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“Toda Escritura é inspirada por Deus
e útil para o ensino, para a repreensão,
para a correção, para a educação na justiça”.
(2Tm 3:16)
Panorama do Antigo Testamento
2005
2
I - Introdução
A - Importância do Antigo Testamento
Quando olhamos para a Igreja de um modo geral hoje em dia (pelo menos aqui no Brasil!)
percebemos que de certa forma os cristãos não têm dado muita importância ao Antigo
Testamento como deveria. Na verdade, muitos até se afastam de tentar compreendê-lo
tachando-o de ‗complicado‘, ou dizendo que ‗não serve para nossos dias porque já estamos no
período do Novo Testamento‘. Será que estas pessoas realmente carregam a verdade nestas
palavras?
É triste, mas o fato é que até os pastores que deveriam seguir uma posição diferenciada
para com o Antigo Testamento, eles mesmos não pregam muito freqüentemente nele. Geralmente
se fala muito de Jesus, das cartas de Paulo, de João... e se por acaso se falar do Antigo
Testamento talvez ainda seja como uma citação do Novo a respeito do mesmo.
Este comportamento não é de agora.―Já no segundo século da era cristã apareceu Marcião,
um herege que queria – com muita razão – reformar a Igreja da sua época, porque esta não
pregava mais a graça, e, sim, a salvação pelas obras. Infelizmente, contudo, Marcião e seus
muitos seguidores rejeitaram não somente uma boa parte do Novo Testamento, mas também o
Antigo Testamento por completo!‖1
E se por acaso pensarmos que é um comportamento somente
presente no Brasil, também estamos redondamente enganados.―Na Índia, há cristãos que
reconhecem apenas o Novo Testamento, substituindo o Antigo por alguns escritos hindus que
eles acham ser mais interessantes‖.2
Não há dúvida de que há vários ―motivos‖ para esta desconsideração. Dentre estes
motivos podemos citar: A presença de histórias complicadas e esquisitas; uma cultura muito
diferente da nossa; profecias dificílimas de interpretar; várias leis que não se aplicam mais em
nosso contexto, etc. A dificuldade em aceitar e utilizar o Antigo Testamento é tão patente que se
demonstra até na hora de se abrir um livro que se encontre nele. Muitos dão vexame!
Porém não deveria ser assim. Certamente se os Apóstolos vivessem nos dias de hoje
ficariam perplexos com o valor que nós devotamos ao Antigo Testamento. Pois eles
utilizavam-no bastante. Existe 1.040 citações de referências do Antigo Testamento no Novo
Testamento. Com exceção de apenas sete escritores do Antigo Testamento, todo o restante dos
escritores é citado ou deles se faz referência no Novo Testamento. São eles: Obadias, Naum,
Esdras, Neemias, Ester, Cânticos e Eclesiastes. Na realidade, de todo o Novo Testamento,
somente 26 capítulos não se referem ao VT.
Podemos considerar algumas verdades que devem mudar nossa posição em relação ao
Antigo Testamento.Vejamos o seguinte: 1- O Antigo Testamento representa a maior parte do
conteúdo de toda Bíblia; 2- Jesus e os Apóstolos o reconheceram como Palavra de Deus;
3- O Espírito Santo inspirou ambos os Testamentos; 4- O Antigo Testamento é útil para o
crescimento do cristão em santidade.
1
SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento.Vol. 1: Introdução, lei e profetas
anteriores. Patrocínio-MG.CEIBEL, 1978. p. 1
2
Ibid. p.1.
3
B - Características do Antigo Testamento
1 - Língua
Apesar de possuirmos hoje a nossa Bíblia em português, temos que nos lembrar (ou tomar
conhecimento) de que a língua em que ela foi escrita está longe de ter sido o português. As
diferenças entre as duas são notáveis. Tanto o hebraico tem um alfabeto diferente, como também
tem uma direção de escrita diferente. Além do fato de que o último texto do Antigo Testamento
escrito por profeta inspirado foi há mais ou menos 2.400 anos atrás.
A língua em que foi escrito o Antigo Testamento foi o hebraico, a língua falada pelos
israelitas. Na verdade, esta faz parte da cultura passada pelo patriarca Abraão. Que por sinal
também não tinha o hebraico como língua materna.
―Alguns comentadores dizem que provavelmente Abraão deixou de usar a velha língua
semítica – A caldaica – a qual era a da sua própria terra (Gn 12:1-5), quando saiu de Ur, e adotou
a língua dos cananeus, em cujo meio foi morar.‖3
―Esta língua Cananéia, que Abraão usou, era,
provavelmente, a mesma ou alguma forma dela, que foi conhecida mais tarde como a língua
hebraica.‖4
Quase todo o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com exceção de poucas
porções no aramaico: (Ed 4:8- 6:18; 7:12- 26), Jeremias (10:11) e de Daniel (2:4 -7:28). O tempo
percorrido para escrita de todo o Antigo Testamento foi de aproximadamente mil anos (1400 a
400 a.C.). Vários autores fizeram parte desta composição.
2 - Cânon
Para nós que recebemos a Bíblia com todos os seus livros já agrupados é muito bom e
fácil. Porém, nem sempre foi assim. Houve divergências com relação a reconhecer quais os livros
que deveriam fazer parte do cânon. Por fim, cremos que pela graça de Deus foram preservados os
livros que foram Inspirados.
―Há três elementos básicos no processo genérico de canonização da Bíblia: A inspiração
de Deus, o reconhecimento da inspiração pelo povo de Deus e a coleção dos livros inspirados
pelo povo de Deus.‖5
a)Inspiração de Deus - ―É evidente que o povo de Deus não teria como reconhecer a autoridade
divina num livro, se ele não fosse revestido de nenhuma autoridade.‖6
b)Reconhecimento por parte do povo de Deus - ―Esse reconhecimento ocorria de imediato, por
parte da comunidade a que o documento foi destinado originariamente. A partir do momento que
o livro fosse copiado e circulado, com credenciais da comunidade de crentes, passava a pertencer
ao cânon.‖7
c)Coleção e Preservação pelo povo de Deus - ―O povo de Deus entesourava a Palavra de Deus‖.8
(Dt 31:26; 1Sm 10:25; 2Rs 23:24; Dn 9:2, 6, 13; Ne 9:14, 26-30). Não deixava se perder os
livros, mas os guardavam com zelo e respeito.
3
MEIN, John. A Bíblia e como chegou até nós. JUERP. Rio de Janeiro. 3ª ed, 1977. p. 17
4
Ibid. p. 18
5
GEISLER, Norman, William Nix. Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós. Tradutor Oswaldo Ramos.
São Paulo - SP. Editora Vida, 1997. p. 74
6
Ibid. p. 74
7
Ibid. p. 74
8
Ibid. p. 74
4
Os autores do livro ‗Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós‘, dizem depois de
muito apurarem: ―Nossa investigação demonstra que, no que diz respeito às evidências, o cânon
do Antigo Testamento se completou por volta de 400 a.C ‖.9
Até ao tempo da Reforma os livros
apócrifos não eram aceitos como canônicos. E ―a canonização que receberam no Concílio de
Trento não recebeu o apoio da história.‖10
Provas da não-canonicidade dos apócrifos:
1- A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos;
2- Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do NT;
3- A maior parte dos primeiros grandes Pais da Igreja rejeitou sua canonicidade.11
3 - Texto
A Bíblia como nós temos hoje foi escrita há muito tempo atrás. Os textos originais
escritos pelos escritores inspirados chamam-se autógrafos. Evidentemente nem a igreja, nem os
judeus, nem ninguém hoje em dia possui algum autógrafo. Os escritos que temos são resultado de
um processo de cópias que foi se dando através do tempo. Não significa, no entanto, que
perdemos alguma porção da mensagem revelada e inspirada dada por Deus.
―Os manuscritos do Antigo Testamento geralmente vêm de dois amplos períodos de
produção. O período talmúdico (300 a.C. — 500 a.C.) produziu manuscritos usados nas
sinagogas e outros em estudos particulares. Em comparação com o período massorético posterior
(500 a.C. — 1000 d.C.), aquelas cópias de manuscritos primitivos são em número menor;
todavia, são cópias consideradas ―oficiais‖, cuidadosamente transmitidas.‖12
C - Disposição dos Livros do Antigo Testamento
A disposição dos livros como a conhecemos e recebemos hoje não era a usada pelos
judeus.―A Igreja Cristã evidentemente realizou uma mudança importante na ordem, colocando os
livros de oráculos proféticos, a partir de Isaías, no final do Antigo Testamento. O propósito dessa
mudança foi abrir caminho para o Novo Testamento, acrescentado como o relato do cumprimento
da profecia do Antigo Testamento.‖13
No começo do séc. III Orígenes já se refere ao AT na
ordem: Lei, História, Poesia e Profecia.
9
GEISLER, Norman, William Nix. Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós. p. 83
10
Ibid. p. 97
11
Ibid. p. 97
12
Ibid. p. 134
13
LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. Tradução Lucy
Yamakami. Edições Vida Nova. São Paulo-SP 1ª ed, 1999. P. 656
5
D - Cronologia do Antigo Testamento14
Acontecimento Data
Criação de Adão 4173 a.C.
Da criação à descida de Jacó para o Egito –
2298 anos (Gn 5; 11; 47:9)
1875 a.C.
Da descida de Jacó ao êxodo de Moisés – 430
anos (Êxodo 12:40)
1445 a.C.
Do êxodo à construção do templo de Salomão –
480 anos
966 a.C.
Começo do reino de Davi 1010 a.C.
Divisão do reino 931 a.C.
Purificação dos dois reinos por Jeú 841 a.C.
Queda de Samaria 722 a.C.
Começo do exílio judaico (606; 597; 586) 606 a.C.
Retorno com Zorobabel para reedificar o
templo
537 a.C.
Retorno de Neemias para reedificar os muros da
cidade
444 a.C.
II - As Alianças
Para que tenhamos uma visão mais completa e compreensível do conteúdo bíblico, se faz
necessário um entendimento do que está ocorrendo nas páginas de toda esta história. A Bíblia é
um só livro!Certo? Mas ela trata de quê? Para um leitor desapercebido, ela poderá estar falando
de vários assuntos, vários acontecimentos, várias personagens. E por fim ele não compreender o
que ela quer passar a ele afinal.
Para começar é preciso entender não somente que a Bíblia é um só livro, mas também que
a Bíblia toda é uma única história. E toda parte tem sua função e propósito dentro dela. Para não
divagarmos pensando em qual assunto ela trata (visto que ela trata de inúmeros assuntos), vamos
nos restringir em achar um tema central que liga o restante dos temas secundários que ela
apresenta. Vários temas centrais podem ser especulados, por exemplo: Aliança, eleição, reino de
Deus, promessa e cumprimento, ou simplesmente Deus. No entanto, abordaremos em nosso
estudo panorâmico do AT o tema da ―Aliança‖.
O tema ―Aliança‖ no Antigo Testamento pode ser resumido na seguinte frase dita pelo
próprio Deus: “Eu serei o seu Deus, e vós sereis o meu povo”. Toda a história bíblica vai ser
conduzida tendo esta idéia como ‗pano de fundo‘. Não que desprezemos os outros sub-temas
presentes, mas que este se torna o foco principal.
Agora que já definimos sobre qual trilho caminhar, é preciso um exame da idéia contida
na palavra-tema ―Aliança‖. A Aliança não é nada mais do que a escolha divina de um povo para
seguir seus mandamentos servindo-o (Gn 12:1-3; Ex 3:7-10; Dt 6:1-5). O amor é a causa desta
escolha (Dt 4:37; 10:14-15; 7:7-8; 9:4-6; 10:15; 23:5).―O propósito real da Aliança consiste na
14
ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida.
Editora Vida, 1991. p. 12
6
intenção de Deus de formar um povo propriamente seu‖.15
Uma Aliança que redunda em benção
para o seu povo. O propósito final desta Aliança é a glória de Deus.
Certamente que Deus está disposto a abençoar o Seu povo (Lv 26:3-13; Nm 10:29;
Dt 11:13-17). Seguindo pela história bíblica podemos perceber que este alvo de relacionar-se
com um povo por meio de Aliança está sendo levado a efeito durante o passar do tempo: Abraão
– (Gn 17:7); Moisés – (Ex 6:6,7; 19:4,5; Lv 11:45;Dt 4:20); Davi – (2Rs 11:17; Ez 34:24); Nova
Aliança – (2Co 6:16; Hb 8:10; Zc 8:8; 2:11; Jr 24:7; 31:33; 32: 37).
Dividimos o propósito de Deus quanto a Aliança com seu povo escolhido em duas
Alianças básicas: A Aliança da Criação e a Aliança da Redenção. E ainda ―subdividir‖ esta
última Aliança em duas administrações diferentes. Seguindo esta ―subdivisão‖ da Aliança da
Redenção podemos dizer que: ―O pacto de Deus com o homem antes de Cristo pode-se chamar
‗velha aliança‘, e o pacto de Deus com o homem depois de Cristo pode-se chamar ‗nova aliança‘.
A ‗velha aliança‘ pode ser caracterizada como ‗promessa‘, ‗sombra‘, e ‗profecia‘; a ‗nova
aliança‘ pode ser caracterizada como ‗cumprimento‘, ‗realidade‘ e ‗realização‘.‖16
Não é que
Deus providenciou dois Pactos e duas administrações. Mas sim que é o mesmo Pacto (ou Aliança
da Redenção) com administrações diferentes.
A - A Aliança da Criação
Quando falamos de ‗Aliança da Criação‘ entendemos que Deus se relaciona com o
homem por meio desta Aliança. Há uma diferença básica entre a ‗Aliança da Criação‘ e a
‗Aliança da Redenção‘. ―A ‗Aliança da Criação‘ refere-se ao pacto que Deus estabeleceu com o
homem na criação. A ‗Aliança da Redenção‘ inclui as várias ministrações pelas quais Deus
ligou-se ao homem desde a queda.‖17
Ao criar o homem Deus o vocacionou para ser o vice-regente da criação. O homem foi
chamado para dominar (Gn 1:26, 28). Ele deveria ser sobre todos, e sob Deus. Toda criatura
humana seria automaticamente responsável por fazer este papel no mundo. ―Deus chama a
humanidade para o papel de vice-regente sobre o mundo; todos devem participar
responsavelmente nesta tarefa.‖18
O papel que o homem haveria de cumprir pode ser chamado de ‗Mandato Cultural‘.
―O mandato cultural chama toda a humanidade a participar na ordenança e na administração da
criação, isto é, na obra da civilização e da cultura.‖19
Era uma posição de honra. Nenhum ser
possuía a imagem de Deus em si. ―Porque o homem porta a imagem de Deus, sua função é
dominar a terra e se submeter a Deus.‖20
O que mais poderia almejar? Tudo era benção e gozo.
Nada lhe faltava ou lhe faria mal. A não ser sua própria decisão.
15
ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. Tradução Américo J. Ribeiro.Luz Para o Caminho. Campinas-
SP. 1ª ed, 1997. p. 44
16
Ibid. p. 53
17
Ibid. p.53
18
CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral - uma teologia bíblica. São Paulo-SP. Editora SEPAL, 1992.
p.24
19
Ibid. p. 24
20
Ibid. p. 30
7
B - A Quebra da Aliança
Porém, o homem não permanece em seu estado de perfeição e acaba por enveredar
em um caminho sem volta. A Aliança estabelecida por Deus está altamente ligada com a
condição de vida e morte. Se o homem escolhesse a obediência, gozaria de uma comunhão eterna
com o seu Criador. Entretanto, ao escolher a desobediência, o homem recebeu a dura condenação
da morte. A separação eterna do seu Criador. Por um momento, para o homem, tudo pareceu
perdido. Visto o Criador ser Justo Juiz, o que não poderia levá-lo a cumprir a sentença prevista?
A partir deste momento é que podemos ver não só simplesmente o Poder, a Sabedoria, a
Providência, a Benção, a Proteção manifestada por Aquele que fizera Adão e Eva. Entraria um
aspecto não visto antes com tanta clareza como agora: a Sua graça. A Aliança havia sido
desprezada pela criatura, mas não havia saído dos olhos e mente do Criador.
A partir deste momento em diante, o tratamento do Senhor para com o homem seria
baseado não na Aliança da Criação, mas na Aliança da Redenção.
C - A Aliança da Redenção
A doutrina da Aliança ―entende toda a história, depois da queda do homem em pecado,
como unificada sob as cláusulas da Aliança da Redenção.‖21
Dando início com a promessa a Adão
(já em pecado) e continuando na história, ―Deus ordena todas as coisas com vistas ao seu
propósito singular de redimir um povo para si mesmo.‖22
A Aliança da Redenção estabelecida
por Deus caminhará se revelando progressivamente durante a história.
Se olharmos com atenção vamos perceber que ―a história da Aliança no Antigo
Testamento em geral demonstra a incapacidade humana em obedecer aos requerimentos pactuais.
Entretanto, o Deus gracioso da aliança continua fiel às suas promessas, mesmo quando os seres
humanos são infiéis.‖23
Isto implica em dizer que não vamos ver Deus desistir do homem. Ainda
que o Diabo, o mundo ou a natureza pecaminosa tente minar a vida do povo escolhido, este povo
sempre estará sob os olhos do Pai.
Pois como demonstra a história canônica, ―o objetivo da ação de Deus dentro da Aliança
é, como sempre foi, a reunião e a santificação do povo da Aliança vindo de ‗todas as nações,
tribos, povos e línguas‘(Ap 7:9), que um dia habitarão a nova Jerusalém, numa ordem mundial
renovada (Ap 21:1-2).‖24
O propósito de formar um povo santo, exclusivo para si será
concretizado. Como diz Jó: ―... nenhum dos teus planos pode ser frustrado‖(Jó 42:2).
D - Aspectos Diversos da Aliança
Mesmo concebendo biblicamente que a Aliança da Redenção é uma e a mesma, em todo o
tempo, até a consumação de todas as coisas; não podemos deixar de entender que ela se manifesta
em variados aspectos. ―As variadas manifestações históricas da Aliança da Redenção podem ser
categorizadas de acordo com suas ênfases específicas:‖25
21
ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos, p 186.
22
Ibid. p 186.
23
Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, p 33.
24
Ibid. p 28.
25
ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos, p 57.
8
Adão: A Aliança do Começo
Noé: A Aliança da Preservação
Abraão: A Aliança da Promessa
Moisés: A Aliança da Lei
Davi: A Aliança do Reino
Cristo: A Aliança da Consumação
Para que entendamos mais a respeito destas manifestações históricas da Aliança da
Redenção firmada por Deus, caminhemos em direção a um maior conhecimento do que propõe
cada uma delas. Pormenorizadamente podemos traçar de que se trata cada uma delas. Ou, dizer a
idéia central de cada uma. Novamente enfatizamos que não existem várias Alianças de Deus com
a humanidade, mas sim duas: A Aliança da Criação e a Aliança da Redenção. As outras são
apenas manifestações diversas da última Aliança.
1 - Aliança da Criação
―A responsabilidade do homem como ser criado à imagem de Deus no sentido de formar
uma cultura para a glória do Senhor indica algo da amplitude da responsabilidade humana
estabelecida pela criação. O universo inteiro devia ser posto sob sujeição à glória de Deus.‖
Sendo assim, ― a obrigação do homem para com o seu Autor estendia-se a toda área da atividade
humana.‖26
―Por meio deste relacionamento de abrangência total, Deus ligou-se à criatura
humana.‖27
2 - Adão: A Aliança do Começo
―As palavras iniciais de Deus a Adão depois da sua queda em pecado podem ser
apropriadamente consideradas em termos do princípio da sua história de Aliança. Deus
conquistará para o homem uma redenção completa. Todo este programa é direcionado no sentido
da restauração do homem ao seu estado de benção, no qual ele foi originalmente criado.‖28
Aliás,
o estado do homem quando na consumação da Nova Aliança, superará o estado em que estava
Adão, pois gozará de vida eterna. Isto Adão não possuía antes da Queda.
3 - Noé: A Aliança da Preservação
―A responsabilidade do homem sob a Aliança de Noé de multiplicar-se e encher a terra
não pode ser entendida de outra maneira, a não ser a renovação dos mandatos originais da
criação.‖29
Esta ―Aliança de Deus com Noé deve ser entendida no contexto do comprometimento
de Deus de redimir um povo para si mesmo. Se o compromisso principal do Senhor na Aliança
com Noé é preservar a terra, esta preservação tem como seu alvo o sustento do mundo até que a
redenção seja alcançada.‖30
26
ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. p. 184
27
Ibid. p. 184
28
Ibid. p. 186
29
Ibid. p. 188
30
Ibid. p. 189
9
4 - Abraão: A Aliança da Promessa
O texto de (Gn 15), ―indica claramente a essência da Aliança como sendo um ‗pacto de
sangue soberanamente ministrado‘. Essa ministração particular do comprometimento de Deus de
efetuar a redenção pode, apropriadamente, ser designada ‗Aliança da Promessa‘.‖31
5 - Moisés: A Aliança da Lei
―A Aliança é o conceito maior, que sempre toma precedência com relação à Lei. A
Aliança une pessoas; estipulações legais externas representam um modo de ministração dos laços
da Aliança. Deus renova o comprometimento antigo com o seu povo pela Aliança de Moisés. A
Lei serve somente como um modelo único de ministração da Aliança de Redenção...
O relacionamento de Aliança renovado sob Moisés não pode perturbar o comprometimento de
Deus em andamento por sua ênfase à dimensão legal do relacionamento da Aliança.
Diferenciando das outras Alianças anteriores, ―a Aliança mosaica manifesta seu caráter distintivo
como sumário externalizado da vontade de Deus.‖32
6 - Davi: A Aliança do Reino
―O estabelecimento da Aliança davídica no Velho Testamento representou um momento
de suprema consumação na história da redenção, antes do aparecimento real do próprio Cristo. O
trono de Davi introduziu definitivamente uma nova época na história do Velho Testamento,
enquanto, ao mesmo tempo, antecipava tipicamente o reino messiânico de Cristo.
A localização do trono de Deus em Jerusalém, e a identificação virtual da dinastia
davídica com a manifestação do senhorio de Deus na terra, elevaram ao clímax as representações
típicas do Velho Testamento do movimento direcionado ao estabelecimento de um reino
messiânico.‖33
7 - A Nova Aliança: A Aliança da consumação
―A grande divisória na história da redenção para os teólogos da Aliança distingue a Velha
Aliança, com suas profecias e símbolos, da Nova Aliança, com seus cumprimentos e realidades.
Cada uma dessas Alianças sucessivas feitas com Adão, Noé, Abraão, Moisés e Davi acha seu
cumprimento na Nova Aliança.‖34
Apesar de ser a última do estágio progressivo revelacional da
obra redentora ―as estipulações da Nova Aliança receberão efetivação mais completa na era
vindoura. No presente, o crente vive em tensão entre as promessas de Deus como já cumpridas, e
as mesmas promessas como tendo ainda de alcançar realização mais rica.‖35
E - Administração da Aliança da Redenção no Antigo Testamento
Na História da Redenção Deus não se revelou só por meio das palavras, mas também por
meio de fatos. ―Os dois caminham juntos e se complementam mutuamente. As palavras explicam
31
ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. p. 115
32
Ibid. p. 155
33
Ibid. p. 197
34
Ibid. p. 200
35
Ibid. p. 200
10
os fatos e os fatos dão formas concretas às palavras.‖36
Sabendo disto será valioso conhecer e
entender quais os meios que Deus utilizou para ensinar sua verdade ao seu povo. Não falaremos
de todos, mas somente de dois que estão muito presentes no Antigo Testamento: O símbolo e o
tipo.
Os símbolos e os tipos direcionam para outra coisa. Não são um fim em si mesmos. No
Antigo Testamento notamos a presença intensa deles, estes, porém, não estão assim no Novo
Testamento. ―Enfim, o VT contém em símbolos as doutrinas do Novo, e este alicerça suas
doutrinas nos símbolos daquele.‖37
1 - Símbolos
Podemos assim conceituar: ―É o emprego de algum objeto material para evocar idéia ou
coisa espiritual ou moral.‖38
O símbolo ―é um sinal; pode se referir a algo do passado, presente ou
futuro; é um fato que ensina uma verdade moral.‖39
Ex: Sangue = simboliza a vida;
Vestidos = símbolos de méritos ou de justiça real ou suposta (Is 60: 10; 64:6); Fogo = juízo
divino contra Israel (Am 7:4-6); Óleo = Espírito Santo.
2 - Tipos
Antes de tudo temos que conceituar o que é tipo. Depois nos deteremos em falar de
exemplos que nos ajudarão a entendê-los. Vejamos três conceituações:
a)Antônio Almeida: ―É a representação de pessoa ou transação futura na esfera espiritual
ou religiosa por meio de transações, pessoas ou coisas do mundo material que tenham com elas
certa correlação de analogia ou mesmo de contraste.‖40
b) Louis Berkhof: ―É um modelo ou uma imagem de alguma outra coisa; sempre
prefigura algo da realidade futura.‖41
c) Henry A. Virkler: ―É uma relação representativa preordenada que certas pessoas,
eventos e instituições tem com pessoas, eventos e instituições correspondentes, que ocorrem
numa época posterior na história da salvação.‖42
―A prefiguração é chamada tipo; o cumprimento chama-se antítipo.‖43
Por isto
encontramos os tipos no AT e os seus antítipos no NT (antítipo – é o cumprimento real do tipo.
É a realidade para a qual o tipo aponta). ―No tipo há analogias bem notáveis para com o
antítipo.‖44
Ex: Adão – Cristo (Rm 5:14); Melquisedeque – Cristo (Hb 7:1-3); Moisés – Cristo
(Dt 18:18); História de Israel – Igreja (apresenta vários acontecimentos da vida dos israelitas
como típicos das experiências dos crentes) (1Co 10:1-12); Tabernáculo – céu (Hb 9:24);
36
BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica. Tradução Mauro Meister.Editora Cultura Cristã. São
Paulo-SP. 1ª ed, 2000. p. 139
37
ALMEIDA, Antônio. Manual de Hermenêutica Sagrada. Casa Editora Presbiteriana. São Paulo-SP. 2ª ed, 1985.
p. 41
38
Ibid. p. 39
39
BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica. p.142
40
ALMEIDA, Antônio. Manual de Hermenêutica Sagrada. p.39
41
BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica. p.142
42
VIRKLER, Henry A. Hermenêutica Avançada - Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. Tradução
Luiz Aparecido Caruso. Editora Vida, 1987. p. 141
43
Ibid. p. 142
44
ALMEIDA, Antônio. Manual de Hermenêutica Sagrada. p. 39
11
Sacrifício – Cristo (Jo 1:29-36; Hb10:5-9); Páscoa – Morte de Cristo (1Co 5:7-8); Arão- Cristo
(Hb 5,7); Maná- Cristo (Jó 6:32,33,58).
3 - Limitações
Não há dúvidas de que a administração da Aliança da Redenção no Antigo Testamento
não é a mesma no Novo Testamento. ―Como tipo profético da realidade antecipada, o tratamento
de Deus com Israel como seu povo eleito podia apenas aproximar-se da significação dos
propósitos reais de Deus para com aqueles que deviam ser redimidos em Cristo.‖45
―Deus
prefigurou sua obra redentora no Antigo Testamento, e cumpriu-a no Novo; o Antigo Testamento
contém sombras de coisas que seriam reveladas de modo mais pleno no Novo.‖46
III - Panorama do Antigo Testamento
A - Livros da Lei
Quando lemos as Escrituras trazemos consigo toda nossa história de vida. Coisas que
aprendemos, ouvimos, vimos, achamos, queremos, etc. Enfim, não seremos justos com a Palavra
Sagrada se a interpretarmos seguindo qualquer um destes aspectos citados supra. Portanto,
devemos ver o que o autor do Pentateuco quer passar para nós. O que ele tem a dizer para nossa
vida que nos levará a ter maior compreensão de Deus e comunhão com Ele.
1 - Título
O nome Pentateuco vem da versão grega que remonta ao séc. III a.C.;
significa: pente - cinco; teuchos - estojo para o rolo de papiro. Geralmente pensamos no
Pentateuco (que é chamado o livro da Lei) como expressando somente mandamentos e
proibições. No entanto, a palavra hebraica usada com relação ao Pentateuco é ‗Torá‘, que quer
dizer ―instrução‖.
2 - Autoria
Embora não tenhamos um texto que indique que o autor de todo o Pentateuco tenha sido
Moisés, temos outros livros no AT e no NT que o cita como sendo obra dele (Js 1:7-8; 23:6;
1 Rs 2:3; Ed 3:2; 6:18; Nm 8:1; Dn 9:11-13; At 13:39; Hb 10:28; 2Co 3:15; Jo 5:46; Mt 8:4; Mc
7:10; Lc 16:31; 24:27). Moisés possuía preparo, experiência, e gênio que o capacitavam para
escrever o Pentateuco (At 7:22). Além de ter sido testemunha ocular dos acontecimentos; recebeu
revelações especiais; e como hebreu, tinha acesso a genealogias, e a tradições tanto orais como
escritas de seu povo.
3 - Data
Apesar de existir muitos estudiosos hoje em dia que duvidem da autoria mosaica do
Pentateuco, afirmando ―que o Pentateuco foi composto por editores durante o período que
45
ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. p. 193
46
VIRKLER, Henry A. Hermenêutica Avançada - Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. p. 142
12
seguiu-se ao exílio babilônico do século VI a.C.‖47
; nós aceitamos a autoria de Moisés
entendendo que sua data de escrita foi no período de 1443-1405 a.C.
4 - Conteúdo
Podemos dividir o Pentateuco em 6 temas: Eleição, Promessa, Livramento, Aliança, Lei e
Terra. Possui duas divisões principais: Gn 1-11 e Gn 12-Dt 34. A relação entre ambas as divisões
do Pentateuco está no problema do pecado causando separação da criação em relação a Deus; e a
solução apresentada por Deus que começa a ser mais nítida em (Gn 12:3).
Em (Gn 12:1-2) vemos os três aspectos que vão continuar por toda a história bíblica: Uma
terra, uma nacionalidade e a benção (que implica em promessa de um relacionamento com Deus
– Gn 17:7,19; 26:3,24; Lv 26:12; Ex 3:6,15).
5 - Importância do livro
O Pentateuco é desprezado por muitos cristãos de uma forma injusta e insensata. Este
livro é muito valioso; os cristãos é que não estão sabendo utilizá-lo. Vejamos aspectos
importantes encontrados neste livro (ou livros):
A- Cósmico: Explica a origem do universo, revelando a ―Primeira Causa‖ de todas as
coisas – Deus.
B- Histórico: Nele está contada a origem do homem numa linha contínua iniciada de Adão.
Demonstra também o início e expansão das raças do mundo: Oriental, Negróide e
Ocidental.
C- Profético: É fundamental para o restante da Bíblia, pois os principais conceitos teológicos
estão iniciados nele. Ex: Criação, Deus, pecado, redenção, oração, etc.
6 - Tipos de Lei e seu Propósito
A Lei serve para mostrar o favor de Deus para com Israel (Sl 78:5), como também para
mostrar o pecado do povo para com Deus (Dt 31: 26-27). Servia de testemunha mostrando o que
o Povo devia a Deus (ou seja a morte) e de testemunha do que Deus prometera ao povo (ou seja a
vida).
Lei Histórico Poético Profético
Promessas não cumpridas
Testemunha contra Israel
Certamente que a Lei não foi dada por mero prazer ou imposição de Moisés. Foi o próprio
Deus que a formulou e ordenou. Ele ―proferiu e revelou diversas determinações e deveres para o
homem‖48
.―Sua vontade para o homem, constitui a sua Lei e ela representa o que é de melhor
47
Bíblia de Estudo de Genebra. p. 3
48
A Atualidade da Lei - A resposta da fé a questões modernas. São Paulo-SP. Editora Cultura Cristã. p. 1
13
para os seus‖49
.―O biblista francês Pierre Grelot afirma que a Lei ‗designa um ensinamento dado
por Deus aos homens para regular sua conduta‖50
. Observemos os propósitos pelos quais a Lei
existia:
- A lei não foi dada como meio de salvação, mas de consagração;
- A lei reflete o direito Soberano de Deus sobre todas as áreas da vida do ser humano;
- Mostrar ao povo da Aliança como se deveria cultuar a Deus;
- Revelar a Santidade de Deus;
- Ajudar os homens a distinguir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado;
- Atuar como um guarda que conduz os indivíduos a Cristo (Gl 3:22-24). Mostra-lhes que a única
esperança que eles têm de justificação é por intermédio de Cristo;
- Fazer existir sempre a justiça social.
As leis encontradas no Pentateuco não se limitam ao decálogo. Há várias leis presentes no
Pentateuco. Sendo assim, para fins didáticos e teológicos, costuma-se distinguir a Lei em três
aspectos:
1. O Aspecto Cerimonial: As observâncias rituais que apontavam para frente, para a
expiação final em Cristo.‖Tinha a finalidade de impressionar aos a santidade de Deus e
concentrar suas atenções no Messias prometido, Cristo, fora do qual não há esperança‖.51
(Hb 7-10; Lv 20:25, 26; Sl 51:7, 16, 17; Is 1:16);
2. O Aspecto Civil ou Judicial: As leis que Deus prescreveu para uso no governo civil de
Israel (Lv 20:10; Dt 21:18-21);
3. O Aspecto Moral: O corpo de preceitos morais de aplicação universal e permanente a toda
a humanidade. ―Tem a finalidade de deixar bem claro ao homem os seus deveres,
revelando suas carências e auxiliando-o a discernir o bem do mal‖52
. (Rm 6: 15-23;
1Co 5; 6:9-10).
B - Livros Históricos
1 - Título
Os hebreus denominavam Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis como os ―Primeiros
Profetas‖, enquanto Isaías, Jeremias, Ezequiel e os doze profetas menores como os ―Últimos
Profetas‖. Esta expressão ―Primeiros‖ e ―Últimos‖ não dizem respeito à sua cronologia histórica,
mas somente diz respeito ao grupo de livros ao qual faz parte. O cenário histórico dos Últimos
Profetas encontra-se nos Primeiros Profetas. Sendo assim, os Primeiros profetas são históricos; os
Últimos, exortativos.
Nós não utilizamos esta designação, e costumeiramente denominamos estes livros (Js, Jz,
1 e 2 Sm, 1 e 2 Rs) de ―Livros históricos‖. ―Os livros de Js a Rs são também chamados de
49
Ibid., p. 1.
50
Os Dez Mandamentos. Manhumirim-MG. Didaquê, 1996. p. 4
51
A Atualidade da Lei-A resposta da fé a questões modernas. p. 2.
52
Ibid. p. 2
14
―História Deuteronomística‖, uma vez que o livro de Deuteronômio serve como introdução
histórica e teológica dos mesmos.‖53
2 - Autoria
Todos os livros históricos são anônimos. ―Foram visivelmente escritos ou compilados por
vários indivíduos que possuíam o dom profético, reconhecidos como representantes de Deus‖.54
3 - Conteúdo
Os livros denominados por nós como históricos são os livros de Josué a Ester (segundo
nossa disposição dos livros). Estes livros abordam os acontecimentos da nação de Israel durante
todo o tempo em que se estabeleceram na Palestina. Desde ―a tomada da terra‖ após o êxodo do
Egito, até ―à volta para a terra‖ depois do Exílio da Babilônia. No primeiro momento Israel
expulsa as nações ímpias da Terra da Promessa; no segundo momento eles próprios são expulsos
da Terra da Promessa por nações ímpias; no terceiro momento eles voltam para a Terra da
Promessa.
Uma referência ao assunto tratado pelos Livros Históricos pode ser esboçada da seguinte
forma:
Os livros de (Js a Rs): ―O tema teológico dominante da História Deuteronomística pode
ser resumido na seguinte afirmação: o pecado traz a punição; o arrependimento traz a
restauração‖.55
Os livros de (Crônicas, Esdras e Neemias), ―preocupam-se profundamente com a questão
de como o povo de Deus deveria corresponder ao ato gracioso de Deus na restauração de Judá...
estavam preocupados principalmente com as lições a serem tiradas da história antiga e recente de
Israel visando a manutenção da integridade religiosa do povo‖.56
O objetivo do livro de Ester ―foi evidentemente encorajar os judeus dispersos por todo o
império com a história do contínuo interesse e presença do Senhor, mesmo que ele não fosse
visto e os judeus estivessem longe do templo de Deus em Jerusalém. Apesar de o nome do
Senhor não ser mencionado, sua divina direção faz-se presente em todo o livro‖.57
‖Sua Soberania
e Providência são evidentes em toda a narrativa‖58
.Se olharmos os acontecimentos que ocorreram
vamos perceber que tudo estava caminhando para o bem dos judeus, os ―fatos demonstram o
controle de Deus e Seu cuidado para com o Seu povo (Sl 121:4)‖59
.
Podemos dividir a história bíblica com os seguintes termos:
1) Introdução - Nesta seção Deus chama Abraão e lhe faz a promessa de formar uma grande
nação, dar-lhes uma terra, e que por meio desse povo abençoará todos os outros povos. O
53
Bíblia de Estudo de Genebra. p. 243
54
ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida.
Editora Vida, 1991. p. 63.
55
Bíblia de Estudo de Genebra. p. 243
56
Bíblia de Estudo de Genebra. p. 243
57
ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. p. 138.
58
A Bíblia Anotada. Tradução Carlos Oswaldo Cardoso Pinto. São Paulo-SP. Editora Mundo Cristão. 1ª ed, 1991.
p. 646.
59
Ibid. p. 646.
15
aspecto principal: ‗As promessas feitas por Deus‘. E a promessa chave é que ―Deus será o
deus deles‖ (Gn 17:8).
2) Formação - Deus toma a descendência de Abraão para formar Seu povo. Tem início com
o êxodo, e em seguida veio a Aliança no Sinai, a peregrinação no deserto, posse da terra,
vivência na terra conquistada.
3) Reformação - Apesar de tantas provas de amor e misericórdia de Deus, o povo torna-se
desobediente, a tal ponto que não atenderam às advertências proféticas. Desta maneira
Deus age contra o Seu povo para reformá-lo, isto, através do exílio.
4) Transformação – Os profetas não só chamavam o povo para um retorno à lei, mas às
vezes revelava os planos futuros de Deus. Falavam da Nova Aliança, do derramamento do
Espírito, da vinda do Messias, do Reinado vitorioso de Deus sobre os ímpios, etc. ―Desta
maneira os profetas apontam ao povo uma época que será caracterizada pelo cumprimento
das promessas‖.60
Uma transformação marcada pela vinda do Grande Rei, o Messias,
descendente de Davi. Ele mesmo efetuará esta transformação no povo.
5) Conclusão – Nesta etapa Deus levará a cabo a transformação do Seu povo (e da criação!)
que Ele iniciou com a obra do Messias.
4 - Divisão dos Livros Históricos
Na divisão hebraica da Bíblia em Primeiros Profetas (Profetas Anteriores) e Últimos
Profetas (Profetas Posteriores) é perceptível algumas diferenças. ―Uma diferença mais
fundamental é que os Profetas Anteriores são constituídos de narrativas. Eles registram de modo
seletivo uma narrativa contínua dos eventos da história de Israel... ao contrário, é possível
reconstruir um vago esboço de história somente a partir dos Profetas Posteriores. Personagens
históricos e eventos são mencionados, mas não há seqüência de eventos. Os Profetas Posteriores
concentram-se na mensagem pregada pelos profetas e relegam a narrativa a um plano
secundário‖.61
5 - Propósito
Um fator importante a ser explicado é que ―ao longo dos Profetas Anteriores domina a
perspectiva religiosa. Isso, portanto, não é história conforme escreveria um historiador de hoje.
Antes, é história de uma perspectiva profética... os eventos são analisados de acordo com a
verdade profética de que Javé é soberano na história, tanto ao proferir como ao cumprir sua
palavra profética‖.62
Não implica dizer que estes escritores inventaram uma estória ou que escreveram mitos.
Quer dizer, isto sim, que ―os Profetas Anteriores contém dados históricos escolhidos de acordo
com uma perspectiva profética‖.63
―A história bíblica é história, mas com a perspectiva profética
de ser a ‗História Divina‘.‖64
Desta forma faz-se necessário entender que ―o elemento histórico
60
SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento.Vol. 1. p. 39.
61
LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. p. 143
62
Ibid. p. 143
63
Ibid. p. 143
64
ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida.
Editora Vida, 1991. p. 67.
16
nos Profetas Anteriores – ou em todo o Antigo Testamento – está ligado à sua mensagem
espiritual.‖65
6 – Datas Chaves
Apesar de a história canônica ter sido escrita para nossa edificação (1Co 10: 6, 11),
decerto não podemos decorar todos os fatos registrados nela. Contudo, nada impede de
conhecermos pelo menos algumas datas chaves que ‗nos darão um norte‘ na hora de lermos um
texto, ou mesmo ouvirmos sobre eles. A história narrada está acontecendo durante um período
longo de tempo, ainda que não pareça ao leitor quando lê.
Há três acontecimentos que, podemos assim dizer, são ‗marcos‘ para a história de Israel:
A divisão do reino, a queda de Samaria e a queda de Jerusalém. Por isto, o conhecimento destas
datas poderá nos situar dentro da história canônica. São elas: 931 – A divisão do Reino; 722 – A
queda de Samaria; 586 – A queda de Jerusalém.
C - Livros Poéticos
Os livros que pertencem a este tipo de literatura são: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e
Cantares de Salomão. Estão dispostos na Bíblia hebraica na divisão chamada ‗Escritos‘. Estes
livros não podem ser datados precisamente, e grande parte de sua autoria é anônima.
Esta parte da divisão bíblica não é igual às outras com relação à forma como Deus fala aos
homens. Não que sejam apócrifos, mas que constituem em uma ‗forma diferente‘ de revelação.
―Embora os Escritos não contenham mandamentos específicos de Deus ou oráculos ditados como
os profetas, são essenciais para a edificação do povo de Deus: Fornecem padrões indispensáveis
para oração e louvor; fazem compreender o trabalho de Deus na história; alertam o leitor para as
lições que devem ser extraídas da criação e do ambiente social humano; refletem reações ansiosas
e iradas do povo fiel diante do mistério dos caminhos de Deus; e servem como modelo de
coragem e devoção que o povo de Deus deve manter apesar da fragilidade humana e da oposição
hostil‖.66
―Os Escritos nos apresentam as respostas variadas à Lei por parte do povo de Deus,
sendo que reconhecemos todas as três divisões como Palavra de Deus‖.67
―Nessa literatura estão refletidos os problemas, as experiências, as crenças, as filosofias e
as atitudes dos israelitas‖.68
Utilizando-se desta ‗forma‘ de revelação, Deus não fala diretamente
para nós por meio das profecias ou por meio da história, mas sim por meio de expressões vivas
do coração dos autores humanos com relação a vida com Deus. Vejamos o que diz o teólogo
William S. Smith: ―As duas partes mais antigas do AT são antes de mais nada o fator ‗objetivo‘,
a palavra de Deus a Israel; na terceira parte do AT encontramos e ouvimos mais distintamente a
resposta humana.‖69
Estes livros ―analisam de diferentes ângulos o rico e gratificante tema da
vida humana em relação a Deus.‖ 70
65
LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. p. 143
66
Ibid. p. 463
67
SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento. Vol. 2. p. 328.
68
SCHULTZ, Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. Tradução João Marques Bentes. São Paulo-
SP. Vida Nova, 1995. p. 265
69
SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento. Vol. 2: Os Profetas Posteriores e os
Escritos. Patrocínio-MG. CEIBE L, 1978. p. 328
70
LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. p. 463
17
Em geral, os Escritos ―dão a esta parte do AT o tom humano daqueles que recebem e
aceitam a revelação.‖71
Eles ―abordam problemas e verdades com os quais a humanidade toda está
familiarizada. Não obstante as diferenças de tempo, cultura e civilização, as idéias básicas
expressas pelos escritores israelitas, em sua interpretação da vida, continuam sendo vitalmente
importantes para os homens de toda parte.‖72
Deus Deus nos Profetas Povo
na Lei
Povo nos Escritos
D - Livros Proféticos
1 - Definição e Função dos Profetas
A palavra comumente utilizada para designar aquele que é chamado para o ofício
profético é ‗profeta ‘. ―Significa basicamente aquele que fala em nome de um deus e interpreta
sua vontade para o homem.‖73
Eles eram chamados também de videntes, sentinelas ou pastores.
―O profeta, portanto, era alguém chamado por Deus e, como se vê no Antigo Testamento,
chamado para falar em nome de Deus.‖74
Uma parte significativa de todo material do AT está nos
livros denominados Proféticos. Longe do que parece ser à primeira vista, os profetas de Israel
surgiram logo cedo com Abraão, Moisés e Samuel (Gn 20:7; Dt 18:15; 1Sm 3:20). Deus usou
estes homens para falar ao povo. A profecia não é um fenômeno do tempo do reinado em Israel.
Geralmente se pensa que os profetas viviam proclamando as coisas do futuro. No entanto
não é assim que acontecia, pois ―menos que 2 por cento da profecia do Antigo Testamento é
messiânica. Menos que 5 por cento especificamente descreve a era da Nova Aliança. Menos que
1 por cento diz respeito a eventos ainda vindouros.‖75
Como vemos, a minoria do conteúdo
profético estava relacionada com os acontecimentos futuros. Não eram homens que só recebiam a
mensagem de Deus em estado de êxtase e assim proclamavam o plano divino quanto ao futuro.
Ao contrário disto, suas mensagens eram bem atuais para sua época. Sua função era fazer o povo
retornar aos mandamentos da Lei.
―Os profetas, com clareza, denunciavam os erros sociais e religiosos da sociedade e da
monarquia, e assim se tornaram arautos de uma compreensão verdadeiramente moral do reino de
Deus.‖76
Traziam consolações e exortações ao povo da Aliança. Diferente dos serviços regulares
71
SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento. Vol. 2. p. 328.
72
SCHULTZ, Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. p. 265
73
LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. p. 238
74
Ibid. p. 239
75
FEE, Gordon D., Douglas Stuart. Entendes o que lês? Tradução Gordon Chown. São Paulo-SP. Edições Vida
Nova. 2ª edição, 1997. p. 154
76
CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral - uma teologia bíblica. p. 90
18
dos sacerdotes, juízes e reis, o serviço profético veio muitas vezes para restaurar situações de
crise. Suas funções podem ser vistas como segue:
a - Porta-voz especial de Deus: A designação ―profeta‖ tem o significado de ―falar por‖ ou
representar. Sua função era anunciar a mensagem do Senhor ao povo.77
b - Vidente: ―A credencial de um profeta verdadeiro de Deus era a habilidade infalível de
penetrar no futuro e revelá-lo (Dt 18:21-22). Essa habilidade autenticava sua mensagem como
sendo divina.‖78
c - Professor da Lei e da Justiça: Normalmente, a função de ensino estava com os sacerdotes.
Porém, quando este degenerou, os profetas receberam esta função (Lv 10:11; Dt 33:10;
Ez 22:26).79
2 - Relação entre Profetas e Sacerdotes
Está claro biblicamente que tanto os sacerdotes como os profetas foram ordenados por
Deus, porém havia diferenças entre si:
1-Quanto ao chamado: Os profetas eram convocados individualmente por Deus, os sacerdotes
eram descendentes de Arão.
2-Quanto ao cargo: Os profetas constituíam-se representantes de Deus diante do povo; os
sacerdotes eram representantes do povo diante de Deus. O sacerdote estava relacionado com o
templo; os profetas relacionados às cidades e campos.
3-Quanto à obra especial: Os profetas clamavam por justiça espiritual e pureza interior; os
sacerdotes tinham sua visão voltada aos ritos religiosos da Aliança.
4-Quanto ao ensino: Todos dois interpretavam a Lei. Os sacerdotes eram os que ensinavam
habitualmente; os profetas pregavam reavivamento, reforma.80
3 - Classes de Profetas
Com a expressão ‗classes de profetas‘ não intencionamos dizer que existia uma diferença
essencial entre eles. É simplesmente uma designação para diferenciarmos o fato de que muitos
dos profetas do Antigo Testamento não deixaram nada escrito por Inspiração. Enquanto outros,
deixaram um livro escrito com suas mensagens. Contudo não podemos concluir com isto que
aqueles que nada deixaram escrito não foram verdadeiros profetas, ou que foram menos dignos,
ou menos ungidos. Podemos separar os profetas em duas classes:
a- Profetas da palavra: Gade (1Sm 22:5); Nata (2Sm 12:1); Ido (2Cr 9:29);
Aias (1Rs 11:29); Semaías (1Rs 12:22); Azarias (2Cr 15:1); Elias (1Rs 17:1);
Eliseu (2Rs 2:1) e outros.
b- Profetas da escrita: Todos os autores dos 16 livros proféticos que temos na Bíblia.
77
ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida.
Editora Vida, 1991. p. 209.
78
Ibid., p. 210.
79
Ibid., p. 210.
80
Ibid., p. 211, 212.
19
Vejamos os seguintes temas importantes na mensagem profética:
1 - Temas Éticos:
a- A condenação da idolatria, imoralidade e injustiça seguida do convite para
arrependimento e vida íntegra;
b- O caráter de Deus ao exigir justiça e misericórdia, e ao prometer julgamento para os
impenitentes;
c- A religião verdadeira está ligada ao coração e não apenas às mãos.81
2 - Temas Escatológicos:
a- A vinda do Senhor e o seu impacto sobre Israel e as nações;
b- O caráter e a vinda do Messias no julgamento, salvação e glória;
c- A vinda da era messiânica e suas bênçãos sobre Israel e o mundo;
d- A preservação dos restantes fiéis de Israel;
4 - Classificação dos Profetas
As designações que conhecemos de ―Profetas Maiores‖ e ―Profetas Menores‖ não tem
relação com a importância do livro. A expressão ―Menor‖ que utilizamos, faz referência à
brevidade do segundo Grupo. Estas designações vieram com Agostinho no início do séc. IV d.C.
Precisamos saber também que nem todos os livros estão dispostos em ordem cronológica.
Os livros dos Profetas Maiores estão dispostos em ordem cronológica, já os Profetas Menores não
estão nesta disposição.
IV - Conclusão
Esperamos ter atingido os objetivos desejados na confecção desta apostila introdutiva
sobre o Antigo Testamento. Muito há para se estudar a cerca da ‗Velha Aliança‘, e não
pretendemos ser específicos neste trabalho.
O que propomos é: 1- Dar um impulso para que possamos ver mais e mais pessoas
interessadas em conhecer e compreender o Antigo Testamento; 2- Tirar as falsas teologias que
são impregnadas nas igrejas por falta de entendimento daquilo que a Palavra de Deus quer passar
para nós nesta seção da Bíblia; 3- Levar o povo de Deus a ter uma visão orgânica de toda a Bíblia
não separando o Novo Testamento, do Antigo Testamento, como se fossem opostos; 4- Deixar os
cristãos com uma visão geral do conteúdo do Antigo Testamento.
81
ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida.
Editora Vida, 1991. p. 213.
20
Apêndice
21
AS TRÊS DIVISÕES DOS LIVROS HISTÓRICOS
Anterior ao Reinado – 1405 -1075 a.C.
LIVRO DATA RELACIONAMENTO
COM A ALIANÇA
RELACIONAMENTO
SECULAR
JOSUÉ 1405-1375
A terra prometida
ocupada pela fé e
coragem.
O Egito havia deixado
a Palestina (problemas
internos). Sete nações
de Canaã prontas para
o julgamento
prometido.
JUÍZES 1375-1075
Demonstrações de
bênçãos pela
obediência e castigos
pela apostasia,
conforme a promessa.
Pequenos reinos locais
importunam as tribos.
Os filisteus saem de
Creta e desafiam
Israel.
RUTE 1330
(aproximadamente)
A verdadeira fé atrai
uma mulher da vizinha
Moabe. A linha
davídica abrange
Moabe por intermédio
de Rute.
Relações pacíficas
entre Israel e Moabe.
Ascensão e Queda do Reino – 1070 – 586 a.C.
LIVRO DATA RELACIONAMENTO
COM A ALIANÇA
RELACIONAMENTO
SECULAR
1 e 2 SAMUEL 1100 – 970 O estabelecimento de
um rei piedoso, que
governe o reino para
Deus.
Os poderosos filisteus
quase tomam conta de
Canaã.
1 e 2 REIS 970 – 586 O reino, desafiado pela
idolatria de Canaã, é
atacado pelo Egito e
pela Síria e finalmente
levado a uma terra
idólatra.
Israel, arrasado pelo
Egito e Síria, é
finalmente levado à
Assíria e Babilônia.
1 e 2 CRÔNICAS Da criação de Adão
até 586
Traçada a linha
davídica dos reis;
construção e queda do
templo de Salomão.
Reinos e impérios
circunvizinhos
erguem-se e caem
conforme o desígnio
de Deus para o reino
davídico.
22
Solicitude para com os remanescentes no tempo dos gentios – 537 – 432 a.C.
LIVRO DATA RELACIONAMENTO
COM A ALIANÇA
RELACIONAMENTO
SECULAR
ESDRAS 537 – 458
A volta do exílio para
reconstruir o templo e
restabelecer a devida
adoração
O novo império Persa
inicia a política de
mandar o povo e seus
deuses de volta aos
seus países de origem.
NEEMIAS 445 – 430
A volta do exílio para
reconstruir os muros
de Jerusalém e
estabelecer um
governo limitado.
A persistente boa
vontade dos
governadores persas
permite aos restantes
reconstruírem a fim de
se protegerem de
adversários locais.
ESTER 483 - 473 O desvelo divino para
com o seu povo,
embora longe da terra
da aliança.
A Pérsia governa da
Índia ao Helesponto.
Mordecai, o Primeiro-
Ministro judeu, traz
paz e poder ao seu
povo.
Pontos Culminantes do Período Intertestamentário
Governo Persa 430 – A profecia de Malaquias encerra a era do Antigo Testamento
Governo Grego 332 – Alexandre, o Grande, conquista a Palestina e o Egito.
Governo Ptolemaico (323 - 198)
323 – A morte de Alexandre divide o império em quatro partes.
301 – Ptolomeu I (Sóter) protege Palestina e Egito.
284 – Ptolomeu II (Filadelfo) sucede a seu pai e continua com os mesmos interesses artísticos
e culturais, construindo uma grande biblioteca.
275 (aprox.) – Tradução do Antigo Testamento para o grego, chamada Septuaginta (LXX).
Governo Selêucida (198 - 166)
198 – Antíoco III, da Síria, derrota Ptolomeu V em Panéias, tomando a Palestina.
175 – Antíoco IV Epifanes ascende ao trono sírio e principia enérgica helenização.
167 – Antíoco IV proscreve o judaísmo, profana o templo com sacrifícios suínos e estabelece
o culto de Júpiter no templo em 25 de dezembro de 167.
Governo Judeu Asmoneu (166 - 63)
166 – Matatias, sacerdote de Modim, principia a revolta dos Macabeus.
23
164 – Judas Macabeu recaptura Jerusalém, dedica novamente o templo em 25 de dezembro de
164 e recupera a liberdade religiosa judaica (comemorada pelo Hanucá).
160 – Jônatas toma o comando quando Judas é morto em combate.
152 – Jônatas torna-se o primeiro governador sumo sacerdote asmoneu.
142 – Simão sucede a seu irmão Jônatas. Consegue a completa independência da Síria e faz
um tratado de paz com Roma. Em 140, a Grande Assembléia de Jerusalém confirma-o
como etnarca e sumo sacerdote, tornando o sumo sacerdócio hereditário na linhagem
asmonéia.
135 – João Hircano sucede a seu pai como governador e sumo sacerdote. Aliado com Roma,
aumenta o reino até a orla marítima e Iduméia, forçando os idumeus a adotarem o
judaísmo.Cunha moedas judaicas pela primeira vez. Primeira grande brecha entre
saduceus e fariseus estimulada pelo fato de o sumo sacerdócio tornar-se mundano e
helenizado em 110.
104 – Aristóbulo sucede a seu pai durante um ano de governo tumultuoso.
103 – Alexandre Janeu sucede a seu irmão e casa-se com a sua viúva. Aumenta grandemente
o reino tornando-o igual ao de Davi e Salomão.Sua violência e impiedade produzem
desmando dos fariseus, guerra civil e muita carnificina.
76 – Salomé Alexandra, viúva de Janeu, sucede-lhe no governo e indica o seu filho Hircano II
para sumo sacerdote. Ela restabelece as relações pacíficas entre saduceus e fariseus, bem
como em todo o reino.
67 – Guerra civil entre os dois filhos de Alexandra e Janeu, Hircano II e Aristóbolo II, que
disputam o trono e o sumo sacerdócio.
Governo Romano (63)
63 – Pompeu, general romano, toma Jerusalém, designa Hircano como sumo sacerdote e põe
fim à independência judaica de era asmoneana.
62 – Liga Decápoles das cidades da Transjordânia formada por Pompeu para equilibrar o
poder judaico da Judéia na Palestina.
60 – Primeiro Triunvirato de César, Pompeu e Crasso, união extra-oficial para governar
Roma.
48 – Júlio César derrota Pompeu e une o império pela primeira vez do século. Hircano II
continua a ser sumo sacerdote mas Antipas (Antípater), idumeu, era o procurador.
44 – César é assassinado nos ―Idos de Março‖. Em 43 organiza-se um segundo triunvirato de
que fazem parte Otávio, Antônio e Lépido.
40 – Herodes conquista o reinado da Judéia e finalmente captura Jerusalém em 37. Os
asmoneus, herdeiros do sacerdócio, são aos poucos destruídos.
31 – Otávio (mais tarde chamado ―Augusto‖) conquista a liderança única do império depois
de Agripa I derrotar a Antônio e Cleópatra na batalha do Ácio.
19 – Herodes começa a reconstrução do templo de Jerusalém a fim de apaziguar os judeus, em
virtude dos seus muitos massacres e da construção dos ginásios de esporte em Jerusalém.
5 – Nascimento de João Batista (mais ou menos em junho), e de Jesus (mais ou menos em
dezembro).
24
Bibliografia
— SCHULTZ, Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. Tradução João Marques
Bentes. São Paulo-SP. Vida Nova, 1995.
— BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade
Bíblica do Brasil, 1999.
— CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral - uma teologia bíblica.São Paulo-SP. Editora
SEPAL, 1992.
— VIRKLER, Henry A. Hermenêutica Avançada - Princípios e Processos de Interpretação
Bíblica. Tradução Luiz Aparecido Caruso. Editora Vida, 1987.
— SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento.Vol. 1:
Introdução, lei e profetas anteriores. Patrocínio-MG.CEIBEL, 1978.
— GEISLER, Norman, William Nix. Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós.
Tradutor Oswaldo Ramos. São Paulo - SP. Editora Vida, 1997.
— LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento.
Tradução Lucy Yamakami. Edições Vida Nova. São Paulo-SP 1ª ed, 1999.
— ALMEIDA, Antônio. Manual de Hermenêutica Sagrada. Casa Editora Presbiteriana.
São Paulo-SP. 2ª ed, 1985.
— ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. Tradução Américo J. Ribeiro. Luz Para o
Caminho. Campinas- SP. 1ª ed, 1997.
— BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica.Tradução Mauro Meister. Editora
Cultura Cristã. São Paulo-SP. 1ª ed, 2000.
— MEIN, John. A Bíblia e como chegou até nós. JUERP. Rio de Janeiro. 3ª edição, 1977.
— ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de
Souza Lima. Flórida. Editora Vida, 1991.
— FEE, Gordon D., Douglas Stuart. Entendes o que lês? Tradução Gordon Chown.São Paulo-SP.
Edições Vida Nova. 2ª edição, 1997.
— A ATUALIDADE DA LEI-A resposta da fé a questões modernas. São Paulo-SP. Editora
Cultura Cristã.
— A BÍBLIA ANOTADA. Tradução Carlos Oswaldo Cardoso Pinto. São Paulo-SP. Editora
Mundo Cristão. 1ª ed, 1991.
25
— SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento. Vol. 2: Os
Profetas Posteriores e os Escritos. Patrocínio-MG. CEIBE L, 1978.
— OS DEZ MANDAMENTOS. Manhumirim-MG. Didaquê, 1996.
— BÍBLIA E HINÁRIO NOVO CÂNTICO. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e
Atualizada no Brasil.Barueri-SP.Sociedade Bíblica do Brasil. 2ª ed, 1999.

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Panorama do Antigo Testamento

  • 1. “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. (2Tm 3:16) Panorama do Antigo Testamento 2005
  • 2. 2 I - Introdução A - Importância do Antigo Testamento Quando olhamos para a Igreja de um modo geral hoje em dia (pelo menos aqui no Brasil!) percebemos que de certa forma os cristãos não têm dado muita importância ao Antigo Testamento como deveria. Na verdade, muitos até se afastam de tentar compreendê-lo tachando-o de ‗complicado‘, ou dizendo que ‗não serve para nossos dias porque já estamos no período do Novo Testamento‘. Será que estas pessoas realmente carregam a verdade nestas palavras? É triste, mas o fato é que até os pastores que deveriam seguir uma posição diferenciada para com o Antigo Testamento, eles mesmos não pregam muito freqüentemente nele. Geralmente se fala muito de Jesus, das cartas de Paulo, de João... e se por acaso se falar do Antigo Testamento talvez ainda seja como uma citação do Novo a respeito do mesmo. Este comportamento não é de agora.―Já no segundo século da era cristã apareceu Marcião, um herege que queria – com muita razão – reformar a Igreja da sua época, porque esta não pregava mais a graça, e, sim, a salvação pelas obras. Infelizmente, contudo, Marcião e seus muitos seguidores rejeitaram não somente uma boa parte do Novo Testamento, mas também o Antigo Testamento por completo!‖1 E se por acaso pensarmos que é um comportamento somente presente no Brasil, também estamos redondamente enganados.―Na Índia, há cristãos que reconhecem apenas o Novo Testamento, substituindo o Antigo por alguns escritos hindus que eles acham ser mais interessantes‖.2 Não há dúvida de que há vários ―motivos‖ para esta desconsideração. Dentre estes motivos podemos citar: A presença de histórias complicadas e esquisitas; uma cultura muito diferente da nossa; profecias dificílimas de interpretar; várias leis que não se aplicam mais em nosso contexto, etc. A dificuldade em aceitar e utilizar o Antigo Testamento é tão patente que se demonstra até na hora de se abrir um livro que se encontre nele. Muitos dão vexame! Porém não deveria ser assim. Certamente se os Apóstolos vivessem nos dias de hoje ficariam perplexos com o valor que nós devotamos ao Antigo Testamento. Pois eles utilizavam-no bastante. Existe 1.040 citações de referências do Antigo Testamento no Novo Testamento. Com exceção de apenas sete escritores do Antigo Testamento, todo o restante dos escritores é citado ou deles se faz referência no Novo Testamento. São eles: Obadias, Naum, Esdras, Neemias, Ester, Cânticos e Eclesiastes. Na realidade, de todo o Novo Testamento, somente 26 capítulos não se referem ao VT. Podemos considerar algumas verdades que devem mudar nossa posição em relação ao Antigo Testamento.Vejamos o seguinte: 1- O Antigo Testamento representa a maior parte do conteúdo de toda Bíblia; 2- Jesus e os Apóstolos o reconheceram como Palavra de Deus; 3- O Espírito Santo inspirou ambos os Testamentos; 4- O Antigo Testamento é útil para o crescimento do cristão em santidade. 1 SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento.Vol. 1: Introdução, lei e profetas anteriores. Patrocínio-MG.CEIBEL, 1978. p. 1 2 Ibid. p.1.
  • 3. 3 B - Características do Antigo Testamento 1 - Língua Apesar de possuirmos hoje a nossa Bíblia em português, temos que nos lembrar (ou tomar conhecimento) de que a língua em que ela foi escrita está longe de ter sido o português. As diferenças entre as duas são notáveis. Tanto o hebraico tem um alfabeto diferente, como também tem uma direção de escrita diferente. Além do fato de que o último texto do Antigo Testamento escrito por profeta inspirado foi há mais ou menos 2.400 anos atrás. A língua em que foi escrito o Antigo Testamento foi o hebraico, a língua falada pelos israelitas. Na verdade, esta faz parte da cultura passada pelo patriarca Abraão. Que por sinal também não tinha o hebraico como língua materna. ―Alguns comentadores dizem que provavelmente Abraão deixou de usar a velha língua semítica – A caldaica – a qual era a da sua própria terra (Gn 12:1-5), quando saiu de Ur, e adotou a língua dos cananeus, em cujo meio foi morar.‖3 ―Esta língua Cananéia, que Abraão usou, era, provavelmente, a mesma ou alguma forma dela, que foi conhecida mais tarde como a língua hebraica.‖4 Quase todo o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com exceção de poucas porções no aramaico: (Ed 4:8- 6:18; 7:12- 26), Jeremias (10:11) e de Daniel (2:4 -7:28). O tempo percorrido para escrita de todo o Antigo Testamento foi de aproximadamente mil anos (1400 a 400 a.C.). Vários autores fizeram parte desta composição. 2 - Cânon Para nós que recebemos a Bíblia com todos os seus livros já agrupados é muito bom e fácil. Porém, nem sempre foi assim. Houve divergências com relação a reconhecer quais os livros que deveriam fazer parte do cânon. Por fim, cremos que pela graça de Deus foram preservados os livros que foram Inspirados. ―Há três elementos básicos no processo genérico de canonização da Bíblia: A inspiração de Deus, o reconhecimento da inspiração pelo povo de Deus e a coleção dos livros inspirados pelo povo de Deus.‖5 a)Inspiração de Deus - ―É evidente que o povo de Deus não teria como reconhecer a autoridade divina num livro, se ele não fosse revestido de nenhuma autoridade.‖6 b)Reconhecimento por parte do povo de Deus - ―Esse reconhecimento ocorria de imediato, por parte da comunidade a que o documento foi destinado originariamente. A partir do momento que o livro fosse copiado e circulado, com credenciais da comunidade de crentes, passava a pertencer ao cânon.‖7 c)Coleção e Preservação pelo povo de Deus - ―O povo de Deus entesourava a Palavra de Deus‖.8 (Dt 31:26; 1Sm 10:25; 2Rs 23:24; Dn 9:2, 6, 13; Ne 9:14, 26-30). Não deixava se perder os livros, mas os guardavam com zelo e respeito. 3 MEIN, John. A Bíblia e como chegou até nós. JUERP. Rio de Janeiro. 3ª ed, 1977. p. 17 4 Ibid. p. 18 5 GEISLER, Norman, William Nix. Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós. Tradutor Oswaldo Ramos. São Paulo - SP. Editora Vida, 1997. p. 74 6 Ibid. p. 74 7 Ibid. p. 74 8 Ibid. p. 74
  • 4. 4 Os autores do livro ‗Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós‘, dizem depois de muito apurarem: ―Nossa investigação demonstra que, no que diz respeito às evidências, o cânon do Antigo Testamento se completou por volta de 400 a.C ‖.9 Até ao tempo da Reforma os livros apócrifos não eram aceitos como canônicos. E ―a canonização que receberam no Concílio de Trento não recebeu o apoio da história.‖10 Provas da não-canonicidade dos apócrifos: 1- A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos; 2- Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do NT; 3- A maior parte dos primeiros grandes Pais da Igreja rejeitou sua canonicidade.11 3 - Texto A Bíblia como nós temos hoje foi escrita há muito tempo atrás. Os textos originais escritos pelos escritores inspirados chamam-se autógrafos. Evidentemente nem a igreja, nem os judeus, nem ninguém hoje em dia possui algum autógrafo. Os escritos que temos são resultado de um processo de cópias que foi se dando através do tempo. Não significa, no entanto, que perdemos alguma porção da mensagem revelada e inspirada dada por Deus. ―Os manuscritos do Antigo Testamento geralmente vêm de dois amplos períodos de produção. O período talmúdico (300 a.C. — 500 a.C.) produziu manuscritos usados nas sinagogas e outros em estudos particulares. Em comparação com o período massorético posterior (500 a.C. — 1000 d.C.), aquelas cópias de manuscritos primitivos são em número menor; todavia, são cópias consideradas ―oficiais‖, cuidadosamente transmitidas.‖12 C - Disposição dos Livros do Antigo Testamento A disposição dos livros como a conhecemos e recebemos hoje não era a usada pelos judeus.―A Igreja Cristã evidentemente realizou uma mudança importante na ordem, colocando os livros de oráculos proféticos, a partir de Isaías, no final do Antigo Testamento. O propósito dessa mudança foi abrir caminho para o Novo Testamento, acrescentado como o relato do cumprimento da profecia do Antigo Testamento.‖13 No começo do séc. III Orígenes já se refere ao AT na ordem: Lei, História, Poesia e Profecia. 9 GEISLER, Norman, William Nix. Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós. p. 83 10 Ibid. p. 97 11 Ibid. p. 97 12 Ibid. p. 134 13 LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. Tradução Lucy Yamakami. Edições Vida Nova. São Paulo-SP 1ª ed, 1999. P. 656
  • 5. 5 D - Cronologia do Antigo Testamento14 Acontecimento Data Criação de Adão 4173 a.C. Da criação à descida de Jacó para o Egito – 2298 anos (Gn 5; 11; 47:9) 1875 a.C. Da descida de Jacó ao êxodo de Moisés – 430 anos (Êxodo 12:40) 1445 a.C. Do êxodo à construção do templo de Salomão – 480 anos 966 a.C. Começo do reino de Davi 1010 a.C. Divisão do reino 931 a.C. Purificação dos dois reinos por Jeú 841 a.C. Queda de Samaria 722 a.C. Começo do exílio judaico (606; 597; 586) 606 a.C. Retorno com Zorobabel para reedificar o templo 537 a.C. Retorno de Neemias para reedificar os muros da cidade 444 a.C. II - As Alianças Para que tenhamos uma visão mais completa e compreensível do conteúdo bíblico, se faz necessário um entendimento do que está ocorrendo nas páginas de toda esta história. A Bíblia é um só livro!Certo? Mas ela trata de quê? Para um leitor desapercebido, ela poderá estar falando de vários assuntos, vários acontecimentos, várias personagens. E por fim ele não compreender o que ela quer passar a ele afinal. Para começar é preciso entender não somente que a Bíblia é um só livro, mas também que a Bíblia toda é uma única história. E toda parte tem sua função e propósito dentro dela. Para não divagarmos pensando em qual assunto ela trata (visto que ela trata de inúmeros assuntos), vamos nos restringir em achar um tema central que liga o restante dos temas secundários que ela apresenta. Vários temas centrais podem ser especulados, por exemplo: Aliança, eleição, reino de Deus, promessa e cumprimento, ou simplesmente Deus. No entanto, abordaremos em nosso estudo panorâmico do AT o tema da ―Aliança‖. O tema ―Aliança‖ no Antigo Testamento pode ser resumido na seguinte frase dita pelo próprio Deus: “Eu serei o seu Deus, e vós sereis o meu povo”. Toda a história bíblica vai ser conduzida tendo esta idéia como ‗pano de fundo‘. Não que desprezemos os outros sub-temas presentes, mas que este se torna o foco principal. Agora que já definimos sobre qual trilho caminhar, é preciso um exame da idéia contida na palavra-tema ―Aliança‖. A Aliança não é nada mais do que a escolha divina de um povo para seguir seus mandamentos servindo-o (Gn 12:1-3; Ex 3:7-10; Dt 6:1-5). O amor é a causa desta escolha (Dt 4:37; 10:14-15; 7:7-8; 9:4-6; 10:15; 23:5).―O propósito real da Aliança consiste na 14 ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida. Editora Vida, 1991. p. 12
  • 6. 6 intenção de Deus de formar um povo propriamente seu‖.15 Uma Aliança que redunda em benção para o seu povo. O propósito final desta Aliança é a glória de Deus. Certamente que Deus está disposto a abençoar o Seu povo (Lv 26:3-13; Nm 10:29; Dt 11:13-17). Seguindo pela história bíblica podemos perceber que este alvo de relacionar-se com um povo por meio de Aliança está sendo levado a efeito durante o passar do tempo: Abraão – (Gn 17:7); Moisés – (Ex 6:6,7; 19:4,5; Lv 11:45;Dt 4:20); Davi – (2Rs 11:17; Ez 34:24); Nova Aliança – (2Co 6:16; Hb 8:10; Zc 8:8; 2:11; Jr 24:7; 31:33; 32: 37). Dividimos o propósito de Deus quanto a Aliança com seu povo escolhido em duas Alianças básicas: A Aliança da Criação e a Aliança da Redenção. E ainda ―subdividir‖ esta última Aliança em duas administrações diferentes. Seguindo esta ―subdivisão‖ da Aliança da Redenção podemos dizer que: ―O pacto de Deus com o homem antes de Cristo pode-se chamar ‗velha aliança‘, e o pacto de Deus com o homem depois de Cristo pode-se chamar ‗nova aliança‘. A ‗velha aliança‘ pode ser caracterizada como ‗promessa‘, ‗sombra‘, e ‗profecia‘; a ‗nova aliança‘ pode ser caracterizada como ‗cumprimento‘, ‗realidade‘ e ‗realização‘.‖16 Não é que Deus providenciou dois Pactos e duas administrações. Mas sim que é o mesmo Pacto (ou Aliança da Redenção) com administrações diferentes. A - A Aliança da Criação Quando falamos de ‗Aliança da Criação‘ entendemos que Deus se relaciona com o homem por meio desta Aliança. Há uma diferença básica entre a ‗Aliança da Criação‘ e a ‗Aliança da Redenção‘. ―A ‗Aliança da Criação‘ refere-se ao pacto que Deus estabeleceu com o homem na criação. A ‗Aliança da Redenção‘ inclui as várias ministrações pelas quais Deus ligou-se ao homem desde a queda.‖17 Ao criar o homem Deus o vocacionou para ser o vice-regente da criação. O homem foi chamado para dominar (Gn 1:26, 28). Ele deveria ser sobre todos, e sob Deus. Toda criatura humana seria automaticamente responsável por fazer este papel no mundo. ―Deus chama a humanidade para o papel de vice-regente sobre o mundo; todos devem participar responsavelmente nesta tarefa.‖18 O papel que o homem haveria de cumprir pode ser chamado de ‗Mandato Cultural‘. ―O mandato cultural chama toda a humanidade a participar na ordenança e na administração da criação, isto é, na obra da civilização e da cultura.‖19 Era uma posição de honra. Nenhum ser possuía a imagem de Deus em si. ―Porque o homem porta a imagem de Deus, sua função é dominar a terra e se submeter a Deus.‖20 O que mais poderia almejar? Tudo era benção e gozo. Nada lhe faltava ou lhe faria mal. A não ser sua própria decisão. 15 ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. Tradução Américo J. Ribeiro.Luz Para o Caminho. Campinas- SP. 1ª ed, 1997. p. 44 16 Ibid. p. 53 17 Ibid. p.53 18 CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral - uma teologia bíblica. São Paulo-SP. Editora SEPAL, 1992. p.24 19 Ibid. p. 24 20 Ibid. p. 30
  • 7. 7 B - A Quebra da Aliança Porém, o homem não permanece em seu estado de perfeição e acaba por enveredar em um caminho sem volta. A Aliança estabelecida por Deus está altamente ligada com a condição de vida e morte. Se o homem escolhesse a obediência, gozaria de uma comunhão eterna com o seu Criador. Entretanto, ao escolher a desobediência, o homem recebeu a dura condenação da morte. A separação eterna do seu Criador. Por um momento, para o homem, tudo pareceu perdido. Visto o Criador ser Justo Juiz, o que não poderia levá-lo a cumprir a sentença prevista? A partir deste momento é que podemos ver não só simplesmente o Poder, a Sabedoria, a Providência, a Benção, a Proteção manifestada por Aquele que fizera Adão e Eva. Entraria um aspecto não visto antes com tanta clareza como agora: a Sua graça. A Aliança havia sido desprezada pela criatura, mas não havia saído dos olhos e mente do Criador. A partir deste momento em diante, o tratamento do Senhor para com o homem seria baseado não na Aliança da Criação, mas na Aliança da Redenção. C - A Aliança da Redenção A doutrina da Aliança ―entende toda a história, depois da queda do homem em pecado, como unificada sob as cláusulas da Aliança da Redenção.‖21 Dando início com a promessa a Adão (já em pecado) e continuando na história, ―Deus ordena todas as coisas com vistas ao seu propósito singular de redimir um povo para si mesmo.‖22 A Aliança da Redenção estabelecida por Deus caminhará se revelando progressivamente durante a história. Se olharmos com atenção vamos perceber que ―a história da Aliança no Antigo Testamento em geral demonstra a incapacidade humana em obedecer aos requerimentos pactuais. Entretanto, o Deus gracioso da aliança continua fiel às suas promessas, mesmo quando os seres humanos são infiéis.‖23 Isto implica em dizer que não vamos ver Deus desistir do homem. Ainda que o Diabo, o mundo ou a natureza pecaminosa tente minar a vida do povo escolhido, este povo sempre estará sob os olhos do Pai. Pois como demonstra a história canônica, ―o objetivo da ação de Deus dentro da Aliança é, como sempre foi, a reunião e a santificação do povo da Aliança vindo de ‗todas as nações, tribos, povos e línguas‘(Ap 7:9), que um dia habitarão a nova Jerusalém, numa ordem mundial renovada (Ap 21:1-2).‖24 O propósito de formar um povo santo, exclusivo para si será concretizado. Como diz Jó: ―... nenhum dos teus planos pode ser frustrado‖(Jó 42:2). D - Aspectos Diversos da Aliança Mesmo concebendo biblicamente que a Aliança da Redenção é uma e a mesma, em todo o tempo, até a consumação de todas as coisas; não podemos deixar de entender que ela se manifesta em variados aspectos. ―As variadas manifestações históricas da Aliança da Redenção podem ser categorizadas de acordo com suas ênfases específicas:‖25 21 ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos, p 186. 22 Ibid. p 186. 23 Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, p 33. 24 Ibid. p 28. 25 ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos, p 57.
  • 8. 8 Adão: A Aliança do Começo Noé: A Aliança da Preservação Abraão: A Aliança da Promessa Moisés: A Aliança da Lei Davi: A Aliança do Reino Cristo: A Aliança da Consumação Para que entendamos mais a respeito destas manifestações históricas da Aliança da Redenção firmada por Deus, caminhemos em direção a um maior conhecimento do que propõe cada uma delas. Pormenorizadamente podemos traçar de que se trata cada uma delas. Ou, dizer a idéia central de cada uma. Novamente enfatizamos que não existem várias Alianças de Deus com a humanidade, mas sim duas: A Aliança da Criação e a Aliança da Redenção. As outras são apenas manifestações diversas da última Aliança. 1 - Aliança da Criação ―A responsabilidade do homem como ser criado à imagem de Deus no sentido de formar uma cultura para a glória do Senhor indica algo da amplitude da responsabilidade humana estabelecida pela criação. O universo inteiro devia ser posto sob sujeição à glória de Deus.‖ Sendo assim, ― a obrigação do homem para com o seu Autor estendia-se a toda área da atividade humana.‖26 ―Por meio deste relacionamento de abrangência total, Deus ligou-se à criatura humana.‖27 2 - Adão: A Aliança do Começo ―As palavras iniciais de Deus a Adão depois da sua queda em pecado podem ser apropriadamente consideradas em termos do princípio da sua história de Aliança. Deus conquistará para o homem uma redenção completa. Todo este programa é direcionado no sentido da restauração do homem ao seu estado de benção, no qual ele foi originalmente criado.‖28 Aliás, o estado do homem quando na consumação da Nova Aliança, superará o estado em que estava Adão, pois gozará de vida eterna. Isto Adão não possuía antes da Queda. 3 - Noé: A Aliança da Preservação ―A responsabilidade do homem sob a Aliança de Noé de multiplicar-se e encher a terra não pode ser entendida de outra maneira, a não ser a renovação dos mandatos originais da criação.‖29 Esta ―Aliança de Deus com Noé deve ser entendida no contexto do comprometimento de Deus de redimir um povo para si mesmo. Se o compromisso principal do Senhor na Aliança com Noé é preservar a terra, esta preservação tem como seu alvo o sustento do mundo até que a redenção seja alcançada.‖30 26 ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. p. 184 27 Ibid. p. 184 28 Ibid. p. 186 29 Ibid. p. 188 30 Ibid. p. 189
  • 9. 9 4 - Abraão: A Aliança da Promessa O texto de (Gn 15), ―indica claramente a essência da Aliança como sendo um ‗pacto de sangue soberanamente ministrado‘. Essa ministração particular do comprometimento de Deus de efetuar a redenção pode, apropriadamente, ser designada ‗Aliança da Promessa‘.‖31 5 - Moisés: A Aliança da Lei ―A Aliança é o conceito maior, que sempre toma precedência com relação à Lei. A Aliança une pessoas; estipulações legais externas representam um modo de ministração dos laços da Aliança. Deus renova o comprometimento antigo com o seu povo pela Aliança de Moisés. A Lei serve somente como um modelo único de ministração da Aliança de Redenção... O relacionamento de Aliança renovado sob Moisés não pode perturbar o comprometimento de Deus em andamento por sua ênfase à dimensão legal do relacionamento da Aliança. Diferenciando das outras Alianças anteriores, ―a Aliança mosaica manifesta seu caráter distintivo como sumário externalizado da vontade de Deus.‖32 6 - Davi: A Aliança do Reino ―O estabelecimento da Aliança davídica no Velho Testamento representou um momento de suprema consumação na história da redenção, antes do aparecimento real do próprio Cristo. O trono de Davi introduziu definitivamente uma nova época na história do Velho Testamento, enquanto, ao mesmo tempo, antecipava tipicamente o reino messiânico de Cristo. A localização do trono de Deus em Jerusalém, e a identificação virtual da dinastia davídica com a manifestação do senhorio de Deus na terra, elevaram ao clímax as representações típicas do Velho Testamento do movimento direcionado ao estabelecimento de um reino messiânico.‖33 7 - A Nova Aliança: A Aliança da consumação ―A grande divisória na história da redenção para os teólogos da Aliança distingue a Velha Aliança, com suas profecias e símbolos, da Nova Aliança, com seus cumprimentos e realidades. Cada uma dessas Alianças sucessivas feitas com Adão, Noé, Abraão, Moisés e Davi acha seu cumprimento na Nova Aliança.‖34 Apesar de ser a última do estágio progressivo revelacional da obra redentora ―as estipulações da Nova Aliança receberão efetivação mais completa na era vindoura. No presente, o crente vive em tensão entre as promessas de Deus como já cumpridas, e as mesmas promessas como tendo ainda de alcançar realização mais rica.‖35 E - Administração da Aliança da Redenção no Antigo Testamento Na História da Redenção Deus não se revelou só por meio das palavras, mas também por meio de fatos. ―Os dois caminham juntos e se complementam mutuamente. As palavras explicam 31 ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. p. 115 32 Ibid. p. 155 33 Ibid. p. 197 34 Ibid. p. 200 35 Ibid. p. 200
  • 10. 10 os fatos e os fatos dão formas concretas às palavras.‖36 Sabendo disto será valioso conhecer e entender quais os meios que Deus utilizou para ensinar sua verdade ao seu povo. Não falaremos de todos, mas somente de dois que estão muito presentes no Antigo Testamento: O símbolo e o tipo. Os símbolos e os tipos direcionam para outra coisa. Não são um fim em si mesmos. No Antigo Testamento notamos a presença intensa deles, estes, porém, não estão assim no Novo Testamento. ―Enfim, o VT contém em símbolos as doutrinas do Novo, e este alicerça suas doutrinas nos símbolos daquele.‖37 1 - Símbolos Podemos assim conceituar: ―É o emprego de algum objeto material para evocar idéia ou coisa espiritual ou moral.‖38 O símbolo ―é um sinal; pode se referir a algo do passado, presente ou futuro; é um fato que ensina uma verdade moral.‖39 Ex: Sangue = simboliza a vida; Vestidos = símbolos de méritos ou de justiça real ou suposta (Is 60: 10; 64:6); Fogo = juízo divino contra Israel (Am 7:4-6); Óleo = Espírito Santo. 2 - Tipos Antes de tudo temos que conceituar o que é tipo. Depois nos deteremos em falar de exemplos que nos ajudarão a entendê-los. Vejamos três conceituações: a)Antônio Almeida: ―É a representação de pessoa ou transação futura na esfera espiritual ou religiosa por meio de transações, pessoas ou coisas do mundo material que tenham com elas certa correlação de analogia ou mesmo de contraste.‖40 b) Louis Berkhof: ―É um modelo ou uma imagem de alguma outra coisa; sempre prefigura algo da realidade futura.‖41 c) Henry A. Virkler: ―É uma relação representativa preordenada que certas pessoas, eventos e instituições tem com pessoas, eventos e instituições correspondentes, que ocorrem numa época posterior na história da salvação.‖42 ―A prefiguração é chamada tipo; o cumprimento chama-se antítipo.‖43 Por isto encontramos os tipos no AT e os seus antítipos no NT (antítipo – é o cumprimento real do tipo. É a realidade para a qual o tipo aponta). ―No tipo há analogias bem notáveis para com o antítipo.‖44 Ex: Adão – Cristo (Rm 5:14); Melquisedeque – Cristo (Hb 7:1-3); Moisés – Cristo (Dt 18:18); História de Israel – Igreja (apresenta vários acontecimentos da vida dos israelitas como típicos das experiências dos crentes) (1Co 10:1-12); Tabernáculo – céu (Hb 9:24); 36 BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica. Tradução Mauro Meister.Editora Cultura Cristã. São Paulo-SP. 1ª ed, 2000. p. 139 37 ALMEIDA, Antônio. Manual de Hermenêutica Sagrada. Casa Editora Presbiteriana. São Paulo-SP. 2ª ed, 1985. p. 41 38 Ibid. p. 39 39 BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica. p.142 40 ALMEIDA, Antônio. Manual de Hermenêutica Sagrada. p.39 41 BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica. p.142 42 VIRKLER, Henry A. Hermenêutica Avançada - Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. Tradução Luiz Aparecido Caruso. Editora Vida, 1987. p. 141 43 Ibid. p. 142 44 ALMEIDA, Antônio. Manual de Hermenêutica Sagrada. p. 39
  • 11. 11 Sacrifício – Cristo (Jo 1:29-36; Hb10:5-9); Páscoa – Morte de Cristo (1Co 5:7-8); Arão- Cristo (Hb 5,7); Maná- Cristo (Jó 6:32,33,58). 3 - Limitações Não há dúvidas de que a administração da Aliança da Redenção no Antigo Testamento não é a mesma no Novo Testamento. ―Como tipo profético da realidade antecipada, o tratamento de Deus com Israel como seu povo eleito podia apenas aproximar-se da significação dos propósitos reais de Deus para com aqueles que deviam ser redimidos em Cristo.‖45 ―Deus prefigurou sua obra redentora no Antigo Testamento, e cumpriu-a no Novo; o Antigo Testamento contém sombras de coisas que seriam reveladas de modo mais pleno no Novo.‖46 III - Panorama do Antigo Testamento A - Livros da Lei Quando lemos as Escrituras trazemos consigo toda nossa história de vida. Coisas que aprendemos, ouvimos, vimos, achamos, queremos, etc. Enfim, não seremos justos com a Palavra Sagrada se a interpretarmos seguindo qualquer um destes aspectos citados supra. Portanto, devemos ver o que o autor do Pentateuco quer passar para nós. O que ele tem a dizer para nossa vida que nos levará a ter maior compreensão de Deus e comunhão com Ele. 1 - Título O nome Pentateuco vem da versão grega que remonta ao séc. III a.C.; significa: pente - cinco; teuchos - estojo para o rolo de papiro. Geralmente pensamos no Pentateuco (que é chamado o livro da Lei) como expressando somente mandamentos e proibições. No entanto, a palavra hebraica usada com relação ao Pentateuco é ‗Torá‘, que quer dizer ―instrução‖. 2 - Autoria Embora não tenhamos um texto que indique que o autor de todo o Pentateuco tenha sido Moisés, temos outros livros no AT e no NT que o cita como sendo obra dele (Js 1:7-8; 23:6; 1 Rs 2:3; Ed 3:2; 6:18; Nm 8:1; Dn 9:11-13; At 13:39; Hb 10:28; 2Co 3:15; Jo 5:46; Mt 8:4; Mc 7:10; Lc 16:31; 24:27). Moisés possuía preparo, experiência, e gênio que o capacitavam para escrever o Pentateuco (At 7:22). Além de ter sido testemunha ocular dos acontecimentos; recebeu revelações especiais; e como hebreu, tinha acesso a genealogias, e a tradições tanto orais como escritas de seu povo. 3 - Data Apesar de existir muitos estudiosos hoje em dia que duvidem da autoria mosaica do Pentateuco, afirmando ―que o Pentateuco foi composto por editores durante o período que 45 ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. p. 193 46 VIRKLER, Henry A. Hermenêutica Avançada - Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. p. 142
  • 12. 12 seguiu-se ao exílio babilônico do século VI a.C.‖47 ; nós aceitamos a autoria de Moisés entendendo que sua data de escrita foi no período de 1443-1405 a.C. 4 - Conteúdo Podemos dividir o Pentateuco em 6 temas: Eleição, Promessa, Livramento, Aliança, Lei e Terra. Possui duas divisões principais: Gn 1-11 e Gn 12-Dt 34. A relação entre ambas as divisões do Pentateuco está no problema do pecado causando separação da criação em relação a Deus; e a solução apresentada por Deus que começa a ser mais nítida em (Gn 12:3). Em (Gn 12:1-2) vemos os três aspectos que vão continuar por toda a história bíblica: Uma terra, uma nacionalidade e a benção (que implica em promessa de um relacionamento com Deus – Gn 17:7,19; 26:3,24; Lv 26:12; Ex 3:6,15). 5 - Importância do livro O Pentateuco é desprezado por muitos cristãos de uma forma injusta e insensata. Este livro é muito valioso; os cristãos é que não estão sabendo utilizá-lo. Vejamos aspectos importantes encontrados neste livro (ou livros): A- Cósmico: Explica a origem do universo, revelando a ―Primeira Causa‖ de todas as coisas – Deus. B- Histórico: Nele está contada a origem do homem numa linha contínua iniciada de Adão. Demonstra também o início e expansão das raças do mundo: Oriental, Negróide e Ocidental. C- Profético: É fundamental para o restante da Bíblia, pois os principais conceitos teológicos estão iniciados nele. Ex: Criação, Deus, pecado, redenção, oração, etc. 6 - Tipos de Lei e seu Propósito A Lei serve para mostrar o favor de Deus para com Israel (Sl 78:5), como também para mostrar o pecado do povo para com Deus (Dt 31: 26-27). Servia de testemunha mostrando o que o Povo devia a Deus (ou seja a morte) e de testemunha do que Deus prometera ao povo (ou seja a vida). Lei Histórico Poético Profético Promessas não cumpridas Testemunha contra Israel Certamente que a Lei não foi dada por mero prazer ou imposição de Moisés. Foi o próprio Deus que a formulou e ordenou. Ele ―proferiu e revelou diversas determinações e deveres para o homem‖48 .―Sua vontade para o homem, constitui a sua Lei e ela representa o que é de melhor 47 Bíblia de Estudo de Genebra. p. 3 48 A Atualidade da Lei - A resposta da fé a questões modernas. São Paulo-SP. Editora Cultura Cristã. p. 1
  • 13. 13 para os seus‖49 .―O biblista francês Pierre Grelot afirma que a Lei ‗designa um ensinamento dado por Deus aos homens para regular sua conduta‖50 . Observemos os propósitos pelos quais a Lei existia: - A lei não foi dada como meio de salvação, mas de consagração; - A lei reflete o direito Soberano de Deus sobre todas as áreas da vida do ser humano; - Mostrar ao povo da Aliança como se deveria cultuar a Deus; - Revelar a Santidade de Deus; - Ajudar os homens a distinguir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado; - Atuar como um guarda que conduz os indivíduos a Cristo (Gl 3:22-24). Mostra-lhes que a única esperança que eles têm de justificação é por intermédio de Cristo; - Fazer existir sempre a justiça social. As leis encontradas no Pentateuco não se limitam ao decálogo. Há várias leis presentes no Pentateuco. Sendo assim, para fins didáticos e teológicos, costuma-se distinguir a Lei em três aspectos: 1. O Aspecto Cerimonial: As observâncias rituais que apontavam para frente, para a expiação final em Cristo.‖Tinha a finalidade de impressionar aos a santidade de Deus e concentrar suas atenções no Messias prometido, Cristo, fora do qual não há esperança‖.51 (Hb 7-10; Lv 20:25, 26; Sl 51:7, 16, 17; Is 1:16); 2. O Aspecto Civil ou Judicial: As leis que Deus prescreveu para uso no governo civil de Israel (Lv 20:10; Dt 21:18-21); 3. O Aspecto Moral: O corpo de preceitos morais de aplicação universal e permanente a toda a humanidade. ―Tem a finalidade de deixar bem claro ao homem os seus deveres, revelando suas carências e auxiliando-o a discernir o bem do mal‖52 . (Rm 6: 15-23; 1Co 5; 6:9-10). B - Livros Históricos 1 - Título Os hebreus denominavam Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis como os ―Primeiros Profetas‖, enquanto Isaías, Jeremias, Ezequiel e os doze profetas menores como os ―Últimos Profetas‖. Esta expressão ―Primeiros‖ e ―Últimos‖ não dizem respeito à sua cronologia histórica, mas somente diz respeito ao grupo de livros ao qual faz parte. O cenário histórico dos Últimos Profetas encontra-se nos Primeiros Profetas. Sendo assim, os Primeiros profetas são históricos; os Últimos, exortativos. Nós não utilizamos esta designação, e costumeiramente denominamos estes livros (Js, Jz, 1 e 2 Sm, 1 e 2 Rs) de ―Livros históricos‖. ―Os livros de Js a Rs são também chamados de 49 Ibid., p. 1. 50 Os Dez Mandamentos. Manhumirim-MG. Didaquê, 1996. p. 4 51 A Atualidade da Lei-A resposta da fé a questões modernas. p. 2. 52 Ibid. p. 2
  • 14. 14 ―História Deuteronomística‖, uma vez que o livro de Deuteronômio serve como introdução histórica e teológica dos mesmos.‖53 2 - Autoria Todos os livros históricos são anônimos. ―Foram visivelmente escritos ou compilados por vários indivíduos que possuíam o dom profético, reconhecidos como representantes de Deus‖.54 3 - Conteúdo Os livros denominados por nós como históricos são os livros de Josué a Ester (segundo nossa disposição dos livros). Estes livros abordam os acontecimentos da nação de Israel durante todo o tempo em que se estabeleceram na Palestina. Desde ―a tomada da terra‖ após o êxodo do Egito, até ―à volta para a terra‖ depois do Exílio da Babilônia. No primeiro momento Israel expulsa as nações ímpias da Terra da Promessa; no segundo momento eles próprios são expulsos da Terra da Promessa por nações ímpias; no terceiro momento eles voltam para a Terra da Promessa. Uma referência ao assunto tratado pelos Livros Históricos pode ser esboçada da seguinte forma: Os livros de (Js a Rs): ―O tema teológico dominante da História Deuteronomística pode ser resumido na seguinte afirmação: o pecado traz a punição; o arrependimento traz a restauração‖.55 Os livros de (Crônicas, Esdras e Neemias), ―preocupam-se profundamente com a questão de como o povo de Deus deveria corresponder ao ato gracioso de Deus na restauração de Judá... estavam preocupados principalmente com as lições a serem tiradas da história antiga e recente de Israel visando a manutenção da integridade religiosa do povo‖.56 O objetivo do livro de Ester ―foi evidentemente encorajar os judeus dispersos por todo o império com a história do contínuo interesse e presença do Senhor, mesmo que ele não fosse visto e os judeus estivessem longe do templo de Deus em Jerusalém. Apesar de o nome do Senhor não ser mencionado, sua divina direção faz-se presente em todo o livro‖.57 ‖Sua Soberania e Providência são evidentes em toda a narrativa‖58 .Se olharmos os acontecimentos que ocorreram vamos perceber que tudo estava caminhando para o bem dos judeus, os ―fatos demonstram o controle de Deus e Seu cuidado para com o Seu povo (Sl 121:4)‖59 . Podemos dividir a história bíblica com os seguintes termos: 1) Introdução - Nesta seção Deus chama Abraão e lhe faz a promessa de formar uma grande nação, dar-lhes uma terra, e que por meio desse povo abençoará todos os outros povos. O 53 Bíblia de Estudo de Genebra. p. 243 54 ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida. Editora Vida, 1991. p. 63. 55 Bíblia de Estudo de Genebra. p. 243 56 Bíblia de Estudo de Genebra. p. 243 57 ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. p. 138. 58 A Bíblia Anotada. Tradução Carlos Oswaldo Cardoso Pinto. São Paulo-SP. Editora Mundo Cristão. 1ª ed, 1991. p. 646. 59 Ibid. p. 646.
  • 15. 15 aspecto principal: ‗As promessas feitas por Deus‘. E a promessa chave é que ―Deus será o deus deles‖ (Gn 17:8). 2) Formação - Deus toma a descendência de Abraão para formar Seu povo. Tem início com o êxodo, e em seguida veio a Aliança no Sinai, a peregrinação no deserto, posse da terra, vivência na terra conquistada. 3) Reformação - Apesar de tantas provas de amor e misericórdia de Deus, o povo torna-se desobediente, a tal ponto que não atenderam às advertências proféticas. Desta maneira Deus age contra o Seu povo para reformá-lo, isto, através do exílio. 4) Transformação – Os profetas não só chamavam o povo para um retorno à lei, mas às vezes revelava os planos futuros de Deus. Falavam da Nova Aliança, do derramamento do Espírito, da vinda do Messias, do Reinado vitorioso de Deus sobre os ímpios, etc. ―Desta maneira os profetas apontam ao povo uma época que será caracterizada pelo cumprimento das promessas‖.60 Uma transformação marcada pela vinda do Grande Rei, o Messias, descendente de Davi. Ele mesmo efetuará esta transformação no povo. 5) Conclusão – Nesta etapa Deus levará a cabo a transformação do Seu povo (e da criação!) que Ele iniciou com a obra do Messias. 4 - Divisão dos Livros Históricos Na divisão hebraica da Bíblia em Primeiros Profetas (Profetas Anteriores) e Últimos Profetas (Profetas Posteriores) é perceptível algumas diferenças. ―Uma diferença mais fundamental é que os Profetas Anteriores são constituídos de narrativas. Eles registram de modo seletivo uma narrativa contínua dos eventos da história de Israel... ao contrário, é possível reconstruir um vago esboço de história somente a partir dos Profetas Posteriores. Personagens históricos e eventos são mencionados, mas não há seqüência de eventos. Os Profetas Posteriores concentram-se na mensagem pregada pelos profetas e relegam a narrativa a um plano secundário‖.61 5 - Propósito Um fator importante a ser explicado é que ―ao longo dos Profetas Anteriores domina a perspectiva religiosa. Isso, portanto, não é história conforme escreveria um historiador de hoje. Antes, é história de uma perspectiva profética... os eventos são analisados de acordo com a verdade profética de que Javé é soberano na história, tanto ao proferir como ao cumprir sua palavra profética‖.62 Não implica dizer que estes escritores inventaram uma estória ou que escreveram mitos. Quer dizer, isto sim, que ―os Profetas Anteriores contém dados históricos escolhidos de acordo com uma perspectiva profética‖.63 ―A história bíblica é história, mas com a perspectiva profética de ser a ‗História Divina‘.‖64 Desta forma faz-se necessário entender que ―o elemento histórico 60 SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento.Vol. 1. p. 39. 61 LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. p. 143 62 Ibid. p. 143 63 Ibid. p. 143 64 ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida. Editora Vida, 1991. p. 67.
  • 16. 16 nos Profetas Anteriores – ou em todo o Antigo Testamento – está ligado à sua mensagem espiritual.‖65 6 – Datas Chaves Apesar de a história canônica ter sido escrita para nossa edificação (1Co 10: 6, 11), decerto não podemos decorar todos os fatos registrados nela. Contudo, nada impede de conhecermos pelo menos algumas datas chaves que ‗nos darão um norte‘ na hora de lermos um texto, ou mesmo ouvirmos sobre eles. A história narrada está acontecendo durante um período longo de tempo, ainda que não pareça ao leitor quando lê. Há três acontecimentos que, podemos assim dizer, são ‗marcos‘ para a história de Israel: A divisão do reino, a queda de Samaria e a queda de Jerusalém. Por isto, o conhecimento destas datas poderá nos situar dentro da história canônica. São elas: 931 – A divisão do Reino; 722 – A queda de Samaria; 586 – A queda de Jerusalém. C - Livros Poéticos Os livros que pertencem a este tipo de literatura são: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. Estão dispostos na Bíblia hebraica na divisão chamada ‗Escritos‘. Estes livros não podem ser datados precisamente, e grande parte de sua autoria é anônima. Esta parte da divisão bíblica não é igual às outras com relação à forma como Deus fala aos homens. Não que sejam apócrifos, mas que constituem em uma ‗forma diferente‘ de revelação. ―Embora os Escritos não contenham mandamentos específicos de Deus ou oráculos ditados como os profetas, são essenciais para a edificação do povo de Deus: Fornecem padrões indispensáveis para oração e louvor; fazem compreender o trabalho de Deus na história; alertam o leitor para as lições que devem ser extraídas da criação e do ambiente social humano; refletem reações ansiosas e iradas do povo fiel diante do mistério dos caminhos de Deus; e servem como modelo de coragem e devoção que o povo de Deus deve manter apesar da fragilidade humana e da oposição hostil‖.66 ―Os Escritos nos apresentam as respostas variadas à Lei por parte do povo de Deus, sendo que reconhecemos todas as três divisões como Palavra de Deus‖.67 ―Nessa literatura estão refletidos os problemas, as experiências, as crenças, as filosofias e as atitudes dos israelitas‖.68 Utilizando-se desta ‗forma‘ de revelação, Deus não fala diretamente para nós por meio das profecias ou por meio da história, mas sim por meio de expressões vivas do coração dos autores humanos com relação a vida com Deus. Vejamos o que diz o teólogo William S. Smith: ―As duas partes mais antigas do AT são antes de mais nada o fator ‗objetivo‘, a palavra de Deus a Israel; na terceira parte do AT encontramos e ouvimos mais distintamente a resposta humana.‖69 Estes livros ―analisam de diferentes ângulos o rico e gratificante tema da vida humana em relação a Deus.‖ 70 65 LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. p. 143 66 Ibid. p. 463 67 SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento. Vol. 2. p. 328. 68 SCHULTZ, Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. Tradução João Marques Bentes. São Paulo- SP. Vida Nova, 1995. p. 265 69 SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento. Vol. 2: Os Profetas Posteriores e os Escritos. Patrocínio-MG. CEIBE L, 1978. p. 328 70 LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. p. 463
  • 17. 17 Em geral, os Escritos ―dão a esta parte do AT o tom humano daqueles que recebem e aceitam a revelação.‖71 Eles ―abordam problemas e verdades com os quais a humanidade toda está familiarizada. Não obstante as diferenças de tempo, cultura e civilização, as idéias básicas expressas pelos escritores israelitas, em sua interpretação da vida, continuam sendo vitalmente importantes para os homens de toda parte.‖72 Deus Deus nos Profetas Povo na Lei Povo nos Escritos D - Livros Proféticos 1 - Definição e Função dos Profetas A palavra comumente utilizada para designar aquele que é chamado para o ofício profético é ‗profeta ‘. ―Significa basicamente aquele que fala em nome de um deus e interpreta sua vontade para o homem.‖73 Eles eram chamados também de videntes, sentinelas ou pastores. ―O profeta, portanto, era alguém chamado por Deus e, como se vê no Antigo Testamento, chamado para falar em nome de Deus.‖74 Uma parte significativa de todo material do AT está nos livros denominados Proféticos. Longe do que parece ser à primeira vista, os profetas de Israel surgiram logo cedo com Abraão, Moisés e Samuel (Gn 20:7; Dt 18:15; 1Sm 3:20). Deus usou estes homens para falar ao povo. A profecia não é um fenômeno do tempo do reinado em Israel. Geralmente se pensa que os profetas viviam proclamando as coisas do futuro. No entanto não é assim que acontecia, pois ―menos que 2 por cento da profecia do Antigo Testamento é messiânica. Menos que 5 por cento especificamente descreve a era da Nova Aliança. Menos que 1 por cento diz respeito a eventos ainda vindouros.‖75 Como vemos, a minoria do conteúdo profético estava relacionada com os acontecimentos futuros. Não eram homens que só recebiam a mensagem de Deus em estado de êxtase e assim proclamavam o plano divino quanto ao futuro. Ao contrário disto, suas mensagens eram bem atuais para sua época. Sua função era fazer o povo retornar aos mandamentos da Lei. ―Os profetas, com clareza, denunciavam os erros sociais e religiosos da sociedade e da monarquia, e assim se tornaram arautos de uma compreensão verdadeiramente moral do reino de Deus.‖76 Traziam consolações e exortações ao povo da Aliança. Diferente dos serviços regulares 71 SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento. Vol. 2. p. 328. 72 SCHULTZ, Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. p. 265 73 LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. p. 238 74 Ibid. p. 239 75 FEE, Gordon D., Douglas Stuart. Entendes o que lês? Tradução Gordon Chown. São Paulo-SP. Edições Vida Nova. 2ª edição, 1997. p. 154 76 CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral - uma teologia bíblica. p. 90
  • 18. 18 dos sacerdotes, juízes e reis, o serviço profético veio muitas vezes para restaurar situações de crise. Suas funções podem ser vistas como segue: a - Porta-voz especial de Deus: A designação ―profeta‖ tem o significado de ―falar por‖ ou representar. Sua função era anunciar a mensagem do Senhor ao povo.77 b - Vidente: ―A credencial de um profeta verdadeiro de Deus era a habilidade infalível de penetrar no futuro e revelá-lo (Dt 18:21-22). Essa habilidade autenticava sua mensagem como sendo divina.‖78 c - Professor da Lei e da Justiça: Normalmente, a função de ensino estava com os sacerdotes. Porém, quando este degenerou, os profetas receberam esta função (Lv 10:11; Dt 33:10; Ez 22:26).79 2 - Relação entre Profetas e Sacerdotes Está claro biblicamente que tanto os sacerdotes como os profetas foram ordenados por Deus, porém havia diferenças entre si: 1-Quanto ao chamado: Os profetas eram convocados individualmente por Deus, os sacerdotes eram descendentes de Arão. 2-Quanto ao cargo: Os profetas constituíam-se representantes de Deus diante do povo; os sacerdotes eram representantes do povo diante de Deus. O sacerdote estava relacionado com o templo; os profetas relacionados às cidades e campos. 3-Quanto à obra especial: Os profetas clamavam por justiça espiritual e pureza interior; os sacerdotes tinham sua visão voltada aos ritos religiosos da Aliança. 4-Quanto ao ensino: Todos dois interpretavam a Lei. Os sacerdotes eram os que ensinavam habitualmente; os profetas pregavam reavivamento, reforma.80 3 - Classes de Profetas Com a expressão ‗classes de profetas‘ não intencionamos dizer que existia uma diferença essencial entre eles. É simplesmente uma designação para diferenciarmos o fato de que muitos dos profetas do Antigo Testamento não deixaram nada escrito por Inspiração. Enquanto outros, deixaram um livro escrito com suas mensagens. Contudo não podemos concluir com isto que aqueles que nada deixaram escrito não foram verdadeiros profetas, ou que foram menos dignos, ou menos ungidos. Podemos separar os profetas em duas classes: a- Profetas da palavra: Gade (1Sm 22:5); Nata (2Sm 12:1); Ido (2Cr 9:29); Aias (1Rs 11:29); Semaías (1Rs 12:22); Azarias (2Cr 15:1); Elias (1Rs 17:1); Eliseu (2Rs 2:1) e outros. b- Profetas da escrita: Todos os autores dos 16 livros proféticos que temos na Bíblia. 77 ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida. Editora Vida, 1991. p. 209. 78 Ibid., p. 210. 79 Ibid., p. 210. 80 Ibid., p. 211, 212.
  • 19. 19 Vejamos os seguintes temas importantes na mensagem profética: 1 - Temas Éticos: a- A condenação da idolatria, imoralidade e injustiça seguida do convite para arrependimento e vida íntegra; b- O caráter de Deus ao exigir justiça e misericórdia, e ao prometer julgamento para os impenitentes; c- A religião verdadeira está ligada ao coração e não apenas às mãos.81 2 - Temas Escatológicos: a- A vinda do Senhor e o seu impacto sobre Israel e as nações; b- O caráter e a vinda do Messias no julgamento, salvação e glória; c- A vinda da era messiânica e suas bênçãos sobre Israel e o mundo; d- A preservação dos restantes fiéis de Israel; 4 - Classificação dos Profetas As designações que conhecemos de ―Profetas Maiores‖ e ―Profetas Menores‖ não tem relação com a importância do livro. A expressão ―Menor‖ que utilizamos, faz referência à brevidade do segundo Grupo. Estas designações vieram com Agostinho no início do séc. IV d.C. Precisamos saber também que nem todos os livros estão dispostos em ordem cronológica. Os livros dos Profetas Maiores estão dispostos em ordem cronológica, já os Profetas Menores não estão nesta disposição. IV - Conclusão Esperamos ter atingido os objetivos desejados na confecção desta apostila introdutiva sobre o Antigo Testamento. Muito há para se estudar a cerca da ‗Velha Aliança‘, e não pretendemos ser específicos neste trabalho. O que propomos é: 1- Dar um impulso para que possamos ver mais e mais pessoas interessadas em conhecer e compreender o Antigo Testamento; 2- Tirar as falsas teologias que são impregnadas nas igrejas por falta de entendimento daquilo que a Palavra de Deus quer passar para nós nesta seção da Bíblia; 3- Levar o povo de Deus a ter uma visão orgânica de toda a Bíblia não separando o Novo Testamento, do Antigo Testamento, como se fossem opostos; 4- Deixar os cristãos com uma visão geral do conteúdo do Antigo Testamento. 81 ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida. Editora Vida, 1991. p. 213.
  • 21. 21 AS TRÊS DIVISÕES DOS LIVROS HISTÓRICOS Anterior ao Reinado – 1405 -1075 a.C. LIVRO DATA RELACIONAMENTO COM A ALIANÇA RELACIONAMENTO SECULAR JOSUÉ 1405-1375 A terra prometida ocupada pela fé e coragem. O Egito havia deixado a Palestina (problemas internos). Sete nações de Canaã prontas para o julgamento prometido. JUÍZES 1375-1075 Demonstrações de bênçãos pela obediência e castigos pela apostasia, conforme a promessa. Pequenos reinos locais importunam as tribos. Os filisteus saem de Creta e desafiam Israel. RUTE 1330 (aproximadamente) A verdadeira fé atrai uma mulher da vizinha Moabe. A linha davídica abrange Moabe por intermédio de Rute. Relações pacíficas entre Israel e Moabe. Ascensão e Queda do Reino – 1070 – 586 a.C. LIVRO DATA RELACIONAMENTO COM A ALIANÇA RELACIONAMENTO SECULAR 1 e 2 SAMUEL 1100 – 970 O estabelecimento de um rei piedoso, que governe o reino para Deus. Os poderosos filisteus quase tomam conta de Canaã. 1 e 2 REIS 970 – 586 O reino, desafiado pela idolatria de Canaã, é atacado pelo Egito e pela Síria e finalmente levado a uma terra idólatra. Israel, arrasado pelo Egito e Síria, é finalmente levado à Assíria e Babilônia. 1 e 2 CRÔNICAS Da criação de Adão até 586 Traçada a linha davídica dos reis; construção e queda do templo de Salomão. Reinos e impérios circunvizinhos erguem-se e caem conforme o desígnio de Deus para o reino davídico.
  • 22. 22 Solicitude para com os remanescentes no tempo dos gentios – 537 – 432 a.C. LIVRO DATA RELACIONAMENTO COM A ALIANÇA RELACIONAMENTO SECULAR ESDRAS 537 – 458 A volta do exílio para reconstruir o templo e restabelecer a devida adoração O novo império Persa inicia a política de mandar o povo e seus deuses de volta aos seus países de origem. NEEMIAS 445 – 430 A volta do exílio para reconstruir os muros de Jerusalém e estabelecer um governo limitado. A persistente boa vontade dos governadores persas permite aos restantes reconstruírem a fim de se protegerem de adversários locais. ESTER 483 - 473 O desvelo divino para com o seu povo, embora longe da terra da aliança. A Pérsia governa da Índia ao Helesponto. Mordecai, o Primeiro- Ministro judeu, traz paz e poder ao seu povo. Pontos Culminantes do Período Intertestamentário Governo Persa 430 – A profecia de Malaquias encerra a era do Antigo Testamento Governo Grego 332 – Alexandre, o Grande, conquista a Palestina e o Egito. Governo Ptolemaico (323 - 198) 323 – A morte de Alexandre divide o império em quatro partes. 301 – Ptolomeu I (Sóter) protege Palestina e Egito. 284 – Ptolomeu II (Filadelfo) sucede a seu pai e continua com os mesmos interesses artísticos e culturais, construindo uma grande biblioteca. 275 (aprox.) – Tradução do Antigo Testamento para o grego, chamada Septuaginta (LXX). Governo Selêucida (198 - 166) 198 – Antíoco III, da Síria, derrota Ptolomeu V em Panéias, tomando a Palestina. 175 – Antíoco IV Epifanes ascende ao trono sírio e principia enérgica helenização. 167 – Antíoco IV proscreve o judaísmo, profana o templo com sacrifícios suínos e estabelece o culto de Júpiter no templo em 25 de dezembro de 167. Governo Judeu Asmoneu (166 - 63) 166 – Matatias, sacerdote de Modim, principia a revolta dos Macabeus.
  • 23. 23 164 – Judas Macabeu recaptura Jerusalém, dedica novamente o templo em 25 de dezembro de 164 e recupera a liberdade religiosa judaica (comemorada pelo Hanucá). 160 – Jônatas toma o comando quando Judas é morto em combate. 152 – Jônatas torna-se o primeiro governador sumo sacerdote asmoneu. 142 – Simão sucede a seu irmão Jônatas. Consegue a completa independência da Síria e faz um tratado de paz com Roma. Em 140, a Grande Assembléia de Jerusalém confirma-o como etnarca e sumo sacerdote, tornando o sumo sacerdócio hereditário na linhagem asmonéia. 135 – João Hircano sucede a seu pai como governador e sumo sacerdote. Aliado com Roma, aumenta o reino até a orla marítima e Iduméia, forçando os idumeus a adotarem o judaísmo.Cunha moedas judaicas pela primeira vez. Primeira grande brecha entre saduceus e fariseus estimulada pelo fato de o sumo sacerdócio tornar-se mundano e helenizado em 110. 104 – Aristóbulo sucede a seu pai durante um ano de governo tumultuoso. 103 – Alexandre Janeu sucede a seu irmão e casa-se com a sua viúva. Aumenta grandemente o reino tornando-o igual ao de Davi e Salomão.Sua violência e impiedade produzem desmando dos fariseus, guerra civil e muita carnificina. 76 – Salomé Alexandra, viúva de Janeu, sucede-lhe no governo e indica o seu filho Hircano II para sumo sacerdote. Ela restabelece as relações pacíficas entre saduceus e fariseus, bem como em todo o reino. 67 – Guerra civil entre os dois filhos de Alexandra e Janeu, Hircano II e Aristóbolo II, que disputam o trono e o sumo sacerdócio. Governo Romano (63) 63 – Pompeu, general romano, toma Jerusalém, designa Hircano como sumo sacerdote e põe fim à independência judaica de era asmoneana. 62 – Liga Decápoles das cidades da Transjordânia formada por Pompeu para equilibrar o poder judaico da Judéia na Palestina. 60 – Primeiro Triunvirato de César, Pompeu e Crasso, união extra-oficial para governar Roma. 48 – Júlio César derrota Pompeu e une o império pela primeira vez do século. Hircano II continua a ser sumo sacerdote mas Antipas (Antípater), idumeu, era o procurador. 44 – César é assassinado nos ―Idos de Março‖. Em 43 organiza-se um segundo triunvirato de que fazem parte Otávio, Antônio e Lépido. 40 – Herodes conquista o reinado da Judéia e finalmente captura Jerusalém em 37. Os asmoneus, herdeiros do sacerdócio, são aos poucos destruídos. 31 – Otávio (mais tarde chamado ―Augusto‖) conquista a liderança única do império depois de Agripa I derrotar a Antônio e Cleópatra na batalha do Ácio. 19 – Herodes começa a reconstrução do templo de Jerusalém a fim de apaziguar os judeus, em virtude dos seus muitos massacres e da construção dos ginásios de esporte em Jerusalém. 5 – Nascimento de João Batista (mais ou menos em junho), e de Jesus (mais ou menos em dezembro).
  • 24. 24 Bibliografia — SCHULTZ, Samuel J. A História de Israel no Antigo Testamento. Tradução João Marques Bentes. São Paulo-SP. Vida Nova, 1995. — BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. — CARRIKER, Charles Timothy. Missão Integral - uma teologia bíblica.São Paulo-SP. Editora SEPAL, 1992. — VIRKLER, Henry A. Hermenêutica Avançada - Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. Tradução Luiz Aparecido Caruso. Editora Vida, 1987. — SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento.Vol. 1: Introdução, lei e profetas anteriores. Patrocínio-MG.CEIBEL, 1978. — GEISLER, Norman, William Nix. Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós. Tradutor Oswaldo Ramos. São Paulo - SP. Editora Vida, 1997. — LASOR, William S., David A. Hubbard, Frederic W. Bush. Introdução ao Antigo Testamento. Tradução Lucy Yamakami. Edições Vida Nova. São Paulo-SP 1ª ed, 1999. — ALMEIDA, Antônio. Manual de Hermenêutica Sagrada. Casa Editora Presbiteriana. São Paulo-SP. 2ª ed, 1985. — ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. Tradução Américo J. Ribeiro. Luz Para o Caminho. Campinas- SP. 1ª ed, 1997. — BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica.Tradução Mauro Meister. Editora Cultura Cristã. São Paulo-SP. 1ª ed, 2000. — MEIN, John. A Bíblia e como chegou até nós. JUERP. Rio de Janeiro. 3ª edição, 1977. — ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução Emma Anders de Souza Lima. Flórida. Editora Vida, 1991. — FEE, Gordon D., Douglas Stuart. Entendes o que lês? Tradução Gordon Chown.São Paulo-SP. Edições Vida Nova. 2ª edição, 1997. — A ATUALIDADE DA LEI-A resposta da fé a questões modernas. São Paulo-SP. Editora Cultura Cristã. — A BÍBLIA ANOTADA. Tradução Carlos Oswaldo Cardoso Pinto. São Paulo-SP. Editora Mundo Cristão. 1ª ed, 1991.
  • 25. 25 — SMITH, William S. Deus e Seu povo - A mensagem do Antigo Testamento. Vol. 2: Os Profetas Posteriores e os Escritos. Patrocínio-MG. CEIBE L, 1978. — OS DEZ MANDAMENTOS. Manhumirim-MG. Didaquê, 1996. — BÍBLIA E HINÁRIO NOVO CÂNTICO. Tradução João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil.Barueri-SP.Sociedade Bíblica do Brasil. 2ª ed, 1999.