SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 72
Aillyn Fernanda Bianchi
Universidade de Cuiabá - Medicina XXIII – 2014/01
Farmacologia Aplicada – Atividade Parcial – 2º bim
ANTIPARKINSONIANOS E
ANESTÉSICOS GERAIS
ANESTÉSICOS GERAIS
ANTIPARKINSONIANOS E
ANESTÉSICOS GERAIS
1. INTRODUÇÃO
2. CONCEITO
3. CLASSIFICAÇÃO
4. NOMENCLATURA
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
6. MECANISMOS DE AÇÃO
7. USOS CLÍNICOS
8. EFEITOS COLATERAIS
9. CONTRAINDICAÇÕES
ANESTÉSICOS GERAIS
1. INTRODUÇÃO
 Muitos fármacos, incluindo, por exemplo, o etanol e a morfina, podem produzir um
estado de insensibilidade e indiferença à dor, porém não são usados como
anestésicos.
 Para que um fármaco seja útil como anestésico, ele tem que ser prontamente
controlável, de forma que a indução e a recuperação sejam rápidas.
 Deve procurar permitir que o nível de anestesia seja ajustado conforme o necessário
durante a cirurgia.
 Por esta razão, foi apenas quando os anestésicos inalatórios foram inicialmente
descobertos, em 1846, que a maioria das operações cirúrgicas se tornou uma
possibilidade prática.
 Até aquele tempo os cirurgiões confiavam ser capazes de operar pacientes em
contenção e com grande velocidade, e a maioria das cirurgias eram amputações.
 A inalação é, ainda, a vida de administração mais comum para os anestésicos,
embora a indução seja executada, usualmente, com agentes intravenosos.
ANESTÉSICOS GERAIS
CONCEITO
ANESTÉSICOS GERAIS
2. CONCEITO
 Os anestésicos gerais são usados
para que os pacientes não tenham
consciência, nem respondam aos
estímulos dolorosos durante os
procedimentos cirúrgicos.
 São administrados sistemicamente.
 Exercem seus principais efeitos no
sistema nervoso central.
 Embora hoje usemos sem pensar,
os anestésicos gerais são os
fármacos que pavimentaram o
caminho para a moderna cirurgia.
ANESTÉSICOS GERAIS
3. CLASSIFICAÇÃO
ANESTÉSICOS INALATÓRIOS
ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS
ANESTÉSICOS GERAIS
4. NOMENCLATURA
 ANESTÉSICOS INALATÓRIOS: Halotano,
Óxido nítrico, Enflurano, Isoflurano, Éter.
 ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS:
Tiopental, etomidato e propofol, cetamina e
midazolam.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
 Os pulmões são a única via quantitativamente importante pela quais os
anestésicos inalatórios entram e saem do corpo.
 Os anestésicos são moléculas lipossolúveis que cruzam rapidamente a
membrana dos alvéolos.
 O coeficiente de participação sangue:gás (solubilidade no sangue) é o
principal fator que determina a velocidade de indução e de recuperação de
um anestésico inalatório.
 Quanto menor esse coeficiente, mais rápida a indução e recuperação.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
 O coeficiente de partição óleo:gás (solubilidade na gordura) determina a
potencia de um anestésico também influencia na sua distribuição pelo
corpo. Seu efeito é que a alta solubilidade retarda a recuperação da
anestesia.
 A cinética de transferência do anestésico entre o ar inspirado e o sangue
arterial , determina, portanto, a cinética do efeito farmacológico.
 Fatores fisiológicos:
 - Taxa de ventilação alveolar
 - Débito cardíaco
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
 As indução e recuperação rápidas são propriedades importantes de um
agente anestésico, permitindo um controle flexível da profundidade da
anestesia.
 As velocidades de indução e recuperação são determinadas por duas
propriedades dos anestésico: solubilidade no sangue e solubilidade na
gordura.
 Os agentes com coeficientes de participação baixos produzem indução e
recuperação rápidas (ex: Óxido nitroso, desflurano), agentes com alto
coeficiente de participação mostram indução e recuperação lentas (ex:
Halotano).
 Agentes com alta solubilidade lipídica (ex: Halotano) acumulam-se
gradualmente na gordura corporal e podem produzir ‘ressaca’ prolongada
se usados para a cirurgia.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
METABOLISMO E TOXICIDADE DOS
ANESTÉSICOS INALATÓRIOS
 O metabolismo podem gerar metabólitos tóxicos. A exposição
crônica pó longos períodos leva a toxicidade hepática.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
HALOTANO
 É um anestésico amplamente usado, porém seu uso esta em declínio em
favor do isoflurano e outros fármacos.
 Indução e a recuperação são rápidas, é altamente potente e pode causar
insuficiência respiratória e cardiovascular.
 Provoca queda da pressão sanguínea (depressão miocárdica e
vasodilatação).
 O halotano não é analgésico e tem efeito relaxante no útero, o que limita
seu uso com propósito obstétricos.
EFEITOS ADVERSOS
 O halotano sensibiliza o coração à adrenalina, predispondo à arritmias
cardíacas. E mais raramente hepatotoxicidade e/ou hipertermia maligna.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
HALOTANO
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
ÓXIDO NITROSO
 É um gás inodoro, e sua ação é rápida por causa do seu baixo
coeficiente de participação.
 É um analgésico efetivo em concentrações baixas para causar
inconsciência.
 Sua potencia é baixa - não produz anestesia cirúrgica.
EFEITOS ADVERSOS
 Presentes apenas após a exposição prolongada (>6h), causando inativação
da metionina sintase, resultando em depressão da medula óssea que pode
causar anemia e leucopenia.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA ÓXIDO
NITROSO
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
ENFLURANO
 Éter halogenado similar ao halotano em sua potência e na velocidade
moderada de indução.
 Foi introduzido substituindo o metoxiflurano, por produzir menos fluoreto
com isso menos toxicidade renal, além de que seu início de indução e
recuperação são mais rápidos.
EFEITOS ADVERSOS
 Sua principal desvantagem é que ele pode causar convulsões, tanto durante a
indução quanto em seguida à recuperação anestésica. Pode provocar hipertermia
maligna.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
ENFLURANO
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
ISOFLURANO, DESFLURANO E SEVOFLURANO
 O isoflurano é o anestésico volátil mais amplamente utilizado.
 É muito similar ao enfllurano, porém não é apreciavelmente metabolizado e não
apresenta propriedades pro convulsivantes do enflurano.
 Pode causar hipotensão e é um potente dilatador coronariano. Isso pode exacerbar a
isquemia cardíaca nos pacientes com doença coronariana.
 O desflurano é quimicamente similar ao isoflurano, porém sua menor solubilidade
no sangue e na gordura significam que a indução e a recuperação são mais rápidas.
É bastante utilizado para cirurgias simples.
 O desflurano causa irritação do trato respiratório, o que pode levar a tosse e ao
broncoespasmos.
 O sevoflurano parece com o desflurano, porém é mais potente e não causa irritação
respiratória. Assim como os outros halogenados, pode causar hipertermia maligna.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
AGENTES ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS
 Agem muito mais rapidamente que os anestésicos
inalatórios.
 Produzindo inconsciência em 20 segundos, tão logo
atinge o cérebro a partir do seu ponto de injeção.
 São usados para a indução da anestesia.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
TIOPENTAL
 O tiopental é o único barbitúrico remanescente usado como anestésico.
 Apresenta alta solubilidade.
 O ácido livre é insolúvel por isso é administrado como um sal de sódio.
ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS
 Sua ação se mantém por 5 a 10 minutos, pela sua alta lipossolubilidade.
 O tiopental produz uma ressaca de longa duração.
 Não é utilizado para manter a anestesia cirúrgica e sim, apenas como um
agente de indução.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS
 As ações do tiopental no sistema nervoso central são semelhante a dos
anestésicos inalados, embora não ele não tenha efeito analgésico e possa
causar profunda depressão respiratória.
 Pode causar necrose tecidual local e ulceração ou grave espasmo arterial,
se administrado no tecido perivascular ou em alguma artéria.
 O tiopental , assim como outros barbitúricos, pode precipitar um ataque de
porfiria nos indivíduos suscetíveis.
TIOPENTAL
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
TIOPENTAL
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
ETOMIDATO
 É mais preferível que o tiopental por conta da maior margem de segurança
entre a dose anestésica e a dose necessária para produzir depressão
respiratória e cardiovascular.
 Além de ser metabolizado mais rapidamente, com isso apresenta menor
probabilidade de apresentar ressaca prolongada.
 É um similar do tiopental.
 O etomidato particularmente com uso prolongado, suprime a produção de
esteróides das supras renais.
 Não deve ser usado em pacientes com insuficiência supra-renal.
 É preferível ao tiopental nos pacientes com risco de insuficiência
circulatória.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
ETOMIDATO
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
PROPOFOL
 Apresenta propriedade similar ao tiopental, porém tem a
vantagem de ser rapidamente metabolizado.
 Permite recuperação rápida sem nenhum efeito “ressaca”.
 Usado em infusão continua para manter a anestesia cirúrgica
sem a necessidade de agente inalatório algum.
 É particularmente útil para cirurgias mais simples.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
PROPOFOL
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
OUTROS AGENTES INDUTORES
CETAMINA
 Produz efeito similar à anestesia e profunda analgesia.
 Atua bloqueando a ativação de um receptor de aminoácido
excitatório.
 Administrada intravenosamente, a cetamina age mais
lentamente que o tiopental e produz efeito diferente.
 ‘Anestesia dissociativa’, no qual há marcante perda sensorial e
anestesia, bem como amnésia e paralisia dos movimentos, sem
perda real da consciência.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA CETAMINA
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
MIDAZOLAM
 Trata-se de um benzodiazepínico.
 Não causa depressão respiratória ou cardiovascular.
 É frequentemente usado como sedativo pré-
operatório e durante procedimentos como a
endoscopia, onde a anestesia completa é necessária.
ANESTÉSICOS GERAIS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
MIDAZOLAM
ANESTÉSICOS GERAIS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
 Há duas teorias para explicar o mecanismo de ação dos anestésicos.
 A teoria lipídica é explicada pelo efeito da solubilidade lipídica na
concentração do anestésico (Não é muito esclarecida).
 E através de efeitos nos canais iônicos, inibindo esses canais excitatórios
(especialmente receptores do glutamato).
 Facilitando os canais inibitórios (particularmente o GABA, porém também
da glicina e certos canais de potássio).
 As alterações têm como alvo domínios hidrofóbicos específicos das
proteínas do canal.
ANESTÉSICOS GERAIS
 Os anestésicos diferem em suas ações e afetam a função celular de várias
maneiras, de forma que é improvável que uma teoria unitária seja
suficiente para explicar sua ação.
 Em nível celular os anestésicos afetam a transmissão sináptica e não a
condução axonal.
 A liberação dos transmissores excitatórios e a resposta dos receptores
pós-sinápticos são inibidas.
 A transmissão inibitória pelo GABA é reforçada pela maioria dos
anestésicos.
ANESTÉSICOS GERAIS
MECANISMOS DE AÇÃO
ANESTÉSICOS GERAIS
7. USOS CLÍNICOS
Os ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS são usados para:
 Indução anestésica (tiopental, etomidato).
 Manutenção da anestesia durante a cirurgia (propofol
administrado em combinação com relaxantes musculares e
analgésicos).
 Os anestésicos inalatórios (gases ou líquidos voláteis) são
usados para a manutenção da anestesia.
ANESTÉSICOS GERAIS
 Os pontos a observar são: líquidos voláteis (halotano ,
sevoflurano) são vaporizados com o ar, como
oxigênio.
 A hepatotoxicidade pelo halotano ocorre com mais
freqüência após exposição repetida.
 Todos os anestésicos inalatórios podem desencadear a
hipertermia maligna em indivíduos suscetíveis.
ANESTÉSICOS GERAIS
Os ANESTÉSICOS INALATÓRIOS são usados para:
 Raramente são usados sozinhos.
 Na pratica, os efeitos de perda da consciência, analgesia, e relaxamento
muscular são produzidos por uma combinação de fármacos.
 Cirurgia  produzir inconsciência rapidamente  indutor
intravenoso(propofol)  para manter a inconsciência e produzir analgesia
 agentes inalatórios (oxido nitroso e halotano) que podem ser
suplementados por um agente analgésico intravenoso (opiácio) e para
produzir paralisia muscular com um fármaco bloqueador neuromuscular
(atracúrio).
 Este tipo de procedimento, de combinação de fármacos anestésicos,
resulta em indução e recuperação muito mais rápidos, evitando longos
períodos de semiconsciência e permitindo que a cirurgia seja executada
com relativamente pouco comprometimento dos reflexos homeostáticos.
ANESTÉSICOS GERAIS
8. EFEITOS COLATERAIS
 Os anestésicos gerais agem no sistema nervoso central e no sistema
cardiovascular e respiratório.
 No sistema nervoso central o principal efeito é a inibição da transmissão
sináptica.
 Causam inconsciência, perda dos reflexos (relaxamento muscular) e
analgesia.
 À medida que a concentração dos anestésicos é aumentada, todas as
funções cerebrais são afetadas, incluindo o controle motor e a atividade
reflexa, a respiração e a regulação autônoma.
 Quase todos os anestésicos diminuem a contratilidade cardíaca e deprimem
marcantemente a respiração.
 Em doses supra - anestésicas, todos os agentes anestésicos podem causar
morte por perda dos reflexos cardiovasculares e paralisia respiratória.
ANESTÉSICOS GERAIS
9. CONTRAINDICAÇÕES
ANESTÉSICOS GERAIS
9. CONTRAINDICAÇÕES
 Dependem de uma série de fatores, tais como:
• Estado de saúde do paciente.
• Fármacos a serem utilizados.
• Risco de choque anafilático.
• Paciente que apresenta risco de broncoaspiração
• Dificuldade respiratória.
ANTIPARKINSONIANOS
ANTIPARKINSONIANOS
ANTIPARKINSONIANOS
1. INTRODUÇÃO
 Está associada a agregados de α-sinucleína (uma proteína normalmente
envolvida com a reciclagem de vesículas) na forma de corpos de Lewy
característicos.
 Frequentemente é idiopática, porém pode ser consequente a um acidente
vascular cerebral ou infecção viral; pode ser induzida por fármacos
(antipsicóticos).
 Podem também ocorrer, raramente, formas hereditárias, em associação a
diversas mutações genéticas, incluindo a α-sinucleína.
 Associada à degeneração precoce de neurônios nigroestriatais
dopaminérgicos e, posteriormente, à neurodegeneração mais geral.
 Pode ser induzida por 1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina (MPTP),
uma neurotoxina que afeta neurônios dopaminérgicos.
 Neurotoxinas ambientais similares, assim como fatores genéticos, podem
estar implicadas na doença de Parkinson humana.
ANTIPARKINSONIANOS
ANTIPARKINSONIANOS
2. CONCEITO
 A Doença de Parkinson (DP) é
uma doença degenerativa.
 Compromete os gânglios da
base, causando hipocinesia,
tremor em repouso e rigidez
muscular, frequentemente
acompanhada de demência e
disfunção autônoma.
ANTIPARKINSONIANOS
ANTIPARKINSONIANOS
3. CLASSIFICAÇÃO
 Levodopa (em geral, em associação com carbidopa e
entacapona).
 Agonistas da dopamina (p. ex., pramipexol, ropinirol,
bromocriptina).
 Inibidores da monoamino-oxidase B (MAO-B) (p. ex.,
selegilina, rasagilina).
 Amantadina (acredita-se que atue ao liberar dopamina) e
antagonistas dos receptores muscarínicos da acetilcolina
(p. ex., benztropina) são ocasionalmente usados.
OBS: Nenhum dos fármacos usados para tratar a DP afeta a progressão da
doença.
ANTIPARKINSONIANOS
CLASSIFICAÇÃO
ANTIPARKINSONIANOS
4. NOMENCLATURA
 Drogas que aumentam a atividade
dopaminérgica:
- Carbidopa/Levodopa
 Inibidores da MAO-B:
- Selegilina
 Anticolinérgicos:
- Triexifenidil
- Mexilato de Benzotropina
- Cloridrato de difenidroamina
 Agonistas Dopaminergicos:
- Bromocriptina
- Pergolida
- Ropinirol
- Pramipexol
 Inibidores da COMT (catecol-
O-meteil transferase):
- Tolcapone
- Entacapone
 Amantadina
ANTIPARKINSONIANOS
5. AÇÃO FARMACOLÓGICA
 As drogas que aumentam a atividade dopaminérgica têm efeito em
reduzir a incapacitação, prolongando a capacidade do paciente de se
manter independente.
 Os fármacos inibidores da MAO-B A monoamina-oxidase é uma enzima
que degrada as catecolaminas (como a dopamina) e a sua inibição tem
fundamental importancia no Parkinson, sua inibição culmina em um
aumento na concentração de Dopamina.
 Anticolinérgicos apresentam benefício em reduzir o tremor e a rigidez,
mas sem efeito sobre a acinesia.
ANTIPARKINSONIANOS
 A ação farmacológica da Amantadina consiste em pequeno efeito
sobre os sintomas parkinsonianos, mas apresenta bom efeito sobre as
discinesias.
 Os agonistas dopaminérgicos ajudam no controle dos sintomas
cardinais, com a vantagem de, em longo prazo, contribuírem menos
frequentemente para a ocorrência de discinesias em comparação com
a levodopa.
 Os Inibidores da COMT (catecol-O-meteil transferase) não tem
qualquer efeito antiparkinsoniano se não forem administrados em
associação com a levodopa.
AÇÃO FARMACOLÓGICA
ANTIPARKINSONIANOS
ANTIPARKINSONIANOS
AÇÃO FARMACOLÓGICA
ANTIPARKINSONIANOS
AÇÃO FARMACOLÓGICA
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
 INIBIDORES DA MAO-B
SELEGILINA - É um inibidor irreversível da
monoaminoxidase B (MAO B), que reduz o catabolismo cerebral
de dopamina, bloqueando a formação de radicais livres,
aumentando concentração dela. A inibição da MAO-B protege a
dopamina da degradação intraneural.
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
Selegilina
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
ANTICOLINÉRGICOS
Na doença de Parkinson, a depleção de dopamina
resulta num estado de relativa sensibilidade colinérgica.
Assim, os anticolinérgicos bloqueiam os receptores de
acetilcolina, melhorando os sintomas parkinsonianos.
• Triexifenidil
• Mexilato de Benzotropina
• Cloridrato de Difenidramina
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
Mexilato de
Benzotropina
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
AMANTADINA
É um agente antiviral que bloqueia receptores
NMDA e de aceticolina. Demonstrou atividade
antiparkinsoniana, mas o mecanismo de ação não está
bem determinado, embora se saiba que aumenta a
liberação de dopamina, bloqueia sua recaptação,
estimula o receptor de dopamina e, possivelmente, tem
efeitos anticolinérgicos periféricos.
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
AMANTADINA
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
 AGONISTAS DOPAMINÉRGICOS
Age estimulando diretamente receptores dopaminérgicos no corpo
estriado do cérebro, não havendo necessidade de conversão da droga para um
metabólito ativo que exerça seus efeitos farmacodinâmicos. Além disso, a
meia-vida da maioria das medicações dessa classe é mais longa que a meia-
vida das formulações de liberação regular da levodopa.
Existem diferenças entre as drogas agonistas dopaminérgicas: alguns
medicamentos (bromocriptina e pergolida) são derivados do ergot, sendo
agonistas dos receptores D1 e D2; outros (pramipexol, ropinirol) não são
derivados do ergot e agem de forma mais seletiva, estimulando receptores D2 e
D3.
Bromocriptina
Pergolida
Ropinirol
Pramipexol
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
Agonistas
Dopaminérgicos
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
Agonistas
Dopaminérgicos
ANTIPARKINSONIANOS
6. MECANISMOS DE AÇÃO
Inibidores da COMT (catecol-O-meteil
transferase)
A levodopa é metabolizada perifericamente por duas enzimas: a
decarboxilase e a COMT. Mesmo sendo regularmente administrada em
associação com um inibidor da decarboxilase, a ação da COMT periférica
converte a levodopa em 3-O-metildopa (3-OMD) e somente 10% da droga
chega intacta ao cérebro.
Dessa forma, essa classe de medicações age inibindo o metabolismo
periférico de levodopa, aumentando assim a quantidade de levodopa intacta
que chega ao sistema nervoso central. Aumentam a meia-vida em até 50%.
Além dessa ação periférica, o tolcapone, uma das medicações dessa
classe, também inibe a COMT no cérebro.
ANTIPARKINSONIANOS
7. USOS CLÍNICOS
 Em pacientes com mais de 70 anos ou com prejuízo funcional grave
ou cognitivo (independentes da idade), Levodopa é a melhor escolha
para tratamento inicial.
 Os Inibidores da MAO-B podem ser usados preferencialmente em
pacientes em tratamento inicial com sintomas leves e sem prejuizo
funcional.
 Estas medicações são particularmente eficazes em pacientes com
tremor intenso, principalmente em pacientes jovens com função
cognitiva preservada.
ANTIPARKINSONIANOS
7. USOS CLÍNICOS
 A Amantadina Perde seu efeito de 6 meses a um ano, porém é um bom
coadjuvante no tratamento da doença de Parkinson.
 Agonistas Dopaminérgicos são Drogas de escolha em pacientes sintomáticos,
principalmente jovens e pode ser usado como monoterapia em pacientes com
sintomas leves a moderados.
 Em pacientes que usam Levodopa e ainda apresentam sintomas parkinsonianos, a
associação com um Inibidor da COMT melhora principalmente para aqueles que
apresentam flutuações motoras.
 Em estudos bem controlados, demonstrou-se uma redução dos períodos de função
motora muito comprometida (períodos de off) em até 40% com uso de Inibidores
da COMT.
ANTIPARKINSONIANOS
8. EFEITOS COLATERAIS
 Flutuações motoras, náuseas, alucinações e confusão mental,
hepatotoxidade.
 A decarboxilação periférica da levodopa pode produzir hipotensão
ortostática.
 Arritmias em pacientes com doenças cardíacas pré-instaladas.
 Em pacientes com doença de Parkinson mais avançada ou com
comprometimento cognitivo subjacente, os Inibidores da MAO-B podem
aumentar os efeitos motores e cognitivos adversos da terapia com levodopa.
Podendo também causar ansiedade e insônia.
ANTIPARKINSONIANOS
9. CONTRAINDICAÇÕES
 Não se deve usar simultaneamente inibidores da monoaminoxidase-A e
carbidopa + levodopa (exceto Inibidores da MAO-B em doses baixas).
 Dada a possibilidade da Levodopa ativar o melanoma maligno, este
medicamento não deve ser utilizado em pacientes com lesões cutâneas
suspeitas e não diagnosticadas ou com histórico de melanoma.
 Inibidores da MAO-B são contra indicados para pacientes com
conhecida hipersensibilidade a selegilina, e para pacientes que recebem
meperidina e outros opióides.
ANTIPARKINSONIANOS
9. CONTRAINDICAÇÕES
 Os Anticolinérgicos são contraindicados em pacientes com glaucoma
de ângulo fechado, miastenia, úlcera péptica estenosante, megacólon
e risco de retenção urinária.
 Inibidores da COMT(catecol-O-meteil transferase) são contra
indicados em pacientes com hipersensibilidade conhecida a
tolcapone ou a entacapone, com evidência de doença hepática ou
aumento de enzimas hepáticas.
ANTIPARKINSONIANOS E
ANESTÉSICOS GERAIS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 Gilman, G. As bases farmacológicas da terapêutica.
10ª ed. Ed: McGraw-Hill. RJ, 2005.
 Rang, Dale. Farmacologia. 6° ed. 2008

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Aula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
Aula - SNC - Tratamento da Doença de ParkinsonAula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
Aula - SNC - Tratamento da Doença de ParkinsonMauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula antiinflamatórios
Aula  antiinflamatóriosAula  antiinflamatórios
Aula antiinflamatóriosRenato Santos
 
Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides Safia Naser
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos AnsiolíticosAula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos AnsiolíticosJaqueline Almeida
 
Aula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
Aula - Farmacologia básica - FarmacodinâmicaAula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
Aula - Farmacologia básica - FarmacodinâmicaMauro Cunha Xavier Pinto
 
Farmacologia: Diabetes mellitus
Farmacologia: Diabetes mellitusFarmacologia: Diabetes mellitus
Farmacologia: Diabetes mellitusLeonardo Souza
 
Farmacodinâmica e farmacocinética
Farmacodinâmica e farmacocinéticaFarmacodinâmica e farmacocinética
Farmacodinâmica e farmacocinéticaanafreato
 
Analgésicos Opióides e Anticonvulsionantes
Analgésicos Opióides e AnticonvulsionantesAnalgésicos Opióides e Anticonvulsionantes
Analgésicos Opióides e AnticonvulsionantesSafia Naser
 
1 PRINCIPIOS DE FARMACOLOGIA.pdf
1 PRINCIPIOS DE FARMACOLOGIA.pdf1 PRINCIPIOS DE FARMACOLOGIA.pdf
1 PRINCIPIOS DE FARMACOLOGIA.pdfVivianeGomes694450
 
Aula - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de Fármacos
Aula  - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de FármacosAula  - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de Fármacos
Aula - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de FármacosMauro Cunha Xavier Pinto
 
Anti-hipertensivos
Anti-hipertensivosAnti-hipertensivos
Anti-hipertensivosresenfe2013
 

Mais procurados (20)

Aula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
Aula - SNC - Tratamento da Doença de ParkinsonAula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
Aula - SNC - Tratamento da Doença de Parkinson
 
Farmacodinâmica
FarmacodinâmicaFarmacodinâmica
Farmacodinâmica
 
Aula antiinflamatórios
Aula  antiinflamatóriosAula  antiinflamatórios
Aula antiinflamatórios
 
Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos AnsiolíticosAula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Ansiolíticos
 
FarmacocinéTica
FarmacocinéTicaFarmacocinéTica
FarmacocinéTica
 
Farmacologia das drogas do snc
Farmacologia das drogas do sncFarmacologia das drogas do snc
Farmacologia das drogas do snc
 
analgesicos
analgesicosanalgesicos
analgesicos
 
Aula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
Aula - Farmacologia básica - FarmacodinâmicaAula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
Aula - Farmacologia básica - Farmacodinâmica
 
Farmacologia: Diabetes mellitus
Farmacologia: Diabetes mellitusFarmacologia: Diabetes mellitus
Farmacologia: Diabetes mellitus
 
Introdução à farmacologia
Introdução à farmacologiaIntrodução à farmacologia
Introdução à farmacologia
 
Farmacodinâmica e farmacocinética
Farmacodinâmica e farmacocinéticaFarmacodinâmica e farmacocinética
Farmacodinâmica e farmacocinética
 
Analgésicos Opióides e Anticonvulsionantes
Analgésicos Opióides e AnticonvulsionantesAnalgésicos Opióides e Anticonvulsionantes
Analgésicos Opióides e Anticonvulsionantes
 
1 PRINCIPIOS DE FARMACOLOGIA.pdf
1 PRINCIPIOS DE FARMACOLOGIA.pdf1 PRINCIPIOS DE FARMACOLOGIA.pdf
1 PRINCIPIOS DE FARMACOLOGIA.pdf
 
Aula - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de Fármacos
Aula  - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de FármacosAula  - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de Fármacos
Aula - Farmacologia Básica - Metabolismo e Eliminação de Fármacos
 
Aula - SNC - Opioides
Aula  - SNC - OpioidesAula  - SNC - Opioides
Aula - SNC - Opioides
 
Antiinflamatorios
AntiinflamatoriosAntiinflamatorios
Antiinflamatorios
 
Aula - Anti-inflamatórios esteróidais
Aula - Anti-inflamatórios esteróidaisAula - Anti-inflamatórios esteróidais
Aula - Anti-inflamatórios esteróidais
 
Aula - SNC - Anticonvulsivantes
Aula -  SNC - AnticonvulsivantesAula -  SNC - Anticonvulsivantes
Aula - SNC - Anticonvulsivantes
 
Anti-hipertensivos
Anti-hipertensivosAnti-hipertensivos
Anti-hipertensivos
 

Destaque

Antiparkinsonianos
AntiparkinsonianosAntiparkinsonianos
AntiparkinsonianosSafia Naser
 
Farmacologia 12 antiparkinsonianos - med resumos (dez-2011)
Farmacologia 12   antiparkinsonianos - med resumos (dez-2011)Farmacologia 12   antiparkinsonianos - med resumos (dez-2011)
Farmacologia 12 antiparkinsonianos - med resumos (dez-2011)Jucie Vasconcelos
 
Aula antidepressivos
Aula  antidepressivosAula  antidepressivos
Aula antidepressivosRenato Santos
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antidepressivos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos AntidepressivosAula de Farmacologia sobre Fármacos Antidepressivos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos AntidepressivosJaqueline Almeida
 
Ansiolitico, hipnotico e sedativos
Ansiolitico, hipnotico e sedativosAnsiolitico, hipnotico e sedativos
Ansiolitico, hipnotico e sedativosMagda de Souza Assis
 
Farmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagemFarmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagemAna Hollanders
 
7 Ansioliticos
7  Ansioliticos7  Ansioliticos
7 Ansioliticosdrbobe
 
Drogas origem sintética
Drogas origem sintéticaDrogas origem sintética
Drogas origem sintéticabelavideira
 
Fármacos analgésicos e antipiréticos
Fármacos analgésicos e antipiréticosFármacos analgésicos e antipiréticos
Fármacos analgésicos e antipiréticosDmoney Ptc
 

Destaque (20)

Antiparkinsonianos
AntiparkinsonianosAntiparkinsonianos
Antiparkinsonianos
 
Farmacologia 12 antiparkinsonianos - med resumos (dez-2011)
Farmacologia 12   antiparkinsonianos - med resumos (dez-2011)Farmacologia 12   antiparkinsonianos - med resumos (dez-2011)
Farmacologia 12 antiparkinsonianos - med resumos (dez-2011)
 
Antidepressivos
AntidepressivosAntidepressivos
Antidepressivos
 
Aula antidepressivos
Aula  antidepressivosAula  antidepressivos
Aula antidepressivos
 
ANTIDEPRESSIVOS
ANTIDEPRESSIVOSANTIDEPRESSIVOS
ANTIDEPRESSIVOS
 
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antidepressivos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos AntidepressivosAula de Farmacologia sobre Fármacos Antidepressivos
Aula de Farmacologia sobre Fármacos Antidepressivos
 
Medicamentos antiparkinsonianos.ppt fármaco mvm
Medicamentos antiparkinsonianos.ppt fármaco mvmMedicamentos antiparkinsonianos.ppt fármaco mvm
Medicamentos antiparkinsonianos.ppt fármaco mvm
 
ANTIPARKINSONIANOS
ANTIPARKINSONIANOSANTIPARKINSONIANOS
ANTIPARKINSONIANOS
 
Analgésicos e Anestésicos Cristiano
Analgésicos e Anestésicos CristianoAnalgésicos e Anestésicos Cristiano
Analgésicos e Anestésicos Cristiano
 
Mal de Parkinson(fisiopatologia)
Mal de Parkinson(fisiopatologia)Mal de Parkinson(fisiopatologia)
Mal de Parkinson(fisiopatologia)
 
Anestesicos locais foa
Anestesicos locais   foaAnestesicos locais   foa
Anestesicos locais foa
 
Ansiolitico, hipnotico e sedativos
Ansiolitico, hipnotico e sedativosAnsiolitico, hipnotico e sedativos
Ansiolitico, hipnotico e sedativos
 
Fármacos ansiolíticos
Fármacos ansiolíticosFármacos ansiolíticos
Fármacos ansiolíticos
 
Farmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagemFarmacologia para enfermagem
Farmacologia para enfermagem
 
7 Ansioliticos
7  Ansioliticos7  Ansioliticos
7 Ansioliticos
 
7ª aula classes de medicamentos
7ª aula   classes de medicamentos7ª aula   classes de medicamentos
7ª aula classes de medicamentos
 
Drogas origem sintética
Drogas origem sintéticaDrogas origem sintética
Drogas origem sintética
 
Antipsicoticos teste
Antipsicoticos  testeAntipsicoticos  teste
Antipsicoticos teste
 
Fármacos analgésicos e antipiréticos
Fármacos analgésicos e antipiréticosFármacos analgésicos e antipiréticos
Fármacos analgésicos e antipiréticos
 
Ketamina
KetaminaKetamina
Ketamina
 

Semelhante a Antiparkinsonianos e Anestésicos Gerais

Apresentacao Andre 31072008
Apresentacao Andre  31072008Apresentacao Andre  31072008
Apresentacao Andre 31072008andre alves
 
Fármacos utilizados-para-a-inducao-da-anestesia
Fármacos utilizados-para-a-inducao-da-anestesiaFármacos utilizados-para-a-inducao-da-anestesia
Fármacos utilizados-para-a-inducao-da-anestesiaKaren Kaline
 
Anestesiologia 08 anestesia inalatória - med resumos (set-2011)
Anestesiologia 08   anestesia inalatória - med resumos (set-2011)Anestesiologia 08   anestesia inalatória - med resumos (set-2011)
Anestesiologia 08 anestesia inalatória - med resumos (set-2011)Jucie Vasconcelos
 
powerpointanestesia11-140308085741-phpapp01.pptx
powerpointanestesia11-140308085741-phpapp01.pptxpowerpointanestesia11-140308085741-phpapp01.pptx
powerpointanestesia11-140308085741-phpapp01.pptxProfYasminBlanco
 
Sistema Respiratório - Casos Clínicos - Farmacologia
Sistema Respiratório - Casos Clínicos - FarmacologiaSistema Respiratório - Casos Clínicos - Farmacologia
Sistema Respiratório - Casos Clínicos - FarmacologiaRAYANE DORNELAS
 
ANTONIO INACIO FERRAZ-ESTUDANTE DE FARMÁCIA EM CAMPINAS SP.
ANTONIO INACIO FERRAZ-ESTUDANTE DE FARMÁCIA EM CAMPINAS SP.ANTONIO INACIO FERRAZ-ESTUDANTE DE FARMÁCIA EM CAMPINAS SP.
ANTONIO INACIO FERRAZ-ESTUDANTE DE FARMÁCIA EM CAMPINAS SP.ANTONIO INACIO FERRAZ
 
Anestesiologia 09 anestesia venosa - med resumos (set-2011)
Anestesiologia 09   anestesia venosa - med resumos (set-2011)Anestesiologia 09   anestesia venosa - med resumos (set-2011)
Anestesiologia 09 anestesia venosa - med resumos (set-2011)Jucie Vasconcelos
 
Neurologia – caso clínico
Neurologia – caso clínicoNeurologia – caso clínico
Neurologia – caso clínicoGisele Doula
 
aula_03_antihipertensivos_parte_2 (3).pdf
aula_03_antihipertensivos_parte_2 (3).pdfaula_03_antihipertensivos_parte_2 (3).pdf
aula_03_antihipertensivos_parte_2 (3).pdfAngelicaCostaMeirele2
 
Sindrome de propofol
Sindrome de propofolSindrome de propofol
Sindrome de propofolalmace
 
Farmacologia dos anestésicos venosos
Farmacologia dos anestésicos venososFarmacologia dos anestésicos venosos
Farmacologia dos anestésicos venososLeandro de Carvalho
 

Semelhante a Antiparkinsonianos e Anestésicos Gerais (20)

Anestésicos gerais
Anestésicos geraisAnestésicos gerais
Anestésicos gerais
 
Apresentacao Andre 31072008
Apresentacao Andre  31072008Apresentacao Andre  31072008
Apresentacao Andre 31072008
 
Fármacos utilizados-para-a-inducao-da-anestesia
Fármacos utilizados-para-a-inducao-da-anestesiaFármacos utilizados-para-a-inducao-da-anestesia
Fármacos utilizados-para-a-inducao-da-anestesia
 
Anestesiologia 08 anestesia inalatória - med resumos (set-2011)
Anestesiologia 08   anestesia inalatória - med resumos (set-2011)Anestesiologia 08   anestesia inalatória - med resumos (set-2011)
Anestesiologia 08 anestesia inalatória - med resumos (set-2011)
 
6 opioides
6 opioides6 opioides
6 opioides
 
powerpointanestesia11-140308085741-phpapp01.pptx
powerpointanestesia11-140308085741-phpapp01.pptxpowerpointanestesia11-140308085741-phpapp01.pptx
powerpointanestesia11-140308085741-phpapp01.pptx
 
Anest inal
Anest inalAnest inal
Anest inal
 
Sistema Respiratório - Casos Clínicos - Farmacologia
Sistema Respiratório - Casos Clínicos - FarmacologiaSistema Respiratório - Casos Clínicos - Farmacologia
Sistema Respiratório - Casos Clínicos - Farmacologia
 
Anestesico
AnestesicoAnestesico
Anestesico
 
ANTONIO INACIO FERRAZ-ESTUDANTE DE FARMÁCIA EM CAMPINAS SP.
ANTONIO INACIO FERRAZ-ESTUDANTE DE FARMÁCIA EM CAMPINAS SP.ANTONIO INACIO FERRAZ-ESTUDANTE DE FARMÁCIA EM CAMPINAS SP.
ANTONIO INACIO FERRAZ-ESTUDANTE DE FARMÁCIA EM CAMPINAS SP.
 
Anestesiologia 09 anestesia venosa - med resumos (set-2011)
Anestesiologia 09   anestesia venosa - med resumos (set-2011)Anestesiologia 09   anestesia venosa - med resumos (set-2011)
Anestesiologia 09 anestesia venosa - med resumos (set-2011)
 
Drogas vasoativas
Drogas vasoativasDrogas vasoativas
Drogas vasoativas
 
Neurologia – caso clínico
Neurologia – caso clínicoNeurologia – caso clínico
Neurologia – caso clínico
 
879 4816-1-pb
879 4816-1-pb879 4816-1-pb
879 4816-1-pb
 
aula_03_antihipertensivos_parte_2 (3).pdf
aula_03_antihipertensivos_parte_2 (3).pdfaula_03_antihipertensivos_parte_2 (3).pdf
aula_03_antihipertensivos_parte_2 (3).pdf
 
Drogas vasoativas
Drogas vasoativasDrogas vasoativas
Drogas vasoativas
 
Sindrome de propofol
Sindrome de propofolSindrome de propofol
Sindrome de propofol
 
Aula de Farnacologia 5
Aula de Farnacologia  5Aula de Farnacologia  5
Aula de Farnacologia 5
 
Farmacologia dos anestésicos venosos
Farmacologia dos anestésicos venososFarmacologia dos anestésicos venosos
Farmacologia dos anestésicos venosos
 
Farmacologia!0
Farmacologia!0Farmacologia!0
Farmacologia!0
 

Mais de Aillyn F. Bianchi, Faculdade de Medicina - UNIC

Mais de Aillyn F. Bianchi, Faculdade de Medicina - UNIC (19)

Aneurisma de Aorta
Aneurisma de AortaAneurisma de Aorta
Aneurisma de Aorta
 
Prevalência de pacientes tabagistas em uso de psicotrópicos
Prevalência de pacientes tabagistas em uso de psicotrópicosPrevalência de pacientes tabagistas em uso de psicotrópicos
Prevalência de pacientes tabagistas em uso de psicotrópicos
 
Cirurgia Neonatal - Onfalocele e Gastrosquise
Cirurgia Neonatal - Onfalocele e GastrosquiseCirurgia Neonatal - Onfalocele e Gastrosquise
Cirurgia Neonatal - Onfalocele e Gastrosquise
 
Pé Diabético
Pé DiabéticoPé Diabético
Pé Diabético
 
Pré e Pós Operatório em Cirurgia
Pré e Pós Operatório em CirurgiaPré e Pós Operatório em Cirurgia
Pré e Pós Operatório em Cirurgia
 
Resposta Orgânica ao Trauma
Resposta Orgânica ao TraumaResposta Orgânica ao Trauma
Resposta Orgânica ao Trauma
 
Nutrição em Cirurgia
Nutrição em CirurgiaNutrição em Cirurgia
Nutrição em Cirurgia
 
Meningite e Interpretação do LCR
Meningite e Interpretação do LCRMeningite e Interpretação do LCR
Meningite e Interpretação do LCR
 
Trauma Cranioencefálico - Urgência & Emergência
Trauma Cranioencefálico - Urgência & EmergênciaTrauma Cranioencefálico - Urgência & Emergência
Trauma Cranioencefálico - Urgência & Emergência
 
Hipertensão Portal
Hipertensão PortalHipertensão Portal
Hipertensão Portal
 
TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo
TOC - Transtorno Obsessivo CompulsivoTOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo
TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo
 
Obstrução Arterial Aguda
Obstrução Arterial AgudaObstrução Arterial Aguda
Obstrução Arterial Aguda
 
Síndrome de Down
Síndrome de Down   Síndrome de Down
Síndrome de Down
 
Vigilância sanitária: Proteção e Defesa da Saúde
Vigilância sanitária: Proteção e Defesa da SaúdeVigilância sanitária: Proteção e Defesa da Saúde
Vigilância sanitária: Proteção e Defesa da Saúde
 
Osteoartrose Na Terceira Idade
Osteoartrose Na Terceira IdadeOsteoartrose Na Terceira Idade
Osteoartrose Na Terceira Idade
 
Esclerodermia - Clínica Médica
Esclerodermia - Clínica MédicaEsclerodermia - Clínica Médica
Esclerodermia - Clínica Médica
 
A oferta de serviços
A oferta de serviços    A oferta de serviços
A oferta de serviços
 
Doença Ulcerosa Péptica
Doença Ulcerosa PépticaDoença Ulcerosa Péptica
Doença Ulcerosa Péptica
 
Pancreatite Aguda - Clínica Cirúrgica
Pancreatite Aguda - Clínica CirúrgicaPancreatite Aguda - Clínica Cirúrgica
Pancreatite Aguda - Clínica Cirúrgica
 

Último

Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgeryCarlos D A Bersot
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfGustavoWallaceAlvesd
 
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptAlberto205764
 
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdfManual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdfClivyFache
 
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃOeMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃOMayaraDayube
 
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptxCONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptxWenderSantos21
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASERTERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASERCarlaDaniela33
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASArtthurPereira2
 
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjdMedicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjdClivyFache
 
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptxENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptxcontatofelipearaujos
 

Último (10)

Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
 
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
 
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdfManual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
 
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃOeMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
 
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptxCONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 011.pptx
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASERTERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
 
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjdMedicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
 
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptxENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
 

Antiparkinsonianos e Anestésicos Gerais

  • 1. Aillyn Fernanda Bianchi Universidade de Cuiabá - Medicina XXIII – 2014/01 Farmacologia Aplicada – Atividade Parcial – 2º bim ANTIPARKINSONIANOS E ANESTÉSICOS GERAIS
  • 3. ANTIPARKINSONIANOS E ANESTÉSICOS GERAIS 1. INTRODUÇÃO 2. CONCEITO 3. CLASSIFICAÇÃO 4. NOMENCLATURA 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA 6. MECANISMOS DE AÇÃO 7. USOS CLÍNICOS 8. EFEITOS COLATERAIS 9. CONTRAINDICAÇÕES
  • 4. ANESTÉSICOS GERAIS 1. INTRODUÇÃO  Muitos fármacos, incluindo, por exemplo, o etanol e a morfina, podem produzir um estado de insensibilidade e indiferença à dor, porém não são usados como anestésicos.  Para que um fármaco seja útil como anestésico, ele tem que ser prontamente controlável, de forma que a indução e a recuperação sejam rápidas.  Deve procurar permitir que o nível de anestesia seja ajustado conforme o necessário durante a cirurgia.  Por esta razão, foi apenas quando os anestésicos inalatórios foram inicialmente descobertos, em 1846, que a maioria das operações cirúrgicas se tornou uma possibilidade prática.  Até aquele tempo os cirurgiões confiavam ser capazes de operar pacientes em contenção e com grande velocidade, e a maioria das cirurgias eram amputações.  A inalação é, ainda, a vida de administração mais comum para os anestésicos, embora a indução seja executada, usualmente, com agentes intravenosos.
  • 6. ANESTÉSICOS GERAIS 2. CONCEITO  Os anestésicos gerais são usados para que os pacientes não tenham consciência, nem respondam aos estímulos dolorosos durante os procedimentos cirúrgicos.  São administrados sistemicamente.  Exercem seus principais efeitos no sistema nervoso central.  Embora hoje usemos sem pensar, os anestésicos gerais são os fármacos que pavimentaram o caminho para a moderna cirurgia.
  • 7. ANESTÉSICOS GERAIS 3. CLASSIFICAÇÃO ANESTÉSICOS INALATÓRIOS ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS
  • 8. ANESTÉSICOS GERAIS 4. NOMENCLATURA  ANESTÉSICOS INALATÓRIOS: Halotano, Óxido nítrico, Enflurano, Isoflurano, Éter.  ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS: Tiopental, etomidato e propofol, cetamina e midazolam.
  • 9. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA  Os pulmões são a única via quantitativamente importante pela quais os anestésicos inalatórios entram e saem do corpo.  Os anestésicos são moléculas lipossolúveis que cruzam rapidamente a membrana dos alvéolos.  O coeficiente de participação sangue:gás (solubilidade no sangue) é o principal fator que determina a velocidade de indução e de recuperação de um anestésico inalatório.  Quanto menor esse coeficiente, mais rápida a indução e recuperação.
  • 10. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA  O coeficiente de partição óleo:gás (solubilidade na gordura) determina a potencia de um anestésico também influencia na sua distribuição pelo corpo. Seu efeito é que a alta solubilidade retarda a recuperação da anestesia.  A cinética de transferência do anestésico entre o ar inspirado e o sangue arterial , determina, portanto, a cinética do efeito farmacológico.  Fatores fisiológicos:  - Taxa de ventilação alveolar  - Débito cardíaco
  • 11. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA  As indução e recuperação rápidas são propriedades importantes de um agente anestésico, permitindo um controle flexível da profundidade da anestesia.  As velocidades de indução e recuperação são determinadas por duas propriedades dos anestésico: solubilidade no sangue e solubilidade na gordura.  Os agentes com coeficientes de participação baixos produzem indução e recuperação rápidas (ex: Óxido nitroso, desflurano), agentes com alto coeficiente de participação mostram indução e recuperação lentas (ex: Halotano).  Agentes com alta solubilidade lipídica (ex: Halotano) acumulam-se gradualmente na gordura corporal e podem produzir ‘ressaca’ prolongada se usados para a cirurgia.
  • 12. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA METABOLISMO E TOXICIDADE DOS ANESTÉSICOS INALATÓRIOS  O metabolismo podem gerar metabólitos tóxicos. A exposição crônica pó longos períodos leva a toxicidade hepática.
  • 13. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA HALOTANO  É um anestésico amplamente usado, porém seu uso esta em declínio em favor do isoflurano e outros fármacos.  Indução e a recuperação são rápidas, é altamente potente e pode causar insuficiência respiratória e cardiovascular.  Provoca queda da pressão sanguínea (depressão miocárdica e vasodilatação).  O halotano não é analgésico e tem efeito relaxante no útero, o que limita seu uso com propósito obstétricos. EFEITOS ADVERSOS  O halotano sensibiliza o coração à adrenalina, predispondo à arritmias cardíacas. E mais raramente hepatotoxicidade e/ou hipertermia maligna.
  • 14. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA HALOTANO
  • 15. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA ÓXIDO NITROSO  É um gás inodoro, e sua ação é rápida por causa do seu baixo coeficiente de participação.  É um analgésico efetivo em concentrações baixas para causar inconsciência.  Sua potencia é baixa - não produz anestesia cirúrgica. EFEITOS ADVERSOS  Presentes apenas após a exposição prolongada (>6h), causando inativação da metionina sintase, resultando em depressão da medula óssea que pode causar anemia e leucopenia.
  • 16. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA ÓXIDO NITROSO
  • 17. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA ENFLURANO  Éter halogenado similar ao halotano em sua potência e na velocidade moderada de indução.  Foi introduzido substituindo o metoxiflurano, por produzir menos fluoreto com isso menos toxicidade renal, além de que seu início de indução e recuperação são mais rápidos. EFEITOS ADVERSOS  Sua principal desvantagem é que ele pode causar convulsões, tanto durante a indução quanto em seguida à recuperação anestésica. Pode provocar hipertermia maligna.
  • 18. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA ENFLURANO
  • 19. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA ISOFLURANO, DESFLURANO E SEVOFLURANO  O isoflurano é o anestésico volátil mais amplamente utilizado.  É muito similar ao enfllurano, porém não é apreciavelmente metabolizado e não apresenta propriedades pro convulsivantes do enflurano.  Pode causar hipotensão e é um potente dilatador coronariano. Isso pode exacerbar a isquemia cardíaca nos pacientes com doença coronariana.  O desflurano é quimicamente similar ao isoflurano, porém sua menor solubilidade no sangue e na gordura significam que a indução e a recuperação são mais rápidas. É bastante utilizado para cirurgias simples.  O desflurano causa irritação do trato respiratório, o que pode levar a tosse e ao broncoespasmos.  O sevoflurano parece com o desflurano, porém é mais potente e não causa irritação respiratória. Assim como os outros halogenados, pode causar hipertermia maligna.
  • 20. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA AGENTES ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS  Agem muito mais rapidamente que os anestésicos inalatórios.  Produzindo inconsciência em 20 segundos, tão logo atinge o cérebro a partir do seu ponto de injeção.  São usados para a indução da anestesia.
  • 21. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA TIOPENTAL  O tiopental é o único barbitúrico remanescente usado como anestésico.  Apresenta alta solubilidade.  O ácido livre é insolúvel por isso é administrado como um sal de sódio. ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS  Sua ação se mantém por 5 a 10 minutos, pela sua alta lipossolubilidade.  O tiopental produz uma ressaca de longa duração.  Não é utilizado para manter a anestesia cirúrgica e sim, apenas como um agente de indução.
  • 22. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS  As ações do tiopental no sistema nervoso central são semelhante a dos anestésicos inalados, embora não ele não tenha efeito analgésico e possa causar profunda depressão respiratória.  Pode causar necrose tecidual local e ulceração ou grave espasmo arterial, se administrado no tecido perivascular ou em alguma artéria.  O tiopental , assim como outros barbitúricos, pode precipitar um ataque de porfiria nos indivíduos suscetíveis. TIOPENTAL
  • 23. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA TIOPENTAL
  • 24. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA ETOMIDATO  É mais preferível que o tiopental por conta da maior margem de segurança entre a dose anestésica e a dose necessária para produzir depressão respiratória e cardiovascular.  Além de ser metabolizado mais rapidamente, com isso apresenta menor probabilidade de apresentar ressaca prolongada.  É um similar do tiopental.  O etomidato particularmente com uso prolongado, suprime a produção de esteróides das supras renais.  Não deve ser usado em pacientes com insuficiência supra-renal.  É preferível ao tiopental nos pacientes com risco de insuficiência circulatória.
  • 25. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA ETOMIDATO
  • 26. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA PROPOFOL  Apresenta propriedade similar ao tiopental, porém tem a vantagem de ser rapidamente metabolizado.  Permite recuperação rápida sem nenhum efeito “ressaca”.  Usado em infusão continua para manter a anestesia cirúrgica sem a necessidade de agente inalatório algum.  É particularmente útil para cirurgias mais simples.
  • 27. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA PROPOFOL
  • 28. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA OUTROS AGENTES INDUTORES CETAMINA  Produz efeito similar à anestesia e profunda analgesia.  Atua bloqueando a ativação de um receptor de aminoácido excitatório.  Administrada intravenosamente, a cetamina age mais lentamente que o tiopental e produz efeito diferente.  ‘Anestesia dissociativa’, no qual há marcante perda sensorial e anestesia, bem como amnésia e paralisia dos movimentos, sem perda real da consciência.
  • 29. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA CETAMINA
  • 30. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA MIDAZOLAM  Trata-se de um benzodiazepínico.  Não causa depressão respiratória ou cardiovascular.  É frequentemente usado como sedativo pré- operatório e durante procedimentos como a endoscopia, onde a anestesia completa é necessária.
  • 31. ANESTÉSICOS GERAIS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA MIDAZOLAM
  • 32. ANESTÉSICOS GERAIS 6. MECANISMOS DE AÇÃO  Há duas teorias para explicar o mecanismo de ação dos anestésicos.  A teoria lipídica é explicada pelo efeito da solubilidade lipídica na concentração do anestésico (Não é muito esclarecida).  E através de efeitos nos canais iônicos, inibindo esses canais excitatórios (especialmente receptores do glutamato).  Facilitando os canais inibitórios (particularmente o GABA, porém também da glicina e certos canais de potássio).  As alterações têm como alvo domínios hidrofóbicos específicos das proteínas do canal.
  • 33. ANESTÉSICOS GERAIS  Os anestésicos diferem em suas ações e afetam a função celular de várias maneiras, de forma que é improvável que uma teoria unitária seja suficiente para explicar sua ação.  Em nível celular os anestésicos afetam a transmissão sináptica e não a condução axonal.  A liberação dos transmissores excitatórios e a resposta dos receptores pós-sinápticos são inibidas.  A transmissão inibitória pelo GABA é reforçada pela maioria dos anestésicos.
  • 35. ANESTÉSICOS GERAIS 7. USOS CLÍNICOS Os ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS são usados para:  Indução anestésica (tiopental, etomidato).  Manutenção da anestesia durante a cirurgia (propofol administrado em combinação com relaxantes musculares e analgésicos).  Os anestésicos inalatórios (gases ou líquidos voláteis) são usados para a manutenção da anestesia.
  • 36. ANESTÉSICOS GERAIS  Os pontos a observar são: líquidos voláteis (halotano , sevoflurano) são vaporizados com o ar, como oxigênio.  A hepatotoxicidade pelo halotano ocorre com mais freqüência após exposição repetida.  Todos os anestésicos inalatórios podem desencadear a hipertermia maligna em indivíduos suscetíveis.
  • 37. ANESTÉSICOS GERAIS Os ANESTÉSICOS INALATÓRIOS são usados para:  Raramente são usados sozinhos.  Na pratica, os efeitos de perda da consciência, analgesia, e relaxamento muscular são produzidos por uma combinação de fármacos.  Cirurgia  produzir inconsciência rapidamente  indutor intravenoso(propofol)  para manter a inconsciência e produzir analgesia  agentes inalatórios (oxido nitroso e halotano) que podem ser suplementados por um agente analgésico intravenoso (opiácio) e para produzir paralisia muscular com um fármaco bloqueador neuromuscular (atracúrio).  Este tipo de procedimento, de combinação de fármacos anestésicos, resulta em indução e recuperação muito mais rápidos, evitando longos períodos de semiconsciência e permitindo que a cirurgia seja executada com relativamente pouco comprometimento dos reflexos homeostáticos.
  • 38. ANESTÉSICOS GERAIS 8. EFEITOS COLATERAIS  Os anestésicos gerais agem no sistema nervoso central e no sistema cardiovascular e respiratório.  No sistema nervoso central o principal efeito é a inibição da transmissão sináptica.  Causam inconsciência, perda dos reflexos (relaxamento muscular) e analgesia.  À medida que a concentração dos anestésicos é aumentada, todas as funções cerebrais são afetadas, incluindo o controle motor e a atividade reflexa, a respiração e a regulação autônoma.  Quase todos os anestésicos diminuem a contratilidade cardíaca e deprimem marcantemente a respiração.  Em doses supra - anestésicas, todos os agentes anestésicos podem causar morte por perda dos reflexos cardiovasculares e paralisia respiratória.
  • 40. ANESTÉSICOS GERAIS 9. CONTRAINDICAÇÕES  Dependem de uma série de fatores, tais como: • Estado de saúde do paciente. • Fármacos a serem utilizados. • Risco de choque anafilático. • Paciente que apresenta risco de broncoaspiração • Dificuldade respiratória.
  • 43. ANTIPARKINSONIANOS 1. INTRODUÇÃO  Está associada a agregados de α-sinucleína (uma proteína normalmente envolvida com a reciclagem de vesículas) na forma de corpos de Lewy característicos.  Frequentemente é idiopática, porém pode ser consequente a um acidente vascular cerebral ou infecção viral; pode ser induzida por fármacos (antipsicóticos).  Podem também ocorrer, raramente, formas hereditárias, em associação a diversas mutações genéticas, incluindo a α-sinucleína.  Associada à degeneração precoce de neurônios nigroestriatais dopaminérgicos e, posteriormente, à neurodegeneração mais geral.  Pode ser induzida por 1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina (MPTP), uma neurotoxina que afeta neurônios dopaminérgicos.  Neurotoxinas ambientais similares, assim como fatores genéticos, podem estar implicadas na doença de Parkinson humana.
  • 45. ANTIPARKINSONIANOS 2. CONCEITO  A Doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa.  Compromete os gânglios da base, causando hipocinesia, tremor em repouso e rigidez muscular, frequentemente acompanhada de demência e disfunção autônoma.
  • 47. ANTIPARKINSONIANOS 3. CLASSIFICAÇÃO  Levodopa (em geral, em associação com carbidopa e entacapona).  Agonistas da dopamina (p. ex., pramipexol, ropinirol, bromocriptina).  Inibidores da monoamino-oxidase B (MAO-B) (p. ex., selegilina, rasagilina).  Amantadina (acredita-se que atue ao liberar dopamina) e antagonistas dos receptores muscarínicos da acetilcolina (p. ex., benztropina) são ocasionalmente usados. OBS: Nenhum dos fármacos usados para tratar a DP afeta a progressão da doença.
  • 49. ANTIPARKINSONIANOS 4. NOMENCLATURA  Drogas que aumentam a atividade dopaminérgica: - Carbidopa/Levodopa  Inibidores da MAO-B: - Selegilina  Anticolinérgicos: - Triexifenidil - Mexilato de Benzotropina - Cloridrato de difenidroamina  Agonistas Dopaminergicos: - Bromocriptina - Pergolida - Ropinirol - Pramipexol  Inibidores da COMT (catecol- O-meteil transferase): - Tolcapone - Entacapone  Amantadina
  • 50. ANTIPARKINSONIANOS 5. AÇÃO FARMACOLÓGICA  As drogas que aumentam a atividade dopaminérgica têm efeito em reduzir a incapacitação, prolongando a capacidade do paciente de se manter independente.  Os fármacos inibidores da MAO-B A monoamina-oxidase é uma enzima que degrada as catecolaminas (como a dopamina) e a sua inibição tem fundamental importancia no Parkinson, sua inibição culmina em um aumento na concentração de Dopamina.  Anticolinérgicos apresentam benefício em reduzir o tremor e a rigidez, mas sem efeito sobre a acinesia.
  • 51. ANTIPARKINSONIANOS  A ação farmacológica da Amantadina consiste em pequeno efeito sobre os sintomas parkinsonianos, mas apresenta bom efeito sobre as discinesias.  Os agonistas dopaminérgicos ajudam no controle dos sintomas cardinais, com a vantagem de, em longo prazo, contribuírem menos frequentemente para a ocorrência de discinesias em comparação com a levodopa.  Os Inibidores da COMT (catecol-O-meteil transferase) não tem qualquer efeito antiparkinsoniano se não forem administrados em associação com a levodopa. AÇÃO FARMACOLÓGICA
  • 55.
  • 56. ANTIPARKINSONIANOS 6. MECANISMOS DE AÇÃO  INIBIDORES DA MAO-B SELEGILINA - É um inibidor irreversível da monoaminoxidase B (MAO B), que reduz o catabolismo cerebral de dopamina, bloqueando a formação de radicais livres, aumentando concentração dela. A inibição da MAO-B protege a dopamina da degradação intraneural.
  • 58. ANTIPARKINSONIANOS 6. MECANISMOS DE AÇÃO ANTICOLINÉRGICOS Na doença de Parkinson, a depleção de dopamina resulta num estado de relativa sensibilidade colinérgica. Assim, os anticolinérgicos bloqueiam os receptores de acetilcolina, melhorando os sintomas parkinsonianos. • Triexifenidil • Mexilato de Benzotropina • Cloridrato de Difenidramina
  • 59. ANTIPARKINSONIANOS 6. MECANISMOS DE AÇÃO Mexilato de Benzotropina
  • 61. ANTIPARKINSONIANOS 6. MECANISMOS DE AÇÃO AMANTADINA É um agente antiviral que bloqueia receptores NMDA e de aceticolina. Demonstrou atividade antiparkinsoniana, mas o mecanismo de ação não está bem determinado, embora se saiba que aumenta a liberação de dopamina, bloqueia sua recaptação, estimula o receptor de dopamina e, possivelmente, tem efeitos anticolinérgicos periféricos.
  • 63. ANTIPARKINSONIANOS 6. MECANISMOS DE AÇÃO  AGONISTAS DOPAMINÉRGICOS Age estimulando diretamente receptores dopaminérgicos no corpo estriado do cérebro, não havendo necessidade de conversão da droga para um metabólito ativo que exerça seus efeitos farmacodinâmicos. Além disso, a meia-vida da maioria das medicações dessa classe é mais longa que a meia- vida das formulações de liberação regular da levodopa. Existem diferenças entre as drogas agonistas dopaminérgicas: alguns medicamentos (bromocriptina e pergolida) são derivados do ergot, sendo agonistas dos receptores D1 e D2; outros (pramipexol, ropinirol) não são derivados do ergot e agem de forma mais seletiva, estimulando receptores D2 e D3. Bromocriptina Pergolida Ropinirol Pramipexol
  • 64. ANTIPARKINSONIANOS 6. MECANISMOS DE AÇÃO Agonistas Dopaminérgicos
  • 65. ANTIPARKINSONIANOS 6. MECANISMOS DE AÇÃO Agonistas Dopaminérgicos
  • 66. ANTIPARKINSONIANOS 6. MECANISMOS DE AÇÃO Inibidores da COMT (catecol-O-meteil transferase) A levodopa é metabolizada perifericamente por duas enzimas: a decarboxilase e a COMT. Mesmo sendo regularmente administrada em associação com um inibidor da decarboxilase, a ação da COMT periférica converte a levodopa em 3-O-metildopa (3-OMD) e somente 10% da droga chega intacta ao cérebro. Dessa forma, essa classe de medicações age inibindo o metabolismo periférico de levodopa, aumentando assim a quantidade de levodopa intacta que chega ao sistema nervoso central. Aumentam a meia-vida em até 50%. Além dessa ação periférica, o tolcapone, uma das medicações dessa classe, também inibe a COMT no cérebro.
  • 67. ANTIPARKINSONIANOS 7. USOS CLÍNICOS  Em pacientes com mais de 70 anos ou com prejuízo funcional grave ou cognitivo (independentes da idade), Levodopa é a melhor escolha para tratamento inicial.  Os Inibidores da MAO-B podem ser usados preferencialmente em pacientes em tratamento inicial com sintomas leves e sem prejuizo funcional.  Estas medicações são particularmente eficazes em pacientes com tremor intenso, principalmente em pacientes jovens com função cognitiva preservada.
  • 68. ANTIPARKINSONIANOS 7. USOS CLÍNICOS  A Amantadina Perde seu efeito de 6 meses a um ano, porém é um bom coadjuvante no tratamento da doença de Parkinson.  Agonistas Dopaminérgicos são Drogas de escolha em pacientes sintomáticos, principalmente jovens e pode ser usado como monoterapia em pacientes com sintomas leves a moderados.  Em pacientes que usam Levodopa e ainda apresentam sintomas parkinsonianos, a associação com um Inibidor da COMT melhora principalmente para aqueles que apresentam flutuações motoras.  Em estudos bem controlados, demonstrou-se uma redução dos períodos de função motora muito comprometida (períodos de off) em até 40% com uso de Inibidores da COMT.
  • 69. ANTIPARKINSONIANOS 8. EFEITOS COLATERAIS  Flutuações motoras, náuseas, alucinações e confusão mental, hepatotoxidade.  A decarboxilação periférica da levodopa pode produzir hipotensão ortostática.  Arritmias em pacientes com doenças cardíacas pré-instaladas.  Em pacientes com doença de Parkinson mais avançada ou com comprometimento cognitivo subjacente, os Inibidores da MAO-B podem aumentar os efeitos motores e cognitivos adversos da terapia com levodopa. Podendo também causar ansiedade e insônia.
  • 70. ANTIPARKINSONIANOS 9. CONTRAINDICAÇÕES  Não se deve usar simultaneamente inibidores da monoaminoxidase-A e carbidopa + levodopa (exceto Inibidores da MAO-B em doses baixas).  Dada a possibilidade da Levodopa ativar o melanoma maligno, este medicamento não deve ser utilizado em pacientes com lesões cutâneas suspeitas e não diagnosticadas ou com histórico de melanoma.  Inibidores da MAO-B são contra indicados para pacientes com conhecida hipersensibilidade a selegilina, e para pacientes que recebem meperidina e outros opióides.
  • 71. ANTIPARKINSONIANOS 9. CONTRAINDICAÇÕES  Os Anticolinérgicos são contraindicados em pacientes com glaucoma de ângulo fechado, miastenia, úlcera péptica estenosante, megacólon e risco de retenção urinária.  Inibidores da COMT(catecol-O-meteil transferase) são contra indicados em pacientes com hipersensibilidade conhecida a tolcapone ou a entacapone, com evidência de doença hepática ou aumento de enzimas hepáticas.
  • 72. ANTIPARKINSONIANOS E ANESTÉSICOS GERAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  Gilman, G. As bases farmacológicas da terapêutica. 10ª ed. Ed: McGraw-Hill. RJ, 2005.  Rang, Dale. Farmacologia. 6° ed. 2008