Sistema como obra

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Sistema como obra

  1. 1. O sistema comoO sistema como obra de arteobra de arte
  2. 2. O sistema como obra de arte PropostaPropostaMudanças no conceito de arte conforme as épocas; Chamar atenção para o grau de participação do público; Algumas transformações formais da obra; Relacionar os eventos artísticos com a ciência e a tecnologia.
  3. 3. A difi õAs modificações no conceito de Arteno conceito de Arte
  4. 4. Principais Teorias (Essencialistas) teoria da imitação teoria da expressãop teoria formalista. A tese básica a todas as teorias essencialistas é a existência de propriedades essenciais que distinguem as obras de arte dos restantes dos objetos que não são obras de arte. A idéia que está por detrás disto é bastante intuitiva. Se usamos a palavra "arte" para designar um tão variado número de objetos, é porque deve de existir algo de comum a todos eles. Assim sendo, basta estudarmos todas as obras de arte para destacar as propriedades que têm em comum Ao fornecermos uma definição de artepropriedades que têm em comum. Ao fornecermos uma definição de arte iremos descrever a essência ou natureza última da arte, assim como fixar o significado da palavra "arte". Estas propriedades são descritas em termos de condições necessárias e suficientes, e assim, para determinarmos se um objeto é ou não uma obra de arte, basta recorrermos à definição e ver se as suas condições são ou não satisfeitas. (Teoria Simbólica de Goodman)
  5. 5. Teoria da arte como imitaçãocomo imitação Uma obra é arte se, e só se, é produzida pelo homem e imitahomem e imita algo. Jan Van Eyck, A Virgem do chanceler Rolin, 1439
  6. 6. Teoria da arte como imitaçãocomo imitação Uma obra é arte se, e só se, é produzida pelo homem e imitahomem e imita algo. Alessandro BotticelliAlessandro Botticelli, Venere, 1482 Venus de Milo, ap. 130 A.C.
  7. 7. Teoria da arte como expressãocomo expressão Uma obra é arte se, e só se, exprime sentimentos esentimentos e emoções do artista. Vicent van Gogh A Noite Estrelada , 1889.
  8. 8. Teoria da arte como forma significante Uma obra é arteUma obra é arte se, e só se, provoca nas pessoaspessoas emoções estéticas. Wassily Kandinsky, Composição VIII, 1923
  9. 9. Os Paradigmas Beleza Didática Religiosa Imitação da Vida Visão Cientificista ç Expressão de Sentimentos Arte pela Arte Conceito Processo
  10. 10. O papel do artistaArtesão Criador Propositor Co-criador Autor Procedimental Autoria Coletiva
  11. 11. Características: Impressionismo • O artista é um observador livre M d t áti ( b é tidi )Impressionismo • Muda a temática (cabaré, cotidiano) • Influência da óptica e química Cubismo • O artista é analista da forma • A obra traz a relação com o espaço/tempoCubismo • A obra traz a relação com o espaço/tempo • Relatividade (Einstein) Expressionismo • O artista recria o mundo pela subjetividade A obra é o resultado de um gesto• A obra é o resultado de um gesto • O artista é um pensador Arte conceitual • O artista é um pensador • A obra é uma idéia
  12. 12. Características: Happening • O artista é um propositor A b é tHappening • A obra é um evento • Influência política e social Body Art • O artista se confunde com a obra • A obra é o próprio corpop p p Performance • O artista propõe e atua em interação Performance • A obra é evento e processo Arte Eletrônica • O artista é individual ou coletivo • A obra um processo percebido como sistemaArte Eletrônica A obra um processo percebido como sistema • Influência científica e tecnológica
  13. 13. Tecnologias:g Víd Performance • Vídeo • Áudio Arte Eletrônica • Computação • Telecomunicação • Internet
  14. 14. Especificidades:Especificidades: Arte Eletrônica artemídia ib • Instalações ciberarte arte tecnologia • Web art • Videoarte • Telemática • VideoperformanceVideoperformance
  15. 15. Características C t tConstantes: HappeningHappening P f • Interatividade • Efemeridade ou transitoriedade Performance • Ritual e/ou jogo e/ou lúdico • Imersividade Arte Eletrônica Imersividade • Co-criação • Processo e Sistemas• Processo e Sistemas
  16. 16. SISTEMAS O universo é sistêmico. A economia, o cérebro, os sistemas de tráfego das grandes metrópoles por exemplo podemgrandes metrópoles, por exemplo, podem ser descritos como sistemas que compartilham comportamentos ou di â i lh t ã b t tdinâmicas semelhantes, não obstante a diversidade, a escala, ou a natureza de suas composições.
  17. 17. SISTEMAS “Todos os sistemas complexos tendem a permanecer e por isso desenvolvem, baseados em modelos internos, estratégias que os permitam adaptar se às dinâmicasestratégias que os permitam adaptar-se às dinâmicas ambientais. A incapacidade de adaptação torna o sistema inviável e, portanto incapaz de manter sua i ã t ”organização no tempo e no espaço.” CHANGEUX Jean-Pierre O Homem Neuronal Tradução deCHANGEUX, Jean Pierre. O Homem Neuronal. Tradução de A.J.P. Monteiro. Lisboa: Publicações Dom Quixote; 1991. Daí a viabilidade do conceito de sistema como obra de arte
  18. 18. ARTE DE SISTEMAS Em 1968, Jorge Glusberg, criou o “Centro de Estudios de Arte y Comunicación” - CAYC com colaboração entre artistas, cientistas, sociólogos e psicólogospsicólogos. Ali surge o “Grupo de los Trece” que é representativo desse movimento.
  19. 19. ARTE DE SISTEMAS Com a exposição “Arte de Sistemas” em 1971 B Ai f d bem Buenos Aires fundam-se as bases: "uma das características mais destacadas o trabalho artístico latino-americano é umatrabalho artístico latino-americano é uma decidida inclusão do regional na sua problemática: trabalhando com uma linguagem internacional a arte conceitual pretendeinternacional, a arte conceitual, pretende esboçar as realidades próprias do contexto em que vivem e do qual se nutrem”
  20. 20. ARTE DE SISTEMAS A arte de sistemas exibia processos mais que produtos prontos Isso incluíamais que produtos prontos. Isso incluía diagramas, desenhos e fotos. Abordando também a área da comunicação reuniu artistas, escritores, poetas e cientistas de diversas partes do mundomundo. A exposição de 1971 apresentava experiências de arte conceitual, pobre, ep p cibernética.
  21. 21. SISTEMA COMO OBRA DE ARTESISTEMA COMO OBRA DE ARTE Consideramos que a idéia de sistema como obra de arte faz parte de toda uma visão sistêmica de mundo que vem cada vez maisq se afirmando em todos os campos do conhecimento.
  22. 22. SISTEMA COMO OBRA DE ARTESISTEMA COMO OBRA DE ARTE É preciso porém, considerar o conteúdo semântico presente na expressão “Arte de Sistemas” e compará-lo com a expressão “Sistema como Obra de Arte” que estamos propondo. No primeiro caso, há uma generalidade artística que de algumap , g q g maneira se conforma em um sistema, enquanto, no segundo caso, é a natureza do sistema que permite vê-lo como obra artística. Há ainda uma diferença crucial no enfoque dado a idéia de sistema, naquele período se comparado ao momento atual, onde as teorias seguidas são as dos sistemas complexosas teorias seguidas são as dos sistemas complexos.
  23. 23. SISTEMA COMO OBRA DE ARTESISTEMA COMO OBRA DE ARTE A obra não se apresenta, neste caso, como um objeto ou um espaço físico delimitado e visível. As instalações desenvolvidas pelo SCIArts, desde o início basearam-sep na idéia de um sistema interligando eventos num ambiente, influenciado pelas teorias dos “sistemas complexos”, dos “campos mórficos”, da teoria matemáticacomplexos , dos campos mórficos , da teoria matemática das redes e do “efeito borboleta”.
  24. 24. INTERFACES O nível de interatividade nos sistemas poderá ser variado de um grau limitado para outro, de ilimitadas possibilidades de ações. Mas embora as interfaces fí i t h l f d t l lit dfísicas tenham papel fundamental nessa amplitude dos graus interativos, não são elas que definirão a priori a qualidade da interação e sim o tratamentopriori a qualidade da interação e sim, o tratamento semântico que o artista inclui na obra, apoiando-se nessas interfaces para encaminhá-lo.
  25. 25. INTERFACES Sistemas tecnológicos de natureza interativa só puderam ser criadosinterativa só puderam ser criados graças ao desenvolvimento das interfaces, daí sua importância
  26. 26. INTERFACES De um modo simples, a interface seria tudo o que está entre o observador e o resto do mundo por ele observado, isto é uma espécie de relaçãoé, uma espécie de relação conectiva entre o observador e o sistema.o sistema.
  27. 27. INTERFACES As interfaces físicas Sensores: T d t i f ã d f dTudo que capta informação de fora da máquina. Atuadores: Tudo que age segundo informação de dentro da máquina.
  28. 28. INTERFACES Sub-sistema máquina corpo entornoe to o sistema
  29. 29. Outro viés: Acoplamento estrutural
  30. 30. Acoplamento Estrutural “o acoplamento estrutural é sempre mútuo; organismo e meio sofrem transformações (...) a manutenção dos organismos comoç ( ) ç g sistemas dinâmicos em seu meio aparece como centrada em uma compatibilidade organismo/meio. É o que chamamos de adaptação” (Matura e Varela 2003:115)adaptação (Matura e Varela 2003:115). Para eles adaptação não é a do mais aptoPara eles, adaptação não é a do mais apto, mas a do apto simplesmente. Isto é, determinadas condições do acoplamento estrutural permitem a adaptação de maneirasestrutural permitem a adaptação de maneiras variadas, o que é diferente da visão de Darwin, para quem a adaptação estava numa hi i d fhierarquia de força.
  31. 31. As aquisições de conhecimento e transformação não surgem de maneira independente masmaneira independente, mas completamente imbricadas na t d lh dtramas das malhas de uma realidade sistêmica.
  32. 32. Se todos os sistemas estão i id i iinseridos em um sistema maior e com ele se relacionam, toda ecom ele se relacionam, toda e qualquer coisa do mundo que h i l tconhecemos, simplesmente ao existir está interagindo com ag realidade da qual faz parte, por mecanismos intermediáriosmecanismos intermediários.
  33. 33. É o caso de um tumor portumor, por exemplo, que pode ter seu começo com ocomeço com o comportamento anormal de uma únicauma única célula.
  34. 34. Está provada a capacidade adaptativa dos seres humanos e éadaptativa dos seres humanos e é provável que seu potencial para o d l i t d tdesenvolvimento de pensamento simbólico seja sua ferramentaj mais útil para manter essa capacidade É dentro dessacapacidade. É dentro dessa potencialidade que se coloca ap q origem da sua produção artística.
  35. 35. Nas outras áreas deNas outras áreas de conhecimento, a utilização das ftecnologias, com finalidades ou permeadas, pelos processospermeadas, pelos processos artísticos, acontece de tal maneira i it i t lcircunscrita no sistema ao qual subjaz que não haveria lógicaj q g interna se não surgissem obras artísticas que atendessem a umaartísticas que atendessem a uma demanda de conexão, em qualquer grau, com a máquina.
  36. 36. Sabe-se muito bem que o grande desenvolvimento da tecnologia espacial tevedese o e to da tec o og a espac a te e como impulso interesses bélicos. Mas inseriu uma infinidade de facilidades tecnológicas nauma infinidade de facilidades tecnológicas na vida cotidiana, como por exemplo, o forno de i d á i t id i tétimicro-ondas, vários tecidos sintéticos, o microcomputador, materiais como o Nitinol, um metal com memória de forma e o ferro-fluído, espécie de colóide com um pó ferroso que reagep p q g a campos magnéticos e que é usado dentro de alto-falantesalto-falantes.
  37. 37. Esses equipamentos e materiais influenciaram de uma maneira natural a produção artística, intelectual ep ç tecnológica, embora com objetivos diferentes Assim foi possível odiferentes. Assim foi possível o surgimento de trabalhos como Atrator Poético e Gira S O L do grupo SciartsPoético e Gira S.O.L do grupo Sciarts
  38. 38. Instalações Multimídia Interativas Atrator Poético - Sciarts.
  39. 39. Participantes locais Participantes internet Sabedores a posteriori Sub-sistema máquina performer entornoe to o sistema
  40. 40. A união das propriedades de doisA união das propriedades de dois sistemas não é igual a soma das suas propriedades individuais mas a criaçãopropriedades individuais mas a criação de um novo sistema fruto do l d i i Háacoplamento destes primeiros. Há uma evolução das qualidades individuaisç q para, no mínimo, uma terceira identidade, que é o resultado daidentidade, que é o resultado da composição das partes associadas.
  41. 41. Flash Mobs Sub-sistema máquina corpo entornoe to o sistema
  42. 42. Flash Mob G l i d d l d ! O i i fl h b i jáGalera, vai ser dada a largada! O primeiro flash mob carioca já tem dia e hora: Terça-feira, dia 19 de agosto, às 12h no Largo da Carioca em frente a saída do metrô. (a saída que dá praça mesmo e não aquela que dá para a Av. Rio( q p ç q q p Branco) INSTRUÇÕES ADICIONAIS APENAS NO LOCALINSTRUÇÕES ADICIONAIS APENAS NO LOCAL Chame os amigos! Esperamos todos lá!
  43. 43. Flash Mob 13 de agosto, 12h40, na Av. Paulista. O farol de pedestres fica verde. Cerca de 100 pessoas cruzam a avenida mais movimentada de São Paulo. Ao mesmo tempo, tiram seus sapatos e começam a batê-los no chão.
  44. 44. Flash MobFlash Mob Japão – Tokio e Osaka –19 de Junho de 2003 "Matrix"p Várias pessoas vestidas de “Agente Smith”
  45. 45. Conclusão: Várias formas de arte convivem em todas as épocas. Os paradigmas das eras estão inscritos na produção do artista, ep g p ç , por isso é natural o desenvolvimento das artes do corpo interfaceado, e do corpo inserido em ambientes imersivos em qualquer grau assim como o sistema como obra de arte. “Obra”, hoje em dia, é um pensamento em estado permanente de transformação e atualização. Transformaçãop ç ç ç que se dá no encontro e/ou nas mãos do “outro”. O “outro” já incorpora a máquina, e permite pensar-se em um corpo did fl íd ã tid bí üexpandido, fluído, não no sentido ubíqüo, mas como um amálgama mental. Energias que se trocam como uma rede neural Sinápses que se dão entre cérebros Cérebrosneural. Sinápses que se dão entre cérebros. Cérebros metafóricos e reais.
  46. 46. Indicações Bibliográficas: BENJAMIM, Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica.in Teoria da Cultura de Massa. Org. Luiz Costa Lima. SP. Paz e Terra.1990. LEOTE, Rosangella. O Potencial Performático no meio eletrônico – Das novas mídias às performances biocibernéticas. Tese de Doutorado. São Paulo: ECA-USP, 2000. LEOTE, Rosangella. Sobre Interfaces e Corpos. In: MEDEIROS, Maria Beatriz de. Arte em pesquisa: ifi id d B íli ANPAP/UNB 2004 368 374especificidades. Brasília:ANPAP/UNB. 2004. pp 368-374. LORENZ,Edward Norton . Sobre o efeito borboleta ver http://www.geocities.com/inthechaos/histo.htm MATURANA, Humberto e VARELA, Francisco. A árvore do conhecimento. São Paulo: Palas Athena, 20032003. SCIARTS, Equipe Interdisciplinar (Fogliano, Hildebrand, Leote, Sogabe). O Sistema como Obra de Arte. Porto Alegre. No prelo. SHALDRAKE Shaldrake Sete E perimentos Q e Podem M dar O M ndo São Pa lo C ltri 1999SHALDRAKE, Shaldrake. Sete Experimentos Que Podem Mudar O Mundo. São Paulo: Cultrix; 1999 (http://www.sheldrake.org) SILVA, Joaquim Perfeito da. Arte rupestre: conceito e marco teórico., http://rupestreweb.tripod.com/conceito.html Sobre Flash Mobs ver : http://www.wired.com/news/culture/0,1284,59297,00.html http://www2.uerj.br/%7Efcs/contemporanea/n3/artigoartemultidao03.htm

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