Brunelleschi- Santa Maria del Fiore

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Arquitectura Renascentista

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Brunelleschi- Santa Maria del Fiore

  1. 1. HistoriadeArquitecturaI UNIVRERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE ARQUITECTURA E PLANEAMENTO FÍSICO Discente: Alfai Bene Docente: Jorge Campos Maputo, 2015
  2. 2. Índice: Introdução 1. Filippo Brunelleschi 2. A cúpula da Santa Maria del Fiore 2.1.História 2.2. A Fachada 2.3. O Interior 2.4. A Lanterna 2.5. A Estrutura 2.6. Os Materiais
  3. 3. Introdução Santa Maria del Fiore é uma catedral gótica , iniciada em 1296 pelo arquitecto Arnolfo di Cambio, e é principalmente, obra do arquitecto renascentista Brunelleschi, além dele, também construiram a catedral: Giotto di Bondone; Luca della Robbia; Donatello; Federico Zuccari; Giorgio Vasari.
  4. 4. 1. Filippo Brunelleschi Filippo Brunelleschi foi um arquitecto e escultor renascentista. Nasceu numa família de classe média na Itália, cidade de Florença, era filho de Guiana Spini e Brunellesco di Lippo, um advogado. Seu pai tentou o influenciar a ser também advogado, mas Filippo preferiu arte e arquitetura. Começou a vida como ourives e foi, posteriormente, um arquiteto, o pioneiro desta arte na Renascença. Entrou para a história ao concluir a Santa Maria del Fiore, em Florença, uma das primeiras catedrais em estilo renascentista. Outras obras: Fig. 1. Filippo Brunelleschi Fig. 2. Hospital dos Inocentes Fig. 4. Palácio Pitti Fig. 3. Capela Pazzi Fig.5. Basílica de São Lourenço
  5. 5. 2.A cúpula da Santa Maria del Fiore A Catedral de Santa Maria del Fiore é uma obra renascentista também designada por "Duomo" de Florença, na Itália, e está localizada na praça homônima. É uma catedral com capacidade de acomodar até trinta mil pessoas. Possui 153 metros de comprimento e 90 metros de largura no transepto, enquanto o tambor da cúpula possui 54 metros. A construção iniciou-se em 1296 com o projeto de Arnolfo di Cambio sobre as fundações da antiga Catedral de Santa Reparada. Após a morte de Arnolfo, passou pela supervisão de Giotto di Bondone, depois por Francesco Talenti e teve sua cúpula construída por Filippo Brunelleschi. Ao fim das obras da cúpula em 1436, a catedral foi consagrada pelo papa Eugênio IV em 25 de março de 1436. Fig. 6. Fig. 7.
  6. 6. 2.1. História Santa Maria del Fiore é resultado dum trabalho que se estendeu por seis séculos. Foi construída no lugar da antiga catedral dedicada a Santa Reparata. O projeto básico foi feito por Arnold di Cambio nos fins do século XIII, e a cúpula é obra de Brunelleschi, e a sua fachada teve de esperar até o século XIX para ser concluída. Durante esse período, no seu processo de construção houve intervenções estruturais e decorativas no exterior e interior que enriqueceriam o monumento. A nova igreja foi desenhada para ser a maior igreja católica do mundo, e mais magnificente. Arnolfo trabalhou na construção até 1302,no mesmo ele perdeu a vida. Mas só pôde trabalhar em duas capelas e na fachada que decorou só em parte. Com a sua morte o processo de construção teve que parar. Giotto di Bandone foi apontado como supervisor para a construção do campanário ou torre sineira. Foi sucedido por Andrea Pisano que continuou o trabalho até que teve de ser abandonado por causa da peste negra que matou muita gente em 1348. Sob Francesco Talenti, supervisor entre 1349 e 1359, o campanário foi concluído e preparou-se um novo projeto para o Duomo, ou seja modificando o projeto iniciado por Arnolfo, com a colaboração de Giovanni di Lapo Ghini. Contudo, o problema da cúpula ainda não tinha sido resolvido. Brunelleschi fez seu primeiro projeto em 1402, mas o manteve em segredo. Em 1418, a Opera del Duomo, a centenária empresa administradora dos trabalhos na Catedral, anunciou um concurso que Brunelleschi haveria de vencer, mas o trabalho não iniciaria senão dois anos mais tarde, continuando até 1434. Os arremates que ainda esperavam conclusão eram a lanterna da cúpula e o revestimento externo com mármores brancos de Carrara, verdes de Prato, e vermelhos de Siena, de acordo com o projeto original de Arnolfo.
  7. 7. 2.2. A Fachada A fachada original, desenhada por Arnolfo di Cambio, só foi começada em meados do século XV, realizada por esforços coletivos de vários artistas, entre eles Andrea Orcagna e Taddeo Gaddi. Mas, de toda forma só foi terminada na sua parte inferior. Esta parte foi demolida por ordem de Francesco I de Medici entre 1587 e 1588, pois ela era considerada totalmente fora de moda na época renascentista. Foi aberto um concurso para a criação de uma nova fachada, mas este acabou em um escândalo, e novos projetos foram propostos de seguida, mas não foram aceites. A fachada ficou, então, despida até o século XIX. Em 1864, Emílio de Fabris venceu um concurso para desenhar uma nova fachada, que é a que vemos hoje, um enorme e magistral trabalho de mosaico em mármores coloridos em estilo neogótico, com uma volumetria dinâmica e harmoniosa. Concluída em 1887, foi dedicada à Virgem Maria, e é ricamente decorada com estatuária de elegante e austero desenho. Em 1903 terminaram-se as monumentais portas de bronze, com várias cenas em relevo e outras decorações. Fig. 8. Estado da construcao da fachada até a morte de Arnolf di Cambio
  8. 8. Fig. 9.Porta principal de bronze decorada co cenas da vida da Virgem Maria Fig. 10. Monumental Fachada de santa Maria del Fiore
  9. 9. As seis janelas laterais, notáveis ​​por seu rendilhado delicado e ornamentos, são separadas por pilastras. Apenas as quatro janelas mais próximas do transepto admitem a luz e as outras duas são meramente ornamentais. Os clerestórios– nível superior da nave das basílicas românicas e góticas, cujas paredes são vazadas com janelas – são com janelas redondas, uma característica comum em gótico italiano. Fig. 11. Janela lateral rendilhda Fig. 12
  10. 10. 2.3. O Interior A sua planta é basilical com três naves separadas por grandes arcos suportados por colunas monumentais. E, ela tem 153 metros de comprimento, 38 de largura, e 90 metros no transepto. Seus arcos se elevam até 23 metros de altura, e o cume da cúpula, a 90 metros. As suas decorações internas são austeras, ou seja com muita rigidez, embora algumas foram se perdendo com decorrer dos séculos. Sobre a porta de entrada há um relógio colossal com decoração em pintura de Paolo Uccello, e acertado de acordo com a hora itálica, uma divisão do tempo comumente empregada na Itália até o século XVIII, que dava o por-do-sol como o início do dia. Os vitrais são os maiores em seu gênero na Itália entre os séculos XIV e XV, com imagens de santos do Velho e Novo Testamento. O vitral “O crucifixo” é obra de Benedetto da Maiano, a talha do coro de Bartolommeo Bandinelli, e as portas da sacristia são de Luca della Robbia. Fig. 13. Interior da nave
  11. 11. Fig. 16. Corte Fig. 14. Planta Fig. 15. Corte
  12. 12. Fig. 17. Interior da cúpula com afresco de Giorgio Vasari e Frederico Zuccari representando o Juízo Final Fig. 18. Relógio de Uccelo
  13. 13. 2.4. A Lanterna A lanterna, com seus 16 metros de altura, é uma parte fundamental do conjunto arquitetônico. Ela foi inspirada pelos templos circulares da Roma Imperial, e é aberta aos ventos. Ela foi projetada como sendo o tiro essencial de uma cúpula octogonal e é uma espécie de ponto de partida do ponto de vista da catedral. Brunelleschi podia dizer a lanterna é um resumo de tudo o que acontece abaixo dela. É como um modelo completo da catedral, com seus contrafortes, projetados em estilo gótico, com forma octogonal dedicada a Santa Maria das flores (Santa Maria del Fiore), bem como a catedral. Fig. 19. A Lanterna
  14. 14. 2.6. Os Materiais São os materiais utilizados: o tijolo, pedra e mármore, principalmente, que a cúpula também tem vigas de madeira e escoras metálicas. 2.5. A Estrutura A cúpula é pontiaguda e encimada por uma lanterna, com uma estrutura feita de tijolos, sobre uma base octogonal e é composto por duas conchas paralelas. O interior e exterior são apontados ao longo de um arco inscrito na sua base octogonal. A camada interior, com um raio menor, é fechada. A diferença de raios de curvatura contribui para que as forças distribuídas ao longo de uma curva chamada pétala, com um ponto máximo de tensão na qual foi colocado um anel de reforço com vigas de madeira para que resistam às tensões. Fig. 20.
  15. 15. Glossário Afresco- Nome dado a uma obra pictórica feita sobre parede, com base de gesso ou argamassa. Clerestório- Nome que se dá à parte da parede de uma nave, iluminada naturalmente por um conjunto de janelas laterais do andar superior das igrejas medievais do estilo gótico. De uma forma geral, refere-se à fiada de janelas altas, dispostas sobre um telhado adjacente. Colossal- Enorme, excessivo e imenso. Gótico- O estilo gótico refere-se a um determinado período que se inicia com uma revolução arquitectónica, o qual durou do séc. XII ao séc. XVI. A este período que prevaleceu na Europa, principalmente nos países nórdicos, pode ser considerado o ponto culminante da Idade Média, a época de desenvolvimento da escolástica de S. Tomás de Aquino e do aparecimento das universidades. Além de se tornar visível na escultura, o estilo gótico pode observar-se também nos vitrais coloridos, nas pinturas e nas ilustrações de manuscritos. Ourive- Fabricante de objetos de ouro e prata. Transepto- Parte de um edifício de uma ou mais naves que atravessa perpendicularmente o seu corpo principal perto do coro e dá ao edifício a sua planta em cruz. O cruzeiro é a área de intersecção dos dois eixos. Neogótico- Neogótico ou revivalismo gótico é um estilo de arquitetura revivalista originado em meados do século XVIII na Inglaterra. No século XIX, estilos neogóticos progressivamente mais sérios e instruídos procuraram reavivar as formas góticas medievais, em contraste com os estilo estilos clássicos dominantes na época. Pilastras- Pilar de quatro faces fixo ou aderente à parede por uma delas. Rendilhado- Delicamente trabalhado e ornado.
  16. 16. Conclusão Santa Maria del Fiore foi a primeira cúpula de grandes dimensões, erguida na Itália, desde a Antiguidade sobre uma enorme base octogonal. E, foi uma das primeiras catedrais em estilo renascentista. Ela Passou por várias manifestações arquitectónicas no seu processo de construção, e teve como principal figura Filippo Brunelleschi.
  17. 17. Bibliografia • http://www.pt.wikiarquitectura.com/index.php/ Santa_Maria_del_Fiore • pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Maria_del_Fiore • http://www.suapesquisa.com/pesquisa/afresco. htm • http://bragaspelomundo.blogspot.com/2012/02 /florenca-o-duomo-e-cupula-de.html

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