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CCoorrrreellaaççããoo eennttrree ooss mmooddeellooss ddee pprreeddiiççããoo ddee rriissccoo ppaarraa ccâânncceerr ddee mmaammaa 
GGaaiill,, TTyyrreerr--CCuuzziicckk ee aass ttaabbeellaass ddee CCllaauuss eemm uumm 
eessttuuddoo ddee ccoooorrttee nnaa rreeggiiããoo ssuull ddoo BBrraassiill 
SSCCHHMMIIDDTT AAVV11,, GGIIAACCOOMMAAZZZZII JJ11,, AASSHHTTOONN--PPRROOLLLLAA PP22,, CCAAMMEEYY SSAA11,, CCAALLLLEEFFII MM33 
1Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 
2Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre. 
3Associação Hospitalar Moinhos de Vento, Porto Alegre. 
A 
   
 
 
Gail Claus Tyrer-Cuzick 
Gail - 0.184 (p=0.96) 0.637 (p<0.01) 
Claus 0.369 (p<0.01) - 0.281 (p<0.01) 
Tyrer-Cuzick 0.599 (p<0.01) 0.43 (p<0.01) - 
Funding: CNPq, FAPERGS, FIPE/HCPA CAPES, Susan G. Komen for the Cure. 
IINNTTRROODDUUÇÇÃÃOO 
Modelos matemáticos foram desenvolvidos na Europa e América do Norte para 
estimar o risco vital de uma mulher desenvolver câncer de mama considerando sua 
história familiar (HF) e outros fatores de risco para câncer de mama. 
Entre os mais utilizados estão o modelo de Gail, as tabelas de Claus e o modelo de 
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Não há um modelo de estimativa de risco desenvolvido para a população brasileira e 
os estudos locais aplicando os modelos já existentes são escassos. 
OOBBJJEETTIIVVOOSS 
 Caracterizar as estimativas de risco, de acordo com os diferentes modelos, em 
mulheres submetidas a rastreamento mamográfico anual; 
 Verificar a existência de correlação entre os diferentes modelos na mesma amostra. 
MMEETTOODDOOLLOOGGIIAA 
Caracterização da amostra: Este estudo faz parte do programa de rastreamento 
mamográfico da Coorte Núcleo Mama Porto Alegre (n=9218) e foram consideradas 
1795 mulheres não afetadas por câncer de mama, com (n=885) e sem (n=910) 
história familiar. 
Metodologia estatística: Para caracterização dos modelos foram utilizadas as 
médias com os respectivos intervalos de confiança de 95%. Para a estimativa da 
média geral foi considerada a ponderação dos grupos com (1285/885) e sem 
(7933/910) história familiar. Para a comparação dos modelos foi calculado o 
coeficiente de correlação de Pearson. 
Modelos de estimativa de risco: As variáveis utilizadas para a estimativa de risco 
em cada modelo estão descritas na tabela 1. 
Tabela 1: Variáveis utilizadas nos diferentes modelos de 
estimativa de risco 
RREESSUULLTTAADDOOSS 
As médias e os respectivos intervalos de confiança (IC95%) do risco estimado de 
desenvolver câncer de mama de acordo com os modelos de Gail e Tyrer-Cuzick e as 
tabelas de Claus encontram-se descritos na tabela 3. 
Para a amostra total foram encontradas os seguintes coeficientes de correlação: 
entre Claus e Tyrer-Cuzick (0,44, p<0,01), entre Gail e Tyrer-Cuzick (0,69, p<0,01) e 
entre Claus e Gail (0,40, p<0,01). A tabela 2 descreve as correlações para os grupos 
com e sem história familiar. 
Tabela 2: Correlação entre os modelos de estimativa de risco 
em cada sub-amostra 
DDIISSCCUUSSSSÃÃOO 
As médias do risco estimado de desenvolver câncer de mama na amostra como um 
todo são próximas ao esperado para a população geral de mulheres. 
Existe correlação entre os riscos calculados pelos três modelos e análises adicionais 
poderão determinar qual deles melhor se aplica à comunidade do estudo. 
Os valores da diagonal inferior e superior representam as correlações na sub-amostra de 
mulheres com história familiar positiva e negativa, respectivamente. 
Tabela 3: Médias e IC95% de cada modelo de estimativa de 
risco 
Média IC95% 
Gail 
Todas mulheres 8.14 8.07-8.21 
Com HF 11.57 11.28-11.87 
Sem HF 7.53 7.48-7.59 
Claus 
Todas mulheres 8.91 8.85-8.98 
Com HF 11.88 11.59-12.17 
Sem HF 8.39 8.34-8.44 
Tyrer-Cuzick 
Todas mulheres 7.02 6.94-7.09 
Com HF 11.26 10.99-11.53 
Sem HF 6.26 6.20-6.33 
Contato: aishameriane.schmidt@ufrgs.br 
RREEFFEERRÊÊNNCCIIAASS 
1 – ARTIGO DO GAIL 
2 – ARTIGO DO CLAUS 
3 – ARTIGO DO TYRER E CUZICK 
4- ? 
Variável Gail Claus Tyrer-Cuzick 
Informações pessoais 
Idade 
IMC 
História reprodutiva 
Menarca 
Nascimento 1° filho 
Menopausa 
Doença mamária 
Biópsia de mama 
Hiperplasia atípica 
Carcinoma ductal in situ 
História familiar de câncer de mama 
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2° grau 
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Câncer de mama em familiares 
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Fonte: Modificada de Lalloo et al. 2005 
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