Capitalismo: mitos e verdades (2015)

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Palestra para o Partido Novo (19.08.2015)

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Capitalismo: mitos e verdades (2015)

  1. 1. “A questão econômica é importante demais para ser deixada para economistas, que às vezes tentam fazer crer que dispõem de uma ciência realmente complicada que os outros não podem compreender e que é preciso deixá-los em paz. Isso é uma piada gigantesca.” Thomas Piketty
  2. 2. “A desigualdade é a raiz das enfermidades sociais” “A crença de que crescimento econômico, encorajado pelo livre mercado, vai inevitavelmente ser bem sucedido em trazer mais justiça e inclusão para o mundo (...) nunca foi confirmada pelos fatos.” Papa Francisco
  3. 3. Liberdade Econômica
  4. 4. Liberdade Econômica •  Grau de autonomia e liberdade de escolha nas ações e decisões de indivíduos e empresas para investir, produzir, comercializar e consumir produtos e serviços num país
  5. 5. Como medir a liberdade econômica de um país? •  Ranking anual da The Heritage Foundation com The Wall Street Journal •  Blocos de Países: – Livres (100-80) – Praticamente livres (79,9-70) – Parcialmente livres (69,9-60) – Parcialmente repressores (59,9-50) – Repressores (49,9-40)
  6. 6. O Ranking (2015) •  Top 10: Hong Kong, Singapura, Nova Zelândia, Austrália, Suíça, Canadá, Chile, Estônia, Irlanda e Ilhas Maurício. •  Bottom 10: Argentina, Congo, Irã, Turcomenistão, Guiné Equatorial, Eritreia, Zimbábue, Venezuela, Cuba e Coréia do Norte.
  7. 7. Ranking Regional – América Latina •  Na América Latina, o ranking classifica três países como “Praticamente Livres”: – Chile, Uruguai e Santa Lúcia (ilha caribenha). •  Quatorze países são classificados como “Parcialmente Livres”: – Bahamas, Uruguai, São Vicente, Barbados, Peru, Jamaica, Costa Rica, Dominica, El Salvador, Trinidad e Tobago, Panamá, Paraguai, República Dominicana e Guatemala
  8. 8. Ranking Regional – América Latina •  Sete são “Parcialmente Repressores”: – Nicarágua, Honduras, Belize, Brasil, Guiana, Suriname e Haiti. •  Cinco são “Repressores”: – Equador, Bolívia, Argentina, Venezuela e Cuba.
  9. 9. Brasil no Ranking •  Parcialmente opressor em liberdade econômica •  Posição: 118º lugar entre 178 países •  Média dos países livres: 84,6 •  Brasil: 56,6 pontos – Chile: 78,5 (7º lugar) – Estados Unidos: 76,2 (12º lugar) – Suécia: 72,7 (23º lugar)
  10. 10. Entendendo a metodologia •  Império das leis – Direito de propriedade – Combate à corrupção – “Governo de leis, não de homens" (John Adams) •  Tamanho do governo – Carga tributária – Gastos governamentais
  11. 11. Entendendo a metodologia •  Eficiência Regulatória – Liberdade para produzir – Leis trabalhistas – Sistema monetário •  Abertura econômica – Liberdade de mercado – Liberdade de investir – Liberdade financeira
  12. 12. Império das Leis •  Direito de Propriedade (Brasil: 50,0) –  Capacidade de acumular os frutos do próprio trabalho e investimentos –  Sistema legal que protege a propriedade com regras claras, estáveis e confiáveis. Respeito aos contratos. –  Requer um judiciário independente, transparente, igualitário, auditável e eficiente. –  Incentivo e confiança para que indivíduos invistam seu tempo, energia e capital em atividades econômicas tomando decisões sem riscos de expropriação ou roubo dos resultados destes investimentos em termos de salários, rendimentos ou propriedades.
  13. 13. “Se há algo que a história pode provar é que em nenhum lugar e em nenhuma época já houve algum povo que, sem a propriedade privada, tenha melhorado seu padrão de vida para além da mais opressiva penúria e selvageria, uma situação dificilmente distinguível da existência animal.” Ludwig von Mises
  14. 14. Império das Leis •  Combate à corrupção (Brasil: 42,0) – Ambiente de negócios livre de favorecimentos especiais para indivíduos ou grupos por ação ou omissão do governo e do sistema legal – Eficiência do combate a práticas como: •  Compadrio •  Subornos •  Fraudes •  Extorsão •  Nepotismo
  15. 15. Império das Leis •  Combate à corrupção (Brasil: 42,0) – Crimes normalmente facilitados pelo excesso de presença do estado na economia, inclui regulações que criam oligopólios ou jogam parte da economia para a informalidade
  16. 16. Tamanho do Governo •  Carga tributária (Brasil: 68,4) – Se o direito de propriedade garante a capacidade de acumular os frutos do trabalho e dos investimentos, a carga tributária atinge este direito dando ao governo a capacidade de se apropriar de parte desses frutos. – Quanto mais impostos na economia, menos empreendedorismo, menos incentivos à produção, ao trabalho e ao investimento.
  17. 17. Tamanho do Governo •  Gastos governamentais (Brasil: 50,9) –  O peso dos gastos governamentais na economia reflete diretamente no grau de liberdade econômica do país –  Gastos governamentais podem impactar positivamente a economia por um curto espaço de tempo mas são insustentáveis pela ineficiência na alocação de recursos –  Governos gastadores normalmente incham a burocracia que por sua vez criam mais burocracia e mais barreiras ao desenvolvimento econômico
  18. 18. Eficiência Regulatória •  Liberdade para produzir (Brasil: 53,6) –  Grau de liberdade para criar e gerenciar empreendimentos –  Em alguns países, basta preencher um formulário para abrir um negócio. Em outros, uma verdadeira maratona de visitas a repartições, cartórios para documentos, autorizações, licenças e alvarás, uma barreira de entrada e um convite à corrupção. –  Regulações podem atingir todas as etapas da produção, gerando ineficiência e custos desnecessários.
  19. 19. Eficiência Regulatória •  Liberdade para produzir (Brasil: 53,6) – Regulações que mudam constantemente criam ainda mais custos de compliance (conformidade) e geram insegurança e instabilidade para o planejamento de médio e longo prazos – Regras complexas ou onerosas para renegociação de dívidas ou falência também desestimulam a criação de novos negócios
  20. 20. Eficiência Regulatória •  Leis trabalhistas (Brasil: 52,1) – Grau de liberdade individual para trabalhar quanto quiser e como quiser – Custos de contratação e demissão de funcionários – A interferência do estado no mercado de trabalho costuma causar os mesmos problemas que cria no mercado de consumo – A chave é a livre associação entre as partes envolvidas
  21. 21. Eficiência Regulatória •  Sistema Monetário (Brasil: 69,4) – Moeda Estável – Preços livres – Política monetária eficiente – Baixa inflação – Banco Central independente
  22. 22. Abertura econômica •  Liberdade de Mercado (Brasil: 69,6) – Abertura do país para o comércio exterior (barreiras, tarifas alfandegárias, cotas, regulações e restrições) – Falta de abertura encarece os produtos para consumidores – Barreiras inibem a transferência de tecnologia e inovações, atrasando o desenvolvimento geral da economia
  23. 23. Abertura econômica •  Liberdade de Investir (Brasil: 50,0) – Ambiente livre, transparente e seguro para investidores tomarem riscos na economia, fazendo com que todo tipo de empreendimento possa ser atrativo e não apenas as grandes corporações ou estatais, o que é fundamental para inovação e concorrência – Quanto mais restrições ao fluxo de capitais, menos investimentos
  24. 24. Abertura econômica •  Liberdade Financeira (Brasil: 60,0) – Sistema financeiro eficiente, transparente, moderno, acessível, diversificado e sólido, que viabilize as transações, investimentos e poupança. – Sistema aberto a auditorias externas e independentes com regras sólidas e inteligentes – Regulação governamental para transparência na solidez e honestidade das instituições financeiras, nada além disso
  25. 25. Por que a liberdade econômica importa?
  26. 26. “Ser controlado nas suas decisões econômicas é ser controlado em tudo.” Friedrich Hayek
  27. 27. Em Resumo •  Países mais livres: – São mais prósperos (mais riqueza nacional, mais desenvolvimento, mais empregos) – Combatem melhor a pobreza – Elevam a qualidade de vida geral da população (saúde, educação, renda, expectativa de vida e etc) – Cuidam melhor do meio ambiente e usam energia de forma mais eficiente – São mais inovadores – São menos corruptos
  28. 28. Hong Kong: Nº 1 (89,6)
  29. 29. Coréia do Norte: Nº 178 (1,3)
  30. 30. Governo e liberdade
  31. 31. Qual a função do governo num país livre? •  Proteção contra inimigos externos •  Respeito e aplicação das leis •  Manutenção da ordem pública •  Proteger os direitos humanos
  32. 32. “A primeira lei do capitalismo é na verdade a que diz que os meios de produção são controlados pela iniciativa privada e o governo existe para agir como um árbitro econômico imparcial, sem escolher vencedores e perdedores ou participar como um competidor na vida econômica de um país.” Mark Hendrickson
  33. 33. O que o governo não faz num país livre? •  Engenharia Social •  Criação de grupos privilegiados •  Confisco arbitrário de patrimônio •  Participação direta na economia •  Invasão da privacidade e da autonomia dos cidadãos •  Cerceamento de liberdades individuais •  Desrespeito aos direitos humanos •  Constrangimento ou impedimento de alternância de poder
  34. 34. •  O mais famoso dos taoístas, Lao Tzu (séc. VI a.C.), autor do Tao Te King, defendia governos limitados, não-intervencionistas e que não exercessem a opressão das “leis e regulações mais numerosas que os pelos de um touro”. •  Para o “liberal” Lao Tzu, governos deveriam ser “mais temidos que tigres ferozes” e “quanto mais relevância se dá a leis e regulações, mais ladrões e assaltantes haverá.” •  Ele acreditava que quando os governos não agem, o mundo “se estabiliza naturalmente.”
  35. 35. O Capital
  36. 36. “Capital é trabalho morto que, como um vampiro, só vive sugando trabalho vivo e, quanto mais vive, mais trabalho suga.” Karl Marx
  37. 37. A função do capital •  Numa economia livre, “capital” pode ser aplicado a uma unidade de um bem ou de dinheiro que está disponível para investimento em: –  Poupança –  Produção –  Educação –  Consumo •  Em cada um dos quatro casos, pode-se argumentar com tranquilidade que o capital traz benefícios para toda a sociedade.
  38. 38. Os Mitos
  39. 39. “Nunca subestime a dificuldade de mudar falsas crenças apenas com fatos.” Henry Rosovsky “Falácias não são idéias malucas. Normalmente são proposições lógicas e plausíveis mas com algo faltando.” Thomas Sowell “Fatos são teimosos. Sejam quais forem nossos desejos, nossas inclinações ou o que move nossas paixões, eles não podem alterar os fatos e evidências.” John Adams
  40. 40. “Desigualdade” •  Na infinita criatividade dos críticos da sociedade de livre mercado, surge o fetiche da “desigualdade” •  A idéia vem da criação de categorias arbitrárias de renda (1% mais ricos, 10% mais pobres e etc), fazer comparações entre elas e criar pânico ou manchetes sensacionalistas a partir de meras abstrações estatísticas
  41. 41. A riqueza é móvel •  Primeiro erro: numa sociedade livre, as pessoas entram e saem das categorias ao longo do tempo. •  A riqueza não é estática, é móvel.
  42. 42. A riqueza é móvel •  “Em uma economia de mercado, naquela em que há liberdade de empreendimento, e ausência de privilégios e protecionismos estatais, a riqueza de um indivíduo representa a recompensa concedida pela sociedade pelos serviços prestados aos consumidores no passado.  E esta riqueza só pode ser preservada se ela continuar a ser utilizada — isto é, investida — no interesse dos consumidores.” (Mises)
  43. 43. A riqueza é móvel •  Da primeira lista dos homens mais ricos da Forbes de 1987, quase tudo mudou. •  Na teoria dos anticapitalistas, o patrimônio desses bilionários deveria ter se multiplicado mas não foi o que aconteceu.
  44. 44. A maré levanta todos os barcos •  O que interessa, evidentemente, não é se há mais ricos ou mais pobres, mas a elevação do padrão de renda de todos •  Se os mais pobres possuem um padrão digno de vida e a possibilidade real de chegar ao topo da escala social, o fetiche do cálculo sobre a diferença entre eles serve apenas a propósitos políticos sem qualquer relevância para a vida dos cidadãos
  45. 45. Dados  de  2005  a  2009  
  46. 46. Xavier Sala-i-Martin e Maxim Pinkovsky •  O número de pessoas no mundo vivendo com menos de US$ 1/dia caiu 80% entre 1970 e 2006. •  De 400 milhões de miseráveis em 1970 (0,268% da população mundial), passamos a 150 milhões (0,054%) apenas 36 anos depois. •  A pesquisa levantou dados de 191 países.
  47. 47. Acumulação x Consumo •  Mito: “Ricos gastam uma fração pequena dos rendimentos em consumo, já o cidadão comum gasta muito e é o que faz a economia girar.” •  Fato: É claro que o rico consome proporcionalmente menos, mas capital acumulado ajuda a economia e a sociedade em forma de poupança, investimento e na criação de valor proporcionada por seus negócios.
  48. 48. Jogo de Soma Zero •  Mito: Ricos ficam mais ricos se pobres ficam mais pobres, é um jogo de soma zero. •  Fatos: – Transações voluntárias são mutuamente benéficas, cada um fica melhor do que estava – Medidas governamentais regulatórias, com a motivação alegada de proteger o lado mais fraco numa transação, normalmente causa mais prejuízos do que benefícios
  49. 49. Estado “Incentivador” •  Mito: “Subsídios governamentais para setores ou empresas ajudam o crescimento econômico” •  Fato: –  Se setores ou empresas estão com resultados abaixo do esperado há um motivo e não é “falta de incentivo”. As empresas precisam buscar soluções de mercado para seus problemas. –  Porta aberta para corrupção e protecionismo –  Alocação ineficiente de recursos da economia –  Incentivos ao consumo via bolhas de crédito levam à inflação e endividamento
  50. 50. Capitalismo = Crise •  Mito: Capitalismo é sinônimo de crise •  Fatos: –  O capitalismo conheceu crises econômicas pontuais no séc. XIX, mas as grandes crises vieram no séc. XX (Grande Depressão e Grande Recessão) exatamente quando governos e autoridades monetárias participaram mais ativamente da economia –  Antes de haver Bancos Centrais, as crises tinham proporções bastante diferentes –  A morte do capitalismo é prevista pelos seus detratores há mais de 150 anos
  51. 51. Capitalismo é imperfeito •  Mito: “Capitalismo é um sistema cheio de imperfeições •  Fato: – Não se pode comparar o capitalismo real com o socialismo utópico: “no capitalismo nem todos tem ressonância magnética de graça e na hora, no socialismo teriam.” – Na comparação das experiências reais, a superioridade do livre mercado é avassaladora.
  52. 52. Estado empreendedor •  Mito: “Só o estado pensa a médio e longo prazos, capitalistas são imediatistas e não investem em pesquisa e inovação com resultados incertos.” •  Fatos: –  O horizonte de tempo dos políticos é muito menor nas democracias –  Os exemplos de investimentos bem sucedidos do estado não levam em conta o tempo, os recursos gastos, o desperdícios e tudo que deu errado. –  Quem tem mais chance de ter bons resultados num investimento arriscado de longo prazo?
  53. 53. Estado Empreendedor •  Cabe ao governo tomar as grandes decisões econômicas da sociedade? •  É a burocracia governamental ou seus intelectuais que devem decidir que parte dos recursos da sociedade devem ser subtraídos via impostos para bancar projetos “visionários” ou futuristas? •  Quantos trilhões já foram gastos em projetos que não deram em nada e foram custeados por toda sociedade por conta da decisão de burocratas sem qualquer responsabilidade com os resultados, apenas com as intenções?
  54. 54. Estado Empreendedor •  Qual o histórico do estado nas suas principais decisões de longo prazo, como o sistema previdenciário ou as carteiras de investimento dos fundos de pensão? •  O risco deve ser tomado por empreendedores acostumados a esse tipo de decisão e que fazem escolhas arriscando o próprio dinheiro. O estado é de longe o pior decisor nesse tipo de investimento.
  55. 55. Distribuição de renda •  Mito: “Não sou contra o livre mercado, apenas quero taxar X% da renda do capitalista para distribuir.” •  Fatos: –  Capital na mão de empreendedores tende evidentemente a ser investido de forma mais eficiente, criando empregos, novos produtos e tecnologias, barateando outros e até aumentando salários de forma sustentável, elevando o padrão geral de vida de todos. –  Se o empreendedor pode manter o que conquista ele tem incentivo para investir e essa é a essência do cresciento econômico. –  Uma sociedade livre não exclui a assistência social
  56. 56. Solidariedade •  Mito: Sociedades capitalistas são mais individualistas e egoístas •  Fato: As sociedades com economias mais livres normalmente são também as mais solidárias e filatrópicas
  57. 57. World Giving Index •  Ranking mede três características de uma população: – Ajuda a estranhos – Tempo investido em voluntariado – Doação em dinheiro para caridade
  58. 58. World Giving Index •  Os EUA estão em 1º lugar no ranking geral – É o único país entre os 10 primeiros nos três itens •  Brasil - 90º lugar •  Grécia – 120º •  Rússia – 126º •  China – 128º •  Venezuela – 134º
  59. 59. Suécia: Mito dos Mitos
  60. 60. Mito dos Mitos: Suécia •  Suécia é um país dos mais liberais do mundo – 23º lugar no ranking da Heritage com 72,7 pontos – Brasil – 118º lugar, 56,6 pontos •  Até 1850, era um país pobre.
  61. 61. Mito dos Mitos: Suécia •  Reformas liberalizantes, inspiradas no iluminismo, propiciaram o desenvolvimento econômico. •  Surgiram a Volvo (1927), Saab (1937) e Ericsson (1876) •  Entre 1850 e 1950, maior crescimento de renda per capita do mundo
  62. 62. O Período de 1850-1950 •  A população multiplicou por dois, a renda média multiplicou por oito •  A mortalidade infantil caiu de 15% para 2% •  Expectativa de vida aumentou em 28 anos •  Durante esse período, os impostos e os gastos públicos suecos eram MENORES do que os da média da Europa e até dos EUA •  A riqueza sueca veio ANTES do “socialismo”
  63. 63. Suécia “socialista” •  Os sociais-democratas que tomaram o poder em 1932 eram bastante liberais e conservadores na economia •  Entre 1950 e 1975, a carga tributária subiu de 20% para 50% do PIB. Em 1980, 60%. •  Em 1970, a Suécia era o quarto país mais rico no ranking da OECD. Em 2000, estava em 14º lugar.
  64. 64. Suécia “socialista” •  No ano 2000, das 50 maiores empresas suecas, apenas uma havia sido fundada depois de 1970. •  Inflação em alta, baixo crescimento, moeda desvalorizada nos anos 80 e 90 •  Enriquecimento vertiginoso do período liberal (1850-1950) ficou na lembrança.
  65. 65. Suécia: Peculiaridades •  Desde 1809, não participa de nenhuma guerra. •  Gastos muito baixos com defesa (1,5% do PIB), porque mesmo com a proximidade com a Rússia conta com a proteção do Ocidente •  Medicina de alto padrão conta com equipamentos, novas técnicas médicas e novas drogas desenvolvidas em países liberais que chegam com baixo custo
  66. 66. A Mensagem
  67. 67. A Mensagem •  Invejosos x Raivosos •  Invejosos: – “Me dê poder para tirar dinheiro dos outros, eu te dou uma parte para você e seremos felizes”. – Mensagem imoral mas otimista •  Raivosos: – “É imoral e ineficiente tirar dinheiro dos outros, vamos todos empobrecer no final.” – Mensagem moralmente correta mas pessimista
  68. 68. A Mensagem •  É preciso oferecer uma mensagem otimista •  Numa sociedade livre, quem busca seus sonhos e ouve sua voz interna, sua vocação, tem tudo para alcançar seus objetivos pessoais e financeiros •  Uma sociedade baseada na livre associação e cooperação, no livre comércio, é organizada para que os melhores prestadores de serviços vençam
  69. 69. “Quando chamamos uma sociedade capitalista de ‘democracia de consumidores’ queremos dizer que a posse dos meios de produção, que pertence a empreendedores e aos capitalistas, só pode ser adquirida pelo meio do voto dos consumidores que acontece todos os dias no mercado. Toda criança que prefere um brinquedo a outro coloca um voto na urna que vai decidir quem será eleito o líder daquela indústria.” Ludwig von Mises
  70. 70. “Melhor país para quem quer trabalhar e o melhor sistema de proteção para quem não consegue trabalhar.” Arthur Brooks
  71. 71. “Frases como ‘ainda há pobres’ ou ‘algumas pessoas têm mais poder do que outras’, ditas para elevar a categoria moral de quem fala, não são profundas ou inteligentes. Você é uma pessoa melhor se efetivamente ajuda os pobres. Abra um negócio. Crie financiamentos imobiliários que pessoas pobres possam pagar. Invente uma nova bateria. Vote por escolas melhores. Adote um órfão paquistanês. Seja voluntário para alimentar quem precisa numa igreja na manhã de domingo. A oferta de políticas falsas e contraproducentes que têm efeito real de diminuir oportunidades de emprego, ou fazer declarações indignadas para seu marido após terminar o jornal de domingo, não ajudam na verdade os pobres.” Deidre McCloskey

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