Fisiologia da alma ramats

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Fisiologia da alma ramats

  1. 1. FISIOLOGIA DA ALMA Psicografia de Hercílio Maes Espírito Ramatís
  2. 2. SumárioExplicação preliminar, 2 Intróito, 7 1. A alimentação carnívora e o vegetarianismo, 9 2. O vício de fumar e suas conseqüências futuras, 77 3. O vício do álcool e suas conseqüências, 108 4. A saúde e a enfermidade, 148 5. A evolução da homeopatia, 152 6. A terapêutica homeopática, 161 7. O tipo do enfermo e o efeito medicamentoso, 165 8. A homeopatia e a alopatia, 178 9. As dinamizações homeopáticas, 186 10. A homeopatia, a fé e a sugestão, 195 11. A homeopatia — precauções e regime dietético, 20012. A medicina e o espiritismo, 208 13. Considerações gerais sobre o carma, 215 14. Os casos teratológicos de idiotismo e imbecilidade, 230 15. A ação dos guias espirituais e o carma, 250 16. O sectarismo religioso e o carma, 256 17. A importância da dor na evolução espiritual, 260 18. As moléstias do corpo e a medicina, 273 19. A influência do psiquismo nas moléstias digestivas, 301 20. Considerações sobre a origem do câncer, 30921. Aspectos do câncer em sua manifestação cármica, 32722. Considerações sobre as pesquisas e profilaxia do câncer, 33523. Motivos da recidiva do câncer, 34924. Considerações sobre a cirurgia e radioterapia no câncer, 353
  3. 3. 25. A terapêutica dos passes e a cooperação do enfermo, 36526. Motivos do recrudescimento do câncer e sua cura, 375 Explicação Preliminar Estimado leitor: Creio que me cumpre dar-te algumas explicações quanto à recepção mediúnica e ao assunto desta obra, cujo conteúdo difere um tanto das anteriores. O título Fisiologia da Alma não comporta qualquer pedantismo acadêmico; eu o escolhi porque o texto desta obra se refere particularmente a alguns vícios, paixões e desatinos humanos, que realmente afetam as funções dos “órgãos” do perispírito e influem no processo terapêutico de sua reabilitação sideral. Desta vez, foi o próprio Ramatís quem escolheu os assuntos a serem indagados, encadeando e disciplinando o curso de cada capítulo, mas deixando-nos a liberdade de efetuarmos toda e qualquer pergunta sobre as dúvidas que fossem surgindo à medida que ditava a obra. Ele preocupa-se muito em esclarecer-nos quanto aos prejuízos e sofrimentos que nos acometem após a desencarnação quando ainda possuímos lesões no perispírito, que são comumente produzidas pelos vícios e desregramentos da vida carnal. Ramatís não condena os viciados, nesta obra mediúnica, mas apenas os alerta quanto às situações prejudiciais que resultam das práticas viciosas por ferirem a delicadeza da vestimenta perispiritual. Referindo-se ao vício do fumo, do álcool e à alimentação carnívora, ele insiste bastante em aconselhar-nos a mais breve libertação dos costumes perniciosos que ainda prendem a alma e a fazem sofrer sob o magnetismo denso gerado pelo condicionamento vicioso. Referindo-se à homeopatia, Ramatís realizou um estudo progressivo e aprofundado para o melhor aproveitamento dessa terapêutica tão delicada, demonstrando que, através das doses infinitesimais, desprendem-se energias que vitalizam a contextura do
  4. 4. perispírito, renovam a rede eletrônica das células do corpo físico ecuram tão rapidamente quanto seja a eletividade do enfermo emrelação aos valores espirituais elevados que já tenha conquistado. Assuas considerações sobre o carma servem-nos de importanteadvertência e esclarecimento quanto à justa colheita dos efeitos dasboas ou más ações que foram semeadas na vida passada.Considerando a função da dor e do sofrimento para evolução do nossoespírito, Ramatís esclarece-nos também sobre a questão das toxinas“psíquicas”, que se produzem durante o desregramento mental eemotivo, e depois subvertem a harmonia e o funcionamento doperispírito no Além, ou mesmo durante a sua encarnação no mundofísico. Finalmente, além do roteiro já delineado,.ele ainda presta-nosesclarecimentos sobre uma das moléstias mais confio-vertidas daépoca, como seja o câncer, estendendo suas considerações até o limitepermitido pela administração sideral. E certo que, nesta obra, Ramatís retorna algumas vezes aomesmo assunto que ele já havia abordado e exemplificado, como nocaso do câncer, quando responde-nos a algumas perguntas,argumentando com alguns exemplos do conteúdo já exposto nocapítulo sobre a dor e o sofrimento, embora os tenhamos achadootimamente correlatos entre si. No entanto, como já no-lo disse certavez, as suas comunicações mediúnicas não devem ser encaradas comoum motivo de entretenimento ou uma literatura atraente, só porque éditada por um espírito desencarnado, nem mesmo rigidamenteescravizada aos cânones acadêmicos do mundo físico. O essencial éque o leitor tire suas próprias ilações dos temas que descrevem, tantoquanto possível, a ação do espírito e a conseqüente reação da matéria.As repetições, insistências ou martelamentos sobre um mesmo tematêm por escopo auxiliar o leitor menos familiarizado com assuntosmediúnicos espiríticos a assimilar mais facilmente o que pode clarear-lhe a dúvida. Embora possam existir nesta obra os senões naturais de minhainsuficiência mediúnica, há nelas um sentido doutrinário benfeitor,enquanto a natureza elevada das argumentações de Ramatís, semprepersistentes, cingem-se à necessidade de nossa renovação urgente e aocultivo das virtudes expressas por uma vida digna e sadia. As suasmensagens, embora respeitando-se qualquer direito de crítica oucensura daqueles que não se afinem ao seu conteúdo ou modo de
  5. 5. argumentação, têm a finalidade de nos demonstrar que a prática davirtude compensa e beneficia a alma, enquanto o pecado é prejuízo aprolongar-se por muito tempo arraigado à nossa vestimentaperispiritual. Ramatís buscou todas as razões e exemplos possíveispara nos explicar que, seja a virtude ou o pecado, ambos se expressamsob as fases técnicas de um mecanismo científico e lógico, cujosresultados influem profundamente na especificidade magnética doperispírito. Ramatís lembra-nos, outrossim, que Jesus, ao expor a suaadmirável filosofia evangélica, não foi apenas sublime legisladorsideral ou profundo psicólogo senhor das artimanhas da alma humanamas, acima de tudo, um abalizado cientista que, ao indicar-nos o“caminho do Paraíso” ou advertir-nos da “senda do Inferno”, aludia ànossa movimentação voluntária sob o comando de leis científicas eimutáveis, derivadas do mecanismo cósmico do próprio Universo! Convidando-nos à renúncia do mundo ilusório da carne e dociclo triste das reencarnações sucessivas, a que nos algemamos tãonegligentemente, Ramatís oferece-nos princípios que, ao seremesposados, modificam também o próprio eletronismo do nossoperispírito e o tornam mais diáfano e fluente, susceptível de ser atraídomais facilmente para os planos paradisíacos. O objetivo principal do autor desta obra é o de advertir anossa mente para que reflita com mais freqüência quanto aos prejuízosespirituais que decorrem da constante negligência humana, semprepropensa a “matar o tempo” ou “passar o tempo”, que é consumidogeralmente no trato das futilidades, distrações banais, leituras tolas,vícios e paixões perigosas que fascinam, divertem e contemporizam aexistência humana, mas também fortalecem os laços cármicos econservam a alma hipnotizada pela ilusão da matéria. Ele faz umconvite para realizarmos com animo e sinceridade as experimentaçõesespirituais no contato com a vida física, a fim de podermos ampliar aconsciência humana em direção à Consciência Cósmica do Pai.Fisiologia cia Alma não tem o propósito de semear discussões deordem técnica, ou mesmo o de defender quaisquer teses científicasmuito ao gosto acadêmico do mundo material, pois é apenas umatentativa despretensiosa no sentido de auxiliar o leitor a despertar maisum pouco da “grande ilusão” proporcionada pelos vícios e paixões da
  6. 6. vida física. Essa vida é necessária para o nosso maior adiantamentoespiritual, pelo que devemos aproveitá-la para buscar incessantementeo estado psíquico que mais breve nos liberte do seio das forçasagressivas que nos enlaçam tão vigorosamente! Embora as energiascondensadas na matéria sejam utilíssimas para o espírito durante a suaeducação encarnatória, devem elas ser dirigidas e nunca comandarem,conforme é freqüente acontecer com as criaturas desavisadas darealidade imortal do espírito. Torno a dizer que as censuras ou críticas que possa merecer a exposição do pensamento de Ramatís, nesta nova obraintitulada Fisiologia da Alma, devem ser dirigidas exclusivamente amim, o médium, porquanto não pude transferir para o papel acontextura exata e a profundidade do pensamento do autor, nemmesmo aquilo que, em noites tranqüilas e a distância do corpo físico,ele me fez ver, ouvir e sentir, para maior segurança dos seus ditadosmediúnicos. Já expliquei ao leitor que não sou médium excepcional oualgum fenômeno mediúnico de alta transcendência espiritual, comofelizmente já possuímos alguns na seara espírita de nossa terra; narealidade, consegui disciplinar e desenvolver o mediunismo intuitivo,que me põe em contacto mais ou menos satisfatório com os espíritosdesencarnados, mas que exige que eu efetue a vestimenta de suasidéias com o palavreado de minha capacidade singela e humana. No entanto, sentir-me-ei bastante compensado e satisfeito,apesar dos possíveis enganos em minha recepção mediúnica, sealguém aflito, desanimado ou alimentando dúvidas quanto ao objetivosantificado da vida material, encontrar nesta obra o conforto para a suaaflição, o estimulo para vencer o seu desânimo ou a solução procuradaem suas indagações sobre a imortalidade da alma. O certo é queFisiologia da Alma, em seu texto arrazoado e focalizando assuntosvários sobre as relações entre a vida espiritual e a física, semquaisquer pretensões acadêmicas, estriba o seu valor no inatacável eindiscutível convite crístico para o Bem, haurido na fonte imortal esublime dos ensinamentos doados pelo inesquecível Jesus! Que o leitor ansioso por melhor compreender os desígnioselevados de Deus e o sentido educativo de nossa vida humana aindaeivada de amarguras e desilusões, possa encontrar nas páginas destaobra um estímulo vigoroso para dinamizar a sua fé absoluta no destino
  7. 7. glorioso que nos espera tanto mais cedo quanto seja a nossa renúnciaàs seduções do mundo transitório, da matéria. Não me preocupa, aoeditar esta obra, nenhuma exaltação pessoal, nem a obtenção doslouros ou as veleidades literárias; apenas aceitei a incumbência detransferir para a visão física aquilo que outros seres mais entendidos eelevados elaboram no mundo oculto do espírito para nos servir deorientação nos momentos confusos de nossa vida ainda tãoincompreendida em sua finalidade. Para mim, basta gozar dessaconfiança do Além, participando modestamente de um serviço quereconheço acima de minha capacidade comum e endereçado ao Bem,não me cabendo discutir o seu mérito ou demérito. Ainda não meconsidero a “caneta viva”, fiel e exata, capaz de servir sem defeitosnas tarefas medianímicas, pois isso é conquista que só o tempo, odesinteresse material, o devotamento contínuo e o exercício fatigantepoderão aprimorar. Curitiba, 13 de julho de 1959. Hercílio Maes
  8. 8. Intróito Meus irmãos: Reconhecemos que poderia ser dispensada qualquerintrodução a esta obra, uma vez que, mercê da bondade do Criador,nós mesmos a ditamos através da janela viva mediúnica que seentreabre para o mundo carnal e que ora nos atende no serviço da boavontade. Realmente, nada mais temos a acrescentar ao que já expu-semos no texto principal, onde atuamos com a sinceridade e fidelidadepelas quais somos responsáveis perante os seres mais dignos queousaram confiar-nos a oportunidade abençoada de servirmos porintermédio dos nossos singelos valores espirituais. Aqui nestas páginas ditamos algumas sugestões que nos pare-cem mais sensatas e acertadas quando entrevistas pela nossa visãoespiritual, a fim de concorrermos para exortar-vos à necessáriavigilância na travessia da “hora profética” dos “tempos chegados” evos preparardes para o severo exame da direita ou esquerda do Cristo.Os nossos pensamentos foram vertidos para a linguagem humana, afim de contribuirmos com a pétala da boa-vontade no roseiral doserviço do Senhor Cristo-Jesus. Somos partícipes de algumas falanges de responsabilidadeespiritual definida, nos círculos adjacentes ao vosso orbe; e, se nãotem sido maior o êxito dos trabalhadores invisíveis, daqui, é porque asteses elaboradas no Além sofrem hiatos e às vezes truncamentosquando precisam fluir pelas constituições mediúnicas aindacondicionadas às imagens do mundo material. Raros médiuns estãocapacitados para o serviço exato, ou se colocam sob a diretrizdefinitiva do Cristo e, se assim não fosse, de há muito tempo ointercâmbio espiritual entre o vosso mundo e o Espaço estariasolucionado.
  9. 9. Quanto a nós, esperamos que a bondade do Pai permitapodermos cumprir o mandato espiritual conforme o nosso humildemerecimento. Sabeis que as medidas do cientificismo humanoaproximam-se de modificações acentuadas e bastante compreensíveis,nos próximos anos, pois algumas demarcações tradicionais e jáconsagradas nos compêndios terrenos deverão sofrer novasequiparações, a fim de atender a novos padrões específicos da Ciênciaem evolução. Em face do progresso da astrofísica e do alcance dohomem além de sua vivência planetária, do domínio dos teleguiados,satélites, naves interespaciais, obviamente ampliar-se-ão todos osconceitos de estabilidade física e far-se-ão novos ajustes no direitohumano, focalizando novas propriedades aerográficas, ante acompetição aflita para conquista dos domínios extraterráqueos! Entretanto, apesar desses acontecimentos insólitos ou inco-muns, que parecem mesmo ultrapassar as fronteiras do cognoscívelpermitido por Deus, lembramo-vos que ainda se trata de assuntodemarcado pela transitoriedade do mundo material, isto é, admiráveisrealizações porém provisórias e inerentes ao tempo de durabilidade damassa planetária em que habitais. Deste modo, não poderíamos cessarestas palavras sem insistirmos em vos dizer que a maior conquista dohomem ainda não é a interplanetária, mas a vitória em si mesmo aovencer suas paixões, vícios e orgulho, que demoram a afina navestimenta da personalidade humana. E destacando entre os mais vivos e febricitantes conheci-mentos e descobertas atuais a fórmula de matemática sideral definitivapara a suprema glória do espírito, somos compelidos a vos afirmar queessa fórmula ainda é a mesma enunciada pelo inolvidável Jesus,quando preceituou que “Só pelo AMOR será salvo o homem”. Curitiba, 12 de julho de 1959 Ramatís
  10. 10. 1. A Alimentação Carnívora e o VegetarianismoPERGUNTA: — Em vista das opiniões variadas e por vezes con-traditórias, tanto entre as correntes religiosas e profanas como atéentre a classe médica, quanto ao uso cia carne dos animais comoalimento, gostaríamos que nos désseis amplos esclarecimentos a res-peito, de modo a chegarmos a uiva conclusão clara e lógica sobre se oregime alimentar carnívoro prejudica ou não o nosso organismo ouinflui de qualquer modo para que seja prejudicada a evolução do nossoespírito. Preliminarmente, devemos dizer que no Oriente — como oafirmam muitas das pessoas antivegetarianas — a abstenção do uso dacarne como alimento parece prender-se apenas a unia tradiçãoreligiosa, que os ocidentais consideram como uma absurdidade, dada adiferença de costumes entre os dois povos. Que nos dizeis a respeito? RAMATÍS: — A preferência pela alimentação vegetariana, noOriente, fundamenta-se na perfeita convicção de que, à medida que aalma progride, é necessário, também, que o vestuário de carne se lheharmonize ao progresso espiritual já alcançado. Mesmo nos remosinferiores, a nutrição varia conforme a delicadeza e sensibilidade dasespécies. Enquanto o verme disforme se alimenta no subsolo, apoética figura alada do beija-flor sustenta-se com o néctar das flores.Os iniciados hindus sabem que os despojos sangrentos da alimentaçãocarnívora fazem recrudescer o atavismo psíquico das paixões animais,e que os princípios superiores da alma devem sobrepujar sempre asinjunções da matéria. Raras criaturas conseguem libertar-se daopressão vigorosa das tendências hereditárias do animal, que se fazemsentir através da sua carne. PERGUNTA: — Mas a alimentação carnívora,principalmente no Ocidente, já é um hábito profundamenteestratificado no psiquismo humano. cremos que estamos tãocondicionados organicamente à ingestão de carne, que sentir-nos-
  11. 11. íamos debilitados ante a sua mais reduzida dieta! RAMATÍS: — Já tendes provas irrecusáveis de que podeisviver e gozar de ótima saúde sem recorrerdes à alimentação carnívora.Para provar o vosso equívoco, bastaria considerar a existência, emvosso mundo, de animais corpulentos e robustos, de um vigorextraordinário e que, entretanto, são rigorosamente vegetarianos, taiscomo o elefante, o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros. Quanto aocondicionamento biológico, pelo hábito de comerdes carne, deveiscompreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a crueldade,também são estigmas que se forjaram através dos séculos, mas tereisque eliminá-los definitivamente do vosso psiquismo. O hábito defumar e o uso imoderado do álcool também se estratificam na vossamemória etérica; no entanto, nem por isso os justificais comonecessidades imprescindíveis das vossas almas invigilantes. Reconhecemos que, através dos milênios já vividos, para aformação de vossas consciências individuais, fostes estigmatizadoscom o vitalismo etérico da nutrição carnívora; mas importareconhecerdes que já ultrapassais os prazos espirituais demarcadospara a continuidade suportável dessa alimentação mórbida e cruel. Natécnica evolutiva sideral, o estado psicofísico do homem atual exigeurgente aprimoramento no gênero de alimentação; esta devecorresponder, também, às próprias transformações progressistas que jáse sucederam na esfera da ciência, da filosofia, da arte, da moral e dareligião. O vosso sistema de nutrição é um desvio psíquico, umaperversão do gosto e do olfato; aproximai-vos consideravelmente dobruto, nessa atitude de sugar tutanos de ossos e de ingerirdes víscerasna feição de saborosas iguanas. Estamos certos de que o ComandoSideral está empregando todos os seus esforços a fim de que oterrícola se afaste, pouco a pouco, da repugnante preferênciazoofágica. PERGUNTA: — Devemos considerar-nos em débito peranteDeus, devido à nossa alimentação carnívora, quando apenas atendemos aos sagrados imperativos naturais da própria vida? RAMATÍS: — Embora os antropófagos também atendam
  12. 12. aos “sagrados imperativos naturais da vida”, nem por isso endossais osseus cruentos festins de carne humana, assim como também não vosregozijais com as suas imundices à guisa de alimentação ou com assuas beberagens repugnantes e produtos da mastigação do milho cru!Do mesmo modo como essa nutrição canibalesca vos causa espanto ehorror, também a vossa mórbida alimentação de vísceras e vitualhassangrentas, ao molho picante, causa terrível impressão de asco àshumanidades dos mundos superiores. Essas coletividades se arrepiamem face das descrições dos vossos matadouros, charqueadas, açouguese frigoríficos enodoados com o sangue dos animais e a visão patéticade seus cadáveres esquartejados. Entretanto, a antropofagia dosselvagens ainda é bastante inocente, em face do seu apoucadoentendimento espiritual; eles devoram o seu prisioneiro de guerra, nacândida ilusão de herdar-lhe as qualidades intrépidas e o seu vigorsanguinário. Mas os civilizados, para atenderem às mesas lautas efervilhantes de órgãos animais, especializam-se nos caldosepicurísticos e nos requintes culinários, fazendo da necessidade dosustento uma arte enfermiça de prazer. O silvícola oferece o tacape aoseu prisioneiro, para que ele se defenda antes de ser moído porpancadas; depois, rompe-lhe as entranhas e o devora, famélico,exclusivamente sob o imperativo natural de saciar a fome; a vítima éingerida às pressas, cruamente, mas isso se faz distante de qualquercálculo de prazer mórbido. O civilizado, no entanto, exige os retalhoscadavéricos do animal na forma de suculentos cozidos ou assados afogo lento; alega a necessidade de proteína, mas atraiçoa-se pelorequinte do vinagre, da cebola e da pimenta, desculpa-se com ocondicionamento biológico dos séculos em que se viciou na nutriçãocarnívora, mas sustenta a lúgubre indústria das vísceras e dasglândulas animais enlatadas; paraninfa a arte dos cardápios danecrofagia pitoresca e promove condecorações para os “mestres-cucas” da culinária animal! Os frigoríficos modernos que exaltam a vossa “civilização”,construídos sob os últimos requisitos científicos e eletrônicosconcebidos pela inteligência humana, multiplicam os seus apare-lhamentos mais eficientes e precisos, com o fito da matançahabilmente organizada. Notáveis especialistas e afamados nutrólogosestudam o modo de produzir em massa o “melhor” presunto ou a mais“deliciosa” salsicharia à base de sangue coagulado!
  13. 13. Os capatazes, endurecidos na lide, dão o toque amistoso efazem o convite traiçoeiro para o animal ingressar na fila da morte;magarefes exímios e curtidos no serviço fúnebre conservam a suafama pela rapidez com que esfolam o animal ainda quente, nasconvulsões da agonia; veterinários competentes examinam minucio-samente a constituição orgânica da vítima e colocam o competente“sadio”, para que o “ilustre civilizado” não sofra as conseqüênciaspatogênicas do assado ou do cozido das vísceras animais! Turistas, aprendizes e estudantes, quando visitam os colossosmodernos que são edificados para a indústria da morte, onde os novos“sansões” guilhotinam em massa o servidor amigo, pasmam-se com osextraordinários recursos da ciência moderna; aqui, os guindastes, sobgenial operação mecânica, erguem-se manchados de rubro e despejamsinistras porções de vísceras e rebotalhos palpitantes; ali,aperfeiçoados cutelos, movidos por eficaz aparelhamento elétrico,matam com implacável exatidão matemática, acolá, fervedores,prensas, esfoladeiras, batedeiras e trituradeiras executam a lúgubresinfonia capaz de arrepiar os velhos caciques, que só devoravam paramatar a fome! Em artísticos canais e regos, construídos com osazulejos da exigência fiscal, jorra continuamente o sangue rútilo egeneroso do animal sacrificado para a glutonice humana! Mas o êxito da produção frigorífica ainda melhor se comprovasob genial disposição: elevadores espaçosos erguem-se, implacáveis,sobrecarregados de suínos, e os depositam docemente sobre o limiarde bojudos canos de alumínio, inclinados, na feição de “montanha-russa.” Rapidamente, os suínos são empurrados, em fila, pelo interiordos canos polidos e deslizam velozmente, em grotescas e divertidasoscilações, para mergulharem, vivos, de súbito, nos tanques de águafervente, a fim de se ajustarem à técnica e à sabedoria científicamodernas, que assim favorecem a produção do “melhor” presunto damoda! Quantos suínos precisarão ainda desliza pela tétrica monta-nha-russa, criação do mórbido gênio humano, para que possais saborear o vosso “delicioso” presunto no lanche do dia! PERGUNTA: — Esses métodos eficientes e de rapidíssimaexecução na matança que se processa nos matadouros e frigoríficos
  14. 14. modernos, evitam os prolongados sofrimentos que eram comuns notipo de corte antigo. Não é verdade? RAMATÍS: — Pensamos que o senso estético da Divindadehá se sempre preferir a cabana pobre, que abriga o animal amigo, aomatadouro rico que mata sob avançado cientificismo da indústriafúnebre. As regiões celestiais são paragens ornadas de luzes, flores ecores, onde se casam os pensamentos generosos e os sentimentosamoráveis de suas humanidades cristificadas. Essas regiões tambémserão alcançados, um dia, mesmo por aqueles que constroem ostétricos frigoríficos e os matadouros de equipo avançado, mas que nãose livrarão de retornar à Terra, para cumprir em si mesmos o resgatedas torpezas e das perturbações infligidos ao ciclo evolutivo dosanimais. Os métodos eficientes da matança científica, mesmo quediminuam o sofrimento do animal, não eximem o homem daresponsabilidade de haver destruído prematuramente os conjuntosvivos que também evoluem, como são os animais criados pelo Senhorda Vida! Só Deus tem o direito de extingui-los, salvo quando elesoferecem perigo para a vida humana, que é um mecanismo maisevoluído, na ordem da Criação. PERGUNTA: — Surpreendem-nos as vossas asserções algovivas; muita gente não compreende, ainda, que essa grave impro-priedade da alimentação carnívora causa-nos tão terríveisconseqüências! Será mesmo assim? RAMATÍS: — O anjo, já liberto dos ciclos reencarnatórios, ésempre um tipo de suprema delicadeza espiritual. A sua tessituradiáfana e formosa, e seu cântico inefável aos corações humanos nãosão produtos dos fluidos agressivos e enfermiços dos “patê de foie-gras” (pasta de fígado hipertrofiado), da famigerada “dobradinha aomolho pardo” ou do repasto albumínico do toucinho defumado! A substância astral, inferior, que exsuda da carne do animal,penetra na aura dos seres humanos e lhes adensa a transparêncianatural, impedindo os altos vôos do espírito. Nunca havereis desolucionar problema tão importante com a doce ilusão de ignorar arealidade do equívoco da nutrição carnívora e, quiçá, tarde demaispara a desejada solução.
  15. 15. Expomo-vos aquilo que deve ser meditado e avaliado comurgência, porque os tempos são chegados e não há subversão nomecanismo sideral. E mister que compreendais, com toda brevidade,que o veículo perispiritual é poderoso ímã que atrai e agrega asemanações deletérias do mundo inferior, quando persistis nas faixasvibratórias das paixões animais. E preciso que busqueis sempre o quese afina aos estados mais elevados do espírito, não vos esquecendo deque a nutrição moral também se harmoniza à estesia do paladar físico.Em verdade, enquanto os lúgubres veículos manchados de sanguepercorrerem as vossas ruas citadinas, para despejar o seu conteúdosangrento nos gélidos açougues e atender às filas irritadas à procura decarne, muitas reencarnações serão ainda precisas para que a vossahumanidade se livre do deslize psíquico, que sempre há de exigir aterapia das úlceras, cirroses hepáticas, nefrites, artritismo, enfartes,diabetes, tênias, amebas ou uremias! PERGUNTA: — Por que motivo considerais que o homem seinferioriza ao selvagem, na alimentação carnívora, se ele usa deprocessos eficientes, que visam evitar o sofrimento do animal nocorte? Não concordais em que o homem também atende à suanecessidade de viver e se subordina a um imperativo nutritivo que lherequer uma organização industrial? RAMATÍS: — O selvagem, embora feroz e instintivo, serve-se da carne pela necessidade exclusiva de nutrição e sem transformá-laem motivos para banquetes e libações de natureza requintada; entre oscivilizados, entretanto, revivem esses mesmos apetites do selvagemmas, paradoxalmente, de modo mais exigente, servindo de pretextopara noitadas de prazer, sob as luzes fulgurantes dos luxuosos hotéis erestaurantes modernos. Criaturas ruidosas, álacres, e que apregoam aposse de genial intelecto, devoram, em mesas festivas, os cadáveresdos animais, regados pelos temperos excitantes, enquanto a orquestrafamosa executa melodias que se casam aos odores da carnecarbonizada ou do cozido fumegante! Mas sabei que as poéticas esugestivas denominações dos pratos, expostas nos cardápiosafidalgados, não livram o homem das conseqüências e daresponsabilidade de devorar as vísceras do irmão inferior! Apesar dos floreios culinários e do cardápio de iguanas “suigeneris”, que tentam atenuar o aspecto repugnante das vitualhas
  16. 16. sangrentas, os homens carnívoros não conseguem esconder a realidadedo apetite desregrado humano! Aqui, a designação de “dobradinha àmoda da casa” apenas disfarça o repulsivo ensopado de estômago deboi; ali, os sugestivos “miúdos à milanesa” são apenas retalhos devesículas e fígado, traindo o sabor amargo da bílis animal; acolá, os“apetitosos rins no espeto” não conseguem sublimar a sua natureza deórgãos excretores da albumina e da uréia, que ainda se estagnam sob ocutelo mortífero. Embora se queira louvar o esforço do mestreculinário, o “mocotó à européia” não passa de viscoso mingau de óleolubrificante de boi abatido; os “frios à americana” não vão além devitualha sangrenta, e a “feijoada completa” é apenas um nauseantecharco de detritos cozidos na imundície do chouriço denegrido, dospés, películas e retalhos arrepiantes do porco, que ainda se misturam àuréia da banha gordurosa! E evidente que se deve desculpar o bugre ignorante, que aindase subjuga à nutrição carnívora e perverte o seu paladar, porque a suaalma atrasada ignora a soma de raciocínios admiráveis que aocivilizado já é dado movimentar na esfera científica, artística, religiosae moral. Enquanto os banquetes pantagruélicos dos Césares romanosmarcam a decadência de uma civilização, a figura de Gandhi,sustentado a leite de cabra, é sempre um estímulo para a composiçãode um mundo melhor. PERGUNTA: — Deveríamos, porventura, violentar o nossoorganismo físico, que é condicionado milenarmente à alimentação decarne? certos de que a natureza não dá saltos e não pode adaptar-sesubitamente ao vegetarianismo, consideramos que seria perigosaqualquer modificação radical nesse sentido. O nosso processo denutrição carnívora já é um automatismo biológico milenário. que há deexigir alguns séculos para uma adaptação tão insólita. Quais as vossasconsiderações a esse respeito? RAMATÍS: — Não sugerimos a violência orgânica para aque-les que ainda não suportariam essa modificação drástica; para esses,aconselhamos gradativamente adaptações do regime da carne de suínopara o de boi, do de boi para o de ave e do de ave para o de peixe emariscos. Após disciplinado exercício em que a imaginação sehigieniza e a vontade elimina o desejo ardente de ingerir os despojossangrentos, temos certeza de que o organismo estará apto para se
  17. 17. ajustar a um novo método nutritivo de louvor espiritual. Mas é claroque tudo isso pede por começar e, se desde já não efetuardes o esforçoinicial que alhures tereis de enfrentar, é óbvio que hão de persistirtanto esse tão alegado condicionamento biológico como a naturaldificuldade para uma adaptação mais rápida. Mas é inútil procurardessubterfúgios para justificar a vossa alimentação primitiva e que já éinadequada à nova índole espiritual; é tempo de vos asseardes, a fimde que possais adotar novo padrão alimentício. Inegavelmente, o êxitonão será alcançado do modo por que fazeis a substituição docombustível de vossos veículos; antes de tudo, a vossa alma terá queparticipar vigorosamente de um exercício, para que primeiramenteelimine da mente o desejo de comer carne. Muitas almas decididas, que já comandam o seu corpo físico eo submetem à vontade da consciência espiritual, têm violentado esseautomatismo biológico da nutrição de carne, do mesmo modo por quealguns seres extinguem o vício de fumar, sob um só impulso devontade. Também estais condicionados ao vício da intriga, da raiva, dacólera, do ciúme, da crueldade, da mentira e da luxúria; no entanto,muitos se libertam repentinamente dessas mazelas, sob hercúleosesforços evangélicos. E reconhecendo a debilidade da alma humana para as liber-tações súbitas, e preparando-vos psiquicamente para repudiardes acarne, que temos procurado influenciar o mecanismo do vosso apetite,dando-vos conselhos cruamente e de modo ostensivo, de modo a quemais facilmente vos liberteis dos exóticos desejos de assados ecozidos, que, na realidade, não passam de rebotalhos e cadáveres quevos devem inspirar náuseas e aversão digestivas. Daí as nossas preocupações sistemáticas, em favor do vossobem espiritual, para que ante a visão, por exemplo, de dobradinhas“saborosas” que recendem ao molho odorante, reconheçais, naverdade, as tétricas cartilagens que protegem a região broncopulmonardo boi, em cujo local se processam as mais repugnantes trocas dematéria corrompida! PERGUNTA: — Porventura os cuidadosos exames a que sãosubmetidos os animais, antes do corte, não afastam a possibilidade decontaminarem o homem com qualquer enfermidade provável?
  18. 18. RAMATÍS: — Essa profilaxia de última hora não identifica osresíduos da enfermidade que possa ter predominado no animaldestinado ao corte e que, evidentemente, não deixou vestígios iden-tificáveis à vossa instrumentação de laboratório. Apesar dos extremoscuidados de higiene e das medidas de prevenção nos matadouros,ainda desconheceis que a maioria dos quadros patogênicos do vossomundo se origina na constituição mórbida do porco! O animal nãoraciocina, nem pode explicar-vos a contento as suas reais sensaçõesdolorosas conseqüentes de suas condições patogênicas. O veterináriocriterioso enfrenta exaustivas dificuldades para atestar a enfermidadedo animal, enquanto que o ser humano pode relatar, com riqueza atéde detalhes, as suas perturbações, o que então auxilia o diagnósticomédico. Assim mesmo, quantas vezes a medicina não descobre anatureza exata dos vossos males, surpreendendo-se com a eclosão deenfermidade diferente e que se distanciava das cogitações familiares!As vezes, um simples exame de urina, requerido para fins de somenosimportância, revela a diabete que o médico desconhecia no seupaciente; um hemograma solicitado sem graves preocupações podeatestar a leucemia fatal! As enfermidades próprias da regiãoabdominal, embora explicadas com riqueza de detalhes pelosenfermos, muitas vezes deixam o clínico vacilante quanto a situa umacolite, uma úlcera gastroduodenal ou um surto de ameba histolítica!Uma vez que no ser humano é tão difícil visualizar com absolutaprecisão a origem dos seus males, requerendo-se múltiplos exames delaboratório para o diagnóstico final, muito mais difícil será conhecer-se o morbo que, no animal, não se pode focaliza na sintomatologiacomum. Quantas vezes o suíno é abatido no momento exato em que seiniciou um surto patogênico, cuja virulência ainda não pôde serassinalada pelo veterinário mais competente, salvo o caso de rigorosaautópsia e meticuloso exame de laboratório! Para isso evitar, amatança de porcos exigiria, pelo menos, um veterinário para cadaanimal a ser sacrificado. Os miasmas, bacilos, germes e coletividades microbianasfamélicas, que se procriam no caldo de cultura dos chiqueiros,penetram na vossa delicada organização humana, através das víscerasdo porco, e debilitam-vos as energias vitais. Torna-se difícil para omédico situar essa incursão patogênica, inclusive a sua incubação e operíodo de desenvolvimento; por isso, mais tarde, há de considerar a
  19. 19. enfermidade como oriunda de outras fontes patológicas. PERGUNTA: — Julgais, porventura, que a alimentaçãocarnívora possa trazer prejuízos físicos, de vez que a criatura já estácondicionada, há milênios, a essa forma nutritiva? Qual a culpa dohomem em ser carnívoro, se desde a sua infância espiritual ele foiassim condicionado, de modo a poder sobreviver no mundo físico? RAMATÍS: — Repetimo-vos: nem todas as coisas que ser-viram para sustentar o homem, nos primórdios da sua vida no planofísico, podem ser convenientes, no futuro, quando surgem então novascondições morais ou psicológicas e a criatura humana pode cultuarconcepções mais avançadas. Antigamente, os ladrões tinham as suasmãos amputadas, e arrancava-se a língua aos perjuros. Desde que vosapegais tanto ao tradicionalismo do passado, por que aos maledicentesmodernos não aplicais essas disposições punitivas, brutais eimpiedosas? Os antigos trogloditas comiam sem escrúpulo os retalhosde carne impregnados dos detritos do chão; no entanto, atualmente,usais pratos, talheres, e lavais o alimento. Certamente, alegareis aexistência, agora, de um senso estético mais progressista, e quetambém tendes mais entendimento das questões de higiene humana;mas não concordais, no entanto, em que esse senso estético avançadoestá a pedir, também, a eliminação da carne de vossas mesas doentias! Quando o homem ainda se estribava na ingestão de víscerasde animais, a fim de sobreviver ao meio rude e agressivo da matéria, asua alma também era compatível com a rudeza do ambiente inóspitomas, atualmente, o espírito humano já alcançou noções morais tãoelevadas, que também lhe compete harmonizar-se a uma nutrição maisestética. Não se justifica que, após a sua verticalização da formahirsuta da idade da pedra, o homem prossiga nutrindo-se tãosanguinariamente como a hiena, o lobo, a raposa ou as aves de rapina!Além de brutal e detestável para aqueles que desejam se libertar dosplanos inferiores, a carne é contínuo foco de infecção à tessituramagnética e delicada do corpo etéreo-astral do homem.PERGUNTA: — E que dizeis, então, daqueles que são avessos àingestão da carne de porco e que a consideram realmente doentio erepugnante, devido à forma nauseante de engorda dos porcos noschiqueiros?
  20. 20. RAMATÍS: — Embora essa aversão partícula pela carne deporco seja um passo a favor da própria saúde astrofísica, nem por issodesaparecem outros nefastos processos nutritivos, que preferem, e quelhes anulam a primeira disposição. Os mórbidos cuidados técnicos e asexigências científicas continuam noutros setores onde se procura obem exclusivo do homem e o máximo sacrifício do animal. Aqui,mórbidos industriais criam milhões de gansos sob regime específico,desenvolvendo-lhes o fígado de tal modo, que as aves se arrastam pelosolo em macabros movimentos claudicantes, a fim de que a indústriado “patê de foie-gras” obtenha substância mais rica para oenlatamento moderno; ali, peritos humildes batem apressadamente osangue do boi, para transformarem-no em tétricos chouriços desubstância animal coagulada; acolá, não perdeis, sequer, os órgãosexcretores do animal, embora os saibais depósitos de venenos edetritos repugnantes; raspados e submetidos à água fervente, ostransformais em quitutes para a mesa festiva! A panela terrícolaabsorve desde o miolo do animal até os sulcos carcomidos de suaspatas cansadas! E, não satisfeitas da nutrição mórbida da semana, algumascriaturas escolhem o mais belo domingo de céu azul e sol puro para,então, praticar a caça destruidora às aves inofensivas, completandocruelmente a carnificina da semana! Os bandos de avezitas, de penasensangüentadas, vêm para seus lares onde, então, se transformam emnovos pitéus epicurísticos, a fim de que o caçador de aves obtenhaalguns momentos lúbricos enquanto tritura a carne tenra dos pássarosinofensivos. Quantas vezes a própria Natureza se vinga da ignomíniahumana contra os seus efeitos vivos! Súbito, o caçador tombaagonizante junto ao cano assassino de sua própria arma, no acidenteimprevisto, ou do disparo imprudente do companheiro desavisado!Alhures, a serpe, a bactéria infecciosa ou o inseto venenoso terminatomando vingança contra a caçada inglória! Que importa, pois, que muitos sejam avessos à ingestão dacarne do boi ou do suíno, quando continuam requintando-se noutrosrepastos carnívoros e igualmente incoerentes para com o sentimentoespiritual que já devia predominar no homem! PERGUNTA: — Que dizeis dos novos recursos preventivos,
  21. 21. nos matadouros modernos, em que se aplicam antibióticos para seevitar a deterioração prematura da carne? Essa providência nãotermina extinguindo indo qualquer perigo na sua ingestão? RAMATÍS: — Trata-se apenas de mais um requinte doentiodo vosso mundo, e que revela o deplorável estado de espírito em quese encontra a criatura humana. O homem não se conforma com osefeitos daninhos que provêm de sua alimentação pervertida e procura,a todo custo, fugir à sua tremenda responsabilidade espiritual. Masnão conseguirá ludibriar a lei expiatória; em breve, novas condiçõesenfermiças se farão visíveis entre os insaciáveis carnívoros protegidospela “profilaxia” dos antibióticos. Além do efeito deletério da carne,que se intoxica cada vez mais com a própria emanação astral e mentaldo homem desregrado, encontrar-vos-eis às voltas com o preciosismotécnico de novas enfermidades situadas no campo das alergiasinespecíficas, como produtos naturais das reações antibióticas nospróprios animais preparados para o corte! Espanta-nos a contradição humana, que principalmente, pro-duz a enfermidade no animal que pretende devorar e em seguidaaplica-lhe a profilaxia do antibiótico! PERGUNTA: — Podeis dar-nos um exemplo dessacontradição? RAMATÍS: — Pois não? A vossa medicina considera que ohomem gordo, obeso, hipertenso, é um candidato à angina e àcomoção cerebral; classifica-o como um tipo hiperalbuminóide eportador de perigosa disfunção cárdio-hépato-renal. A terapêutica maisaconselhada é um rigoroso regime de eliminação hidrossalina e dietaredutora de peso; ministra-se ao homem alimentação livre de gordurase predominantemente vegetal, e o médico alude ao perigo da nefrite,ao grave distúrbio no metabolismo das gorduras e à indefectívelesteatose hepática. Cremos que, se os velhos pajés antropófagosconhecessem algo de medicina moderna e pudessem compreender anatureza mórbida do obeso e sua provável disfunção orgânica, demodo algum permitiriam que suas tribos devorassem os prisioneirosexcessivamente gordos! Compreenderiam que isso lhes poderia causarenfermidades inglórias, em vez de saúde, vigor e coragem quebuscavam na devora do prisioneiro em regime de ceva!
  22. 22. Mas o homem do século XX, embora reconheça aenfermidade das gorduras, devora os suínos obesos, hipertrofiados naengorda albumínica, para conseguir a prodigalidade da banha e dotoucinho: primeiro os enferma em imundo chiqueiro, onde as larvas,os bacilos e microrganismos, próprios dos charcos, fermentam assubstâncias que alimentam os oxiúros, as lombrigas, as tênias, asamebas colis ou histolíticas. O infeliz animal, submetido à nutriçãoputrefata das lavagens e dos detritos, renova-se em suas própriasdejeções e exsuda a pior cota de odor nauseante, tomando-se otransformador vivo de imundícies, para acumular a detestável gorduraque deve servir às mesas fúnebres. Exausto, obeso, letárgico esuarento, o porco tomba ao solo com as banhas fartas e fica submersona lama nauseante; é massa viva de uréia gelatinosa, que só pode sererguida pelos cordames, para a hora do sacrifício no matadouro. Queadianta, pois, o convencional beneplácito de “sadio”, que cumpre aoveterinário, na autorização para o corte do animal, quando a própriaciência humana já permitiu o máximo de condições patogênicas! De modo algum essa tétrica “profilaxia” antibiótica livrar-vos-á da seqüência costumeira a que sois submetidos implacavelmente;continuareis a ser devorados, do mesmo modo, pela cirrose, a colite, aúlcera, a tênia, o enfarte, a nefrite ou o artritismo; cobrir-vos-eis,também, de eczemas, urticárias, pênfigo, chagas ou crostas sebáceas;continuareis, indubitavelmente, sob o guante da icterícia, da gota, daenxaqueca e das infecções desconhecidas; cada vez mais enriquecereisos quadros da patogenia médica, que vos classificarão como “casosbrilhantes” na esfera principal das síndromes alérgicas. PERGUNTA: — Uma vez que os animais e as aves sãoinconscientes e de fácil proliferação, a sua morte, para nossa alimenta-ção, deve ser considerada crime tão severo, quando se trata decostume que já nasceu com o homem? Cremos que Deus foi quemestabeleceu a vida assim como ela é, e o homem não deve ser culpadopor apenas seguir as suas diretrizes tradicionais, cumpria a Deus, nasua Augusta Inteligência, conduziras suas criaturas para outra formade nutrição independente da carne: não é verdade? RAMATÍS: — A culpa começa exatamente onde tambémcomeça a consciência quando já pode distinguir o justo do injusto e o
  23. 23. certo do errado. Deus não condena suas criaturas, nem as pune porseguirem diretrizes tradicionais e que lhes parecem mais certas; nãoexiste, na realidade, nenhuma instituição divina destinada a punir ohomem, pois é a sua própria consciência que o acusa, quando despertae percebe os seus equívocos ante a Lei da Harmonia e da BelezaCósmica. Já vos dissemos que, quando o selvagem devora o seuirmão, para matar a fome e herdar-lhe as qualidades guerreiras, trata-se de um espírito sem culpa e sem malícia perante a Suprema Lei doAlto. A sua consciência não é capaz de extrair ilações morais ouverificar qual o caráter superior ou inferior da alimentação vegetal oucarnívora. Mas o homem que sabe implorar piedade e clamar porDeus, em suas dores; que distingue a desgraça da ventura; que apreciao conforto da família e se comove diante da ternura alheia; quederrama lágrimas compungidas diante da tragédia do próximo ou denovelas melodramáticas; que possui sensibilidade psíquica para anotara beleza da cor, da luz e da alegria; que se horroriza com a guerra ecensura o crime, teme a morte, a dor e a desgraça; que distingue ocriminoso do santo, o ignorante do sábio, o velho do moço, a saúde daenfermidade, o veneno do bálsamo, a igreja do prostíbulo, o bem domal, esse homem também há de compreender o equívoco da matançados pássaros e da multiplicação incessante dos matadouros, charquea-das, frigoríficos e açougues sangrentos. E será um delinqüente perantea Lei de Deus se, depois dessa consciência desperta, ainda persistir noerro que já é condenado no subjetivismo da alma e que desmente umIdeal Superior! Se o selvagem devora o naco de carne sangrenta do inimigo, ofaz atendendo à fome e à idéia de que Tupã quer os seus guerreirosplenos de energias e de heroísmos; mas o civilizado que mata, retalha,coze e usa a sua esclarecida inteligência para melhorar o molho eacertar a pimenta e a cebola sobre as vísceras do irmão menor, viveem contradição com a prescrição da Lei Suprema. De modo algumpode ele alega a ignorância dessa lei, quando a galinha é torcida emseu pescoço e o boi traumatizado no choque da nuca; quando o porcoe o carneiro tombam com a garganta dilacerada; quando a malvadezhumana ferve os crustáceos vivos, embebeda o peru para “amaciar acarne” ou então satura o suíno de sal para melhorar o chouriço feito desangue coagulado. Quantas vezes, enquanto o cabrito doméstico lambe as mãos
  24. 24. do seu senhor, a quem se afinizara inocentemente, recebe o infelizanimal a facada traiçoeira nas entranhas, apenas porque é véspera doNatal de Jesus! A vaca se lamenta e lambe o local onde matam o seubezerro; o cordeiro chora na ocasião de morrer! Só não matais o rato, o cão, o cavalo ou o papagaio, para asvossas mesas festivas, porque a carne desses seres não se acomoda aovosso paladar afidalgado; em conseqüência, não é a ventura do animalo que vos importa, mas apenas a ingestão prazenteira que ele vos podeoferecer nas mesas lúgubres. PERGUNTA: — Como poderíamos vencer essecondicionamento biológico e mesmo psíquico, em que a nossaconstituição orgânica é hereditariamente predisposta à alimentaçãocarnívora? A ciência médica afirma que, à simples idéia de nosalimentarmos, o sistema endócrino já produz sucos e hormônios desimpatia digestiva à carne, e dessa sincronia perfeita entre o pen-samento e o metabolismo fisiológico, achamos que fica demonstrada afatal necessidade de nutrição carnívora. Em compensação, muitosvegetarianos hão revelado alergia a frutas ou hortaliças!Não é isso bastante para justificar a afirmativa de que onosso organismo precisa evidentemente de carne, a fim de poder-se desenvolver sadia e vigorosamente? RAMATÍS: - O cigarro também não foi criado para ser fumadofanaticamente pelo homem; este é que imita a estultice dos bugresdescobertos por Colombo e termina transformando-se num escravo daaspiração de ervas incineradas. A simples lembrança do cigarro, ovosso sistema endócrino, num perfeito trabalho psicofísico, deprevenção, também produz antitoxinas que devem neutralizar oveneno da nicotina e proteger-vos da introdução da fumaça fétida nospulmões delicados. A submissão ao desejo de ingerir a carne é igual àsubmissão do fumante inveterado para com o seu comando emotivo,pois ele é mais vítima de sua debilidade mental do que mesmo de umainvencível atuação fisiológica. O viciado no fumo esquece-se de simesmo e, por isso, aumenta progressivamente o uso do cigarro,acicatado continuamente pelo desejo insatisfeito, criando, então, umasegunda natureza, que se torna implacável e exigente carrasco. Comumente fumais sem notar todos os movimentos prelimi-
  25. 25. nares que vos comandam automaticamente, desde a abertura dacarteira até a colocação do cigarro nos lábios descuidados; comple-tamente inconscientes dessa realidade viciosa, já não fumais, mas soisfumados pelo cigarro, guiados pelo instinto indisciplinado. No vícioda carne ocorre o mesmo fenômeno; viveis distanciados da realidadede que sois escravos do habito de comer carne. Se o sistema endócrinoproduz sucos e hormônios à simples idéia de ingerirdes carne, nem porisso se comprova que fostes especificamente criados para a nutriçãocarnívora. E apenas um velho hábito, que atendeu às primeirasmanifestações da vida grosseira do homem das cavernas trogloditas eque, pelo vosso descuido, ainda vos comanda o mecanismofisiológico, submetendo-o à sua direção. As providências preventivas, no metabolismo humano, devemser tomadas em qualquer circunstância; o hindu que se habituou àingestão de frutos sazonados e vegetais sadios, também fabrica os seushormônios e sucos digestivos à simples idéia da alimentação com queestá acostumado. A diferença está em que ele carece de hormôniosdestinados à nutrição puramente vegetal, enquanto que vós tendes queproduzi-los para a cobertura digestiva dos despojos da nutriçãocarnívora. Alegais que muitas pessoas se tornam enfermiças, ao sedevotarem à alimentação vegetariana; em verdade, comprovais, assim,que sois tão estratificados pelo mau hábito de alimentação carnívora,que o vosso metabolismo fisiológico já não consegue assimilar acontento os frutos sadios e os vegetais nutritivos, manifestando-se emvós os pitorescos fenômenos de alergia. No entanto, desde quedisciplinásseis a vontade e vigiásseis mentalmente o desejo mórbido,despertando da inconsciência imaginativa da nutrição zoofágica, logosentir-vos-ieis mais libertos do indefectível condicionamentobiológico carnívoro. PERGUNTA: — Quais alguns exemplos que nos possamfazer compreender essa “inconsciência imaginativa” diante da carne? RAMATÍS: — E que há mais invigilância mental do quecondicionamento biológico, de vossa parte, no tocante à alimentaçãocarnívora, e isso podeis verificar pela contradição do vosso gosto epaladar, que se pervertem sob a falsa imaginação. Quantas vezes,
  26. 26. diante de cadáveres de animais vítimas de um incêndio ou de umaexplosão, costumais sentir náuseas e repugnância devido ao fato devísceras carbonizadas exalarem o odor fétido de carne queimada!Entretanto, momentos depois, atraídos pelo aspecto da churrascariapitoresca, excitaivos, dominados pelo mórbido apetite, esquecendo-vos de que o churrasco também é carne de animal queimada a fogolento, diferindo apenas pela natureza dos molhos que se lheacrescentam. A contradição é flagrante: ali, a repugnância vos dominadiante do cadáver assado na explosão; acolá, o condicionamentobiológico ou a negligência de raciocínio produz sucos e hormôniosque ativam o apetite degenerado. Tudo isso ocorre, no entanto, sóporque ainda alimentais a ilusão de um prazer nutritivo, que é suge-rido por igual resto mortal, porém ao molho excitante. A fumaça repulsiva, que se exala do cadáver de um boicarbonizado no incêndio, é a mesma que ondula sobre as gradesgordurosas da churrascaria, em que as vísceras do animal vertemalbumina com vinagre e suco de cebola. O pedaço de carne recortadodos despojos cadavéricos da vitela assada ao fogo da estrebaria podeser tão “macio e gostoso” quanto o “filet mignon” que o garçom decamisa engomada vos oferece sobre o prato de porcelana. A línguaarrancada do bovino crestado, na pólvora da explosão inesperada,pode ser tão “apetitosa” quanto a que vos é oferecida em luxuosorestaurante e sob as ondulações melodiosas da festiva orquestra!Enquanto vos deixardes comandar discricionariamente por essavontade débil e pela imaginação deformada, ou inconsciênciaimaginativa, sereis sempre as vítimas dos vícios tolos do mundo e daalimentação perniciosa da carne. E evidente que não há condicio-namento de espécie alguma, quando se trata dessa disposição infantil,em que a vossa imaginação ora se torna lúcida, lobrigando a realidadeda carne queimada, ora se ilude completamente vendo um suculentopetisco naquilo que antes era uma realidade repugnante. PERGUNTA: — Além da enfermidade que pode sertransmitida pelo animal hipertrofiado na engorda e da culpa dohomem quanto à sua morte, a ingestão de carne causa tambémprejuízos diretos à alma? RAMATÍS: — O animal possui o “duplo-astral”, que érevestido de magnetismo astral; esse veículo etéreo-astral, sobrevive à
  27. 27. dissolução do corpo físico e serve de “matriz” para que, no futuro, oanimal se integre novamente na sua espécie particular. Embora esseduplo-astral seja ainda destituído de substância mental, que lhepermitiria alguns reflexos de razão, é poderosamente receptivo àsenergias existentes no meio em que vive o animal. Conforme a vidadeste último, o seu invólucro sobrevivente também revela a naturezamelhor ou pior da espécie a que o animal pertence, Em conseqüência,a aura do porco, por exemplo, é sumamente grosseira, instintiva eletárgica, em comparação com a aura do cão, do gato ou do carneiro,os quais já se situam num plano mais afetivo e revelam algunsbruxuleios de entendimento racional. O chiqueiro é de um clima repulsivo e repleto de energiasdeletérias, que atuam tanto no campo físico como na esfera astral.Quando o suíno é sacrificado, a sua carne reflui sob o impacto vio-lento, febricitante e doloroso da morte; o choque que lhe extingue aexistência, ainda plena de vitalidade física, também exacerba-lhe oduplo-etéreo astral, e que está sob o comando geral do espírito-grupo.Essa matança prematura, que interrompe de súbito a corrente vitalenergética, irrita furiosamente as forças de todos os planosinterpenetrantes no animal; os demais veículos se contraem e seconfrangem, ao mesmo tempo, atritando-se num turbilhão de energiascontraditórias e violentas, que se libertam como verdadeirosexplosivos etéricos. Há completa “coagulação físio-astral”; o sangue,que é a linfa da vida e o portador dos elementos mais poderosos domundo invisível, estagna em seu seio o “quantum” de energia inferiordo mundo astral e que o próprio porco carreia para o seu corpo físico. No instante da morte, as energias deletérias, que flutuam naaura do suíno e lhe intercambiam o fenômeno da vida inferior,coagulam-se na carne sacrificada e combinam-se com o “tônus-vital”degradante, que provém da engorda e do sofrimento do animal nocharco de albumina e uréia. A carne do porco fica verdadeiramentegomosa, pela substância astral que se coagula ao seu redor e se fixaviscosamente nas fibras cadavéricas. Os espíritas e demais estudiosos da alma sabem que todasas coisas e seres são portadores de um veículo etéreo-astral, o qualabsorve as energias ambientais e expele as que são gastas nas trocasafins aos seus tipos psíquicos ou físicos.
  28. 28. Quando ingeris retalhos de carne de porco, absorveistambém sua parte astral inferior e que adere à coagulação do sangue;essa energia astral desregrada e pantanosa é agressiva e nauseante nosplanos etéricos; assim que os sucos gástricos decompõem a carnefísica no estômago humano, liberta-se, então, esse visco astral,repelente e pernicioso. Sob a lei de atração e correspondênciavibratória nos mesmos planos, a substância gomosa, que é exsudadapela carne digerida no estômago, incorpora-se, então, ao corpo etéreo-astral do homem e abaixa as vibrações de sua aura, colando-se àdelicada fisiologia etérica invisível, à semelhança de pesada cerraçãooleosa e adstringente. O astral albuminoso do porco, que também éingerido com o “delicioso petisco” assado, transforma-se em densacortina fluídica no campo áurico do homem demasiadamentecarnívoro. Deste modo, dificulta-se o processo normal de assistênciaespiritual daqui, pois os Espíritos Guias já não conseguem atravessar abarreira viscosa do baixo magnetismo, a fim de formularem a intuiçãoorientadora aos seus pupilos carnívoros. A aura se apresenta suja dasemanações do astral inferior e ofuscante, que se exsuda da carne dosuíno. Os homens glutônicos e excessivamente afeiçoados à carne deporco afirmam-se dotados de invejável vigor sexual, enquanto que ascriaturas exclusivamente vegetarianas são algo empalidecidas, letár-gicas e distanciadas da virilidade costumeira do mundo das paixõeshumanas. Esse fato comprova que o aumento da nutrição de carneacarreta também o aumento da sensação de ordem mais primitiva.Mas, em sentido oposto, a preferência pela alimentação vegetariana époderoso auxiliar para o espírito se libertar do jugo material. Os antigos banquetes pantagruélicos, dos romanos e babilô-nicos, em cujas mesas lautas se amontoavam assados e cozidoscadavéricos, terminavam sempre nas mais lúbricas orgias, que aindamais se superexcitavam com a influência do astral inferior dos animaisdevorados. Ainda hoje, o excesso de alimentação carnívora, que épreferida pelos aldeões, estigmatiza muitos deles com o “fáciessuínico” ou o “estigma bovino”, que lhes dá um ar pesadão e letárgico,caracterizando fisionomias que lembram vagamente o temperamentodos animais devorados. E a excessiva carga astral que lhesinterpenetra o perispírito e transforma a configuração humana,
  29. 29. fazendo transparecer os contornos do tipo animal inferior. Nos planos erráticos do Além, é muito comum encontrarmos espíritos que se afeiçoaram tão fanaticamente aos despojos dos ani- mais, que passam a reproduzir certas caricaturas circenses, com visíveis aspectos animalescos caldeados pelo astral inferior! PERGUNTA: — Os orientais, que são absolutamente vegeta- rianos, têm conhecimento completo dos efeitos que nos relatais, sobre a carne? RAMATÍS: — O mestre hindu, meditativo e místico, queprocura continuamente o contato com os planos mais delicados, evita aingestão de carne, que lhe contamina a aura com o astral inferior. Os“guias”, muito conhecidos na tradição espírita, sempre lutam comdificuldade quando desejam intuir-vos após os lautos banquetes devísceras engorduradas, que digeris para atender ao sofisma dasproteínas. Principalmente nos trabalhos de materializações, os delicadosfenômenos são imensamente prejudicados pela presença de assistentescom os estômagos saturados de carne, e que identificam o climarepulsivo do necrotério onde estão se decompondo vísceras. E esse, também, um dos motivos por que a maioria dosmédiuns, obcecados pelas churrascadas e pelos banquetes opíparosonde se abusa da carne, estaciona em improdutivo animismo e mantémsó apagados contatos com os planos mais altos. Alguns médiuns glutõese exageradamente carnívoros ironizam e subestimam as práticas e osensinamentos esoteristas, destinados a apurar a sensibilidade psíquicaatravés do regime vegetariano. Essas criaturas pensam que as forçassutis dos planos angélicos podem-se casar discricionariamente àserutações fluídicas da digestão provinda dos retalhos cadavéricos!Raras são as que compreendem que, nos dias de trabalhos mediúnicos,passes ou radiações, a carne deve ser eliminada de suas mesas. Outrashá que ignoram que o êxito de operações fluídicas à distância nãodepende absolutamente de proteínas animais mas, principalmente, daexsudação ectoplasmática de um sistema orgânico limpo de impurezasastrais. PERGUNTA: — Qual o processo mais eficiente para o discípulo eliminar de sua aura ou perispírito os fluidos deletérios que
  30. 30. são exsudados pela carne animal? RAMATÍS: — E a terapêutica do jejum o processo quemelhor auxilia o espírito a drenar as substâncias tóxicas que provêmdo astral inferior pois, devido ao descanso digestivo, eliminam-se osfluidos perniciosos. A Igreja Católica, ao recomendar o jejum aos seusfiéis, ensina-lhes inteligente método de favorecimento à inspiraçãosuperior. As figuras etéreas dos frades trapistas, dos santos ou dosgrandes místicos, sujeitos a alimentação frugal, comprovam o valorterapêutico dessa alimentação. O jejum aquieta a alma e a libera emdireção ao mundo etéreo; auxilia a descarga das toxinas do astralinferior, que se situam na aura humana dos “civilizados”. Aliás, já existem no vosso mundo algumas instituições hospi-talares que têm podido extinguir gravíssimas enfermidades sob otratamento do jejum ou pela alimentação exclusivamente à base desuco de frutas. Jesus, a fim de não reduzir o seu contato com o Alto,ante o assédio tenaz e vigoroso das forças das trevas, mantinha a suamente límpida e a governava com absoluta segurança graças aoslongos jejuns, em que eliminava todos os resíduos astrais,perturbadores dos veículos intermediários entre o plano espiritual e ofísico. O Mestre não desprezava esse recurso terapêutico para atessitura delicada do seu perispírito; não se esquecia de vigiar a suaprópria natureza divina, situada num mundo conturbado e agressivo,que atuava continuamente como poderoso viveiro de paixões e detritosmagnéticos a forçarem-lhe a fisiologia angélica. Evitava sempre aalimentação descuidada e, quando sentia pesar em sua organização asemanações do astral inferior, diminuía a resistência material ao seuespírito, praticando o jejum, que lhe favorecia maior libertação para oseu mundo celestial. Nunca vimos Jesus partindo nacos de carne ou oferecendoperfis de porco aos seus discípulos; ele se servia de bolos feitos demel, de fubá e de milho, combinados aos sucos ou caldos de cereja,morangos e ameixas. PERGUNTA: — Na hora da desencarnação, a alimentação car-nívora pode prejudicar o desprendimento do espírito? RAMATÍS: — A Lei é imutável em qualquer setor da vida; o
  31. 31. êxito liberatório na desencarnação depende, acima de tudo, do tipo devibrações boas ou más na hora em que o desencarnante é submetido àtécnica espiritual desencarnatória. O perverso que se lançou numabismo de crueldade, na vida física, será sempre um campo deenergias trevosas e impermeáveis à ação dos espíritos benéficos; maso santo, que se dá todo em amor e serviço ao próximo, torna-se umafonte receptiva de energias fulgentes, que lhe abrem clareiras para aascensão radiosa. Justamente após o abandono do corpo físico é que ocampo energético do perispírito revela, no Além, mais fortemente, oresultado do metabolismo astral que entreteve na Terra. Emconseqüência, o homem carnívoro, embora evangelizado, sempre háde se sentir mais imantado ao solo terráqueo do que o vegetariano que,além de ser espiritualizado, incorpore energias mais delicadas em seuveículo perispiritual. Reconhecemos que, enquanto o facínoravegetariano pode ser um oceano de trevas, o carnívoro evangelizadoserá um campo de Luz; no entanto, como a evolução induz à harmoniacompleta no conjunto psicofísico, entre o homem carnívoro e ovegetariano, que cultuem os mesmos princípios de Jesus, o últimosempre haverá de lograr mais êxito na sua desencarnação. A ausência de carne no organismo livra-o do excesso detoxinas; na desencarnação, a alma se liberta, assim, de um corpomenos denso e menos intoxicado de albumina e uréia, que provocamsempre o abaixamento das vibrações do corpo etérico. O boi ou oporco entretêm a sua vida em região excessivamente degradante, cujasubstância astral pode aderir à aura humana, não só retardando odinamismo superior como ainda reduzindo a fluência das emoçõesangélicas. PERGUNTA: — Porventura, o homem evangelizado, que sealimenta de carne, contraria ainda as disposições divinas? Não existemtantos vegetarianos de má conduta e até pervertidos? RAMATÍS: — Não temos dúvida em afirmar que mais valeum carnívoro evangelizado do que um vegetariano anticrístico. Masnão estamos cogitando agora das qualidades espirituais que devem seralcançados por todos os entes humanos, mas sim considerando seprocede bem ou não a criatura evangelizada que ainda coopera para oprogresso dos matadouros, charqueadas, frigoríficos ou matançasdomésticas. A alma verdadeiramente evangelizada é plena de ternura,
  32. 32. compassividade e amor; o espírito essencial-mente angélico não seregozija em lamber os dedos impregnados da gordura do irmãoinferior, nem se excita na volúpia digestiva do lombo de porcorecheado ou da costela assada, com rodelas de limão por cima. E profundamente vergonhoso para o vosso mundo que o boigeneroso, cuja vida é inteiramente sacrificada para o bem dahumanidade e o prazer glutônico e carnívoro do homem, seja maisinteligente que ele em sua alimentação, que é exclusivamentevegetariana! Não se compreende como possa o homem julgar-se umser adiantado, ante o absurdo de que o animal irracional preferealimento superior ao do seu próprio dono, que é dotado dodiscernimento da razão! Louvamos incondicionalmente o homem evangelizado, aindaque carnívoro, mas o advertimos de que, enquanto mantiver no ventreum cemitério, há de ser sempre um escravo preso à roda dasreencarnações retificadoras, até acertar as suas contas cármicas com aespécie animal! Se ele é um evangelizado, deve saber que o ato desugar tutano de osso e devorar bifes o retém ainda bem próximo dosseus antepassados silvícolas, que se devoravam uns aos outros devidoà sua profunda ignorância espiritual. A ingestão de víscerascadavéricas e o ato de matar o irmão inferior tanto distanciam afronteira entre o anjo e o homem, como agravam o fardo cármico paraos futuros ajustes espirituais. PERGUNTA: — Mas não nos estamos referindo à ação dematar, isto é, de tirar a vida, porquanto muitíssimas criaturascarnívoras, mas cuja bondade e piedade conhecemos, não são capazesde matar um simples inseto, quanto mais de destruir uma ave ouanimal! RAMATÍS: — Os corações integralmente bondosos e piedososnão só evitam matar o animal ou ave, como ainda não têm coragempara devorar-lhes as entranhas sob os temperos de cebola, sal epimenta... Aquele que mata o animal e o devora ainda pode ser menosculpado, porque assume em público a responsabilidade do seu ato. Noentanto, o que não mata, por piedade ou receio de remorso, masdevora gostosamente a carne do animal ou da ave, trucidados poroutros, age manhosamente perante Deus e a sua própria consciência. A
  33. 33. piedade à distância não identifica o caráter bondoso, pois muita gentefoge aflita, quando o cutelo fere o infeliz animal, mas retorna satisfeitalogo que a panela pára de ferver e as vísceras se apresentamapetitosas. Isso lembra o clássico sábado de “Aleluia”, em que os fiéisse mantêm em estóico jejum de carne, na Quaresma preceituada pelaIgreja, mas estão aguardando ansiosamente que o relógio marque omeio-dia, para então se atirarem famintos sobre os retalhosfumegantes, que se cozem na moderna panela de pressão! O homem“piedoso”, que se recusa a assistir à matança do animal, é quasesempre o mais exigente quanto ao assado e ao tempero destinado àcarne sacrificada à distância. PERGUNTA: — A recusa em matar o animal ou ave já não éum protesto contra a existência de matadouros e charqueadas? issonão comprova a posse de uma alma com melhor aprimoramentoespiritual? RAMATÍS: — As criaturas que matam a ave ou o animal nofundo do quintal, ou que obtêm o seu salário no trabalho dosmatadouros, podem ser almas primitivas, que não avaliam o grau desua responsabilidade espiritual junto à coletividade do mundo físico.Mas aqueles que fogem na hora cruel do massacre do irmão bemdemonstram compreender a perversidade do ato e o reconhecem comoinjusto e bárbaro. Em conseqüência, ratificam o conhecimento de suaresponsabilidade perante Deus, recusando-se a assistir àquilo que emsua mente significa severa acusação ao espírito. Confirmam, portanto,ter conhecimento da iniqüidade de se matar o animal indefeso einocente. E óbvio que, se depois o devoram cozido ou assado, aindamaior se lhes torna a culpa, porque o mesmo ato que condenam, com aausência deliberada, fica justificado pessoal e plenamente na horafamélica da ingestão dos restos mortais do animal. Os fujões pseudamente piedosos não passam, aliás, de vulgarescooperadores das mesmas cenas tétricas do sacrifício do animal; oconsumidor de carne também não passa de um acionista eincentivador da proliferação de açougues, charqueadas, matadouros efrigoríficos. O vosso código prevê, na delinqüência do vosso mundo, penasseveras tanto para o executor como para o mandante dos crimes de co-
  34. 34. participação mental, pois a responsabilidade pesa sobre ambos. Os quenão matam animais ou aves, por piedade, mas digerem jubilosamenteos seus despojos, tornam-se co-participantes do ato de matar, emborao façam à distância do local do sacrifício; são, na realidade,cooperadores anônimos da indústria de carnes, visto que incentivam odinamismo da matança ao consumirem a carne que mantém ainstituição fúnebre dos matadouros e do trucidamento injusto daquelesque Deus também criou para a ascensão espiritual. PERGUNTA. — Cremos que muitos seres divinizados, que jáviveram em nosso mundo, também se alimentaram de carne; não éverdade? RAMATÍS: — Realmente, alguns santos do hagiológio cató-lico, ou espíritos desencarnados considerados hoje de alta categoria,puderam alcançar o céu, apesar de comerem carne. Mas o portador daverdadeira consciência espiritual, isto é, aquele que, além de amar, jásabe por que ama e por que deve amar, não deve alimentar-se com acarne dos animais. A alma efetivamente santificada repudia,incondicionalmente, qualquer ato que produza o sofrimento alheio;abdica sempre de si mesma e dos seus gozos em favor dos outrosseres, transformando-se numa Lei Viva de contínuo benefício e, naobediência a essa Lei benéfica, assemelha-se à força que dirige ocrescimento da semente no seio da terra: alimenta e fortifica, mas nãoa devora! Essa consciência espiritual torna-se uma fonte de tal gene-rosidade, que toda expressão de vida do mundo a compreende eestima, pela sua proteção e inofensividade. Sabeis que Francisco deAssis discursava aos lobos e estes o ouviam como se fosseminofensivos cordeiros; Jesus estendia sua mão abençoada, e as cobrasmais ferozes se aquietavam em doce enleio; Sri Maharishi, o santo daÍndia, quando em divino “samadhi”, era procurado pelas aranhas, quedormiam em suas mãos, ou então afagado pelas feras, que lhelambiam as faces; alguns místicos hindus deixam-se cobrir cominsetos venenosos e abelhas agressivas, que lhes voam sobre a pelecom a mesma delicadeza com que o fazem sobre as coroas das flores!Os antigos iniciados essênicos mergulhavam nas florestas bravias, afim de alimentarem os animais ferozes que eram vítimas dastormentas e dos cataclismos. Inúmeras criaturas gabam-se de nunca
  35. 35. haverem sido mordidas por abelhas, insetos daninhos, cães, ou cobras.Geralmente são pessoas vegetarianas, que assim mantêmintegralmente vivo o amor pelos animais. As almas angelizadas, que já chegaram a compreenderrealmente o motivo da vida do espírito no mundo de formas, quepossuem um coração magnânimo e incapaz de presenciar o sofrimentodos animais, também não lhes devoram as entranhas, do mesmo modocomo os verdadeiros amigos dos pássaros não os prendem em gaiolasmesmo douradas! E ilícito ao homem destruir um patrimônio valiosoque Deus lhe confia para uma provisória administração na Terra;cumpre-lhe proteger desde a flor que enfeita a margem dos caminhosaté ao infeliz animal escorraçado e que só pede um pouco de pão e deamizade. O devorador de animais, por mais evangelizado que seja,ainda é um perturbador da ordem espiritual na matéria; justifique-secomo quiser, mas a persistência em nutrir-se com despojos animaisprova que não se adaptou ainda, de modo completo, aos verdadeirosobjetivos do Criador. PERGUNTA: — Qual a reação psicofísica que deve sentir apessoa, sob o impacto do fluido magnético-astral que se liberta dacarne de porco? RAMATÍS: — A reação varia de conformidade com o tipoindividual: o homem comum, e demasiadamente condicionado àingestão de carne de porco, sentir-se-á ainda mais fortalecido einstigado energeticamente para a vida de relação, assim como ummotor pesado e rude funciona melhor com um combustível maisgrosseiro. Os homens coléricos, irascíveis e descontrolados nas suasemoções, que se escravizam facilmente aos impulsos do instintoanimal, são comumente fanáticos adoradores das mesas lautas, egrandemente afeiçoados às churrascadas. O magnetismo vital inferior, que incorporam continuamente aoseu organismo físico e astral, ativa-lhes bastante os centros docomando animal, mas prejudica-lhes a natureza angélica nometabolismo para a absorção de um magnetismo superior. As reaçõesvariam, portanto, conforme a sensibilidade psíquica e a condiçãoespiritual dos carnívoros; um simples pedaço de carne de porco, queseria suficiente para perturbar o perispírito delicado de um Gandhi, ou
  36. 36. de um Francisco de Assis, poderia acelerar a vitalidade do psiquismodescontrolado de um Nero ou de um Heliogábalo! PERGUNTA: — Desde que estamos operando num mundofísico e compacto, que requer de nós atividades exaustivas, não poderáo abandono da alimentação carnívora provocar-nos uma anemiaperigosa? RAMATÍS: — Sabeis que o corpo humano é apenas umaconglomerado de matéria ilusória, em que um número inconcebível deespaços vazios, interatômicos, predomina sobre uma quantidademicroscópica de massa realmente absoluta. Se pudésseis comprimirtodos os espaços vazios que existem na intimidade do corpo físico, atéque ele se tornasse o que em ciência se denomina “pasta nuclear”,reduzi-lo-íeis a uma pitada de pó microscópico, que seria a massa realexistente. O organismo humano é maravilhosa rede de energia,sustentada por um gênio cósmico. O homem é espírito aderido ao póvisível aos olhos da carne; na realidade, é mais nítido, dinâmico,verdadeiro e potencial no seu ‘habitat “espiritual, livre do póenganador. Vós ingeris grande quantidade de massa material, na formade lauta alimentação, atendendo mais às contrações espasmódicas doorganismo, do que mesmo à sua necessidade magnético-vital. Ocorpo, em verdade, só assimila o” quantum “de que necessita parasuster a forma aparente, pelo qual excreta quase toda a quota ingerida.Nos planetas mais evoluídos, a alimentação é quase toda à base desucos, que penetram na organização viva, alguns até pelo fenômenocomum da osmose e absolutamente sem excreção. Neles, as almasapuradas sabem alimentar-se, em grande parte, através dos elementosetéricos e magnéticos hauridos do Sol e do ambiente, inclusive oenergismo prânico do oxigênio da atmosfera. Não vos será difícil comprovar que inúmeros operários malalimentados conseguem realizar tarefas pesadas, assim como ostradicionais peregrinos de passado, que pregavam a palavra do Senhorao mundo conturbado, viviam frugalmente e abjuravam a carne. Oprogresso espiritual se evidencia em todos os campos de ação em queo espírito atua, pelo qual — se realmente pretendeis alcançar o estadoangélico — tereis também que procurar desenvolver um metabolismomais delicado e escolhido, na alimentação do vosso corpo. A ascensãoespiritual exige a contínua redução da bagagem de excessos do mundo
  37. 37. animal. Seria ilógico que o anjo alçasse vôo definitivo para as regiõesexcelsas, saudoso ainda da ingestão de gordura dos seus irmãosinferiores! PERGUNTA: — E se o homem teimar em se alimentar decarne, quais os recursos que os Mestres poderão empregar para afastá-lo dessa nutrição? RAMATÍS: — Sabeis que os excessos nas mesas pantagruéli-cas, principalmente na alimentação carnívora, quando atestam anegligência e a teimosia do espírito humano para com a sua própriafelicidade, são sempre corrigidos com a terapêutica das admiráveisválvulas de segurança espiritual, que aí no vosso mundo funcionamsob a terminologia clássica da ciência médica com as sugestivasdenominações de úlceras, cânceres, cirroses, nefrites, enterocolites,chagas, inclusive a criação de condições favoráveis para “habitat” dasamebas coli ou histolíticas, giárdias ou estrongilóides, tênias, ouirrequietos protozoários de formas exóticas. Sob a ação dessesrecursos da natureza, vão-se acentuando, então, as trocas exigíveis àentidade espiritual, e a compulsória frugalidade vai agindo para atransformação exaustiva, mas concretizável, do animal na figura doanjo. As excrescências anômalas e mórbidas, que se disseminam pelocorpo físico, funcionam na prodigalidade de sinais de advertência, queregulam harmônica e equitativamente o tráfego digestivo. Elasobrigam a dietas espartanas ou substituições por nutrições maisdelicadas, ao mesmo tempo que se retificam impulsos glutônicos e seaprimoram funções que purificam o astral em torno e na intimidade datessitura etérica. Quantas vezes o teimoso carnívoro se submete arigorosa abstinência de carne, devido à úlcera gástrica que surge paraobrigá-lo a se ajustar a uma nutrição mais sadia! PERGUNTA: — Podemos pressupor que a Divindade tudofará para que no futuro sejam extintos os matadouros, frigoríficos ouaçougues da Terra? RAMATÍS: — Não temos dúvida alguma a esse respeito! Emvirtude de no terceiro milênio não deverem existir mais as instituiçõesque se mantêm à custa da indústria da morte, elas deverãodesaparecer, pouco a pouco, tanto por motivos de ordem econômica,epidêmica ou acidental, como pelo repúdio humano e a melhoria
  38. 38. nutritiva do homem. Sabeis que o repúdio à carne é um dos principaisfundamentos das doutrinas do Oriente, em que se destacam ohermetismo, o hinduísmo, o budismo, a ioga, o esoterismo e ateosofia, além de milhares de outras seitas que vicejam à sua sombra.A proverbial negligência do ocidental para com a abstenção da carne,que lhe favoreceria um carma suave para o futuro, terminaenvolvendo-o demoradamente na engrenagem melancólica dasenfermidades, que obrigam a dietas angustiosas e despesas commédico e farmácia. PERGUNTA: — Visto que a indústria da carne oferece traba-lho a milhões de criaturas, cremos que a sua paralisação súbitarepresentaria um desastre econômico para o nosso mundo. Uma vezque se multiplicam açougues, charqueadas, frigorificos e indústrias decarne enlatada, é porque a Divindade o permite não é assim? RAMATÍS: — Quando apareceram no vosso mundo osprimeiros automóveis, os antigos cocheiros e construtores de veículosde tração animal também se apavoraram ante a iminência de terríveldesastre econômico, pois temiam pelo fechamento das ferrarias, dasfábricas de viaturas, e mais os prejuízos dos criadores de cavalos, dosseleiros, dos artesãos, pintores e estofadores. No entanto, a sabedoriada vida transformou tudo isso em oficinas mecânicas, em postos degasolina, de lavagem de autos, surgindo então os artífices da borracha,os garagistas, os petroleiros, os fiscais de trânsito, niqueladores,toldistas, fabricantes de pára-brisa, pintores, e extensa indústria detambores, latas, frascos, enfeites, e de tecidos adequados à fabricaçãode automóveis. Em lugar da falência prevista com angustiosopessimismo, desenvolveu-se uma das mais poderosas atividades quetêm enriquecido os países operosos. Do mesmo modo, a paralisaçãoda fúnebre indústria da carne, além de se tornar inefável bênção para avossa humanidade, há de favorecer a edificação do mais rico parqueindustrial de produtos frugívoros, vegetais e seus derivados, capaz deatender ao paladar mais exigente, e que atualmente se encontradeformado pela nutrição cadavérica. A química e a botânica serãochamadas a contribuir decisivamente para a nova riqueza, produzindoos mais variados tipos de frutas, que hão de se transformar em boca-dos paradisíacos! A suposição de que a Divindade está de acordo com a
  39. 39. manutenção de açougues e matadouros é conseqüente de interpretaçãofalsa dos desígnios de Deus; reparai como se tornam atualmente maisdificultosas as aquisições de carne por parte dos pobres, que se vêemobrigados, por isso, a recorrer a outras fontes de alimentação. Ignoraisque, à medida que aumenta a dificuldade para o homem ingerir carne,atrofia-se o mecanismo psíquico do desejo carnívoro, que pouco apouco vai desaparecendo com a abstinência compulsória. Ante a comprovação científica de que a carne do animal can-sado, ou com o seu metabolismo perturbado, provoca também per-turbações nos que ingerem, porque ficam aumentadas as toxinas quecirculam no sangue, já devíeis ter percebido que todas as vezes em queingerirdes carne estareis absorvendo um pouco do veneno do animal.Os médicos estudiosos poderão notar que o recrudescimento de surtosamebisíacos e das infecções inespecíficas do cólon intestinal, inclusiveas ulcerações e fístulas retais, eventos hemorroidários e aumento deviscosidade sanguínea, são causados, em parte, pelo uso imoderado dacarne de porco. Em vista do aumento constante dos indivíduoshiperproteinizados, cujos cadáveres povoam os cemitérios, emconseqüência de síncopes, enfartes e derrames cerebrais, em breveouvireis o grito alarmante da vossa ciência médica: evitem a carne deporco! PERGUNTA: — Mas, deixando de lado a indústria da carne,propriamente dita, não considerais os vultosos prejuízos quedecorreriam da extinção dos matadouros ou charqueadas, devido àfalta de matéria-prima para o fabrico de artefatos de couro? RAMATÍS: — Dificilmente conseguis compreender as divinasmensagens que Deus vos envia, solicitando-vos a.modificação develhos hábitos perniciosos e oferecendo, em troca, outros meios maisvaliosos e que atendem à substituição desejada. De há muito queproliferam no vosso orbe as indústrias abençoadas do “nylon” e deoutros produtos de manufatura plástica, capazes de substituir comêxito a mórbida fabricação de artefatos de couro arrancado ao infelizanimal. No terceiro milênio não serão mais preferidos o sapato, abolsa, a carteira ou o traje confeccionado com a matéria-primasangrenta, que estimula hoje a indústria da morte. Hoje mesmo, no tocante aos acessórios de vossa alimentação,
  40. 40. o azeite e a banha de coco já substituem a repulsiva gordura cultivadano chiqueiro e no charco de albumina do porco. PERGUNTA: — Quer isso dizer que o terrícola, no futuro, tor-nar-se-á exclusivamente vegetariano, não é assim? RAMATÍS: — Não tenhais dúvida alguma. Esse é um impera-tivo indiscutível para a humanidade futura. O progresso econômico àbase da indústria da morte, no fabrico do presunto enlatado, do “patêde foie-gras”, que é pasta de fígado hipertrofiado de ganso ou galinha,dos cozidos de vísceras saturadas de uréia do boi pacífico, ou dosrepulsivos chouriços de sangue coagulado, tudo sob invólucrosatrativos, não consta dos planos siderais para atender às necessidadesdo mundo no terceiro milênio! Assim como vos horrorizais ante a antropofagia dos selvagens,que devoram músculos e trituram nos dentes as tíbias dos seusadversários — o que, sob o vosso código penal, seria consideradocrime horroroso — no futuro, quando imperarem as Leis Áureas deProteção às Aves e aos Animais, também serão processadoscriminalmente os “virtuosos civilizados” que tentarem devorar os seusirmãos menores para adquirir as famosas proteínas! PERGUNTA: — Mas já existem, em nosso mundo, algumassociedades de proteção aos animais e às aves, o que nos parece provarjá haver sido dado um grande passo para o estabelecimento do regimevegetariano na Terra. Que dizeis a esse respeito? RAMATÍS: — Consideramos louvável tal empreendimento,mas a maioria dessas sociedades só se preocupa, por enquanto, com aregulamentação da caça ou apenas com os maus tratos para com osanimais de carga e de transportes. A verdadeira sociedade de proteçãoao animal e à ave, que pretenda realmente se enquadrar nos cânonesdivinos, terá que lutar tenazmente para que se evite a morte do infelizser que ainda é sacrificado para atender às mesas dos civilizados.Paradoxalmente, muitos dos vossos contemporâneos quesuperintendem as sociedades de proteção aos animais são comedoresde carne e, portanto, cooperadores para que prossigam a carnificinanos matadouros e as chacinas nas charqueadas, onde o sentidoutilitarista desconhece a mansuetude, a piedade e o amor!
  41. 41. Não duvidamos de que possais chegar, um dia, ao ridículomesmo de comemorardes os aniversários das instituições terrenas, deproteção aos animais e às aves, sob festiva e suculenta churrascada decarne de boi sacrificado na véspera, e onde os brilhantes oradores hãode proferir discursos sobre a Lei da Caça ou o amor ao animal,enquanto o magarefe prepara o “apetitoso” filé no espeto, ao temperoda moda. A questão de se restringir a caça a uma época determinada doano, longe do período de procriação da ave ou do animal, nãoidentifica proteção alguma ou prova de piedade para com esses seres;é apenas extremoso cuidado para não se extinguirem prematuramenteas espécies reservadas à destruição pelos caçadores, em tempooportuno. A piedade e a proteção aos pássaros ou animais das selvas,só as demonstrareis com a absoluta recusa ou proibição de matá-losem qualquer período do ano. A oficialização de época apropriada paraa matança de pássaros e de animais indefesos é apenas umsubterfúgio, que não vos eximirá, perante as leis da vida, daresponsabilidade de matar. Apesar de a utlização da cadeira elétrica eos fuzilamentos oficiais serem considerados, por um grupo de juristassentenciosos, como medida perfeitamente legal, perante Deus é umcrime oficializado e muito pior do que o homicídio a que o indivíduofoi impelido por um mau sentimento, pelo amor, pela fome, ou nummomento de cólera ou mesmo desejo incontrolável de vingança. Ocriminoso, embora useiro e vezeiro na delinquência, não avalia,comumente, a extensão do seu delito a que, quase sempre, é instigadopor feroz egoísmo do instinto de conservação; mas os criadores de leisque autorizam assassinatos premeditados serão responsáveis pelodelito de matarem por cálculo, embora aleguem que assim o fazem emdefesa das instituições sociais. PERGUNTA: — Como poderíamos lograr desfazer essecondicionamento biológico da alimentação carnívora, sem sofrermos aviolência de uma substituição radical? RAMATÍS: — Alhures já vos temos dito que os peixes, osmariscos e os crustáceos são “corpos coletivos”, correspondentes a umsó “espírito-grupo”, que lhes dirige o instinto e gera-lhes uma reaçãoúnica e igual em toda a espécie. Um peixe, fora d’água ou dentro dela,
  42. 42. manifesta sempre a mesma reação igual e exclusiva, de todos osdemais peixes do mesmo tipo. Entre milhões de peixes iguais, nãoconseguireis distinguir uma única reação diferente no conjunto. Noentanto, inúmeras outras espécies animais já revelam princípios deconsciência; podem ser domesticadas e realizar tarefas distintas entresi. O boi, o suíno, o cão, o gato, o macaco, o carneiro, o cavalo, oelefante, o camelo, já revelam certo entendimento consciencial a parte,em relação às várias funções que são chamados a exercer. Elesrequerem, cada vez mais, a vossa atenção e auxílio, a fim de seafirmarem num sentimento evolutivo para outros planetas, nos quaisas suas raças poderão alcançar melhor desenvolvimento, no comandode organismos mais adequados às suas características. Quando o seupsiquismo se credenciar para o comando de cérebros humanos, as suasconstituições psicoastrais poderão então retornar ao vosso globo eoperar na linha evolutiva do homem terrícola. Eis o motivo por queJesus nunca sugeriu aos seus discípulos que praticassem a caça ou amatança doméstica, mas aconselhou-os a que lançassem as redes aomar. Os peixes e os mariscos ainda se distanciam muitíssimo daespécie animal, que é dotada de rudimentos de consciência. Mesmoque não sejais absolutamente vegetarianos, e vos alimenteis de peixes,crustáceos ou mariscos, já revelareis grande progresso no domínio aodesejo doentio da zoofagia. Não vos aconselhamos a desistênciaviolenta do uso da carne, se ainda não sois dotados de vontadepoderosa que vos permita a mudança radical de regime; podeiseliminar, primeiramente, o uso da carne dos animais, em seguida a dasaves, e depois vos manterdes com a alimentação de peixe econgêneres, até que naturalmente o vosso organismo se adapte àalimentação exclusiva de vegetais e frutas. E preciso, entretanto, que governeis a vossa mente, para queela se possa modificar pouco a pouco, e vá abandonando o desejo deuma nutrição que é vilmente estigmatizada com a morte do animal. Seassim procederdes, em breve o desejo mórbido de ingerirdes víscerascadavéricas poderá ser substituído pelo salutar desejo da alimentaçãovegetariana, em que trocareis as vitualhas sangrentas pelos frutossuculentos e sadios. O primeiro esforço para vos livrardes da nutrição carnívora
  43. 43. deve ser no sentido de compreenderdes a realidade intrínseca de quese constitui a carne e que se disfarça sob a forma de saborosos pitéus. PERGUNTA: — Dai-nos um exemplo objetivo de comopoderemos governar a mente e controlar o instinto, para extinguirmoso desejo de saborear a carne de animais. RAMATÍS: — Primeiramente é necessário que não vos deixeisfascinar completamente pelo aspecto festivo das mesas repletas depratos com carnes, aos quais a arte mórbida ainda ajusta enfeites quenão passam de sugestões pérfidas para que mais se acicatem osdesejos inferiores. Diante do presunto “apetitoso”, convém quemediteis sobre a realidade fúnebre que está à vossa frente; há querecordar a figura do suíno metido no charco, na forma de malcheirosoe detestável monturo de albumina, suarento, balofo e imundo, quedepois é cozido em água fervente, para dar-vos o presunto “rosado echeiroso”. Ante o churrasco “delicioso”, não vos deixeis seduzir pelocheiro da carne a crepitar sob apetitoso condimento, mas considerai-ona sua verdadeira condição de musculatura sangrenta, que durante avida do animal eliminou o suor acidulado pelos poros, verteu toxinas euréia, figurando-o, também, como a rede microscópica que canalizabacilos de todos os matizes e de todas as conseqüências patogênicas. Na realidade, o vosso estômago não foi criado para a macabrafunção de cemitério vivo, dentro do qual se liberta a fauna dosgermens ferozes e famélicos e se desmantelam as fibras animais! Senão vos deixardes dominar pelo impulso inferior, que perverte aimaginação e vos ilude com a falsidade da nutrição apetitosa, cremosque em breve sentir-vos-eis libertos da necessidade de ingestão dosdespojos animais, assim como há homens que mental e fisicamente selibertam do vício de fumar e não mais sofrem diante dos fumantesinveterados. E, se o desejo impuro ainda comandar o vosso psiquismonegligente e enfraquecer a vontade superior é mister que, pelo menos,recordeis a comoção dolorosa do animal, quando é sacrificado sob ocutelo impiedoso do magarefe ou quando sofre o choque operatório dafaca perversa, em suas entranhas inocentes. PERGUNTA: — Consultam-nos alguns confrades sobre se háacréscimo de responsabilidade para os espíritas que são carnívoros.Que dizeis?
  44. 44. RAMATÍS: — Não podemos assinalar-lhes “acréscimo deresponsabilidade”, nesse caso, pois a maioria ainda obedece ao própriocondicionamento biológico do pretérito, que se consolidou naformação animal e humana. Evidentemente, são poucos os espíritasque encaram o problema da alimentação como um delicado assuntoque deva ser digno de atenção. Mas o costume carnívoro não secoaduna, de maneira alguma, com os princípios elevados doespiritismo que, além de se fundamentar nos preceitos amorosos deJesus, se firma nos postulados iniciáticos do passado, em que aalimentação vegetariana era norma indiscutível para o discípulo bemintencionado. Os espíritas que estiverem seriamente integrados no sentidorevelador e libertador da doutrina codificada por Kardecindubitavelmente hão de exercer contínuos esforços para extinguir opéssimo costume de ingerir a carne de seus irmãos menores. O seuentendimento superior e progressivo há de distanciá-lo cada vez maisdos retalhos cadavéricos. E óbvio que a questão de comer carne ou não comê-la éassunto de foro íntimo da criatura e, por isso, aqueles que não sedispuserem a mudar a sua alimentação doentia de modo algumconcordarão com os nossos enunciados. Muitos saberão tecercomentários ardilosos e sugestivos, para chegarem a conclusões quejustifiquem a sua nutrição bárbara, considerando a sua escravidãomental ao desejo impuro como sendo imposição natural da vidahumana. Mas aqueles que procuram um mais alto nível deespiritualidade saberão compreender que a carne é prejudicial aoorganismo físico, porque este lhe absorve as toxinas uréicas, com oque fica violentada a tessitura delicada do veículo astral, onde segravam as emoções da alma. Se o espírita pretende alcançar melhorcoeficiente físico, moral, social, artístico, intelectual ou espiritual, éóbvio que a abstinência da carne é um imperativo indiscutível para oêxito completo em atingir esse ideal superior. As figuras santificadas dos líderes espirituais do vosso mundo,tais como Buda, Gandhi, Maharshi, Francisco de Assis e outros, entreos quais se destaca a sublime figura de Jesus, deixaram-vos o exemplode uma vida distante dos banquetes carnívoros ou dos “colchões-

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