TREINAMENTO DE FORÇA PARA O HANDEBOL E A
VELOCIDADE DE LANÇAMENTO
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sugestionam um aumento da velocidade de
lançamento depois de um período de TF
máximo e progressivo, quando combinado
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  1. 1. TREINAMENTO DE FORÇA PARA O HANDEBOL E A VELOCIDADE DE LANÇAMENTO Belmiro Freitas de Salles¹. 1- Grupo de Pesquisa do Departamento de Ginástica da EEFD/UFRJ – Rio de Janeiro – RJ – Brasil. belmirosalles500@hotmail.com RESUMO Um lançamento de jogo no handebol é diretamente dependente da capacidade do atleta de produzir potência. Aumentar a potência com uma técnica estável, é essencial para aumentar a velocidade de lançamento de uma bola ou a velocidade da contração muscular. Alguns estudos relacionam o treinamento de força com aumentos significativos na velocidade de lançamento de bola. Este estudo tem como objetivo apresentar uma revisão sobre a influência do treinamento de força sobre a velocidade de lançamento de bola no handebol. PALAVRAS-CHAVE: treinamento de força; potência; velocidade de lançamento ABSTRACT A game release in the handball is directly dependent of the athlete's capacity of producing potency. To increase the potency with a stable technique, it is essential to increase the speed of release of a ball or the speed of the muscular contraction. Some studies relate the training of force with significant increases in the speed of ball release. This study has as objective presents a revision on the influence of the training of force on the speed of ball release in the handball. WORD-KEY: training of force; potency; release speed INTRODUÇÃO O treinamento de força (TF) para o handebol pode promover aumentos na força, potência e resistência muscular que repercutem sobre o desempenho dos jogadores. Um lançamento de jogo no handebol é diretamente dependente da capacidade do atleta de produzir potência. Aumentar a potência com uma técnica estável, é essencial para aumentar a velocidade de lançamento de uma bola ou a velocidade da contração muscular (Hoff & Almdsbakk 1995). Os músculos envolvidos no movimento de lançar são o peitoral maior, subescapular, latíssimo do dorso, tríceps, deltóides, e flexores de punho em uma ação concêntrica; e o bíceps, rombóide, e trapézio em uma ação excêntrica. A rotação do corpo, que também ocorre durante o lançamento, envolve os músculos de tronco, que apresentam grande contribuição para o aumento da velocidade de lançamento (Wallace & Cardinale, 1997). Hoff & Almdsbakk (1995); Colli et al. (1996) e Cardinale (1997) examinaram a relação entre o TF e a velocidade de lançamento em jogadores de handebol. Os resultados apontam claramente uma maior velocidade de lançamento nos jogadores que combinam o TF com o treinamento específico. Sendo assim, este estudo tem como objetivo apresentar uma revisão sobre a influência do treinamento de força sobre a velocidade de lançamento de bola no handebol. TF E VELOCIDADE DE LANÇAMENTO Hoff & Almdsbakk (1995) observaram os efeitos do TF sobre a velocidade de lançamento e força muscular em jogadoras de handebol profissional. As jogadoras da segunda divisão norueguesa foram divididas em grupo treinado (TG) que realizou além do treinamento específico de handebol, o TF progressivo e máximo, e um grupo controle (CG) que realizou apenas o treinamento específico. Como variáveis dependentes foram selecionadas a velocidade de lançamento parada, velocidade de lançamento após os três passos e a carga para uma repetição máxima (1 RM) no supino horizontal. O TG melhorou significativamente em todas as variáveis (1 RM supino; 41,6 para 55,1 kg; lançamento parado, 19,8 a 23,3 m/s; lançamento três passos, 23,1 a 27,0 m/s) e o CG teve significantes melhorias apenas nas variáveis de lançamento (lançamento parado, 18,5 a 21,1 m/s, lançamento três passos, 22,6 a 24,6 m/s). Os resultados demonstraram que o TG teve melhoria significativamente maior que o CG no supino e no lançamento após 3 passos. Os resultados deste estudo
  2. 2. sugestionam um aumento da velocidade de lançamento depois de um período de TF máximo e progressivo, quando combinado com o treinamento específico de lançamento. Outros estudos demonstraram uma conexão entre o TF e um aumento na velocidade de lançamento (Potteiger et al. 1992; Wooden et al. 1992). Um aumento na força máxima dinâmica em um movimento especifico tem sido associada ao aumento na velocidade do mesmo movimento (Buhrle et al. 1977; Chui, 1964; Clarke et al. 1961; Schmidtbleicher et al. 1981; Witley et al. 1966). Apesar disto Voigt e Klausen (1990) demonstraram que o TF máximo e progressivo aumenta a velocidade de um movimento determinado, mas só quando combinado com o treinamento específico daquele movimento. DESTREINAMENTO (DTR) EM FORÇA DURANTE A TEMPORADA DE COMPETIÇÕES E A VELOCIDADE DE LANÇAMENTO Praticantes de diversas modalidades interrompem de forma programada o TF para enfatizar uma competição ou temporada de competições. Marques et al. (2006) investigaram as mudanças em parâmetros físicos produzido durante 12 semanas de TF e DTR durante uma temporada de 16 jogos de handebol profissional. Os jogadores executaram três séries de 3-6 RM com uma carga de 70-85% 1 RM no supino, três séries de 3-6 RM com uma carga de 70-95% de 4 RM no agachamento, mais saltos verticais, e corridas de curta distância durante 12 semanas. Os testes foram realizados antes (T1), depois de seis semanas (T2), e depois de 12 semanas (T3) de treinamento. Imediatamente depois destas 12 semanas, os indivíduos começaram um período de sete semanas de DTR para os jogos. Os ganhos mais importantes (p.=0,001) no teste de corrida de curta distância foram obtidos entre T1-T2 e T1-T3. Os aumentos no desempenho do salto vertical (p.=0,001) ocorreram entre T1-T2 e T1-T3. A carga de 1 RM para o supino sofreu aumentos significativos (p.=0,001) só entre T1-T2 e T1- T3. A carga para 4 RM no agachamento aumentou significativamente entre todos os testes. Depois do DTR, e durante os jogos não foi observada nenhuma perda significativa no desempenho dos saltos verticais. Porém, reduções significativas na velocidade de lançamento de bola foram verificadas (p.=0,023). Os resultados sugerem que jogadores de handball podem aperfeiçoar importantes parâmetros físicos em 12 semanas, e que sete semanas de DTR, são suficientes para induzir diminuições significativas da velocidade de lançamento de bola. CONCLUSÕES A partir dos resultados dos estudos apresentados, pode-se concluir que o TF pode ser considerado um recurso essencial para a melhora na velocidade de lançamento de bola e no desempenho geral dos jogadores de handebol. Estes resultados também demonstraram que esse aumento ocorre em maior escala, quando o TF e associado ao treinamento específico, e que o desempenho durante o lançamento de bola pode ser reduzido aos valores de base quando ocorre o DTR em força, mesmo que o treinamento específico e mantido. REFERÊNCIAS 1. BUHRLE, M.; SCHMIDTBLEICHER, D. Der einfluss von maximal krafttraining auf die bewegungs schnelligkeit [The influence of maximum strength training on movement velocity]. Leistungssport. v. 7, p. 3-10. 1977. 2. CARDINALE, M. Atti del corso di aggiornamento per allenatori [Abstracts from coaches' seminar]. Italian Handball Federation, October 1997. 3. CHUI, E.F. Effects of isometric and dynamic weight-training exercises upon strength and speed of movement. Res. Q. v. 35, p. 246-257. 1964. 4. CLARKE, D.H.; HENRY, F.M. Neuromotor specificity and increased speed from strength development. Res. Q. 32:315- 325. 1961. 5. COLLI, R.; GARDINI, F.; CARDINALE, M.; BOSCO, C. La velocita di tironell' handball [Throwing speed in team handball]. Handball Studi. v. 1, p. 24-29. 1996. 6. HOFF, J.; ALMDSBAKK, B. The effects of maximum strength training on throwing velocity and muscle strength in female team-handball players. Journal of Strength and Conditioning Research. v. 9, p. 255-258. 1995. 7. MARQUES, M.C. & GONZALES- BADILLO, J. J. In-season resistance
  3. 3. training and detraining in professional team handball players. Journal of Strength and Conditioning Research. v. 20, p. 563–571. 2006. 8. POTTEIGER, J. A.; WILLIFORD, H.N.; BLESSING, D.L.; SMIDT, J. Effect of two training methods on improving baseball performance variables. Appl. Sports Sci. Res. v. 6, p. 2-6. 1992. 9. SCHMIDTBLEICHER, D.; HARALAMBIE, G. Changes in contractile properties of muscle after strength training in man. Eur. J. Appl. Physiol. v. 46, p. 221-228. 1981. 10. VOIGT, M.; KLAUSEN, K. Changes in muscle strength and speed of an unloaded movement after various training programmes. Eur. J. Appl. Physiol. v. 60, p. 370-376. 1990. 11. WALLACE, M. B.; CARDINALE, M. Conditioning for team handball. Strength and Conditioning. v. 19, p. 7-12. 1997. 12. WITLEY, J. D.; SMITH, L.E. Influence of three different training programs on strength and speed of limb movement. Res. Q. v. 37, p.132-142. 1966. 13. WOODEN, M. J.; GREENFIELD, B.; JOHANSON, M. LITZELMAN, L.; MUNDRANE, M.; DONATELLI, R. A. Donatelli. Effects of strength training on throwing velocity and shoulder muscle performance in teenage baseball players. J. Orthopaed. Sports Phys. Ther. v. 15, p. 223-228. 1992.

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