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Função da Tireóide Veterinária

Aula de Patologia Clínica ministrada ao curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Pará - Castanhal

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Função da tireoide
FÁBIO ANDRE CAMPOS BAÍA
MÉDICO VETERINÁRIO – BIOMÉDICO
ESPECIALISTA EM HEMATOLOGIA E SAÚDE PÚBLICA
MESTRANDO EM ANÁLISES CLÍNICAS
medicovetfabio@gmail.com
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ANÁLISES CLÍNICAS PROFISSIONAL
FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA
INTRODUÇÃO
• Sist. Endócrino
• Todos os Mamíferos
• Função envolve: [ Iˉ ], síntese de hormônios tireoidianos
Fonte: www.nutrizioneesalute.it
ANATOMIA DA TIREOIDE
Fonte: www.animalendocrine.com
ANATOMIA DA TIREOIDE
Fonte: cal.vet.upenn.edu
Fonte:
www.williamsbradfordmd.com/procedures/thyroid
HISTOLOGIA DA TIREOIDE
• Unidade funcional: Folículo Tireoidiano (células foliculares e
colóide)
• Tireoglobulina (glicoproteína), aminoácidos iodados, iodotirosinas
(monoiodotirosina e diiodotirosina) e T3/T4.
• Outras:
• tecido capsular: preenchimento e revestimento
• Capilares: irrigação, nutrição, etc
• Células C (parafoliculares): fonte de calcitonina
Fonte: histologiaufgd.blogspot.com
HISTOLOGIA DA TIREOIDE
Fonte: medcell.med.yale.eduFonte: pathologyoutlines.com
Fonte: www.intechopen.com
FISIOLOGIA (FUNÇÃO) DA TIREOIDE
• Metabolismo do Iodo
Fonte: slideplayer.com.br
FISIOLOGIA (FUNÇÃO) DA TIREOIDE
• Bomba de Iodo: transporte ativo SiMPORTE do sangue
para células foliculares
Fonte: anatpat.unicamp.br
FISIOLOGIA (FUNÇÃO) DA TIREOIDE
• EFEITO WOLFF-CHAIKOFF
• Atividade da bomba de iodo é regulada pelos níveis do Iˉ no organismo
• Deficiência alimentar aumenta eficiência (resposta limitada)
• Altos níveis inibem a bomba
FISIOLOGIA (função) DA TIREOIDE
• Hormônios tireoidianos
• 93% tiroxina e 7% triiodotironina
• Quase todo T4 é convertido em T3 nos tecidos
Fonte: www.nutrizioneesalute.it
FISIOLOGIA (função) DA TIREOIDE
• Síntese dos hormônios tireoidianos
Fonte: www.scielo.br/img/revistas/jped/v83n5s0/13fig01
• Peroxidase
• Desionidase
• ¾ da Tiroxina se transforma novamente
em MIT e DIT
• MIT e DIT sofrem reciclagem do iodo
• Desionidase tecidual
• Tipo I: tecidos
• Tipo II: cérebro, hipófise, tecido
adiposo
• Tipo III: inativa T3 e previne ativação de
T4
• 45% do T4 é inativado em rT3
FISIOLOGIA DA TIREOIDE
FISIOLOGIA DA TIREOIDE
• Transporte dos hormônios tireoidianos
• Proteínas plasmáticas: T4 99,96%; T3 99,6%
• Fração livre é a metabolicamente ATIVA e regula o eixo hipotálamo-
hipofisário
• Proteínas plasmáticas:
• Globulina Ligadora de tiroxina – TBG (=~70%)
• Pré-albumina ligadora de tiroxina (10 - 15%)
• Albumina (15 - 20%)
FUNÇÃO DA TIREOIDE
• Hormônios metabólicos
• T3 forma ativa, T4 é “pré-hormônio”
• T3 se liga a receptores nucleares
• ↑ TRANSCRIÇÃO NUCLEAR DE MUITOS GENES
• ↑ METABOLISMO CELULAR ATÉ 60 A 100%
• Estimulação do metabolismo: carboidratos, gorduras, ↑ necessidade de
vitaminas, ↓ peso corporal (entretanto estimula apetite)
• ↑ FREQUENCIA CARDÍACA
• ↑ fluxo sanguíneo e débito cardíaco
• ↑ RESPIRAÇÃO
• ↑ consumo de O2 e ↑ produção de CO2
FUNÇÃO DA TIREOIDE
• ↑ MOTILIDADE DO TGI
• ↑ Apetite
• ↑ Ingestão de alimentos
• ↑ Secreção de sucos digestivos
• ↑ Motilidade
• EFEITOS EXCITATÓRIOS SOBRE O SNC
• Nervosismo, ansiedade, paranoia
• OUTRAS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS
• ↑ secreção da maioria das Gdls. Endócrinas e a necessidade de hormônios
pelos tecidos
• ↑ glicose → ↑ INSULINA → ↑ atividades metabólicas ósseas → ↑ H.
Paratireóideo → ↑ Inativação dos glicocorticóides → ↑ secreção de ACTH →
↑ secreção de glicocorticóides
REGULAÇÃO DA TIREOIDE
• TRH: Hormônio Liberador da Tireotropina
• Síntese de TSH
• TSH: Hormônio Estimulante da Tireoide ou
Tireotropina
• Captação de Iodo
• Síntese de T3 e T4
• T3 e T4:
• Proteólise da tireoglobulina
• Ativa bomba de iodo
• Efeitos diversos em órgãos e tecidos periféricos
• Inibe síntese de TSH e TRH
PATOLOGIA DA TIREOIDE
• Transtornos mais comuns
• HIPOTIREOIDISMO CANINO
• HIPERTIREOIDISMO FELINO
HIPOTIREOIDISMO
• Produção ou secreção insuficiente de hormônios
• PRIMÁRIO
• + comum
• Problemas da própria tireoide
• TIREOIDE LINFOCÍTICA: infiltração de linfócitos, plasmócitos e macrófagos
• TIREOIDE IDIOPÁTICA: perda de parênquima c/ substituição por tecido
adiposo. Pode ser doença degenerativa.
• Outras: agenesia, deshormoniogênese, tumores, tireoidectomia, materiais
radioativos, deficiência de iodo
HIPOTIREOIDISMO
• SECUNDÁRIO
• Disfunção das células tireotróficas hipofisárias (produção de TSH)
• Destruição dos tireótrofos hipofisários
• Neoplasias hipofisárias (raro)
• Supressão da hipófise por drogas ou outros hormônios
• TERCIÁRIO
• Deficiência na secreção de TRH, comum em humanos
• EM GATOS
• Congenito, iatrogênico (tireoidectomia bilateral)
HIPOTIREOIDISMO
• EPIDEMIOLOGIA
• Geralmente entre 4 a 10 anos
• Predisposição: castração e racial, não há predileção sexual
• Baixo risco: SRD e Pastor Alemão
HIPOTIREOIDISMO
• EPIDEMIOLOGIA
• Raças predispostas: Golden Retriever, Doberman, Pinscher, Dachshund,
Setter Irlandês, Schnauzer Miniatura, Pastor de Shetland, Cocker Spaniel e
Lulu da Pomerânia
HIPOTIREOIDISMO
• EPIDEMIOLOGIA
• Alto risco: Dogue Alemão, Poodle e Boxer
Tabela. Manifestações clínicas observadas em cães adultos com
hipotireoidismo (Peterson et al., 1994)
SINTO
MATOLO
GIA
METABOLICAS DERMATOLOGICAS REPRODUTIVAS NEUROMUSCULARES
Letargia Alopecia
Cauda de
Rato
Anestro persistente Fraqueza
Embotamento Seborreia
Seca ou
Oleosa
Cio fraco
Ou
Silencioso
Convulsão
Inatividade Piodermite Sangramento estral
prolongado
Ataxia
Ganho de peso Pelagem
Seca
Sem brilho
Galactorréia ou
ginecomastia
inapropriados
Andar em círculos
Intolerância ao frio Hiperpigmentação Atrofia testicular Sintomas vestibulares
Otite externa Perda de libido Paralisia do nervo
facial
Mixedema Apoio em falanges
Tabela. Manifestações clínicas observadas em cães adultos com
hipotireoidismo (Peterson et al., 1994)
OCULARES CARDIOVASCULARES GASTRINTESTINAIS SANGUINEAS
Deposito de lipídeos
na córnea
Bradicardia Diarreia Anemia
Úlcera de córnea Arritmias cardíacas Constipação Hiperlipidemia
Uveite Hipercolesterolemia
Coagulopatia
SINTO
MATOLO
GIA
HIPOTIREOIDISMO
• DISGNÓSTICO CLÍNICO
HIPOTIREOIDISMO
• DISGNÓSTICO CLÍNICO
HIPOTIREOIDISMO
• DISGNÓSTICO CLÍNICO
HIPOTIREOIDISMO
• CRETINISMO
• Hipotireoidismo em filhotes
• Crescimento retardado
• Desenvolvimento mental prejudicado
• Tamanho corpóreo desproporcional: cabeças grandes e largas; línguas
protraídas e espessas; e membros curtos
HIPOTIREOIDISMO
• DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Leucograma tipicamente normal
• Hemograma é um “achado”: anemia arregenerativa normocrômica devido
deficiência de eritropoietina -> reticulócitos normais
• Leptócitos: hemácias em alvo
• Hipercolesterolemia
• Hipertrigliceridemia
Fonte: www.usjt.br
HIPOTIREOIDISMO
• DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• DOSAGENS HORMONAIS
• [T4] reflete status funcional da Tireoide, mais que [T3]
• T4 é mais produzido
• T3 é derivado T4
• T3 não é um bom avaliador para função da tireoide
DOSAGENS HORMONAIS
CONDIÇÃO [PROT]
T3, T4 e rt3
TOTAL
T3, T4 e Rt3
LIVRE
TSH
PLASMATICO
ESTADO CLÍNICO
HIPERTIREOIDISMO NORMAL ALTA ALTA BAIXO HIPERTIREOIDEO
HIPOTIREOIDISMO NORMAL BAIXA BAIXA ALTA HIPOTIREOIDEO
ESTROGENOS
METADONA
HEROINA
TRANQUILIZANTES
ALTA ALTA NORMAL NORMAL EUTIREOIDEO
GLICOCORTICOIDES
ANDROGENOS
BAIXA BAIXA NORMAL NORMAL EUTIREOIDEO
HIPOTIREOIDISMO
• DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Teste de Estimulação de TSH ou TRH
• Diferencia EUTIREOIDEOS de HIPOTIREOIDEOS
• Administração exógena de TSH ou TRH
• Dosagens
• Alto custo, pouco usado
HIPOTIREOIDISMO
• DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Fatores que interferem na Função da tireoide:
• Idade
• Raça
• Peso
• Drogas
• Outras doenças
• Jejum
HIPOTIREOIDISMO
• TRATAMENTO
• De eleição: LEVOTIROXINA, L-Tiroxina sintética
• Dose inicial: 0,02 a 0,04 mg/kg/12h ou BID, de acordo com a necessidade
• Ajuste de dose: de acordo c/ dosagem de T4
• Reajuste: conforme a resposta clínica a terapia, sintomatologia clínica é
reversível
• Não havendo resposta: reconsiderar o diagnóstico
• L-triiodotironina sintética: não recomendada, pois é o hormônio ativo
• O T4 é convertido a T3 de acordo com a necessidade fisiológica
HIPERTIREOIDISMO
• Distúrbio multissistêmico
• Produção excessiva de T4 e T3
• PATOGENIA: mecanismos desconhecidos
• Hiperplasia adenomatosa multinodular
• Afeta 1 ou ambos lobos da glândula
• Carcinoma tireóideo funcional: Hipertireoidismo Primário em cães,
raramente em gatos
HIPERTIREOIDISMO
• EPIDEMIOLOGIA
• Gatos acima de 8 anos
• Sem predisposição sexual
• Bilateral: fatores ambientais (toxinas), fatores nutricionais (iodo) e fatores
circulantes (Ig)
HIPERTIREOIDISMO
• DIAGNÓSTICO CLÍNICO
• Sinais clássicos:
• perda de peso (até caquexia)
• Polifagia
• Agitação ou hiperatividade
• Comportamento agressivo
• Alterações na pelagem: alopecia dispersa, nós, higiene ausente ou em excesso
• Poliúria (muita urina), polidipsia (bebe muita água)
• Vômito, diarreia
HIPERTIREOIDISMO
• DIAGNÓSTICO CLÍNICO
• Palpação: massa tireóidea palpável, 10 a 15% de casos simétricos
• Outras alterações:
• Miocardiopatia tireotóxica
• Insuficiência renal
• Distúrbios do trato gastrointestinal
Tabela. Frequência de sinais clínicos observadas associados ao
hipertireoidismo felino (Peterson et al., 1996)
SINTO
MATOLO
GIA
SINAL CLÍNICO FREQUENCIA (%)
PERDA DE PESO 95-98
HIPERATIVIDADE 68-81
POILIFAGIA 65-75
TAQUICARDIA 57-65
POLIÚRIA/POILIDIPSIA 45-55
MURMÚRIO CARDÍACO 10-54
VÔMITO 33-50
DIARRÉIA
30-45
SINAL CLÍNICO FREQUENCIA (%)
AUMENTO VOL. FECAL 13-28
DIMINUIÇÃO DO
APETITE
19-28
LETARGIA 15-25
POLIPNEIA 13-28
FRAQUEZA MUSCULAR 15-20
TREMORES
MUSCULARES
15-30
INSUF. CARD. CONGES. 10-15
DISPNÉIA 10-15
HIPERTIREOIDISMO
• DIAGNÓSTICO CLÍNICO
Fonte: www.equalis.com.br
HIPERTIREOIDISMO
• DIAGNÓSTICO CLÍNICO
HIPERTIREOIDISMO
• DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Hemograma: ↑ de hematócrito (50% dos casos) -> ↑ na produção de
eritropoietina
• ↑ enzimas hepáticas (75% dos casos)
• ↑ URE e CRE
• Concentrações elevadas de T4
• T3 e T4 acima da faixa de normalidade
DOSAGENS HORMONAIS
CONDIÇÃO [PROT]
T3, T4 e rt3
TOTAL
T3, T4 e Rt3
LIVRE
TSH
PLASMATICO
ESTADO CLÍNICO
HIPERTIREOIDISMO NORMAL ALTA ALTA BAIXO HIPERTIREOIDEO
HIPOTIREOIDISMO NORMAL BAIXA BAIXA ALTA HIPOTIREOIDEO
ESTROGENOS
METADONA
HEROINA
TRANQUILIZANTES
ALTA ALTA NORMAL NORMAL EUTIREOIDEO
GLICOCORTICOIDES
ANDROGENOS
BAIXA BAIXA NORMAL NORMAL EUTIREOIDEO
HIPERTIREOIDISMO
• TRATAMENTO
• De eleição: CIRÚRGICO
• TIREOIDECTOMIA: cura permanente
• Iodo Radioativo: cura permanente
• Medicações/drogas antitireoidianas orais: controle diário
• Escolha: depende do estado de saúde, idade, gravidade, função
renal, outras doenças
HIPERTIREOIDISMO
• TEREOIDECTOMIA
• Complicações: hipocalcemia, hipotireoidismo (qdo bilateral)
• DROGAS ANTITIREOIDEAS: tionamidas, baratas e relativamente
seguras
• Inibem a síntese do hormônio
• Metimazol: 1,25 -2,5 mg/VO/12h (BID), 2 semanas, aumentar p/ TID
gradativamente até sumir sintomas. Manutenção: SID
• Propiltiouracila
• Iodo 131: radionucleotídeo
ULTRASSONOGRAFIA
• TÍTULO DO PROJETO DE MESTRADO
Avaliação dos hormônios da glândula da tireóide através da
dosagem de triiodotironina total e livre (T3 e FT3), tiroxina total e
livre (T4 e FT4), tirotropina (TSH), tiroglobulina (Tg) e
determinação quantitativa da capacidade de fixação da tiroxina (T-
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Função da Tireóide Veterinária

  • 1. Função da tireoide FÁBIO ANDRE CAMPOS BAÍA MÉDICO VETERINÁRIO – BIOMÉDICO ESPECIALISTA EM HEMATOLOGIA E SAÚDE PÚBLICA MESTRANDO EM ANÁLISES CLÍNICAS medicovetfabio@gmail.com UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ANÁLISES CLÍNICAS PROFISSIONAL FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA
  • 2. INTRODUÇÃO • Sist. Endócrino • Todos os Mamíferos • Função envolve: [ Iˉ ], síntese de hormônios tireoidianos Fonte: www.nutrizioneesalute.it
  • 3. ANATOMIA DA TIREOIDE Fonte: www.animalendocrine.com
  • 4. ANATOMIA DA TIREOIDE Fonte: cal.vet.upenn.edu Fonte: www.williamsbradfordmd.com/procedures/thyroid
  • 5. HISTOLOGIA DA TIREOIDE • Unidade funcional: Folículo Tireoidiano (células foliculares e colóide) • Tireoglobulina (glicoproteína), aminoácidos iodados, iodotirosinas (monoiodotirosina e diiodotirosina) e T3/T4. • Outras: • tecido capsular: preenchimento e revestimento • Capilares: irrigação, nutrição, etc • Células C (parafoliculares): fonte de calcitonina Fonte: histologiaufgd.blogspot.com
  • 6. HISTOLOGIA DA TIREOIDE Fonte: medcell.med.yale.eduFonte: pathologyoutlines.com Fonte: www.intechopen.com
  • 7. FISIOLOGIA (FUNÇÃO) DA TIREOIDE • Metabolismo do Iodo Fonte: slideplayer.com.br
  • 8. FISIOLOGIA (FUNÇÃO) DA TIREOIDE • Bomba de Iodo: transporte ativo SiMPORTE do sangue para células foliculares Fonte: anatpat.unicamp.br
  • 9. FISIOLOGIA (FUNÇÃO) DA TIREOIDE • EFEITO WOLFF-CHAIKOFF • Atividade da bomba de iodo é regulada pelos níveis do Iˉ no organismo • Deficiência alimentar aumenta eficiência (resposta limitada) • Altos níveis inibem a bomba
  • 10. FISIOLOGIA (função) DA TIREOIDE • Hormônios tireoidianos • 93% tiroxina e 7% triiodotironina • Quase todo T4 é convertido em T3 nos tecidos Fonte: www.nutrizioneesalute.it
  • 11. FISIOLOGIA (função) DA TIREOIDE • Síntese dos hormônios tireoidianos Fonte: www.scielo.br/img/revistas/jped/v83n5s0/13fig01
  • 13. • Desionidase • ¾ da Tiroxina se transforma novamente em MIT e DIT • MIT e DIT sofrem reciclagem do iodo • Desionidase tecidual • Tipo I: tecidos • Tipo II: cérebro, hipófise, tecido adiposo • Tipo III: inativa T3 e previne ativação de T4 • 45% do T4 é inativado em rT3 FISIOLOGIA DA TIREOIDE
  • 14. FISIOLOGIA DA TIREOIDE • Transporte dos hormônios tireoidianos • Proteínas plasmáticas: T4 99,96%; T3 99,6% • Fração livre é a metabolicamente ATIVA e regula o eixo hipotálamo- hipofisário • Proteínas plasmáticas: • Globulina Ligadora de tiroxina – TBG (=~70%) • Pré-albumina ligadora de tiroxina (10 - 15%) • Albumina (15 - 20%)
  • 15. FUNÇÃO DA TIREOIDE • Hormônios metabólicos • T3 forma ativa, T4 é “pré-hormônio” • T3 se liga a receptores nucleares • ↑ TRANSCRIÇÃO NUCLEAR DE MUITOS GENES • ↑ METABOLISMO CELULAR ATÉ 60 A 100% • Estimulação do metabolismo: carboidratos, gorduras, ↑ necessidade de vitaminas, ↓ peso corporal (entretanto estimula apetite) • ↑ FREQUENCIA CARDÍACA • ↑ fluxo sanguíneo e débito cardíaco • ↑ RESPIRAÇÃO • ↑ consumo de O2 e ↑ produção de CO2
  • 16. FUNÇÃO DA TIREOIDE • ↑ MOTILIDADE DO TGI • ↑ Apetite • ↑ Ingestão de alimentos • ↑ Secreção de sucos digestivos • ↑ Motilidade • EFEITOS EXCITATÓRIOS SOBRE O SNC • Nervosismo, ansiedade, paranoia • OUTRAS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS • ↑ secreção da maioria das Gdls. Endócrinas e a necessidade de hormônios pelos tecidos • ↑ glicose → ↑ INSULINA → ↑ atividades metabólicas ósseas → ↑ H. Paratireóideo → ↑ Inativação dos glicocorticóides → ↑ secreção de ACTH → ↑ secreção de glicocorticóides
  • 17. REGULAÇÃO DA TIREOIDE • TRH: Hormônio Liberador da Tireotropina • Síntese de TSH • TSH: Hormônio Estimulante da Tireoide ou Tireotropina • Captação de Iodo • Síntese de T3 e T4 • T3 e T4: • Proteólise da tireoglobulina • Ativa bomba de iodo • Efeitos diversos em órgãos e tecidos periféricos • Inibe síntese de TSH e TRH
  • 18. PATOLOGIA DA TIREOIDE • Transtornos mais comuns • HIPOTIREOIDISMO CANINO • HIPERTIREOIDISMO FELINO
  • 19. HIPOTIREOIDISMO • Produção ou secreção insuficiente de hormônios • PRIMÁRIO • + comum • Problemas da própria tireoide • TIREOIDE LINFOCÍTICA: infiltração de linfócitos, plasmócitos e macrófagos • TIREOIDE IDIOPÁTICA: perda de parênquima c/ substituição por tecido adiposo. Pode ser doença degenerativa. • Outras: agenesia, deshormoniogênese, tumores, tireoidectomia, materiais radioativos, deficiência de iodo
  • 20. HIPOTIREOIDISMO • SECUNDÁRIO • Disfunção das células tireotróficas hipofisárias (produção de TSH) • Destruição dos tireótrofos hipofisários • Neoplasias hipofisárias (raro) • Supressão da hipófise por drogas ou outros hormônios • TERCIÁRIO • Deficiência na secreção de TRH, comum em humanos • EM GATOS • Congenito, iatrogênico (tireoidectomia bilateral)
  • 21. HIPOTIREOIDISMO • EPIDEMIOLOGIA • Geralmente entre 4 a 10 anos • Predisposição: castração e racial, não há predileção sexual • Baixo risco: SRD e Pastor Alemão
  • 22. HIPOTIREOIDISMO • EPIDEMIOLOGIA • Raças predispostas: Golden Retriever, Doberman, Pinscher, Dachshund, Setter Irlandês, Schnauzer Miniatura, Pastor de Shetland, Cocker Spaniel e Lulu da Pomerânia
  • 23. HIPOTIREOIDISMO • EPIDEMIOLOGIA • Alto risco: Dogue Alemão, Poodle e Boxer
  • 24. Tabela. Manifestações clínicas observadas em cães adultos com hipotireoidismo (Peterson et al., 1994) SINTO MATOLO GIA METABOLICAS DERMATOLOGICAS REPRODUTIVAS NEUROMUSCULARES Letargia Alopecia Cauda de Rato Anestro persistente Fraqueza Embotamento Seborreia Seca ou Oleosa Cio fraco Ou Silencioso Convulsão Inatividade Piodermite Sangramento estral prolongado Ataxia Ganho de peso Pelagem Seca Sem brilho Galactorréia ou ginecomastia inapropriados Andar em círculos Intolerância ao frio Hiperpigmentação Atrofia testicular Sintomas vestibulares Otite externa Perda de libido Paralisia do nervo facial Mixedema Apoio em falanges
  • 25. Tabela. Manifestações clínicas observadas em cães adultos com hipotireoidismo (Peterson et al., 1994) OCULARES CARDIOVASCULARES GASTRINTESTINAIS SANGUINEAS Deposito de lipídeos na córnea Bradicardia Diarreia Anemia Úlcera de córnea Arritmias cardíacas Constipação Hiperlipidemia Uveite Hipercolesterolemia Coagulopatia SINTO MATOLO GIA
  • 29. HIPOTIREOIDISMO • CRETINISMO • Hipotireoidismo em filhotes • Crescimento retardado • Desenvolvimento mental prejudicado • Tamanho corpóreo desproporcional: cabeças grandes e largas; línguas protraídas e espessas; e membros curtos
  • 30. HIPOTIREOIDISMO • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • Leucograma tipicamente normal • Hemograma é um “achado”: anemia arregenerativa normocrômica devido deficiência de eritropoietina -> reticulócitos normais • Leptócitos: hemácias em alvo • Hipercolesterolemia • Hipertrigliceridemia Fonte: www.usjt.br
  • 31. HIPOTIREOIDISMO • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • DOSAGENS HORMONAIS • [T4] reflete status funcional da Tireoide, mais que [T3] • T4 é mais produzido • T3 é derivado T4 • T3 não é um bom avaliador para função da tireoide
  • 32. DOSAGENS HORMONAIS CONDIÇÃO [PROT] T3, T4 e rt3 TOTAL T3, T4 e Rt3 LIVRE TSH PLASMATICO ESTADO CLÍNICO HIPERTIREOIDISMO NORMAL ALTA ALTA BAIXO HIPERTIREOIDEO HIPOTIREOIDISMO NORMAL BAIXA BAIXA ALTA HIPOTIREOIDEO ESTROGENOS METADONA HEROINA TRANQUILIZANTES ALTA ALTA NORMAL NORMAL EUTIREOIDEO GLICOCORTICOIDES ANDROGENOS BAIXA BAIXA NORMAL NORMAL EUTIREOIDEO
  • 33. HIPOTIREOIDISMO • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • Teste de Estimulação de TSH ou TRH • Diferencia EUTIREOIDEOS de HIPOTIREOIDEOS • Administração exógena de TSH ou TRH • Dosagens • Alto custo, pouco usado
  • 34. HIPOTIREOIDISMO • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • Fatores que interferem na Função da tireoide: • Idade • Raça • Peso • Drogas • Outras doenças • Jejum
  • 35. HIPOTIREOIDISMO • TRATAMENTO • De eleição: LEVOTIROXINA, L-Tiroxina sintética • Dose inicial: 0,02 a 0,04 mg/kg/12h ou BID, de acordo com a necessidade • Ajuste de dose: de acordo c/ dosagem de T4 • Reajuste: conforme a resposta clínica a terapia, sintomatologia clínica é reversível • Não havendo resposta: reconsiderar o diagnóstico • L-triiodotironina sintética: não recomendada, pois é o hormônio ativo • O T4 é convertido a T3 de acordo com a necessidade fisiológica
  • 36. HIPERTIREOIDISMO • Distúrbio multissistêmico • Produção excessiva de T4 e T3 • PATOGENIA: mecanismos desconhecidos • Hiperplasia adenomatosa multinodular • Afeta 1 ou ambos lobos da glândula • Carcinoma tireóideo funcional: Hipertireoidismo Primário em cães, raramente em gatos
  • 37. HIPERTIREOIDISMO • EPIDEMIOLOGIA • Gatos acima de 8 anos • Sem predisposição sexual • Bilateral: fatores ambientais (toxinas), fatores nutricionais (iodo) e fatores circulantes (Ig)
  • 38. HIPERTIREOIDISMO • DIAGNÓSTICO CLÍNICO • Sinais clássicos: • perda de peso (até caquexia) • Polifagia • Agitação ou hiperatividade • Comportamento agressivo • Alterações na pelagem: alopecia dispersa, nós, higiene ausente ou em excesso • Poliúria (muita urina), polidipsia (bebe muita água) • Vômito, diarreia
  • 39. HIPERTIREOIDISMO • DIAGNÓSTICO CLÍNICO • Palpação: massa tireóidea palpável, 10 a 15% de casos simétricos • Outras alterações: • Miocardiopatia tireotóxica • Insuficiência renal • Distúrbios do trato gastrointestinal
  • 40. Tabela. Frequência de sinais clínicos observadas associados ao hipertireoidismo felino (Peterson et al., 1996) SINTO MATOLO GIA SINAL CLÍNICO FREQUENCIA (%) PERDA DE PESO 95-98 HIPERATIVIDADE 68-81 POILIFAGIA 65-75 TAQUICARDIA 57-65 POLIÚRIA/POILIDIPSIA 45-55 MURMÚRIO CARDÍACO 10-54 VÔMITO 33-50 DIARRÉIA 30-45 SINAL CLÍNICO FREQUENCIA (%) AUMENTO VOL. FECAL 13-28 DIMINUIÇÃO DO APETITE 19-28 LETARGIA 15-25 POLIPNEIA 13-28 FRAQUEZA MUSCULAR 15-20 TREMORES MUSCULARES 15-30 INSUF. CARD. CONGES. 10-15 DISPNÉIA 10-15
  • 43. HIPERTIREOIDISMO • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • Hemograma: ↑ de hematócrito (50% dos casos) -> ↑ na produção de eritropoietina • ↑ enzimas hepáticas (75% dos casos) • ↑ URE e CRE • Concentrações elevadas de T4 • T3 e T4 acima da faixa de normalidade
  • 44. DOSAGENS HORMONAIS CONDIÇÃO [PROT] T3, T4 e rt3 TOTAL T3, T4 e Rt3 LIVRE TSH PLASMATICO ESTADO CLÍNICO HIPERTIREOIDISMO NORMAL ALTA ALTA BAIXO HIPERTIREOIDEO HIPOTIREOIDISMO NORMAL BAIXA BAIXA ALTA HIPOTIREOIDEO ESTROGENOS METADONA HEROINA TRANQUILIZANTES ALTA ALTA NORMAL NORMAL EUTIREOIDEO GLICOCORTICOIDES ANDROGENOS BAIXA BAIXA NORMAL NORMAL EUTIREOIDEO
  • 45. HIPERTIREOIDISMO • TRATAMENTO • De eleição: CIRÚRGICO • TIREOIDECTOMIA: cura permanente • Iodo Radioativo: cura permanente • Medicações/drogas antitireoidianas orais: controle diário • Escolha: depende do estado de saúde, idade, gravidade, função renal, outras doenças
  • 46. HIPERTIREOIDISMO • TEREOIDECTOMIA • Complicações: hipocalcemia, hipotireoidismo (qdo bilateral) • DROGAS ANTITIREOIDEAS: tionamidas, baratas e relativamente seguras • Inibem a síntese do hormônio • Metimazol: 1,25 -2,5 mg/VO/12h (BID), 2 semanas, aumentar p/ TID gradativamente até sumir sintomas. Manutenção: SID • Propiltiouracila • Iodo 131: radionucleotídeo
  • 47. ULTRASSONOGRAFIA • TÍTULO DO PROJETO DE MESTRADO Avaliação dos hormônios da glândula da tireóide através da dosagem de triiodotironina total e livre (T3 e FT3), tiroxina total e livre (T4 e FT4), tirotropina (TSH), tiroglobulina (Tg) e determinação quantitativa da capacidade de fixação da tiroxina (T- Uptake) em primatas não humanos (PNH).