1. a existência de deus 2015

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1. a existência de deus 2015

  1. 1. A existência de Deus Introdução Quem é Deus para você? É dessa resposta que depende a felicidade do ser humano. Aceitando ou não, ninguém pode ser verdadeiramente feliz sem que antes responda sinceramente a essa pergunta. Deparamo-nos com uma série de ensinamentos errados a respeito deste assunto. Pessoas tentam definir sobre quem é Deus visando justificar ou abonar Seus próprios ensinamentos. Devemos conhecer a natureza de Deus não como desejaríamos que Ele fosse, e sim como Ele se revela a nós. Quem tem uma imagem deformada de Deus, geralmente não consegue se posicionar espiritualmente falando, com relação ao sentido da vida. Portanto, faça a experiência de imprimir em seu coração uma imagem correta sobre Deus e você verá o quanto isso o ajudará crescer como ser humano em todos os aspectos da sua caminhada existencial. Nunca ocorreu aos autores do Antigo Testamento provar a existência de Deus. Tal assunto teria sido absurdo, dado as atitudes da época. As narrativas bíblicas revelam “um tempo em que a existência de seres sobrenaturais era inquestionável”. Assim, os narradores bíblicos não procuraram explicar a existência de Deus, mas apontar para a sua identidade através do que fazia. A prova bíblica sobre este ponto não nos vem na forma de uma declaração explícita, e muito menos na forma de um argumento lógico. Nesse sentido a Bíblia não prova a existência de Deus. O que mais se aproxima de uma declaração talvez seja o que lemos em Hebreus 11:6 “... é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. Hoje, ainda tem quem questione a existência de Deus, porém a Bíblia não entra nesse mérito da questão pois Sua existência é apresentada como óbvia e incontestável. Se vê, em quase todas as páginas da Escritura Sagrada, que Deus se revela em palavras e atos. Esta revelação de Deus constitui a base da nossa fé na Sua existência, e torna-a uma fé inteiramente razoável. Deve-se notar, contudo, que é somente pela fé que aceitamos a revelação de Deus e que obtemos uma real compreensão do seu conteúdo. Disse Jesus, “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo”, (João 7.17). É este conhecimento intensivo, resultante de íntima comunhão com Deus, que Oséias tem em mente quando diz, “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor.” (Oséias 6.3). O incrédulo não tem nenhuma real compreensão da Palavra de Deus. As palavras de Paulo são pertinentes nesta conexão: “Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem, pela loucura da pregação”, (1 Coríntios 1.20, 21). 1. Como sabemos que Deus existe? A teologia reformada sustenta que Deus pode ser conhecido, mas que ao homem é impossível ter um exaustivo e perfeito conhecimento de Deus. Ter esse conhecimento seria equivalente a compreendê-lo, e isto está completamente fora de questão. Ademais, o homem não pode dar uma definição de Deus no sentido exato da palavra, mas apenas uma descrição parcial. Uma definição lógica
  2. 2. é impossível porque Deus não pode ser consubstanciado de forma sumária debaixo de algum gênero humano mais alto. Ao mesmo tempo, sustenta-se que o homem pode obter um conhecimento de Deus perfeitamente adequado à realização do propósito divino na vida do próprio homem. Contudo, o verdadeiro conhecimento de Deus só pode ser adquirido graças a Sua auto revelação divina, e somente pelo homem que aceita isso com fé semelhante à de uma criança. A religião necessariamente pressupõe tal conhecimento. Este conhecimento é a mais sagrada relação entre o homem e seu Deus, relação na qual o homem tem consciência da absoluta grandeza e majestade de Deus como o Ser Supremo, e de sua completa insignificância e sujeição ao Altíssimo e Santo Ser. E se isto é verdade, segue-se que a religião pressupõe o conhecimento de Deus no homem. Se o homem fosse deixado absolutamente nas trevas a respeito do Ser de Deus, ser-lhe-ia impossível assumir uma atitude religiosa. Não poderia haver reverência, piedade, temor de Deus, serviço de adoração. a) A íntima intuição de Deus: Para nós que fomos alcançados pelo o evangelho da salvação do nosso Senhor Jesus Cristo, é fácil crer na existência de Deus. Cristianismo sem crer em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo e na cruz, não é cristianismo. Mas quem é realmente Deus? Como sabemos que Deus existe? Temos dentro de nós uma íntima intuição da existência de Deus. Mas de onde vem essa intuição? Poderemos começar a entender isso ao ler Gênesis 2:7 “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” Essa intuição íntima dentro de nós nos revela que por termos sido criado por Deus, carregamos em nosso DNA espiritual, a prova incontestável da existência do próprio Deus. Em João 4:24 lemos que: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” Aqui, a própria Escritura Sagrada diz ser Deus espírito. Nesse sentido podemos entender em que somos a imagem e semelhança com Ele. Ele soprou sobre o homem o fôlego da vida. Que fôlego seria esse? O Seu Espírito. Em todo lugar, em qualquer parte do planeta, as pessoas buscam se relacionar com um ser superior, daí uma das razões de haver tantas heresias, tantas crenças em tantas outras coisas, os motivos são que a maioria das pessoas não conhecem Deus mesmo quando no seu íntimo sente falta Dele. Na vida do cristão isso não acontece pois essa íntima consciência de Deus se torna mais forte e mais distinta o que favorece nosso relacionamento com Ele como algo essencial para a nossa própria existência. b) Provas da existência de Deus nas Escrituras e na natureza: Além da íntima intuição de Deus em nós, podemos encontrar evidencias de sua existência também através da Escrituras e da natureza. A prova da existência de Deus em toda Bíblia. O primeiro capítulo de Gênesis assume a existência de Deus e parte diretamente para descrição da criação do universo, da terra, das plantas, da vida animal e do homem. Em outra passagem, a Bíblia enfatiza que as pessoas podem olhar para a criação e concluir a parti dela que Deus existe. “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” (Sl 19:1). “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entende, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;” (Rm 1:20).
  3. 3. Assim, para aqueles que avaliam corretamente as evidencias, tudo o que há nas Escrituras e tudo que há na natureza provam claramente que Deus existe e que Ele é o Criador todo poderoso e sábio descrito na Bíblia. Portanto quando cremos que Deus existe, baseamos nossa crença, não em uma cega esperança alheia a qualquer evidencia, mas numa apaixonante quantidade de provas confiáveis encontradas nas palavras e na obra de Deus. Essa ampla variedade de testemunho da existência de Deus, oriunda de diversas partes do mundo criado, indica-nos que em certo sentido tudo o que existe dá provas da existência de Deus. c) Nomes de Deus: Os nomes utilizados de Deus também refletiam algo de sua identidade manifesta pela intervenção divina na vida de seus servos. Os dois nomes ou termos usados com mais frequência nas narrativas de Gênesis são Elohim e YHWH. Nas escrituras significam mais que uma combinação de sons; representa seu caráter revelado. Deus revela-se a si mesmo, fazendo-se conhecer e proclamando o seu nome: Nomes de Deus: a) El (Deus), b) Elah, Elohim (aumentativo de El, para designar Deus supremo, sentido de força e poder), c) Eloah (Deus da Eternidade); d) Jeová (artificialmente criado: YHWH Yahweh + Adonai = Senhor). e) Yahweh ou Javé (Eu Sou o que Sou); Obs.: Yahweh + Elohim = (Deus dos deuses); f) Yireh (o que provê); g) Nissi (minha bandeira); h) Shalom (paz); i) Tsidquenu (nossa justiça); j) Shammat (está ali); k) Shapat (juiz); l) Yasha (Salvador); m) Palat (libertador); n) El Roi (Deus vê); o) Tsaddiq (Justo); p) Ego Eimi (EU SOU); q) Pater (Pai das Luzes); r) Elohim (Deus vivo); s) Elohim Sabbaoth ou Kúrios (Senhor dos Exércitos); t) Eyaluth (Força); u) Maor (Doador da Luz); v) Abba (Pai); w) Theótes ou Théos (Divindade); Senhor dos Senhores; x) Qadosh (Santo de Israel) NOMENCLATURA NO ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRÁICO (NOME DE DEUS): * ‘Elohiym - plural - o (verdadeiro) Deus (Gn. 1:1); * Y’hovah - Javé - “Aquele que existe"; o nome próprio do único Deus verdadeiro; nome impronunciável. (Gn.2:4);
  4. 4. * ‘Adonay - Senhor - título, usado para substituir Javé como expressão judaica de reverência (Gn.15:2); NOMENCLATURA NO NOVO TESTAMENTO EM GREGO (NOME DE DEUS): * Theos - A divindade suprema; Deus. (Mt. 1:23); * Kurios – (supremacia) - aquele a quem uma pessoa ou coisas pertence, sobre o qual ele tem o poder de decisão; Mestre, Messias. (Mt.1:20). 2. Quanto de Deus podemos conhecer? Dentro de todos nós existe um forte desejo de ser conhecido e conhecer a outros. Mais importante ainda, todas as pessoas têm o desejo de conhecer o seu Criador, mesmo as que não professam crer em Deus. Assim, "qual é a chave para verdadeiramente conhecer Deus?" Primeiro, é imperativo entender que o homem, por si só, é incapaz de verdadeiramente conhecer Deus por causa do seu pecado. As Escrituras nos revelam que somos todos pecadores e que ninguém alcança o padrão de santidade necessário para ter comunhão com Deus. Também aprendemos que a consequência do nosso pecado é a morte (Romanos 6:23) e que pereceremos eternamente sem Deus a menos que aceitemos e recebamos a promessa do sacrifício de Jesus na cruz. Assim, a fim de verdadeiramente conhecer Deus, devemos primeiramente recebê-lo em nossas vidas. "Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus" (João 1:12). Nada é mais importante do que entender esta verdade quando se trata de conhecer a Deus. Jesus deixa claro que somente Ele é o caminho ao céu: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim" (João 14: 6). 2.1 Deus se revela a nós. O que é revelação? Etimologicamente, revelação é toda e qualquer manifestação do que está oculto. No sentido religioso, revelação é a manifestação do oculto feita por um poder superior, concretamente Deus. Portanto, Deus só pode ser conhecido por nós naquilo que Ele mesmo escolheu nos revelar. Paulo diz que o que podemos conhecer de Deus está claro às pessoas porque Deus lhes manifestou: “...porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.” (Rm 1:19) Um dos motivos de Deus se revelar a nós se deve ao fato que o pecador na maioria das vezes interpreta de forma errada a revelação de Deus através da natureza. Portanto precisamos conhecer as Escrituras para interpretar corretamente a revelação natural. Mesmo assim, jamais poderemos conhecer totalmente Deus. Se pudéssemos, Ele não seria Deus. Ele é infinito, e nós somos finitos, limitados. Existem várias passagens bíblicas que nos mostram a superioridade ilimitada de Deus: Sl 145:3; Sl 147:5; Sl 139:6; 1Co 2:10-12; Rm 11:33, etc. Ainda que todos os dias da nossa vida dediquemos algum tempo ao estudo bíblico e à comunhão com Deus, sempre haverá mais por aprender sobre Ele e sobre Suas relações conosco e com o mundo, e mais motivos ainda para agradecer e para louvá-Lo.
  5. 5. Embora não possamos entender completamente Deus, podemos conhecer coisas verdadeiras sobre Ele. Através da Escrituras sabemos que Deus é Espírito. (Jo 4:24), que Deus é amor (1 Jo 4:8), que Deus é luz (1 Jo 1:5), que Deus é justo e reto (Rm 3:26) e assim consecutivamente. Tudo isso não implica e exige necessariamente que saibamos tudo sobre Deus, ou sobre seu amor, ou sobre sua justiça ou sobre qualquer outro atributo de Deus. 2.2 Maneiras da revelação de Deus ao longo da historicidade humana. Em Hebreus 1:1 encontramos o autor dessa carta se referindo ao fato de ter Deus se manifestado “muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas”. Eis algumas delas registradas na Bíblia: a) Aparecendo e Falando Pessoalmente:  Deus falava com Adão e Eva diariamente, no Éden (Gn 2:15 a 4:15);  Deus fechou a porta da arca (Gn 7:16);  Lutou em forma de homem com Jacó (Gn 32:24);  Fez passar diante de Moisés sua bondade, aparecendo-lhe em forma humana pelas costas, porque se Moisés visse seu rosto morreria (Ex 33:18-23). b) Por meio de visões:  Como, por exemplo, quando se revelou a Moisés em Midiã, na sarça ardente, e o mandou ao Egito para libertar o seu povo (Ex 3);  Quando comissionou a Isaías para pregar ao povo de Israel (Is 6);  Nos casos do profeta Ezequiel,  Do rei Nabucodonosor e do apóstolo João na Ilha de Patmos. c) Falando por meio de sonhos ou falando por voz audível:  Como foi o caso da chamada de Samuel (1 Sm 3) d) Por meio de Jesus Cristo:  Usando os profetas como instrumentos de sua revelação, Deus foi-se revelando, através da história do povo hebreu, até que, na plenitude dos tempos, revelou-se na pessoa do próprio Filho Unigênito, cuja vida, milagres e ensinamentos foram registrados pelos discípulos e transmitidos aos que se iam convertendo-se e formando igrejas pelo mundo. 2.3 Definições de Deus na Teologia.  Ser Supremo  Espírito Infinito,  Eterno,  Imutável em seu Ser,
  6. 6.  Sábio,  Poderoso,  Santo,  Justo,  Bom,  Verdadeiro,  Amoroso,  Único,  Perfeito,  Criador,  Sustentador do universo,  Pessoal e subsiste em três Pessoas ou Distinções: Pai, Filho e Espírito Santo. 2.4 Definições Bíblica de Deus.  Deus é testemunha entre os homens (Gn.31:50);  Zeloso (Dt.4:24);  Misericordioso (DT.4:31);  Único (Dt.6:4);  Grande e poderoso (Dt.10:17);  Perfeito, verdadeiro, justo e reto (Dt.32:4);  Salvador (2 Sm.22:3);  Excelso em poder (Jó.36:22);  Misterioso e eterno (Jó.36:26);  Justo juiz (Sl.7:11);  Bem presente (Sl.46:1);  Santo (Sl.99:9);  A verdade real e eterna (Jr.10:10);  Espírito (Jo.4:24);  Fiel (2 Co.1:18);  Poderoso (2 Co.9:8);  Amor (1 Jo.4:8);  É verdadeiro em seu Filho Jesus Cristo, o verdadeiro Deus e a vida eterna. (1Jo.5:20). Conclusão: Toda nossa fé origina-se da certeza que temos de que Deus se revelou ao homem, e de que a Bíblia é o fiel registro de sua revelação. Na revelação bíblica, a pessoa que se manifesta estando oculta é Deus; e as pessoas que recebem sua manifestação foram, no Antigo Testamento, os profetas, e no Novo Testamento, os discípulos de Jesus. A pessoa que se destaca, no Novo Testamento, como a pessoa que tem primazia na revelação, é Jesus Cristo, que é o próprio Deus que se fez carne. Ele é chamado de “Emanuel” que significa “Deus conosco” (Is 7:14; Mt 1:23), e no dizer do apóstolo Paulo, é a “imagem do Deus invisível” (1Co 1:15). A revelação cristã é a revelação que Deus fez por meio do Filho, Jesus Cristo, e, pela inspiração do Espírito Santo, por intermédio dos seus discípulos, os quais primeiro transmitiram oralmente o que
  7. 7. tinham visto e ouvido, para edificação das igrejas que iam se formando. Assim sendo, para conhecermos Deus, precisamos crer que Ele existe, crer que Ele se revelou, crer que Jesus é o seu Filho, e que Ele veio como revelação final de Deus. Além disso, é preciso crer que a Bíblia é a Palavra de Deus e que o registro dessa revelação tem persistido por vários séculos. Portanto “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.” (Jeremias 9:23-24).

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