61700575 caso-clinico

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61700575 caso-clinico

  1. 1. 5 1. APRESENTAÇÃO A perda da massa óssea se faz lentamente, nas mulheres, em especial, esta perda é acelerada como o processo da menopausa. É importante considerar, no entanto, que a doença vai se edificando lentamente com a progressiva fragilidade da microarquitetura óssea, o que, por sua vez, aumenta o risco de fraturas. O presente estudo de caso faz abordagem de uma paciente acometida por Osteoporose, onde o mesmo foi desenvolvido durante o estágio curricular do curso de enfermagem da FALS. Tecer considerações a respeito dessa patologia faz-se necessário devido ter uma incidência considerada elevado por ser uma das mais freqüente enfermidade do osso, e que existem meios, intervenções e cuidados relacionados à sua prevenção e controle. Podendo esse controle ser desenvolvido como estratégia na atenção primaria e dependendo do caso na atenção secundaria. Estabelecer critérios para evitar o desenvolvimento da osteoporose é garantir subsídios para uma boa aceitação e melhoria de vida para os idosos acometidos por essa patologia
  2. 2. 6 2. INTRODUÇÃO O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo no qual há varias alterações que torna o idoso mais susceptível a agressões intrínsecas e extrínsecas. A ênfase na necessidade de vincular-se o estudo de caso clínico sobre a osteoporose no meio em que vivemos é algo que está presente em uma grande parcela da população, pois com o envelhecimento multiplicam-se as doenças crônico-degenerativas, gerando grande impacto nas necessidades assistências do idoso em todos os níveis, em decorrências das características distintas desse grupo. (VIANA, 2002) A osteoporose é uma doença óssea metabólica caracterizada patologicamente pela redução da massa de osso como a diminuição absoluta da quantidade de osso e desestruturação da sua micro arquitetura levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas mínimos a fratura é a conseqüência mais dramática da osteoporose, sendo a principal a de fêmur. É considerado um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas com o envelhecimento. (HANSEL, 2007) É uma doença insidiosa, que apresenta período de latência, com ausência de sintomas, antes do aparecimento de quadros de fraturas, trazendo para o indivíduo a partir daí prognostico de sobrevida e de qualidade de vida prejudicados, podendo resultar em deformidade física e danos funcionais. (WOOLF, 1988) Este trabalho se propõe a elaborar um plano de cuidado a uma paciente de 73 anos de idade, que apresenta a doença osteoporose buscando não só identificar os diagnósticos de enfermagem, mas traçar também uma operacionalização de enfermagem para a cliente. Este estudo que ocorreu durante o estágio supervisionado de enfermagem no PSF X no período de fevereiro a junho do ano decorrente, foram realizadas visitas domiciliares, entrevistas e pesquisas bibliográficas.
  3. 3. 7 3. OBJETIVOS 3.1 Objetivo geral:  Aplicar a sistematização da assistência de Enfermagem a um paciente acometido por osteoporose. 3.2 Objetivos específicos:  Elaborar uma história clínica de um paciente acometido por osteoporose;  Estabelecer, um plano de cuidado com a priorização dos sinais e sintomas da paciente portadora de osteoporose;  Implementar e evoluir a Assistência de Enfermagem.
  4. 4. 8 4. REVISÃO DE LITERATURA O esqueleto humano, além de suas propriedades de sustentação e locomoção é o deposito da maior reserva de cálcio do organismo. A utilização do cálcio nos vários processos metabólicos do corpo humano depende de seu reservatório e banco de reserva que é o esqueleto. (GUIMARÃES, 2007) O osso é uma forma especializada de tecido conjuntivo que realiza muitas funções importantes no corpo, como suporte mecânico, proteção de órgãos internos estocam minerais e hematopoiese. Os ossos são os principais reservatórios de cálcio no corpo e também armazenam fosfato, sódio e magnésio. São extremamente dinâmicos na sua atividade metabólica, na fase intra-uterina, as células ósseas constituídas do osteoblasto e do osteoclastos já tem suas células precursoras em constantes atividades a partir dos primeiros seis meses de vida fetal. (SALTON, 2005) A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deteriorização microarquitetural do tecido ósseo, com conseqüente aumento da fragilidade óssea e susceptibilidade à fratura. Os osteoclastos são as células responsáveis pela reabsorção da matriz óssea. (SCHINITZER, 2000) O remodelamento ósseo é um processo contínuo de absorção da matriz óssea e retirada de íons Cálcio para o sangue e formação de uma nova matriz. Através do remodelamento, o tecido ósseo substitui células velhas por novas e o organismo pode dispor de elementos que são armazenados nos ossos. Neste processo duas células estão envolvidas: os osteoblastos e osteoclastos. No início de cada ciclo de remodelamento os osteoclastos escavam o osso, formando lacunas na sua superfície. Os osteoblastos em contrapartida são responsáveis pela síntese da parte orgânica da matriz óssea. É como se houvesse uma “briga” eterna entre estas células. Durante a fase de crescimento a atividade dos osteoblastos é intensificada. (SANTOS, 2006) No entanto, a partir dos 30 a 40 anos, inicia-se um lento balanço negativo que vai provocar uma discreta perda de massa óssea no indivíduo que acarretará na fragilidade do tecido ósseo, levando à formação de lacunas e cavidades aumentadas na matriz, deixando o osso com muitos poros internos e frágil à quebra. A intensificação deste quadro se dá o nome de osteoporose. (VIEIRA, 2005)
  5. 5. 9 A osteoporose caracteriza-se por redução da massa de osso normalmente mineralizado até um ponto em que em que não mais proporciona suporte mecânico adequado. A osteoporose pode ser provocada por diversas causas, mas demonstra o desfecho semelhante a perda de massa esquelética com fratura decorrente, as fraturas por achatamento das vértebras são as mais freqüentes e importantes. Na ordem de freqüência de punho a de cabeça de fêmur (osso da coxa) e das costelas. A osteoporose pode ser descrita como primaria (idiopática) ou secundaria (devido a distúrbios subjacentes identificados). (HANSEL, 2007) Independentemente da causa, a osteoporose reflete aumento da reabsorção óssea em relação à formação. Durante toda a vida, o osso é constantemente remodelado por meio de um ciclo de reabsorção ostoclastica e síntese óssea osteoplástica. . (HANSEL, 2007) A osteoporose primaria tipo 1 é a forma mais comum de osteoporose e ocorre em mulheres na pós-menopausa. Esta se deve ao aumento absoluto da atividade ostoclastica, sendo uma conseqüência direta da supressão de estrogênio. (HANSEL, 2007) O déficit de estrogênio está intimamente ligado à diminuição de secreção de calcitonina pala células C da tireóide. Os fatores de risco ditos ambientais, como o sedentarismo, o excesso de ingestão de bebidas alcoólicas, o consumo exagerado e continuo de cigarros, a baixa ingestão de alimentos ricos em cálcio e a não exposição regular aos raios solares também fazem parte do mecanismo etiopatogênico da osteoporose tipo 1. Tipicamente torna-se diagnosticável em 10 anos após a menopausa. (VIEIRA, 20005) Já a osteoporose primaria tipo 2 ( osteoporose senil) ocorre em pacientes com mais de 70 anos de idade, afeta os dois sexo e é causada pela atenuação da função osteoblástica, as causas comuns são: Fatores genéticos que estão relacionados com a formação de pico de massa óssea, Ingestão de cálcio a ingestão diária recomendada é de 800mg/dia, absorção de cálcio e vitamina D que ajuda da absorção de cálcio, exercícios físicos estes mantêm a massa óssea e fatores ambientais como o tabagismo que em mulheres aumentam a osteoporose. (YAZBEK, 2006)
  6. 6. 10 A osteoporose secundaria ocorre associada a diversos fatores etiológicos como distúrbios endócrinos podendo ser o excesso de corticosteróides (inibem a atividade osteoblástica), e a deficiência de estrogênio; hiperparatireoidismo aumenta a atividade osteoclástica; hipertireoidismo promove a renovação óssea acelerada e aumento da atividade osteoclástica; hipogonadismo; má absorção o que pode levar a perda de cálcio fosfato e vitamina D e o alcoolismo que é um inibidor direto do osteoblásto e pode inibir a absorção do cálcio. (HANSEL, 2007) No geral as principais causas que levam a osteoporose são: o envelhecimento, a menopausa, dieta pobre em cálcio, a hereditariedade, imobilização prolongada, medicamentos, cigarros e álcool. Pode ser diagnosticada através da utilização do diagnostico que recentemente foi introduzido, que esta voltada exclusivamente para esse tipo de doença: a Densitometria óssea, esse exame é muito sensível capaz de detectar perdas mínimas, mesmo antes da osteoporose de instalar, podendo indicar os primeiros sinais da doença. A prevenção da osteoporose pode ser alcançada com terapia estrogênica após a menopausa, embora esse processo imponha um aumento do risco de desenvolvimento de câncer de mama e do endométrio. Os bifosfonatos também passaram a ser empregados recentemente para evitar a osteoporose. A prevenção também pode ser feita através de uma alimentação equilibrada rica em cálcio, principalmente pela ingestão de leite e derivados, peixes e verduras; pela exposição freqüente ao sol, porem não necessariamente por longos períodos de tempo e de forma intensiva; realização de atividade física leve, freqüente, como por exemplo, caminhar por 40 minutos e abandono do cigarro, do álcool e do café. (MARQUES, 2008) A melhor forma de tratamento da osteoporose é a prevenção, em algumas situações é possível encontrar a cura, pois o conhecimento nessa área e as medicações recentemente desenvolvidas permitem, no mínimo, estabilizar a perda óssea. Na maioria dos casos o tratamento visa aumentar a quantidade de cálcio e, algumas vezes, quando a perda é pequena pode-se curar por completo a osteoporose. (CHIESE, 2009) A Hipertensão Arterial é doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9), quando verificada em várias medidas e em horários diferentes do dia. Embora haja tendência de aumento da pressão arterial com a idade, o objetivo é manter níveis abaixo de 140/90. Estudos demonstraram que cerca de
  7. 7. 11 65% dos idosos são hipertensos e que seu controle adequado reduz significativamente os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa. A medida da pressão arterial, pela sua importância, deve ser estimulada e realizada, em toda avaliação de saúde, por médicos de todas as especialidades e demais profissionais da área de saúde. Habitualmente ela é uma doença silenciosa, podendo ocasionalmente causar tontura, dor de cabeça, geralmente localizada na nuca, pontos brilhantes nos olhos, cansaço e falta de ar. (BRASIL, 2006) Baixa ingestão de cálcio está associada a um risco maior de desenvolvimento de osteoporose e hipertensão, em mulheres na pós-menopausa. O estudo italiano indica que pode haver uma relação entre a hipertensão e a baixa massa óssea e que uma baixa ingestão de cálcio pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa. “A pesquisa nos alerta também que uma baixa ingestão de cálcio pode estar envolvida na associação das duas doenças, ou seja, pode ser considerada um fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão e osteoporose, ao mesmo tempo", explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (IREDO, 2008).
  8. 8. 12 5. METODOLOGIA Trata-se de um estudo descritivo, do tipo estudo de caso, que consiste na análise criteriosa de uma paciente abordando sua patologia osteoporose, como também os fatores de risco e as questões sociais, econômicas e culturais, realizado na unidade básica de saúde (PSF X) localizado na Rua Zeca Esmeraldo s/n, no bairro São José na cidade de Juazeiro do Norte – Ceará, no período de 13/02/11 a 18/06/11. Participou deste estudo uma paciente idosa com osteoporose a qual se encontra em condições físicas e emocionais para responder aos questionamentos e que aceitou ser incluída, independentemente da idade, escolaridade ou estado civil, este estudo foi realizado de acordo com princípios éticos estabelecidos na resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde – Diretrizes e Normas de Pesquisa em Seres Humanos. O trabalho faz uma analise abordando a Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE. Os dados foram coletados através de prontuário e visita domiciliar, utilizando como instrumento a entrevista clinica e o exame físico. A paciente esta sendo acompanhado durante o tratamento por um médico e uma enfermeira da UBS. Para identificação dos diagnósticos, adotou-se a taxonomia da NANDA (North American Nursing diagnosis Associaciation), a partir da identificação desses diagnósticos procedeu-se a analise, fundamentada na literatura selecionada e, em seguida traço-se o plano de cuidados proposto.
  9. 9. 13 6. OPERACIONALIZAÇÃO DE ENFERMAGEM A promoção da saúde, a identificação das pessoas em risco de osteoporose e o reconhecimento dos problemas associados a osteoporose constituem a base do histórico de enfermagem. A historia de inclui perguntas referentes a ocorrência de osteopenia e osteoporose, focalizando a historia familiar, fraturas anteriores, consumo dietético de cálcio, padrões de exercícios, inicio da menopausa e uso de corticosteróides, assim como a ingestão de álcool, tabaco e cafeína. São explorados quaisquer sintomas que o paciente esteja apresentando, como dores nas costas, constipação intestinal ou alterações na imagem corporal. (BRUNNER, 2009) O exame físico pode revelar fratura, cifose da coluna torácica ou estatura diminuída. Pode haver problemas na mobilidade e da respiração em conseqüência da alteração da postura e de músculos enfraquecidos. (BRUNNER, 2009) Histórias Clínicas Dia 24 de fevereiro de 2011 foi dado inicio ao estudo com a senhora M.S de 73 anos de idade, sexo feminino, viúva, sem filhos, cor branca, aposentada, católica, com 1,56cm e 42, 500 kg, natural de Juazeiro do Norte-Ce, vem sendo acompanhada no PSF X, localizado no bairro São José, Juazeiro do Norte – CE. Condições de moradia satisfatória com coleta seletiva de lixo, casa própria de tijolo com 5 cômodos, três membros na família, tendo eletricidade, não possui rede de esgoto. Apresenta histórico familiar de hipertensão arterial (irmão) diabetes (irmão) cardiopatia (mãe) e distúrbios mentais (sobrinho). Possui um padrão alimentar regular, sendo o irmão responsável pela preparação das refeições e limpeza diária da casa, sua referência alimentar são frutas em geral, sucos e leite numa freqüência de 04 vezes por semana, arroz, feijão e carne branca sempre hipossódica. Tem ingestão hídrica composta de água filtrada natural e suco. Apresenta freqüência de sono irregular (5h/d), não prática atividades físicas por sentir fortes dores, a atividade sexual é inexistente. 24/02/2011 Foi realizado a primeira visita domiciliar no dia 24 de fevereiro de 2011 pela acadêmica de enfermagem Maria Suelly de Salles e Maria Salvina Alencar Costa, juntamente com a ACS: Maria do Socorro (Santa) onde foi realizada entrevista e o exame físico: Paciente apresenta queixas de fraqueza, constipação intestinais, embasamento da vista, dores ósseas e região lombar. Ao exame físico: Paciente EGR,
  10. 10. 14 consciente, orientada, cooperativo, ativo, postura curva com dificuldade de deambulação auxiliado por uma moleta devido dores ocasionada pela osteoporose, caquética, pele hidratada, mucosas normocoradas, turgor e elasticidade preservados, acianótico, anictérico, afebril, sono e repouso prejudicado devido dores sentidas por conta da osteoporose (5h/dia), higiene intima, oral e corporal satisfatórias. Crânio: sem presença de deformidades, couro cabeludo sem lesões ou hematomas, cabelos em quantidade e distribuição regular, olhos: pupilas isocóricas, nariz: septo e mucosa nasal íntegra e sem presença de secreções ou lesões; boca: mucosa íntegra, ausência de dentes (prótese); orelhas: em implantação normal, canal interno não visualizado, porém sem sinais de infecções; SR: Eupnéica, murmúrios vesiculares preservados com ruídos adventícios. SC: normocárdio. SGI: apetite preservado, abdômen flácido indolor a apalpação, ruídos hidroaéreos presentes, constipação SIC. SGU: micções espontâneas com odor e coloração característicos SIC, atividade sexual é inexistente. SSVV: PA: 120 X 80 mmhg, FC: 85 bpm, FR: 16 rpm, T: 36,7ºC. EM USO DA TERAPIA MEDICAMENTOSA:  Lexotan 3mg/dia  Glautinol 02gts em cada olho 12/12h.  Aledronato sódico 70mg / semanal.  Diamox 25mg/ ½ comp./dia.  Levotiroxina 25mg/dia.  Dimaton 80mg/dia após almoço.  Losortano H ( Hidrocloro) 50mg 01 comp./dia após café da manhã.  Gingo Biloba 80mg / dia  Polivitaminicos. ( D e E) CD: A paciente foi orientada sobre o uso correto de suas medicações, aumento da ingestão de fibras e cálcio, alimentação hipossódica, realização do banho de sol nos horários apropriados, repousar no leito em posição satisfatória foi mantida prescrição médica.
  11. 11. 15 15/03/2011 Visita domiciliar realizada pelas acadêmicas de enfermagem Maria Suelly e Maria Salvina. Paciente 73 anos queixa – se de fraqueza, constipação intestinais, dores ósseas e região lombar. Ao exame: EG Regular, consciente, orientada, corada, caquética, hidratada. Afebril, PA: 120 X 70 mmhg, FC: 84 bpm, FR: 16 rpm. Tórax e abdome: aspecto normal e na ausculta ausência de ronco ou sibilos; extremidades: simétricas. CD. Mantida prescrição, orientada quanto ao uso correto de suas medicações, alimentação rica em cálcio e hipossódica e cuidados para evitar quedar. 20/04/11 Visita domiciliar realizada pelas acadêmicas de enfermagem Maria Suelly e Maria Salvina. Paciente 73 anos. Queixa principal Dores ósseas e região lombar. Ao exame físico: EG Bom, consciente, orientada corada, hidratada, higiene satisfatória, Afebril, PA: 120 X 70 mmhg, FC: 85 bpm, FR: 17 rpm. Tórax e abdome: aspecto normal e na ausculta ausência de ronco ou sibilos; extremidades: simétricas. CD: Foi orientada quanto ao uso correto de suas medicações e cuidados para evitar quedar. 19/05/2011 Visita domiciliar realizada pelas acadêmicas de enfermagem Maria Suelly e Maria Salvina. Paciente 73 anos. Queixa-se de dor óssea moderada. Ao exame físico. EG Bom, consciente, orientada hidratada, corada, higienizada. Afebril, PA: 120 X 70 mmhg, FC: 85 bpm, FR: 17 rpm. Apresentou melhora significativa desde ultima visita, relatando diminuição de dores, e regularização do SGI. CD. Paciente foi orienta sobre a importância do banho de sol, dieta hipossódica, livre de gorduras e massa, mantida prescrição.
  12. 12. 16 7. PLANO DE CUIDADO O plano de cuidado foi elaborado a partir dos diagnósticos através das respostas humanas, sinais e sintomas, de dados colhidos no prontuário da UBS X e através de visitas domiciliares. Foi por meio da consulta de enfermagem que identificamos as queixas da paciente e pela análise de exames conseguimos identificar vários diagnósticos. As principais metas para o paciente podem incluir o conhecimento relativo à osteoporose e ao regime de tratamento, alivio da dor, melhora da eliminação intestinal e não ocorrência de fraturas. Com base nos dados do histórico, os principais diagnósticos de enfermagem que a pacientes apresentou podemos citar os seguintes: 1. Déficit de conhecimento relacionado ao processo osteoporótico e ao regime terapêutico. META: Promover o conhecimento relativo à osteoporose e ao regime de tratamento. INTERVENÇÕES:  Instruir a paciente focalizando os fatores que influenciam o desenvolvimento da osteoporose.  Orientar a paciente sobre a terapia medicamentosa.  Aumentar a Ingestão dietética ou suplementar adequada de cálcio e vitamina. D RESULTADOS  Adquire conhecimento a respeito da osteoporose e do regime de tratamento. o Conhece a relação da ingestão de cálcio e de vitamina De do exercício com massa óssea. o Consome uma quantidade adequada de cálcio e de vitamina D na dieta. o Começa a realizar exercícios leves. o Toma as medicações prescritas, segundo as instruções para a administração. o Adere aos procedimentos de avaliação e monitoramento prescrito.
  13. 13. 17 2. Dor aguda relacionada ao processo osteoporótico. META: Aliviar a dor. INTERVENÇÕES:  Repousar no leito em posição de decúbito dorsal ou lateral varias vezes por dia.  Verificar o colchão que deve ser firme e não ceder.  Orientar flexão do joelho para aumentar conforto.  Massagear costas e aplicar calor local intermitente para promover o relaxamento muscular.  Instruir a paciente a mover o tronco em bloco e evitar torcê-lo.  Encorajar uma boa postura e ensinar a mecânica corporal. RESULTADOS:  Obtém o alívio da dor. o Apresenta alivio da dor em repouso. o Apresenta um desconforto mínimo durante as AVD. o Demonstra diminuição da hipersensibilidade nas proeminências ósseas. 3. Risco de constipação intestinal relacionado à imobilidade ou a obstrução intestinal. META: Melhorar a eliminação intestinal. INTERVENÇÕES:  Instruir a paciente em uma dieta rica em fibras.  Realizar o aumento da hidratação.  Orientar sobre uso de emolientes prescritos para fezes. RESULTADOS  Demonstra eliminação intestinal normal. o Tem sons intestinais ativos. o Relata padrão regular de evacuações intestinais. ( SIC)
  14. 14. 18 4. Risco de lesão. META: Prevenir Lesões. INTERVENÇÕES:  Informar sobre a iluminação adequada  Encorajar ao banho de sol para melhorar a captação da vitamina D do corpo.  Evitar os movimentos súbitos de inclinação, vibração e levantamento de objetos pesados. RESULTADOS  Não apresenta fraturas ou lesões. o Mantém uma boa postura. o Usa uma boa mecânica corporal. o Consome uma dieta rica em cálcio e vitamina D. o Descansa deitado varias vezes ao dia. o Cria um ambiente domiciliar seguro. o Aceita assistência e supervisão sempre que necessário.
  15. 15. 19 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS A realização deste trabalho na Unidade Básica de Saúde tornou-se de grande importância para nosso conhecimento, onde tivemos a oportunidade de conhecer o cliente como um todo e sua doença, pois o controle da osteoporose deve ser feito a partir do atendimento nas unidades de saúde mais próxima a residência do paciente. O estagio é o momento em que colocamos em pratica todo nosso conhecimento adquirido na faculdade. Cuidar de idosos com osteoporose requer profissionais comprometidos e capacitados, cientes da complexidade que envolve o cliente e sua doença, ressaltando os aspectos sociais, econômicos e culturais. Desse modo precisamos estar atentos as experiências das pessoas portadoras dessa patologia e, também, as constantes atualizações que envolvem o cuidado de enfermagem. Foi possível aplicar a sistematização da assistência de enfermagem à paciente acometida pela patologia em estudo, sendo assim capaz de elaborar a sua historia clinica, estabelecer implementar e evoluir, o que proporcionou para a paciente uma melhora significativa, em suas atividades diárias. Foi possível contribuir com esse estudo não apenas para a paciente em si, mas também o novo conhecimento e olhar nas condutas de enfermagem e a patologia.
  16. 16. 20 LEGENDA Casamento Sexo feminino Sexo masculino Óbito masculino Óbito feminino Aborto ou abortamento Pessoa Índice 9. GENOGRAMA Senhora MLS de 73 anos de idade, sexo feminino, viúva, sem filhos, cor branca, aposentada, católica, natural de Juazeiro do Norte-Ce, há 10 anos foi diagnosticada com a patologia Osteoporose, é hipertensa, possui hipertireoidismo, artrose e artrite. Mora com um irmão e com um sobrinho que possui distúrbios mentais. A própria e responsável pelo uso de sua medicação e cuidados pessoais, mesmo com o comprometimento no desempenho de atividades básicas diárias. Sendo o seu irmão responsável por toda outra parte dos cuidados da casa. Apresenta histórico familiar de hipertensão arterial (irmão) diabetes (irmão) cardiopatia (mãe) e distúrbios mentais 1978 - Úlcera Cardiopatia - 1993 A.G.B DISTURBIOSMENTAIS E.L.G MLS – 73 ANOS OSTEOPOROSE 1972
  17. 17. 21 10. BIBLIOGRAFIAS  Hansel, Donna E. Fundamentos de patologia / Donna E. Hansel Z. dintzis; Rio de Janeiro, Guanabara, 2007.  YAZBEK MA, Marques Neto JF, Osteoporose e outras doenças osteometabólicas no idoso, einstein. 2008; 6 (Supl 1):S74-S8.  VIEIRA WA, Osteoporose em revista, publicação merck Sharp & dohme – ani II 03/2005.  FREITAS EV, Silvia RM, Visão Multidisciplinar sobre a Osteoporose, fasc. II – 05/ 2002.  North American Nursing Diagnosis Association. NANDA, Diagnósticos de enfermagem, definições e classificações 2005-2006, porto Alegre (RS); editora Artmed, 2006.  SIQUEIRA, RL, et.el. A velhice: algumas considerações teóricas e conceituais. Ciência e saúde coletiva, 2002.  BRASIL, ministério da saúde e secretaria de atenção à saúde departamento de atenção básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasilia 2006.  BRUNNER & SUDDARTH, tratado de enfermagem médico-cirurgico, 11ª edição, v.04, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
  18. 18. 22 ANEXOS
  19. 19. 23 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Eu,______________________________________após ser informado (a) que o estudo de caso de que irei participar intitula-se “caso clinico paciente acometida por osteoporose”. Estudo, realizado pelas acadêmicas de Enfermagem: Maria Salvina Alencar Costa e Maria Suely de Salles, do curso de graduação em Enfermagem pela Faculdade Leão Sampaio. Os objetivos da pesquisa são:  Aplicar a sistematização da assistência de Enfermagem a um paciente acometido por osteoporose.  Objetivos específicos:  Elaborar uma história clínica de um paciente acometido por osteoporose;  Estabelecer, um plano de cuidado a partir da priorização dos sinais e sintomas da paciente portadora de osteoporose;  Implementar e evoluir a Assistência de Enfermagem b) A sua participação no caso clinico é voluntária e, portanto não está obrigado a fornecer as informações requeridas; c) Se decidir não participar do caso clínico, ou se resolver posteriormente desistir da participação, não sofrerá nenhum dano ou prejuízo; d) Por ocasião da publicação dos resultados da pesquisa, será assegurado o anonimato dos participantes; e) Este documento assinado será guardado em poder do responsável pela pesquisa e, em nenhuma circunstância, ele será dado a conhecer a outra (s) pessoa(s), Por isso, dou o meu consentimento para participar da pesquisa. Juazeiro do Norte-CE, _____ de _______________ de 2011 __________________________________________________ ASSINATURA DO PARTICIPANTE DA PESQUISA ASSINATURA DO PESQUISADOR
  20. 20. 24

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