História Africanidade - Profª Me Katia Geni Lopes

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História Africanidade - Profª Me Katia Geni Lopes

  1. 1. O ACESSO ÀS LETRAS POR NEGROS LIVRES, LIBERTOS E SUJEITOS DE "PÉS DESCALÇOS” Prof.ª Me. Katia Geni Cordeiro Lopes Esculturas no frontispício de uma fonte desativada da Fazenda da Praia, de propriedade da família Clark, em Araruama, RJ. Foto de Alice Táboas.
  2. 2. Apresentação • Este estudo pretendeu investigar a presença de negros em espaços de instrução elementar na cidade-corte, com ênfase na Escola da Imperial Quinta da Boa Vista. Instituição esta criada pelo Imperador D. Pedro II, em 1868, designada, inicialmente, para atender aos filhos dos empregados da Casa Imperial e dos moradores da Imperial Quinta. Teve como perspectiva contribuir para a desconstrução do discurso tradicionalmente defendido pela historiografia educacional de que, durante o período marcado pelo escravismo, os negros estiveram à margem do mundo letrado.
  3. 3. A IMPERIAL QUINTA DA BOA VISTA E A ESCOLA DO IMPERADOR Quinta da Boa Vista- Litografia aquarelada sem assinatura -século XIX Escola-Oficina da Imperial Quinta da Boa Vista
  4. 4. O RIO DE JANEIRO OITOCENTISTA • Função de exemplaridade de uma nação civilizada “A cidade do Rio de Janeiro ocupou papel de destaque no âmbito da história nacional. Foi capital do Vice-Reino do Brasil no século XVIII, do Reino Unido de Brasil Portugal e Algarves e capital do Brasil independente, desde 1822 até 1960, período em que sedia tanto a cidade- corte da monarquia como os mais diversos governos da República”. (AZEVEDO, 2002) Chegada de D. João à Igreja do Rosário, óleo de Armando de Martins Viana
  5. 5. DESAFIOS • Aspectos arquitetônico e urbanístico Panorama da cidade do Rio de Janeiro (1869), Nicolau Facchinetti. Morro do Castelo visto do Outeiro da Glória. Típico cortiço carioca do final do século XIX. Cortiço carioca do final do século XIX.
  6. 6. • Aspectos da sua população “Era o negro na rua, na casa, era o negro nas manufaturas, quer fosse como escravo doméstico, de aluguel ou de ganho. Era o negro alforriado, ou mesmo o fugitivo que buscava possibilidades do anonimato oferecido pelo espaço urbano. Enfim, era o negro para tudo, carregador de riquezas, das pessoas, dos dejetos- da própria cidade”. (SILVA, 2002) Escrava de ganho, vendendo frutas no Brasil, cerca de 1860. Carregadores negros- Christiano Jr.
  7. 7. DADOS DE RECENSEAMENTOS (População da Corte) • 1821- População de 79.321 habitantes 43.139 livres 36.182 escravos (46,77%) • 1849- População de 266.466 habitantes 142.403 livres 13.461 libertos 110.602 escravos (41,51%)
  8. 8. Recenseamento Geral do Império do Brasil- 1872 • População -274.972 habitantes 226.033 livres 48.939 escravos Dos homens Das mulheres Brancos Pardos Pretos Caboclos Brancas Pardas Pretas Caboclas 96.255 22.762 14.198 665 55.544 22.083 14.268 258 População livre em relação aos sexos e raças Dos homens Das mulheres Pardos Pretos Pardas Pretas 5.275 19.611 5.786 18.267 População escrava em relação aos sexos e raças
  9. 9. RECENSEAMENTO DA POPULAÇÃO DA PROVÍNCIA DO RIO DE JANEIRO EM 1850 MUNICÍPIOS TOTAL DE HABITANTES LIVRES ESCRAVOS ANGRA DOS REIS 25.216 14.736 10.480 (42%) BARRA MANSA 17.755 8.381 9.374 (53%) ITAGUAHY 16.003 7.331 8.672 (54%) MANGARATIBA 9.372 4.742 4.630 (49%) MARICÁ 18.265 9.446 8.819 (48%) IGUASSU 21.060 10.176 10.884 (52%) PARATY 13.146 8.558 4.588 (35%) RIO CLARO 8.531 4.872 3.659 (43%) VALENÇA 28.702 8.583 20.119 (70%) VASSOURAS 28.638 9.428 19.210 (67%)
  10. 10. O TRÁFICO NEGREIRO • 10 milhões de escravizados importados pelo continente americano • 40% teriam desembarcado em portos brasileiros entre os séculos XV e XIX • No período de 1800 até 1850, somente pelo porto do Rio de Janeiro, teriam desembarcado cerca de 1 MILHÃO DE AFRICANOS ESCRAVIZADOS
  11. 11. O CAIS DO VALONGO
  12. 12. OS VESTÍGIOS
  13. 13. AS NAÇÕES DO RIO • Mais numerosas: mina, cabinda, congo, angola, caçanje, benguela e moçambique • Menos numerosas: gabão, anjico, monjola, moange, rebola, cajenge, cabundá, quilimane, inhambane, mucena, mombaça e ambaca
  14. 14. O RELATO DE UMA VIAJANTE “(...) verdadeiramente repulsivas são as pessoas que a gente encontra- quase interminavelmente apenas negros e negras, com os narizes achatados e feios, os lábios grossos e cabelos curtos e crespos. Além disso, estão em sua maior parte nus, cobertos com trapos miseráveis, ou estão enfiados em roupas gastas de forma européia de seus senhores. A cada 4 ou 5 destes pretos encontra-se um mulato, e somente aqui e ali aparece luzindo um branco”. (PFEIFFER, 1850, v.1, p.32-33 apud MONTEZ, 2011, p. 12).
  15. 15. DIVISÃO DA ESPÉCIE HUMANA • Raça mais adiantada • Detentores de qualidades morais e intelectuais que garantiriam a sua superioridade BRANCOS • Raça inferior • Despossuídos de qualidades morais e intelectuais- destinados às ocupações que necessitassem de força física NEGROS
  16. 16. A MOBILIDADE DOS PARDOS NA SOCIEDADE ESCRAVISTA • Ocupações (censo de 1834): funcionários públicos (71) eclesiásticos (11) estudantes (187) proprietários (67) botânicos (6) professores de saúde (25) militares (111)
  17. 17. CLASSIFICAÇÃO RACIAL DOS ALUNOS (CENSO DE 1834) Cor Adultos Menores Total % Taxa por 1000ª Brancos 331 986 1317 87,1 72,5 Pardos 35 152 187 12,4 47,8 Negros 1 8 9 0,6 3,3 Total 367 1146 1513b Fonte: Arquivo Nacional, IJ6 169, Secretaria de Polícia da Corte, Ofícios com anexos, 3 out. 1834. a Calculado com base no total de homens brancos, pardos e negros livres. b Excluí 33 estrangeiros.
  18. 18. REGULAMENTO DA INSTRUÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA DO MUNICÍPIO DA CORTE (Decreto n.º 1331 A de 17 de fevereiro de 1854) Art. 69. Não serão admittidos á matricula, nem poderão frequentar as escolas: § 1º Os meninos que padecerem molestias contagiosas. § 2º Os que não tiverem sido vaccinados. § 3º Os escravos.
  19. 19. A LEITURA E ESCRITA EM MEIO À REALIDADE DO CATIVEIRO “Aprender a ler e a escrever, para os escravos, podia significar a obtenção de um “ganho” melhor; podia permitir a concorrência com os imigrantes portugueses; podia permitir o acesso e a ascensão nos cargos das irmandades religiosas; podia facilitar a identificação dos companheiros fugidos nos anúncios de jornais ou a prestação de serviços “literários” ou contabilísticos para outros cativos ou iletrados; podia permitir a falsificação de alforrias e pós 1841, de passaportes. Aprender a ler a escrever, enfim, podia permitir aos escravos africanos e crioulos (escravos brasileiros) passarem como libertos ou exercerem ofícios que os aproximassem da experiência da liberdade”. (SILVA, 2000)
  20. 20. Concurso de composição entre escolares no dia de Santo Alexis. Debret, J.B. 1960. 1. Tarefa de acompanhar as crianças à escola
  21. 21. 2.1 Por interesse dos proprietários- valorização do escravo 2. Contratação de tutores particulares “Precisa-se de um pequeno, até 14 annos, que saiba ler, escrever e contar, para uma padaria: na rua Nova do Livramento, n.°22. Precisa-se de um pequeno, com pratica de botequim: que saiba ler. Beco de Bragança, n°8.” (Jornal do Commercio-1885-1 JAN-31 MAR. Número 1-90. Rolo CPR-SPR 1 (147). Ano/vol: 64).
  22. 22. 2.2 Por interesse dos próprios escravos Charge de A Semana Ilustrada (1872) .
  23. 23. 3. Através de escolas privadas vocacionais “(...) aprendizagem de jardineiro, cocheiro ou cozinheiro, além de ler, escrever e contar e cozer oferecem-se aos negros ou negras de 8 a 10 anos numa organização da Rua Direita”.
  24. 24. OS ESCRAVOS DO MOSTEIRO DE SÃO BENTO DO RIO DE JANEIRO “O Mosteiro do Rio não esperara para dar escolas a escravos seus, mesmo contrariando o Decreto imperial n. °133- A de 1851, que excluía os escravos mesmo da instrução primária, bem como o Aviso n.°144 de 1864.Assim encontramos escravos no Mosteiro aprendendo a ler já desde a segunda metade do século XVIII e quiçá já antes.” (ROCHA, 1991, p. 86). Vista do canal da Ilha das Cobras e do morro do Mosteiro de São Bento.
  25. 25. A aprendizagem de ofícios para os escravos da religião Carpinteiros Ferreiros Sapateiros Ferradores Oleiros Alfaiates Barbeiros Tecelões Mestres-de-açúcar Arrais Tanoeiros Banqueirosª Barqueiros Correeiros Marceneiros Encadernadores Aguardeiros Serradores Pintores de quadros Pedreiros Canteiros Cirurgiões Praticantes de cirurgia Maquinistas Organistas Boleeiros Pajens Fonte: ROCHA, Mateus Ramalho. O Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro (1590-1990). Rio de Janeiro: Ed. Studio HMF, 1991. ª Encarregados das caldeiras no turno da noite.
  26. 26. A IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO E SÃO BENEDITO DOS HOMENS PRETOS Estandarte da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Foto: Katia Lopes (2011).
  27. 27. Prática social da leitura e da escrita “Nenhum irmão analfabeto poderá exercer cargo algum na administração” (Art. 77 do Regimento Interno da Instituição) Pesquisa de Perses Maria Canellas da Cunha (2004): • Despacho de documentos; • Leitura em voz alta para os demais membros nas reuniões; • Organização de arquivos; • Criação de listagens de objetos.
  28. 28. “ESCOLAS ABOLICIONAISTAS” (DÉCADA DE1880) • Escola Noturna Gratuita da Cancela (“Quilombo da Cancela”) Situada à Rua São Luiz Gonzaga, n.º 39- Sobrado, na freguesia de São Cristóvão Mantida pela “Caixa Libertadora José do Patrocínio” Voltada para as classes da freguesia mais desprovidas da fortuna Ensino que contemplava as matérias básicas da instrução primária Utilização do “Método de Leitura da Cartilha Maternal”, de João de Deus- “Ora mil vezes analfabeto que idiota”.
  29. 29. • Escola do “Club dos Libertos de Nictheroy” Mantida pelo “Club dos Libertos de Nictheroy”, liderado por João Clapp (Confederação Abolicionista) Propósito de disseminação do ativismo político entre os alunos- destaque para a disciplina “Cidadania” Em 1883 possuía 97 alunos- escravos, libertos e negros livres
  30. 30. “Entre todas as associações reunidas á ConfederaçãoAbolicionista, pela sua organisação especial a Caixa Libertadora José do Patrocinio e o Club dos Libertos de Nictheroy mais se sobressahem, já pelo número de pessoas que têm restituído á liberdade, já porque, sustentando escolas nocturnas gratuitas, educam os redimidos”. (Gazeta da Tarde. Anno VI. Rio de Janeiro, 1885. Número 142). ASSOCIAÇÕES ANTIESCRAVISTAS
  31. 31. Associações congregadas na Confederação Abolicionista- 1883 (Província do Rio de Janeiro) • Caixa Abolicionista Joaquim Nabuco • Centro Abolicionista Ferreira de Menezes • Club Abolicionista Gutenberg • Club Abolicionista dos Empregados do Commercio • Club Tiradentes • Libertadora da Escola de Medicina • Libertadora da Escola Militar • Sociedade Brasileira Contra a Escravidão
  32. 32. A EDUCAÇÃO DE FILHOS LIVRES NASCIDOS DE MÃES ESCRAVAS • A Lei do Ventre Livre A Princeza Imperial Regente, em nome de Sua Magestade o Imperador e Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os subditos do Imperio que a Assembléa Geral Decretou e ella Sanccionou a Lei seguinte: Art. 1º Os filhos de mulher escrava que nascerem no Imperio desde a data desta lei, serão considerados de condição livre.
  33. 33. Art. 2º O Governo poderá entregar a associações por elle autorizadas, os filhos das escravas, nascidos desde a data desta lei, que sejam cedidos ou abandonados pelos senhores dellas, ou tirados do poder destes em virtude do art. 1º § 6º. § 1º As ditas associações terão direito aos serviços gratuitos dos menores até a idade de 21 annos completos, e poderão alugar esses serviços, mas serão obrigadas: 1º A criar e tratar os mesmos menores; 2º A constituir para cada um delles um peculio, consistente na quota que para este fim fôr reservada nos respectivos estatutos; 3º A procurar-lhes, findo o tempo de serviço, apropriada collocação. (...) § 3º A disposição deste artigo é applicavel ás casas de expostos, e ás pessoas a quem os Juizes de Orphãos encarregarem da educação dos ditos menores, na falta de associações ou estabelecimentos creados para tal fim.
  34. 34. • A Educação para o trabalho Torna-se uma das bases do compromisso assumido pela elite: a) Assegurar os ritmos intenso de trabalho quando não fosse mais possível manter os escravos “assenzalados”; a) Mudar condutas cotidianas daqueles que fugiam a qualquer instância normativa.
  35. 35. 1- Asylo Agrícola Santa Isabel (Província do Rio de Janeiro) 2- Asylo Agrícola da Fazenda Normal (Município Neutro) 3- Colonia Orphanologica Isabel (Província de Pernambuco) 4- Colonia Orphanologica Christina (Província do Ceará) 5- Colonia Orphanologica Blaziana ( Província de Goiás) 6- Estabelecimento Rural São Pedro de Alcantara (Província do Piauí) 7- Escola Agrícola São Bento de Lajes (Província da Bahia) • Formação de caráter prático aliada à instrução elementar
  36. 36. Solar da Imperatriz (Asylo Agrícola da Fazenda Normal)
  37. 37. UMA ESCOLA MODELO PARA O POVO “Dom Pedro II tanto reconheceu e avalia as vantagens da instrução pública, que procura difundi-las por todos os meios, fazendo-as chegar as mais remotas paragens, e descer as classes mais ínfimas, e, ao passo que em todos pensa, auxiliando todos os talentos e protegendo todas as empresas úteis, reserva para si a maior simplicidade e modéstia. (...) Como os Médici, abriga em seus palácios convívios de sábios, oficinas de artistas, e escolas para o povo.” (ALMEIDA, 1886) Novo prédio da Escola da Imperial Quinta da Boa Vista (1882) Fonte: Foto- Katia Lopes (2011)
  38. 38. • Uma escola de muitos nomes 1. Escola de Primeiras Letras 2. Escola de Primeiras Letras Diurna Noturna da Imperial Quinta da Boa Vista 3. Escola Mixta da Imperial Quinta da Boa Vista
  39. 39. • As fontes primárias
  40. 40. • Documentos fundamentais- “Livro dos Visitantes da Escola Mixta”
  41. 41. A CARTA DE MESTRE SABINO “Levo ao conhecimento de V. [ilegível] que muitos individuos empregados e residentes nesta Imperial Quinta, e ultimamente emancipados do estado servil, têm –se apresentado pára serem admittidos ás lições nocturnas, d’entre os quais muitos são da Escola de Musica desta Imperial Quinta. Parecendo-me não haver inconveniente algum para taes admissões, os tenho matriculado, o que tem feito subir o numero dos que actualmente frequentam as lições nocturnas.[ilegível] submetto ao [ilegível] parecer de V.Exa este meu procedimento, que estou pronpto a reparar, se V. Exa o não approvar. Pelo [ilegível] futuro mappa trimestral terei a lisura de apresentar á V. Exa o mesmo, e os nomes de todos elles”. (AGP- Arquivo 37, 4ª Gaveta, Pasta 488).
  42. 42. LISTA NOMINATIVA 1. Manoel Ignacio del [ilegível] – Não é analfabeto. 2. João de [ilegível] Carim- Não é analfabeto. 3. Pedro Maria de Andrade 4. Candido Thomas da Silva- Não é analfabeto. 5. José Custodio de Sant’Anna 6. Candido José Feliciano- Não é analfabeto. 7. Jorge de Jesus- Analfabeto 8. João Baptista- Analfabeto 9. João Luis da Cruz- Não é analfabeto. 10. [ilegível] Ignacio da Gloria- Não é analfabeto. 11. Manoel Eugenio da Costa- Não é analfabeto. 12. José Vieira de Aguiar- Não é analfabeto.
  43. 43. PALAVRAS DE UM VIAJANTE • “É possível que algumas ocasiões eu haja comentado com demasia liberdade alguns fatos, mas não cheguei a torcer nem um único deles. Não esqueci também que as superstições sul-americanas foram outrora comuns e que sua rejeição pelos nossos ancestrais não data de muito tempo. O mundo é ainda uma escola de primeiras letras. Das raças e nações que a cursam algumas já passaram pela cartilha do conhecimento, sendo absolutamente certo que jamais frequentarão juntas a mesma classe, de religião, artes, ciências ou organização política. O dogma da uniformidade é contrário à lei orgânica da diversidade”. (Thomas Ewbank. Vida no Brasil. Itatiaia: Edusp, 1976)

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