Educação sexual e afectividade

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Educação sexual e afectividade

  1. 1. Formação Escola EB 2,3 de Canedo“ A transmissão e a vida: Sexualidade e Afectividade” Marçode 2011<br />Elisabete Silva<br />
  2. 2. Sexualidade na Adolescência<br />"Falar de sexualidade é difícil porque imaginamos sempre coisas associadas a ela que nos levam a ficar com vergonha.” (Mariana, 15 anos)<br />Mas afinal o que é a sexualidade?<br />
  3. 3. A sexualidade é isto e muito mais…<br />
  4. 4. “A sexualidade humana é a função da tua personalidade que se inicia com o nascimento e termina com a morte. Inclui: (a) Como te sentes como pessoa; (b) O que sentes por ser mulher ou homem; (c) Como te relacionas com as pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto.”<br />E não se resume ao mero acto genital ou função reprodutora!<br />
  5. 5. Mitos vs Factos acerca da Sexualidade<br />O sexo está em toda a parte na nossa sociedade (tv, livros, revistas, filmes, etc.) mas a informação correcta raras vezes está presente;<br />Os mitos, rumores, ou superstições com frequência se aceitam como factos;<br />
  6. 6. Vamos reflectir acerca das frases que vão ser apresentadas e decidir se:<br />São mitos ou factos.<br />Pensar bem antes de decidir!<br />
  7. 7. Quase todos os adolescentes já tiveram relações sexuais antes dos 19 anos.<br />É pouco saudável para uma mulher tomar banho e nadar durante a menstruação.<br />Um adolescente necessita de consentimento dos pais para pedir métodos anticoncepcionais numa clínica ou centro de saúde.<br />MITO<br />
  8. 8. Uma rapariga não pode engravidar se teve relações sexuais poucas vezes.<br />As pílulas anticoncepcionais causam cancro.<br />O duche vaginal previne a gravidez.<br />O álcool e a marijuana são estimulantes sexuais.<br />Um homem com um pénis maior é mais potente sexualmente do um homem com um pénis pequeno.<br />MITO<br />
  9. 9. Uma vez que o homem se excitou e tem uma erecção, deve continuar até à ejaculação, porque pode ser prejudicial se não o fizer.<br />Uma rapariga pode sempre saber exactamente o tempo entre as menstruações no qual não pode engravidar.<br />O cancro dos testículos é mais comum nos homens de meia-idade.<br />MITO<br />
  10. 10. Os rapazes e as raparigas podem ter doenças transmissíveis sexualmente sem ter sintomas.<br />Uma rapariga pode ficar grávida se teve relações sexuais durante a menstruação.<br />Os preservativos ajudam a prevenir a propagação das doenças transmitidas sexualmente.<br />FACTO<br />
  11. 11. Os adolescentes podem receber tratamento para doenças de transmissão sexual sem a permissão dos pais.<br />Uma rapariga pode ficar grávida mesmo se o rapaz não ejaculou dentro dela.<br />Uma rapariga pode ficar grávida da primeira vez que teve relações sexuais.<br />FACTO<br />
  12. 12. QUE CONCLUSÕES PODEMOS TIRAR?<br /><ul><li>Somos influenciados pelos medias.
  13. 13. A nossa cultura e meio familiar têm um peso muito grande nas nossas percepções e crenças acerca da sexualidade.
  14. 14. Muitas vezes assumimos como certezas coisas que na realidade são mitos. </li></ul>Para vivermos a sexualidade de forma feliz e positiva precisamos de estar correctamente informados!<br />
  15. 15. Sistema Reprodutor Humano<br />
  16. 16.
  17. 17. Morfofisiologia do aparelho reprodutor feminino<br />Clítoris<br />Monte de vénus<br />Oríficio urinário<br />O que é a vulva?<br />Hímen<br />Grandes lábios<br />Pequenos lábios<br />
  18. 18. TIPOS DE HIMENS<br />
  19. 19. Morfofisiologia do aparelho reprodutor feminino<br />Pavilhão da trompa<br />Trompa de Falópio<br />Útero<br />Cavidade uterina<br />Colo do útero<br />Vagina<br />
  20. 20. Morfofisiologia do aparelho reprodutor feminino<br />Trompa de falópio<br />Pavilhão da trompa<br />Cavidade uterina<br />Ovário<br />Útero<br />Ligamento do ovário<br />Vagina<br />Colo do útero<br />Qual é a função da vagina?<br />Qual é a função dos ovários?<br />
  21. 21. Sistema Reprodutor feminino – Ciclo ovárico<br />
  22. 22. As estruturas ovarianas<br />
  23. 23. .<br />
  24. 24. Produzido nos ovários.<br />Desde a puberdade (11/13 anos) até à menopausa (50 anos aproximadamente).<br />Transporta as características da mãe.<br />CÉLULA SEXUAL FEMININA: OVÓCITO (óvulo)<br />
  25. 25. <ul><li>Durante o período menstrual, os cuidados com a higiene pessoal devem ser ainda maiores.
  26. 26. A higiene dos órgãos genitais deve ser realizada todos os dias.
  27. 27. Quando os restos de sangue e da mucosa uterina entram em contacto com o ar, produzem um odor que pode ser desagradável aos outros. É possível que não se dê por isso, uma vez que se acostuma facilmente aos nossos odores.
  28. 28. Há dois tipos de protecção para absorver o fluxo menstrual:
  29. 29. Pensos higiénicos
  30. 30. Tampões</li></ul>( Não se deve depositar os pensos higiénicos na sanita, depositar sempre num caixote )<br />
  31. 31. <ul><li>Fenómeno que consiste na desagregação do revestimento interno do útero.
  32. 32. É vulgarmente chamada de período.
  33. 33. Ocorre, em média, de 28 em 28 dias.
  34. 34. Conjunto de perturbações anteriores ao período, sentidas por algumas mulheres:</li></ul> - depressão<br /> - fadiga<br /> - sensação de distensão do abdómen <br /> - hipersensibilidade mamária<br /> - dores de cabeça<br /> - mau humor<br /> - nervosismo<br />
  35. 35. Resulta da descamação da parede interna do Útero (endométrio)<br />É muito importante a adolescente conhecer o significado desta fase.<br />1ª menstruação<br />
  36. 36. Masculino<br />
  37. 37. Morfofisiologia do aparelho reprodutor masculino<br />Qual é a função dos testículos?<br />Canal deferente<br />Vesícula seminal<br />Próstata<br />Glândula de Cowper<br />Epidídimo<br />Testículo<br />Pénis<br />Glande<br />Escroto<br />Uretra<br />
  38. 38.
  39. 39. Morfofisiologia do aparelho reprodutor masculino<br />Bexiga<br />Vesícula seminal<br />Próstata<br />Canal deferente<br />Uretra<br />Epidídimo<br />Testículo <br />Tubo seminífero<br />Prepúcio<br />Glande<br />
  40. 40. Morfofisiologia do aparelho reprodutor masculino<br />O esperma e a urina misturam-se alguma vez?<br />Corpo cavernoso<br />Corpo esponjoso<br />Uretra<br />Prepúcio<br />Glande<br />
  41. 41. Morfofisiologia do aparelho reprodutor masculino<br />Por que razão o escroto fica no exterior do abdómen?<br />
  42. 42. Prostata<br />Teste de PSA<br /><ul><li>A partir dos 40 anos
  43. 43. Valores acima de 4, consultar um especialista em Oncologia da prostata</li></li></ul><li>Espermatozóide<br />
  44. 44.
  45. 45. As características do pai <br />
  46. 46. A ejaculação de um homem sadio é de variável em 3,5 e 5 ml. <br />Volumes em torno de 0,5 ml são em sua maioria patológicos. <br />Seu pH encontra-se na faixa de 8,1 a 8,4. <br />São considerados normais 200 a 600 milhões de espermatozóides por ejaculação. <br />EJACULAÇÃO<br />
  47. 47. FECUNDAÇÃO<br />
  48. 48. Só um espermatozóide é que entra<br />
  49. 49. Gâmeta masculino<br />?<br />Gâmeta feminino<br />
  50. 50. DESENVOLVIMENTO DO FETO<br />
  51. 51.
  52. 52.
  53. 53.
  54. 54. Processo pelo qual se evita uma gravidez<br />- Utilizam-se métodos contraceptivos<br />Contracepção<br />
  55. 55. LAQUEAÇÃO DAS TROMPAS<br />VASECTOMIA<br />Contracepção Definitiva<br />
  56. 56. O diafragma é feito de borracha, tem uma forma de taça ou meia esfera, com um diâmetro que varia entre 7 e 10,5 cm. <br />A mulher deve colocá-lo na vagina, antes de ter uma relação sexual, para cobrir a entrada do útero e impedir a penetração dos espermatozóides. O diafragma deve ser deixado no lugar durante 8 horas. <br />DIAFRAGMA<br />
  57. 57. PRESERVATIVO MASCULINO<br />Abra a embalagem <br />com cuidado sem <br />utilizar objectos <br />cortantes.<br />
  58. 58. PRESERVATIVO MASCULINO<br />Segure-o pela ponta<br />(reservatório)<br />desenrolando-o e<br />cobrindo todo o pénis<br />Puxe o prepúcio para baixo.<br />Se utilizar lubrificantes <br />utilize apenas os <br />fabricados à base de <br />água.<br />
  59. 59. PRESERVATIVO MASCULINO<br />Coloque o preservativo<br />com o pénis em <br />erecção antes de <br />qualquer contacto <br />genital<br />Coloque o preservativo<br />sobre a glande<br />retirando o ar do<br />reservatório de<br />esperma<br />
  60. 60. DIU – DISPOSITIVO INTRA-UTERINO<br />Não deve ser utilizado por adolescentes<br />
  61. 61. PILULA <br />A 1ª toma é no 1º dia do período menstrual.<br />
  62. 62. Caracteres sexuais secundários masculinos<br />. Mudança na voz. <br />. Desenvolvimento corporal por aumento da massa muscular. <br />. Aumento do tamanho do pénis e dos testículos. <br />. Poluçõesnocturnas. <br />. Aparecimento do acne.<br />. Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc. <br />. Maior secreção da hormona testosterona<br />
  63. 63. Caracteres sexuais secundários femininos<br />Alargamento das ancas. Maior acumulação de gordura no tecido adiposo. <br />Desenvolvimento dos seios e das ancas. <br />Menstruação mensal. <br />Aparecimento do acne. <br />Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc. <br />Maior produção da hormona estrogénio e progesterona.<br />
  64. 64. Alterações psicológicas e sociais<br />As alterações corporais são vivenciadas de forma diferente, de jovem para jovem. Podem aparecer sentimentos de vergonha, timidez, pudor e até ansiedade, nomeadamente em casa, junto dos pais e dos irmãos, e na escola, junto dos colegas e das colegas.<br />Por outro lado as hormonas que são responsáveis por estas modificações, produzem um acentuado aumento do desejo sexual e das sensações eróticas. É a partir desta fase que se vai desenvolver a resposta sexual adulta.<br />As relações entre os dois sexos também vão sofrer alterações importantes. É frequente professores e pais relatarem situações de afastamento e mesmo hostilidade entre rapazes e raparigas na escola, em casa ou em grupos de amigos.<br />
  65. 65. Alterações psicológicas e sociais<br />Outra manifestação é a constituição de grupos e de espaços ferozmente mono-sexuais(proibição absoluta dos rapazes entrarem nos grupos das raparigas e vice-versa). É como se houvesse um período em que se torna interiormente muito importante mostrar claramente, a si mesmo e aos outros, que se pertence a um sexo bem definido, com características muito específicas e opostas ao outro sexo.  <br />Outro comportamento importante em alguns dos rapazes e raparigas pré-adolescentes é a masturbação que funciona como uma descoberta do corpo e de novas sensações. Pode ser vivida com um misto de prazer e de curiosidade, mas também com muitas dúvidas ou culpabilidades, dados os comentários negativos ou o silêncio dos adultos sobre este assunto.<br />
  66. 66. GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA<br />As relações sexuais, mesmo que seja a primeira vez ou só uma vez, podem ter como consequência a gravidez.<br />Uma gravidez não desejada na adolescência pode ter consequências negativas no desenvolvimento físico, psicológico e social da jovem mãe.<br />
  67. 67. Dificuldade na relação com os pais e familiares.<br />Rejeição dos pais.<br />Dificuldade na relação consigo mesma e em ser aceite pelos outros.<br />Receio de possíveis alterações no relacionamento com o seu namorado.<br />Consequências gravidez precoce<br />
  68. 68. Abandono da escola<br />Falta de maturidade para educar uma<br />Criança<br />Destruição de planos de vida<br />Falta de apoio financeiro para cuidar da<br />criança<br />Consequências gravidez precoce<br />
  69. 69. Ao iniciar a vida sexual activa é importante que regularmente faça:<br />Teste de papanicolau<br />Mamografia e ecografia mamária<br />Ecografiasendovaginais<br />Teste de PSA<br />Visitas regulares a ginecologistas e andrologistas (urologistas)<br />Consultas de planeamento familiar<br />EXAMES DE SAÚDE<br />
  70. 70. Formação do cancro<br />
  71. 71. Cancro do cólon do útero<br />
  72. 72. Teste de papanicolau<br />
  73. 73. Sinais do cancro da mama<br />Ecografia mama saudável<br />Ecografia mama cancro<br />
  74. 74. Doenças sexualmente transmitidas ou DST’s são doenças infecciosas que podem ser disseminadas através do contacto sexual/íntimo. Algumas destas podem também ser transmitidas por vias não sexuais, dependendo da forma de contágio do vírus, sendo porém formas de transmissão menos frequentes. <br />IST (dst) –INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS<br />
  75. 75. Tem cura se for tratada muito cedo<br />Cancro duro ou sifilis<br />
  76. 76. Tratamento com antibiótico<br />Cancro Mole<br />
  77. 77. Pode-se transmitir por outras vias<br />Candidíase<br />
  78. 78. Tratamento com antibióticos<br />Gonorreia<br />
  79. 79. HPV<br />Principal causa do cancro do útero<br />Existe vacina para prevenção<br />
  80. 80. Não tem cura<br />Herpes<br />
  81. 81. Transmissão ao feto pela mãe, através do sémen e secreções vaginais, suor, lágrimas e saliva.<br />É uma doença causada por um vírus que ataca o fígado, sendo o sangue o principal meio de transmissão e depois a saliva. Se não for tratada, pode provocar a morte. O vírus sobrevive durante bastante tempo e resiste a alguns desinfectantes. <br /> Hepatite b<br />
  82. 82. SIDA – Síndrome da imunodeficiência adquirida<br />
  83. 83. Infecção por HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)Alterações no sistema imunitário<br />->Sintomas tardios<br />->Transmissão por via sexual ou endovenosa<br />->Sem cura<br />->Tratamento retarda desenvolvimento de SIDA<br />
  84. 84.
  85. 85.
  86. 86. CONSTRANGIMENTOS ADOLESCÊNCIA<br /><ul><li>A fase da adolescência não é vivida do mesmo modo por todos os jovens, mas todos necessitam de amor, compreensão e alguma disciplina.
  87. 87. “Dar-lhes a liberdade de partir para termos a certeza de serem capazes de voltar”.</li></ul>A descoberta passa por eles, o caminho orientador pelos pais e as dúvidas pelos professores!<br />
  88. 88. A adolescência é uma etapa da vida na qual a personalidade entra na fase final de estruturação e a sexualidade se insere nesse processo, sobretudo como elemento estruturador da identidade do adolescente (Osório, 1992 em Cano & Ferriani, 2000). O início da vida sexual durante a adolescência merece atenção e cuidado especial, visto que os adolescentes exigem emancipação, o que implica riscos. Os sentimentos de omnipotência, ou seja, crença na invulnerabilidade, típicos desta fase, dificultam o trabalho de prevenção de InfecçõesSexualmente Transmissíveis (ISTs) e mais especificamente a SIDA.<br />
  89. 89. As transformações culturais e de valores apontam uma nova realidade no perfil do comportamento sexual dos jovens: a iniciação sexual cada vez mais precoce. <br />De acordo com Rappaport (1995, em Cano & Ferriani, 2000) a falta de comunicações, cobrança dos grupos, mensagens transmitidas e incentivadas pelos meios de comunicação de massa, falta de diálogo com os pais, solidão são factores que predispõem essa iniciação precoce. <br />O alto índice de abortos e gravidez indesejada entre jovens apontam para o despreparo para assumirem a vida sexual, gerando problemas físicos emocionais e sociais. <br />
  90. 90. Segundo Newman, Harrison, Dashiff e Davies (2008) os adolescentes crescidos sob disciplina autoritária demonstraram consistentemente mais comportamentos seguros e menos comportamentos de risco comparados a adolescentes vindos de famílias não autoritárias. <br />O modelo dos pais e comportamentos relacionados a afectividade, comunicação familiar e práticas disciplinares, predizem importantes mediadores na formação do adolescente, incluindo o desenvolvimento académico e o ajuste psico-social. <br />
  91. 91. Efectivamente, as crianças aprendem mais com o que vêm os pais fazer, do que com os conselhos que ouvem deles.<br />Os pais devem aprender a negociar com os filhos, ou seja, aceitar os seus pedidos, embora impondo limites razoáveis, preferivelmente sempre apoiados na argumentação.<br />Os pais devem providenciar para que haja disciplina, ou seja, regras o mais claras possíveis que a família deverá cumprir de forma séria. <br />Os pais são os primeiros modelos dos filhos.<br />
  92. 92. Felicidade é quando conseguimos conjugar aquilo que pensamos com o que dizemos e fazemos(Mahatma Gandhi)<br />

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