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CURSO CLÍNICA PSICANALÍTICA 2012 - Aula 7 - Neurose obsessiva e transtorno afetivo bipolar

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CURSO CLÍNICA PSICANALÍTICA 2012 - Aula 7 - Neurose obsessiva e transtorno afetivo bipolar

  1. 1. Clínica Psicanalítica: manejo e subjetivações na contemporaneidade Tema: Neurose obsessiva e transtorno afetivo bipolarALEXANDRE SIMÕES Coordenação Alexandre Simões ® Todos os direitos de autor reservados.
  2. 2. Novos sintomas ou sintomas apresentados sob uma nova forma Lacan, argumenta que estamos passando, nas últimas décadas, por uma significativa mudança na lógica dos discursos: esta é uma forma de dizer que o laçosocial muda e o lugar do Outro: o mundo que nos fala e de onde nós falamos, mudam também.
  3. 3. De forma mais homogênea, até a metade do séculopassado, os ideais funcionavam amplamente como moderadores do modo de gozar de cada sujeito
  4. 4. Neste século, os ideais já nãopredominam no ordenamento dos discursos e, portanto, nas nossas relações com o outro (o semelhante, o corpo, o limite, o sintoma, etc.), o que é diferente de dizer que eles tenham desaparecidoHá uma face do objeto a que está cada vez mais em evidência.
  5. 5. No lugardo ideal que tempera o gozo, vemos uma multiplicidade de ideais distintos que produzem identificações subjetivas transitórias e precárias
  6. 6. Fragmento clínico:Um homem, com aproximadamente 45 anos de idade, me é indicado por um colega psiquiatrapor conta de algumas situações que, desde esta perspectiva, receberam o diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). Do ponto de vista meramente descritivo, o paciente apresentava claramente algumas manifestações sintomáticas que facilmente se adequavam aos critérios demarcadores do TAB:havia, ao longo de sua vida, mais de um episódiode alternância entre os momentos de um humor mais depressivo e as situações de elevação do mesmo, chegando quase à hiperexcitabilidade.
  7. 7. Quando tomado por uma situação de maior desânimo e apatia, sua maneira de pensar, agir e sentir sofriam as repercussões, tornando-se maislentificada. Igualmente, quando imbuído de maiorexcitabilidade no seu dia-a-dia, o pensamento, as ações e o modo de se relacionar com o mundo tornavam-se mais intensos e acelerados. Como é de se esperar, estas alternâncias acabavam por envolver sua esposa e dois filhos, fazendo com que a vidafamiliar tivesse seus altos e baixos ao comando das elevações e rebaixamentos do humor do pai.
  8. 8. O que era bem nítido na situação de oscilação do afeto descrita pelo paciente como uma característica já instalada ao longo de sua vida -mas, certamente, bem mais exacerbada nas tramas do discurso psiquiátrico - restringia-se a um sentimento bastante íntimo de ora estar bem consigo mesmo, ora estar mal.
  9. 9. Ou seja, mais do que grandes comportamentos orquestrados por umhumor elevado ou depreciado e instalado nasrelações de objeto, o paciente apontava para uma sensação de alternância entre o „estar bem‟ e o „estar mal‟. E isto se dava apesar de suasconquistas, pois ele se via, do ponto de vista material, como um homem bem-sucedido. Ele e sua esposa eram empresários, com trajetórias de trabalho já firmadas desde a adolescência.
  10. 10. Vale fazer aqui um parêntese e indicar que, atualmente, a categoria clínica nomeada Transtorno Afetivo Bipolar está tão difundida entre os pacientes adultos (vindo, ao que tudoindica, a superar a apresentação da Síndrome de Pânico), na mesma proporção que o TDAH está alastrada na infância. Não devemos, junto da Psicanálise, perder de vista o posicionamento do sujeito em seu modo de gozo. Frequentemente, isto há de ser construído, não só ao lado da demarcação sindrômica do diagnóstico mas, para-além desta demarcação. Isto, quando não se faz necessário até mesmo ir na contramão deste raciocínio sindrômico baseado em evidências.
  11. 11. Na nossa atualidade, é perfeitamente possívelque toda uma gama de sujeitos histéricos e obsessivos sejam apreendidos dentro do espectro bipolar. E mais: é esperado que eles próprios se prendam a isto.
  12. 12. Atitudes relacionadas a compras e gastos excessivos - este modo um tanto quanto típico de se expandir emconsonância com o mercado - não eram tão manifestas neste paciente. A excitabilidade, neste caso, apresentava-se com maisnitidez por meio de dois aspectos: o uso de álcool e a atividade sexual.
  13. 13. O intenso chamado sexual que este homem encarnava fez comque ele realizasse uma „pesquisa‟, como assim nomeou: iniciou uma temporada de inquérito de todos os homens com quemtinha alguma forma de amizade (incluindo aqui os conhecidos mais recentes): na roda de conversa, na festa, no encontro fortuito, ele queria saber destes homens como que se manifestava neles a excitação sexual, pois ele acreditava (sobretudo por conta dos frequentes desencontros que isto gerava entre ele e sua esposa) que havia um „a-mais‟, um „excesso‟ com ele.
  14. 14. A frequência com que ele se mostrava excitado diante de sua esposa, o número de vezes ao longo da semana em que ele a procurava para fazerem sexo e - um fato chamativo neste paciente - a insaciabilidade eram marcas, ao ver do paciente, que justificavam a comparação dele com os outros homens.
  15. 15. Basicamente, ele aborda estes outros homens com uma indagação fálica: “o que eu tenho, vocês também têm?”. Por mais de uma vez, assim que este homem terminava de fazer sexo com sua esposa (e esta excitabilidade também envolvia, em algunsmomentos, outras mulheres), ele precisava de manter a atividade sexual (e normalmente sua esposa recusava) ou se masturbar.E na conversa com seus amigos, o que era para estesuma dádiva, mostrava-se para ele como uma situaçãode prazer que sempre esbarrava no mal-estar e, junto deste, no enigma.
  16. 16. Quanto ao uso do álcool: Seguia uma trajetória um tanto quanto semelhante ao circuito da excitação sexual. Tanto que a alteração de uma via, ao longo da análise, foi concomitante à modificação da outra.
  17. 17. O que é importante ressaltar é a instalação, para-além da demarcaçãosindrômica do TAB, de uma nítida problemática obsessiva neste paciente
  18. 18. A Clínica Psicanalíticapode, atualmente, ofereceroutras vias a estes sujeitos? Como operar com o gozo que se impõe ao nosso tempo?
  19. 19. Por nossa posição desujeito somos sempre responsáveis Jacques Lacan, A Ciência e a Verdade, (in: Escritos), p.873
  20. 20. Prosseguiremos com o tema:Neurose obsessiva e transtorno da ansiedade generalizada Até lá! Acesso a este conteúdo: www.alexandresimoes.com.br ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.

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