Sensibilização de pessoas

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Sensibilização de pessoas

  1. 1. ISSN 1984-2279 Sensibilização de pessoas não deficientes em relação à situação de deficiência visual1 Ana Karolina Lopes Rodrigues Jade Delamanha Jéssica Matias de Macena Karla Cadamuro Travagin Graduandas do curso de Licenciatura em Educação Especial pela UFSCar Ailton Barcelos da CostaMestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial – CAPES – UFSCar Eixo: Deficiência Visual PôsterResumo: A presente pesquisa tem como objetivo identificar e avaliar quais asreações observadas durante a realização de vivências da condição de cegueiracom pessoas videntes. O material utilizado para análise será obtido a partir daspróprias vivências das pessoas em situações de deficiência e através deentrevistas que serão realizadas antes e depois das experiências como formade avaliar as mudanças nas concepções dos participantes. A pesquisa contarácom a participação de 10 pessoas, em que todas são videntes entre 18 e 30anos de idade. Como resultados, pretende-se ter os aspectos de adaptaçãoatravés de comportamentos característicos e uso dos outros sentidos. Espera-se que possibilitem maiores preocupações e conscientização dos videntes paracom os desafios enfrentados pelos deficientes visuais.Palavras-chave: deficiência visual; videntes; vivências.1 Pesquisa realizada na disciplina de Processos Investigativos I: planejamento dotrabalho científico, sob a orientação das Professoras Maria Amélia Almeida e CarolinaSeverino Lopes da Costa. 2256
  2. 2. ISSN 1984-22791. Introdução e Referencial Ao começar este trabalho, se podem destacar alguns conceitos emrelação à deficiência visual (cegueira e baixa visão). Para isso, se pode começar com duas escalas oftalmológicas: aacuidade visual e o campo visual. A primeira é a capacidade de distinguirformas e detalhes, sendo medida através de uma comparação entre acapacidade de visão de uma pessoa sem deficiência e outra com. Como porexemplo, uma pessoa de visão normal consegue ver a 60 metros de distância oque outra com deficiência e com o uso da lente corretiva só conseguem ver emuma distância de 6 metros (6/60metros). Já, a segunda escala, de campo visual, se refere ao ângulo de visão deuma pessoa quando a mesma olha em linha reta. No caso de uma pessoanormal, esse ângulo é de aproximadamente 160° e 170° (graus). A partir dessas escalas e nessa conceituação a deficiência visual édefinida por Bruno & Mota (2001) apud Costa (2009, p. 54) como: cegueira é “aperda total de visão até a ausência de projeção de luz” e baixa visão é aalteração da capacidade funcional da visão, decorrente de inúmeros fatoresisolados ou associados tais como: baixa acuidade visual significativa, reduçãoimportante do campo visual, alterações corticais e/ou de sensibilidade aoscontrastes que interferem ou limitam o desempenho visual do indivíduo. A conceituação apresentada pelo MEC e Seesp, em Brasil (2005) apudCosta (2009, p. 55) é muito semelhante à descrita a cima, apenasespecificando que a acuidade visual da cegueira é menor que 20/200 pés e oseu campo visual é inferior a 20°, no melhor olho. No caso da baixa visão,acrescenta alguns níveis que a perda da função visual segue: “severo,moderado ou leve, podendo ser influenciada também por fatores ambientaisinadequados.”. Essa conceituação permite uma avaliação funcional da deficiência visuale é muito importante na educação escolar dessas pessoas, permitindo que seuse o máximo de visão residual para aumentar o seu potencial deaprendizagem. 2257
  3. 3. ISSN 1984-2279 O fato de possuírem uma mesma acuidade visual não quer dizer queelas possuem as mesmas necessidades e a mesma percepção de mundo. Osdeficientes visuais podem se utilizar da visão que lhes resta de diferentesformas e com diferentes intensidades para se relacionarem com o ambiente.Como também, podem utilizar os outros sentidos (audição, tato, olfato, paladar)conforme lhes for mais agradável. Sendo assim, o processo de aprendizagem de pessoas cegas ocorrerápelos sentidos remanescentes e pelo sistema Braille, enquanto que, para aspessoas com baixa visão (limita o desempenho) o processo educativo ocorrerápor meios visuais com a utilização de recursos específicos. Entretanto, outro aspecto a ser levantado aqui é que a história depessoas deficientes visuais varia de uma cultura para outra, refletindo osvalores e as crenças de cada sociedade. Essas formas de pensar acabam porse materializar em práticas sociais, ditando o relacionar entre pessoasdeficientes e não deficientes. A “deficiência” é um fenômeno social, sendo que,ser ou estar deficiente ocorre apenas perante pessoas “não deficientes”(FRANCO; DIAS, 2005). A história da deficiência visual, por sua vez, se entrelaça com a históriada humanidade. Nas sociedades primitivas quase não existiam pessoas cegas,pois eram abandonadas ou mortas, na maioria das vezes, por se acreditar queestavam possuídas por um espírito maligno, de acordo com Martínez (1991). Ainda, de acordo com Franco e Dias (2005), durante a Idade Média, acegueira era vista como uma punição judicial prevista pela lei e usada tambémcomo forma de vingança. Foi apenas com o avanço do cristianismo que odeficiente visual - e todos os outros deficientes de maneira geral – passaram apossuir uma alma e ser tratado como pessoa. Ou seja, ele passou a serconsiderado filho de Deus, tendo como todos os outros, o direito de ser cuidadopor alguém. Mesmo assim, não tinha muita serventia à sociedade, sendo“encostado” por suas famílias, sendo que o avanço da inquisição, apenaspiorou a situação. Com o período renascentista veio, também, uma mudança na forma dese enxergar a deficiência. De superstição ela passou para um conceito 2258
  4. 4. ISSN 1984-2279organicista e científico. Começou a ser estudada e entendida como de cunhopatológico, ou seja, não haveria nada a se fazer que pudesse modificar aquelacondição. Mas foi no século XVIII e XIX que esse quadro realmente começou amudar. A partir de estudos sobre a educação de deficientes, foi criada aprimeira escola no mundo para pessoas cegas, na França, e juntamente comela o sistema de leitura e escrita em relevo, o Braille. No Brasil, entretanto, a primeira ação voltada aos deficientes visuais foià criação, em 1854, do Imperial Instituto de Meninos Cegos, na cidade do Riode Janeiro, atual Instituto Benjamin Constant (IBC). Após um período de maisou menos meio século, outros institutos para cegos foram criados. Porém, foiapenas em 1993 que a deficiência visual foi incluída no alunado da EducaçãoEspecial, passando também, a lhe ser garantido tudo aquilo previsto por lei,como: sua integridade, a liberdade de ir e vir, a autonomia, o direito a umaeducação em sala regular, entre muitos outros (FRANCO; DIAS, 2005). Considerando-se que a deficiência não é apenas física, mas tambémsocial, quando o ambiente não é apropriado e as pessoas que estão em voltacriam certa resistência em acreditar, que, mesmo não enxergando a pessoacom cegueira é capaz de realizar varias atividades do cotidiano, a vida dodeficiente se torna ainda mais complicada. Por outro lado, para o individuo queperde a visão na fase adulta, há certa dificuldade em aceitar, e se adaptar coma nova fase que esta vivendo. No âmbito social busca-se, identificar as necessidades de adaptaçãodas pessoas que ficaram cegas na fase adulta. E, proporcionar aconscientização social sobre as dificuldades enfrentadas pela ausência oubaixa visão. Já, no âmbito científico, busca-se proporcionar resultadosinovadores de um trabalho ainda não realizado no Brasil. Justamente por conta dessa série de conceitos, funções e finalidadesque a permeiam, é difícil de conseguir chegar a apenas uma definição para adeficiência visual. De acordo com o Instituto Benjamin Constant (IBC, 2012), deficiênciavisual é a perda ou redução de capacidade de visão em ambos os olhos em 2259
  5. 5. ISSN 1984-2279caráter definitivo, que não possa ser melhorada ou corrigida com o uso delentes, tratamento clínico ou cirúrgico. Já para Rocha (1987) apud Santos(2004), a cegueira pode se referir a vários graus de visão residual, que nãonecessariamente ocasionam uma total perda da visão, mas sim, umcomprometimento na execução de tarefas rotineiras. Já, a baixa visão, é entendida por Santos (2004) como umenfraquecimento visual que causa desvantagem funcional e redução nodesempenho da visão, não podendo ser corrigida por tratamentos ou óculosconvencionais. Agora, segundo a Organização Mundial de Saúde (2007), no Brasil,cerca de 1,6 milhão de pessoas apresentam algum tipo de deficiência visual,sendo mais comum, a baixa visão. E pelo censo demográfico (2000), maisespecificadamente, de 34.580.721 deficientes, 16.644.842 deles são visuais. Esses dados, porém, ainda podem ser representados por mais umamaneira de se dividir a deficiência visual. Assim, pela sua forma de aquisição,ela pode ser uma deficiência congênita ou adquirida. Na cegueira congênita, apessoa perde a visão no nascimento ou até os cinco anos de idade, segundoLowenfeld (1950) apud Franco (2002), não retendo nenhuma imagem essencialpara processos futuros como, por exemplo, a alfabetização. Já, na cegueiraadquirida, por algum acidente ou doença, a visão se perde depois dos cincoanos e a pessoa guarda imagens na sua memória visual sobre o mundo. Entretanto, como destaca Costa (2009), o conceito de deficiência visualainda é alvo de contrassenso entra as áreas sociais (médica, legal eeducacional) e os períodos da história, que a construíam de acordo com omodelo de sua sociedade, suas crenças, valores e concepção de homem emundo. Autores e pesquisadores brasileiros são muito influenciados pelaliteratura norte-americana, inclusive os documentos oficiais. No presenteestudo optou-se por utilizar as definições expostas por Costa (2009), em seuartigo a respeito da análise do conceito de deficiência visual. Nele, a deficiênciaé dividida em três âmbitos: conceituação “legal” ou clínica, conceituaçãoeducacional e classificação clínico-funcional. 2260
  6. 6. ISSN 1984-2279 Ao se fazer uma busca em bases de dados utilizando-se as palavras-chave como deficiência visual, cegueira adquirida e experiências realizadascom pessoas videntes, procurou-se algum estudo na literatura brasileira quefosse igual ou similar ao tema proposto, porém, não foram encontradostrabalhos relacionados diretamente com o tema, apenas indiretamente. A pesquisa cujo tema mais se aproximou do presente estudo foi a deRamos (2009), que dissertou sobre a ausência de acessibilidade em situaçõesde lazer, neste caso, em trilhas na cidade da Florianópolis. Apesar de promoverexperiências em trilhas, ele tem como participantes pessoas com cegueira, enão, videntes (objetivo da pesquisa que será realizada). Nela, ele cita oDecreto nº 5296/2004 que estabeleceu critérios para promover a acessibilidadede pessoas com deficiência visual. Fala também sobre a OM (orientação emobilidade) que visa, por meio de aulas, promover e capacitar as pessoas comdeficiência a locomover-se a pé, independentemente de serem ambientesconhecidos por eles ou não. Além disso, apresenta outros modos de auxilio nalocomoção e vida dos deficientes visuais, tais como a bengala (sua invenção eutilidade). Busca mostrar, por fim, que utilizando métodos de sinalização, emtrilhas de grande movimento, é possível que a pessoa cega possa desfrutar dolazer sem um guia vidente, sendo mais independente e exercendo o direito detodo cidadão de ir e vir. Realizada com dez participantes do sexo masculino e uma do sexofeminino, tem o objetivo de criar e utilizar métodos de sinalização para trilhas,sendo possível que a pessoa cega possa desfrutar do lazer sem um guiavidente sendo mais independente, como qualquer outra pessoa. O pesquisadorutilizou como método de pesquisa a observação, entrevista e tabelas dedificuldades. Após a intervenção no ambiente conseguiu alcançar seu objetivo:os participantes conseguiram caminhar pela trilha sem ajuda, de outra pessoaapenas usando a sinalização. Além dessa pesquisa, o trabalho de Freire (2005), que teve comoobjetivo descobrir se as pessoas que não enxergam percebem a cegueira damesma forma que as pessoas videntes, questionam o quanto a forma deenxergar o mundo é diferente para cada caso. A autora tenta relacionar e 2261
  7. 7. ISSN 1984-2279decifrar a relação que existe entre a cegueira e o mito da túnica de Néssus,tomando por isso diversas opiniões e visões sobre ambas. Assim, ela colocaque a cegueira é diferente pra cada tipo de pessoa que a enxerga, seja pelosentido da visão mesmo, pela audição, pelo toque, etc. Cada um tem umaforma de enxergar a cegueira e as dificuldades enfrentadas pela ausênciaprópria de visão. Grande parte das pesquisas encontradas versa sobre a perda da visãona idade adulta. Na primeira (SANTOS, 2004), é descrito o processo deaceitação de pessoas na idade adulta, que por algum motivo (acidente oudoença), ficaram cegas. Ela utiliza materiais rotineiros (papel e lápis) e deanálise (entrevistas), constatando que não há uma forma homogênea dereação, mas que, cada pessoa apresenta diferentes características que asfazem reagir de diferentes maneiras. Já o estudo de Franco (2002) objetivouinvestigar qual o significado da cegueira para pessoas que perderam a visão naidade adulta. Utilizando-se, também, de questionários que investigam algunspontos desse processo de adaptação e conscientização de sua nova situação,o autor concluiu que a cegueira significa uma limitação, uma dependência, porconta da condição que impõe, mas, também, é uma possibilidade de mudançae de recomeço em uma nova e surpreendente vida. Finalmente, o trabalho de Machado (2003) destaca a questão daorientação e mobilidade do deficiente visual, que pode ocorrer de diversasformas, promovendo a inclusão do mesmo tanto em ambiente escolar como nasociedade, além de, propor a sua autonomia. Por fim, de acordo com Machado (2003), as pessoas percebem boaparte da realidade à sua volta por meio da visão, o que não significa que ascom deficiência visual estejam impossibilitadas de conhecer e se relacionarcom o mundo. Ela deve se utilizar de outras percepções sensoriais, como aaudição que envolve as funções de eco localização, localização dos sons,escutar seletivamente e sombra sonora; o sistema háptico ou tato ativo; acinestesia; a memória muscular; o sentido vestibular ou labiríntico; o olfato e oaproveitamento máximo de qualquer grau de visão que possa ter. 2262
  8. 8. ISSN 1984-22792. Objetivos Este estudo tem como objetivo geral, identificar aspectos da adaptaçãode pessoas videntes à situação de privação do sentido da visão. Seus objetivos específicos são:• Descrever/Identificar pensamentos e sentimentos antes e após aparticipação em vivências de simulação da condição de cegueira.• Identificar comportamentos características do uso dos outros sentidoscomo meio de captação de informações ambientais que visam adaptações àsituação de cegueira.• Sensibilizar pessoas videntes para as dificuldades enfrentadas peloscegos no âmbito social.3. Pergunta de Pesquisa O presente estudo procurará responder a seguinte questão: como é aadaptação de pessoas videntes à situação de privação do sentido da visão emsituações de atividades de vida diária?4. Metodologia4.1 Participantes A pesquisa compreenderá dez participantes, sendo, cinco do sexomasculino e cinco do sexo feminino, com idades entre 18 e 30 anos. A escolhados participantes será feita através de convites aos estudantes e professoresdos cursos de ciências exatas e biológicas da Universidade Federal de SãoCarlos (UFSCar), que se encontram mais distantes do tema abordado.4.2 Local As vivências serão realizadas no campus da própria UFSCar, localizadano interior do estado de São Paulo. Serão utilizados alguns espaços físicos no interior da Universidade paraa realização de deslocamentos dos participantes, além de, algumas salas deaula para atividades de vida diária (AVD). 2263
  9. 9. ISSN 1984-22794.3 Materiais e Instrumentos Na referente pesquisa, serão utilizados na pesquisa alguns materiaiscomo: tampões e vendas para os olhos, bengalas, produtos descartáveis (copoe prato), guardanapos, alimentos, televisão, DVD, filmes com áudio-descrição,papel e caneta para as anotações e máquina fotográfica. Para enriquecer a coleta de dados, os instrumentos utilizados serão:Dois questionários, sendo, o primeiro antes das experiências e o segundo apóstodas as etapas terem sido realizadas, além, da observação constante daspesquisadoras.4.4 Procedimentos de Coleta de Dados O processo de coleta de dados será feito através das próprias vivências.Os participantes, farão um trajeto de locomoção e deslocamento, previamentecombinado, que irá do prédio de Aulas Teóricas 8 (AT8) até o RestauranteUniversitário (RU). Nesse trajeto, passarão por rampas, escadas, pisos táteis,elevações de terreno, asfalto e gramado. Estará o tempo todo sendoauxiliados, e quando necessário, orientados. Serão realizadas também, experiências isoladas em salas de aula.Nelas, serão vivenciadas AVDs envolvendo alimentação e lazer. Na questão daalimentação, os participantes serão colocados em uma sala com algumasmesas, onde se terá alguns salgados e bebidas para observar como reagem eessa situação e o que farão para se alimentarem. Já no quesito do lazer,assistirão a um filme com e sem áudio descrição, além de interagirem entre si.Será utilizado também, para promover uma coleta mais ampla, doisquestionários semiestruturados.4.5 Procedimentos de Análise de Dados A análise de dados da pesquisa se dará pela análise das questõesrespondidas pelos participantes, pela observação das experiências de“cegueira simulada” e pelo aprofundamento que os membros da pesquisa farãosobre a deficiência visual como forma de conhecer mais essa vivência, tais 2264
  10. 10. ISSN 1984-2279como suas convergências e divergências. Além disso, a análise abordaráquaisquer tipos de comentário ou especulação que venham a ser feitos duranteas situações de experiência. Sendo assim, conterá dados qualitativos equantitativos. 5. Resultados Como resultado da pesquisa, que se encontra ainda em fase de coletade dados, atingiu-se parcialmente o objetivo geral, através de um levantamentodos aspectos da adaptação de pessoas videntes à situação de privação dosentido da visão. Estão sendo identificados na literatura os principaiscomportamentos que caracterizam o uso dos outros sentidos como meio decaptação de informações ambientais que visam adaptações na situação decegueira, bem como a descrição do comportamento das pessoas em situaçãode simulação da condição de cegueira, nas vivências. O estudo também está permitindo, no âmbito social, uma maiorconscientização das pessoas participantes para as dificuldades enfrentadasnessas adaptações, e como pequenas mudanças no ambiente podem sermuito úteis. 6. Conclusão Como conclusão provisória, se tira que, foram encontradas dificuldadesem se fazer o levantamento da literatura referente aos principaiscomportamentos que caracterizam o uso dos outros sentidos como meio decaptação de informações ambientais que visam adaptações na situação decegueira, bem como na descrição do comportamento das pessoas em situaçãode simulação da condição de cegueira, nas vivências. Quanto à pesquisa empírica em si, houve um atraso devido à greve dainstituição escolhida para fazê-la, mas tudo está encaminhado e dentro doprevisto. Assim, se pode concluir que os objetivos do trabalho foram parcialmenteatingidos. 2265
  11. 11. ISSN 1984-2279Referências• COSTA, A. B. et al. Deficiência Visual/Cegueira: definições,caracterizações e atendimento educacional. São Carlos: Centro de Educação eCiências Humanas, 20011. 54p. Trabalho de Pós-graduação em EducaçãoEspecial.• COSTA, C. S. L. et al. Análise do conceito de deficiência visual:Considerações para a prática de professores. In: COSTA, M. P. R. EducaçãoEspecial: aspectos conceituais e emergentes. São Carlos: EdUFSCar, 2009. p.47-62.• FRANCO, J. R. O significado da cegueira para pessoas queperderam a visão na idade adulta. 2002. 109 f. Dissertação (Mestrado emEducação Especial)- Centro de Educação e Ciências Humanas, UniversidadeFederal de São Carlos, São Carlos, 2002.• FRANCO, J.R; DIAS, T. R. S. A pessoa cega no processo histórico: umbreve percurso. Revista Benjamin Constant, p. 1-7, 2005.• FREIRE, I. M. A experiência com a cegueira. Nossos Meios RBC, 10f,Agosto/2005.• LEWIS, V. Development and Disability. Oxford, U.K: BlackwellPublishing, 2. ed., 2003.• MACHADO, E. V. et al. Orientação e Mobilidade: conhecimentosbásicos para a inclusão do deficiente visual. Brasília: MEC, SEESP, 2003.• Martínez, J. M. Los Ciegos en la Historia. TOMO I. ONCE, MADRID, 1991.• Números da cegueira no Brasil Disponível em:<http://www.ibc.gov.br/index.php?itemid=10062> Acessado em 12/05/2012-Instituto Benjamim Constant• ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAUDE. Classificacao estatisticainternacional de doenças e problemas relacionados à saude: CID-10. SãoPaulo: EDUSP, 2007.• RAMOS, J. J. C. Acessibilidade para a pessoa com cegueira emtrilhas. 2009. 102f. Dissertação (Mestrado em Educação Especial)- Centro deEducação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, SãoCarlos, 2009. 2266
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