Dom Casmurro

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Trabalho acadêmico sobre a obra de Dom Casmurro.

Autor: Machado de Assis

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Dom Casmurro

  1. 1. ACADÊMICOS Alexandre Dourado Sheila Magalhães Juliete Fadoul Leila Carla
  2. 2. Realismo O período realista marca a consolidação de uma mentalidade burguesa na Europa, época marcada também por amplos movimentos sociais que não aceitavam essa hegemonia social. A predominância desta época é a do DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO e da INDUSTRIALIZAÇÃO, refletindo as profundas transformações econômicas, políticas, sociais e culturais do período. A literatura deste período é marcada pela busca da OBJETIVIDADE, CRENÇA NA RAZÃO e PREOCUPAÇÕES SOCIOPOLÍTICAS. Descobrindo o cotidiano, os escritores realistas apresentam seus heróis (ou anti-heróis) como homens comuns, com problemas comuns, semelhantes aos vividos pelo público leitor deste novo período histórico.
  3. 3. A OBRA  Publicado pela primeira vez em 1899, Dom Casmurro é uma das grandes obras de Machado de Assis;  Esse romance causa intricadas e acirradas polêmicas há cerca de um século;  Dentre as obras do autor, é a considerada mais feliz, mais enigmática, mais rica;  Confirma o olhar certeiro e crítico que o autor estendia sobre a sociedade brasileira;
  4. 4. FOCO INDUÇÃO
  5. 5. Personagens Principais Bentinho – Bento Santiago, o narrador-personagem que conta suas memórias; membro da elite carioca do século XIX;  Capitu – Capitolina, grande amor de Bentinho, personagem de origem pobre, mas independente e avançada; Escobar – melhor amigo de bentinho, a quem conheceu quando estudaram juntos no seminário.
  6. 6. SINOPSE Dom Casmurro é um romance narrado em primeira pessoa por Bentinho que conta sua própria história, a partir de um flashback da velhice para a adolescência. Apelidado ‘Dom Casmurro’ por viver recluso e solitário, conta fatos de sua infância na casa da mãe, D. Glória, e também passagens de sua vida adulta ao lado de Capitu, que suspeitava ser adúltera. Órfão de pai, cresceu num ambiente familiar muito carinhoso, recebendo todo o cuidado de tia Justina, tio Cosme, José Dias, empregado da família, e da mãe, D. Glória, que o destinara a vida sacerdotal. Entretanto, Bentinho não quer ser Padre – namora a vizinha Capitu, e quer se casar com ela. D. Glória presa a uma promessa que fizera, aceita a idéia inteligente de Escobar, colega de Bentinho da época de seminário, a enviar um substituto ao seminário para ser ordenado no lugar de Bentinho. Livre do sacerdócio, o moço se forma em direito e acaba se casando mesmo com Capitu. A vida segue seu curso. Nasce-lhe um filho, Ezequiel. Escobar morre e, durante o seu enterro, Bentinho começa achar Capitu estranha: surpreende-a contemplando o cadáver de uma forma que ele interpreta como apaixonada. A partir do episódio, Bentinho se consome em ciúmes e tem uma crise no casamento . Ezequiel se torna cada vez mais parecido com Escobar, que precipita em Bentinho a certeza de que ele não é seu filho. Em consequência disso, o casal se separa. Capitu e Ezequiel vão para a Europa. Algum tempo depois ela morre. Já moço, Ezequiel volta ao Brasil para visitar o pai, que constata a semelhança entre o filho e o antigo colega de seminário. Ezequiel morre no estrangeiro . Bentinho, cada vez mais fechado em sua dúvida, ganha o apelido de “Dom Casmurro” e se põe a escrever o livro de sua vida.
  7. 7. CARACTERÍSTICAS DO AUTOR ENCONTRADAS NA OBRA A ironia “Foi dos últimos que usaram presilhas No Rio de Janeiro, e talvez neste mundo.” (cap. V p, 11) “Raramente a besta deixava de mostrar por um gesto que acabava de receber o mundo” (cap. VI, p, 15)
  8. 8. Valores Sociais “(...) Sua Majestade pedindo, mamãe cede” (cap, XXIX.) “(...) bem, uma vez que não perdeu a idéia de o fazer padre, tem-se ganho o principal. Bentinho há de satisfazer os desejos de sua mãe. E depois a igreja brasileira tem altos destinos. Não esqueçamos que um Bispo presidiu a Constituinte, e que o Padre Feijó governou o Império”... (cap. III)
  9. 9. Dúvida/Metáfora “Escobar morre e, durante o seu enterro, Bentinho começa a achar Capitu estranha: surpreende-a contemplando o cadáver de uma forma que ele interpreta como apaixonada” (cap CXXII.) “(...) A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas” (cap.CXXIII).
  10. 10. Materialismo “Escobar observou que, pelo lado econômico, a questão era fácil; minha mãe gastaria o mesmo que comigo, e um órfão não precisaria grandes comodidades. Citou a soma dos aluguéis das casas, 1:070$000, além dos escravos” (cap. XCVI).
  11. 11. Fraqueza de Personagens “(...) De caminho, pediu-me que, se acaso fosse a Roma, jurasse que no fim de seis meses estaria de volta. -Juro. -Por Deus? -Por Deus (...)” (cap. XCVI) “(...) Sua mãe fez promessa a Deus de lhe dar um sacerdote, não é? Pois bem, dê-lhe um sacerdote que não seja você. Ela pode muito bem tomar a si algum mocinho órfão, fazê-lo ordenar à sua custa, está dado um padre ao altar, sem que você...” (cap, XCVI.)
  12. 12. Indução ao Leitor “(...)Ezequiel se torna cada vez mais parecido com Escobar “(...) “Já moço, Ezequiel volta ao Brasil para visitar o pai, que constata a semelhança entre o filho e o amigo de seminário” (cap. CXLV)
  13. 13. “Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma.” (cap, CXXIII). “(...) No meio dela Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas...” (cap. CXXIII).
  14. 14. “As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou as carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve que os olhos de Capitu fitaram os do defunto quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã” (cap. CXXIII).
  15. 15. Dúvida Afinal... Capitu traiu ou não Bentinho? Existiu ou não um triângulo amoroso?
  16. 16. Não! Eu acho que apesar do amor que tinha por Capitu, Bentinho tinha uma visão preconceituosa da amada devido a sua condição social, mais baixa que a dele.
  17. 17. Para mim, Capitu nunca traiu Bentinho. Tudo não passou de paranóia de sua cabeça. Bentinho sempre se mostrou um ser fraco e manipulável, incapaz de conduzir sua vida sozinho. Por isso não teve estrutura psicológica para assumir uma família e daí pirou.
  18. 18. Apesar do ciúme que era explícito em Bentinho, acredito que Capitu o traiu, percebi isso juntando os comentários de José Dias sobre o comportamento dela e também pelo jeito dissimulado que a acompanhava desde a infância.
  19. 19. Acho que sim, porque no inicio do casamento eles sempre tentavam um filho e nunca conseguiam. Teve uma vez que o Bentinho queria ir ao teatro e ela disse que estava passando mal. Ele decidiu voltar mais cedo para casa e encontra o amigo Escobar a sós com a esposa. Outra, o filhinho Ezequiel era a cara do Escobar, no livro conta que mais tarde quando Bentinho e Ezequiel se encontraram o rapaz era a cara do Escobar até o mesmo jeito ele tinha. Beleza?
  20. 20. CONCLUSÃO Machado de Assis conseguiu, com maestria, por meio do narrador-personagem Bentinho, deixar a cargo do leitor o julgamento sobre ter havido ou não a traição de Capitu com seu amigo de seminário, Escobar, tema central da obra Dom Casmurro. Durante a narrativa, ele apresenta provas e, em seguida, contraprovas do adultério. Ora ele influência o leitor a culpar Capitu e, no momento seguinte, inocentá-la. Analisando-se as tais provas e contraprovas, pode-se opinar a favor ou contra a existência do adultério, ou ainda, permanecer na indecifrável dúvida.

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