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I
RELATÓRIO
PEDAGÓGICO
2012
SARESP
LÍNGUA
PORTUGUESA
500
475
450
425
400
375
350
325
300
275
250
225
200
175
150
125
100
75
50
25
II
III
APRESENTAÇÃO
Caros Professores e Gestores da Educação,
A realização de avaliações externas do desempenho educacional de alunos, redes e sistemas de
ensino constitui, atualmente, pauta frequente na grande maioria das escolas brasileiras, qualquer que
seja o nível de ensino que ofereçam.
Nosso Estado, particularmente, além de participar das avaliações nacionais, promove a avaliação
externa da Educação Básica efetivada pelo SARESP, cujas características asseguram a identidade de
processo avaliativo de sistema, em larga escala, orientado por uma matriz de referência distinta, que faz
interlocução com o Currículo do Estado de São Paulo e tem fornecido ao público, ao longo das contínuas
edições, informações periódicas sobre os resultados do aprendizado dos alunos, permitindo acompanhar
a evolução do desempenho e dos diversos fatores que influenciam a qualidade do ensino no sistema
educativo.
Nessa perspectiva, adquire grande importância a divulgação e análise dos resultados do SARESP,
pois o conhecimento dessas informações e sua discussão, inspiram o aperfeiçoamento das atividades
de formação continuada, a correção de rumos em projetos pedagógicos e a implementação de políticas
públicas que incluem desde transformações na carreira docente até maior atenção à avaliação em
processo na aprendizagem escolar.
Assim, os Relatórios Pedagógicos do SARESP ao analisarem e explícitarem os resultados da
avaliação, permitem às escolas olhar para seu processo de ensino-aprendizagem e para sua proposta
pedagógica, com base em dados objetivos, realizando cotejamentos e análises para tomadas de decisão
na esfera que lhes compete e que está sob sua governabilidade.
Também às instâncias regionais e centrais, no seu âmbito de gestão, o acompanhamento deste
processo e o apoio às atividades necessárias são fundamentais para que juntas – Escolas – Diretorias de
Ensino – Coordenadorias – Secretarias Municipais – Secretaria de Estado -– possam dar continuidade ao
aprimoramento de programas e projetos destinados à Educação Básica pública do Estado de São Paulo,
com vistas a aperfeiçoar os processos de ensino-aprendizagem. Nossa convicção aposta nesse caminho
como decisivo para a melhoria qualitativa da educação paulista.
Herman Voorwald
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
V
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO........................................................................................................................................................................................... 1
PARTE I – DADOS GERAIS....................................................................................................................................................................... 3
1. – O SARESP 2012................................................................................................................................................................................... 3
1.1. – Características Gerais do SARESP 2012.......................................................................................................................................... 5
1.2. – Finalidades do SARESP.................................................................................................................................................................. 7
1.3. – Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência..................................................................................................................... 8
2. – INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO......................................................................................................................................................11
2.1. – Provas........................................................................................................................................................................................... 13
2.2. – Questionários de Contexto.......................................................................................................................................................... 15
3. – ABRANGÊNCIA DO SARESP............................................................................................................................................................. 17
PARTE II – RESULTADOS DO SARESP 2012 – LÍNGUA PORTUGUESA.............................................................................................. 21
1. REDE ESTADUAL DE ENSINO............................................................................................................................................................. 23
1.1. – 3º Ano do Ensino Fundamental..................................................................................................................................................... 23
1.2. – 5º, 7º e 9º Anos do Ensino Fundamental e 3ª Série do Ensino Médio.......................................................................................... 27
1.2.1. – Níveis de Proficiência em Língua Portuguesa.......................................................................................................................... 29
1.2.2. – Resultados Comparativos do SARESP com a Prova Brasil/SAEB – Rede Estadual................................................................. 32
1.2.3. – Resultados da Redação – Rede Estadual................................................................................................................................ 35
2. – RESULTADOS DAS ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS – ETE........................................................................................................... 39
2.1. – Níveis de Proficiência em Língua Portuguesa dos Alunos da 3ª Série do Ensino Médio – Escolas Técnicas Estaduais – ETE....... 42
2.2. – Resultados Comparativos do SARESP – ETE com a Prova Brasil/SAEB........................................................................................ 43
2.3. – Resultados da Redação – ETE....................................................................................................................................................... 44
PARTE III – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS................................................................................................................... 47
1. – PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP – LÍNGUA PORTUGUESA......... 47
1.1. – Matrizes de Referência para a Avaliação do SARESP – Língua Portuguesa.................................................................................... 51
1.2. – Provas de Língua Portuguesa do SARESP..................................................................................................................................... 54
1.3. – Propostas de Redação do SARESP................................................................................................................................................ 57
2. – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS.................................................................................................................................... 59
2.1. – Análise do Desempenho por Nível no 5º Ano do Ensino Fundamental........................................................................................ 61
2.1.1. – Considerações Gerais a Respeito da Prova de Língua Portuguesa no 5º Ano do Ensino Fundamental .................................. 87
2.2. – Análise do Desempenho por Nível no 7º Ano do Ensino Fundamental........................................................................................ 93
2.2.1. – Considerações Gerais a Respeito da Prova de Língua Portuguesa no 7º Ano do Ensino Fundamental ............................... 124
2.3. – Análise do Desempenho por Nível no 9º Ano do Ensino Fundamental...................................................................................... 131
2.3.1. – Considerações Gerais a Respeito da Prova de Língua Portuguesa no 9º Ano do Ensino Fundamental ............................... 164
2.4. – Análise do Desempenho por Nível na 3ª Série do Ensino Médio............................................................................................... 173
2.4.1. – Considerações Gerais a Respeito da Prova de Língua Portuguesa na 3ª Série do Ensino Médio ........................................ 207
PARTE IV – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS ................................................................................................................. 215
1. – RESULTADOS DA REDAÇÃO........................................................................................................................................................... 217
1.1. – O Plano Amostral........................................................................................................................................................................ 219
1.2. – As Propostas de Redação do SARESP 2012............................................................................................................................... 221
VI
1.3. – As Competências Avaliadas e os Critérios de Avaliação da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo
para o SARESP 2012................................................................................................................................................................... .227
1.4. – Descrição dos Níveis para a Correção das Redações................................................................................................................. 232
1.5. – Classificação e Descrição dos Níveis de Desempenho e Escala de Desempenho da Redação do SARESP............................. 234
1.6. – Análise Pedagógica das Redações por Anos/Série Avaliados e Propostas de Atividades Didáticas........................................... 236
1.6.1 – 5º do Ensino Fundamental..................................................................................................................................................... 237
1.6.2 – 7º do Ensino Fundamental..................................................................................................................................................... 244
1.6.3 – 9º do Ensino Fundamental..................................................................................................................................................... 251
1.6.4 – 3ª Série do Ensino Médio....................................................................................................................................................... 258
1.7. – Comentários Finais...................................................................................................................................................................... 265
ANEXO I
Escala de Proficiência de Língua Portuguesa – Leitura........................................................................................................................... 267
ANEXO II
Escala de Desempenho de Redação...................................................................................................................................................... 289
1
INTRODUÇÃO
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP realizou em 2012, a 15ª edição do Sistema
de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP, caracterizada como uma avaliação
externa da Educação Básica, aplicada desde 1996.
O SARESP tem como finalidade fornecer informações consistentes, periódicas e comparáveis sobre a situação
da escolaridade básica na rede pública de ensino paulista, capazes de orientar os gestores do ensino no
monitoramento das políticas voltadas para a melhoria da qualidade do ensino.
A aplicação das provas do SARESP 2012 foi realizada em dois dias consecutivos, 27 e 28 de novembro, nos
períodos da manhã, da tarde e da noite, no horário de início das aulas e envolveu todos os alunos do 3º,
5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental (EF) e da 3ª série do Ensino Médio (EM) da rede pública estadual,
contemplando as áreas de Língua Portuguesa (provas de Leitura e de Redação), Matemática, Ciências e
Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química).
Além das 5.015 escolas estaduais, a edição do SARESP 2012 contou com a adesão voluntária de 3.296 escolas
de 530 municípios paulistas, cujas despesas de participação ficaram, mais uma vez, sob a responsabilidade
do Governo do Estado de São Paulo, e abrangeu também as escolas particulares, representadas por 197
instituições particulares de ensino, sendo 174 escolas da rede de ensino do SESI, que participaram da avaliação
às suas próprias expensas. O Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza participou com suas 171
escolas técnicas, distribuídas em 129 municípios.
A avaliação contou com a aplicação de questionários a pais e a alunos, com vistas a coletar informações sobre
o contexto socioeconômico e cultural dos estudantes, sua trajetória escolar e suas percepções acerca dos
professores e da gestão escolar. Os Diretores, Professores Coordenadores e Professores dos Anos Iniciais do
Ensino Fundamental, de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Ciências da Natureza da rede estadual
responderam questionários específicos, com o objetivo de coletar informações sobre o perfil, aspectos da
gestão escolar e da prática pedagógica. Os dados coletados desses questionários permitem traçar o perfil do
alunado e subsidiar estudos sobre as relações entre variáveis de contexto e desempenho escolar.
A operacionalização do SARESP 2012 ficou, pelo terceiro ano consecutivo, sob a responsabilidade da Fundação
para o Vestibular da UNESP – VUNESP, instituição pública, com personalidade jurídica de direito privado, sem
fins lucrativos, criada em 26 de outubro de 1979 pelo Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho” – UNESP.
Da aplicação do SARESP resultam diferentes produtos: boletins e relatórios de desempenho, relatórios
técnicos e relatórios pedagógicos, destinados a atender finalidades específicas, muito bem explícitadas no
projeto SARESP, dentre as quais vale enumerar: (i) saber em que direção caminha a Educação Básica paulista;
(ii) verificar se houve evolução em relação às avaliações dos últimos anos; (iii) localizar as evidências de melhoria
e as fragilidades do ensino; (iv) buscar os aspectos diferenciais, os modelos bem sucedidos e, sobretudo, as
diferenças entre o desejado e o alcançado.
Os relatórios pedagógicos do SARESP são organizados com a finalidade de oferecer aos professores e gestores
de escolas, o diagnóstico do estágio de desenvolvimento do processo educacional que vem sendo executado
nas escolas públicas estaduais paulistas. Por isso, são apresentados por disciplina, e incluem resultados
gerais da disciplina objeto do relatório, nos anos/série da rede estadual e do Centro Paula Souza que permitem
2
às equipes escolares refletir sobre os resultados alcançados pelas escolas, identificando diferenças, pontos
de melhoria, impactos de ações destinadas a fortalecer o aprendizado e localizando pontos de fragilidade que
requerem novos esforços.
Além disso, os relatórios são endereçados aos professores, que neles encontram dados, análises, comentários
e sugestões relativas aos resultados e ao acompanhamento do processo de ensino aprendizagem da disciplina,
em cada ano/série avaliado. Acompanhamento esse que é possível graças à periodicidade de aplicação da
avaliação e, sobretudo, à natureza do SARESP, processo avaliativo externo, referenciado por uma matriz
específica, desenvolvida à luz do Currículo do Estado de São Paulo e que com ela estabelece uma interlocução
que não se limita à aferição de conhecimentos adquiridos, mas investiga o desenvolvimento de habilidades e
competências para mobilizar aqueles conhecimentos.
Nesse sentido, os relatórios pedagógicos são oferecidos também como documentos que contribuem para o
planejamento de atividades pedagógicas e a melhoria da prática de ensino.
Professores e gestores encontram nos relatórios pedagógicos informações e dados distribuídos em três partes:
Parte I – Em “Dados Gerais” são apresentadas informações básicas sobre o SARESP 2012, os instrumentos
utilizados no processo de avaliação e sua abrangência.
Parte II – Em “Resultados do SARESP 2012”, são apresentados os resultados gerais relativos à disciplina
objeto do relatório nos anos/série da rede estadual e do Centro Paula Souza. Sempre que oportuno, o capítulo
apresenta dados da comparação de resultados do SARESP 2012 com outras edições dessa avaliação ou com
outras avaliações nacionais de larga escala.
Parte III – Em “Análise Pedagógica dos Resultados” são abordados, na disciplina do relatório, aspectos
pedagógicos envolvidos na avaliação, princípios curriculares e aspectos da organização das matrizes
de referência para a avaliação do SARESP. Sua essência está na análise do desempenho do alunado e na
apresentação, análise e discussão pedagógica de exemplos de itens selecionados das provas aplicadas. Essas
são tarefas que ensejam recomendações para promover a melhoria do ensino e da aprendizagem. Em relação
à expressão “itens selecionados”, é importante lembrar que os exemplos possuem propriedades estatísticas
que permitem classificá-los como questões que descrevem a habilidade investigada e discriminam entre os
grupos de alunos com menor e maior desempenho. Dadas essas qualidades, são itens que representam
muito bem os diferentes pontos e níveis da escala SARESP. Por isso, são úteis para identificar pontos fortes e
fragilidades de um dado processo educacional.
É importante que os relatórios sejam lidos na íntegra, pois eles são organizados de modo a incorporar
gradualmente informações sobre a metodologia de análise, o significado dos dados estatísticos e a
interpretação pedagógica que eles possibilitam. O SARESP é processo de avaliação em larga escala que
tem evoluído ao longo dos anos e é desejável que a cada ano seus métodos e procedimentos sejam mais
e mais difundidos. Os relatórios pedagógicos são o mecanismo preferencial para fazer chegar ao professor
os detalhes da metodologia que lhes permitam inclusive fazer uso da avaliação do SARESP ao conceber
instrumentos de avaliação de aprendizagem.
Por fim, há que lembrar aos professores e coordenadores, da relevância de tomar os dados disponibilizados
pelo SARESP na perspectiva de uma série histórica de resultados dos diferentes níveis de ensino e, no conjunto
das diferentes disciplinas. Assim, e só assim, será possível aos educadores aliar análises de resultados da
avaliação à experiência do professor em sala de aula, para discutir com propriedade as ações e estratégias
necessárias para o alcance das metas fixadas para a educação básica do Estado de São Paulo.
3
PARTE I –
DADOS GERAIS
1. O SARESP 2012
4
5
1.1. – Características Gerais do SARESP 2012
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP realizou em 2012, a 15ª edição do Sistema
de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP, caracterizada como uma avaliação
externa da Educação Básica, aplicada desde 1996.
A aplicação das provas foi realizada em dois dias consecutivos, 27 e 28 de novembro, nos períodos da manhã,
da tarde e da noite, no horário de início das aulas envolvendo todos os alunos do 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino
Fundamental (EF) e 3ª série do Ensino Médio (EM) da rede pública estadual, contemplando as áreas de Língua
Portuguesa, Redação, Matemática, Ciências e Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química)
A 15ª edição, denominada SARESP 2012, consolidou a incorporação de uma série de mudanças iniciada em
2007 e destinada a sintonizar-se com as prioridades educacionais de cada gestão da SEE e incorporou a
metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI) na análise dos resultados do 3º ano do Ensino Fundamental.
Assim, a execução e a apuração dos resultados de 2012 do SARESP têm, como características básicas:
•	 uso da metodologia de Blocos Incompletos Balanceados (BIB) na montagem das provas do 5º, 7º
e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, o que permite utilizar um grande
número de itens por série e disciplina e classificar os níveis de desempenho dos alunos em relação
ao desenvolvimento de competências e habilidades com maior amplitude;
•	 avaliação do 3º ano do Ensino Fundamental por meio de itens de respostas construídas pelos alunos
e seus resultados apresentados em uma nova escala de desempenho em Língua Portuguesa e em
Matemática, permitindo, assim, a organização de uma nova série histórica;
•	 a utilização da metodologiaTeoria da Resposta ao Item (TRI), que permite a comparação dos resultados
obtidos no SARESP, ano a ano, possibilitando o acompanhamento da evolução dos indicadores de
qualidade da educação ao longo dos anos;
•	 apresentação dos resultados do SARESP 2012, em Língua Portuguesa e Matemática – 5º e 9º anos
do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio –, na mesma escala de desempenho da Prova
Brasil/SAEB. Os resultados do 7º ano do Ensino Fundamental, mediante procedimentos adequados,
foram incluídos nessa mesma escala;
•	 diagnóstico do desempenho dos alunos em Ciências e Ciências da Natureza (Biologia, Física e
Química), análise e validação da escala de proficiência para cada área, o que certamente contribuirá
para melhor caracterizar a situação do ensino nestas áreas do conhecimento;
•	 correção externa e on-line da Redação, aplicada à amostra representativa de 10% do conjunto dos
alunos dos anos/série avaliados, estratificada por tipo de atendimento escolar e Diretoria de Ensino –
para a rede de ensino estadual – e por Diretoria de Ensino, para as redes municipal e particular (Rede
SESI), com a finalidade de avaliar a produção textual dos alunos, cujos resultados são distribuídos
numa escala com os níveis de desempenho do SARESP;
6
•	 aplicação de questionários aos pais e aos alunos de todos os anos/séries avaliados, encaminhados
às Diretorias de Ensino/Secretarias Municipais de Educação, antes da aplicação das provas;
•	 aplicação de questionário aos Professores de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Ciências da
Natureza, aos Professores Coordenadores e aos Diretores das escolas da rede estadual, por sistema
on-line, com o objetivo de assegurar uma caracterização mais detalhada dos fatores associados ao
desempenho escolar;
•	 participação das redes municipal e particular por meio de adesão voluntária.
•	 atuação de Aplicadores externos à escola (à exceção do 3º ano do Ensino Fundamental) para garantir
a necessária credibilidade aos resultados;
•	 presença de Fiscais externos à escola para verificar e garantir a uniformidade dos padrões utilizados
na aplicação;
•	 presença de Apoios Regionais nas Diretorias de Ensino e de Agentes da Fundação VUNESP para
suporte às redes de ensino participantes do SARESP;
•	 participação dos pais nos dias de aplicação das provas para acompanhar o processo avaliativo nas
escolas.
7
1.2. – FINALIDADES do saresp
A execução do SARESP 2012 presta-se entre outras finalidades:
•	 à composição do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP), mediante
a utilização dos resultados de Língua Portuguesa e de Matemática, para cada escola estadual e
municipal, como um dos critérios de acompanhamento das metas a serem atingidas pelas escolas;
•	 ao planejamento pedagógico das escolas nos anos subsequentes, mediante a análise dos resultados
possibilitando a comparação entre os resultados obtidos pela escola e os seus objetivos;
•	 à divulgação pública dos resultados gerais de participação dos alunos e da média de proficiência
do conjunto das redes municipais e escolas particulares integrantes da avaliação, acompanhada da
distribuição dos alunos nos diferentes níveis de proficiência ou de desempenho, considerando os
anos e as disciplinas avaliadas;
•	 ao acesso dos resultados de cada escola pública estadual à população em geral, condição essencial
para o acompanhamento do ensino ministrado nas escolas paulistas, resultando em um estímulo à
participação da sociedade civil na busca da melhoria da qualidade do aproveitamento escolar;
Os resultados dos alunos nas diferentes edições do SARESP não estão articulados
à seleção ou promoção, mas à verificação de que competências e habilidades,
entre as propostas para cada etapa de ensino-aprendizagem escolar, encontram-
se em efetivo desenvolvimento entre os alunos. Coerente com seus objetivos,
o SARESP como avaliação diagnóstica do sistema educacional, deve subsidiar
a gestão educacional, os programas de formação continuada do magistério, o
planejamento escolar e o estabelecimento de metas para o projeto de cada escola.
8
1.3. – CLASSIFICAÇÃO E DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS
DE PROFICIÊNCIA
As proficiências dos alunos da rede estadual de Ensino de São Paulo, aferidas no SARESP 2012, foram, a exemplo
dos anos anteriores, consideradas na mesma métrica do SAEB/Prova Brasil, levando-se em consideração a
inclusão, na prova, de itens oriundos das provas do SAEB, cedidos e autorizados pelo Ministério da Educação.
A escala do SARESP: Uma escala é uma maneira de medir resultados de
forma ordenada e a escolha dos números que definem os pontos da escala
de proficiência é arbitrária e construída com os resultados da aplicação do
método estatístico de análise denominado Teoria da Resposta ao Item (TRI).
Os resultados do SARESP utilizam a equalização e interpretação da escala do
SAEB, completada pela amplitude oferecida pelos itens que melhor realizam a
cobertura do Currículo implantado nas escolas estaduais, explícitada na Matriz
de Referência da Avaliação do SARESP.
A descrição de cada um dos pontos foi feita com base nos resultados de desempenho dos alunos na prova
SARESP 2012 e de acordo com as habilidades detalhadas nas Matrizes de Referência para Avaliação do
SARESP. Assim, os níveis de desempenho têm uma interpretação pedagógica à luz da Matriz de Referência
da Avaliação do SARESP e do Currículo do Estado de São Paulo.
Para interpretar a escala de proficiência dos alunos do 5º, 7º, 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do
Ensino Médio, foram selecionados os pontos 125, 150, 175, 200, 225, 250, 275, 300, 325, 350, 375, 400, 425,
escolhidos a partir do ponto de nível de proficiência igual a 250, média do 9º ano do Ensino Fundamental no
SAEB 1997, em intervalos de 25 pontos (meio desvio-padrão).
Como o SAEB não possui uma escala de proficiência em Ciências e Ciências da Natureza, a SEE/SP, para obter
a escala na edição SARESP 2008, arbitrou uma média de 250 pontos no 9º ano do Ensino Fundamental e um
desvio-padrão de 50 pontos, sendo adotada esta mesma escala na edição SARESP 2012.
A escala de cada disciplina é a mesma e, portanto, apresenta os resultados do desempenho dos alunos em
todo o percurso da educação básica. A Escala de Língua Portuguesa – Leitura é comum aos quatro anos/série
avaliados no SARESP – 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio; de igual modo, a
escala de Matemática. A Escala de Ciências e Ciências da Natureza é comum aos três anos/série avaliados no
SARESP – 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio. Cada escala descreve aquilo que
os alunos sabem e são capazes de realizar em relação às habilidades e competências avaliadas, conforme a
Matriz de Referência da Avaliação do SARESP.
A interpretação da escala é cumulativa, ou seja, os alunos que estão situados em um determinado nível
dominam não só as habilidades associadas a esse nível, mas também as proficiências descritas nos níveis
anteriores – a lógica é a de que quanto mais o estudante caminha ao longo da escala, mais habilidades terá
9
desenvolvido. A descrição de cada ponto da escala apresenta as habilidades que os alunos desenvolveram,
com base na média de desempenho e na distribuição dos alunos por rede de ensino ou escola nesta escala.
A interpretação pedagógica de cada um dos pontos da escala compõe um documento específico, intitulado
Descrição das Escalas de Proficiência.
Os pontos da escala do SARESP, por sua vez, são agrupados em quatro níveis de proficiência – Abaixo do
Básico, Básico, Adequado e Avançado – definidos a partir das expectativas de aprendizagem (conteúdos,
competências e habilidades) estabelecidos para cada ano/série e disciplina no Currículo do Estado de São
Paulo, descritos no quadro a seguir.
Quadro 1. – Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência do SARESP
Classificação
Níveis de
Proficiência
Descrição
Insuficiente
Abaixo do
Básico
Os alunos, neste nível, demonstram domínio insuficiente dos conteúdos, competências e
habilidades desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram.
Suficiente
Básico
Os alunos, neste nível, demonstram domínio mínimo dos conteúdos, competências e habilidades,
mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a proposta curricular no ano/série
subsequente.
Adequado
Os alunos, neste nível, demonstram domínio pleno dos conteúdos, competências e habilidades
desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram.
Avançado Avançado
Os alunos, neste nível, demonstram conhecimentos e domínio dos conteúdos, competências e
habilidades acima do requerido no ano/série escolar em que se encontram.
O quadro apresentado a seguir reúne informações sobre os intervalos de pontuação que definem os níveis de
proficiência de Língua Portuguesa para os anos/série avaliados.
Quadro 2. – Níveis de Proficiência de Língua Portuguesa – SARESP
Níveis de Proficiência 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM
Abaixo do Básico  150  175  200  250
Básico 150 a  200 175 a  225 200 a  275 250 a  300
Adequado 200 a  250 225 a  275 275 a  325 300 a  375
Avançado ≥ 250 ≥ 275 ≥ 325 ≥ 375
Os resultados da Redação são distribuídos numa escala com indicação de quatro níveis de desempenho –
Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado. A descrição dos níveis da escala de Redação é a mesma
para os Ensinos Fundamental e Médio; entretanto, devem ser consideradas as diferenças de expectativas em
relação aos textos produzidos pelos alunos nos respectivos anos/série e nos gêneros produzidos.
10
Quadro 3. – Classificação e Descrição dos Níveis de Desempenho da Redação – SARESP
Classificação Nível
Intervalo
de Notas
Descrição
Insuficiente
Abaixo do
Básico
 50
Os alunos, neste nível, demonstram domínio insuficiente das competências e
habilidades escritoras, desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram.
Suficiente
Básico 50 a 65
Os alunos, neste nível, demonstram desenvolvimento mínimo das competências e
habilidades escritoras, mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a
proposta curricular no ano/série subsequente.
Adequado 65 a 90
Os alunos, neste nível, demonstram domínio pleno das competências e habilidades
escritoras, desejáveis para no ano/série escolar em que se encontram.
Avançado Avançado 90 a 100
Os alunos, neste nível, demonstram conhecimentos e domínio das competências
escritoras acima do requerido para o ano/série escolar em que se encontram.
O SARESP estabeleceu como padrão de desempenho esperado o nível Adequado para cada um dos anos/
série e disciplinas avaliadas. Em Língua Portuguesa – Leitura, essa expectativa corresponde às médias de 200,
225, 275 e 300 pontos, e para a Redação, 65 pontos.
11
2. INSTRUMENTOS 	
DE AVALIAÇÃO
12
13
2.1. – Provas
As provas do SARESP 2012 foram organizadas de modo a contemplar as características básicas das edições do
SARESP 2008 a 2011, possibilitando assim a sua continuidade como um sistema de avaliação externa capaz de
realizar mensurações validadas e fidedignas da proficiência do corpo discente da escola de educação básica,
pública estadual paulista e dos fatores a ela associados, com o objetivo geral de propiciar instrumento de
diagnóstico do sistema de ensino e, ao mesmo tempo, fornecer indicadores para subsídio ao monitoramento
das políticas públicas de educação.
A avaliação censitária abrangeu alunos do 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do
Ensino Médio, com diferentes instrumentos. Provas ampliadas ou em braile, destinadas a atender os alunos
deficientes visuais, foram elaboradas por disciplina e ano/série avaliados.
Para o 3º ano do Ensino Fundamental foram elaborados dois cadernos distintos (manhã e tarde) de prova de
Língua Portuguesa e Matemática, mais um exemplar de “Prova do Professor”, para cada disciplina e período,
com orientações sobre a aplicação. Cada caderno de Língua Portuguesa apresentava 8 questões abertas com
o objetivo de verificar o nível de conhecimento sobre o sistema de escrita, a capacidade de ler com autonomia
e a competência escritora dos alunos.
As provas abertas de Língua Portuguesa e Matemática para o 3º ano do Ensino Fundamental foram corrigidas
por professores especialistas, com a supervisão dos coordenadores do Programa “Ler e Escrever” das
Diretorias de Ensino, que se orientavam por critérios de avaliação explícitos nos roteiros de correção e
concebidos para as provas de 2012.
Os alunos do 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental foram avaliados, censitariamente, por 104 questões
objetivas de Língua Portuguesa, 104 questões objetivas de Matemática. Os alunos do 7º e 9º anos do Ensino
Fundamental responderam também a 104 questões de Ciências, e os da 3ª série do Ensino Médio responderam
a 104 questões de Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química).
As provas de Língua Portuguesa e de Matemática do 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do
Ensino Médio, as provas de Ciências do 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e a prova de Ciências da Natureza
(Biologia, Física e Química) da 3ª série do Ensino Médio foram organizadas em 26 modelos de cadernos de
prova, com 13 blocos diferentes. Cada caderno de prova, em cada disciplina, foi organizado com 24 itens,
distribuídos em três blocos.
Os cadernos de Redação foram compostos por um tema para a redação, sendo um tema para cada ano/série
avaliado, acompanhado de uma página para rascunho, e outra, para o aluno transcrever a sua produção textual
final. As provas de Redação foram aplicadas a uma amostra estratificada em 10%, por tipo de atendimento e
por Diretoria de Ensino de alunos do 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio.
14
Na composição das provas do SARESP 2012 foram utilizados:
•	 itens selecionados de avaliações anteriores do SARESP e itens comuns com o SAEB/Prova Brasil,
como mecanismo para assegurar a comparabilidade tanto entre os resultados do SARESP quanto
com os resultados da avaliação nacional. Por isso são chamados itens de ligação. O número de itens
SAEB, varia por disciplina avaliada, mas, em geral, estão em número de 13 por prova e aparecem em
média de 3 por caderno.
•	 itens SARESP, elaborados sob a coordenação da SEE/SP e pré-testados pela Fundação VUNESP.
Essa situação de pré-testagem permitiu compor as provas com absoluta maioria de questões cujas
propriedades estatísticas foram determinadas por duas diferentes metodologias: aTeoria Clássica de
Testes – TCT e a Teoria da Resposta ao Item –TRI. Em consequência, foram selecionadas questões
ajustadas às habilidades da Matriz de Referência da Avaliação do SARESP, caracterizadas por elevada
qualidade discriminatória e grau de dificuldade que atendia as exigências da SEE/SP.
O estudo sobre a composição dos cadernos de prova, desenvolvido pela VUNESP, indicou que as provas
permitiram a avaliação de todas as habilidades e evidenciou que é, no conjunto, dos 26 cadernos, e não
no único caderno dos alunos, onde são avaliadas, as habilidades que compõem a Matriz de Referência da
Avaliação do SARESP de cada disciplina por ano/série avaliado. O estudo mostrou também que o número de
itens de cada prova guarda estreita relação de proporcionalidade com o número de habilidades da matriz de
referência correspondente.
15
2.2. – Questionários de Contexto
O SARESP 2012, tal como ocorreu nas últimas edições, aplicou questionários contextuais aos alunos e pais
com vistas a coletar informações sobre o contexto social, econômico, cultural e familiar dos alunos, sobre as
trajetórias de escolarização, hábitos de estudo e suas percepções e expectativas sobre o funcionamento da
escola, e em relação à continuidade nos estudos e ao trabalho.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP, através da Fundação para o Desenvolvimento
da Educação – FDE, seguindo proposição dos anos anteriores, encaminhou à VUNESP os questionários de
contexto, para formatação, reprodução e distribuição às Diretorias de Ensino e Secretarias de Educação
Municipal.
Os questionários socioeconômicos dos alunos e pais foram preparados em três diferentes versões, um para
o 3º e 5º anos do Ensino Fundamental, outro para o 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e o último, para a 3ª
série do Ensino Médio. Cada questionário era composto de duas partes: a primeira com questões direcionadas
aos pais e a outra voltada para os alunos. Acompanhados das folhas de resposta, os questionários foram
entregues aos alunos pelas escolas para serem respondidos em casa num período que antecedeu a aplicação
das provas.
Estava, ainda, incluída no SARESP 2012, a aplicação na rede estadual de questionários de gestão escolar
destinados aos Diretores de escolas, que propiciava informações consolidadas sobre formação acadêmica,
experiência, estilo de gestão e sua percepção sobre o funcionamento e condições da escola, bem como
informações sobre seu perfil socioeconômico e cultural; ao Professor-Coordenador, que objetivava a coleta
de informações sobre sua formação acadêmica, experiência e prática pedagógica, sua percepção sobre o
funcionamento e condições da escola e sobre seu perfil socioeconômico; e ao Professor, que também coletava
informações sobre formação acadêmica, experiência, sua percepção sobre o funcionamento e condições de
trabalho na escola, além de informações sobre seu perfil socioeconômico e cultural. Esse instrumento teve
módulos específicos sobre práticas de ensino para os professores de Ciclo I do Ensino Fundamental, Língua
Portuguesa, Matemática, Ciências e Biologia, Física e Química, para professores de Ciclo II e de Ensino Médio.
Os questionários de gestão escolar são parte constitutiva do processo avaliativo e propiciam a análise
dos fatores associados à aprendizagem. A aplicação foi online, no site da SEE/SP, seguiu um cronograma
escalonado para cada profissional envolvido. O período de aplicação também antecedeu a própria aplicação
das provas do SARESP.
16
17
3. ABRANGÊNCIA DO SARESP
18
19
3. – ABRANGÊNCIA DO SARESP
As provas do SARESP 2012 foram aplicadas nos dias 27 e 28 de novembro, nos três períodos e no horário de
início de cada escola. Nessa edição, participaram as escolas estaduais, além de escolas municipais e particulares
que fizeram adesão e, pela quarta vez consecutiva, as Escolas Técnicas Estaduais – ETE – administradas
pelo Centro Educacional Tecnológica Paula Souza e vinculadas à Secretaria Estadual de Desenvolvimento do
Estado de São Paulo.
A participação das três redes de ensino no SARESP 2012 foi bastante satisfatória, envolvendo quase dois
milhões de alunos em cada um dos dias de aplicação da prova.
Tabela 1. – Participação dos Alunos por Rede de Ensino e Dia de Aplicação
Rede de Ensino
1º dia 2º dia Escolas Municípios
Previsto Participante % Previsto Participante %
Estadual 1.617.222 1.403.723 86,8 1.378.050 85,2 5.015 644 644
ETE 18.494 14.888 80,5 13.642 73,8 171 129 114
Municipal 578.086 519.553 89,9 520.720 90,1 3.296 530 543
Particular 43.440 41.090 94,6 40.634 93,5 197 12 114
Total 2.257.242 1.979.254 87,7 1.953.046 86,5 8.679 8.644
Tabela 2. – Participação dos Alunos por Rede de Ensino, Ano/Série Avaliados
(1º dia de aplicação)
Ano/Série
Estadual ETE Municipal Particular Total
Alunos % Alunos % Alunos % Alunos % Alunos %
3ºano EF
Previsto 126.904
90,6
- - 204.970
90,2
8.102
95,9
339.976
90,5
Participante 115.004 - - 184.955 7.767 307.726
5ºano EF
Previsto 173.205
91,9
- - 218.997
91,9
8.906
97,3
401.108
92,0
Participante 159.147 - - 201.183 8.668 368.998
7ºano EF
Previsto 437.875
90,6
- - 79.365
87,9
9.249
95,6
526.489
90,3
Participante 396.647 - - 69.763 8.839 475.249
9ºano EF
Previsto 466.322
85,7
- - 69.755
85,4
12.313
94,0
548.390
85,9
Participante 399.669 - - 59.577 11.580 470.826
3ª série EM
Previsto 412.916
80,7
18.494
80,5
4.999
81,5
4.870
87,0
441.279
80,8
Participante 333.256 14.888 4.075 4.236 356.455
Total
Previsto 1.617.222
86,8
18.494
80,5
578.086
89,9
43.440
94,6
2.257.242
87,7
Participante 1.403.723 14.888 519.553 41.090 1.979.254
20
Além da participação dos alunos, a aplicação do SARESP 2012 mobilizou diretores, professores e pais dos
alunos que acompanharam a aplicação das provas, e que responderam a um relatório de observação sobre
aplicação da avaliação na escola. Além disso, na aplicação das provas do SARESP 2012, participaram fiscais
externos, em até seis períodos, em todo o Estado, devidamente selecionados e treinados em fases anteriores
à aplicação, pelos Agentes da Fundação VUNESP, para zelar pela transparência do processo avaliativo.
O quadro a seguir, sumariza os dados relativos ao envolvimento de recursos humanos na edição do SARESP
2012, incluindo informações sobre número de escolas e turmas avaliadas.
Quadro 4. – Quadro Síntese – SARESP 2012
Rede Estadual ETE
Redes
Municipais
Escolas
Particulares
Alunos 1.403.723 14.888 519.533 41.090
Escolas 5.015 171 3.296 197
Diretores 5.015 171 3.296 197
Aplicadores 50.944 498 22.047 1.428
Fiscais 4.297 112 2.310 182
Pais de Alunos 53.791 445 25.903 1.584
Nº de turmas do Ensino Fundamental 38.741 - 21.893 1.243
Nº de turmas do Ensino Médio 12.473 498 154 185
Total de turmas avaliadas 50.944 498 22.047 1.428
21
PARTE II –
RESULTADOS DO
SARESP 2012 –
LÍNGUA PORTUGUESA
1. REDE ESTADUAL DE ENSINO
22
23
1. – REDE ESTADUAL DE ENSINO
No presente relatório, o conjunto de escolas que integram a Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo
é formado pelas unidades administradas pela Secretaria Estadual da Educação/SP e pelas Escolas Técnicas
Estaduais – ETE. Para fins de apresentação dos resultados e análises subsequentes, as EscolasTécnicas - ETE
são tratadas em subitens específicos.
Os resultados do SARESP 2012, apurados pelas unidades administradas pela Secretaria Estadual da Educação/
SP foram agrupados segundo Regiões Metropolitanas e Interior. De acordo com a sistemática definida pela
SEE/SP, foram consideradas as Regiões Metropolitanas de São Paulo (RMSP), da Baixada Santista (RMBS), de
Campinas (RMC) e do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RM Vale). Os dados dos demais municípios participantes
foram agrupados no conjunto do Interior.
1.1. – 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
A avaliação de Língua Portuguesa do 3º ano do Ensino Fundamental, vem sendo realizada mediante a
preparação de provas de resposta aberta, e a apuração dos resultados feita, tradicionalmente, com base
em pesos atribuídos, a priori, a cada alternativa de resposta de cada questão da prova, compondo assim
um roteiro de correção que é fornecido às equipes de professores encarregados da correção das provas.
Os pesos são definidos por especialistas para cada categoria de resposta esperada em cada questão, e
geram desempenhos individuais de zero a 72. Dessa forma, as respostas dos alunos são caracterizadas em
diferentes níveis de domínio das habilidades investigadas, expressos em escalas próprias.
A cada edição do SARESP as novas provas guardam estreita relação estrutural com os instrumentos aplicados
nos anos anteriores, particularmente os mesmos níveis de dificuldade, o que, em princípio, garantiria a
comparabilidade com os anos anteriores. Provas assim são denominadas paralelas e são de difícil construção,
além de não permitirem as necessárias adaptações ao longo dos anos.
Essa metodologia permitiu acompanhar, ao longo de mais de uma década, a evolução do processo de
escolarização, em particular no que se refere aos objetivos gerais do ensino da Língua Portuguesa no Ciclo I,
quais sejam, a aferição de capacidades de mobilizar conhecimentos adquiridos em leitura, escrita e sistema
de escrita.
A aplicação dos resultados dessa avaliação no planejamento do ensino para o Ciclo I, aliada à implementação
de políticas publicas de fomento ao desenvolvimento docente, resultou, nos últimos anos em notáveis marcas
de qualidade na educação pública estadual paulista, cabendo destacar o resultado de Língua Portuguesa, em
2011, apontando apenas 5% de alunos que ao final do 3º ano do Ensino Fundamental não demonstravam
suficiente domínio sobre o funcionamento e as regras de geração da escrita.
24
Em 2012, as provas de Língua Portuguesa concebidas para o 3º ano do Ensino Fundamental sofreram
mudanças para incorporar desafios e inovação à avaliação. Esse fato, bem como a necessidade de aprimorar
as próximas edições da avaliação, motivaram a decisão de mudar a forma de análise dos dados do 3º ano do
Ensino Fundamental, adotando a metodologia já bem estabelecida no campo de avaliações em larga escala, e
que já é utilizada nos demais anos/série avaliados no SARESP, a Teoria da Resposta ao Item. (TRI).
Nessa metodologia não se atribuem, a priori, os pesos associados às categorias de resposta de cada questão,
eles provêm dos dados coletados nas provas resolvidas pelos alunos. No entanto, como já não se usam os
pesos atribuídos por especialistas, e os testes podem ter distintos níveis de dificuldade, deixa-se de ter a
restrição à escala [0;72]. Por exemplo, um aluno que obtiver a avaliação máxima em um teste mais difícil de
Língua Portuguesa, merecerá uma nota mais alta de que outro que obteve a nota máxima (72) em um teste
mais fácil. Assim, para que as duas notas possam refletir a realidade, o primeiro aluno deverá receber uma
nota superior a 72.
O argumento anterior justifica por que na escala construída utilizando aTRI, não há um mínimo e um máximo,
pois dependem dos itens que compõem a prova. Costuma-se adotar apenas uma referência, podendo-se
inclusive ter outras avaliações associadas a essa referência. O SAEB e o SARESP têm como referência a 8ª
Série de 1997, quando se estipulou que a proficiência média seria 250 e o desvio-padrão 50. No SARESP os
demais níveis (5º e 7º Anos do Ensino Fundamental e 3º Ano do Ensino Médio) já estão na mesma escala, ou
seja, estão equalizados.
Com o processamento dos resultados pelaTRI, foi possível caracterizar as respostas dos alunos do 3º ano do
Ensino Fundamental em quatro diferentes níveis de domínio das habilidades investigadas: Insuficiente, Básico,
Pleno e Avançado. Foi possível também descrever as principais características de cada um desses níveis,
tendo como referenciais as expectativas de desempenho explícitadas nos critérios de correção adotados para
as provas do 3º ano do Ensino Fundamental no SARESP 2012.
As habilidades descritas em cada nível são cumulativas, o que significa, por exemplo, que um aluno classificado
no nível Avançado, dominam não só as habilidades associadas a esse nível, mas também as proficiências
descritas nos níveis anteriores – a lógica é a de que quanto mais o aluno caminha ao longo da escala, mas
habilidades terá desenvolvido.
A Tabela 3 descreve o que os alunos demonstraram ser capazes de fazer em cada nível, e indica o percentual
de alunos por nível para Língua Portuguesa, na rede estadual, nas regiões metropolitanas e no interior. A
representação gráfica desses resultados está no Gráfico 1.
25
Tabela 3. – Distribuição dos Alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental por Nível de Desempenho em
Língua Portuguesa – Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior – SARESP 2012 (em %)
Nível Descrição
% de Alunos
Rede
Estadual
RMSP RMBS RMC
RM
Vale
Interior
Insuficiente
Os alunos classificados neste nível escrevem com cor-
respondência sonora ainda não alfabética, demonstran-
do domínio insuficiente sobre o funcionamento e as re-
gras de geração da escrita.
4,7 5,0 9,2 4,1 3,9 3,4
Básico
Os alunos classificados neste nível escrevem com
correspondência sonora alfabética, realizam separações
entre palavras, mas nem sempre de forma convencional
e localizam, na leitura, informações explícitas
apresentadas em um texto informativo. Em situações
de produção textual com apoio, ou de autoria de parte
de um texto (De que se trata?), escrevem com algumas
características de linguagem escrita, considerando
algumas especificidades do trecho apresentado na
prova (conto) e eventualmente utilizam recursos típicos
da linguagem oral para articular as partes do texto.
21,0 22,3 26,1 18,9 22,0 16,3
Pleno
Os alunos classificados neste nível escrevem com
ortografia regular; e leem com autonomia, localizando
informações e fazendo inferências em texto informativo.
Em situações de produção textual com apoio, ou
de autoria de parte de um texto (De que se trata?),
escrevem com muitas características de linguagem
escrita, considerando as especificidades do trecho
apresentado na prova (conto), utilizam adequadamente
elementos característicos da narrativa escrita para
articular as partes do texto, e raramente fazem uso de
recursos típicos da linguagem oral.
63,9 63,6 59,4 67,7 64,0 63,4
Avançado
Os alunos classificados neste nível escrevem com
ortografia regular, e leem com autonomia localizando
informação explícitas e fazendo inferências em texto
informativo. Em situações de produção textual com
apoio, ou de autoria de parte de um texto (De que se
trata?), escrevem com características de linguagem
escrita, considerando as especificidades do trecho
apresentado na prova (conto) e utilizam adequadamente
elementos característicos da narrativa escrita para
articular as partes do texto, sem fazer uso de recursos
típicos da linguagem oral.
10,4 9,1 5,3 9,3 10,1 16,9
26
Gráfico 1. – Distribuição dos Alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental por Nível de Desempenho em
Língua Portuguesa – Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior – SARESP 2012 (em %)
4,7 5,0
9,2
4,1 3,9 3,4
21,0 22,3
26,1
18,9
22,0
16,3
63,9 63,6
59,4
67,7
64,0 63,4
10,4 9,1
5,3
9,3 10,1
16,9
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior
Insuficiente Básico Pleno Avançado
No SARESP 2012, dos resultados da prova de Língua Portuguesa do 3º ano do Ensino Fundamental,
apurou-se que
y 95% dos alunos demonstram ser capazes de escrever com correspondência sonora alfabética, produzir texto com
algumas características da linguagem escrita e do gênero proposto, além de localizar, na leitura, informações explícitas
contidas no texto informativo.
y menos de 5% dos alunos escrevem com correspondência sonora ainda não alfabética, demonstrando domínio
insuficiente sobre o funcionamento e as regras de geração da escrita;
y 74% escrevem com correspondência sonora alfabética e localizam, na leitura, informações explícitas apresentadas em
um texto informativo. Em situações de produção textual escrevem com muitas características de linguagem escrita,
considerando as especificidades do trecho apresentado (conto), utilizam adequadamente elementos característicos
da narrativa escrita para articular os enunciados e raramente fazem uso de recursos típicos da linguagem oral.
y 10,4% dos alunos demonstram conhecimentos e domínio das habilidades em escrita e leitura acima do requerido para
o ano/série escolar em que se encontram, produzindo textos com características de linguagem escrita, considerando
as especificidades do trecho apresentado na prova (conto).
y o desempenho, analisado por regiões, mostra que nas escolas do interior há mais alunos classificados no nível
excelente; de outra parte, na RMBS o percentual de alunos que demonstra domínio insuficiente sobre o funcionamento
e as regras de geração da escrita é o mais elevado.
27
1.2. – 5º, 7º E 9º ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
E 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO
ATabela 4 e o Gráfico 2, apresentam as médias de proficiência em Língua Portuguesa por ano/série avaliados,
da Rede Estadual e por Região Metropolitana
O Gráfico 3 apresenta a sequência histórica da evolução da média de proficiência dos anos/série avaliados
no SARESP e no Gráfico 4 tem-se uma visão mais abrangente do distanciamento das médias de proficiência
aferidas no SARESP 2012 em relação à expectativa dos níveis de proficiência Básico e Adequado para os anos/
séries avaliados.
Tabela 4. – Médias de Proficiência por Ano/Série no SARESP 2012
Língua Portuguesa – Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior
Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior
5o
ano EF 197,6 194,6 187,0 202,8 201,8 206,9
7o
ano EF 210,6 207,6 207,8 214,1 211,8 214,0
9o
ano EF 227,8 223,4 224,6 233,6 228,3 233,2
3ª
série EM 268,4 264,2 268,1 272,9 271,7 272,8
Gráfico 2. – Médias de Proficiência por Ano/Série no SARESP 2012
Língua Portuguesa – Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior
197,6
210,6
227,8
268,4
194,6
207,6
223,4
264,2
187,0
207,8
224,6
268,1
202,8
214,1
233,6
272,9
201,8
211,8
228,3
271,7
206,9
214,0
233,2
272,8
0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 250,0 300,0
5º EF
7º EF
9º EF
3ª EM
Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior
28
Gráfico 3. – EvoluçãoTemporal das Médias de Proficiência – Língua Portuguesa – Rede Estadual
SARESP 2009 SARESP 2010 SARESP 2011 SARESP 2012
5º EF 190,4 190,4 195,0 197,6
7º EF 215,7 203,7 208,1 210,6
9º EF 236,3 229,2 229,6 227,8
3ªEM 274,6 265,7 265,7 268,4
100,0
150,0
200,0
250,0
300,0
Gráfico 4. – Distanciamento das Médias de Proficiência Aferidas no SARESP 2012
em Relação à Expectativa dos Níveis Básico e Adequado para os Anos/Série Avaliados
Língua Portuguesa – Rede Estadual
5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM
SARESP 2012 197,6 210,6 227,8 268,4
Adequado 200,0 225,0 275,0 300,0
Básico 150,0 175,0 200,0 250,0
0,0
50,0
100,0
150,0
200,0
250,0
300,0
350,0
y No SARESP 2012 as médias de proficiência em Língua Portuguesa na Rede Estadual variam, nas séries avaliadas,
entre 197,6 (5º ano do EF) e 268,4,(3ª série do EM) representando um acréscimo de 70,8 pontos em 7 anos de
escolaridade, sendo que a expectativa de ganho, para este intervalo de tempo é de 100 pontos;
y No SARESP 2012, as médias de proficiência em todos os anos/série da RMC, da RM Vale e do Interior são mais altas
que as médias da RMSP e da RMBS e superam as médias da Rede Estadual;
y Em relação aos resultados SARESP 2011, as médias de proficiência apuradas em 2012 para o 5º e 7º anos do Ensino
Fundamental e 3ª série do Ensino Médio são mais altas e revelam tendência de aumento no nível de proficiência;
y Em 2012 a média de proficiência aferida para o 5º ano do Ensino Fundamental em Língua Portuguesa está a apenas 2
pontos da expectativa para o Nível Adequado enquanto que é no 9º ano do Ensino Fundamental, onde essa diferença
alcança 47 pontos, que reside o maior distanciamento em relação ao nível Adequado.
29
1.2.1. – Níveis de Proficiência em Língua
Portuguesa
Os pontos da escala do SARESP são agrupados em quatro níveis de desempenho – Abaixo do Básico, Básico,
Adequado e Avançado – definidos a partir das expectativas de aprendizagem (conteúdos, competências e
habilidades) estabelecidos para cada série/ano e disciplina do Currículo do Estado de São Paulo, e avaliados
segundo a Matriz de Referência para o SARESP. Esses níveis são ainda agrupados em três classificações –
Insuficiente, Suficiente e Avançado.
Os percentuais de desempenho dos alunos com proficiência situada em cada um dos quatro níveis de
proficiência acima especificados, para cada disciplina considerada, em função do ano/série avaliados, são
apresentados nas figuras e gráficos seguintes.
Em conformidade aos procedimentos adotados para o SARESP 2012, o gráfico 5 reúne as representações
gráficas obtidas para cada uma das Regiões Metropolitanas e para o Interior e comparam os resultados com
aqueles da Rede Estadual, em cada disciplina e por ano/série avaliados. O gráfico 6 sumariza os resultados da
classificação dos alunos por níveis de proficiência agrupados.
30
Gráfico 5. – Percentuais de Alunos por Nível de Proficiência em Língua Portuguesa – SARESP 2012
Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior
18,1
33,6 33,5
14,8
0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
45,0
Abaixo do Básico Básico Pleno Avançado
Língua Portuguesa - 5º Ano EF
Rede Estadual
RMSP
RMBS
RMC
RM Vale
Interior
22,5
39,7
30,1
7,7
0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
45,0
Abaixo do Básico Básico Pleno Avançado
Língua Portuguesa - 7º Ano EF
Rede Estadual
RMSP
RMBS
RMC
RM Vale
Interior
28,5
55,9
14,0
1,6
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
Abaixo do Básico Básico Pleno Avançado
Língua Portuguesa - 9º Ano EF
Rede Estadual
RMSP
RMBS
RMC
RM Vale
Interior
34,4
38,8
26,3
0,5
0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
30,0
35,0
40,0
45,0
Abaixo do Básico Básico Pleno Avançado
Língua Portuguesa - 3ª Série EM
Rede Estadual
RMSP
RMBS
RMC
RM Vale
Interior
31
Gráfico 6. – Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência Agrupado
Língua Portuguesa – SARESP 2012
18,1
67,1
14,8
22,5
69,9
7,7
28,5
69,9
1,6
34,4
65,1
0,5
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
Insuficiente Suficiente Avançado
5º ano EF 7º ano EF 9º ano EF 3ª série EM
	y Em Língua Portuguesa, o padrão de distribuição dos alunos do 5º e 7º anos do EF é similar, para todas as regiões
selecionadas, concentrando nos níveis Básico e Adequado, os percentuais mais elevados.
	y Para o 9º ano do EF o perfil se altera e mostra a concentração de alunos no nível Básico (55 a 58%) bem como um
significativo contingente alocado no nível Abaixo do Básico (24 a 30%).
	y A proporção de alunos no nível Abaixo do Básico aumenta com o nível de escolaridade e, de modo inverso, é percebido
na proporção de alunos no nível de desempenho Avançado.
	y No SARESP 2012, no mínimo 65% dos alunos do 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino
Médio obtiveram média de proficiência que os classifica no nível Suficiente.
32
1.2.2. – RESULTADOS COMPARATIVOS DO SARESP
COM A PROVA BRASIL/SAEB – REDE ESTADUAL
O modelo de avaliação utilizado pelo SARESP, adotando-se na concepção, elaboração e correção das provas a
mesma escala métrica em todas as edições, desde 2007, e também a mesma escala métrica das avaliações
como SAEB e Prova Brasil, permite analisar e comparar os resultados do SARESP 2012 com os resultados das
avaliações nacionais – Prova Brasil e SAEB, em relação às médias de proficiência e à interpretação pedagógica
da escala de desempenho do SAEB nas áreas de Língua Portuguesa e de Matemática.
Os Gráficos 7, 8 e 9 apresentam os desempenhos dos alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª
série do Ensino Médio, respectivamente, em Língua Portuguesa, no SARESP 2010 a 2012, e na Prova Brasil/
SAEB, nas edições período de 2009 e 2011 (média nacional das redes estaduais e média da rede estadual de
São Paulo), possibilitando a comparação das médias de proficiência alcançadas. Os dados relativos às médias
de proficiência, estão apresentados nas Tabelas 5, 6 e 7.
Tabela 5. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa
5º Ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual
2009 2010 2011 2012
Prova Brasil/SAEB – BR 186,2 - 190,6 -
Prova Brasil/SAEB – SP 189,4 - 191,7 -
SARESP 190,4 190,4 195,0 197,6
Gráfico 7. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 5º Ano do Ensino Fundamental
da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/SAEB
150,0
175,0
200,0
225,0
2009 2010 2011 2012
Prova Brasil/Saeb Prova Brasil/Saeb - SP SARESP
33
Tabela 6. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa
9º Ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual
2009 2010 2011 2012
Prova Brasil/SAEB – BR 239,7 - 238,7 -
Prova Brasil/SAEB – SP 240,3 - 240,8 -
SARESP 236,3 229,2 229,6 227,8
Gráfico 8. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 9º Ano do Ensino
Fundamental da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/SAEB
175,0
200,0
225,0
250,0
275,0
2009 2010 2011 2012
Prova Brasil/Saeb Prova Brasil/Saeb - SP SARESP
Tabela 7. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa
3ª Série do Ensino Médio – Rede Estadual
2009 2010 2011 2012
Prova Brasil/SAEB – BR 261,9 - 260,2
Prova Brasil/SAEB – SP 268,7 - 272,1
SARESP 274,6 265,7 265,7 268,4
34
Gráfico 9. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa –
3ª série do Ensino Médio da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/SAEB
200,0
225,0
250,0
275,0
300,0
2009 2010 2011 2012
Prova Brasil/Saeb Prova Brasil/Saeb - SP SARESP
	y As médias SARESP 2012 do 5º ano do Ensino Fundamental são mais altas que as da Prova Brasil/SAEB em 2009 e
2011, tanto das escolas estaduais de São Paulo quanto das escolas estaduais do Brasil;
	y As médias SARESP para o 9º ano do Ensino Fundamental são mais baixas que as da Prova Brasil/SAEB 2011,
consideradas as escolas estaduais tanto de São Paulo quanto do Brasil;
	y As médias da 3ª série do Ensino Médio superam, desde 2010, as médias nacionais do SAEB e tendo em vista o
aumento registrado no SARESP 2012 estão mais próximas das médias da Prova Brasil/SAEB 2011 para as escolas
públicas do estado de São Paulo.
35
1.2.3. – RESULTADOS DA REDAÇÃO – REDE ESTADUAL
No SARESP 2012, a sistemática de redação do SARESP foi executada utilizando a mesma metodologia
desenvolvida em 2011. A prova de redação foi aplicada em uma amostra representativa de 10% do conjunto
de alunos das redes de ensino estadual e municipal e das escolas particulares, nos anos avaliados: 5º, 7º e 9º
anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio.
A Tabela 8 reúne as notas apuradas de 129.729 redações corrigidas no SARESP 2012, nos anos escolares
avaliados, na Rede Estadual, levando-se em conta o plano amostral estabelecido, conforme será apresentado
na Parte IV deste relatório. A média foi calculada considerando os pesos de cada estrato.
Tabela 8. – Média em Redação – SARESP 2012
5º, 7º e 9º Anos do Ensino Fundamental e 3ª Série do Ensino Médio
5º ano EF 7º ano EF 9º ano EF 3ª série EM
Média Erro Amostral Média Erro Amostral Média Erro Amostral Média Erro Amostral
65,7 0,9 59,6 0,4 58,2 0,4 68,7 0,3
Considerando que o plano amostral da redação foi estabelecido de modo a contemplar, no quantitativo
amostrado por ano/série avaliado, as categorias da Diretoria de Ensino e do tipo de atendimento, são
apresentadas, na Tabela 9, as médias da redação dos alunos da Rede Estadual no SARESP 2012.
Tabela 9. – Média da Redação porTipo de Atendimento – SARESP 2012
Tipo de Atendimento 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM
1º ao 5º EF e EM 55,0 - - 68,6
1º ao 5º EF 67,9 - - -
1º ao 9º EFE e EM 61,8 57,7 56,6 67,5
1º ao 9º EF 62,5 59,0 59,8 -
6º ao 9º EF e EM - 59,8 58,3 68,6
6º ao 9º EF - 60,6 58,6 -
Ensino Médio - - - 70,2
Rede Estadual 65,7 59,6 58,2 68,7
Os dados da tabela põem em evidência um acentuado impacto do tipo de atendimento sobre a média
de redação. Exceção feita ao 9º ano EF, repete-se em 2012 a tendência identificada em 2011, qual seja, o
desempenho é melhor em turmas que estudam em estabelecimentos que oferecem apenas um único ciclo
de estudos.
36
Assim como nas provas objetivas, os resultados da redação foram distribuídos numa escala com indicação de
quatro níveis de desempenho: Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado. As tabelas e os gráficos
seguintes apresentam os resultados aferidos na prova de Redação em 2012.
Tabela 10. – Percentual de Alunos por Nível de Desempenho na Redação – Rede Estadual –
SARESP 2012
Classificação Nível 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM
Insuficiente Abaixo do Básico 18,4 22,7 27,8 9,0
Suficiente
Básico 23,3 32,8 34,8 20,0
Adequado 47,4 40,7 33,1 67,8
Avançado Avançado 10,8 3,7 4,3 3,2
Gráfico 10. – Distribuição Percentual de Alunos da Rede Estadual
por Nível de Desempenho em Redação – SARESP 2012
18,4
22,7
27,8
9,0
23,3
32,8
34,8
20,0
47,4
40,7
33,1
67,8
10,8
3,7 4,3 3,2
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
5ºano EF 7ºano EF 9ºano EF 3ªsérie EM
Abaixo do Básico Básico Adequado Avançado
37
Gráfico 11. – Distribuição Percentual de Alunos da Rede Estadual por Nível de
Desempenho Agrupado em Redação – SARESP 2012
18,4
70,7
10,8
22,7
73,5
3,7
27,8
67,9
4,3
9,0
87,8
3,2
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
Insuficiente Suficiente Avançado
5ºano EF 7ºano EF 9ºano EF 3ªsérie EM
	y A prova de redação do SARESP 2012 mostrou que a maior parte dos alunos avaliados, dos ensinos Fundamental e
Médio, está classificada nos níveis Básico e Adequado;
	y A 3ª série do Ensino Médio apresentou o maior percentual (67,8%) de alunos no nível Adequado; e
	y Em todos os anos/série avaliados, ao nível Avançado correspondem os menores percentuais de alunos.
38
39
2. RESULTADOS DAS ESCOLAS
TÉCNICAS ESTADUAIS – ETE
40
41
2. – RESULTADOS DAS ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS –
ETE
A Tabela 11 apresenta a Média de Proficiência obtida pelos alunos da 3ª série do Ensino Médio das Escolas
Técnicas do “Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza” na edição do SARESP 2012, para a
disciplina de Língua Portuguesa.
Tabela 11. – Média de Proficiência em Língua Portuguesa
EscolasTécnicas Estaduais – SARESP 2012
Disciplina Média de Proficiência
Língua Portuguesa 315,8
A média de proficiência obtida pelos alunos do Ensino Médio das ETE, em Língua Portuguesa, situa-se no
nível Adequado para essa faixa de escolaridade e, quando comparada com as médias dos alunos das escolas
estaduais é significativamente mais alta. A comparação das médias de proficiência apuradas para as ETE nas
edições do SARESP 2010 a 2012, mostra que nos últimos 3 anos, em Língua Portuguesa, as médias guardam
estreita relação.
Gráfico 12. – Média de Proficiência Aferida em Língua Portuguesa
nas EscolasTécnicas Estaduais em Comparação com a Rede Estadual – SARESP 2010 – 2012
268,4
265,7
265,7
315,8
320,6
316,8
0 50 100 150 200 250 300 350
Rede Estadual 2012
Rede Estadual 2011
Rede Estadual 2010
ETE - SARESP 2012
ETE - SARESP 2011
ETE - SARESP2010
42
2.1. – NíVEIS DE PROFICIÊNCIA EM LíNGUA PORTUGUESA
DOS ALUNOS DA 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO –
ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS – ETE
O gráfico seguinte espelha as médias apuradas em 2012 para os alunos da 3ª série do Ensino Médio nas
Escolas Técnicas Estaduais. Ele revela que em Língua Portuguesa, a maioria dos alunos obtém proficiência
que os classifica no nível Adequado.
Gráfico 13.– Distribuição dos Alunos por Nível de Proficiência no SARESP 2012
Língua Portuguesa – ETE (em %)
9,0
19,6
66,7
4,7
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
Abaixo do Básico Básico Adequado Avançado
Língua Portuguesa - 3ª Série EM - ETE
Quando os resultados são tratados em termos de nível de proficiência agrupado, o quadro é mais relevante: no
mínimo 86% dos alunos das EscolasTécnicas Estaduais é classificado no nível Suficiente, em Língua Portuguesa.
Gráfico 14.– Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência Agrupado no SARESP
2012 – Língua Portuguesa – ETE (em %)
9,0
86,3
4,7
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
100,0
Insuficiente Suficiente Avançado
43
2.2. – RESULTADOS COMPARATIVOS DO SARESP – ETE
COM A PROVA BRASIL/SAEB
ATabela 12 apresenta os resultados das EscolasTécnicas Estaduais – ETE no SARESP 2012, com os resultados
da edição anterior do SARESP e das avaliações nacionais Prova Brasil/SAEB nos anos de 2007 e 2009.
Tabela 12. – Comparação das Médias de Proficiência em Língua Portuguesa SARESP 2010 a 2012
e Prova Brasil/SAEB 2009 e 2011 – ETE
Avaliações Língua Portuguesa
Prova Brasil/SAEB – Brasil – 2009 261,9
Prova Brasil/SAEB – SP/Rede Estadual – 2009 268,7
Prova Brasil/SAEB – SP/Escolas Particulares – 2009 301,2
SARESP 2010 316,8
Prova Brasil/SAEB – Brasil/Rede Estadual – 2011 260,2
Prova Brasil/SAEB – SP/Rede Estadual – 2011 272,1
Prova Brasil/SAEB – SP/Escolas Particulares – 2011 317,2
SARESP 2011 320,6
SARESP 2012 315,8
yy Em Língua Portuguesa ocorre uma superioridade das médias de proficiência dos alunos da 3ª série do Ensino Médio
das ETE no SARESP 2010 a 2012 em relação às médias da avaliação nacional nos anos de 2009 e 2011;
yy Em Língua Portuguesa, as variações são expressivas: em 2012, a diferença na média, se aproxima dos 55 pontos em
relação à média nacional do SAEB 2011.
yy Desde 2010, as médias SARESP em Língua Portuguesa registradas pelas ETE, são mais próximas das médias do
SAEB/Prova Brasil para as escolas particulares de São Paulo.
44
2.3. – RESULTADOS DA REDAÇÃO – ETE
A Tabela 13 e os gráficos seguintes apresentam a média obtida da amostra de 2.797 redações da ETE e a
classificação dos alunos em cada um dos quatro níveis da escala de Redação do SARESP.
Tabela 13. – Resultados da Redação – SARESP 2012 – ETE
Nota
Nível de Desempenho (em %)
Insuficiente Suficiente Avançado
Média
Erro
amostral
Abaixo do Básico Básico Adequado Avançado
77,3 0,5 2,9 9,1 74,5 13,6
Gráfico 15.- Distribuição Percentual de Alunos da ETE por Nível de Desempenho –
Redação – SARESP 2012
2,9
9,1
74,5
13,6
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
Abaixo do Básico Básico Adequado Avançado
45
Gráfico 16. – Distribuição Percentual de Alunos da ETE por Nível de Desempenho
Agrupado – Redação – SARESP 2012
2,9
83,6
13,6
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
80,0
90,0
Insuficiente Suficiente Avançado
•	 Em relação à Rede Estadual, a média de redação dos alunos das ETE acompanha a tendência identificada em
Língua Portuguesa, sendo 8,6 pontos mais alta que a média da Rede Estadual para a 3ª série do Ensino Médio
e, se consideradas as médias por tipo de atendimento, as ETE também superam em 7,5 pontos a média dos
estabelecimentos que oferecem apenas o Ensino Médio.
•	 97,2% dos alunos das ETE têm proficiência em redação que os classifica no mínimo no nível Básico, sendo que
13,6% alcançam o nível Avançado.
•	 No nível Adequado é onde se concentra o maior percentual de alunos (74,5%).
•	 O percentual de alunos classificados no nível Abaixo do Básico não alcança 3%.
46
47
PARTE III –
ANÁLISE PEDAGÓGICA
DOS RESULTADOS
1. PRINCÍPIOS CURRICULARES
E MATRIZES DE REFERÊNCIA
PARA A AVALIAÇÃO
DO SARESP –LÍNGUA
PORTUGUESA
48
49
1. – PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE
REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP –
LÍNGUA PORTUGUESA1
O foco do processo de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, em todos os anos da educação básica, é
o desenvolvimento das competências do aluno em ler e produzir textos.
Sobre essa questão, as Orientações Curriculares do Estado de São Paulo – Ciclo I – Ensino Fundamental –
Língua Portuguesa afirmam2
:
O desenvolvimento da competência de ler e escrever não é um processo que se encerra quando o aluno
domina o sistema de escrita, mas se prolonga por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação
nas práticas que envolvem a língua escrita e que se traduz na sua competência de ler e produzir textos dos
mais variados gêneros.
Sobre essa questão, o Currículo do Estado de São Paulo – Ciclo II e Ensino Médio – Língua Portuguesa afirma3
:
É essa habilidade de interagir linguisticamente por meio de textos, nas situações de produção e recepção em
que circulam socialmente, que permite a construção de sentidos desenvolvendo a competência discursiva
e promovendo o letramento. O nível de letramento é determinado pela variedade de gêneros textuais que a
criança ou adulto reconhecem. Assim, o centro da aula de língua portuguesa é o texto, mas o que isso significa
realmente?
Todos os textos surgem na sociedade pertencendo a diferentes categorias ou gêneros textuais que relacionam
os enunciadores com atividades sociais específicas.
Não se trata de pensarmos em uma lista de características que compõem um modelo segundo o qual devemos
produzir o nosso texto, mas de compreender como esse texto funciona em sociedade e de que forma ele
deve ser produzido e utilizado a fim de atingir o objetivo desejado.
A proposta de estudar a língua considerada como uma atividade social, espaço de interação entre pessoas,
num determinado contexto de comunicação, implica a compreensão da enunciação como eixo central de todo
o sistema linguístico e a importância do letramento, em função das relações que cada sujeito mantém em
seu meio.
Para o trabalho com gêneros textuais torna-se necessário compreender tanto as características estruturais de
determinado texto (ou seja, como ele é feito) como as condições sociais de produção e recepção, para refletir
sobre sua adequação e funcionalidade.
1 Murrie, Z. F. Texto originalmente publicado no Relatório Pedagógico de Língua Portuguesa – SARESP 2011. ISSN2236-8574.	
2 Orientações Curriculares do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa e Matemática – ciclo I. Secretaria da Educação; coordenação,
Neide Nogueira,Telma Weisz; elaboração, Ângela Maria da Silva Figueiredo e outros. São Paulo: FDE, 2008, pág.8. Disponível em
http://www.rededosaber.sp.gov.br	
3 Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa / Coord. Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008. ISBN 978-85-61400-
11-8.1. Língua Portuguesa (Ensino Fundamental e Médio) – Estudo e ensino. I. Fini, Maria Inês. II. São Paulo (Estado) Secretaria da
Educação, pág.42. Disponível em http://www.rededosaber.sp.gov.br
50
As Matrizes de Referência para a Avaliação de Língua Portuguesa do SARESP, para todos os anos, retomam
os princípios curriculares e destacam que os processos de leitura e produção de texto são os objetivos da
avaliação4
:
O texto é o foco principal do processo de ensino-aprendizagem de língua portuguesa e, portanto, também
desta Matriz. Considera-se texto qualquer sequência falada ou escrita que constitua um todo unificado e
coerente dentro de uma determinada situação discursiva. Assim, o que define um texto não é a extensão
dessa sequência, mas o fato de ela configurar-se como uma unidade de sentido associada a uma situação
de comunicação. Nesse sentido, o texto só existe como tal quando atualizado em uma situação que envolve,
necessariamente, quem o produz e quem o interpreta.
4 Matrizes de Referência para a Avaliação do SARESP documento básico/Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini.
São Paulo: SEE, 2009. v. 1. ISBN: 978-85-7849-374-5.
51
1.1. – MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO
DO SARESP – LÍNGUA PORTUGUESA
As Matrizes de Referência para a Avaliação em Língua Portuguesa (leitura) não devem ser confundidas com o
Currículo. Por seus objetivos específicos, assim como pela natureza de suas competências e habilidades, elas
representam um recorte representativo das estruturas mais gerais de conhecimento da área traduzidas em
habilidades operacionais que vão permitir avaliar o desenvolvimento das aprendizagens esperadas, em cada
ano, que podem ser aferidas em uma situação de prova escrita.
AsMatrizesdeLínguaPortuguesadoSARESPreorganizam,parafinsespecíficosdeavaliação,osconhecimentos
previstos na Proposta Curricular – Ensino Fundamental e Médio, da seguinte forma:
Definição dos gêneros a serem avaliados por ano/série
Os gêneros foram previstos por ano/série e, para cada um deles, a seleção procurou contemplar aqueles que,
de forma geral, são objetos de estudo na Proposta Curricular. Eles foram classificados em não literários e
literários. Para os segundos, definiram-se habilidades e conteúdos próprios, respeitando a função específica
da literatura como objeto artístico.
Definição das competências, habilidades e conteúdos
Em Língua Portuguesa, em situações de leitura, são avaliadas as seguintes competências, habilidades e
conteúdos de áreas comuns a todos os anos/série avaliados:
Tema 1
Reconstrução das condições de produção
e recepção de textos.
•	 Parte significativa do processo de (re)construção
dos sentidos de um texto está diretamente rela-
cionada à percepção de suas condições de pro-
dução, que permite ao leitor situá-lo adequada-
mente como um evento discursivo. Nesse senti-
do, identificar elementos como os protagonistas
do discurso, os objetivos do texto, o suporte
utilizado, o gênero (e seus componentes) e os
espaços de circulação envolvidos no discurso, os
valores sociais associados às variantes linguísti-
cas utilizadas é parte essencial da compreensão
do texto. Razão pela qual uma das competências
básicas do leitor, em qualquer nível de proficiên-
cia, é a de resgatar, com base nas suas marcas
específicas (como os dêiticos de pessoa, tempo
e lugar, as determinações linguísticas do suporte
etc.), aspectos das condições de produção rele-
vantes para a compreensão do texto ou de parte
dele.
Tema 2
Reconstrução dos sentidos do texto.
•	 O processo de compreensão leitora baseia-se
em procedimentos básicos de (re)construção dos
sentidos do texto. Tais procedimentos envolvem a
52
recuperação de informações, tanto locais (no limite,
itens de informação ou informações pontuais) quanto
globais, de tal forma que o conteúdo de um texto
possa ser representado, como propõe a linguística
textual, em macroestruturas que se articulam em
níveis crescentes de informação. Quanto mais
“baixa” na estrutura, mais local será a informação.
E vice-versa: quanto mais “alta”, mais geral e global,
incorporando as informações de nível inferior.
•	 Por um lado, as informações que constituem o
conteúdo de um texto podem figurar explícitamente
(em diferentes graus de proeminência) ou
implicitamente(pormeiodeprocedimentosdiversos).
O que envolve, no primeiro caso, a habilidade de
localizar adequadamente essas informações; e, no
segundo caso, a de inferi-las de forma autorizada
pelo texto, ou seja, com base na identificação dos
procedimentos de implicitação utilizados.
Tema 3
Reconstrução da textualidade.
•	 Os conteúdos se organizam, em um texto, com
base em processos de coerência e coesão que se
expressam por meio de recursos linguísticos espe-
cíficos, responsáveis por apresentar informações
novas e resgatar as antigas, de forma a garantir a
continuidade textual nas formas previstas pelo gê-
nero e pela tipologia em questão.
•	 Por isso mesmo, uma das competências funda-
mentais do leitor, em qualquer nível de proficiência,
consiste em um conjunto de habilidades relaciona-
das à correta apreensão da organização textual, por
meio das marcas linguísticas que a manifestam.
Tema 4
Reconstrução da intertextualidade e relação entre
textos.
•	 Um texto se constitui e se individualiza como
tal numa complexa rede de relações que ele
estabelece com outros textos, no que diz respeito
à forma, ao conteúdo e/ou às suas funções
sociais. É nas semelhanças e diferenças com os
demais, por exemplo, bem como na forma como
se refere direta ou indiretamente a outros textos,
que ele ganha identidade. Assim, a leitura de um
texto envolve, por parte do leitor, uma adequada
apreensão dessa rede de relações, sempre mais
ou menos marcadas no próprio texto. É por
meio da apreensão de marcas como a citação, a
referência, a alusão que o leitor pode perceber um
texto como paródia de outro, plágio, comentário,
adendo, explicação, resposta.
Tema 5
Reflexão sobre os usos da língua falada e escrita.
•	 A adequada (re)construção dos sentidos de
um texto, e em especial a sua leitura crítica,
pressupõem a capacidade do leitor de perceber
e analisar aspectos linguísticos [e/ou semióticos]
próprios de sua organização, como a seleção
lexical, o uso dos modos e tempos verbais, os
recursos sintáticos mobilizados na estruturação
das frases, a pontuação etc.
•	 É nesses aspectos semióticos e linguísticos da
organização textual que se encontram os “modos
de dizer” próprios de um gênero, de um enunciador,
de um determinado contexto histórico-social. E na
medida em que esses “modos de dizer” fazem
parte dos sentidos do texto, sua apreensão faz
parte da compreensão.
Tema 6
Compreensão de textos literários.
•	 Pela tradição artístico-cultural a que se associa,
o texto de valor literário tem características
próprias, baseadas em convenções discursivas
que estabelecem modos e procedimentos de
leitura bastante particulares (os “pactos de
leitura”, como os denomina a teoria literária).
Esses modos próprios de ler têm o objetivo
básico de permitir ao leitor apreender e
53
apreciar o que há de singular em um texto cuja
intencionalidade não é imediatamente prática, e
sim artística.
•	 Em consequência, o leitor literário caracteriza-
se como tal por uma competência própria, ao
mesmo tempo lúdica (porque o pacto é ficcional)
e estética (dada a intencionalidade artística). Trata-
se, portanto, de uma leitura cujo processo de (re)
construção de sentidos envolve fruição estética,
em diferentes níveis.
54
1.2. – PROVAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO SARESP
OsinstrumentosdeavaliaçãodaproficiênciaemleiturautilizadospeloSARESPpressupõemoaprofundamento
da experiência do leitor ao longo dos anos da educação básica e esse aprofundamento é consequência do
contato do leitor com a diversidade dos textos, tanto do ponto de vista da forma quanto no que diz respeito
ao conteúdo. Além do domínio da textualidade propriamente dita, o leitor vai construindo um repertório
cultural específico relacionado com as diferentes áreas do conhecimento que usam a palavra escrita para o
registro de ideias, experiências, conceitos, sínteses etc.
Assim, os textos selecionados para a realização das tarefas de leitura, nas provas do SARESP, consideram
a “experiência esperada” do leitor, de acordo com a sua faixa etária e o ano/série escolar que frequenta.
Uma vez lido o texto da prova, o leitor realiza diferentes tarefas de leitura, propostas por questões de
compreensão em formato de múltipla escolha com quatro alternativas (cinco para o Ensino Médio), sendo
que apenas uma é correta. Essas tarefas avaliam a forma como o leitor responde aos comandos do item e
suas competências e habilidades em leitura, definidas por descritores organizados em matrizes apropriadas
para a etapa de escolarização do aluno leitor.
As competências e habilidades predefinidas nas matrizes partem do princípio de que o leitor competente é
aquele que sabe recuperar, compreender, interpretar e avaliar as informações apresentadas em diferentes textos.
As tarefas de leitura simulam situações reais exigidas do leitor e necessárias para a vida em uma sociedade
letrada, isto é, o leitor utiliza o texto, de acordo com os seus objetivos pessoais como obter, selecionar,
interpretar e avaliar informações escritas.
As tarefas de leitura propostas podem ser classificadas em três grandes grupos:
Grupo I – Recuperação de informações nos textos.
Este grupo de tarefas se refere aos procedimentos que solicitam do leitor a localização, o reconhecimento e
a identificação de informações no texto.
•	 Procedimentos de localização. As tarefas de localizar pressupõem que o leitor encontre informações
(dados, fatos, opiniões, procedimentos, argumentos etc.), contidas em partes específicas do texto. Essas
informações podem ser reproduzidas literalmente ou por meio de paráfrases. O leitor faz uma varredura no
texto em busca da informação requisitada. Não é necessário que ele apresente domínio de nomenclatura
específica da área. O processamento de leitura envolvido ocorre na maior parte das vezes no nível de
partes específicas do texto, embora em alguns casos a informação possa estar distribuída ao longo do
texto ou envolver algum grau de inferência ou categorização.
•	 Procedimentos de reconhecimento. Essas tarefas pressupõem um conhecimento anterior do texto,
não necessariamente sistematizado e explicável. O leitor aplica seu conhecimento previamente adquirido
à situação proposta por uma suposição de semelhança (analogia), emitindo, assim, uma opinião não
necessariamente verificada. O sentido de extensão provável do conhecimento ocorre mediante semelhanças
genéricas por indução. No caso do reconhecimento da finalidade de um determinado gênero proposto, por
exemplo, o aluno reconhece seu uso social por semelhança aos usos sociais já conhecidos do texto.
55
•	 Procedimentos de identificação. Essas tarefas pressupõem a complementação de um conhecimento
por correspondência (definição – exemplo), sem que o leitor necessite acrescentar nada de novo ao
conhecimento já existente. O conhecimento previsto se encontra dentro da área de língua portuguesa
e deve fazer parte do acervo escolar do aluno, mesmo que ele não saiba necessariamente explicá-lo.
Entretanto, diferentemente da habilidade de reconhecer, há a pressuposição de um conhecimento escolar
específico que deve ser mobilizado no ato da resolução do problema proposto como, por exemplo, no
caso da identificação de uma personagem em texto narrativo literário ou de recursos gráficos, rítmicos ou
expressivos presentes no poema (versos, estrofes, rimas, repetições etc.).
Grupo II – Compreensão e interpretação de textos.
Essas tarefas se referem aos procedimentos que solicitam o entendimento dos processos lógicos que são
desenvolvidosnostextos.Nelas,oleitorprecisaconstruirumacompreensãoamplasobreotextooudesenvolver
uma interpretação mais específica, como, por exemplo, de relações sintático-semânticas presentes no texto.
Algumas tarefas desse grupo exigem, muitas vezes, compreensão lógica do texto (coerência e coesão).
•	 Procedimentos de classificação. Essas tarefas pressupõem a operação de repartir um conjunto
de conhecimentos em classes coordenadas ou subordinadas, de acordo com critérios previamente
determinados, envolvendo outras tarefas, como identificar, distinguir, dividir, ordenar etc. Um bom
exemplo é classificar os gêneros considerando sua forma gráfica ou as palavras de um texto em um
campo semântico determinado.
•	 Procedimentos de estabelecimento de relações. Essas tarefas pressupõem que o leitor compreenda as
relações lógicas das proposições entre si, mesmo sem necessariamente saber explicá-las. São relações
linguísticas que ocorrem em todo texto oral e escrito, relacionadas ao contexto de produção. De qualquer
forma, o conhecimento de nomenclatura da área é importante para responder ao item proposto. Essas
relações estão intimamente interligadas à coerência e coesão do texto. Uma relação pode estar correta
sob o ponto de vista sintático, mas não sob o ponto de vista semântico ou discursivo. A coerência de
determinada proposição pressupõe um sentido para o texto em uma situação comunicativa. A coesão
ocorre na relação entre todas as partes do texto. Ela faz parte da superfície linguística, mas está interligada
às estruturas profundas, discursivas e semânticas, relacionadas aos movimentos do pensamento. Por
exemplo, podem ser citadas tarefas como estabelecer relações lógico-semânticas entre dois fatos
apresentados em um texto (temporalidade, causalidade, contraposição, comparação e oposição).
•	 Procedimentos de comparação. Essas tarefas pressupõem que o leitor confronte dois textos, a partir de
uma proposta que determina os termos e condições de comparação como, por exemplo, comparar em
diferentes gêneros, as formas de apresentar um lugar ficcional e um lugar real, um fato ficcional e um fato
real, uma situação científica real e uma situação científica ficcional etc.
Grupo III – Reflexão sobre conteúdo e forma de textos.
Essas tarefas se referem aos procedimentos que estabelecem uma ressignificação para os textos com
base na aplicação de conhecimentos públicos e estruturados. Nelas, o leitor precisa relacionar a informação
encontrada em um texto com conhecimentos provenientes de outras fontes, distanciando-se do texto e
buscando argumentos em conhecimentos públicos (externos ao texto).
56
•	 Procedimentos de inferência. Essas tarefas pressupõem que o aluno estabeleça, a partir de determinados
conhecimentos da área, conexões entre uma proposição dada, de caráter geral, e uma proposição
específica ou conclusão. Essa conclusão é particular à situação proposta, não podendo ser generalizada.
Por exemplo, as tarefas de inferir tese, tema ou assunto principal de texto, ou efeitos de ironia e humor
em textos.
•	 Procedimentosdeformulaçãodehipóteses.Essastarefaspressupõemqueoleitorcalculeapossibilidade
de resposta a uma questão sobre um conhecimento específico da área que será examinado indiretamente
através de suas consequências e não de suas definições. A demonstração do fato requerido é preliminar
e serve para comprovar apenas aquele fato em particular. Por exemplo, formular hipóteses sobre o uso
das convenções da escrita: letra maiúscula inicial em nomes próprios, segmentação de palavras e frases,
pontuação, ortografia, uso das categorias nominais (gênero e número) ou dos processos derivacionais de
sufixação de palavras.
•	 Procedimentos de proposição. Essas tarefas pressupõem que o leitor apresente uma proposta declarada
sobre determinada questão, assumindo um caráter subjetivo de ator de sua declaração. A proposta deve
estar subordinada ao conhecimento requerido e aos limites da requisição proposta. Por exemplo, propor
título ou legenda apropriada para uma imagem, foto, figura etc. ou propor a reescrita de parte de um texto,
utilizando os recursos do sistema de pontuação, maiúscula inicial e ponto final (exclamação, interrogação
e reticências), dois pontos, aspas, travessão etc., de acordo com um dado sentido.
•	 Procedimentos de justificativa. Essas tarefas pressupõem que o leitor demonstre ou explique um
conhecimento por meio de conceitos específicos da área, determinando o porquê do conhecimento
requerido. Por exemplo, justificar o efeito de sentido e o significado produzido no texto pelo uso de
pontuação expressiva (reticências, exclamação, interrogação, aspas etc.) ou de notações gráficas ou
justificar a presença em textos de fenômenos linguísticos das diferentes variedades da fala e da escrita,
em domínios como: sistema pronominal; sistema de tempos verbais e emprego dos tempos verbais;
casos mais gerais de concordância nominal e verbal.
•	 Procedimentos de avaliação. Essas tarefas pressupõem que o leitor emita um juízo de valor sobre uma
determinada proposição, considerando como valor aquilo que é preferível ou desejável, de acordo com
uma determinada expectativa normativa. Por exemplo, avaliar criticamente o sentido preconceituoso de
palavra, expressão, imagem usada em um texto ou avaliar posições distintas entre duas ou mais opiniões
relativas ao mesmo fato ou mesmo tema.
•	 Procedimentos de aplicação. Essas tarefas pressupõem que o leitor faça uma transposição dos
conhecimentos estruturados da área para resolver um problema proposto. Por exemplo, aplicar o
conhecimento sobre unidades linguísticas (períodos, sentenças, sintagmas) como estratégia para solução
de problemas de pontuação.
57
1.3. – Propostas de Redação do saresp
As provas do SARESP apresentam uma proposta de redação, assim caracterizada:
5º ano do Ensino Fundamental
•	 Produzir uma carta de leitor em contexto de produção primário, com base em proposta que oferece
matéria de referência, dela derivando tema e as demais características do contexto de produção:
finalidade específica, leitor imediato, leitor secundário, lugar de circulação, portador e veículo.
7º ano do Ensino Fundamental
•	 Produzir uma narrativa de aventura com base em proposta que estabelece tema, gênero,
linguagem, finalidade e interlocutor do texto.
9º ano do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio
•	 Produzir um artigo de opinião com base em proposta que estabelece tema, gênero, linguagem,
finalidade e interlocutor do texto.
Em todos os anos/série, são avaliadas competências associadas à produção de textos, a saber:
Competência I Tema
Competência II Gênero
Competência III Coesão/Coerência
Competência IV Registro
Competência V Proposição (apenas para o Ensino Médio)
58
59
2. – ANÁLISE PEDAGÓGICA
DOS RESULTADOS
60
61
2.1. – ANÁLISE DO
DESEMPENHO POR NÍVEL
NO 5º ANO DO ENSINO
FUNDAMENTAL
5º Ano
Ensino Fundamental
3ª Série
Ensino Médio
7º Ano
Ensino Fundamental
9º Ano
Ensino Fundamental
62
63
2.1. – ANÁLISE DO DESEMPENHO POR NÍVEL NO 5° ANO
DO ENSINO FUNDAMENTAL
A leitura do presente relatório e, mais especificamente, das análises dos itens apresentados deve levar em
conta duas informações gerais e essenciais:
•	 a Escala de Proficiência permite inferir o nível em que os alunos dominam as competências cognitivas,
avaliadas relativamente aos conteúdos das disciplinas e em cada série ou ano escolares. Os conteúdos
e as competências (formas de raciocinar e tomar decisões) estão articulados nas diferentes habilidades a
serem consideradas nas respostas às diferentes questões ou tarefas das provas5
.
•	 para cada item analisado, são apresentados dados estatísticos que possibilitam compreender melhor
o desempenho dos alunos nas habilidades avaliadas. Para fins instrucionais, será apresentado a seguir
um modelo de tabelas e gráficos que acompanham cada item analisado, e a forma como cada uma das
informações fornecidas deve ser interpretada.
Para fins instrucionais, será apresentado a seguir um modelo de tabelas e gráficos que acompanham cada
item analisado, e a forma como cada uma das informações deve ser interpretada.
A tabela exemplifica as informações estatísticas que são registradas para cada um dos itens que compõem
uma prova do SARESP.
Gab
C
DIFICULDADE: 0,26
Fácil
DISCRIMINAÇÃO: 0,49
Muito Boa
ParâmetrosTCT
Estatísticas
Alternativas
A B C D
% Total 13,0 6,8 74,4 5,8
% Inferior 26,9 16,3 43,6 13,2
% Intermediário 13,7 6,4 74,4 5,5
% Superior 4,2 1,6 92,6 1,7
A primeira informação relevante a ser explícitada diz respeito aos três agrupamentos de alunos feitos a
partir de seus respectivos desempenhos. O grupo inferior diz respeito aos alunos com pior desempenho na
totalidade da prova, enquanto o grupo superior reúne os alunos com melhor desempenho e, por fim, o grupo
intermediário, os alunos com desempenho mediano. Para a prova de Língua Portuguesa do 5º ano do Ensino
5 São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Matrizes de referência para a avaliação Saresp: documento básico. Coordenação geral,
Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2009. p. 13.
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Relatório Pedagógico SARESP 2012 Língua Portuguesa

  • 2.
  • 3.
  • 4. II
  • 5. III APRESENTAÇÃO Caros Professores e Gestores da Educação, A realização de avaliações externas do desempenho educacional de alunos, redes e sistemas de ensino constitui, atualmente, pauta frequente na grande maioria das escolas brasileiras, qualquer que seja o nível de ensino que ofereçam. Nosso Estado, particularmente, além de participar das avaliações nacionais, promove a avaliação externa da Educação Básica efetivada pelo SARESP, cujas características asseguram a identidade de processo avaliativo de sistema, em larga escala, orientado por uma matriz de referência distinta, que faz interlocução com o Currículo do Estado de São Paulo e tem fornecido ao público, ao longo das contínuas edições, informações periódicas sobre os resultados do aprendizado dos alunos, permitindo acompanhar a evolução do desempenho e dos diversos fatores que influenciam a qualidade do ensino no sistema educativo. Nessa perspectiva, adquire grande importância a divulgação e análise dos resultados do SARESP, pois o conhecimento dessas informações e sua discussão, inspiram o aperfeiçoamento das atividades de formação continuada, a correção de rumos em projetos pedagógicos e a implementação de políticas públicas que incluem desde transformações na carreira docente até maior atenção à avaliação em processo na aprendizagem escolar. Assim, os Relatórios Pedagógicos do SARESP ao analisarem e explícitarem os resultados da avaliação, permitem às escolas olhar para seu processo de ensino-aprendizagem e para sua proposta pedagógica, com base em dados objetivos, realizando cotejamentos e análises para tomadas de decisão na esfera que lhes compete e que está sob sua governabilidade. Também às instâncias regionais e centrais, no seu âmbito de gestão, o acompanhamento deste processo e o apoio às atividades necessárias são fundamentais para que juntas – Escolas – Diretorias de Ensino – Coordenadorias – Secretarias Municipais – Secretaria de Estado -– possam dar continuidade ao aprimoramento de programas e projetos destinados à Educação Básica pública do Estado de São Paulo, com vistas a aperfeiçoar os processos de ensino-aprendizagem. Nossa convicção aposta nesse caminho como decisivo para a melhoria qualitativa da educação paulista. Herman Voorwald Secretário da Educação do Estado de São Paulo
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9. V SUMÁRIO INTRODUÇÃO........................................................................................................................................................................................... 1 PARTE I – DADOS GERAIS....................................................................................................................................................................... 3 1. – O SARESP 2012................................................................................................................................................................................... 3 1.1. – Características Gerais do SARESP 2012.......................................................................................................................................... 5 1.2. – Finalidades do SARESP.................................................................................................................................................................. 7 1.3. – Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência..................................................................................................................... 8 2. – INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO......................................................................................................................................................11 2.1. – Provas........................................................................................................................................................................................... 13 2.2. – Questionários de Contexto.......................................................................................................................................................... 15 3. – ABRANGÊNCIA DO SARESP............................................................................................................................................................. 17 PARTE II – RESULTADOS DO SARESP 2012 – LÍNGUA PORTUGUESA.............................................................................................. 21 1. REDE ESTADUAL DE ENSINO............................................................................................................................................................. 23 1.1. – 3º Ano do Ensino Fundamental..................................................................................................................................................... 23 1.2. – 5º, 7º e 9º Anos do Ensino Fundamental e 3ª Série do Ensino Médio.......................................................................................... 27 1.2.1. – Níveis de Proficiência em Língua Portuguesa.......................................................................................................................... 29 1.2.2. – Resultados Comparativos do SARESP com a Prova Brasil/SAEB – Rede Estadual................................................................. 32 1.2.3. – Resultados da Redação – Rede Estadual................................................................................................................................ 35 2. – RESULTADOS DAS ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS – ETE........................................................................................................... 39 2.1. – Níveis de Proficiência em Língua Portuguesa dos Alunos da 3ª Série do Ensino Médio – Escolas Técnicas Estaduais – ETE....... 42 2.2. – Resultados Comparativos do SARESP – ETE com a Prova Brasil/SAEB........................................................................................ 43 2.3. – Resultados da Redação – ETE....................................................................................................................................................... 44 PARTE III – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS................................................................................................................... 47 1. – PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP – LÍNGUA PORTUGUESA......... 47 1.1. – Matrizes de Referência para a Avaliação do SARESP – Língua Portuguesa.................................................................................... 51 1.2. – Provas de Língua Portuguesa do SARESP..................................................................................................................................... 54 1.3. – Propostas de Redação do SARESP................................................................................................................................................ 57 2. – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS.................................................................................................................................... 59 2.1. – Análise do Desempenho por Nível no 5º Ano do Ensino Fundamental........................................................................................ 61 2.1.1. – Considerações Gerais a Respeito da Prova de Língua Portuguesa no 5º Ano do Ensino Fundamental .................................. 87 2.2. – Análise do Desempenho por Nível no 7º Ano do Ensino Fundamental........................................................................................ 93 2.2.1. – Considerações Gerais a Respeito da Prova de Língua Portuguesa no 7º Ano do Ensino Fundamental ............................... 124 2.3. – Análise do Desempenho por Nível no 9º Ano do Ensino Fundamental...................................................................................... 131 2.3.1. – Considerações Gerais a Respeito da Prova de Língua Portuguesa no 9º Ano do Ensino Fundamental ............................... 164 2.4. – Análise do Desempenho por Nível na 3ª Série do Ensino Médio............................................................................................... 173 2.4.1. – Considerações Gerais a Respeito da Prova de Língua Portuguesa na 3ª Série do Ensino Médio ........................................ 207 PARTE IV – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS ................................................................................................................. 215 1. – RESULTADOS DA REDAÇÃO........................................................................................................................................................... 217 1.1. – O Plano Amostral........................................................................................................................................................................ 219 1.2. – As Propostas de Redação do SARESP 2012............................................................................................................................... 221
  • 10. VI 1.3. – As Competências Avaliadas e os Critérios de Avaliação da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo para o SARESP 2012................................................................................................................................................................... .227 1.4. – Descrição dos Níveis para a Correção das Redações................................................................................................................. 232 1.5. – Classificação e Descrição dos Níveis de Desempenho e Escala de Desempenho da Redação do SARESP............................. 234 1.6. – Análise Pedagógica das Redações por Anos/Série Avaliados e Propostas de Atividades Didáticas........................................... 236 1.6.1 – 5º do Ensino Fundamental..................................................................................................................................................... 237 1.6.2 – 7º do Ensino Fundamental..................................................................................................................................................... 244 1.6.3 – 9º do Ensino Fundamental..................................................................................................................................................... 251 1.6.4 – 3ª Série do Ensino Médio....................................................................................................................................................... 258 1.7. – Comentários Finais...................................................................................................................................................................... 265 ANEXO I Escala de Proficiência de Língua Portuguesa – Leitura........................................................................................................................... 267 ANEXO II Escala de Desempenho de Redação...................................................................................................................................................... 289
  • 11. 1 INTRODUÇÃO A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP realizou em 2012, a 15ª edição do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP, caracterizada como uma avaliação externa da Educação Básica, aplicada desde 1996. O SARESP tem como finalidade fornecer informações consistentes, periódicas e comparáveis sobre a situação da escolaridade básica na rede pública de ensino paulista, capazes de orientar os gestores do ensino no monitoramento das políticas voltadas para a melhoria da qualidade do ensino. A aplicação das provas do SARESP 2012 foi realizada em dois dias consecutivos, 27 e 28 de novembro, nos períodos da manhã, da tarde e da noite, no horário de início das aulas e envolveu todos os alunos do 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental (EF) e da 3ª série do Ensino Médio (EM) da rede pública estadual, contemplando as áreas de Língua Portuguesa (provas de Leitura e de Redação), Matemática, Ciências e Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química). Além das 5.015 escolas estaduais, a edição do SARESP 2012 contou com a adesão voluntária de 3.296 escolas de 530 municípios paulistas, cujas despesas de participação ficaram, mais uma vez, sob a responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo, e abrangeu também as escolas particulares, representadas por 197 instituições particulares de ensino, sendo 174 escolas da rede de ensino do SESI, que participaram da avaliação às suas próprias expensas. O Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza participou com suas 171 escolas técnicas, distribuídas em 129 municípios. A avaliação contou com a aplicação de questionários a pais e a alunos, com vistas a coletar informações sobre o contexto socioeconômico e cultural dos estudantes, sua trajetória escolar e suas percepções acerca dos professores e da gestão escolar. Os Diretores, Professores Coordenadores e Professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Ciências da Natureza da rede estadual responderam questionários específicos, com o objetivo de coletar informações sobre o perfil, aspectos da gestão escolar e da prática pedagógica. Os dados coletados desses questionários permitem traçar o perfil do alunado e subsidiar estudos sobre as relações entre variáveis de contexto e desempenho escolar. A operacionalização do SARESP 2012 ficou, pelo terceiro ano consecutivo, sob a responsabilidade da Fundação para o Vestibular da UNESP – VUNESP, instituição pública, com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 26 de outubro de 1979 pelo Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP. Da aplicação do SARESP resultam diferentes produtos: boletins e relatórios de desempenho, relatórios técnicos e relatórios pedagógicos, destinados a atender finalidades específicas, muito bem explícitadas no projeto SARESP, dentre as quais vale enumerar: (i) saber em que direção caminha a Educação Básica paulista; (ii) verificar se houve evolução em relação às avaliações dos últimos anos; (iii) localizar as evidências de melhoria e as fragilidades do ensino; (iv) buscar os aspectos diferenciais, os modelos bem sucedidos e, sobretudo, as diferenças entre o desejado e o alcançado. Os relatórios pedagógicos do SARESP são organizados com a finalidade de oferecer aos professores e gestores de escolas, o diagnóstico do estágio de desenvolvimento do processo educacional que vem sendo executado nas escolas públicas estaduais paulistas. Por isso, são apresentados por disciplina, e incluem resultados gerais da disciplina objeto do relatório, nos anos/série da rede estadual e do Centro Paula Souza que permitem
  • 12. 2 às equipes escolares refletir sobre os resultados alcançados pelas escolas, identificando diferenças, pontos de melhoria, impactos de ações destinadas a fortalecer o aprendizado e localizando pontos de fragilidade que requerem novos esforços. Além disso, os relatórios são endereçados aos professores, que neles encontram dados, análises, comentários e sugestões relativas aos resultados e ao acompanhamento do processo de ensino aprendizagem da disciplina, em cada ano/série avaliado. Acompanhamento esse que é possível graças à periodicidade de aplicação da avaliação e, sobretudo, à natureza do SARESP, processo avaliativo externo, referenciado por uma matriz específica, desenvolvida à luz do Currículo do Estado de São Paulo e que com ela estabelece uma interlocução que não se limita à aferição de conhecimentos adquiridos, mas investiga o desenvolvimento de habilidades e competências para mobilizar aqueles conhecimentos. Nesse sentido, os relatórios pedagógicos são oferecidos também como documentos que contribuem para o planejamento de atividades pedagógicas e a melhoria da prática de ensino. Professores e gestores encontram nos relatórios pedagógicos informações e dados distribuídos em três partes: Parte I – Em “Dados Gerais” são apresentadas informações básicas sobre o SARESP 2012, os instrumentos utilizados no processo de avaliação e sua abrangência. Parte II – Em “Resultados do SARESP 2012”, são apresentados os resultados gerais relativos à disciplina objeto do relatório nos anos/série da rede estadual e do Centro Paula Souza. Sempre que oportuno, o capítulo apresenta dados da comparação de resultados do SARESP 2012 com outras edições dessa avaliação ou com outras avaliações nacionais de larga escala. Parte III – Em “Análise Pedagógica dos Resultados” são abordados, na disciplina do relatório, aspectos pedagógicos envolvidos na avaliação, princípios curriculares e aspectos da organização das matrizes de referência para a avaliação do SARESP. Sua essência está na análise do desempenho do alunado e na apresentação, análise e discussão pedagógica de exemplos de itens selecionados das provas aplicadas. Essas são tarefas que ensejam recomendações para promover a melhoria do ensino e da aprendizagem. Em relação à expressão “itens selecionados”, é importante lembrar que os exemplos possuem propriedades estatísticas que permitem classificá-los como questões que descrevem a habilidade investigada e discriminam entre os grupos de alunos com menor e maior desempenho. Dadas essas qualidades, são itens que representam muito bem os diferentes pontos e níveis da escala SARESP. Por isso, são úteis para identificar pontos fortes e fragilidades de um dado processo educacional. É importante que os relatórios sejam lidos na íntegra, pois eles são organizados de modo a incorporar gradualmente informações sobre a metodologia de análise, o significado dos dados estatísticos e a interpretação pedagógica que eles possibilitam. O SARESP é processo de avaliação em larga escala que tem evoluído ao longo dos anos e é desejável que a cada ano seus métodos e procedimentos sejam mais e mais difundidos. Os relatórios pedagógicos são o mecanismo preferencial para fazer chegar ao professor os detalhes da metodologia que lhes permitam inclusive fazer uso da avaliação do SARESP ao conceber instrumentos de avaliação de aprendizagem. Por fim, há que lembrar aos professores e coordenadores, da relevância de tomar os dados disponibilizados pelo SARESP na perspectiva de uma série histórica de resultados dos diferentes níveis de ensino e, no conjunto das diferentes disciplinas. Assim, e só assim, será possível aos educadores aliar análises de resultados da avaliação à experiência do professor em sala de aula, para discutir com propriedade as ações e estratégias necessárias para o alcance das metas fixadas para a educação básica do Estado de São Paulo.
  • 13. 3 PARTE I – DADOS GERAIS 1. O SARESP 2012
  • 14. 4
  • 15. 5 1.1. – Características Gerais do SARESP 2012 A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP realizou em 2012, a 15ª edição do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – SARESP, caracterizada como uma avaliação externa da Educação Básica, aplicada desde 1996. A aplicação das provas foi realizada em dois dias consecutivos, 27 e 28 de novembro, nos períodos da manhã, da tarde e da noite, no horário de início das aulas envolvendo todos os alunos do 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental (EF) e 3ª série do Ensino Médio (EM) da rede pública estadual, contemplando as áreas de Língua Portuguesa, Redação, Matemática, Ciências e Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química) A 15ª edição, denominada SARESP 2012, consolidou a incorporação de uma série de mudanças iniciada em 2007 e destinada a sintonizar-se com as prioridades educacionais de cada gestão da SEE e incorporou a metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI) na análise dos resultados do 3º ano do Ensino Fundamental. Assim, a execução e a apuração dos resultados de 2012 do SARESP têm, como características básicas: • uso da metodologia de Blocos Incompletos Balanceados (BIB) na montagem das provas do 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, o que permite utilizar um grande número de itens por série e disciplina e classificar os níveis de desempenho dos alunos em relação ao desenvolvimento de competências e habilidades com maior amplitude; • avaliação do 3º ano do Ensino Fundamental por meio de itens de respostas construídas pelos alunos e seus resultados apresentados em uma nova escala de desempenho em Língua Portuguesa e em Matemática, permitindo, assim, a organização de uma nova série histórica; • a utilização da metodologiaTeoria da Resposta ao Item (TRI), que permite a comparação dos resultados obtidos no SARESP, ano a ano, possibilitando o acompanhamento da evolução dos indicadores de qualidade da educação ao longo dos anos; • apresentação dos resultados do SARESP 2012, em Língua Portuguesa e Matemática – 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio –, na mesma escala de desempenho da Prova Brasil/SAEB. Os resultados do 7º ano do Ensino Fundamental, mediante procedimentos adequados, foram incluídos nessa mesma escala; • diagnóstico do desempenho dos alunos em Ciências e Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química), análise e validação da escala de proficiência para cada área, o que certamente contribuirá para melhor caracterizar a situação do ensino nestas áreas do conhecimento; • correção externa e on-line da Redação, aplicada à amostra representativa de 10% do conjunto dos alunos dos anos/série avaliados, estratificada por tipo de atendimento escolar e Diretoria de Ensino – para a rede de ensino estadual – e por Diretoria de Ensino, para as redes municipal e particular (Rede SESI), com a finalidade de avaliar a produção textual dos alunos, cujos resultados são distribuídos numa escala com os níveis de desempenho do SARESP;
  • 16. 6 • aplicação de questionários aos pais e aos alunos de todos os anos/séries avaliados, encaminhados às Diretorias de Ensino/Secretarias Municipais de Educação, antes da aplicação das provas; • aplicação de questionário aos Professores de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Ciências da Natureza, aos Professores Coordenadores e aos Diretores das escolas da rede estadual, por sistema on-line, com o objetivo de assegurar uma caracterização mais detalhada dos fatores associados ao desempenho escolar; • participação das redes municipal e particular por meio de adesão voluntária. • atuação de Aplicadores externos à escola (à exceção do 3º ano do Ensino Fundamental) para garantir a necessária credibilidade aos resultados; • presença de Fiscais externos à escola para verificar e garantir a uniformidade dos padrões utilizados na aplicação; • presença de Apoios Regionais nas Diretorias de Ensino e de Agentes da Fundação VUNESP para suporte às redes de ensino participantes do SARESP; • participação dos pais nos dias de aplicação das provas para acompanhar o processo avaliativo nas escolas.
  • 17. 7 1.2. – FINALIDADES do saresp A execução do SARESP 2012 presta-se entre outras finalidades: • à composição do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP), mediante a utilização dos resultados de Língua Portuguesa e de Matemática, para cada escola estadual e municipal, como um dos critérios de acompanhamento das metas a serem atingidas pelas escolas; • ao planejamento pedagógico das escolas nos anos subsequentes, mediante a análise dos resultados possibilitando a comparação entre os resultados obtidos pela escola e os seus objetivos; • à divulgação pública dos resultados gerais de participação dos alunos e da média de proficiência do conjunto das redes municipais e escolas particulares integrantes da avaliação, acompanhada da distribuição dos alunos nos diferentes níveis de proficiência ou de desempenho, considerando os anos e as disciplinas avaliadas; • ao acesso dos resultados de cada escola pública estadual à população em geral, condição essencial para o acompanhamento do ensino ministrado nas escolas paulistas, resultando em um estímulo à participação da sociedade civil na busca da melhoria da qualidade do aproveitamento escolar; Os resultados dos alunos nas diferentes edições do SARESP não estão articulados à seleção ou promoção, mas à verificação de que competências e habilidades, entre as propostas para cada etapa de ensino-aprendizagem escolar, encontram- se em efetivo desenvolvimento entre os alunos. Coerente com seus objetivos, o SARESP como avaliação diagnóstica do sistema educacional, deve subsidiar a gestão educacional, os programas de formação continuada do magistério, o planejamento escolar e o estabelecimento de metas para o projeto de cada escola.
  • 18. 8 1.3. – CLASSIFICAÇÃO E DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS DE PROFICIÊNCIA As proficiências dos alunos da rede estadual de Ensino de São Paulo, aferidas no SARESP 2012, foram, a exemplo dos anos anteriores, consideradas na mesma métrica do SAEB/Prova Brasil, levando-se em consideração a inclusão, na prova, de itens oriundos das provas do SAEB, cedidos e autorizados pelo Ministério da Educação. A escala do SARESP: Uma escala é uma maneira de medir resultados de forma ordenada e a escolha dos números que definem os pontos da escala de proficiência é arbitrária e construída com os resultados da aplicação do método estatístico de análise denominado Teoria da Resposta ao Item (TRI). Os resultados do SARESP utilizam a equalização e interpretação da escala do SAEB, completada pela amplitude oferecida pelos itens que melhor realizam a cobertura do Currículo implantado nas escolas estaduais, explícitada na Matriz de Referência da Avaliação do SARESP. A descrição de cada um dos pontos foi feita com base nos resultados de desempenho dos alunos na prova SARESP 2012 e de acordo com as habilidades detalhadas nas Matrizes de Referência para Avaliação do SARESP. Assim, os níveis de desempenho têm uma interpretação pedagógica à luz da Matriz de Referência da Avaliação do SARESP e do Currículo do Estado de São Paulo. Para interpretar a escala de proficiência dos alunos do 5º, 7º, 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, foram selecionados os pontos 125, 150, 175, 200, 225, 250, 275, 300, 325, 350, 375, 400, 425, escolhidos a partir do ponto de nível de proficiência igual a 250, média do 9º ano do Ensino Fundamental no SAEB 1997, em intervalos de 25 pontos (meio desvio-padrão). Como o SAEB não possui uma escala de proficiência em Ciências e Ciências da Natureza, a SEE/SP, para obter a escala na edição SARESP 2008, arbitrou uma média de 250 pontos no 9º ano do Ensino Fundamental e um desvio-padrão de 50 pontos, sendo adotada esta mesma escala na edição SARESP 2012. A escala de cada disciplina é a mesma e, portanto, apresenta os resultados do desempenho dos alunos em todo o percurso da educação básica. A Escala de Língua Portuguesa – Leitura é comum aos quatro anos/série avaliados no SARESP – 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio; de igual modo, a escala de Matemática. A Escala de Ciências e Ciências da Natureza é comum aos três anos/série avaliados no SARESP – 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio. Cada escala descreve aquilo que os alunos sabem e são capazes de realizar em relação às habilidades e competências avaliadas, conforme a Matriz de Referência da Avaliação do SARESP. A interpretação da escala é cumulativa, ou seja, os alunos que estão situados em um determinado nível dominam não só as habilidades associadas a esse nível, mas também as proficiências descritas nos níveis anteriores – a lógica é a de que quanto mais o estudante caminha ao longo da escala, mais habilidades terá
  • 19. 9 desenvolvido. A descrição de cada ponto da escala apresenta as habilidades que os alunos desenvolveram, com base na média de desempenho e na distribuição dos alunos por rede de ensino ou escola nesta escala. A interpretação pedagógica de cada um dos pontos da escala compõe um documento específico, intitulado Descrição das Escalas de Proficiência. Os pontos da escala do SARESP, por sua vez, são agrupados em quatro níveis de proficiência – Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado – definidos a partir das expectativas de aprendizagem (conteúdos, competências e habilidades) estabelecidos para cada ano/série e disciplina no Currículo do Estado de São Paulo, descritos no quadro a seguir. Quadro 1. – Classificação e Descrição dos Níveis de Proficiência do SARESP Classificação Níveis de Proficiência Descrição Insuficiente Abaixo do Básico Os alunos, neste nível, demonstram domínio insuficiente dos conteúdos, competências e habilidades desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram. Suficiente Básico Os alunos, neste nível, demonstram domínio mínimo dos conteúdos, competências e habilidades, mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a proposta curricular no ano/série subsequente. Adequado Os alunos, neste nível, demonstram domínio pleno dos conteúdos, competências e habilidades desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram. Avançado Avançado Os alunos, neste nível, demonstram conhecimentos e domínio dos conteúdos, competências e habilidades acima do requerido no ano/série escolar em que se encontram. O quadro apresentado a seguir reúne informações sobre os intervalos de pontuação que definem os níveis de proficiência de Língua Portuguesa para os anos/série avaliados. Quadro 2. – Níveis de Proficiência de Língua Portuguesa – SARESP Níveis de Proficiência 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM Abaixo do Básico 150 175 200 250 Básico 150 a 200 175 a 225 200 a 275 250 a 300 Adequado 200 a 250 225 a 275 275 a 325 300 a 375 Avançado ≥ 250 ≥ 275 ≥ 325 ≥ 375 Os resultados da Redação são distribuídos numa escala com indicação de quatro níveis de desempenho – Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado. A descrição dos níveis da escala de Redação é a mesma para os Ensinos Fundamental e Médio; entretanto, devem ser consideradas as diferenças de expectativas em relação aos textos produzidos pelos alunos nos respectivos anos/série e nos gêneros produzidos.
  • 20. 10 Quadro 3. – Classificação e Descrição dos Níveis de Desempenho da Redação – SARESP Classificação Nível Intervalo de Notas Descrição Insuficiente Abaixo do Básico 50 Os alunos, neste nível, demonstram domínio insuficiente das competências e habilidades escritoras, desejáveis para o ano/série escolar em que se encontram. Suficiente Básico 50 a 65 Os alunos, neste nível, demonstram desenvolvimento mínimo das competências e habilidades escritoras, mas possuem as estruturas necessárias para interagir com a proposta curricular no ano/série subsequente. Adequado 65 a 90 Os alunos, neste nível, demonstram domínio pleno das competências e habilidades escritoras, desejáveis para no ano/série escolar em que se encontram. Avançado Avançado 90 a 100 Os alunos, neste nível, demonstram conhecimentos e domínio das competências escritoras acima do requerido para o ano/série escolar em que se encontram. O SARESP estabeleceu como padrão de desempenho esperado o nível Adequado para cada um dos anos/ série e disciplinas avaliadas. Em Língua Portuguesa – Leitura, essa expectativa corresponde às médias de 200, 225, 275 e 300 pontos, e para a Redação, 65 pontos.
  • 21. 11 2. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
  • 22. 12
  • 23. 13 2.1. – Provas As provas do SARESP 2012 foram organizadas de modo a contemplar as características básicas das edições do SARESP 2008 a 2011, possibilitando assim a sua continuidade como um sistema de avaliação externa capaz de realizar mensurações validadas e fidedignas da proficiência do corpo discente da escola de educação básica, pública estadual paulista e dos fatores a ela associados, com o objetivo geral de propiciar instrumento de diagnóstico do sistema de ensino e, ao mesmo tempo, fornecer indicadores para subsídio ao monitoramento das políticas públicas de educação. A avaliação censitária abrangeu alunos do 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, com diferentes instrumentos. Provas ampliadas ou em braile, destinadas a atender os alunos deficientes visuais, foram elaboradas por disciplina e ano/série avaliados. Para o 3º ano do Ensino Fundamental foram elaborados dois cadernos distintos (manhã e tarde) de prova de Língua Portuguesa e Matemática, mais um exemplar de “Prova do Professor”, para cada disciplina e período, com orientações sobre a aplicação. Cada caderno de Língua Portuguesa apresentava 8 questões abertas com o objetivo de verificar o nível de conhecimento sobre o sistema de escrita, a capacidade de ler com autonomia e a competência escritora dos alunos. As provas abertas de Língua Portuguesa e Matemática para o 3º ano do Ensino Fundamental foram corrigidas por professores especialistas, com a supervisão dos coordenadores do Programa “Ler e Escrever” das Diretorias de Ensino, que se orientavam por critérios de avaliação explícitos nos roteiros de correção e concebidos para as provas de 2012. Os alunos do 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental foram avaliados, censitariamente, por 104 questões objetivas de Língua Portuguesa, 104 questões objetivas de Matemática. Os alunos do 7º e 9º anos do Ensino Fundamental responderam também a 104 questões de Ciências, e os da 3ª série do Ensino Médio responderam a 104 questões de Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química). As provas de Língua Portuguesa e de Matemática do 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, as provas de Ciências do 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e a prova de Ciências da Natureza (Biologia, Física e Química) da 3ª série do Ensino Médio foram organizadas em 26 modelos de cadernos de prova, com 13 blocos diferentes. Cada caderno de prova, em cada disciplina, foi organizado com 24 itens, distribuídos em três blocos. Os cadernos de Redação foram compostos por um tema para a redação, sendo um tema para cada ano/série avaliado, acompanhado de uma página para rascunho, e outra, para o aluno transcrever a sua produção textual final. As provas de Redação foram aplicadas a uma amostra estratificada em 10%, por tipo de atendimento e por Diretoria de Ensino de alunos do 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio.
  • 24. 14 Na composição das provas do SARESP 2012 foram utilizados: • itens selecionados de avaliações anteriores do SARESP e itens comuns com o SAEB/Prova Brasil, como mecanismo para assegurar a comparabilidade tanto entre os resultados do SARESP quanto com os resultados da avaliação nacional. Por isso são chamados itens de ligação. O número de itens SAEB, varia por disciplina avaliada, mas, em geral, estão em número de 13 por prova e aparecem em média de 3 por caderno. • itens SARESP, elaborados sob a coordenação da SEE/SP e pré-testados pela Fundação VUNESP. Essa situação de pré-testagem permitiu compor as provas com absoluta maioria de questões cujas propriedades estatísticas foram determinadas por duas diferentes metodologias: aTeoria Clássica de Testes – TCT e a Teoria da Resposta ao Item –TRI. Em consequência, foram selecionadas questões ajustadas às habilidades da Matriz de Referência da Avaliação do SARESP, caracterizadas por elevada qualidade discriminatória e grau de dificuldade que atendia as exigências da SEE/SP. O estudo sobre a composição dos cadernos de prova, desenvolvido pela VUNESP, indicou que as provas permitiram a avaliação de todas as habilidades e evidenciou que é, no conjunto, dos 26 cadernos, e não no único caderno dos alunos, onde são avaliadas, as habilidades que compõem a Matriz de Referência da Avaliação do SARESP de cada disciplina por ano/série avaliado. O estudo mostrou também que o número de itens de cada prova guarda estreita relação de proporcionalidade com o número de habilidades da matriz de referência correspondente.
  • 25. 15 2.2. – Questionários de Contexto O SARESP 2012, tal como ocorreu nas últimas edições, aplicou questionários contextuais aos alunos e pais com vistas a coletar informações sobre o contexto social, econômico, cultural e familiar dos alunos, sobre as trajetórias de escolarização, hábitos de estudo e suas percepções e expectativas sobre o funcionamento da escola, e em relação à continuidade nos estudos e ao trabalho. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP, através da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE, seguindo proposição dos anos anteriores, encaminhou à VUNESP os questionários de contexto, para formatação, reprodução e distribuição às Diretorias de Ensino e Secretarias de Educação Municipal. Os questionários socioeconômicos dos alunos e pais foram preparados em três diferentes versões, um para o 3º e 5º anos do Ensino Fundamental, outro para o 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e o último, para a 3ª série do Ensino Médio. Cada questionário era composto de duas partes: a primeira com questões direcionadas aos pais e a outra voltada para os alunos. Acompanhados das folhas de resposta, os questionários foram entregues aos alunos pelas escolas para serem respondidos em casa num período que antecedeu a aplicação das provas. Estava, ainda, incluída no SARESP 2012, a aplicação na rede estadual de questionários de gestão escolar destinados aos Diretores de escolas, que propiciava informações consolidadas sobre formação acadêmica, experiência, estilo de gestão e sua percepção sobre o funcionamento e condições da escola, bem como informações sobre seu perfil socioeconômico e cultural; ao Professor-Coordenador, que objetivava a coleta de informações sobre sua formação acadêmica, experiência e prática pedagógica, sua percepção sobre o funcionamento e condições da escola e sobre seu perfil socioeconômico; e ao Professor, que também coletava informações sobre formação acadêmica, experiência, sua percepção sobre o funcionamento e condições de trabalho na escola, além de informações sobre seu perfil socioeconômico e cultural. Esse instrumento teve módulos específicos sobre práticas de ensino para os professores de Ciclo I do Ensino Fundamental, Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Biologia, Física e Química, para professores de Ciclo II e de Ensino Médio. Os questionários de gestão escolar são parte constitutiva do processo avaliativo e propiciam a análise dos fatores associados à aprendizagem. A aplicação foi online, no site da SEE/SP, seguiu um cronograma escalonado para cada profissional envolvido. O período de aplicação também antecedeu a própria aplicação das provas do SARESP.
  • 26. 16
  • 28. 18
  • 29. 19 3. – ABRANGÊNCIA DO SARESP As provas do SARESP 2012 foram aplicadas nos dias 27 e 28 de novembro, nos três períodos e no horário de início de cada escola. Nessa edição, participaram as escolas estaduais, além de escolas municipais e particulares que fizeram adesão e, pela quarta vez consecutiva, as Escolas Técnicas Estaduais – ETE – administradas pelo Centro Educacional Tecnológica Paula Souza e vinculadas à Secretaria Estadual de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. A participação das três redes de ensino no SARESP 2012 foi bastante satisfatória, envolvendo quase dois milhões de alunos em cada um dos dias de aplicação da prova. Tabela 1. – Participação dos Alunos por Rede de Ensino e Dia de Aplicação Rede de Ensino 1º dia 2º dia Escolas Municípios Previsto Participante % Previsto Participante % Estadual 1.617.222 1.403.723 86,8 1.378.050 85,2 5.015 644 644 ETE 18.494 14.888 80,5 13.642 73,8 171 129 114 Municipal 578.086 519.553 89,9 520.720 90,1 3.296 530 543 Particular 43.440 41.090 94,6 40.634 93,5 197 12 114 Total 2.257.242 1.979.254 87,7 1.953.046 86,5 8.679 8.644 Tabela 2. – Participação dos Alunos por Rede de Ensino, Ano/Série Avaliados (1º dia de aplicação) Ano/Série Estadual ETE Municipal Particular Total Alunos % Alunos % Alunos % Alunos % Alunos % 3ºano EF Previsto 126.904 90,6 - - 204.970 90,2 8.102 95,9 339.976 90,5 Participante 115.004 - - 184.955 7.767 307.726 5ºano EF Previsto 173.205 91,9 - - 218.997 91,9 8.906 97,3 401.108 92,0 Participante 159.147 - - 201.183 8.668 368.998 7ºano EF Previsto 437.875 90,6 - - 79.365 87,9 9.249 95,6 526.489 90,3 Participante 396.647 - - 69.763 8.839 475.249 9ºano EF Previsto 466.322 85,7 - - 69.755 85,4 12.313 94,0 548.390 85,9 Participante 399.669 - - 59.577 11.580 470.826 3ª série EM Previsto 412.916 80,7 18.494 80,5 4.999 81,5 4.870 87,0 441.279 80,8 Participante 333.256 14.888 4.075 4.236 356.455 Total Previsto 1.617.222 86,8 18.494 80,5 578.086 89,9 43.440 94,6 2.257.242 87,7 Participante 1.403.723 14.888 519.553 41.090 1.979.254
  • 30. 20 Além da participação dos alunos, a aplicação do SARESP 2012 mobilizou diretores, professores e pais dos alunos que acompanharam a aplicação das provas, e que responderam a um relatório de observação sobre aplicação da avaliação na escola. Além disso, na aplicação das provas do SARESP 2012, participaram fiscais externos, em até seis períodos, em todo o Estado, devidamente selecionados e treinados em fases anteriores à aplicação, pelos Agentes da Fundação VUNESP, para zelar pela transparência do processo avaliativo. O quadro a seguir, sumariza os dados relativos ao envolvimento de recursos humanos na edição do SARESP 2012, incluindo informações sobre número de escolas e turmas avaliadas. Quadro 4. – Quadro Síntese – SARESP 2012 Rede Estadual ETE Redes Municipais Escolas Particulares Alunos 1.403.723 14.888 519.533 41.090 Escolas 5.015 171 3.296 197 Diretores 5.015 171 3.296 197 Aplicadores 50.944 498 22.047 1.428 Fiscais 4.297 112 2.310 182 Pais de Alunos 53.791 445 25.903 1.584 Nº de turmas do Ensino Fundamental 38.741 - 21.893 1.243 Nº de turmas do Ensino Médio 12.473 498 154 185 Total de turmas avaliadas 50.944 498 22.047 1.428
  • 31. 21 PARTE II – RESULTADOS DO SARESP 2012 – LÍNGUA PORTUGUESA 1. REDE ESTADUAL DE ENSINO
  • 32. 22
  • 33. 23 1. – REDE ESTADUAL DE ENSINO No presente relatório, o conjunto de escolas que integram a Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo é formado pelas unidades administradas pela Secretaria Estadual da Educação/SP e pelas Escolas Técnicas Estaduais – ETE. Para fins de apresentação dos resultados e análises subsequentes, as EscolasTécnicas - ETE são tratadas em subitens específicos. Os resultados do SARESP 2012, apurados pelas unidades administradas pela Secretaria Estadual da Educação/ SP foram agrupados segundo Regiões Metropolitanas e Interior. De acordo com a sistemática definida pela SEE/SP, foram consideradas as Regiões Metropolitanas de São Paulo (RMSP), da Baixada Santista (RMBS), de Campinas (RMC) e do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RM Vale). Os dados dos demais municípios participantes foram agrupados no conjunto do Interior. 1.1. – 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL A avaliação de Língua Portuguesa do 3º ano do Ensino Fundamental, vem sendo realizada mediante a preparação de provas de resposta aberta, e a apuração dos resultados feita, tradicionalmente, com base em pesos atribuídos, a priori, a cada alternativa de resposta de cada questão da prova, compondo assim um roteiro de correção que é fornecido às equipes de professores encarregados da correção das provas. Os pesos são definidos por especialistas para cada categoria de resposta esperada em cada questão, e geram desempenhos individuais de zero a 72. Dessa forma, as respostas dos alunos são caracterizadas em diferentes níveis de domínio das habilidades investigadas, expressos em escalas próprias. A cada edição do SARESP as novas provas guardam estreita relação estrutural com os instrumentos aplicados nos anos anteriores, particularmente os mesmos níveis de dificuldade, o que, em princípio, garantiria a comparabilidade com os anos anteriores. Provas assim são denominadas paralelas e são de difícil construção, além de não permitirem as necessárias adaptações ao longo dos anos. Essa metodologia permitiu acompanhar, ao longo de mais de uma década, a evolução do processo de escolarização, em particular no que se refere aos objetivos gerais do ensino da Língua Portuguesa no Ciclo I, quais sejam, a aferição de capacidades de mobilizar conhecimentos adquiridos em leitura, escrita e sistema de escrita. A aplicação dos resultados dessa avaliação no planejamento do ensino para o Ciclo I, aliada à implementação de políticas publicas de fomento ao desenvolvimento docente, resultou, nos últimos anos em notáveis marcas de qualidade na educação pública estadual paulista, cabendo destacar o resultado de Língua Portuguesa, em 2011, apontando apenas 5% de alunos que ao final do 3º ano do Ensino Fundamental não demonstravam suficiente domínio sobre o funcionamento e as regras de geração da escrita.
  • 34. 24 Em 2012, as provas de Língua Portuguesa concebidas para o 3º ano do Ensino Fundamental sofreram mudanças para incorporar desafios e inovação à avaliação. Esse fato, bem como a necessidade de aprimorar as próximas edições da avaliação, motivaram a decisão de mudar a forma de análise dos dados do 3º ano do Ensino Fundamental, adotando a metodologia já bem estabelecida no campo de avaliações em larga escala, e que já é utilizada nos demais anos/série avaliados no SARESP, a Teoria da Resposta ao Item. (TRI). Nessa metodologia não se atribuem, a priori, os pesos associados às categorias de resposta de cada questão, eles provêm dos dados coletados nas provas resolvidas pelos alunos. No entanto, como já não se usam os pesos atribuídos por especialistas, e os testes podem ter distintos níveis de dificuldade, deixa-se de ter a restrição à escala [0;72]. Por exemplo, um aluno que obtiver a avaliação máxima em um teste mais difícil de Língua Portuguesa, merecerá uma nota mais alta de que outro que obteve a nota máxima (72) em um teste mais fácil. Assim, para que as duas notas possam refletir a realidade, o primeiro aluno deverá receber uma nota superior a 72. O argumento anterior justifica por que na escala construída utilizando aTRI, não há um mínimo e um máximo, pois dependem dos itens que compõem a prova. Costuma-se adotar apenas uma referência, podendo-se inclusive ter outras avaliações associadas a essa referência. O SAEB e o SARESP têm como referência a 8ª Série de 1997, quando se estipulou que a proficiência média seria 250 e o desvio-padrão 50. No SARESP os demais níveis (5º e 7º Anos do Ensino Fundamental e 3º Ano do Ensino Médio) já estão na mesma escala, ou seja, estão equalizados. Com o processamento dos resultados pelaTRI, foi possível caracterizar as respostas dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental em quatro diferentes níveis de domínio das habilidades investigadas: Insuficiente, Básico, Pleno e Avançado. Foi possível também descrever as principais características de cada um desses níveis, tendo como referenciais as expectativas de desempenho explícitadas nos critérios de correção adotados para as provas do 3º ano do Ensino Fundamental no SARESP 2012. As habilidades descritas em cada nível são cumulativas, o que significa, por exemplo, que um aluno classificado no nível Avançado, dominam não só as habilidades associadas a esse nível, mas também as proficiências descritas nos níveis anteriores – a lógica é a de que quanto mais o aluno caminha ao longo da escala, mas habilidades terá desenvolvido. A Tabela 3 descreve o que os alunos demonstraram ser capazes de fazer em cada nível, e indica o percentual de alunos por nível para Língua Portuguesa, na rede estadual, nas regiões metropolitanas e no interior. A representação gráfica desses resultados está no Gráfico 1.
  • 35. 25 Tabela 3. – Distribuição dos Alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental por Nível de Desempenho em Língua Portuguesa – Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior – SARESP 2012 (em %) Nível Descrição % de Alunos Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior Insuficiente Os alunos classificados neste nível escrevem com cor- respondência sonora ainda não alfabética, demonstran- do domínio insuficiente sobre o funcionamento e as re- gras de geração da escrita. 4,7 5,0 9,2 4,1 3,9 3,4 Básico Os alunos classificados neste nível escrevem com correspondência sonora alfabética, realizam separações entre palavras, mas nem sempre de forma convencional e localizam, na leitura, informações explícitas apresentadas em um texto informativo. Em situações de produção textual com apoio, ou de autoria de parte de um texto (De que se trata?), escrevem com algumas características de linguagem escrita, considerando algumas especificidades do trecho apresentado na prova (conto) e eventualmente utilizam recursos típicos da linguagem oral para articular as partes do texto. 21,0 22,3 26,1 18,9 22,0 16,3 Pleno Os alunos classificados neste nível escrevem com ortografia regular; e leem com autonomia, localizando informações e fazendo inferências em texto informativo. Em situações de produção textual com apoio, ou de autoria de parte de um texto (De que se trata?), escrevem com muitas características de linguagem escrita, considerando as especificidades do trecho apresentado na prova (conto), utilizam adequadamente elementos característicos da narrativa escrita para articular as partes do texto, e raramente fazem uso de recursos típicos da linguagem oral. 63,9 63,6 59,4 67,7 64,0 63,4 Avançado Os alunos classificados neste nível escrevem com ortografia regular, e leem com autonomia localizando informação explícitas e fazendo inferências em texto informativo. Em situações de produção textual com apoio, ou de autoria de parte de um texto (De que se trata?), escrevem com características de linguagem escrita, considerando as especificidades do trecho apresentado na prova (conto) e utilizam adequadamente elementos característicos da narrativa escrita para articular as partes do texto, sem fazer uso de recursos típicos da linguagem oral. 10,4 9,1 5,3 9,3 10,1 16,9
  • 36. 26 Gráfico 1. – Distribuição dos Alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental por Nível de Desempenho em Língua Portuguesa – Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior – SARESP 2012 (em %) 4,7 5,0 9,2 4,1 3,9 3,4 21,0 22,3 26,1 18,9 22,0 16,3 63,9 63,6 59,4 67,7 64,0 63,4 10,4 9,1 5,3 9,3 10,1 16,9 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior Insuficiente Básico Pleno Avançado No SARESP 2012, dos resultados da prova de Língua Portuguesa do 3º ano do Ensino Fundamental, apurou-se que y 95% dos alunos demonstram ser capazes de escrever com correspondência sonora alfabética, produzir texto com algumas características da linguagem escrita e do gênero proposto, além de localizar, na leitura, informações explícitas contidas no texto informativo. y menos de 5% dos alunos escrevem com correspondência sonora ainda não alfabética, demonstrando domínio insuficiente sobre o funcionamento e as regras de geração da escrita; y 74% escrevem com correspondência sonora alfabética e localizam, na leitura, informações explícitas apresentadas em um texto informativo. Em situações de produção textual escrevem com muitas características de linguagem escrita, considerando as especificidades do trecho apresentado (conto), utilizam adequadamente elementos característicos da narrativa escrita para articular os enunciados e raramente fazem uso de recursos típicos da linguagem oral. y 10,4% dos alunos demonstram conhecimentos e domínio das habilidades em escrita e leitura acima do requerido para o ano/série escolar em que se encontram, produzindo textos com características de linguagem escrita, considerando as especificidades do trecho apresentado na prova (conto). y o desempenho, analisado por regiões, mostra que nas escolas do interior há mais alunos classificados no nível excelente; de outra parte, na RMBS o percentual de alunos que demonstra domínio insuficiente sobre o funcionamento e as regras de geração da escrita é o mais elevado.
  • 37. 27 1.2. – 5º, 7º E 9º ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL E 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO ATabela 4 e o Gráfico 2, apresentam as médias de proficiência em Língua Portuguesa por ano/série avaliados, da Rede Estadual e por Região Metropolitana O Gráfico 3 apresenta a sequência histórica da evolução da média de proficiência dos anos/série avaliados no SARESP e no Gráfico 4 tem-se uma visão mais abrangente do distanciamento das médias de proficiência aferidas no SARESP 2012 em relação à expectativa dos níveis de proficiência Básico e Adequado para os anos/ séries avaliados. Tabela 4. – Médias de Proficiência por Ano/Série no SARESP 2012 Língua Portuguesa – Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior 5o ano EF 197,6 194,6 187,0 202,8 201,8 206,9 7o ano EF 210,6 207,6 207,8 214,1 211,8 214,0 9o ano EF 227,8 223,4 224,6 233,6 228,3 233,2 3ª série EM 268,4 264,2 268,1 272,9 271,7 272,8 Gráfico 2. – Médias de Proficiência por Ano/Série no SARESP 2012 Língua Portuguesa – Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior 197,6 210,6 227,8 268,4 194,6 207,6 223,4 264,2 187,0 207,8 224,6 268,1 202,8 214,1 233,6 272,9 201,8 211,8 228,3 271,7 206,9 214,0 233,2 272,8 0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 250,0 300,0 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior
  • 38. 28 Gráfico 3. – EvoluçãoTemporal das Médias de Proficiência – Língua Portuguesa – Rede Estadual SARESP 2009 SARESP 2010 SARESP 2011 SARESP 2012 5º EF 190,4 190,4 195,0 197,6 7º EF 215,7 203,7 208,1 210,6 9º EF 236,3 229,2 229,6 227,8 3ªEM 274,6 265,7 265,7 268,4 100,0 150,0 200,0 250,0 300,0 Gráfico 4. – Distanciamento das Médias de Proficiência Aferidas no SARESP 2012 em Relação à Expectativa dos Níveis Básico e Adequado para os Anos/Série Avaliados Língua Portuguesa – Rede Estadual 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM SARESP 2012 197,6 210,6 227,8 268,4 Adequado 200,0 225,0 275,0 300,0 Básico 150,0 175,0 200,0 250,0 0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 250,0 300,0 350,0 y No SARESP 2012 as médias de proficiência em Língua Portuguesa na Rede Estadual variam, nas séries avaliadas, entre 197,6 (5º ano do EF) e 268,4,(3ª série do EM) representando um acréscimo de 70,8 pontos em 7 anos de escolaridade, sendo que a expectativa de ganho, para este intervalo de tempo é de 100 pontos; y No SARESP 2012, as médias de proficiência em todos os anos/série da RMC, da RM Vale e do Interior são mais altas que as médias da RMSP e da RMBS e superam as médias da Rede Estadual; y Em relação aos resultados SARESP 2011, as médias de proficiência apuradas em 2012 para o 5º e 7º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio são mais altas e revelam tendência de aumento no nível de proficiência; y Em 2012 a média de proficiência aferida para o 5º ano do Ensino Fundamental em Língua Portuguesa está a apenas 2 pontos da expectativa para o Nível Adequado enquanto que é no 9º ano do Ensino Fundamental, onde essa diferença alcança 47 pontos, que reside o maior distanciamento em relação ao nível Adequado.
  • 39. 29 1.2.1. – Níveis de Proficiência em Língua Portuguesa Os pontos da escala do SARESP são agrupados em quatro níveis de desempenho – Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado – definidos a partir das expectativas de aprendizagem (conteúdos, competências e habilidades) estabelecidos para cada série/ano e disciplina do Currículo do Estado de São Paulo, e avaliados segundo a Matriz de Referência para o SARESP. Esses níveis são ainda agrupados em três classificações – Insuficiente, Suficiente e Avançado. Os percentuais de desempenho dos alunos com proficiência situada em cada um dos quatro níveis de proficiência acima especificados, para cada disciplina considerada, em função do ano/série avaliados, são apresentados nas figuras e gráficos seguintes. Em conformidade aos procedimentos adotados para o SARESP 2012, o gráfico 5 reúne as representações gráficas obtidas para cada uma das Regiões Metropolitanas e para o Interior e comparam os resultados com aqueles da Rede Estadual, em cada disciplina e por ano/série avaliados. O gráfico 6 sumariza os resultados da classificação dos alunos por níveis de proficiência agrupados.
  • 40. 30 Gráfico 5. – Percentuais de Alunos por Nível de Proficiência em Língua Portuguesa – SARESP 2012 Rede Estadual, Regiões Metropolitanas e Interior 18,1 33,6 33,5 14,8 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 45,0 Abaixo do Básico Básico Pleno Avançado Língua Portuguesa - 5º Ano EF Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior 22,5 39,7 30,1 7,7 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 45,0 Abaixo do Básico Básico Pleno Avançado Língua Portuguesa - 7º Ano EF Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior 28,5 55,9 14,0 1,6 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 Abaixo do Básico Básico Pleno Avançado Língua Portuguesa - 9º Ano EF Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior 34,4 38,8 26,3 0,5 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 45,0 Abaixo do Básico Básico Pleno Avançado Língua Portuguesa - 3ª Série EM Rede Estadual RMSP RMBS RMC RM Vale Interior
  • 41. 31 Gráfico 6. – Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência Agrupado Língua Portuguesa – SARESP 2012 18,1 67,1 14,8 22,5 69,9 7,7 28,5 69,9 1,6 34,4 65,1 0,5 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 Insuficiente Suficiente Avançado 5º ano EF 7º ano EF 9º ano EF 3ª série EM y Em Língua Portuguesa, o padrão de distribuição dos alunos do 5º e 7º anos do EF é similar, para todas as regiões selecionadas, concentrando nos níveis Básico e Adequado, os percentuais mais elevados. y Para o 9º ano do EF o perfil se altera e mostra a concentração de alunos no nível Básico (55 a 58%) bem como um significativo contingente alocado no nível Abaixo do Básico (24 a 30%). y A proporção de alunos no nível Abaixo do Básico aumenta com o nível de escolaridade e, de modo inverso, é percebido na proporção de alunos no nível de desempenho Avançado. y No SARESP 2012, no mínimo 65% dos alunos do 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio obtiveram média de proficiência que os classifica no nível Suficiente.
  • 42. 32 1.2.2. – RESULTADOS COMPARATIVOS DO SARESP COM A PROVA BRASIL/SAEB – REDE ESTADUAL O modelo de avaliação utilizado pelo SARESP, adotando-se na concepção, elaboração e correção das provas a mesma escala métrica em todas as edições, desde 2007, e também a mesma escala métrica das avaliações como SAEB e Prova Brasil, permite analisar e comparar os resultados do SARESP 2012 com os resultados das avaliações nacionais – Prova Brasil e SAEB, em relação às médias de proficiência e à interpretação pedagógica da escala de desempenho do SAEB nas áreas de Língua Portuguesa e de Matemática. Os Gráficos 7, 8 e 9 apresentam os desempenhos dos alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, respectivamente, em Língua Portuguesa, no SARESP 2010 a 2012, e na Prova Brasil/ SAEB, nas edições período de 2009 e 2011 (média nacional das redes estaduais e média da rede estadual de São Paulo), possibilitando a comparação das médias de proficiência alcançadas. Os dados relativos às médias de proficiência, estão apresentados nas Tabelas 5, 6 e 7. Tabela 5. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa 5º Ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual 2009 2010 2011 2012 Prova Brasil/SAEB – BR 186,2 - 190,6 - Prova Brasil/SAEB – SP 189,4 - 191,7 - SARESP 190,4 190,4 195,0 197,6 Gráfico 7. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 5º Ano do Ensino Fundamental da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/SAEB 150,0 175,0 200,0 225,0 2009 2010 2011 2012 Prova Brasil/Saeb Prova Brasil/Saeb - SP SARESP
  • 43. 33 Tabela 6. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa 9º Ano do Ensino Fundamental – Rede Estadual 2009 2010 2011 2012 Prova Brasil/SAEB – BR 239,7 - 238,7 - Prova Brasil/SAEB – SP 240,3 - 240,8 - SARESP 236,3 229,2 229,6 227,8 Gráfico 8. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 9º Ano do Ensino Fundamental da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/SAEB 175,0 200,0 225,0 250,0 275,0 2009 2010 2011 2012 Prova Brasil/Saeb Prova Brasil/Saeb - SP SARESP Tabela 7. – Médias de Proficiência em Língua Portuguesa 3ª Série do Ensino Médio – Rede Estadual 2009 2010 2011 2012 Prova Brasil/SAEB – BR 261,9 - 260,2 Prova Brasil/SAEB – SP 268,7 - 272,1 SARESP 274,6 265,7 265,7 268,4
  • 44. 34 Gráfico 9. – Evolução da Média de Proficiência em Língua Portuguesa – 3ª série do Ensino Médio da Rede Estadual no SARESP e na Prova Brasil/SAEB 200,0 225,0 250,0 275,0 300,0 2009 2010 2011 2012 Prova Brasil/Saeb Prova Brasil/Saeb - SP SARESP y As médias SARESP 2012 do 5º ano do Ensino Fundamental são mais altas que as da Prova Brasil/SAEB em 2009 e 2011, tanto das escolas estaduais de São Paulo quanto das escolas estaduais do Brasil; y As médias SARESP para o 9º ano do Ensino Fundamental são mais baixas que as da Prova Brasil/SAEB 2011, consideradas as escolas estaduais tanto de São Paulo quanto do Brasil; y As médias da 3ª série do Ensino Médio superam, desde 2010, as médias nacionais do SAEB e tendo em vista o aumento registrado no SARESP 2012 estão mais próximas das médias da Prova Brasil/SAEB 2011 para as escolas públicas do estado de São Paulo.
  • 45. 35 1.2.3. – RESULTADOS DA REDAÇÃO – REDE ESTADUAL No SARESP 2012, a sistemática de redação do SARESP foi executada utilizando a mesma metodologia desenvolvida em 2011. A prova de redação foi aplicada em uma amostra representativa de 10% do conjunto de alunos das redes de ensino estadual e municipal e das escolas particulares, nos anos avaliados: 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio. A Tabela 8 reúne as notas apuradas de 129.729 redações corrigidas no SARESP 2012, nos anos escolares avaliados, na Rede Estadual, levando-se em conta o plano amostral estabelecido, conforme será apresentado na Parte IV deste relatório. A média foi calculada considerando os pesos de cada estrato. Tabela 8. – Média em Redação – SARESP 2012 5º, 7º e 9º Anos do Ensino Fundamental e 3ª Série do Ensino Médio 5º ano EF 7º ano EF 9º ano EF 3ª série EM Média Erro Amostral Média Erro Amostral Média Erro Amostral Média Erro Amostral 65,7 0,9 59,6 0,4 58,2 0,4 68,7 0,3 Considerando que o plano amostral da redação foi estabelecido de modo a contemplar, no quantitativo amostrado por ano/série avaliado, as categorias da Diretoria de Ensino e do tipo de atendimento, são apresentadas, na Tabela 9, as médias da redação dos alunos da Rede Estadual no SARESP 2012. Tabela 9. – Média da Redação porTipo de Atendimento – SARESP 2012 Tipo de Atendimento 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM 1º ao 5º EF e EM 55,0 - - 68,6 1º ao 5º EF 67,9 - - - 1º ao 9º EFE e EM 61,8 57,7 56,6 67,5 1º ao 9º EF 62,5 59,0 59,8 - 6º ao 9º EF e EM - 59,8 58,3 68,6 6º ao 9º EF - 60,6 58,6 - Ensino Médio - - - 70,2 Rede Estadual 65,7 59,6 58,2 68,7 Os dados da tabela põem em evidência um acentuado impacto do tipo de atendimento sobre a média de redação. Exceção feita ao 9º ano EF, repete-se em 2012 a tendência identificada em 2011, qual seja, o desempenho é melhor em turmas que estudam em estabelecimentos que oferecem apenas um único ciclo de estudos.
  • 46. 36 Assim como nas provas objetivas, os resultados da redação foram distribuídos numa escala com indicação de quatro níveis de desempenho: Abaixo do Básico, Básico, Adequado e Avançado. As tabelas e os gráficos seguintes apresentam os resultados aferidos na prova de Redação em 2012. Tabela 10. – Percentual de Alunos por Nível de Desempenho na Redação – Rede Estadual – SARESP 2012 Classificação Nível 5º EF 7º EF 9º EF 3ª EM Insuficiente Abaixo do Básico 18,4 22,7 27,8 9,0 Suficiente Básico 23,3 32,8 34,8 20,0 Adequado 47,4 40,7 33,1 67,8 Avançado Avançado 10,8 3,7 4,3 3,2 Gráfico 10. – Distribuição Percentual de Alunos da Rede Estadual por Nível de Desempenho em Redação – SARESP 2012 18,4 22,7 27,8 9,0 23,3 32,8 34,8 20,0 47,4 40,7 33,1 67,8 10,8 3,7 4,3 3,2 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 5ºano EF 7ºano EF 9ºano EF 3ªsérie EM Abaixo do Básico Básico Adequado Avançado
  • 47. 37 Gráfico 11. – Distribuição Percentual de Alunos da Rede Estadual por Nível de Desempenho Agrupado em Redação – SARESP 2012 18,4 70,7 10,8 22,7 73,5 3,7 27,8 67,9 4,3 9,0 87,8 3,2 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 Insuficiente Suficiente Avançado 5ºano EF 7ºano EF 9ºano EF 3ªsérie EM y A prova de redação do SARESP 2012 mostrou que a maior parte dos alunos avaliados, dos ensinos Fundamental e Médio, está classificada nos níveis Básico e Adequado; y A 3ª série do Ensino Médio apresentou o maior percentual (67,8%) de alunos no nível Adequado; e y Em todos os anos/série avaliados, ao nível Avançado correspondem os menores percentuais de alunos.
  • 48. 38
  • 49. 39 2. RESULTADOS DAS ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS – ETE
  • 50. 40
  • 51. 41 2. – RESULTADOS DAS ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS – ETE A Tabela 11 apresenta a Média de Proficiência obtida pelos alunos da 3ª série do Ensino Médio das Escolas Técnicas do “Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza” na edição do SARESP 2012, para a disciplina de Língua Portuguesa. Tabela 11. – Média de Proficiência em Língua Portuguesa EscolasTécnicas Estaduais – SARESP 2012 Disciplina Média de Proficiência Língua Portuguesa 315,8 A média de proficiência obtida pelos alunos do Ensino Médio das ETE, em Língua Portuguesa, situa-se no nível Adequado para essa faixa de escolaridade e, quando comparada com as médias dos alunos das escolas estaduais é significativamente mais alta. A comparação das médias de proficiência apuradas para as ETE nas edições do SARESP 2010 a 2012, mostra que nos últimos 3 anos, em Língua Portuguesa, as médias guardam estreita relação. Gráfico 12. – Média de Proficiência Aferida em Língua Portuguesa nas EscolasTécnicas Estaduais em Comparação com a Rede Estadual – SARESP 2010 – 2012 268,4 265,7 265,7 315,8 320,6 316,8 0 50 100 150 200 250 300 350 Rede Estadual 2012 Rede Estadual 2011 Rede Estadual 2010 ETE - SARESP 2012 ETE - SARESP 2011 ETE - SARESP2010
  • 52. 42 2.1. – NíVEIS DE PROFICIÊNCIA EM LíNGUA PORTUGUESA DOS ALUNOS DA 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO – ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS – ETE O gráfico seguinte espelha as médias apuradas em 2012 para os alunos da 3ª série do Ensino Médio nas Escolas Técnicas Estaduais. Ele revela que em Língua Portuguesa, a maioria dos alunos obtém proficiência que os classifica no nível Adequado. Gráfico 13.– Distribuição dos Alunos por Nível de Proficiência no SARESP 2012 Língua Portuguesa – ETE (em %) 9,0 19,6 66,7 4,7 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 Abaixo do Básico Básico Adequado Avançado Língua Portuguesa - 3ª Série EM - ETE Quando os resultados são tratados em termos de nível de proficiência agrupado, o quadro é mais relevante: no mínimo 86% dos alunos das EscolasTécnicas Estaduais é classificado no nível Suficiente, em Língua Portuguesa. Gráfico 14.– Percentuais de Alunos da Rede Estadual por Nível de Proficiência Agrupado no SARESP 2012 – Língua Portuguesa – ETE (em %) 9,0 86,3 4,7 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 Insuficiente Suficiente Avançado
  • 53. 43 2.2. – RESULTADOS COMPARATIVOS DO SARESP – ETE COM A PROVA BRASIL/SAEB ATabela 12 apresenta os resultados das EscolasTécnicas Estaduais – ETE no SARESP 2012, com os resultados da edição anterior do SARESP e das avaliações nacionais Prova Brasil/SAEB nos anos de 2007 e 2009. Tabela 12. – Comparação das Médias de Proficiência em Língua Portuguesa SARESP 2010 a 2012 e Prova Brasil/SAEB 2009 e 2011 – ETE Avaliações Língua Portuguesa Prova Brasil/SAEB – Brasil – 2009 261,9 Prova Brasil/SAEB – SP/Rede Estadual – 2009 268,7 Prova Brasil/SAEB – SP/Escolas Particulares – 2009 301,2 SARESP 2010 316,8 Prova Brasil/SAEB – Brasil/Rede Estadual – 2011 260,2 Prova Brasil/SAEB – SP/Rede Estadual – 2011 272,1 Prova Brasil/SAEB – SP/Escolas Particulares – 2011 317,2 SARESP 2011 320,6 SARESP 2012 315,8 yy Em Língua Portuguesa ocorre uma superioridade das médias de proficiência dos alunos da 3ª série do Ensino Médio das ETE no SARESP 2010 a 2012 em relação às médias da avaliação nacional nos anos de 2009 e 2011; yy Em Língua Portuguesa, as variações são expressivas: em 2012, a diferença na média, se aproxima dos 55 pontos em relação à média nacional do SAEB 2011. yy Desde 2010, as médias SARESP em Língua Portuguesa registradas pelas ETE, são mais próximas das médias do SAEB/Prova Brasil para as escolas particulares de São Paulo.
  • 54. 44 2.3. – RESULTADOS DA REDAÇÃO – ETE A Tabela 13 e os gráficos seguintes apresentam a média obtida da amostra de 2.797 redações da ETE e a classificação dos alunos em cada um dos quatro níveis da escala de Redação do SARESP. Tabela 13. – Resultados da Redação – SARESP 2012 – ETE Nota Nível de Desempenho (em %) Insuficiente Suficiente Avançado Média Erro amostral Abaixo do Básico Básico Adequado Avançado 77,3 0,5 2,9 9,1 74,5 13,6 Gráfico 15.- Distribuição Percentual de Alunos da ETE por Nível de Desempenho – Redação – SARESP 2012 2,9 9,1 74,5 13,6 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 Abaixo do Básico Básico Adequado Avançado
  • 55. 45 Gráfico 16. – Distribuição Percentual de Alunos da ETE por Nível de Desempenho Agrupado – Redação – SARESP 2012 2,9 83,6 13,6 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 Insuficiente Suficiente Avançado • Em relação à Rede Estadual, a média de redação dos alunos das ETE acompanha a tendência identificada em Língua Portuguesa, sendo 8,6 pontos mais alta que a média da Rede Estadual para a 3ª série do Ensino Médio e, se consideradas as médias por tipo de atendimento, as ETE também superam em 7,5 pontos a média dos estabelecimentos que oferecem apenas o Ensino Médio. • 97,2% dos alunos das ETE têm proficiência em redação que os classifica no mínimo no nível Básico, sendo que 13,6% alcançam o nível Avançado. • No nível Adequado é onde se concentra o maior percentual de alunos (74,5%). • O percentual de alunos classificados no nível Abaixo do Básico não alcança 3%.
  • 56. 46
  • 57. 47 PARTE III – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS 1. PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP –LÍNGUA PORTUGUESA
  • 58. 48
  • 59. 49 1. – PRINCÍPIOS CURRICULARES E MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP – LÍNGUA PORTUGUESA1 O foco do processo de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, em todos os anos da educação básica, é o desenvolvimento das competências do aluno em ler e produzir textos. Sobre essa questão, as Orientações Curriculares do Estado de São Paulo – Ciclo I – Ensino Fundamental – Língua Portuguesa afirmam2 : O desenvolvimento da competência de ler e escrever não é um processo que se encerra quando o aluno domina o sistema de escrita, mas se prolonga por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação nas práticas que envolvem a língua escrita e que se traduz na sua competência de ler e produzir textos dos mais variados gêneros. Sobre essa questão, o Currículo do Estado de São Paulo – Ciclo II e Ensino Médio – Língua Portuguesa afirma3 : É essa habilidade de interagir linguisticamente por meio de textos, nas situações de produção e recepção em que circulam socialmente, que permite a construção de sentidos desenvolvendo a competência discursiva e promovendo o letramento. O nível de letramento é determinado pela variedade de gêneros textuais que a criança ou adulto reconhecem. Assim, o centro da aula de língua portuguesa é o texto, mas o que isso significa realmente? Todos os textos surgem na sociedade pertencendo a diferentes categorias ou gêneros textuais que relacionam os enunciadores com atividades sociais específicas. Não se trata de pensarmos em uma lista de características que compõem um modelo segundo o qual devemos produzir o nosso texto, mas de compreender como esse texto funciona em sociedade e de que forma ele deve ser produzido e utilizado a fim de atingir o objetivo desejado. A proposta de estudar a língua considerada como uma atividade social, espaço de interação entre pessoas, num determinado contexto de comunicação, implica a compreensão da enunciação como eixo central de todo o sistema linguístico e a importância do letramento, em função das relações que cada sujeito mantém em seu meio. Para o trabalho com gêneros textuais torna-se necessário compreender tanto as características estruturais de determinado texto (ou seja, como ele é feito) como as condições sociais de produção e recepção, para refletir sobre sua adequação e funcionalidade. 1 Murrie, Z. F. Texto originalmente publicado no Relatório Pedagógico de Língua Portuguesa – SARESP 2011. ISSN2236-8574. 2 Orientações Curriculares do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa e Matemática – ciclo I. Secretaria da Educação; coordenação, Neide Nogueira,Telma Weisz; elaboração, Ângela Maria da Silva Figueiredo e outros. São Paulo: FDE, 2008, pág.8. Disponível em http://www.rededosaber.sp.gov.br 3 Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Língua Portuguesa / Coord. Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2008. ISBN 978-85-61400- 11-8.1. Língua Portuguesa (Ensino Fundamental e Médio) – Estudo e ensino. I. Fini, Maria Inês. II. São Paulo (Estado) Secretaria da Educação, pág.42. Disponível em http://www.rededosaber.sp.gov.br
  • 60. 50 As Matrizes de Referência para a Avaliação de Língua Portuguesa do SARESP, para todos os anos, retomam os princípios curriculares e destacam que os processos de leitura e produção de texto são os objetivos da avaliação4 : O texto é o foco principal do processo de ensino-aprendizagem de língua portuguesa e, portanto, também desta Matriz. Considera-se texto qualquer sequência falada ou escrita que constitua um todo unificado e coerente dentro de uma determinada situação discursiva. Assim, o que define um texto não é a extensão dessa sequência, mas o fato de ela configurar-se como uma unidade de sentido associada a uma situação de comunicação. Nesse sentido, o texto só existe como tal quando atualizado em uma situação que envolve, necessariamente, quem o produz e quem o interpreta. 4 Matrizes de Referência para a Avaliação do SARESP documento básico/Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2009. v. 1. ISBN: 978-85-7849-374-5.
  • 61. 51 1.1. – MATRIZES DE REFERÊNCIA PARA A AVALIAÇÃO DO SARESP – LÍNGUA PORTUGUESA As Matrizes de Referência para a Avaliação em Língua Portuguesa (leitura) não devem ser confundidas com o Currículo. Por seus objetivos específicos, assim como pela natureza de suas competências e habilidades, elas representam um recorte representativo das estruturas mais gerais de conhecimento da área traduzidas em habilidades operacionais que vão permitir avaliar o desenvolvimento das aprendizagens esperadas, em cada ano, que podem ser aferidas em uma situação de prova escrita. AsMatrizesdeLínguaPortuguesadoSARESPreorganizam,parafinsespecíficosdeavaliação,osconhecimentos previstos na Proposta Curricular – Ensino Fundamental e Médio, da seguinte forma: Definição dos gêneros a serem avaliados por ano/série Os gêneros foram previstos por ano/série e, para cada um deles, a seleção procurou contemplar aqueles que, de forma geral, são objetos de estudo na Proposta Curricular. Eles foram classificados em não literários e literários. Para os segundos, definiram-se habilidades e conteúdos próprios, respeitando a função específica da literatura como objeto artístico. Definição das competências, habilidades e conteúdos Em Língua Portuguesa, em situações de leitura, são avaliadas as seguintes competências, habilidades e conteúdos de áreas comuns a todos os anos/série avaliados: Tema 1 Reconstrução das condições de produção e recepção de textos. • Parte significativa do processo de (re)construção dos sentidos de um texto está diretamente rela- cionada à percepção de suas condições de pro- dução, que permite ao leitor situá-lo adequada- mente como um evento discursivo. Nesse senti- do, identificar elementos como os protagonistas do discurso, os objetivos do texto, o suporte utilizado, o gênero (e seus componentes) e os espaços de circulação envolvidos no discurso, os valores sociais associados às variantes linguísti- cas utilizadas é parte essencial da compreensão do texto. Razão pela qual uma das competências básicas do leitor, em qualquer nível de proficiên- cia, é a de resgatar, com base nas suas marcas específicas (como os dêiticos de pessoa, tempo e lugar, as determinações linguísticas do suporte etc.), aspectos das condições de produção rele- vantes para a compreensão do texto ou de parte dele. Tema 2 Reconstrução dos sentidos do texto. • O processo de compreensão leitora baseia-se em procedimentos básicos de (re)construção dos sentidos do texto. Tais procedimentos envolvem a
  • 62. 52 recuperação de informações, tanto locais (no limite, itens de informação ou informações pontuais) quanto globais, de tal forma que o conteúdo de um texto possa ser representado, como propõe a linguística textual, em macroestruturas que se articulam em níveis crescentes de informação. Quanto mais “baixa” na estrutura, mais local será a informação. E vice-versa: quanto mais “alta”, mais geral e global, incorporando as informações de nível inferior. • Por um lado, as informações que constituem o conteúdo de um texto podem figurar explícitamente (em diferentes graus de proeminência) ou implicitamente(pormeiodeprocedimentosdiversos). O que envolve, no primeiro caso, a habilidade de localizar adequadamente essas informações; e, no segundo caso, a de inferi-las de forma autorizada pelo texto, ou seja, com base na identificação dos procedimentos de implicitação utilizados. Tema 3 Reconstrução da textualidade. • Os conteúdos se organizam, em um texto, com base em processos de coerência e coesão que se expressam por meio de recursos linguísticos espe- cíficos, responsáveis por apresentar informações novas e resgatar as antigas, de forma a garantir a continuidade textual nas formas previstas pelo gê- nero e pela tipologia em questão. • Por isso mesmo, uma das competências funda- mentais do leitor, em qualquer nível de proficiência, consiste em um conjunto de habilidades relaciona- das à correta apreensão da organização textual, por meio das marcas linguísticas que a manifestam. Tema 4 Reconstrução da intertextualidade e relação entre textos. • Um texto se constitui e se individualiza como tal numa complexa rede de relações que ele estabelece com outros textos, no que diz respeito à forma, ao conteúdo e/ou às suas funções sociais. É nas semelhanças e diferenças com os demais, por exemplo, bem como na forma como se refere direta ou indiretamente a outros textos, que ele ganha identidade. Assim, a leitura de um texto envolve, por parte do leitor, uma adequada apreensão dessa rede de relações, sempre mais ou menos marcadas no próprio texto. É por meio da apreensão de marcas como a citação, a referência, a alusão que o leitor pode perceber um texto como paródia de outro, plágio, comentário, adendo, explicação, resposta. Tema 5 Reflexão sobre os usos da língua falada e escrita. • A adequada (re)construção dos sentidos de um texto, e em especial a sua leitura crítica, pressupõem a capacidade do leitor de perceber e analisar aspectos linguísticos [e/ou semióticos] próprios de sua organização, como a seleção lexical, o uso dos modos e tempos verbais, os recursos sintáticos mobilizados na estruturação das frases, a pontuação etc. • É nesses aspectos semióticos e linguísticos da organização textual que se encontram os “modos de dizer” próprios de um gênero, de um enunciador, de um determinado contexto histórico-social. E na medida em que esses “modos de dizer” fazem parte dos sentidos do texto, sua apreensão faz parte da compreensão. Tema 6 Compreensão de textos literários. • Pela tradição artístico-cultural a que se associa, o texto de valor literário tem características próprias, baseadas em convenções discursivas que estabelecem modos e procedimentos de leitura bastante particulares (os “pactos de leitura”, como os denomina a teoria literária). Esses modos próprios de ler têm o objetivo básico de permitir ao leitor apreender e
  • 63. 53 apreciar o que há de singular em um texto cuja intencionalidade não é imediatamente prática, e sim artística. • Em consequência, o leitor literário caracteriza- se como tal por uma competência própria, ao mesmo tempo lúdica (porque o pacto é ficcional) e estética (dada a intencionalidade artística). Trata- se, portanto, de uma leitura cujo processo de (re) construção de sentidos envolve fruição estética, em diferentes níveis.
  • 64. 54 1.2. – PROVAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO SARESP OsinstrumentosdeavaliaçãodaproficiênciaemleiturautilizadospeloSARESPpressupõemoaprofundamento da experiência do leitor ao longo dos anos da educação básica e esse aprofundamento é consequência do contato do leitor com a diversidade dos textos, tanto do ponto de vista da forma quanto no que diz respeito ao conteúdo. Além do domínio da textualidade propriamente dita, o leitor vai construindo um repertório cultural específico relacionado com as diferentes áreas do conhecimento que usam a palavra escrita para o registro de ideias, experiências, conceitos, sínteses etc. Assim, os textos selecionados para a realização das tarefas de leitura, nas provas do SARESP, consideram a “experiência esperada” do leitor, de acordo com a sua faixa etária e o ano/série escolar que frequenta. Uma vez lido o texto da prova, o leitor realiza diferentes tarefas de leitura, propostas por questões de compreensão em formato de múltipla escolha com quatro alternativas (cinco para o Ensino Médio), sendo que apenas uma é correta. Essas tarefas avaliam a forma como o leitor responde aos comandos do item e suas competências e habilidades em leitura, definidas por descritores organizados em matrizes apropriadas para a etapa de escolarização do aluno leitor. As competências e habilidades predefinidas nas matrizes partem do princípio de que o leitor competente é aquele que sabe recuperar, compreender, interpretar e avaliar as informações apresentadas em diferentes textos. As tarefas de leitura simulam situações reais exigidas do leitor e necessárias para a vida em uma sociedade letrada, isto é, o leitor utiliza o texto, de acordo com os seus objetivos pessoais como obter, selecionar, interpretar e avaliar informações escritas. As tarefas de leitura propostas podem ser classificadas em três grandes grupos: Grupo I – Recuperação de informações nos textos. Este grupo de tarefas se refere aos procedimentos que solicitam do leitor a localização, o reconhecimento e a identificação de informações no texto. • Procedimentos de localização. As tarefas de localizar pressupõem que o leitor encontre informações (dados, fatos, opiniões, procedimentos, argumentos etc.), contidas em partes específicas do texto. Essas informações podem ser reproduzidas literalmente ou por meio de paráfrases. O leitor faz uma varredura no texto em busca da informação requisitada. Não é necessário que ele apresente domínio de nomenclatura específica da área. O processamento de leitura envolvido ocorre na maior parte das vezes no nível de partes específicas do texto, embora em alguns casos a informação possa estar distribuída ao longo do texto ou envolver algum grau de inferência ou categorização. • Procedimentos de reconhecimento. Essas tarefas pressupõem um conhecimento anterior do texto, não necessariamente sistematizado e explicável. O leitor aplica seu conhecimento previamente adquirido à situação proposta por uma suposição de semelhança (analogia), emitindo, assim, uma opinião não necessariamente verificada. O sentido de extensão provável do conhecimento ocorre mediante semelhanças genéricas por indução. No caso do reconhecimento da finalidade de um determinado gênero proposto, por exemplo, o aluno reconhece seu uso social por semelhança aos usos sociais já conhecidos do texto.
  • 65. 55 • Procedimentos de identificação. Essas tarefas pressupõem a complementação de um conhecimento por correspondência (definição – exemplo), sem que o leitor necessite acrescentar nada de novo ao conhecimento já existente. O conhecimento previsto se encontra dentro da área de língua portuguesa e deve fazer parte do acervo escolar do aluno, mesmo que ele não saiba necessariamente explicá-lo. Entretanto, diferentemente da habilidade de reconhecer, há a pressuposição de um conhecimento escolar específico que deve ser mobilizado no ato da resolução do problema proposto como, por exemplo, no caso da identificação de uma personagem em texto narrativo literário ou de recursos gráficos, rítmicos ou expressivos presentes no poema (versos, estrofes, rimas, repetições etc.). Grupo II – Compreensão e interpretação de textos. Essas tarefas se referem aos procedimentos que solicitam o entendimento dos processos lógicos que são desenvolvidosnostextos.Nelas,oleitorprecisaconstruirumacompreensãoamplasobreotextooudesenvolver uma interpretação mais específica, como, por exemplo, de relações sintático-semânticas presentes no texto. Algumas tarefas desse grupo exigem, muitas vezes, compreensão lógica do texto (coerência e coesão). • Procedimentos de classificação. Essas tarefas pressupõem a operação de repartir um conjunto de conhecimentos em classes coordenadas ou subordinadas, de acordo com critérios previamente determinados, envolvendo outras tarefas, como identificar, distinguir, dividir, ordenar etc. Um bom exemplo é classificar os gêneros considerando sua forma gráfica ou as palavras de um texto em um campo semântico determinado. • Procedimentos de estabelecimento de relações. Essas tarefas pressupõem que o leitor compreenda as relações lógicas das proposições entre si, mesmo sem necessariamente saber explicá-las. São relações linguísticas que ocorrem em todo texto oral e escrito, relacionadas ao contexto de produção. De qualquer forma, o conhecimento de nomenclatura da área é importante para responder ao item proposto. Essas relações estão intimamente interligadas à coerência e coesão do texto. Uma relação pode estar correta sob o ponto de vista sintático, mas não sob o ponto de vista semântico ou discursivo. A coerência de determinada proposição pressupõe um sentido para o texto em uma situação comunicativa. A coesão ocorre na relação entre todas as partes do texto. Ela faz parte da superfície linguística, mas está interligada às estruturas profundas, discursivas e semânticas, relacionadas aos movimentos do pensamento. Por exemplo, podem ser citadas tarefas como estabelecer relações lógico-semânticas entre dois fatos apresentados em um texto (temporalidade, causalidade, contraposição, comparação e oposição). • Procedimentos de comparação. Essas tarefas pressupõem que o leitor confronte dois textos, a partir de uma proposta que determina os termos e condições de comparação como, por exemplo, comparar em diferentes gêneros, as formas de apresentar um lugar ficcional e um lugar real, um fato ficcional e um fato real, uma situação científica real e uma situação científica ficcional etc. Grupo III – Reflexão sobre conteúdo e forma de textos. Essas tarefas se referem aos procedimentos que estabelecem uma ressignificação para os textos com base na aplicação de conhecimentos públicos e estruturados. Nelas, o leitor precisa relacionar a informação encontrada em um texto com conhecimentos provenientes de outras fontes, distanciando-se do texto e buscando argumentos em conhecimentos públicos (externos ao texto).
  • 66. 56 • Procedimentos de inferência. Essas tarefas pressupõem que o aluno estabeleça, a partir de determinados conhecimentos da área, conexões entre uma proposição dada, de caráter geral, e uma proposição específica ou conclusão. Essa conclusão é particular à situação proposta, não podendo ser generalizada. Por exemplo, as tarefas de inferir tese, tema ou assunto principal de texto, ou efeitos de ironia e humor em textos. • Procedimentosdeformulaçãodehipóteses.Essastarefaspressupõemqueoleitorcalculeapossibilidade de resposta a uma questão sobre um conhecimento específico da área que será examinado indiretamente através de suas consequências e não de suas definições. A demonstração do fato requerido é preliminar e serve para comprovar apenas aquele fato em particular. Por exemplo, formular hipóteses sobre o uso das convenções da escrita: letra maiúscula inicial em nomes próprios, segmentação de palavras e frases, pontuação, ortografia, uso das categorias nominais (gênero e número) ou dos processos derivacionais de sufixação de palavras. • Procedimentos de proposição. Essas tarefas pressupõem que o leitor apresente uma proposta declarada sobre determinada questão, assumindo um caráter subjetivo de ator de sua declaração. A proposta deve estar subordinada ao conhecimento requerido e aos limites da requisição proposta. Por exemplo, propor título ou legenda apropriada para uma imagem, foto, figura etc. ou propor a reescrita de parte de um texto, utilizando os recursos do sistema de pontuação, maiúscula inicial e ponto final (exclamação, interrogação e reticências), dois pontos, aspas, travessão etc., de acordo com um dado sentido. • Procedimentos de justificativa. Essas tarefas pressupõem que o leitor demonstre ou explique um conhecimento por meio de conceitos específicos da área, determinando o porquê do conhecimento requerido. Por exemplo, justificar o efeito de sentido e o significado produzido no texto pelo uso de pontuação expressiva (reticências, exclamação, interrogação, aspas etc.) ou de notações gráficas ou justificar a presença em textos de fenômenos linguísticos das diferentes variedades da fala e da escrita, em domínios como: sistema pronominal; sistema de tempos verbais e emprego dos tempos verbais; casos mais gerais de concordância nominal e verbal. • Procedimentos de avaliação. Essas tarefas pressupõem que o leitor emita um juízo de valor sobre uma determinada proposição, considerando como valor aquilo que é preferível ou desejável, de acordo com uma determinada expectativa normativa. Por exemplo, avaliar criticamente o sentido preconceituoso de palavra, expressão, imagem usada em um texto ou avaliar posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou mesmo tema. • Procedimentos de aplicação. Essas tarefas pressupõem que o leitor faça uma transposição dos conhecimentos estruturados da área para resolver um problema proposto. Por exemplo, aplicar o conhecimento sobre unidades linguísticas (períodos, sentenças, sintagmas) como estratégia para solução de problemas de pontuação.
  • 67. 57 1.3. – Propostas de Redação do saresp As provas do SARESP apresentam uma proposta de redação, assim caracterizada: 5º ano do Ensino Fundamental • Produzir uma carta de leitor em contexto de produção primário, com base em proposta que oferece matéria de referência, dela derivando tema e as demais características do contexto de produção: finalidade específica, leitor imediato, leitor secundário, lugar de circulação, portador e veículo. 7º ano do Ensino Fundamental • Produzir uma narrativa de aventura com base em proposta que estabelece tema, gênero, linguagem, finalidade e interlocutor do texto. 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio • Produzir um artigo de opinião com base em proposta que estabelece tema, gênero, linguagem, finalidade e interlocutor do texto. Em todos os anos/série, são avaliadas competências associadas à produção de textos, a saber: Competência I Tema Competência II Gênero Competência III Coesão/Coerência Competência IV Registro Competência V Proposição (apenas para o Ensino Médio)
  • 68. 58
  • 69. 59 2. – ANÁLISE PEDAGÓGICA DOS RESULTADOS
  • 70. 60
  • 71. 61 2.1. – ANÁLISE DO DESEMPENHO POR NÍVEL NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 5º Ano Ensino Fundamental 3ª Série Ensino Médio 7º Ano Ensino Fundamental 9º Ano Ensino Fundamental
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  • 73. 63 2.1. – ANÁLISE DO DESEMPENHO POR NÍVEL NO 5° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL A leitura do presente relatório e, mais especificamente, das análises dos itens apresentados deve levar em conta duas informações gerais e essenciais: • a Escala de Proficiência permite inferir o nível em que os alunos dominam as competências cognitivas, avaliadas relativamente aos conteúdos das disciplinas e em cada série ou ano escolares. Os conteúdos e as competências (formas de raciocinar e tomar decisões) estão articulados nas diferentes habilidades a serem consideradas nas respostas às diferentes questões ou tarefas das provas5 . • para cada item analisado, são apresentados dados estatísticos que possibilitam compreender melhor o desempenho dos alunos nas habilidades avaliadas. Para fins instrucionais, será apresentado a seguir um modelo de tabelas e gráficos que acompanham cada item analisado, e a forma como cada uma das informações fornecidas deve ser interpretada. Para fins instrucionais, será apresentado a seguir um modelo de tabelas e gráficos que acompanham cada item analisado, e a forma como cada uma das informações deve ser interpretada. A tabela exemplifica as informações estatísticas que são registradas para cada um dos itens que compõem uma prova do SARESP. Gab C DIFICULDADE: 0,26 Fácil DISCRIMINAÇÃO: 0,49 Muito Boa ParâmetrosTCT Estatísticas Alternativas A B C D % Total 13,0 6,8 74,4 5,8 % Inferior 26,9 16,3 43,6 13,2 % Intermediário 13,7 6,4 74,4 5,5 % Superior 4,2 1,6 92,6 1,7 A primeira informação relevante a ser explícitada diz respeito aos três agrupamentos de alunos feitos a partir de seus respectivos desempenhos. O grupo inferior diz respeito aos alunos com pior desempenho na totalidade da prova, enquanto o grupo superior reúne os alunos com melhor desempenho e, por fim, o grupo intermediário, os alunos com desempenho mediano. Para a prova de Língua Portuguesa do 5º ano do Ensino 5 São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Matrizes de referência para a avaliação Saresp: documento básico. Coordenação geral, Maria Inês Fini. São Paulo: SEE, 2009. p. 13.