Atividade carta argumentativa

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Atividade carta argumentativa

  1. 1. Por que sou a favor da internação compulsória de dependentes de crackpor Redação Carta Capital — publicado 11/02/2013 10:10, última modificação11/02/2013 10:10Por Drauzio VarellaSou a favor da internação compulsória dos usuários de crack queperambulam pelas ruas feito zumbis. Por defender a adoção dessa medidaextrema para casos graves já fui chamado de autoritário e fascista, mas nãome importo.De minha parte, posso adiantar que fosse minha a filha, eu a retiraria dalinem que atada a uma camisa de força.Para lidar com dependentes de crack, é preciso conhecer a natureza daenfermidade que os aflige. Crack é droga de uso compulsivo causadora deuma doença crônica caracterizada pelo risco de recaídas.
  2. 2. É de uso compulsivo, porque vai dos pulmões ao cérebro em menos dedez segundos. Toda droga psicoativa com intervalo tão curto entre aadministração e a sensação de prazer provocada por ela causadependência de instalação rápida e duradoura – como a que sentem nacarne os dependentes de nicotina.As recaídas fazem parte do quadro, porque os circuitos de neurôniosenvolvidos nas compulsões são ativados toda vez que o usuário se vê numasituação capaz de evocar a memória do prazer que a droga lhe traz.Quando os críticos afirmam que internação forçada não cura adependência, estão cobertos de razão: dependência química é patologiaincurável. Existem ex-usuários, ex-dependentes não. Parei de fumar há 34anos e ainda sonho com o cigarro.Tenho alguma experiência com internações compulsórias de usuários decrack. Infelizmente, não são internações preventivas em clínicasespecializadas, mas em presídios, onde trancamos os que roubam paraconseguir acesso à droga que os escravizou.
  3. 3. Na Penitenciária Feminina atendo meninas presas na Cracolândia. Porinterferência da facção que impõe suas leis na maior parte das cadeiaspaulistas, é proibido fumar crack. Emagrecidas e exaustas, ao chegarem, elaspassam dois ou três dias dormindo, as companheiras precisam acordá-laspara as refeições. Depois desse período, ficam agitadas por alguns dias evoltam à normalidade.Desde que o usuário não entre em contato com a droga, com alguém sob oefeito dela ou com os ambientes em que a consumia, é muito mais fácil ficarlivre do crack do que do cigarro. A crise de abstinência insuportável que acocaína provocaria é um mito.Perdi a conta de quantas vezes as vi dar graças a Deus por terem vindo para acadeia, porque se continuassem na vida que levavam estariam mortas. Jamaisouvi delas os argumentos usados pelos defensores do direito de fumar pedraaté morrer, em nome do livre-arbítrio.Todas as experiências mundiais com a liberação de espaços públicos para ouso de drogas foram abandonadas, porque houve aumento da mortalidade.A verdade é que ninguém conhece o melhor método para tratar adependência de crack. Muito menos eu, apesar da convivência comdependentes dessa praga há mais de 20 anos.
  4. 4. A internação compulsória acabará com o problema? É evidente que não.Especialmente, se vier sem a criação de serviços ambulatoriais que ofereçamsuporte psicológico e social para reintegrar o ex-usuário.Se esperarmos avaliar a eficácia das internações pelo número dos que ficaramlivres da droga para sempre, ficaremos frustrados: é preciso entender que asrecaídas fazem parte intrínseca da enfermidade.Em cancerologia, vivemos situações semelhantes. Em certos casos de cânceravançado, procuramos induzir remissões, às vezes com tratamentosagressivos. Não deixamos de medicar pacientes com o argumento de quesofrerão recidivas.Está mais do que na hora de pararmos com discussões estéreis e paralisantessobre a abordagem ideal, para um problema tão urgente e dramático como aepidemia de crack.Se a decisão de internar pessoas com a sobrevivência ameaçada peloconsumo da droga amadureceu a ponto de ser implantada, vamos nessadireção. É pouco, mas é um primeiro passo.
  5. 5.  Organize e produza um texto com posicionamento crítico sobre ainternação de usuários de crack. 1. Organize as ideias Apoiados em uma notícia referente à lei que autorizou este tipo deprocedimento apresentem seus pontos de vistas a favor ou contra. Otexto A vida em primeiro lugar de Drauzio Varella pode servir paraessa reflexão. 2. Objetivo da cartaOpinar, sugerir, debater ou solicitar.As cartas podem ser de dois tipos :Ficcional: Imaginem um personagem (a mãe ou o irmão de umdrogado; o dono o de um estabelecimento comercial ou o moradorde um bairro exposta às ações de drogados) que escreve uma carta,endereçando-a a um órgão público ou autoridade.Nela esta personagem argumenta a favor ou contra a internaçãocompulsória.
  6. 6.  Para a participação de debate público: Considerando as reflexões pessoais que estruturam ao longo doestudo sobre o tema. Argumentem a favor ou contra a internaçãocompulsória. Essa carta pode ser endereçada a órgãos públicos ouinstituições atualmente envolvidos nessa discussão. Fontes para consultar : Sites Políticas sobre drogas – ministério da Justiçahttp://portal.mj.gov.br/ Lei Federal de Psiquiatra que Autoriza a internaçãocompulsória http://portalmec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei10216.pdfFilme: Trafic de Steven SoderberghLivro: Adolescência, Uso e abuso de drogas - Uma visãointegrativa Organizador: Eroy Aparecida da Silva e Denise deMichele Editora.FAP – Unifesp
  7. 7.  Para a participação de debate público: Considerando as reflexões pessoais que estruturam ao longo doestudo sobre o tema. Argumentem a favor ou contra a internaçãocompulsória. Essa carta pode ser endereçada a órgãos públicos ouinstituições atualmente envolvidos nessa discussão. Fontes para consultar : Sites Políticas sobre drogas – ministério da Justiçahttp://portal.mj.gov.br/ Lei Federal de Psiquiatra que Autoriza a internaçãocompulsória http://portalmec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/lei10216.pdfFilme: Trafic de Steven SoderberghLivro: Adolescência, Uso e abuso de drogas - Uma visãointegrativa Organizador: Eroy Aparecida da Silva e Denise deMichele Editora.FAP – Unifesp

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