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Acessibilidade
em Bibliotecas
      Digitais



 ©2012 Cláudio Diniz Alves e Janicy Rocha
O conceito de biblioteca digital ainda não é único e nem definitivo,
mas uma das definições correntes é que a informação que ela contém
existe apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentes
de armazenagem e ser acessada tanto em locais específicos quanto
remotamente pelas redes de computadores.
ROSETTO, M. Bibliotecas Digitais – Cenário e Perspectivas. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.4, n.1, p. 101-130, jan./jun. 2008.

Outros termos são usados na literatura referindo-se a bibliotecas
digitais, como, repositórios digitais, bibliotecas virtuais,
bibliotecas eletrônicas, repositórios institucionais. Mesmo
tendo suas especificidades, todos possuem o mesmo objetivo: o
compartilhamento de informações digitais.
Sistemas de biblioteca digital são usados para o armazenamento e
disponibilização de objetos digitais de forma remota. Universidades
fazem uso intenso desses sistemas, para publicação de sua produção
local, que também têm potencial de desempenhar papel importante
em cursos de Educação à Distância (EAD). A legislação brasileira,
pelo “Decreto nº 5.622, de 9 de novembro de 2005”, estabelece que
cursos nessa modalidade devem oferecer bibliotecas adequadas, com
acervo on-line que atendam a seus estudantes.


RECK, J. G. S. Bibliotecas Digitais Acessíveis: Promovendo o Acesso à Informação com Recursos
da Informática. 2010. Universidade Federal do Pampa (Bacharelado em Ciência da Computação.)
Características das Bibliotecas Digitais
•		 Acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador conectado a uma rede;
•		 Utilização simultânea de um documento por uma ou mais pessoas;
•		 Inclusão de produtos e serviços de uma biblioteca ou centro de informação;
•		 Possibilidade de acessar não somente a referência bibliográfica, mas também o documento
  completo;
•		 Provisão de acesso em linha a outras fontes externas de informação (bibliotecas, museus,
  bancos de dados, instituições públicas e privadas);
•		 Utilização de maneira que a biblioteca local não necessite ser proprietária do documento
  solicitado pelo usuário;
•		 Utilização de diversos suportes de registro da informação tais como texto, som, imagem e
  números;
•		 Existência de unidade de gerenciamento do conhecimento, que inclui sistema inteligente ou
  especialista para ajudar na recuperação de informação mais relevante.
CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da Informação, Brasília,
v. 28, n. 3, p. 255-266, 1999.
“As Bibliotecas Digitais são sistemas de informação que propiciam
criação, gestão, distribuição e preservação de fontes complexas de
informação. Seu objetivo é permitir uma interação eficaz e eficiente
dos usuários que se beneficiam do seu conteúdo e serviços. Para que
se possa atingir o grau desejado de satisfação do usuário não pode-
se ignorar a acessibilidade web.”
CUSIN, C. A. VIDOTTI, S. A. B. G. Acessibilidade Web em Bibliotecas Digitais Universitárias. XV
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU).
O espaço digital passou, assim, a ser a via mais transitável por
todas as pessoas que procuram informações e dispõem de acesso
à Internet e aos computadores. E este pode ser um espaço mais
socialmente inclusivo, caso ofereça acessibilidade a todos,
respeitando suas capacidades e limitações.
Torres, E. F.; Mazzoni, A. A.; Alves, J. B. da M., A acessibilidade à informação no espaço digital,
2002, Ciência Informação.
A Declaração dos Direitos da Pessoa Usuária dos Serviços Prestados
por Profissionais da Informação, pela Federação Internacional das
Associações de Bibliotecários (IFLA), em 29 de março de 1999,
conclama os bibliotecários a:
          “garantirem e facilitarem o acesso a todas as
          manifestações do conhecimento e da atividade
          intelectual; a adquirirem, preservarem e tornarem
          acessíveis a mais ampla variedade de materiais que
          reflitam a pluralidade e a diversidade da sociedade”.
Não devemos pensar apenas na acessibilidade das páginas Web de
uma biblioteca digital, mas também do conteúdo disponibilizado a
partir desta e nas tecnologias assistivas que mediam o acesso a elas:
       •	 ocumentos PDF podem não ser acessíveis a leitores de tela
        d
        dependendo da forma como foram gerados,
       •	 ídeos devem ter legendas e/ou transcrição para LIBRAS,
        v
       •	 rquivos de áudio devem ser disponibilizados também no
        a
        formato texto para que sejam acessíveis a pessoas com
        surdez.
Conforme a NBR 15599/08, as bibliotecas, centros de informática e similares de uso público,
devem dispor de:
a)	 espaço construído e sinalizado corno especificado na ABNT NBR 9050;
b)	pessoal capacitado para atendimento de pessoas com deficiência;
c)	 acervo com versões de obras em meio sonoro e visual, ou serviços para que a versão
alternativa seja obtida e utilizada, tais como:
       •	programa de ampliação de tela;
       •	sistema de leitura de tela, sintetizador de voz e display Braille;
       •	thermoform e impressora Braille ou sistema de leitura de tela que tenha interação
         com linhas Braille;
       •	scanner, com sistema para reconhecimento ótico de caracteres;
       •	outros dispositivos facilitadores e adaptados para pessoa com deficiência, como
         resenhas gravadas em vídeo ou DVD, com a informação cultural e social;
       •	obras da literatura interpretadas em LIBRAS, Braille ou formato Daisy.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 15599 acessibilidade: comunicação na
prestação de serviço. Rio de Janeiro, 2008.
Biblioteca acessível x Biblioteca adaptada
A biblioteca acessível engloba a questão da acessibilidade física
e virtual, o serviço de referência adequado e o trabalho sobre as
habilidades dos usuários, no uso da informação, para que cheguem
ao acesso intelectual.
A biblioteca adaptada é aquela com as regras do desenho universal
para a acessibilidade física aplicada, ou seja, rampas, banheiros
adaptados, elevadores, maçanetas do tipo alavanca, sinaleiras
Braille, entre outras.
NASCIMENTO, Manuella Oliveira do. E-Acessibilidade em bibliotecas: uma análise sobre
disponibilidade, direito e limitações do acesso à informação na web. 2011. Bacharelado em
Biblioteconomia, UFRN.
Proposta de uma metodologia para estruturação de
serviços informacionais, para usuários cegos e com
visão subnormal (adaptável a outras deficiências).
SOUZA, Salete Cecília de. Acessibilidade: Uma Proposta de Metodologia de Estruturação
de Serviços Informacionais para Usuários Cegos e com Visão Subnormal em Biblioteca
Universitária. 2004. (Mestrado em Engenharia de Produção) - Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis, 2004.
a)	Conhecer o usuário a que se destina o serviço:
     •	 fazendo o levantamento dos alunos com deficiência
      matriculados na instituição;
     •	 utilizando os estudos de usuários e seus instrumentos de
      coleta de dados para se ter uma imagem prévia do usuário a
      ser atendido.
b)	 onhecer políticas, legislações, normas que possam prover ou
  C
interferir no processo;
     •	 É imprescindível conhecer as políticas, normas e leis não só
      da instituição, mas também do município, estado e país, além
      da normalização internacional. Também é preciso conhecer
      diferenças e relações entre conceitos básicos que circundam a
      questão e buscar trocas e parcerias com outras universidades e
      organizações.
c)	Conhecer a área física a ser disponibilizado o serviço:
     •	 O planejamento do espaço dedicado a usuários deficientes
      deve ser pensado por uma equipe composta pelo gestor da
      biblioteca, engenheiros, arquitetos e o Serviço Especializado
      em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho,
      tendo como documento norteador a norma NBR 9050/04, que
      trata da Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e
      Equipamentos Urbanos.
d)	 onhecer as técnicas e tecnologias a serem aplicadas:
  C
     •	 formando um grupo de trabalho entre biblioteca e Assessoria
      de Tecnologia da Informação;
     •	 identificando quais as TIC necessárias para o serviço de
      informação e quais a biblioteca já possui;
     •	 identificando fornecedores e orçando o valor a ser investido;
     •	 após obtenção dos recursos, verificando junto à equipe da
      BU quais os colaboradores que irão manusear as tecnologias
      e possíveis técnicas necessárias para colocá-las em
      funcionamento;
     •	 verificando qual o conhecimento dos usuários quanto as TIC
      associadas ao ato da pesquisa e leitura a partir do uso das
      mesmas.
e)	Conhecer as necessidades informacionais versus acervo:
     •	 colocando a bibliografia básica dos cursos em formatos
      acessíveis para pessoas com deficiência;
     •	 estabelecendo com professores e/ou coordenadores de
      cursos um cronograma relacionando datas e bibliografias a
      serem estudadas, com atenção ao tempo necessário para que a
      conversão seja efetuada.
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     •	 É preciso preparar, capacitar e engajar pessoas para
      composição de uma equipe capaz de “aprender a conhecer”,
      “aprender a fazer”, “aprender a interagir com usuários”.
g)	 onhecer os possíveis mecanismos de medição e avaliação do
  C
serviço;
     •	 Considerar a relação eficácia, custo-eficácia e custo
      benefício, através dos itens:
             1.	 Pessoal;
             2.	 Materiais consumidos;
             3.	 Equipamentos e mobiliários;
             4.	 Espaço ocupado e sua manutenção,
             5.	 Distribuição;
             6.	 Meios de comunicação utilizados;
             7.	 Acervo (físico e intangível);
             8.	 Identificação de custos adicionais.
h)	 valiar os passos.
  A
     •	 Considerar se houve uma lacuna entre o ideal e a eficácia
      conseguida pelo realizável através das ações implantadas.
O livro digital para a promoção da
          acessibilidade
A Lei nº. 10.753/03, que estabelece a Política Nacional do Livro,
garante o acesso da pessoa com deficiência visual ao livro
acessível. O livro em formato digital tem seu acesso estendido
a outras pessoas como os portadores de Mal de Parkinson e
Dislexia, pois elimina a necessidade de manusear suas páginas
impressas ou correr os olhos linha a linha, ações substituídas
pelo leitor de tela.
A Lei 9.610, de 19/02/1998 de Isenção do Direito Autoral, no
CAPÍTULO IV Das Limitações aos Direitos Autorais prescreve:
“Art. 46 Não constitui ofensa aos direitos autorais: ... I - a
reprodução: ... d.) de obras literárias, artísticas ou científicas,
para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a
reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema
Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses
destinatários.”
A partir de 1994 as principais bibliotecas produtoras de livros
em Braille passaram a trabalhar em conjunto para estabelecer
uma norma internacional para a produção de livros digitais
falados e em Braille. Este padrão da nova geração de livros
digitais é chamado “Digital Accessible Information System” -
DAISY.
BRASIL. Biblioteca Digital do Senado Federal: Sala de Acessibilidade. 2007
O padrão DAISY é uma modalidade de livro acessível digital
em formato DTB (Digital Talking Book) que integra recursos de
leitura visual, sincronizada a narração em áudio.
Inclui navegabilidade plena (anotações, marcadores e
apresentação de imagens), dando ao usuário a possibilidade
de inserção de marcas, mudança de frase, parágrafo, seção,
capítulo, página, ir para frente, para trás, navegando pelo
documento de forma suave e mantendo o sincronismo entre a
voz e o texto escrito.
BRASIL. Biblioteca Digital do Senado Federal: Sala de Acessibilidade. 2007.
Alguns programas para leitura de livros Daisy
FSReader (Freedom Scientific Reader): leitor de livros digitais da família
JAWS, vem instalado por padrão desde a versão 6.0 do leitor de telas JAWS.
Não faz a conversão para o padrão Daisy.
            Prós: Integração com o JAWS, interface simples e fácil de usar.
            Contras: Software proprietário; não permite personalização de
            configurações.
Dorina Daisy Reader (DDReader): desenvolvido pela Fundação Dorina Nowill
para Cegos, também funciona como extensão do Firefox.
            Prós: Brasileiro; gratuito; lê em português, inglês e espanhol.
            Contras: Não faz a conversão para o padrão Daisy, apenas a
            leitura.
MECDaisy: Desenvolvido por meio de parceria do Ministério da
Educação com o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade
Federal do Rio de Janeiro - NCE/UFRJ - o Mecdaisy possibilita a
geração de livros digitais falados e sua reprodução em áudio.
     Prós: Brasileiro; gratuito, faz a conversão e a leitura de livros no
     padrão Daisy.
     Contras: Não faz a conversão para o padrão Daisy, apenas a
     leitura.
Conversor de documentos do Word para DAISY
   Daisy Translator: Plugin gratuito a ser baixado e instalado
   no editor de textos Word. Após a instalação do plugin, no
   Windows 2003, surgirá no Menu Arquivo a opção para exportar
   o documento no formato DAISY. No Windows 2007, aparecerá a
   aba “Suplementos”, com a opção “Save as DAISY”.
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Acessibilidade em bibliotecas digitais

  • 1. Acessibilidade em Bibliotecas Digitais ©2012 Cláudio Diniz Alves e Janicy Rocha
  • 2. O conceito de biblioteca digital ainda não é único e nem definitivo, mas uma das definições correntes é que a informação que ela contém existe apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentes de armazenagem e ser acessada tanto em locais específicos quanto remotamente pelas redes de computadores. ROSETTO, M. Bibliotecas Digitais – Cenário e Perspectivas. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.4, n.1, p. 101-130, jan./jun. 2008. Outros termos são usados na literatura referindo-se a bibliotecas digitais, como, repositórios digitais, bibliotecas virtuais, bibliotecas eletrônicas, repositórios institucionais. Mesmo tendo suas especificidades, todos possuem o mesmo objetivo: o compartilhamento de informações digitais.
  • 3. Sistemas de biblioteca digital são usados para o armazenamento e disponibilização de objetos digitais de forma remota. Universidades fazem uso intenso desses sistemas, para publicação de sua produção local, que também têm potencial de desempenhar papel importante em cursos de Educação à Distância (EAD). A legislação brasileira, pelo “Decreto nº 5.622, de 9 de novembro de 2005”, estabelece que cursos nessa modalidade devem oferecer bibliotecas adequadas, com acervo on-line que atendam a seus estudantes. RECK, J. G. S. Bibliotecas Digitais Acessíveis: Promovendo o Acesso à Informação com Recursos da Informática. 2010. Universidade Federal do Pampa (Bacharelado em Ciência da Computação.)
  • 4. Características das Bibliotecas Digitais • Acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador conectado a uma rede; • Utilização simultânea de um documento por uma ou mais pessoas; • Inclusão de produtos e serviços de uma biblioteca ou centro de informação; • Possibilidade de acessar não somente a referência bibliográfica, mas também o documento completo; • Provisão de acesso em linha a outras fontes externas de informação (bibliotecas, museus, bancos de dados, instituições públicas e privadas); • Utilização de maneira que a biblioteca local não necessite ser proprietária do documento solicitado pelo usuário; • Utilização de diversos suportes de registro da informação tais como texto, som, imagem e números; • Existência de unidade de gerenciamento do conhecimento, que inclui sistema inteligente ou especialista para ajudar na recuperação de informação mais relevante. CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 255-266, 1999.
  • 5. “As Bibliotecas Digitais são sistemas de informação que propiciam criação, gestão, distribuição e preservação de fontes complexas de informação. Seu objetivo é permitir uma interação eficaz e eficiente dos usuários que se beneficiam do seu conteúdo e serviços. Para que se possa atingir o grau desejado de satisfação do usuário não pode- se ignorar a acessibilidade web.” CUSIN, C. A. VIDOTTI, S. A. B. G. Acessibilidade Web em Bibliotecas Digitais Universitárias. XV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU).
  • 6. O espaço digital passou, assim, a ser a via mais transitável por todas as pessoas que procuram informações e dispõem de acesso à Internet e aos computadores. E este pode ser um espaço mais socialmente inclusivo, caso ofereça acessibilidade a todos, respeitando suas capacidades e limitações. Torres, E. F.; Mazzoni, A. A.; Alves, J. B. da M., A acessibilidade à informação no espaço digital, 2002, Ciência Informação.
  • 7. A Declaração dos Direitos da Pessoa Usuária dos Serviços Prestados por Profissionais da Informação, pela Federação Internacional das Associações de Bibliotecários (IFLA), em 29 de março de 1999, conclama os bibliotecários a: “garantirem e facilitarem o acesso a todas as manifestações do conhecimento e da atividade intelectual; a adquirirem, preservarem e tornarem acessíveis a mais ampla variedade de materiais que reflitam a pluralidade e a diversidade da sociedade”.
  • 8. Não devemos pensar apenas na acessibilidade das páginas Web de uma biblioteca digital, mas também do conteúdo disponibilizado a partir desta e nas tecnologias assistivas que mediam o acesso a elas: • ocumentos PDF podem não ser acessíveis a leitores de tela d dependendo da forma como foram gerados, • ídeos devem ter legendas e/ou transcrição para LIBRAS, v • rquivos de áudio devem ser disponibilizados também no a formato texto para que sejam acessíveis a pessoas com surdez.
  • 9. Conforme a NBR 15599/08, as bibliotecas, centros de informática e similares de uso público, devem dispor de: a) espaço construído e sinalizado corno especificado na ABNT NBR 9050; b) pessoal capacitado para atendimento de pessoas com deficiência; c) acervo com versões de obras em meio sonoro e visual, ou serviços para que a versão alternativa seja obtida e utilizada, tais como: • programa de ampliação de tela; • sistema de leitura de tela, sintetizador de voz e display Braille; • thermoform e impressora Braille ou sistema de leitura de tela que tenha interação com linhas Braille; • scanner, com sistema para reconhecimento ótico de caracteres; • outros dispositivos facilitadores e adaptados para pessoa com deficiência, como resenhas gravadas em vídeo ou DVD, com a informação cultural e social; • obras da literatura interpretadas em LIBRAS, Braille ou formato Daisy. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 15599 acessibilidade: comunicação na prestação de serviço. Rio de Janeiro, 2008.
  • 10. Biblioteca acessível x Biblioteca adaptada A biblioteca acessível engloba a questão da acessibilidade física e virtual, o serviço de referência adequado e o trabalho sobre as habilidades dos usuários, no uso da informação, para que cheguem ao acesso intelectual. A biblioteca adaptada é aquela com as regras do desenho universal para a acessibilidade física aplicada, ou seja, rampas, banheiros adaptados, elevadores, maçanetas do tipo alavanca, sinaleiras Braille, entre outras. NASCIMENTO, Manuella Oliveira do. E-Acessibilidade em bibliotecas: uma análise sobre disponibilidade, direito e limitações do acesso à informação na web. 2011. Bacharelado em Biblioteconomia, UFRN.
  • 11. Proposta de uma metodologia para estruturação de serviços informacionais, para usuários cegos e com visão subnormal (adaptável a outras deficiências). SOUZA, Salete Cecília de. Acessibilidade: Uma Proposta de Metodologia de Estruturação de Serviços Informacionais para Usuários Cegos e com Visão Subnormal em Biblioteca Universitária. 2004. (Mestrado em Engenharia de Produção) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004.
  • 12. a) Conhecer o usuário a que se destina o serviço: • fazendo o levantamento dos alunos com deficiência matriculados na instituição; • utilizando os estudos de usuários e seus instrumentos de coleta de dados para se ter uma imagem prévia do usuário a ser atendido.
  • 13. b) onhecer políticas, legislações, normas que possam prover ou C interferir no processo; • É imprescindível conhecer as políticas, normas e leis não só da instituição, mas também do município, estado e país, além da normalização internacional. Também é preciso conhecer diferenças e relações entre conceitos básicos que circundam a questão e buscar trocas e parcerias com outras universidades e organizações.
  • 14. c) Conhecer a área física a ser disponibilizado o serviço: • O planejamento do espaço dedicado a usuários deficientes deve ser pensado por uma equipe composta pelo gestor da biblioteca, engenheiros, arquitetos e o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, tendo como documento norteador a norma NBR 9050/04, que trata da Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos.
  • 15. d) onhecer as técnicas e tecnologias a serem aplicadas: C • formando um grupo de trabalho entre biblioteca e Assessoria de Tecnologia da Informação; • identificando quais as TIC necessárias para o serviço de informação e quais a biblioteca já possui; • identificando fornecedores e orçando o valor a ser investido; • após obtenção dos recursos, verificando junto à equipe da BU quais os colaboradores que irão manusear as tecnologias e possíveis técnicas necessárias para colocá-las em funcionamento; • verificando qual o conhecimento dos usuários quanto as TIC associadas ao ato da pesquisa e leitura a partir do uso das mesmas.
  • 16. e) Conhecer as necessidades informacionais versus acervo: • colocando a bibliografia básica dos cursos em formatos acessíveis para pessoas com deficiência; • estabelecendo com professores e/ou coordenadores de cursos um cronograma relacionando datas e bibliografias a serem estudadas, com atenção ao tempo necessário para que a conversão seja efetuada.
  • 17. f) Conhecer recursos humanos para efetivar o serviço: • É preciso preparar, capacitar e engajar pessoas para composição de uma equipe capaz de “aprender a conhecer”, “aprender a fazer”, “aprender a interagir com usuários”.
  • 18. g) onhecer os possíveis mecanismos de medição e avaliação do C serviço; • Considerar a relação eficácia, custo-eficácia e custo benefício, através dos itens: 1. Pessoal; 2. Materiais consumidos; 3. Equipamentos e mobiliários; 4. Espaço ocupado e sua manutenção, 5. Distribuição; 6. Meios de comunicação utilizados; 7. Acervo (físico e intangível); 8. Identificação de custos adicionais.
  • 19. h) valiar os passos. A • Considerar se houve uma lacuna entre o ideal e a eficácia conseguida pelo realizável através das ações implantadas.
  • 20. O livro digital para a promoção da acessibilidade
  • 21. A Lei nº. 10.753/03, que estabelece a Política Nacional do Livro, garante o acesso da pessoa com deficiência visual ao livro acessível. O livro em formato digital tem seu acesso estendido a outras pessoas como os portadores de Mal de Parkinson e Dislexia, pois elimina a necessidade de manusear suas páginas impressas ou correr os olhos linha a linha, ações substituídas pelo leitor de tela.
  • 22. A Lei 9.610, de 19/02/1998 de Isenção do Direito Autoral, no CAPÍTULO IV Das Limitações aos Direitos Autorais prescreve: “Art. 46 Não constitui ofensa aos direitos autorais: ... I - a reprodução: ... d.) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários.”
  • 23. A partir de 1994 as principais bibliotecas produtoras de livros em Braille passaram a trabalhar em conjunto para estabelecer uma norma internacional para a produção de livros digitais falados e em Braille. Este padrão da nova geração de livros digitais é chamado “Digital Accessible Information System” - DAISY. BRASIL. Biblioteca Digital do Senado Federal: Sala de Acessibilidade. 2007
  • 24. O padrão DAISY é uma modalidade de livro acessível digital em formato DTB (Digital Talking Book) que integra recursos de leitura visual, sincronizada a narração em áudio. Inclui navegabilidade plena (anotações, marcadores e apresentação de imagens), dando ao usuário a possibilidade de inserção de marcas, mudança de frase, parágrafo, seção, capítulo, página, ir para frente, para trás, navegando pelo documento de forma suave e mantendo o sincronismo entre a voz e o texto escrito. BRASIL. Biblioteca Digital do Senado Federal: Sala de Acessibilidade. 2007.
  • 25. Alguns programas para leitura de livros Daisy FSReader (Freedom Scientific Reader): leitor de livros digitais da família JAWS, vem instalado por padrão desde a versão 6.0 do leitor de telas JAWS. Não faz a conversão para o padrão Daisy. Prós: Integração com o JAWS, interface simples e fácil de usar. Contras: Software proprietário; não permite personalização de configurações. Dorina Daisy Reader (DDReader): desenvolvido pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, também funciona como extensão do Firefox. Prós: Brasileiro; gratuito; lê em português, inglês e espanhol. Contras: Não faz a conversão para o padrão Daisy, apenas a leitura.
  • 26.
  • 27. MECDaisy: Desenvolvido por meio de parceria do Ministério da Educação com o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro - NCE/UFRJ - o Mecdaisy possibilita a geração de livros digitais falados e sua reprodução em áudio. Prós: Brasileiro; gratuito, faz a conversão e a leitura de livros no padrão Daisy. Contras: Não faz a conversão para o padrão Daisy, apenas a leitura.
  • 28.
  • 29. Conversor de documentos do Word para DAISY Daisy Translator: Plugin gratuito a ser baixado e instalado no editor de textos Word. Após a instalação do plugin, no Windows 2003, surgirá no Menu Arquivo a opção para exportar o documento no formato DAISY. No Windows 2007, aparecerá a aba “Suplementos”, com a opção “Save as DAISY”.