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FACIB – FACULDADE DA IBIAPABA
FAEDI – FUNDAÇÃO ASSITECIAL, CULTURAL E EDUCACIONAL DA
IBIAPABA.
A LEITURA NA 3ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL.
ALESSANDRO EMILIANO DE ARAÚJO
CAMPOS SALES - CE
2006.
FACIB – FACULDADE DA IBIAPABA
FAEDI – FUNDAÇÃO ASSITECIAL, CULTURAL E EDUCACIONAL DA
IBIAPABA.
A LEITURA NA 3ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL.
ALESSANDRO EMILIANO DE ARAÚJO
Trabalho de conclusão de curso de pedagogia para obtenção
de título de graduação do curso de pedagogia, apresentado à
banca examinadora, como exigência parcial da disciplina, da
Faculdade da Ibiapaba, sob orientação da Profª Esp. Cássia
Melo.
Campos Sales – CE
2006.
1ª Examinadora
___________________________________________
Professora Orientadora
2ª Examinadora
____________________________________________
Professor Formador
3ª Examinadora
_____________________________________________
Professor Formador
Aprovado em 08/10/2006
Agradecimentos
Agradecemos as pessoas que nos apoiaram nessa caminhada,
principalmente a nossos pais que nunca deixaram de nos
incentivar, a minha esposa que nos deu auxílio e força e a nossos
professores que sempre nos deram uma imagem a quem seguir.
Dedico este trabalho àqueles que acreditam que o mundo é
construído com o fruto do sonho de crianças que pensam em
mudá-lo de conseguem.
“Meu papel é apoiar cada adolescente e ajuda-lo a se tornar
um cidadão, com senso crítico, interesse pela leitura e
capacidade para atuar em sua própria história”.
Arnaldo Aparecido Tiozzo, Filósofo e Educador.
7
Sumário
I. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 8
II. DO CONTEÚDO............................................................................................................................ 9
1. Conceito de leitura ...................................................................................................................... 9
2. A leitura num âmbito nacional.................................................................................................. 11
3. A ponte entre a escrita e a interpretação.................................................................................... 12
4. Habilidades e estratégias de leitura ........................................................................................... 14
5. A leitura na escola..................................................................................................................... 15
5.1. A importância das fábulas................................................................................................. 16
5.2. Do livro ao recital.............................................................................................................. 16
5.3. Aprender a fazer fazendo .................................................................................................. 17
6. Da leitura sistemática e assistemática ....................................................................................... 18
III. Conclusão.................................................................................................................................. 19
IV. Referências Bibliográficas ........................................................................................................ 20
8
I. INTRODUÇÃO
Tentaremos nessa monografia formular conceitos, inserir o que já foi dito e criar
perguntas indagando sempre a leitura como centro do conhecimento de mundo. Que
precisamos ler para viver bem.
Seu relato trata de muitos autores e formas de ver a leitura, mais o enfoque é na
verdade a leitura na escola, como devemos trata-la, como ela nos serve para que nossos alunos
vejam o mundo, o que devemos fazer após sairmos da escola? Essas e outras perguntas
daremos como embasamento a esse roteiro, queremos que quem a leia, perceba a importância
da leitura na escola e na vida de cada criança e o que o professor ao poda-la desse
conhecimento pode fazer com a mesma.
9
II. DO CONTEÚDO
1. Conceito de leitura
As inúmeras concepções vigentes de leitura, grosso modo, podem ser sintetizadas em
duas caracterizações.
1.1. Como uma decodificação mecânica de signos linguísticos, partir de aprendizado
estabelecido a partir do condicionamento estímulo-resposta (perspectiva behaviorista-
skinneriana).
1.2. Como um processo de compreensão abrangente, cuja dinâmica envolve componentes
sensoriais, emocionais, fisiológicos, neurológicos, culturais, econômicos e políticos
(perspectiva cognitivo-sociológica).
Em outras palavras, a primeira concepção, também chamada estrutural, volta-se para
a leitura oral da palavra, isto é, a decodificação sonora da palavra escrita. A leitura seria um
processo mediado pela compreensão oral, ou seja, o leitor produziria, em resposta ao texto,
sons da fala ou movimentos internos correspondentes, e é essa resposta-estímulo que é
associada ao significado, como afirma ABREU (2000, p.7).
A decodificação se dá num processo onde o leitor lê, porém não compreende, ele lê e
dá certa entonação, porém o significante daquela leitura não é incorporado, isto é, não é
compreendido.
Vê-se um signo japonês não se leria, pois ele não tem significado para você, nem o
símbolo nem o som deste signo. Então por consequência não haverá leitura se não houver
entendimento. Para que haja leitura é preciso que o leitor não apenas decodifique, mas
também compreenda o significado da sua leitura. É preciso que este traga para o texto seus
conhecimentos e interaja com ele. Como afirma SILVA (1987, p.70):
“Um documento escrito, quando simbólico, tem a capacidade de
evocar uma multiplicidade de significados ao ser confrontado por diferentes
leitores ou por diferentes leituras. A abertura do leitor para esse documento,
em si, contendo uma constelação de possibilidades de significação, exige um
trabalho interpretativo no sentido de destacar aqueles aspectos que serão
apropriados pela compreensão”.
10
A visão cognitivo-sociológica tem grandes autores que a defendem entre eles Lajolo,
Soares e Paulo Freire, essa visão reza que a concepção psico-interacionísta dita que leitura é
um processo que envolve uma percepção exata, detalhada e sequencial com identificação
progressista de letras, sílabas, palavras, preposições entre outras, ao que Freire conceitua:
“A leitura do mundo procede à leitura da palavra, daí que a posterior
leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele.
Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto
a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção dês relações entre o
texto e o contexto”.
(Paulo Freire, 1982. p. 11-12).
Nesta concepção, ler significa o diálogo entre o leitor e o objeto lido. Esse diálogo é
referenciado por um tempo e um espaço (ABREU, 2000. p. 9), ler significa ler o mundo, dar
sentido a ele e a nós mesmos num contexto, num tripé, leitor-meio-leitura.
11
2. A leitura num âmbito nacional
“A leitura, por um lado, nos fornece a matéria-prima para a escrita, o que escrever.
Por outro, contribui para a constituição de modelos, como escrever”. (PCN Português, p. 53)
A leitura é o principal pré-requisito para um bom escritor. Não se pode escrever, seja
um romance, uma crônica ou um artigo científico sem que saibamos ler e compreendamos o
que se lê. Sem que tenhamos um bom vocabulário intrínseco ao seu ser, e isso só se consegue
se tivermos o habito constante da leitura.
Lê-se com frequência, esse hábito fará inconscientemente que se escreva
ortograficamente e sintaticamente falando, corretamente. Quando se lê seguramente saber-se-
á escrever corretamente, também, o que escrever e este fato ou aquele ato corresponde a este
ou aquele assunto, saber-se-á escrever o assunto com embasamento proveniente daquela
leitura feita, não necessariamente momentos antes do ato de escrever, inclusive.
A leitura na escola tem sido fundamentalmente, um objeto de ensino. Para que
tornemo-la em aprendizagem é necessário que o aluno tenha em suas mãos também textos de
diferentes tipos, pois o aluno não deve ler só porque o professor pediu ou porque está no livro
didático, mais porque são leitores proficientes, eficazes e gostam, principalmente, porque
gostam de ler. “Esta é a mais importante estratégia didática para a prática de leitura, o
trabalho com a diversidade textual” (PCN Português, p. 55).
12
3. A ponte entre a escrita e a interpretação
A ponte entre a escrita e a interpretação, presente na nossa vida desde a infância, a
leitura vem hoje com uma nova roupagem, ela ajuda a expressar-se bem, no nosso cotidiano,
mais comumente apenas os educadores além de alguns poucos profissionais de outras áreas se
preocupam com o hábito de leitura por prazer. Quando se lê, é porque temos obrigação de
fazê-lo.
A leitura deve ser espontânea desde muito cedo cultivada, porém não ser imposta,
pois esse tipo só vale enquanto os alunos estão alunos, quando deixam esta condição não leem
mais de modo algum, pois não se formou este hábito e não serão nunca leitores de coisa
alguma, pois nada os interessam leitura os chateia etc.
Na escola a leitura deve ser incentivada com diversos tipos textuais, e com sua
serventia, pois não quero nada que não sirva.
Tratamos, diferentemente o presente do passado, de uma leitura de mundo, antes
(séc. XVIII e XIX) a leitura era contextualizada como o ato de decifrar o nosso código
estrangeiro, mas basicamente o ato de decifrar um código, hoje esse conceito já não é mais
válido, temos o conceito que ler é entender o que decifrou e tomar um atitude quanto ao
contexto entendido, posicionando-se de um lado ou outro da controvérsia.
Devemos saber posicionarmo-nos ante a uma dificuldade e hoje a maior dificuldade
é na verdade entender como se processa a leitura e o entendimento desta.
“Porque uma criança entende 5 como cinco e outra como five, sendo de
língua inglesa, e a palavra casa só é entendida por uma criança de língua
‘brasileira’ ou no máximo portuguesa”.
(Emilia Ferreiro, 2001)
Como podemos montar projetos e construir plataformas de trabalho mirabolantes se
não sabemos se quer como se processa na mente de uma criança esse entendimento da
construção da escrita e consequentemente a leitura propriamente dita? É válido afirmar que
como a maneira de se aprender a fazer é fazendo, devemos incentivar leitura desde o primeiro
instante na alfabetização, para que ela crie o hábito da leitura espontaneamente.
A leitura que pretendemos tratar, na terceira série, é uma leitura mais desenvolvida,
feita e compreendida pelo próprio aluno, mais ainda, deve se espontânea e livre, inclusive a
13
escolha do próprio material de leitura, que deve ficar disponível em um lugar ao alcance de
todos os interessados.
A arrumação desse local pode ter um jeito todo especial. Indicações mais comuns são
que estejam, por exemplo, num cesto no chão aqueles que servem principalmente ao
alfabetizando e numa prateleira os demais, sendo que o arranjo seja feito de maneira tal que
aquele tipo de livro esteja a uma altura visual adequada à idade que o procure, para que o
aluno se interesse também pelo livro que está a sua frente e não tenha que procurar acima ou
abaixo do seu campo visual que pode se tornar uma desculpa àqueles alunos menos
espontâneos e propensos a leitura.
14
4. Habilidades e estratégias de leitura
Segundo Kleiman (1993, p. 65/66) há dois tipos de estratégias usadas na leitura, às
cognitivas, que são inconscientes, e as meta cognitivas, que são conscientes e podem ser
trabalhadas.
Habilidades são destrezas, automatismos realizados sem nenhuma reflexão, portanto
inconscientes e devemos desenvolvê-las no dia-a-dia, em contato com a leitura de maneira
direta, objetiva e persiste, pois só a prática leva a perfeição, ou aquisição desta capacidade.
Enquanto que, as estratégias meta cognitivas podem ser trabalhadas, e compreendem:
a capacidade de estabelecer objetivos para a leitura; e a capacidade de monitorar a
compreensão. Essas estratégias são necessárias para a prática escolar, pois é preciso que
tenhamos um objetivo para que nossa leitura seja eficaz e tenha algum sentido concreto.
Para uma leitura prazerosa é de suma importância que esta não tenha objetivos
complexos, apenas o de concluir a leitura, e a cobrança sobre o tema não deve ocorrer, lê-se
apenas por ler, essa é a meta.
Tendo a leitura como hábito, desenvolvemos as habilidades e estratégias necessárias
à leitura, e aperfeiçoamos as estratégias meta cognitivas proeminentes da leitura habitual.
Neste ínterim, temos que, uma coisa leva a outra e forma-se um círculo, onde quem
lê muito, lê melhor e que lê melhor gosta de ler e lê muito.
A união dessas estratégias e habilidades geram um leitor crítico que lê e compreende
o que leu, não apenas decifra códigos e alienasse ao que escreve seja verdade ou não. O leitor
com características provindas da habilidade ligada ao hábito tem uma consciência do que lê e
isso o faz um cidadão melhor, mais preocupado com a comunidade e não um mero cidadino
que decifra mal-e-mal um código linguístico ao qual foi inserido em sua mente às custas da
decoreba.
15
5. A leitura na escola
A leitura é uma das coisas que mais interessam e importam na vida de qualquer
pessoa, mais isso não se restringe só na sua convivência. É por isso que precisamos
exaustivamente tocar nesta tecla, ‘a leitura na escola’, esta é essencial, pois sem ela não
conseguimos mudar o mundo, se quer conseguimos lê-lo adequadamente.
Na escola vemos muitos tipos de leitura mais às vezes não nos influenciamos
adequadamente por nenhuma leitura específica. Deveríamos ter o apoio incondicional de pais
e mestres para o nosso desenvolvimento integral, inclusive como bons admiradores de
poemas, músicas e coisas do gênero.
Temos contato com propagandas, rótulos, livros, jornais e outra gama de títulos ao
nosso dispor, porem isso fica na escola, dever-se-ia haver uma prática de leitura, onde todos
tivessem obrigação de gostar de ler, tivessem a obrigação de ler em casa como hobby, porém
essa prática é cada vez mais do RICO e para o POBRE fica ler na escola apenas o livro
didático e quando sair dela fechar os olhos para o mundo que nos rodeia, essa importância fica
jogada na primeira l ata de lixo que encontramos depois que saímos da 1ª série do ensino
fundamental ou quase ali.
É de suma importância para o desenvolvimento social e intelectual de cada um ter
acesso à prática de leitura, ela condiciona o aluno a ter desenvoltura e acesso melhorado ao
mundo letrado, pois se isso não ocorre o aluno fica por fora da comunidade como ser social
ele fica restrito a serviços de baixo salário e será marginalizado, sua família não terá um
melhor acesso que ele e assim sucessivamente formando um círculo vicioso, onde quem
manda é a comunicação e se você não consegue ler as entrelinhas certamente estará à margem
da sociedade. O contrário também acontece, se você conseguir estudar melhor terá um melhor
emprego, dará uma vida melhor a seus descendentes que estudarão melhor e terão empregos
melhores. Tudo se processa em torno do estudar e a leitura de mundo é na verdade a grande
mola mestra nessa imensa máquina chamada saber.
16
5.1. A importância das fábulas
Uma parte interessante da leitura é a leitura de fábulas, essas fábulas trazem sempre
em seu contexto um problema social de nosso meio, não é apenas uma história engraçada que
as crianças gostam de ouvir.
A professora Maria Margarida Simões se fez à pergunta: “por que é necessário saber
ler e escrever bem nossa língua?” Para trabalhar seu projeto escolhido para professor nota 10,
Victor Civita 2000. Nesse projeto, Todo homem deve respeitar outro homem, ela fez da
leitura da fábula uma verdadeira aula de cidadania. Nela os alunos viram a importância sócio-
cultural de uma fábula, seu contexto social e etc. inclusive sendo capazes de confeccionar sua
própria fábula, a partir de um tema comum, a dengue.
Esse tipo de trabalho com os alunos proporciona uma interação aluno-sociedade, pois
este procura o motivo par a seu trabalho pesquisando e consultando, interagindo com a
comunidade em que vive. E dessa forma forma-se um cidadão que consegue solucionar
problemas comuns a toda a sua comunidade, ele consegue escrever sua própria história.
5.2. Do livro ao recital
“Ouvir histórias, para depois escreve-las e declama-las, é um ótimo jeito de melhorar
a leitura e a oralidade”. (Heloísa Cerri Ramos, 2001).
Num trabalho com os alunos que não gostavam de ler e tinham dificuldades em se
expressar, ela montou um projeto de leitura e conseguiu não só em sua escola, mas mobilizou
outras três e com a ajuda de fundação vale do Rio Doce conseguiu expor em praça pública
para toda a comunidade, entusiasmada com e evento, a leitura de versos (declamação).
Participaram entusiastas de todas daquelas escolas envolvidas, nas séries de alfabetização, 1ª e
2ª séries do ensino fundamental. “Conseguimos movimentar a cidade e promover o contato
com a arte”, festeja Luciana Farias Cezar, professora envolvida no projeto.
Outro caso também, é o trabalho de contos. Os alunos envolvem-se, melhoram a
leitura e valorizam, as histórias contadas por seus pais, que até então eram tratadas como
mentira e histórias de Troncoso. Esse trabalho leva ao interesse pelos processos mais antigos
17
de passagem de cultura. Essa quando ainda não havia escrita era passada exatamente dessa
forma, contando-se histórias a beira de uma fogueira, de pai para filho.
Vemos nos dois casos que o envolvimento do aluno com a comunidade é muito
importante para ele, e para o processo de aprendizagem, principalmente da cultura popular da
qual ele provém. Vendo os mais velhos, seu artesanato, suas histórias e sua cultura os alunos
melhoram consideravelmente o seu próprio entendimento sobre cultura, cidadania e outros
conceitos básicos que eles devem ter, além, de melhorar sua leitura e expressão corporal
provenientes da declamação tanto do poema como da lenda que ele conta.
5.3. Aprender a fazer fazendo
“Se a leitura não é um ato de comunicação imediata, é, certamente, um objeto de
partilhamento”. (Pennac – 1995).
Devemos ver a leitura como um ato onde alguém escrever algo há muito tempo e
agora nos está servindo, pois estava escrita em algum lugar, e podemos lê-la agora. E ser não
nos servir um artigo ‘X’ de algo que não nos serve em nada, é no mínimo um objeto de
compartilhamento do saber de quem o escreveu com quem está lendo.
Nós devemos adquirir o hábito da leitura por prazer, devemos ler corretamente com
entonação e correção gramatical e ortográfica, mais para isso é necessário que haja a leitura
constante, pois se não se lê, não saberá ler com correção, e se não lê com correção não lerá em
público e terá preguiça de ler em voz baixa ou mesmo silenciosamente. Só se aprende a ler,
lendo.
A leitura prazerosa deve incluir variação de fontes, devemos ler tudo desde bula de
remédio até outdoors, de jornais e poemas e livros de histórias a romances.
Para o professor é importante incutir no aluno o senso da prática de leitura. Para isso
devemos formar nele o prazer de ler por ler, por que devo lê-lo? Essa pergunta é a mais
frequente, sinal do mau costume, ler não é passatempo predileto da maioria da população
brasileira.
18
6. Da leitura sistemática e assistemática
Na pesquisa de campo realizada na Escola de Ensino Infantil e Fundamental Manoel
Bezerra Fortaleza, no distrito de Quixariú, Campos Sales-Ce, os alunos demonstraram
insegurança proveniente dos anos anteriores. Estes, não sabem ler com desenvoltura, porém já
conhecem o básico da leitura.
Sabem ler palavras de sílabas simples, porém sílabas complexas e sons nasalados não
conseguem ler corretamente.
Percebe-se que isto é proveniente de um pouco de medo e vergonha do erro,
características adquiridas anteriormente e que ainda não foram dispersas pelos alunos.
Parte da turma é concentrada, outra parte fica dispersa com conversas paralelas
mesmo com incentivos e chamadas para participar vindas da professora.
Esta utiliza-se de técnicas vistas nesse trabalho, tais como: associar palavras com a
sua vivência, pedir aos próprios alunos para falarem as palavras para formar um texto etc.
A turma leu uma receita, texto escolhido por ela parta a leitura do dia, este foi
trabalhado oralmente, individual e coletivamente, no fim todos participaram da leitura
programada.
Os alunos pouco leem na escola, em casa vê-se que mesmo com a ajuda dos livros
que recebem de programas escolares do governo federal e empréstimos provenientes da
biblioteca escolar os alunos mesmo assim não se interessam em ler.
Por mais errado que seja os alunos só leem se estiverem na sala de leitura ou
diretamente na sala de aula.
A pesquisa que foi feita dos vinte alunos que estavam presentes e receberam como
tarefas de casa ler um livro da biblioteca não o fizeram deixaram o exercício da leitura sem
fazer, por que simplesmente não têm esse costume.
19
III. Conclusão
Esse trabalho serviu para mostrar o quanto nós ainda temos que trabalhar em cima do
tema leitura na escola e principalmente leitura em casa, pois essa é necessariamente a mais
urgente. Tendo alunos que gostem de ler teremos com certeza cidadãos que sabem mudar o
mundo em que vivem e essa deve ser a grande meta a ser alcançada por nós que fazemos à
educação no Brasil.
Nós temos hoje um alunado deficiente e que não gosta de ler. O que teremos,
perguntamos, se esses mesmos alunos se tornarem cidadinos que engolem tudo calado da
maneira que os governantes quiserem? O que será do nosso Brasil se o jovem que é o futuro,
não souber ler o seu mundo e a corrupção tomar de tudo?
20
IV. Referências Bibliográficas
ABREU, Maria Socorro Brito et al. Leitura e Produções de Textos I. Curso de licenciatura
plena do ensino fundamental. Crato, CE, 2000 p. 7/9.
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA REDE PÚBLICA, 2ª fase,
português vol. 1. Fortaleza, CE. Ed. Fundação Demócrito Rocha. 201, p. 2/5.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: coleção Polêmicas do nosso tempo . São Paulo:
Cortez, 1982.
NOVA ESCOLA. Do livro ao recital. São Paulo, SP. Ed. Abril. Jun. /Jul. 2001. p.13/15;
38/39; ed. Especial, Parâmetros Curriculares Nacionais, Fáceis de entender PCN. Idem
Jan./2000.
PCN Língua Portuguesa, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília. 1997. p. 53/55.
PENNAC, Daniel. Como um romance, Rio de Janeiro: Ricco, 1995.
SILVA, Ezequiel T. O ato de ler: Fundamentos psicológicos para uma nova Pedagogia da
leitura. São Paulo: Cortez, 1987.
SIMOES, Maria Margarida. Fábulas levadas a sério. Nova Escola out./2000. São Paulo, SP.
Ed. Abril. p. 73.

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  • 1. FACIB – FACULDADE DA IBIAPABA FAEDI – FUNDAÇÃO ASSITECIAL, CULTURAL E EDUCACIONAL DA IBIAPABA. A LEITURA NA 3ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL. ALESSANDRO EMILIANO DE ARAÚJO CAMPOS SALES - CE 2006.
  • 2. FACIB – FACULDADE DA IBIAPABA FAEDI – FUNDAÇÃO ASSITECIAL, CULTURAL E EDUCACIONAL DA IBIAPABA. A LEITURA NA 3ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL. ALESSANDRO EMILIANO DE ARAÚJO Trabalho de conclusão de curso de pedagogia para obtenção de título de graduação do curso de pedagogia, apresentado à banca examinadora, como exigência parcial da disciplina, da Faculdade da Ibiapaba, sob orientação da Profª Esp. Cássia Melo. Campos Sales – CE 2006.
  • 3. 1ª Examinadora ___________________________________________ Professora Orientadora 2ª Examinadora ____________________________________________ Professor Formador 3ª Examinadora _____________________________________________ Professor Formador Aprovado em 08/10/2006
  • 4. Agradecimentos Agradecemos as pessoas que nos apoiaram nessa caminhada, principalmente a nossos pais que nunca deixaram de nos incentivar, a minha esposa que nos deu auxílio e força e a nossos professores que sempre nos deram uma imagem a quem seguir.
  • 5. Dedico este trabalho àqueles que acreditam que o mundo é construído com o fruto do sonho de crianças que pensam em mudá-lo de conseguem.
  • 6. “Meu papel é apoiar cada adolescente e ajuda-lo a se tornar um cidadão, com senso crítico, interesse pela leitura e capacidade para atuar em sua própria história”. Arnaldo Aparecido Tiozzo, Filósofo e Educador.
  • 7. 7 Sumário I. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 8 II. DO CONTEÚDO............................................................................................................................ 9 1. Conceito de leitura ...................................................................................................................... 9 2. A leitura num âmbito nacional.................................................................................................. 11 3. A ponte entre a escrita e a interpretação.................................................................................... 12 4. Habilidades e estratégias de leitura ........................................................................................... 14 5. A leitura na escola..................................................................................................................... 15 5.1. A importância das fábulas................................................................................................. 16 5.2. Do livro ao recital.............................................................................................................. 16 5.3. Aprender a fazer fazendo .................................................................................................. 17 6. Da leitura sistemática e assistemática ....................................................................................... 18 III. Conclusão.................................................................................................................................. 19 IV. Referências Bibliográficas ........................................................................................................ 20
  • 8. 8 I. INTRODUÇÃO Tentaremos nessa monografia formular conceitos, inserir o que já foi dito e criar perguntas indagando sempre a leitura como centro do conhecimento de mundo. Que precisamos ler para viver bem. Seu relato trata de muitos autores e formas de ver a leitura, mais o enfoque é na verdade a leitura na escola, como devemos trata-la, como ela nos serve para que nossos alunos vejam o mundo, o que devemos fazer após sairmos da escola? Essas e outras perguntas daremos como embasamento a esse roteiro, queremos que quem a leia, perceba a importância da leitura na escola e na vida de cada criança e o que o professor ao poda-la desse conhecimento pode fazer com a mesma.
  • 9. 9 II. DO CONTEÚDO 1. Conceito de leitura As inúmeras concepções vigentes de leitura, grosso modo, podem ser sintetizadas em duas caracterizações. 1.1. Como uma decodificação mecânica de signos linguísticos, partir de aprendizado estabelecido a partir do condicionamento estímulo-resposta (perspectiva behaviorista- skinneriana). 1.2. Como um processo de compreensão abrangente, cuja dinâmica envolve componentes sensoriais, emocionais, fisiológicos, neurológicos, culturais, econômicos e políticos (perspectiva cognitivo-sociológica). Em outras palavras, a primeira concepção, também chamada estrutural, volta-se para a leitura oral da palavra, isto é, a decodificação sonora da palavra escrita. A leitura seria um processo mediado pela compreensão oral, ou seja, o leitor produziria, em resposta ao texto, sons da fala ou movimentos internos correspondentes, e é essa resposta-estímulo que é associada ao significado, como afirma ABREU (2000, p.7). A decodificação se dá num processo onde o leitor lê, porém não compreende, ele lê e dá certa entonação, porém o significante daquela leitura não é incorporado, isto é, não é compreendido. Vê-se um signo japonês não se leria, pois ele não tem significado para você, nem o símbolo nem o som deste signo. Então por consequência não haverá leitura se não houver entendimento. Para que haja leitura é preciso que o leitor não apenas decodifique, mas também compreenda o significado da sua leitura. É preciso que este traga para o texto seus conhecimentos e interaja com ele. Como afirma SILVA (1987, p.70): “Um documento escrito, quando simbólico, tem a capacidade de evocar uma multiplicidade de significados ao ser confrontado por diferentes leitores ou por diferentes leituras. A abertura do leitor para esse documento, em si, contendo uma constelação de possibilidades de significação, exige um trabalho interpretativo no sentido de destacar aqueles aspectos que serão apropriados pela compreensão”.
  • 10. 10 A visão cognitivo-sociológica tem grandes autores que a defendem entre eles Lajolo, Soares e Paulo Freire, essa visão reza que a concepção psico-interacionísta dita que leitura é um processo que envolve uma percepção exata, detalhada e sequencial com identificação progressista de letras, sílabas, palavras, preposições entre outras, ao que Freire conceitua: “A leitura do mundo procede à leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção dês relações entre o texto e o contexto”. (Paulo Freire, 1982. p. 11-12). Nesta concepção, ler significa o diálogo entre o leitor e o objeto lido. Esse diálogo é referenciado por um tempo e um espaço (ABREU, 2000. p. 9), ler significa ler o mundo, dar sentido a ele e a nós mesmos num contexto, num tripé, leitor-meio-leitura.
  • 11. 11 2. A leitura num âmbito nacional “A leitura, por um lado, nos fornece a matéria-prima para a escrita, o que escrever. Por outro, contribui para a constituição de modelos, como escrever”. (PCN Português, p. 53) A leitura é o principal pré-requisito para um bom escritor. Não se pode escrever, seja um romance, uma crônica ou um artigo científico sem que saibamos ler e compreendamos o que se lê. Sem que tenhamos um bom vocabulário intrínseco ao seu ser, e isso só se consegue se tivermos o habito constante da leitura. Lê-se com frequência, esse hábito fará inconscientemente que se escreva ortograficamente e sintaticamente falando, corretamente. Quando se lê seguramente saber-se- á escrever corretamente, também, o que escrever e este fato ou aquele ato corresponde a este ou aquele assunto, saber-se-á escrever o assunto com embasamento proveniente daquela leitura feita, não necessariamente momentos antes do ato de escrever, inclusive. A leitura na escola tem sido fundamentalmente, um objeto de ensino. Para que tornemo-la em aprendizagem é necessário que o aluno tenha em suas mãos também textos de diferentes tipos, pois o aluno não deve ler só porque o professor pediu ou porque está no livro didático, mais porque são leitores proficientes, eficazes e gostam, principalmente, porque gostam de ler. “Esta é a mais importante estratégia didática para a prática de leitura, o trabalho com a diversidade textual” (PCN Português, p. 55).
  • 12. 12 3. A ponte entre a escrita e a interpretação A ponte entre a escrita e a interpretação, presente na nossa vida desde a infância, a leitura vem hoje com uma nova roupagem, ela ajuda a expressar-se bem, no nosso cotidiano, mais comumente apenas os educadores além de alguns poucos profissionais de outras áreas se preocupam com o hábito de leitura por prazer. Quando se lê, é porque temos obrigação de fazê-lo. A leitura deve ser espontânea desde muito cedo cultivada, porém não ser imposta, pois esse tipo só vale enquanto os alunos estão alunos, quando deixam esta condição não leem mais de modo algum, pois não se formou este hábito e não serão nunca leitores de coisa alguma, pois nada os interessam leitura os chateia etc. Na escola a leitura deve ser incentivada com diversos tipos textuais, e com sua serventia, pois não quero nada que não sirva. Tratamos, diferentemente o presente do passado, de uma leitura de mundo, antes (séc. XVIII e XIX) a leitura era contextualizada como o ato de decifrar o nosso código estrangeiro, mas basicamente o ato de decifrar um código, hoje esse conceito já não é mais válido, temos o conceito que ler é entender o que decifrou e tomar um atitude quanto ao contexto entendido, posicionando-se de um lado ou outro da controvérsia. Devemos saber posicionarmo-nos ante a uma dificuldade e hoje a maior dificuldade é na verdade entender como se processa a leitura e o entendimento desta. “Porque uma criança entende 5 como cinco e outra como five, sendo de língua inglesa, e a palavra casa só é entendida por uma criança de língua ‘brasileira’ ou no máximo portuguesa”. (Emilia Ferreiro, 2001) Como podemos montar projetos e construir plataformas de trabalho mirabolantes se não sabemos se quer como se processa na mente de uma criança esse entendimento da construção da escrita e consequentemente a leitura propriamente dita? É válido afirmar que como a maneira de se aprender a fazer é fazendo, devemos incentivar leitura desde o primeiro instante na alfabetização, para que ela crie o hábito da leitura espontaneamente. A leitura que pretendemos tratar, na terceira série, é uma leitura mais desenvolvida, feita e compreendida pelo próprio aluno, mais ainda, deve se espontânea e livre, inclusive a
  • 13. 13 escolha do próprio material de leitura, que deve ficar disponível em um lugar ao alcance de todos os interessados. A arrumação desse local pode ter um jeito todo especial. Indicações mais comuns são que estejam, por exemplo, num cesto no chão aqueles que servem principalmente ao alfabetizando e numa prateleira os demais, sendo que o arranjo seja feito de maneira tal que aquele tipo de livro esteja a uma altura visual adequada à idade que o procure, para que o aluno se interesse também pelo livro que está a sua frente e não tenha que procurar acima ou abaixo do seu campo visual que pode se tornar uma desculpa àqueles alunos menos espontâneos e propensos a leitura.
  • 14. 14 4. Habilidades e estratégias de leitura Segundo Kleiman (1993, p. 65/66) há dois tipos de estratégias usadas na leitura, às cognitivas, que são inconscientes, e as meta cognitivas, que são conscientes e podem ser trabalhadas. Habilidades são destrezas, automatismos realizados sem nenhuma reflexão, portanto inconscientes e devemos desenvolvê-las no dia-a-dia, em contato com a leitura de maneira direta, objetiva e persiste, pois só a prática leva a perfeição, ou aquisição desta capacidade. Enquanto que, as estratégias meta cognitivas podem ser trabalhadas, e compreendem: a capacidade de estabelecer objetivos para a leitura; e a capacidade de monitorar a compreensão. Essas estratégias são necessárias para a prática escolar, pois é preciso que tenhamos um objetivo para que nossa leitura seja eficaz e tenha algum sentido concreto. Para uma leitura prazerosa é de suma importância que esta não tenha objetivos complexos, apenas o de concluir a leitura, e a cobrança sobre o tema não deve ocorrer, lê-se apenas por ler, essa é a meta. Tendo a leitura como hábito, desenvolvemos as habilidades e estratégias necessárias à leitura, e aperfeiçoamos as estratégias meta cognitivas proeminentes da leitura habitual. Neste ínterim, temos que, uma coisa leva a outra e forma-se um círculo, onde quem lê muito, lê melhor e que lê melhor gosta de ler e lê muito. A união dessas estratégias e habilidades geram um leitor crítico que lê e compreende o que leu, não apenas decifra códigos e alienasse ao que escreve seja verdade ou não. O leitor com características provindas da habilidade ligada ao hábito tem uma consciência do que lê e isso o faz um cidadão melhor, mais preocupado com a comunidade e não um mero cidadino que decifra mal-e-mal um código linguístico ao qual foi inserido em sua mente às custas da decoreba.
  • 15. 15 5. A leitura na escola A leitura é uma das coisas que mais interessam e importam na vida de qualquer pessoa, mais isso não se restringe só na sua convivência. É por isso que precisamos exaustivamente tocar nesta tecla, ‘a leitura na escola’, esta é essencial, pois sem ela não conseguimos mudar o mundo, se quer conseguimos lê-lo adequadamente. Na escola vemos muitos tipos de leitura mais às vezes não nos influenciamos adequadamente por nenhuma leitura específica. Deveríamos ter o apoio incondicional de pais e mestres para o nosso desenvolvimento integral, inclusive como bons admiradores de poemas, músicas e coisas do gênero. Temos contato com propagandas, rótulos, livros, jornais e outra gama de títulos ao nosso dispor, porem isso fica na escola, dever-se-ia haver uma prática de leitura, onde todos tivessem obrigação de gostar de ler, tivessem a obrigação de ler em casa como hobby, porém essa prática é cada vez mais do RICO e para o POBRE fica ler na escola apenas o livro didático e quando sair dela fechar os olhos para o mundo que nos rodeia, essa importância fica jogada na primeira l ata de lixo que encontramos depois que saímos da 1ª série do ensino fundamental ou quase ali. É de suma importância para o desenvolvimento social e intelectual de cada um ter acesso à prática de leitura, ela condiciona o aluno a ter desenvoltura e acesso melhorado ao mundo letrado, pois se isso não ocorre o aluno fica por fora da comunidade como ser social ele fica restrito a serviços de baixo salário e será marginalizado, sua família não terá um melhor acesso que ele e assim sucessivamente formando um círculo vicioso, onde quem manda é a comunicação e se você não consegue ler as entrelinhas certamente estará à margem da sociedade. O contrário também acontece, se você conseguir estudar melhor terá um melhor emprego, dará uma vida melhor a seus descendentes que estudarão melhor e terão empregos melhores. Tudo se processa em torno do estudar e a leitura de mundo é na verdade a grande mola mestra nessa imensa máquina chamada saber.
  • 16. 16 5.1. A importância das fábulas Uma parte interessante da leitura é a leitura de fábulas, essas fábulas trazem sempre em seu contexto um problema social de nosso meio, não é apenas uma história engraçada que as crianças gostam de ouvir. A professora Maria Margarida Simões se fez à pergunta: “por que é necessário saber ler e escrever bem nossa língua?” Para trabalhar seu projeto escolhido para professor nota 10, Victor Civita 2000. Nesse projeto, Todo homem deve respeitar outro homem, ela fez da leitura da fábula uma verdadeira aula de cidadania. Nela os alunos viram a importância sócio- cultural de uma fábula, seu contexto social e etc. inclusive sendo capazes de confeccionar sua própria fábula, a partir de um tema comum, a dengue. Esse tipo de trabalho com os alunos proporciona uma interação aluno-sociedade, pois este procura o motivo par a seu trabalho pesquisando e consultando, interagindo com a comunidade em que vive. E dessa forma forma-se um cidadão que consegue solucionar problemas comuns a toda a sua comunidade, ele consegue escrever sua própria história. 5.2. Do livro ao recital “Ouvir histórias, para depois escreve-las e declama-las, é um ótimo jeito de melhorar a leitura e a oralidade”. (Heloísa Cerri Ramos, 2001). Num trabalho com os alunos que não gostavam de ler e tinham dificuldades em se expressar, ela montou um projeto de leitura e conseguiu não só em sua escola, mas mobilizou outras três e com a ajuda de fundação vale do Rio Doce conseguiu expor em praça pública para toda a comunidade, entusiasmada com e evento, a leitura de versos (declamação). Participaram entusiastas de todas daquelas escolas envolvidas, nas séries de alfabetização, 1ª e 2ª séries do ensino fundamental. “Conseguimos movimentar a cidade e promover o contato com a arte”, festeja Luciana Farias Cezar, professora envolvida no projeto. Outro caso também, é o trabalho de contos. Os alunos envolvem-se, melhoram a leitura e valorizam, as histórias contadas por seus pais, que até então eram tratadas como mentira e histórias de Troncoso. Esse trabalho leva ao interesse pelos processos mais antigos
  • 17. 17 de passagem de cultura. Essa quando ainda não havia escrita era passada exatamente dessa forma, contando-se histórias a beira de uma fogueira, de pai para filho. Vemos nos dois casos que o envolvimento do aluno com a comunidade é muito importante para ele, e para o processo de aprendizagem, principalmente da cultura popular da qual ele provém. Vendo os mais velhos, seu artesanato, suas histórias e sua cultura os alunos melhoram consideravelmente o seu próprio entendimento sobre cultura, cidadania e outros conceitos básicos que eles devem ter, além, de melhorar sua leitura e expressão corporal provenientes da declamação tanto do poema como da lenda que ele conta. 5.3. Aprender a fazer fazendo “Se a leitura não é um ato de comunicação imediata, é, certamente, um objeto de partilhamento”. (Pennac – 1995). Devemos ver a leitura como um ato onde alguém escrever algo há muito tempo e agora nos está servindo, pois estava escrita em algum lugar, e podemos lê-la agora. E ser não nos servir um artigo ‘X’ de algo que não nos serve em nada, é no mínimo um objeto de compartilhamento do saber de quem o escreveu com quem está lendo. Nós devemos adquirir o hábito da leitura por prazer, devemos ler corretamente com entonação e correção gramatical e ortográfica, mais para isso é necessário que haja a leitura constante, pois se não se lê, não saberá ler com correção, e se não lê com correção não lerá em público e terá preguiça de ler em voz baixa ou mesmo silenciosamente. Só se aprende a ler, lendo. A leitura prazerosa deve incluir variação de fontes, devemos ler tudo desde bula de remédio até outdoors, de jornais e poemas e livros de histórias a romances. Para o professor é importante incutir no aluno o senso da prática de leitura. Para isso devemos formar nele o prazer de ler por ler, por que devo lê-lo? Essa pergunta é a mais frequente, sinal do mau costume, ler não é passatempo predileto da maioria da população brasileira.
  • 18. 18 6. Da leitura sistemática e assistemática Na pesquisa de campo realizada na Escola de Ensino Infantil e Fundamental Manoel Bezerra Fortaleza, no distrito de Quixariú, Campos Sales-Ce, os alunos demonstraram insegurança proveniente dos anos anteriores. Estes, não sabem ler com desenvoltura, porém já conhecem o básico da leitura. Sabem ler palavras de sílabas simples, porém sílabas complexas e sons nasalados não conseguem ler corretamente. Percebe-se que isto é proveniente de um pouco de medo e vergonha do erro, características adquiridas anteriormente e que ainda não foram dispersas pelos alunos. Parte da turma é concentrada, outra parte fica dispersa com conversas paralelas mesmo com incentivos e chamadas para participar vindas da professora. Esta utiliza-se de técnicas vistas nesse trabalho, tais como: associar palavras com a sua vivência, pedir aos próprios alunos para falarem as palavras para formar um texto etc. A turma leu uma receita, texto escolhido por ela parta a leitura do dia, este foi trabalhado oralmente, individual e coletivamente, no fim todos participaram da leitura programada. Os alunos pouco leem na escola, em casa vê-se que mesmo com a ajuda dos livros que recebem de programas escolares do governo federal e empréstimos provenientes da biblioteca escolar os alunos mesmo assim não se interessam em ler. Por mais errado que seja os alunos só leem se estiverem na sala de leitura ou diretamente na sala de aula. A pesquisa que foi feita dos vinte alunos que estavam presentes e receberam como tarefas de casa ler um livro da biblioteca não o fizeram deixaram o exercício da leitura sem fazer, por que simplesmente não têm esse costume.
  • 19. 19 III. Conclusão Esse trabalho serviu para mostrar o quanto nós ainda temos que trabalhar em cima do tema leitura na escola e principalmente leitura em casa, pois essa é necessariamente a mais urgente. Tendo alunos que gostem de ler teremos com certeza cidadãos que sabem mudar o mundo em que vivem e essa deve ser a grande meta a ser alcançada por nós que fazemos à educação no Brasil. Nós temos hoje um alunado deficiente e que não gosta de ler. O que teremos, perguntamos, se esses mesmos alunos se tornarem cidadinos que engolem tudo calado da maneira que os governantes quiserem? O que será do nosso Brasil se o jovem que é o futuro, não souber ler o seu mundo e a corrupção tomar de tudo?
  • 20. 20 IV. Referências Bibliográficas ABREU, Maria Socorro Brito et al. Leitura e Produções de Textos I. Curso de licenciatura plena do ensino fundamental. Crato, CE, 2000 p. 7/9. FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA REDE PÚBLICA, 2ª fase, português vol. 1. Fortaleza, CE. Ed. Fundação Demócrito Rocha. 201, p. 2/5. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: coleção Polêmicas do nosso tempo . São Paulo: Cortez, 1982. NOVA ESCOLA. Do livro ao recital. São Paulo, SP. Ed. Abril. Jun. /Jul. 2001. p.13/15; 38/39; ed. Especial, Parâmetros Curriculares Nacionais, Fáceis de entender PCN. Idem Jan./2000. PCN Língua Portuguesa, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília. 1997. p. 53/55. PENNAC, Daniel. Como um romance, Rio de Janeiro: Ricco, 1995. SILVA, Ezequiel T. O ato de ler: Fundamentos psicológicos para uma nova Pedagogia da leitura. São Paulo: Cortez, 1987. SIMOES, Maria Margarida. Fábulas levadas a sério. Nova Escola out./2000. São Paulo, SP. Ed. Abril. p. 73.