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De que bilinguismo falamos na formação de professores?

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Palestra do Prof Dr Domingos Barros Nobre, 04/10/2012, tarde

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De que bilinguismo falamos na formação de professores?

  1. 1. O Que é Isso?
  2. 2. a) Ausência de políticas lingüísticas;b) Implantação de turmas de 5ª a 8ª Séries e ensino médio nas escolas indígenas.(VI ELESI – 15º COLE )
  3. 3. o uso equilibrado de duas línguas, em todos os domínios, sem interferência de uma língua na outra;o controle de duas línguas tal como tem o falante nativo dessas línguas;habilidade de uma pessoa de usar duas línguas como meio de comunicação na maior parte das situações e de mudar de uma língua pra outra se necessário. (Maher, 2005)
  4. 4. fenômeno multidimencional;capacidade fazer uso de mais de uma língua. (Maher, 2005)a escola indígena, desde que não sendo monolíngue e faça uso de duas línguas – a indígena e a portuguesa – é bilíngue e possui alunos com diferentes níveis de proficiência em língua indígena e em língua portuguesa.
  5. 5. se o ensino bilíngue das escolas indígenas tem contribuído ou não para o fortalecimento e manutenção das línguas indígenas?
  6. 6. O terceiro período da história da educação escolar indígena no Brasil (D’Angelis, 2005) é o do “Ensino Bilíngue” que vai dos anos 1970 até o século 21, cuja primeira fase caracteriza-se pela presença hegemônica da FUNAI, do SIL com a “educação bilíngue de transição”.
  7. 7. a) "Bilinguismo de Transição” onde a língua minoritária é usada apenas inicialmente para depois ser completamente substituída pela língua majoritária;b) "Bilinguismo de Manutenção ou de Resistência", onde a língua minoritária é estimulada e empregada efetivamente em todo o ensino escolar;c) "Bilinguismo de Imersão", onde o convívio total com a língua majoritária (ou a língua alvo) leva ao desuso da língua minoritária. (D’Angelis, 2001)
  8. 8. Adotar medidas planejadas para revigorar, fortalecer, dinamizar e atualizar a lingua indígena para que ela possa fazer frente à força da lingua portuguesa:1) pela ocupação de espaços ainda não ocupados pela leitura e escrita em Português;2) pela tomada de "lugares" hoje ocupados pela escrita do Português para a escrita em língua indígena;3) pela tomada ou criação de lugares "nobres" de veiculação da língua indígena falada. (D’Angelis, 2001)
  9. 9. Carências profissionais dos professores;Estado de atrofia e empobrecimento das línguas vernáculas;Atitudes desfavoráveis das comunidades;Dificuldades institucionais e burocráticas dos projetos;Corte temporal mais amplo da EBI;Problemas gerais dos sistemas educativos nacionais. (Chiodi, 1993)
  10. 10. Métodos bilingues eficazes e criativos (pedagógica);Compromisso com a promoção e revitalização das línguas e culturas indígenas (político-cultural).
  11. 11. Política de formação de professores bilingues;Planejamento linguístico que conduza à atualização e modernização das línguas indígenas;Planificação de corpus de línguas indígenas como condição prévia e indissociável para que possam atuar no plano escolar;Falta de estandardização (alfabeto, normas ortográficas, normalização de léxico supradialetal)Linguagem pedagógica;Tratamento dos empréstimos, correção do processo de sobreposição e mistura L1 e L2 a nível morfossintático (Chiodi, 1993)
  12. 12. Planificando o corpus e o status da língua (Monserrat, 2001)Se a escola sozinha, não consegue, infelizmente, reverter tendências sociolingüísticas (Maher, 2005), o que a escola tem feito com o corpus e com o status da língua indígena? De que bilinguismo falamos?A Linguística sozinha não dá conta de responder aos desafios do bilinguismo. Para alguns deles, a Pedagogia pode ajudar. Para outros, nem a escola ajuda muito.

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