2. Degradabilidade: substâncias instáveis e muito degradáveis não são bons imunógenos
  • 72. 3. Complexidade molecular:  complexa  imunognicidade 4.Tamanho:  tamanho número de epítopos - melhor resposta imune 5. Acessibilidade: exposição dos ag para linfócitos T ou B 6. Configuração espacial da molécula: depende da estrutura primária e determina especificidade imunológica 7. Via de Imunização e Dose do Antígeno: esquema de imunização Vias de Inoculação: facilita o processo inflamatório e imune
  • 73. 8. Hospedeiro respondedor - herança genética (bons e maus respondedores) - idade - estado nutricional - infecções concomitantes - competência do sistema imune
  • 74. Adjuvantes Adjuvantes são substâncias que podem aumentar a resposta a um imunógeno se for administrado junto a este. Isto pode ser feito prolongando a retenção do imunógeno, estimulando migração de células do sistema imunológico ou através da produção local de citocinas. • Adjuvante de Freund: é o bacilo da tuberculose morto incorporado a uma emulsão de água e óleo • Sulfato de Alumínio: precipita Ag e este precipitado quando inoculado, induz resposta imune
  • 75. Trabalho : 1) Diferencie antígeno e imunógeno, imunogenicidade e antigenicidade. 2) Discuta a frase: “Todo imunógeno é um antígeno. Nem todo antígeno é um imunógeno.” 3) O que são e quais são os Ag naturais? Qual a importância de seu estudo e caracterização? 4) Indique e explique os fatores que interferem na imunogenicidade de um antígeno. 5) O que são epítopos, quais os tipos existentes e qual a sua importância e forma de ação? 6) Caracterize a ação de haptenos ligados a carreadores e explique por que sozinhos não são imunogênicos. 7) Quais as vias de ação dos adjuvantes? 8) Para melhor memorização, faça um esquema mostrando a hematopoiese. 9) Quais as carcteristicas dos antígenos T –independentes? 10)O que são alógenos e qual a sua relação com MHC? 11)Cite os antígenos heritrocitários (ABO) relacionando-os com os grupos
  • 76. Anticorpos Imunoglobulinas (Ig) Moléculas de glicoproteína que são produzidas pelos plasmócitos em resposta a um imunógeno e que funcionam como anticorpos.  FUNÇÕES GERAIS DAS IMUNOGLOBULINAS  A. Ligação a antígeno Imunoglobulinas se ligam especificamente a um ou a alguns antígenos proximamente relacionados. Cada imunoglobulina na verdade liga-se a um determinante antigênico específico.
  • 77. B. Funções Efetoras Freqüentemente a ligação de um anticorpo a um antígeno não tem efeito biológico direto. Ao invés disso, os efeitos biológicos significantes são uma conseqüência de “funções efetoras” secundárias de anticorpos.  1. Fixação ao complemento – Isso resulta na lise de células e liberação de moléculas biologicamente ativas .
  • 78.  2. Ligação a vários tipos celulares – Células fagocitárias, linfócitos, plaquetas, células master, e basófilos têm receptores que se ligam a imunoglobulinas. Essa ligação pode ativar as células que passam a realizar algumas funções. - Algumas imunoglobulinas também se ligam a receptores em trofoblastos placentários
  • 79. Estrutura básica das imunoglobulinas -cadeias leves e pesadas - Pontes dissulfeto - Regiões Variáveis (V) e Constantes (C) - - Região da dobradiça - - Domínios - Carboidratos
  • 80.  FRAGMENTOS DE IMUNOGLOBULINA: RELAÇÕES  ESTRUTURA/FUNÇÃO  Fragmentos de imunoglobulinas produzidos por digestão proteolítica têm-se mostrado úteis na elucidação das relações de estrutura e função em imunoglobulinas.  A. Fab Digestão com papaína quebra a molécula de imunoglobulina na região da dobradiça antes da ponte dissulfeto intercadeia Figura 4. Isso resulta na formação de dois fragmentos idênticos que contém a cadeia leve e os domínios VH e CH1 da cadeia pesada.
  • 81.  B. Fc Digestão com papaína também produz um fragmento que contém o restante das duas cadeias pesadas, cada uma contendo um domínio CH2 e CH3. Esse fragmento foi chamado Fc porque é facilmente cristalizado.
  • 82.  Fab  Ligação com o antígeno específico  É constituído de uma cadeia leve e de uma porção da cadeia pesada, ambas possuindo um domínio constante e outro variável Funções dos fragmentos dos anticorpos (Fab e Fc) • Fc  Promove a ação efetora do anticorpo, pois interage com outras células e/ou proteínas do sistema imunológico
  • 83. Isotipos / Alotipos / Idiotipos • Isotipos  São as diferentes classes de anticorpo ex: IgA, IgD, IgE,IgG e IgM • Alotipos  São os isotipos de indivíduos diferentes ou espécies diferentes, devido a alterações na cadeia constante • Idiotipos  São alterações nos domínios variáveis dos anticorpos de mesma classe (especificidade)
  • 84.  Neutralização  Microrganismo  Toxinas  Opsonização  Citotoxidade celular dependente de anticorpo (ADCC)  Ativação do complemento Principais funções dos anticorpos OBS: Para o desencadeamento dessas funções é necessário que os anticorpos estejam ligados a alguma superfície (exceto neutralização) e estejam em dupla pelo menos (exceto a IgM).
  • 85. Neutralização de microrganismos e toxinas *Neutralização é a ligação dos aniticorpos aos microrganismos e/ou toxinas, impedindo a aderência e ação dos mesmos nas células do hospedeiro. ANIMAÇÕES: http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit5/humoral/abydefense/adherence/blockadhesan.html http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit5/humoral/abydefense/neutexo/toxin_neut.html
  • 86.
  • 87. Opsonização e fagocitose * Opsonizar é auxiliar o processo de fagocitose pelas células fagocitárias para que os microrganismos sejam destruídos enzimaticamente. ANIMAÇÃO: http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit5/humoral/abydefense/opsonization/opson_capsule_sum.html
  • 88. ADCC (Citotoxidade celular dependente de anticorpos) *Liberação de perforinas e granzimas que ativam a via das caspases e promovem apoptose da célula infectada. ANIMAÇÃO: http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit5/humoral/abydefense/adcc/adccanim.html
  • 89. Ativação do sistema complemento (via clássica) Formação do poro na membrana do parasita… ANIMAÇÃO: http://student.ccbcmd.edu/courses/bio141/lecguide/unit4/innate/cytogn.html
  • 90. Classe IgG - -São os mais abundantes no soro (70-75%) - -São muito versáteis - -4 subclasses: IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4 - -neutralizam toxinas (todos) - -Promovem ADCC - -fazem opsonização (IgG1 e IgG3) - -fixam a via clássica do complemento (IgG1, IgG2 e IgG3) - -são os únicos que podem atravessar a placenta (IgG2) em humanos  -Ligação a células – Macrófagos, monócitos, PMN's e alguns linfócitos têm receptores para a região Fc da IgG. Nem todas as subclasses se ligam com a mesma eficiência; IgG2 e IgG4 não se ligam a receptores de Fc. Uma consequência da ligação a receptores de Fc em PMN's, monócitos e macrófagos é que a célula pode então internalizar o antígeno melhor. O anticorpo preparou o antígeno para ser comido pelas células fagocitárias. O termo opsonina é usado para descrever substâncias que aumentam a fagocitose. IgG é uma boa opsonina. Ligação de IgG a receptores de Fc em outros tipos de células resulta na (Localização: plasma)
  • 91. Classe IgM - Correspondem por cerca de 10% das Ig - SÃO OS PRIMEIROS A SEREM PRODUZIDOS NA FASE AGUDA DE UMA INFECÇÃO - Funcionam como receptor de antígenos na superfície dos linfócitos B virgens (naive) na forma monomérica - Neutralizam toxinas - Fixam a via clássica do complemento - IgM é a primeira Ig a ser feita pelo feto e a primeira Ig a ser feita por uma célula B virgem quando é estimulada pelo antígeno. - IgM liga-se a algumas células via receptores de Fc. (Localização: plasma, membrana das cél. B)
  • 92. - Correspondem por cerca de 15-20% das Ig do soro - NEUTRALIZAMTOXINAS - PROMOVEM A IMUNIDADE DAS MUCOSASATRAVÉS DO BLOQUEIO DA LIGAÇÃO DE ANTÍGENOS (MICRORGANISMOS)  a) IgA é a 2a Ig mais comum no soro.  b) IGA ÉA PRINCIPAL CLASSE DE IG EM SECREÇÕES – LÁGRIMAS, SALIVA, COLOSTRO, MUCO. UMAVEZ QUE É ENCONTRADA EM SECREÇÕES IGA SECRETORA É IMPORTANTE NA IMUNIDADE LOCAL (DE MUCOSA).  c) Normalmente IgA não fixa complemento, a menos que esteja agregada.  d) IgA pode se ligar a algumas células - PMN's e alguns linfócitos. Classe IgA (Localização: secreções )
  • 93. Classe IgD - Correspondem por menos de 1% das Ig do soro - Funcionam como receptor de antígenos na superfície dos linfócitos B virgens (naive)  IgD liga complemento. (Localização: plasma, membrana das cél. B)
  • 94. Classe IgE  BAIXA CONCENTRAÇÃO NO SORO  ADCC ENVOLVENDO EOSINÓFILOS NA IMUNIDADE CONTRA HELMINTOS  DEGRANULAÇÃO DE MASTÓCITOS OCASIONANDO ALERGIAS.  ENVOLVIDA EM REAÇÕES ALÉRGICAS – Como consequência da sua ligação a basófilos e mastócitos, IgE é envolvida em reações alérgicas. Ligação do alergeno à IGe nas células resulta na liberação de vários mediadores farmacológicos que resulta em sintomas alérgicos.  c) IgE também participa em doenças parasitárias por helmintos. Uma vez que os níveis sorológicos de IgE aumentam em doenças parasitárias, a quantificação dos níveis de IgE auxilia no diagnóstico de infecções parasitárias. Eosinófilos têm receptores de Fc para IgE e a ligação de eosinófilos a helmintos cobertos por IgE resulta na morte do parasita.  d) IgE não fixa complemento. (Localização: membrana de mastócitos e basófilos )
  • 95. A primeira resposta contra um antígeno é fraca e formada principalmente por anticorpos da classe IgM, onde depois de algum tempo ocorre mudança de isotipo e memória imunológica. A resposta secundária é bem mais intensa e composta por anticorpos das classes IgG, IgA ou IgE. A resposta primária e secundária
  • 96.
  • 97.
  • 98.
  • 99. Molécula de Ac Sítio de ligação do Ag símbolo Sítio de ligação do Ag antígeno Determinante antigênico (epítopo) Cadeia leve Cadeia pesada Fab Fc Região de dobradiça
  • 100.
  • 101.
  • 102.
  • 103.
  • 104.
  • 105.
  • 106. Natureza química da interação - São forças fracas que se somam e formam complexos estáveis - Não há ligações covalentes - A interação é reversível - A interação ocorre por complementariedade entre o sítio combinatório do anticorpo (Ac) e o determinante antigênico do antígeno (Ag)
  • 107. Afinidade dos Anticorpos pelo Antígeno -Define a estabilidade do imunocomplexo Ag – Ac -Melhor complementariedade entre o sítio combinatório do Ac e o determinante antigênico do Ag significa maior afinidade = maior número de interações - Exprime a capacidade de ligação do sítio combinatório do Ac específico pelo determinante antigênico - Quando a afinidade é baixa, o Ac pode interagir mais facilmente com sistemas antigênicos heterólogos (outros Ag)
  • 108. Anticorpos de alta afinidade Reconhecem uma grande porção da estrutura do determinante antigênico específico. Anticorpos de baixa afinidade Reconhecem pequena parte da estrutura, podendo estes anticorpos reagir com moléculas que tenham estruturas semelhantes, porém com menor afinidade, ocorrendo reação cruzada
  • 109. Valência e Avidez Figura 2: Avidez e Valência na Interação Antígeno-Anticorpo
  • 110. Deve-se considerar que: - Cada clone de plasmócitos produz sempre moléculas de Ac com uma especficidade, mas com dois sítios combinatórios semelhantes ou idênticos (Ac é bivalente) - A complexidade da maioria dos antígenos pressupõe múltiplos determinantes antigênicos (epítopos) - Para cada epítopo há Ac específico (às vezes de várias classes)
  • 111. Reação Cruzada - É a interação de um anticorpo com um antígeno (heterólogo) que não tenha sido aquele que induziu a sua formação (homólogo) - Essa interação ocorre porque alguns dos determinantes:  Antigênicos são semelhantes ou pelo fato de dois antígenos diferentes apresentarem o mesmo determinante antigênico  Quanto maior a similaridade maior a intensidade da interação
  • 112. Reação Inespecífica - Ocorrem em qualquer amostra, inclusive de indivíduos sadios - Pode ser devido a anticorpos naturais ou a substâncias metabólicas circulantes - Os anticorpos inespecíficos são chamados de “anticorpos naturais” e são considerados na padronização dos testes imunológicos através da utilização de amostras-controle obtidas de indivíduos supostamente sadios
  • 113.
  • 114. Anticorpos Policlonais Os anticorpos que surge num animal em resposta a único antígeno complexo são heterogêneos . São formados vários clones diferentes de células B que diferenciam-se em plasmócitos, cada um deles expressando e secretando, respectivamente, um tipo de anticorpo, capaz de reagir com um diferente epítopo no antígeno complexo. Estes anticorpos são denominados policlonais.
  • 115. Anticorpos Monoclonais Os anticorpos que surgem a partir de um único clone de células, como, por exemplo, num tumor de plasmócitos (mieloma) são homogêneos, isto é, são iguais entre si. São ditos anticorpos monoclonais.
  • 116. Método de Produção de Anticorpo Monoclonal O método envolve fusão celular (ou hibridização de células somáticas), entre um linfócitos B normal produtor de anticorpo e uma linhagem de mieloma, seguindo-se subsequentemente a seleção de células fusionadas que secretem anticorpo da especificidade desejada, derivada do linfócito B normal. Tais linhagens celulares imortalizadas, produtoras de anticorpos e derivadas de fusões, são chamadas hibridomas. Os anticorpos que elas produzem são anticorpos monoclonais.
  • 117. Método de Produção de Anticorpo Monoclonal http://highered.mcgraw-hill.com/olcweb/cgi/pluginpop.cgi?it=swf::535::535::/sites/dl/free/0072437316/120110/micro43.swf::Monoclonal%20Antibody%20Production Clique
  • 118. A hibridização de linfócitos é o melhor método para produzir um anticorpo monoclonal contra um determinante antigênico conhecido. Este anticorpo pode ser usado para identificar antígenos desconhecidos presentes numa mistura, porque cada anticorpo é específico para apenas um determinante antigênico. Anticorpos Monoclonais
  • 119. 1) Identificação de marcadores fenotípicos únicos para os tipos celulares individuais. A base para a classificação moderna de linfócitos e fagócitos mononucleares é a ligação de anticorpos monoclonais população específicos. Estes têm sido usado para definir moléculas típicas de cada célula. Anticorpos Monoclonais - Aplicações
  • 120. 2) Imunodiagnóstico: o diagnóstico de muitas doenças infecciosas e degenerativas, depende da detecção de antígenos e/ou anticorpos específicos na circulação ou nos tecidos, usando anticorpos monoclonais em imunoensaios. Anticorpos Monoclonais - Aplicações Para a imunodosagem de hormônios, marcadores tumorais e de outras proteínas séricas, sempre se usa Ac. monoclonais
  • 121. 3) Diagnóstico e terapia de tumores: Anticorpos monoclonais específicospara tumores são usados para a detecção de tumores por técnicas de imagens e para a imunoterapia. Anticorpos Monoclonais - Aplicações
  • 122. 4) Análise funcional de moléculas da superfície celular e secretadas: na pesquisa imunológica, os anticorpos monoclonais que se ligam a moléculas da superfície celular e estimulam ou inibem funções celulares, são instrumentos inestimáveis para definir a função das moléculas de superfície, incluindo os receptores para antígenos. Anticorpo que neutralizam citocinas são usados para detectar a presença e os papéis funcionais destes compostos protéicos in vitro e in vivo. Anticorpos Monoclonais - Aplicações
  • 123.  Técnicas de engenharia genética são usadas para expandir a utilidade dos anticorpos monoclonais, produzindo:  Anticorpos humanizados;  Produção de anticorpos monoclonais sem a necessidade de hibridomas; Anticorpos Monoclonais - Perspectivas
  • 125. Amostras utilizadas em Imunoensaios
  • 126.  INTRODUÇÃO - A validação dos imunoensaios é feita com base nos parâmetros de sensibilidade, especificidade, repetitividade, reprodutibilidade e estabilidade - Problemas no imunoensaio = nova amostra = problema desaparece - Os imunoensaios são objeto de padronização e normatização - Controle de Qualidade – pré analítico
  • 127. PREPARO E INSTRUÇÕES AO PACIENTE FATORES INERENTES AO PACIENTE: Idade Sexo Etnia Gravidez Período de Ciclo Menstrual Uso de medicamentos (anticoncepcional, vitaminas, etc)
  • 128. JEJUM Não tem muita importância para Imunoensaios.  No entanto, concentração excessiva de lipídios pode interferir em teste de imunoprecipitação e aglutinação.  Evitar coletar amostras até 2h após refeição (almoço, janta) – pós- prandial.  Recomendável jejum padrão de 8h se for realizar também outros exames.  Jejum de 4h, se somente for realizar exames de imunoensaios.  Beber água não invalida o jejum.  Evitar álcool, fumo (afeta os hormônios)
  • 129. GRAVIDEZ  Geralmente ocorre resultados falso-positivos devido mudanças hormonais e protéicos como aumento de hCG, lactogênio, cortisol e hormônios tireoidianos.  Perguntar a data da última menstruação e a semana gestacional, principalmente na determinação de hormônios.
  • 130. EXERCÍCIO  Exercícios com perda de água e suor alteram a concentração de parâmetros bioquímicos e hormônios.  Fazer 30 minutos de repouso no laboratório antes da coleta.
  • 131. IDADE  Importante na determinação de hormônios, proteínas e substâncias do metabolismo bioquímico.
  • 132. CICLO MENSTRUAL E RITMO CIRCADIANO  Deve conter no laudo o dia do ciclo menstrual.  Cortisol é o parâmetro mais afetado ao longo do dia. Preconiza-se coletar entre 7:00 e 9:00h da manhã.
  • 133. Laboratório de Análises Clínicas Finalidades: Verificar estágios da condição biológica humana Verificar ausência de patologias, como parte de algoritmos médicos ex.: Diabetes Mellitus (adulto) Estabelecer diagnósticos Fornecer informações para diagnóstico e acompanhamento de patologias agudas e crônicas
  • 134. COLETA DE SANGUE  O tipo de amostra para cada analito é definido por protocolos internacionais.  Evitar hemoconcetração: não deixar o torniquete por mais de 1minuto.  Evitar hemólise: ruptura de hemácias.  Coleta em tubo seco ou gel, e anticoagulantes (citrato, heparina, EDTA e inibidor de glicose).
  • 135. AMOSTRAS COLETA -É o primeiro passo para TODAS as análises efetuadas no Laboratório Clínico -Todas as etapas seguintes dependem da coleta do material - É importante que o procedimento apropriado (indicado) seja seguido = para obtenção de resultados exatos - Utilizar material completamente limpo para evitar falsos resultados
  • 136. OBTENÇÃO DE SORO OU PLASMA  É necessário certo tempo para formação do coágulo e retração ideal.  Não é aconselhável refrigerar a amostra.  Após centrifugação, obtêm o soro ou plasma.
  • 137. OUTROS ESPÉCIMES BIOLÓGICOS USADOS NOS IMUNOENSAIOS URINA  Determinação hormonal ou de drogas Líquido Cefalorraquidiano (LCR)  Pesquisa de antígenos bacterianos, virais e parasitários  Pesquisa de Ac LÍQUIDO AMNIÓTICO  Amniocentese procedimento para obtenção de líquido após 16ª. Semana de gestação.  Não deve conter sangue. Pesquisar presença de patógenos.
  • 138. OUTROS ESPÉCIMES BIOLÓGICOS USADOS NOS IMUNOENSAIOS FEZES  Pesquisar a presença de antígenos SALIVA  Determinação de hormônios livres: cortisol, progesterona, estradiol e testosterona; e as drogas teofilina, digoxina e diazepam. SÊMEN  Pesquisa de anticorpos antiespermatozóides.  Manter 3 dias de abstinência sexual.  Após ejaculação aguardar 30 min, e usar o material em até 2h
  • 139.  Especificidade Especificidade se refere à habilidade de um sítio de combinação de anticorpo em particular de reagir com apenas um antígeno. Em geral, há um elevado grau de especificidade nas reações antígeno- anticorpo. Anticorpos podem distinguir diferenças em 1) estrutura primária de um antígeno, 2) formas isoméricas de um antígeno, e 3) estrutura secundária e terciária de um antígeno.
  • 140. PROPRIEDADES DE UM TESTE DIAGNÓSTICO  ESPECIFICIDADE (E) É A CAPACIDADE DE UM TESTE DE DETECTAR OS NEGATIVOS ENTRE OS NÃO DOENTES TESTES DE BAIXA ESPECIFICIDADE RESULTAM EM MAIOR NÚMERO DE FALSOS POSITIVOS
  • 142. PROPRIEDADES DE UM TESTE DIAGNÓSTICO  SENSIBILIDADE (S):  É A CAPACIDADE DE UM TESTE DE DETECTAR OS POSITIVOS ENTRE OS DOENTES EXAMINADOS TESTES DE BAIXA SENSIBILIDADE RESULTAM EM MAIOR NÚMERO DE FALSOS NEGATIVOS.
  • 143.  Reatividade cruzada Reatividade cruzada se refere à habilidade de um sítio de combinação de anticorpo em particular de reagir com mais de um determinante antigênico ou a habilidade de uma população de moléculas de anticorpos de reagir com mais de um antígeno. A Figura 5 ilustra como reações cruzadas podem ocorrer. Reações cruzadas aparecem porque o antígeno envolvido na reação cruzada compartilha um mesmo epitopo com o antígeno imunizador ou porque ele tem um epitopo que é estruturalmente semelhante ao epitopo no antígeno imunizante
  • 144. RESULTADOS DOS TESTES DIAGNÓSTICOS  VERDADEIRO POSITIVO RESULTADO POSITIVO NA PRESENÇA DA DOENÇA  FALSO POSITIVO RESULTADO POSITIVO NA AUSÊNCIA DA DOENÇA  VERDADEIRO NEGATIVO RESULTADO NEGATIVO NA AUSÊNCIA DA DOENÇA  FALSO NEGATIVO RESULTADO NEGATIVO NA PRESENÇA DA DOENÇA
  • 145. IMPORTÂNCIA DOS TESTES SOROLÓGICOS NA PATOLOGIA CLÍNICA
  • 146. Importância dos Testes Sorológicos na Patologia Clínica - Grande desenvolvimento dos testes sorológicos - Diagnóstico de certeza - Demonstração do patógeno - Identificação dos seus produtos nos tecidos ou fluidos do hospedeiro Problemas relacionados (encontrados) - Nem sempre é possível - Ausência do agente - Falta de sensibilidade dos métodos empregados = direto ou indireto - Longos períodos de análises
  • 147. Métodos imunológicos - São amplamente empregados - Suprem as falhas dos métodos parasitológicos ou microbiológicos - Pesquisam antígenos, anticorpos ou imunocomplexos - Rápidos, simples execução, possibilidade de automação, baixo custo operacional Aplicação dos Testes Sorológicos e Interpretação dos resultados - Auxilia os clínicos, patologistas - Orientação - Diagnóstico correto - Associar à investigações clínicas e epidemiológicas
  • 148. Importância da Pesquisa de Anticorpos no Diagnóstico Individual (a) Elucidar processos patológicos com sintomas e sinais clínicos confundíveis – pesquisa de anticorpos específicos com testes padronizados Ex: toxoplasmose x mononucleose; toxoplasmose x rubéola (b) Diferenciar a fase da doença – detecção das diferentes classes de anticorpos, acompanhamento do surgimento das imunoglobulinas Ex: doenças congênitas (toxoxplasmose, sífilis) (c) Diagnosticar doença congênita IgM – não atravessa a placenta x IgG – atravessa a placenta IgM – fase aguda da doença – pesquisa no sangue do cordão umbilical Acompanhamento do recém-nascido
  • 149. (d) Selecionar doadores de sangue Triagem sorológico para a prevenção da doença transfusional – Chagas, HIV, HTLV I e II*, Sífilis, hepatites B e C Selecionar doadores e receptores de órgãos para transplantes (e) Pesquisa de anticorpos altamente específicos – antígenos do complexo principal de histocompatibilidade Tipagem dos antígenos de CPH (f) Avaliar o prognóstico da doença Pesquisa de anticorpos contra determinados componentes antigênicos – marcadores imunológicos para a avaliação do prognóstico de uma doença Ex: na hepatite B – pesquisa de antígeno HBeAg = componente de infectividade e a contagiosidade do vírus. * Os vírus T-linfotrópicos humanos, tipo 1 (HTLV-I) e tipo 2 (HTLV-II), foram os primeiros retrovírus humanos descobertos (1,2), pertencem à subfamília Oncornavirus dos Retrovirus e podem
  • 150. (g) Avaliar a eficácia terapêutica e a suspensão da terapêutica Acompanhar a queda de anticorpos na circulação do paciente Eficácia e suspensão da terapêutica Ex: sífilis – acompanhar os títulos no teste de VDRL (h) Avaliar a imunidade específica naturalmente adquirida ou artificialmente induzida IgG – marcador de imunidade específica Anticorpos protetores Complexa constituição do patógeno Testes sensíveis (i) Verificar o agravamento da patologia Presença de auto-anticorpos, imunocomplexos
  • 151. Importância da Pesquisa de Anticorpos em Inquéritos Soroepidemiológicos (a) Estabelecer prevalência da doença Pesquisa de anticorpos IgG x prevalência da doença (b) Verificar a erradicação da doença Investigação da presença da doença - erradicação da doença Ausência de anticorpos em crianças nascidas em local suspeito – erradicação (c) Verificar a reintrodução de novos casos em áreas consolidadas Presença de anticorpos IgM ou o aumento de anticorpos IgG – reintrodução do patógeno Monitoramento sorológico
  • 152. Importância dos Testes Sorológicos na Pesquisa de Antígenos (a) Como critério de cura Ausência do patógeno ou de seus produtos após processo infeccioso (b) Definição da etiologia da doença Encontro do patógeno no hospedeiro define o processo infeccioso Emprego da PCR e métodos imunológicos (c) Na seleção de doadores de sangue Selecionar doadores de sangue pela pesquisa do agente etiológico Ex: hepatite B – pesquisa do HBsAg (d) Em inquéritos epidemiológicos Restrita Mapeamento das regiões
  • 153. Variações - Resposta imune do hospedeiro: - falso positivo (reações cruzadas), - falso negativo - Todos os fatores devem ser analisados para definir o quadro patológico mais próximo possível do estado clínico do paciente Importancia da triagem e Entrevista