Magia

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Magia

  1. 1. Livro de magia O que é magia branca – Introdução Os conceitos de Magia, Esoterismo, Espiritualismo etc., sempre estiveram ligados à Humanidade ao longo da história. As doutrinas esotéricas não eram motivo de estudos de ignorantes, supersticiosos e medrosos, como quer que se acredit e e aceit e na atualidade, mas por uma ―nobreza‖que tem mant ido a chama de um Conhecimento Superior. É essa mesma Tocha do supremo conhecimento espiritual a que sempre foi barreira contra a ignorância, as trevas, o caos, a intolerância. A própria definição de Magia expressa bem sua verdadeira finalidade. Do persa Magh, que significa Sábio, essa palavra originou outras, como Magister, Magistério e Magnum. Portanto, Magia vem signif icar, basicamente, a sabedoria de todo o conhecimento que capacita o homem a desvendar e dominar o Universo, a Natureza e a si próprio. Outro termo para Magia é a aplicação da Consciência e da Vontade sobre todas as forças da Natureza, não só as físicas, tridimensionais, mas aquelas que estão fora d a esfera de nossos cinco sentidos. Em síntese, é a aplicação da ciência e da vontade sobre as diversas manifest ações da vida. É a Ciência Tot al… Origens Fantásticas da Magia Em seu livro apócrifo, o profeta Enoch nos fala sobre as origens de muitos ramos do conheciment o: ―Quando os filhos dos homens se mult iplicaram naqueles dias, aconteceu que lhes nasceram filhas elegantes e belas‖. E quando os Anjos, os Filhos dos Céus, as viram, ficaram apaixonados por elas… ―E escolheram cada qual uma mulher; e delas se aproximaram e coabitaram com elas; e lhes ensinaram a feitiçaria, os encantamentos e as propriedades das raízes e das árvores. E continua Enoch, afirmando que os Anjos caídos, ainda com bastante Conhecimento, ensinaram a arte de resolver os sortilégios, observar as estrelas, os caracteres mágicos, os movimentos da Lua, a arte de interpretar os signos, confeccionar talismãs etc. (VideLivro de Enoch, cap. 8). Que época é essa, citada por Enoch? Em sua portentosa obra O Timeu, Platão nos comenta que ouvira falar de uma legendária e poderosa civilização, a atlante, da boca de seu avô Crisitos, o qual ouvira do próprio Sólon ensinamentos dados a ele por sacerdotes-magos do templo egípcio de Saís. Segundo nos repassa Platão, essa civilização, a Atlântida, foi um conjunto de sete gigantescas ilhas que ficavam além das Colunas de Hércules, quer dizer, no Oceano Atlântico. Para o sábio discípulo de Sócrates, a origem de todo o conhecimento espiritual e
  2. 2. mágico foi atlante. Numa passagem do Timeu, lê-se: ―Os at lant es eram uma raça de Deuses que degenerou da sua origem celeste porque se aliou frequentemente com as filhas dos mortais; por isso, Júpiter os puniu, destruindo o país que habit avam‖. Ou seja, a origem de todo o Conhecimento remonta à Atlântida, aos arcaicos períodos de nossa história, em nada aceitos pela ciência materialista de hoje. Temos como fiéis 4 depositários dos atlantes os egípcios (os quais, por meio dos gregos e depois dos árabes, foram a base de toda a magia ocidental). Temos também como filhos dessa tradição esotérica atlante os indianos e chineses, pelo lado oriental, e os maias, incas e astecas, nas Américas. Estudando-se as raízes linguísticas de muitos povos que oficialmente nada têm em comum, percebemos muitas palavras semelhantes, senão, idênticas. Temos como exemplo o maia e o chinês mandarim, onde foram achadas mais de 50 palavras de pronúncia e significado idênticos. A Magia no Oriente O Yoga indiano e suas sete modalidades e as artes marciais têm algo em comum, que é atlante. Eram considerados como disciplinas que permitiam dominar o corpo físico e seus canais de energia para um pleno reconhecimento e manipulação da Alma. Os sete Yogas são: Hatha (físico), Raja (mecanismos mentais), Mantra (palavras de poder), Bhakti (devoção e serenidade), Jnana (conhecimento superior-gnose), Karma (direitos e deveres sociais e morais) e Tantra (o mais elevado de todos). O termo Yoga é o mesmo que religião, religare, ou seja, a arte de recriar aquele elo entre o humano e o divino, em todos os seus aspectos. Quanto às tradições marciais, sabe -se que elas foram recompiladas e reorganizadas por Bodydharma, um dos principais discípulos de Buda, que ―evangelizou‖ a China. O Kung Fu, que originou as múltiplas técnicas marciais, tinha como finalidade dominar e movimentar as energias interiores e elementais, além, é claro, da mera defesa pessoal. Segundo certas tradições, algumas das linhas marciais, organizadas por Bodydharma, foram: os caminhos do Dragão, da Serpente, do Macaco, da Águia, do Bêbado etc. (há mais de 360 caminhos no Kung Fu), muito semelhantes às Ordens guerreiras das culturas americanas, como veremos logo em seguida. Além disso tudo vemos a magia e o conhecimento esotérico inseridos em outros ciclos, encabeçados por Fo-Hi e Lao-Tzu na China, Son-Mon e o Xintoísmo no Japão, Kumbu na Tailândia e Camboja, o Xamanismo original ao norte da Ásia e o Budismo tântrico tibetano de Marpa, Tsong-Kapa, Milarepa e outros. A Magia nas Américas Os astecas, incas e maias são as culturas que mais se expandiram nas Américas. Diz -se que foram colônias atlantes e por isso eram possuidores de altíssimo e complexo domínio da matemática, astronomia, religião e agricultura. Ainda hoje suas ordens esotéricas são um mistério. Quase todos seus escritos, estátuas sagradas e mesmo seus templos e sábios, foram destruídos pelos ávidos conquistadores europeus.
  3. 3. Vemos algumas Ordens monástico-militares que se dedicaram ao pleno desenvolvimento das artes mágicas e de todos os poderes humanos e divinos. Entre os astecas e maias, temos os Cavaleiros T igres e os Cavaleiros Águias (cujo lema mágico era ―Nós nos Dominamos‖) e ent re os incas sabemos da presença dos sagrados Cavaleiros Condores. Esses sacerdotes índios nos legaram práticas misteriosas e fantásticas, tais como a Magia Elemental, o Nagualismo (estudaremos esse tema mais adiante), o domínio da psicologia interior etc. As tradições orientais e americanas são muito complexas e de difícil compreensão e aprendizagem. Não obstante, os princípios de suas Ciências Mágicas eram os mesmos, somente o modo de expressá-los é que difere. Plantas de Poder Esse é um tema bastante espinhoso, dadas as suas implicações legais e morais nos dias de hoje, além da espantosa proliferação e mau uso, pela juventude, de alguns produtos sintetizados. Sob circunstâncias rigorosamente controladas, os Magos de todo o mundo, principalmente americanos, aceleravam o desenvolvimento dos poderes paranormais de seus discípulos, a fim de fazê-lo reconhecer o Mundo Oculto. Essas Plantas de Poder têm a capacidade de alterar o sistema endócrino, ativando assim todos os Chacras da Anatomia Oculta do Homem, despertando seus sentidos paranormais. Certas ervas, raízes, cogumelos, cipós etc., possuem um poder elemental e bioquímico capazes de mostrar um mundo totalmente novo aos olhos de nossa Consciência. Esse foi um legado da Magia primitiva, infelizmente adulterado na atualidade. A Magia no Ocidente Um dos maiores depositários da sabedoria egípcio-atlante foi certamente Hermes Trismegisto. Certas tradições gnósticas dizem que Metraton, Enoch, Íbis de Toth e o próprio Hermes eram o mesmo Mestre, o mesmo Ser. Atribui-se a Enoch a criação dos alfabetos egípcio e hebraico, A Tábua de Esmeralda e a organização e codificação da Alquimia. Foi o fiel depositário da tradição espiritual no Tarô e na Cabala (Torá), além de ser o organizador dos Axiomas Herméticos. Os egípcios conseguiram fecundar maravilhosamente a magia e as religiões dos hebreus, gregos, romanos e árabes. Com a posterior decadência, o Egito entregou seu conhecimento às correntes esotéricas dos árabes, denominadas de Sufismo. A expansão do islamismo por todo o Oriente, norte da África e depois pela Península Ibérica, leva a uma revalorização do esoterismo europeu. A maioria dos sábios e ordens esotéricas na Europa bebeu da fonte súfi: os Templários, Cátaros, Rosa-cruzes, Maçons, Dante Alighieri, Roger Bacon, Francisco de Assis, São Malaquias, Paracelso, Arnaldo de Villanueva etc. Os princípios religiosos e a magia Todos temos lido em obras místicas de diversas linhas sobre a abundância da vida criada por Deus. Diversos tratadistas de ocultismo nos relataram suas experiências com entidades conhecidas no âmbito do folclore, das crenças e mitos populares. Vemos em quase todos os povos lindas histórias acerca de fantásticas manifestações da vida. Quem de nós não ouviu uma história que fala de seres que vivem dentro de pedras, árvores, rios, cavernas, lagos, despenhadeiros, rios etc.? Essas formas de vida, chamadas no esoterismo de
  4. 4. Elementais, fazem parte ativa de culturas extremamente místicas, como os gauleses e seus Druidas, os tibetanos, os anglos e saxões, os povos pré-colombianos, os chineses, japoneses e outros tantos. Esses povos conservaram uma visão Panteísta, ou seja, conseguiam intuir a Vida Universal permeando todas e quaisquer formas de manifestação, visível e invisível. Apesar de terem grandes conhecimentos, tais como matemática, astronomia, engenharia, medicina e complexos sistemas de psicologia, ainda assim gostavam de viver cercados por um ambiente natural e de alta espiritualidade. Penetravam em seus bosques e rendiam culto às suas árvores sagradas; realizavam portentosas procissões, onde oferendavam os primeiros frutos de suas colheitas aos Deuses Santos; oravam profundamente aos Guardiães das cavernas e lagos encantados. Enfim, tinham uma visão do sagrado em todas as coisas, não conseguiam apartar o Divino do cotidiano humano. Com o passar dessa Idade de Ouro, esse Panteísmo foi se transformando, graças a uma mentalidade cada vez menos intuitiva, dando lugar a um Politeísmo que conseguimos reconhecer em algumas culturas, como a grega, romana, persa etc., as quais afastaram a Divindade de nosso cotidiano, pois Ela passa a residir agora nos céus, nas mais altas montanhas do mundo, no mais profundo dos sete mares, enfim, em todos os lugares inacessíveis à presença do homem. Entretanto, ainda se percebe, nessa duas formas religiosas uma conexão muito grande entre Deus e a Mãe Natureza. Deus é visto ao mesmo tempo como Pai e Mãe, suas múltiplas manifestações, poderes e virtudes são representados na presença dos Deuses do Olimpo, do Valhalla, do Aztlan: temos então, uma Minerva-Sabedoria, um Balder-Inspiração, uma Vênus-Amor, um Odin-Curador, um Kukulkán-Força etc. Assim como colocamos uma roupa nova diariamente, conforme nossas necessidades, os princípios religiosos também necessitaram adaptar-se ao nível de Consciência da humanidade. O Politeísmo, quando começou a entrar em sua fase decadente, foi caindo num descrédito cada vez maior, como foi o caso da religião romana, com seus Deuses cada vez mais ridicularizados pelos chamados ―livres-pensadores‖( na verdade, abut res mat erialist as): teat rólogos, filósofos e escrit ores. Antes, porém, de dar seu último suspiro, o Politeísmo viu crescerem novas visões da Divindade, não mais manifestada de maneira múltipla, como no caso dos 22 Deuses olímpicos. Começa a aparecer o Monoteísmo, com um só Deus supremo, obedecido por um séquito de Anjos, Arcanjos, Querubins, Serafins, Profetas, Santos e Beatos. Essas três formas religiosas que se
  5. 5. sucederam umas às outras foram necessárias em seu tempo. Devemos refletir, entretanto, que sempre existiu UMA ÚNICA RELIGIÃO, mais precisamente um princípio mágico, um espírito religioso, que mostrou o Conhecimento (Gnose) necessário para o homem trilhar o Caminho para Deus. Concordo quando se afirma que a religião do futuro (eternamente presente) é uma forma de Politeísmo Monista, uma espécie de Unidade Múltipla Perfeita, os Vários formando (e sendo) o Uno. E essa Religião não se diferenciará daquilo chamado pelos antigos de MAGIA. O Caminho Dévico Do ponto de vista iniciático, a realização completa e perfeita do trabalho alquímico e mágico pode nos levar a ver três Caminhos de Realização espiritual. Vêm a ser: 1. Senda Nirvânica, escolhida por aqueles que trabalham com os mundos paradisíacos dos Budas; é o caminho do Êxtase. 2. Senda Direta, escolhida pelos Mestres que desejam encarnar o Cristo Cósmico e perder-se completamente no Absoluto de Deus. 3. Senda Dévica, ou Caminho Angélico, responsável pela manutenção da Grande Obra da Natureza; a esse Caminho escolheram os Seres que decidiram unir -se à evolução dos anjos e ser discípulos dos grandes Deuses, chamados de Gurus-Devas, os Supremos Construtores. É a esse Caminho que trataremos um pouco mais no GnosisOnline. Prática Sente-se ou deite-se de forma confortável, procurando ficar numa posição imóvel. Relaxe o corpo e solte toda tensão muscular. Sinta a vida que se manifesta em cada parte de seu corpo. Depois de relaxado o corpo, imagine que de várias partes dele se estendem raízes que penetram por muitos quilômetros no interior da terra. Sinta que a terra é o corpo de um ser gigantesco que alimenta e fortalece seu corpo físico com luz, vida, força e alegria de viver. Enquanto realiza este exercício, sinta que os mais sinceros sentimentos que brotam de seu coração se espalham, auxiliando na cura do planeta. Sinta que é uma troca. Você recebe e dá ao mesmo tempo. Finalmente, vocalize, ou mentalize somente, o mantra AOM por 3 vezes, agradecendo à Divina Mãe Natureza pela vida, saúde, harmonia e paz em sua vida. Pantáculos e símbolos mágicos
  6. 6. Eliphas Levi ensinou: ―Por t rás de t oda alegoria míst ica ou das dout rinas ant igas, por t rás das estranhas ordens de todos os iniciados, sob o escudo de todos os escritos sagrados, sob a ruína de Nínive ou Tebas, ou das pedras dos velhos templos e da visão das esfinges assírias ou egípcias, nas monstruosas e maravilhosas pinturas que interpretam para a fé da Índia as inspiradas páginas dos Vedas, nos emblemas dos nossos velhos livros de alquimia, nas cerimônias praticadas como recepção por todas as sociedades secretas, são encontradas indicações sobre a doutrina que em todo lugar é a mesma e em t odo lugar respeit ada‖. Assim existe na natureza ―uma força que é incomensurável e que um homem, que saiba adapt á-la e dirigi-la, poderá conhecer todo um mundo. Essa força era conhecida dos ant igos: é o agente universal, a primeira mat éria, a Grande Obra‖. Sagrado Pantáculo do Sol, símbolo de Poder, Prosper idade e Saúde. Um dos símbolos do Arcanjo Michael (ou Miguel), Rei do Sol e do Raio.Saiba mais, Clique aqui. Nos tratados de magia, dá-se o nome de Pantáculo a um selo mágico, impresso em diversos materiais, como peles de animais, tecidos e metais preciosos e pedras. Considera-se que os Pentáculos têm relação com determinadas realidades invisíveis, cujos poderes eles permitem compartilhar. Eles simbolizam, captam e mobilizam, ao mesmo tempo, poderes ocultos, tanto do Cosmo, dos planetas e estrelas, da Natureza e especialmente dos Mundos Internos do próprio homem, pois se sabe que a energia contida no macrocosmo-galáxia é a mesma contida no microcosmo-homem, lembrando-nos a frase hermét ica: ―O que est á em cima é como o que est á embaixo, e vice -versa‖. Os Pantáculos são canais de receptividade da Energia Cósmica. Eles são também símbolos gráficos dos planetas e dos seres espirituais, que regem e dirigem esses corpos planetários. Tais seres podem ser chamados de Anjos, Arcanjos, Querubins, Potestades etc. Devemos lembrar que o que era magia hoje é ciência. O que era religião hoje pode se transformar em fato científico. Hoje, utilizam-se diversos Pentáculos para curar e encontrar pessoas, para a defesa psíquica e harmonia de ambientes. Esses símbolos são hoje estudados pela Radiônica, Radiestesia e Feng Shui. De acordo com essas ―novas‖ ciências, pela Lei de Ressonância, os Pent áculos possibilit am criar estados internos e eventos externos afins aos símbolos contidos neles. Existem Pentáculos para Curar, Harmonizar, Fortalecer Virtudes, Proteger etc. Existem diversas maneiras de usarmos esses símbolos sagrados: pode -se realizar uma simples oração e meditação colocando o símbolo em nosso coração, ou ao lado da cama ou ainda em nosso altar; pode-se também usá-los em complexos rituais para que a Força Magnética desse talismã mágico seja altamente potencializada.
  7. 7. Eis alguns dos símbolos mágicos que podemos utilizar em nossas práticas sagradas, os quais foram tirados de antigos tratados de Cabala e Magia, tais como As Clavículas de Salomão, o Tarô egípcio e as pinturas do grande pintor-Iniciado Johfra. Também retiramos tais símbolos das obras de grandes Iniciados, como o Abade Tritemo, Paracelso, Cornélio Agrippa, Eliphas Levi e, na atualidade, o grande mestre gnóstico Samael Aun Weor.
  8. 8. Chacras e a 4ª dimensão (Conferência do Venerável Mestre Samael sobre o desenvolvimento dos chacras e explicação do mundo tetradimensional) Senhoras e Senhores, dirijo-me a vocês esta noite com o propósito de falar sobre poderes psíquicos, sobre psicologia experimental levada à prática. Começaremos fazendo uma breve análise a respeito do que seja o mundo físico no qual vivemos. Einst ein disse: ―Energia é igual à massa mult ip licada pela velocidade d a luz ao quadrado‖. ―A massa se t ransforma em energia, a energia se t ransforma em massa.‖ Sem dúvida, o mundo t ridimensional de Euclides se encontra limitado por essa fórmula básica de Einstein. Contudo, mais além dessa fórmula de Einstein existe algo, quero referir-me enfaticamente à quarta coordenada, à quarta vertical. Vejamos por exemplo esta mesa, que tem largura, comprimento e altura; estas são as três dimensões. Mas, há quanto tempo foi construída esta mesa? Eis aqui a quarta vertical, o tempo. Além desta quarta vertical existe a quinta coordenada que é, em si mesma e por si mesma, a eternidade. Muitíssimo além da quinta vertical temos a sexta dimensão, que em si mesma transcende o tempo e a eternidade. E por último existe a dimensão zero desconhecida, a sétima dimensão. Vivemos então em um mundo multidimensional. Infelizmente, as pessoas só percebem o mundo de três dimensões, sendo necessário desenvolver outras faculdades que nos permitam conhecer a quarta vertical. Felizmente, na anatomia oculta do ser humano se encontram em estado latente os sentidos que convenientemente desenvolvidos, de forma científica, podem dar-nos acesso não apenas à quarta vertical, mas também à quinta, sexta e sétima dimensões. Obviamente, na espinha dorsal dos seres humanos existem poderes divinos em estado latente. No cóccix existe um cent ro magnét ico especial, um ―chacra‖, falando em est ilo orient al. Dent ro desse centro subjaz um poder elétrico formidável, quero referir-me enfaticamente a Devi Kundalini Shakti, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Os hindus dizem que essa serpente está encerrada no Chacra coccígeo, afirmam que se encontra aí, enroscada com três voltas e meia. Nós temos poderes latentes, e um deles é precisamente o da Kundalini. Algumas escolas temem o despertar do Kundalini; é um poder explosivo, maravilhoso. Quem conseguir despertar a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, poderá sair de uma caixa hermeticamente fechada; quem conseguir despertar esse poder ígneo, flamígero, pode caminhar sobre as águas sem afundar, voar pelos ares como fizeram muitos ascetas místicos, tanto no oriente como no ocidente do mundo.
  9. 9. Temos de despertar esse poder ígneo, flamígero que, como já disse, subjaz dentro de certo centro magnético do cóccix. No Apocalipse de São João, esse centro magnético coccígeo é denominado Igreja de Éfeso. Despertar, colocar em atividade esse centro flamígero é algo grandioso. Quem o desperte, adquirirá poder sobre o elemento terra; poderá fazer cair uma rocha com sua vontade, poderá dominar os terremotos com sua vontade, etc. segundo poder flamígero latente na espinha dorsal do homem encontra-se situado à altura da próstata; no Apocalipse de São João esse centro é denominado Igreja de Esmirna. Bem sabem os ascetas místicos que com despertar dessa maravilhosa faculdade se adquire poder sobre as águas, então poderemos dominar as tempestades do oceano, ou desatá-las à vontade. terceiro poder existente na espinha dorsal do homem está situado exatamente sobre o plexo solar, na altura do umbigo. No Apocalipse de São João este centro é denominado esotericamente de Igreja de Pérgamo. Os iogues hindus que despertaram esse maravilhoso poder podem ordenar aos vulcões em erupção que cessem sua atividade e eles obedecerão. O asceta que conseguiu dominar esse centro pode manejar as potências da vida universal; pode enterrar-se vivo durante meses inteiros e quando for tirado se descobrirá que não recebeu dano algum. No plexo solar, na região umbilical, está também o centro telepático. Esse centro telepático pe rtence certamente às funções da Igreja de Pérgamo. O quarto poder existente na espinha dorsal se acha situado exatamente à altura do coração; no Apocalipse de São João esse centro é denominado Igreja de Tiátira. Quem consiga despertar esse maravilhoso poder flamígero do coração realizará prodígios. É indispensável despertar esse centro, porque com ele adquirimos faculdades como o desdobramento astral, os estados de Jinas, etc. Nas obras de Mário Roso de Luna se fala muito sobre os estados de Jinas e é necessário rever, ainda que sucint amente, esse assunt o ―Jinas‖. Em nome da verdade, quero que vocês saibam que não é só aqui neste mundo das três dimensões que existe uma humanidade. Na quarta vertical certamente existe determinada raça humana, gente que ainda vive no Éden, gente que não saiu do paraíso, pessoas de carne e osso como nós, mas que não se degeneraram como nós, pessoas físicas com poderes extraordinários. Por certo não falam inglês, nem francês, nem espanhol, nem alemão; mas falam na língua primitiva que como um rio de ouro corre sob a selva espessa do Sol. Nós podemos visitar o Éden, isto é, a quarta vertical. Isto é possível desenvolvendo os poderes do Cárdias. Muit os são os cét icos que dizem: ―Ninguém foi ao out ro mundo para depois volt ar e nos cont ar o que é que existe lá do out ro lado‖. Mas, em nome da verdade, eu digo a vocês que se desenvolvemos os poderes do Cárdias, certamente é possível ir até o outro mundo em carne e osso. É indispensável penetrar na quarta vertical, mas a ciência atual se encontra estagnada em matéria de Física. A Física contemporânea é regressiva, retardatária, reacionária, não serve. Quando os cientistas abandonarem o dogma tridimensional de Euclides, poderá surgir uma Física revolucionária, com naves
  10. 10. capazes de viajar por dentro da quarta vertical. É indispensável sair do dogma tridimensional de Euclides. É inadiável, improrrogável, estudar mais profundamente o átomo; no átomo encontraremos a linha da quarta vertical. Quando se possa traçar a quarta vertical, então será elaborada uma geometria revolucionária, tetradimensional; com uma tal geometria será possível construir uma física de quatro dimensões. Uma Física assim servirá de embasamento para fabricar naves capazes de atravessar instantaneamente a barreira da velocidade da luz e entrar na quarta dimensão. Se uma nave consegue atravessar instantaneamente a barreira da velocidade da luz, pode viajar por dentro da quarta vertical através do infinito. Então a conquista do espaço será um fato definitivo. Esses foguetes atuais lançados por ―gregos e t roianos‖ impulsionados por combust ível líquido, esse foguetório barato que tanto impressiona os incautos; parece mais coisa de circo, com cinquenta mil acrobacias para descer na Lua. A conquista do espaço é possível com uma Física tetradimensional. Quando tal Física exista, e quando também nos tenhamos apropriado da energia solar e saibamos utilizá -la, a possibilidade de viajar através do infinito será um fato concreto, claro e definitivo. Naves viajando pela quarta vertical, impulsionadas por energia solar; eis aí as naves do Super-Homem, naves que verdadeiramente podem viajar através do espaço estrelado, de galáxia em galáxia! Infelizmente, a Física contemporânea continua estagnada; é necessário romper de uma vez e para sempre com o dogma tridimensional de Euclides Nós temos procedimentos íntimos, particulares, para meter o corpo físico dentro da quarta coordenada. Se estudamos cuidadosamente os sábios orientais, veremos que eles sabem como meter o corpo físico dentro da quart a dimensão. Dizia um sáb io orient al: ―Prat icando um samyasin sobre o corpo físico, ele se torna como de algodão e pode caminhar sobre as águas, voar pelos ares, atravessar uma mont anha de lado a lado ou caminhar sobre brasas de carvão sem nada sofrer‖. Prática Jinas de Harpócrates e as práticas Jinas
  11. 11. Um samyasin tem três partes: a primeira a concentração, a segunda a meditação e a terceira o êxtase. Se primeiro nos concentramos no corpo físico e depois meditamos nele, em suas células, em suas moléculas, na construção de seus átomos, etc. e por último chegamos à adoração, ao êxtase, então o corpo físico penetrará na quarta dimensão e poderá viajar através do mundo da quarta vertical. Nesta região poderemos encontrar uma outra humanidade que vive ao lado da nossa; que dorme, que come e que vive, mas que não sofre como todos nós estamos sofrendo. Existem diferentes procedimentos para colocar o corpo físico na quarta vertical. Na sabedoria antiga se menciona a Harpócrates. Mas, isso que estou dizendo não tem valo r algum para os céticos, para esses que estão engarrafados pela dialética materialista, para os reacionários, para os conservadores e retardatários. O que estou dizendo é revolucionário demais para ser aceito pelos que estão presos ao dogma tridimensional de Euclides. Harpócrates! Nome grego extraordinário, maravilhoso. Os místicos dos mistérios de Elêusis pronunciavam esse nome da seguinte maneira: Har-po-crat-is… Eles faziam certas práticas muito engenhosas que bem vale a pena comentar. Essas práticas pertencem aos mistérios gregos, aos mistérios que foram conhecidos em Atenas, Elêusis etc. Deitado em decúbito dorsal (barriga para cima), ou de lado, preferivelmente, com a cabeça na palma da mão esquerda, o asceta grego se imaginava ser um pintinho dentro da casca do ovo, se concentrava intensamente em Harpócrates, chamando-o: Har-po-crat-is… E quando, já entre sonhos, começasse a sentir cócegas pelo corpo, armado de grande vontade, não levava as mãos ao mesmo para não perder o estado psicológico especial em que estava e depois se levant ava suavemente da cama e pronunciava est a frase rit ual: ―Harpócrat es, ajude -me que vou com meu corpo‖. E com t oda confiança saía do quart o, dando post eriormente um salt inho com o propósit o de penetrar violentamente dentro da quarta vertical. Segundo velhas tradições, que se perdem na noite aterradora de todas as idades, era então que o asceta realmente viajava com o corpo físico pela dimensão desconhecida, era então que o místico de Elêusis conversava com os Deuses Santos, com os seres inefáveis. Estou comentando algo que pertence à Grécia antiga, mas é claro que quem quiser fazer a mesma pratica agora neste século vinte, poderá evidenciá-lo por si mesmo. Contudo, os gregos se exercitavam muito com este sistema, até conseguir realmente penet rar na quart a vert ical … No México antigo, temos os cavaleiros-t igres. Infelizmente, nos sent imos t ão ―modernos‖ que nos esquecemos da tradição milenar, apesar de amarmos nossa pátria mexicana. Chegou a hora de entender um pouco mais o que foram as ordens dos Cavaleiros-Tigres e dos Cavaleiros-Águias. Segundo velhos códices de Anahuac, deitados sobre peles daquele felino, invocavam os anjos prot etores dos mesmos, imaginavam por um inst ante serem t igres de verdade… A psicologia experimental e a alta magia nos dizem que a imaginação é feminina e a vontade é masculina; a chave do poder está em unir a imaginação e a vontade em vibrante harmonia. Os Cavaleiros-Tigres se sentiam completamente identificados com aquele felino (sabemos que no México ant igo o t igre era sagrado) e, cheios de fé, se punham a caminhar em quat ro pés, dizendo: ―Nós nos pert encemos.‖ Assim contam os códices antigos, isto não é invenção minha; lendo os códices, vocês poderão evidenciar que transformados em tigres, viajando pela quarta vertical, chegavam ao Templo de
  12. 12. Chapultepec. Existem pinturas murais nas quais o que estou dizendo está devidamente demonstrado. E em seguida, afirmam os códices de Anahuac, aqueles cavaleiros assumiam novamente sua figura humana e penetravam no templo. Realmente, aqui no México, em Chapultepec, temos um templo de Jinas, um templo situado na quarta dimensão. Eu conheço esse templo, sou membro ativo desse templo, não estou afirmando algo que não tenha experimentado. É um templo formidável, maravilhoso; suas colunas, seus muros, são de ouro puro da melhor qualidade. Ali se cultiva em segredo a doutrina secreta dos Nahuatls. Não sou o único membro ativo desse templo, há outros senhores que, como eu, pertencem ao mesmo; e também algumas senhoras da sociedade mexicana pertencem a esse templo. Assim, o Templo de Chapultepec realmente existe. Que alguns riam ou que isso se torne motivo de piadas para os céticos que não acreditam, não tem a menor importância para a ciência ou para nós. Est á escrit o que: ―quem ri do que não conhece est á a caminho de ser idiot a.‖ Viajar com o corpo físico dentro da quarta vertical é possível, mas temos que abandonar o asqueroso ceticismo que desde o século XVIII está corroendo a mente dessa humanidade degenerada e perversa. Em outros tempos, dizem as tradições, podia-se ver desde a costa da Espanha a ilha chamada ―Nont rabada‖, uma ilha ext raordinária, formidável. Em cert a ocasião, um capit ão se ext raviou com seu navio no tempestuoso oceano e foi parar nessa ilha; ali viu e ouviu coisas formidáveis, extraordinárias. Certo sacerdote cat ólico havia ouvido falar muit o sobre a ―Nont rabada‖. Dizem os historiadores que uma vez, quando estava oficiando a santa missa, ele e seus fiéis viram a ―Nont rabada‖. O bom cura a exorcizou e ela desapareceu por trás de uma nuvem. Hoje em dia ninguém fala da ―Nont rabada‖. Haverá deixado de exist ir? Que aconteceu com ela? Ninguém sabe, mas é óbvio que se submergiu definitivamente na quarta vertical, e isso aconteceu desde que se iniciou a era horripilante do ceticismo materialista. ceticismo tem como causa fundamental a mentira, a farsa. Quando a mente é mentirosa, quando está sempre dizendo embustes, quando é farsante, está falseada em si mesma, e já não pode acreditar em nada. Os estados de Jinas são extraordinários. Existem lagos de Jinas, lagos na quarta vertical. Me contaram um caso extraordinário, maravilhoso, sobre um povoado em Honduras (não o conheço, mas me falaram) onde, em determinada data exata, chovem peixes do céu e as pessoas correm para recolhê-los em pratos, cestos, balaios etc. O lugar está longe do mar, porque caem ali? De onde saem? É óbvio que saem da quarta vertical. Assim, a quarta vertical é uma tremenda realidade. Infelizmente, muitos são os que negam essa realidade, muitos tontos intelectuais debocham dessas coisas; mas a crisálida também acha que a folha em que está vivendo é tudo, a crisálida não suspeita que essa folha é uma das tantas folhas da árvore da vida. Assim é o homem intelectual; acredita que esse mundo tridimensional de Euclides é tudo, não se dá conta de que esse mundo de três dimensões é um dos tantos mundos da árvore da vida. Eu também experimentei com a ciência Jinas. Seguindo os procedimentos indicados, trabalhei com Harpócrates. Não é um exagero dizer, em forma enfática, ainda que as pessoas debochem de mim, que lutei muito para aprender a colocar o corpo físico dentro da quarta dimensão, mas consegui. Experimentando de noite, muitas vezes tive que abandonar o leito 15 ou 16 vezes contadas, sem resultado algum. Mas depois de certo tempo e com paciência tenaz, qualquer noite dessas tantas, meu corpo físico penetrou realmente na quarta dimensão, então flutuou deliciosamente e abandonei aquela casa.
  13. 13. É verdade que saí à rua e me encontrei com muitas pessoas que, como eu, sabiam utilizar o estado de Jinas. Pessoas de carne e osso, vivas e muito vivas, vivendo na quarta dimensão. Não nego que viajei através do tempestuoso oceano e não senti temor algum, ainda que bem sabia que se por um instante houvesse saído desse mundo de quatro dimensões, da quarta vertical, cairia nas ondas do furioso mar e pereceria. Mas não tive temor e viajei pelas terras da Europa com o corpo dentro da quarta vertical; cheguei onde tinha que chegar, em certo lugar no qual tinha interesse e depois regressei ao ponto de partida original sem nada sofrer. Tenho o valor de fazer essa declaração, não me importo com deboches porque não tenho temor. O que poderia me acontecer? Se estivéssemos na época da Inquisição, quando muito me queimariam vivo, como bruxo. Felizmente nesta época não existe Inquisição, o máximo que poderia receber seriam os sarcasmos, as ironias e nada mais, e essas nem sequer me fazem cócegas nos pés. Assim, a realidade Jinas existe. Se vocês querem comprová-la, façam a experiência com vocês mesmos, porque eu não sou ―porquinho da Índia‖, não sou ―coelho de laborat ório‖. Vocês quereriam que eu o fizesse aqui diante de vocês e eu lhes respondo que não sou ―coelho de laborat ório‖, experimentem em sua própria pele. Além disso, de nada serviria que eu colocasse o corpo dentro da quarta vertical aqui diante de vocês, pois também não acreditariam, porque ninguém consegue convencer o cético. Vocês diriam que eu os hipnotizei e isso é tudo. Acreditariam? Nada! Assim, isso é para que vocês experimentem na própria pele. Obviamente, os santos dos tempos antigos levitavam. Quem poderia negar que São Francisco de Assis, aquele místico cristão, levitava ? Muitas vezes seu discípulo mais amado ia levar-lhe comida e o santo estava a tal altura do solo que o discípulo não podia dar-lhe a comida. E conta a história que São Francisco se afastava então por um bosque e, flutuando, desaparecia na dimensão desconhecida. Está escrito que Felipe flutuava na atmosfera. Felipe, o discípulo do Cristo, também caminhava sobre as águas e aparecia e desaparecia à vontade. O evangelho de Felipe é esse. Felipe sabe ajudar aos que o invocam. Quando Gautama, o Buda Sakiamuni, abandonou o corpo físico para submergir-se no Nirvana, dizem as tradições que seus discípulos foram submetidos a provas pelas multidões. Cada um deles devia, de acordo com certo conselho examinador, atravessar uma rocha de lado a lado. Todos assim o fizeram menos um, Ananda, seu discípulo mais amado. O pobre não podia; quando tentava atravessar a rocha, feria miseravelmente a test a e sangrava… Mas finalmente, cheio de uma fé espantosa, praticou um samyasin sobre seu corpo físico; se concentrou nele, meditou nele, entrou em êxtase, se desesperou e por último atravessou a rocha de lado a lado. Tudo isso tem documentação. Não dizem que Pedro foi tirado da prisão por um Anjo? É óbvio que o Anjo ajudou Pedro a entrar na quarta vertical e assim ele pôde abandonar a prisão na véspera de sua execução, pois estava condenado à pena de morte. Desenvolvendo os poderes do Cárdias, os poderes do coração, tudo isso é possível. Continuação da explicação sobre os chacras, Música das Esferas e prática para despertar a Clarividência
  14. 14. Continuando com esta análise dos centros magnéticos da espinha dorsal, chegamos à altura das glândulas tiroide que, como bem sabemos, segrega o iodo biológico, tão necessário para o organismo humano. Existe um centro magnético na glândula tiroide; quero referir - me, de forma enfática, à Igreja de Sardis, tal como é mencionada no Apocalipse de São João. Desenvolvendo esse centro magnético adquirimos a Clariaudiência, o poder de ouvir à distância, o poder de ouvir a música das esferas, o poder de ouvir as criaturas que vivem nas dimensões superiores da natureza e do cosmos. Esse poder extraordinário pode ser desenvolvido se nos propomos a isso. Se, nas horas da madrugada, nos concentramos na música das esferas com o propósito de escutá-la, chegará o dia em que poderemos escutar realmente essas melodias insonoras que ressoam no coral maravilhoso do infinito. Obviamente, todos os sons que se produzem no planeta Terra dão uma nota síntese; todos os sons que se produzem no planeta Vênus dão também sua nota síntese; todos os sons que se produzem em Marte dão sua nota síntese. O conjunto de sons de todos os mundos que povoam o espaço estrelado formam a Música das Esferas, citada por Plotino, o grande filósofo grego. Melodias inefáveis vibram no espaço estrelado, melodias impossíveis de descrever com palavras, delic iosas sinfonias dentro dos ritmos do Mahavan e do Chotavan, que sustentam o Universo firme em sua marcha. Com just a razão diz o Apocalipse de São João que ―no princípio era o Verbo, e o Verbo era Deus, e o Verbo estava com Deus; por ele todas as coisas foram feitas e sem Ele nada do que foi feito teria sido feito‖. A Música das Esferas é uma t remenda realidade; t udo que é, tudo que foi e tudo que será vibra deliciosamente no infinito estrelado. A flor do belo jardim perfumado reflete a luz da Lua e entre a flor e a Lua há um colóquio de melodias deliciosas que nenhum ser humano poderia compreender. A sinfonia que escapa da fonte cantarina faz vibrar completamente os átomos que pululam ao seu redor, logo repercute pelas entranhas dos bosques e se precipita como uma catarata de sinfonias no céu estrelado. Assim, a música é a base de toda a criação. Quando alguém desperta o centro da tiroide, pode escutar as sinfonias deliciosas do grande coral cósmico; quando alguém desperta esse centro maravilhoso, adquire também o sintetismo conceitual; quando alguém desperta esse centro mágico formidável, se faz mais inteligente, mais compreensivo, mais sábio. Continuando um pouco mais para cima, chegamos ao centro frontal. Na altura do entrecenho, na espinha dorsal, existe outro centro magnético formidável; quero referir-me claramente à Igreja de Filadélfia. Quem desperte esse centro formidável, se faz Clarividente; poderá ver, por si mesmo e em forma direta, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima dimensão, e então terá conceitos diferentes.
  15. 15. Atualmente, a humanidade com seus olhos físicos apenas consegue perceber as coisas do mundo físico, e não tudo; mas quem desperte os poderes da Igreja de Filadélfia poderá ver o que existe realmente dent ro do corpo físico e ent ão compreenderá que nem tudo ali é carne, osso e ―manteiga ‖. Verá que existe algo mais, verá um corpo vital penetrando o corpo físico e lhe servindo de base para todos os processos biomecânicos, fisiológicos, calóricos, perceptivos, etc. Se extraíssemos definitivamente o corpo vital de uma pessoa, é claro que est a morreria. Em certa ocasião, um médium espírita que estava em transe projetou fora de si mesmo o corpo vital, que se fez visível ante os assistentes, parecia um fantasma. Um jornalista presente sacou sua pistola e at irou cont ra o t al ―fant asma‘. Curiosamente, a bala apareceu exatamente no coração da vítima que, é claro, morreu. Mas, como se produziu esse fenômeno? Por que, estando o corpo físico aqui, projeta seu vital a certa distância? E por que ao se dar um tiro nesse corpo vital que está do lado oposto a bala aparece no coração do corpo físico? É óbvio que se trata de um fenômeno da quarta vertical, um fenômeno Jinas, fenômenos que não são conhecidos aqui neste mundo de três dimensões. Se pegamos um copo na quarta vertical, um copo que esteja no mundo de três dimensões, se o pegamos para passá-lo à quarta vertical e logo o transportamos a outro lugar, é claro que esse copo regressará aqui a seu ponto de partida original. Se alguém, viajando com o corpo físico pela quarta dimensão, abre uma porta, esta volta a fechar-se por si mesma. Contudo, há exceções; uma vez abri uma porta que ficou aberta, quando regressei daquela viagem descobri que estava aberta e, como era a da rua, não tive outra escolha que fechá-la. Assim, os fenômenos Jinas são extraordinários, maravilhosos. Com a Clarividência, com os poderes da Igreja de Filadélfia, podemos ver o corpo vital, ver as terras de Jinas, ver todos esses tipos de fenômenos; ver o que se esconde dentro do organismo humano, ver o corpo vital, que serve de fundamento ao corpo físico (esse corpo vital é a parte tetradimensional do corpo de carne e osso). Esse corpo que é estudado nos laboratórios científicos não poderia existir se lhe extraíssemos o corpo vital. Atualmente já existem aparelhos com lentes poderosas para ver esse corpo vital; essas lentes se aperfeiçoarão e chegará o dia em que poderemos ver totalmente a quarta dimensão. No momento atual, fechar-se a essas verdades é ser reacionário e conservador e a própria ciência oficial destroçará os conceitos intelectuais dos conservadores regressivos e retardatários. Além do centro da Clarividência, tão indispensável para conhecer por nós mesmos e de forma direta o que acontece quando alguém morre, ou quando alguém nasce, o que são os mistérios da vida e da morte, etc., existe ainda outro centro extraordinário; refiro-me agora ao centro da glândula pineal, ao centro que no Apocalipse é chamado de Igreja de Laodiceia. Quem consiga despertar esse centro tão maravilhoso, se tornará intuitivo em alto grau. Mas há que saber distinguir entre os processos racionais e os processos intuitivos. A razão se fundamenta no processo da opção; o int uit ivo não necessit a raciocinar, sabe t udo ―porque sim‖, porque sabe, sem o processo deprimente da opção. A Clarividência e a Intuição são faculdades superiores que estão bem além das ―velhacarias‖ do intelecto e que podem t ransformar-nos radicalmente. Existem exercícios para o desenvolvimento da Clarividência. Tenho aqui em minha presença um copo com água. Se colocamos este copo a certa distância dos olhos, podemos fazer um exercício formidável. Deve-se concentrar o olhar exatamente no centro do círculo aquático, avista deve atravessar o cristal, a concentração deve ser profunda. Esse exercício, praticado por dez minutos diários, nos dará a Clarividência.
  16. 16. Com 15 ou 20 dias de prática, veremos a água com cores; se um carro passa pela rua, veremos uma faixa de luz na água (esta é a rua) e veremos o carro se deslizando sobre essa faixa. Quem tenha paciência para praticar esse exercício do copo com água durante três anos, se tornará Clarividente. Mas é necessário ter continuidade de propósitos, só assim poderá desenvolver-se o centro da Clarividência. Com o microscópio, nós podemos ver os micróbios e os átomos. Mas a Clarividência vai além do microscópio, com ela podemos ver a quarta vertical, a quinta, a sexta e a sétima. Com ela podemos conhecer diret amente isso que as pessoas chamam de ―o além‖; com ela podemos ver os seres inefáveis, chamem-se Anjos ou Devas ou seja como queiramos chamá-los. Tais seres existem e podemos vê-los com a Clarividência. Estou falando de poderes psíquicos, de psicologia experimental revolucionária e transcendente. Esta noite vim para isso, para conversar com vocês, porque quero que vocês se elevem ao estado do Super-Homem. Chegou a hora de lutar de verdade por uma transformação radical. Dentro de nós, em estado latente, existem poderes formidáveis, mas é necessário despertá-los e sair desse estado de debilidade em que nos encontramos. Assim como estamos, somos vítimas das circunstâncias, não sabemos dirigir circunstâncias, somos vítimas e nada mais que isso, vítimas. Necessitamos transformar-nos totalmente, apelar a nossos poderes psíquicos, pois os temos e seria uma lástima se continuássemos assim como estamos. Isto seria tão absurdo como alguém, que sabendo que existe um tesouro enterrado, estando seguro da existência do mesmo, não o tirasse jamais. Meditação e Vazio Iluminador Paz Inverencial! Torna-se urgente que se compreendam a fundo as técnicas da meditação. Hoje falaremos sobre o Vazio Iluminador. Ao iniciar este tema, vejo-me obrigado a narrar de forma direta aquilo que sobre o particular pude verificar experimentalmente. Creio que os que me escutam estão informados sobre a maravilhosa Lei da Reencarnação. Pois, nela, eu fundamento o relato seguinte: Quando a Segunda Sub-Raça da nossa atual raça ariana floresceu na antiga China, estive ali reencarnado e me chamei Chou Li. Obviamente, fui membro da dinastia Chou. Naquela existência, fiz-me membro ativo da Ordem do Dragão Amarelo. Claro que em tal ordem pude aprender claramente a ciência da meditação. Ainda mantenho na memória aquele maravilhoso instrumento denominado Aya- Atapan, o qual tinha 49 notas. Bem sabemos o que é a sagrada Lei do Eterno Hept aparaparshinok, ou seja, a Lei do Sete. Indubitavelmente, sete são as notas das escalas musicais, e se multiplicarmos sete por sete obteremos 49 notas colocadas em sete oitavas. Nós, os irmãos, reuníamo-nos na sala da meditação, sentávamos ao estilo orient al com as pernas cruzadas e púnhamos as palmas das mãos de forma que a direita ficava sobre a esquerda. Sentávamos em círculo no centro da sala, fechávamos os olhos e em seguida púnhamos toda a atenção na música que certo irmão brindava ao Cosmo e a nós. Quando o artista fazia vibrar a primeira nota, estava em dó, todos se concentravam.
  17. 17. Quando fazia vibrar a nota seguinte, em ré, a concentração tornava-se mais profunda. Lutávamos com os diversos elementos subjetivos que carregávamos no interior, podíamos recriminá-los e fazê-los ver a necessidade de guardarem silêncio absoluto. Não será demais, queridos irmãos, lembrá-los de que esses elementos indesejáveis const it uem o eu, o Ego, o mim mesmo, o si mesmo … são a seu modo ent idades diversas personificando erros. Quando vibrava a nota mi, entrávamos na terceira zona do subconsciente e enfrentávamos toda essa multiplic idade de agregados psíquicos que em desordem fervilham em nosso interior, que impedem a quietude e o silêncio da mente; nós os recriminávamos e t ratávamos de compreendê-los. Quando o conseguíamos, entrávamos ainda mais fundo com a nota fá. É óbvio que novas lutas nos esperavam, pois amordaçar todos esses demônios do desejo não é tão fácil. Obrigá-los a guardar silêncio e quietude não é coisa simples, porém, com paciência o conseguíamos. Assim, prosseguíamos com cada uma das notas da escala musical. Em uma oitava mais elevada, continuávamos com o mesmo esforço, e assim, pouco a pouco, enfrentando os diversos elementos infra-humanos que carregávamos em nosso interior conseguíamos por fim amordaçá-los todos nos 49 níveis do subconsciente e a mente ficava quieta, no mais profundo silêncio. Esse era o momento em que a Essência, a Alma, aquilo que ternos de mais puro, escapava para experimentar o Real. Assim, entrávamos no Vazio Iluminador. Assim, o Vazio Iluminador irrompia em nós. Movendo-nos no Vazio Iluminador conseguíamos conhecer as leis da natureza em si mesmas tais quais são e não corno aparentemente são. Neste tridimensional mundo de Euclides só se conhecem causas e efeitos mecânicos, jamais as leis naturais em si mesmas. Assim, no Vazio Iluminador, elas surgem diante de nós corno realmente são. Nesse estado, podíamos perceber com a Essência, com os sentidos superlativos do Ser, as coisas em si tais quais são. No mundo dos fenômenos físicos, a realidade… só percebemos a aparência das coisas: ângulos, superfícies… nunca um corpo inteiro de forma integral. O pouco que percebemos é fugaz. Ninguém poderia perceber a quantidade de átomos, por exemplo, que uma mesa ou uma cadeira tem… Porém, no Vazio Iluminador percebemos as coisas em si t ais quais são… int egralmente! Enquanto nos achávamos submersos no grande Vazio Iluminador, podíamos escutar a voz do Pai que está em segredo. Fora de dúvida, nos achávamos num estado de arroubo que se podia denominar de Êxtase. A personalidade ficava ali, sentada, em estado passivo, na sala de meditação. Os centros emocional e motor integravam-se ao centro intelectual, formando um todo único e receptivo. De forma que as ondas de tudo aquilo que vivenciávamos no Vazio Iluminador circulavam pelo Cordão de Prata e eram recebidas pelos três centros: emocional, intelectual e motor. Quando o Samadhi terminava, voltávamos ao interior do corpo, conservando a lembrança de tudo aquilo que tínhamos visto e ouvido. No entanto, hei de lhes dizer que a primeira coisa que se tem de abandonar para submergir por longo tempo no Vazio Iluminador é o medo. O eu do temor precisa ser
  18. 18. compreendido … Já sabemos que sua desintegração faz-se possível quando se suplica à Divina Mãe Kundalini de forma veemente. Ela eliminará o eu do medo. Um dia qualquer, não importa qual foi, achando-me no Vazio Iluminador, além da personalidade, do eu e da individualidade, submerso nisso que se poderia chamar ―O NÃO‖, ―AQUILO‖, sent i que eu era tudo o que foi e será. Experimentei a unidade da vida, livre em seu movimento. Era a flor, o rio que, cristalino, corria no seu leito de pedras, cantando delícias na sua linguagem, a ave que se precipitava nos abismos insondáveis, era o peixe que nadava deliciosamente nas águas, era a Lua, os mundos… era tudo o que é, foi e será. Houve temor, os sent iment os do mim mesmo, do eu… Sent i que me aniquilava, que deixava de existir corno indivíduo, que era tudo menos um indivíduo, que o mim mesmo tendia a morrer para sempre. Obviamente, enchi-me de indizível terror e voltei à forma física. Outros esforços permitiram-me que o Vazio Iluminador irrompesse novamente e tornei a me sentir confundido com tudo; corno indivíduo, corno pessoa, corno eu, tinha deixado de existir. Esse estado de consciência fazia-se cada vez mais profundo; de tal forma que qualquer possibilidade para existir, para a existência individual, se acabava, tendia a desaparecer definitivamente. Não pude resistir mais e volte i à forma física. Numa terceira tentativa, tampouco pude resistir e voltei à forma. A partir de então, sei que para alguém experimentar o Vazio Iluminador, para sentir o TAO em si mesmo, terá de eliminar o eu do temor; e isso é indubitável. Entre os irmãos da Ordem do Dragão Amarelo, o que mais se distinguiu foi meu amigo Chang. Hoje, ele vive num desses ―planet as do Crist o‖, onde a nat ureza não é imperecedora e jamais muda. Há duas naturezas: a perecedora, mutável etc., e a imperecível, a que jamais muda, imutável. Nos planetas do Cristo existe a natureza eterna, imperecível e imutável. Chang vive num desses mundos onde o Cristo resplandece. Libertou-se há várias idades e vive ali naquele longínquo planeta com um grupo de irmãos que como ele também se libertaram. Então, eu gostaria de lhes ensinar os sete segredos da Ordem do Dragão Amarelo, porém, com grande dor me dou conta que os irmãos de todas as latitudes ainda não estão preparados para poder recebê - los; e isso é lamentável. Também é certo que hoje não é mais possível se utilizarem os 49 sons do aya-atapan, porque esse instrumento já não existe mais. Muitas involuções desse instrumento ocorreram; já não possuem mais as sete oitavas. Involuções dele são todos os instrumentos de corda: violino, guitarra, o próprio piano etc. No entanto, é possível chegar-se à experiência do Vazio Iluminador com um sistema prático e simples que todos os irmãos podem praticar. Vou ditar a técnica agora mesmo. Prestem atenção: A Técnica Sentem-se ao estilo oriental com as pernas cruzadas … Devido a que sois ocident ais, essa posição resultará muito cansativa para vós, então sentai-vos em uma cômoda cadeira ao estilo ocidental. Colocai a palma da mão esquerda aberta e a direita sobre a esquerda. Quero dizer, o dorso da palma da mão direita sobre a palma da mão esquerda. Relaxai o corpo ao máximo possível. A seguir, inalai profundamente e muito devagar. Ao inalarem, imaginai que a energia criadora sobe pelos canais espermáticos até o cérebro. Exalai curto e rápido. Ao inalar, pronunciai o mantra HAM. Ao exalar, pronunciai o mantra SAH. Indubitavelmente, inala-se pelo nariz e exala-se pela boca. Ao
  19. 19. inalar, vocalizai a sílaba sagrada HAM mentalmente, pois estais inalando pelo nariz. Mas, ao exalarem, articulai a sílaba SAH de forma sonora. O H soa sempre aspirado. Faz-se a inalação lenta e a exalação curta e rápida. Obviamente, a energia criadora flui em todas as pessoas de dentro para fora, isto é, de forma centrífuga. Nós devemos inverter essa ordem com objetivos de superação espiritual. Nossa energia deve fluir de forma centrípeta, de fora para dentro. Fora de dúvida, se inalamos devagar, lentamente, a energia criadora fluirá de forma centrípeta de fora para dentro. Se exalarmos curto e rápido, essa energia far-se-á cada vez mais centrípeta. Durante a prática, não se deve pensar absolutamente em nada. Os olhos ficam firmemente fechados e em nossa mente só vibrará oHAM SAH e nada mais. À medida que se pratique, a inalação vai se tornando mais funda e a exalação muito curta e rápida. Os grandes mest res da medit ação chegam a t ornar a respiração pura inalação… a respiração fica suspensa. Isto é impossível para os cientistas, porém, real para os místicos. Em tal estado, o mestre participa do Nirvikalpa Samadhi ou Maha Samadhi e vem a irrupção do vazio Iluminador. Ele precipita-se nesse grande vazio onde ninguém vive e onde somente se ouve a palavra do Pai que está em segredo. Com esta prática, consegue-se a irrupção do vazio iluminador sob a condição de não se pensar absolutamente em nada. Não se admitirá na mente pensamento algum, nenhum desejo, nenhuma lembrança … A mente tem de ficar completamente quieta por dentro, por fora e no centro. Aqui, o pensamento, por insignificante que seja, é obstáculo para o Samadhi, para o êxtase. Esta ciência da meditação combinada com a respiração produz efeitos extraordinários. Normalmente, as pessoas padecem disso que se chama poluções noturnas. Homens e mulheres sofrem tal situação. Têm sonhos eróticos, os eus copulam uns com os outros, a vibração passa pelo cordão de prata até o físico e sobrevém o orgasmo com a perda da energia criadora. Isso acontece quando a energia sexual flui de dentro para fora de forma centrífuga. Quando a energia sexual flui de fora para dentro de forma centrípeta, as poluções noturnas terminam, o que vem em benefício da saúde. Bem, propicia-se o Samadhi durante a prática de meditação graças a que as energias criadoras, fluindo de fora para dentro, impregnam a consciência e terminam por possibilitar seu abandono do Ego e do corpo. A consciência desengarrafada do Ego, na ausência do Ego, fora do corpo físico, entra no Vazio Iluminador e recebe o TAO. Aquele que eliminou o eu do medo, do temor, poderá permanecer no Vazio Iluminador sem preocupação alguma. Sentirá que seu aspecto individual vai se dissolvendo, sentirá a si mesmo vivendo na pedra, na rocha, na longínqua estrela ou na ave canora de qualquer mundo planetário; não terá medo. Se não tiver medo, por fim gravitará até sua origem, convertendo-se a consciência, a Essência, em uma criatura terrivelmente divina para além do bem e do mal. Poderá pousar no Sagrado Sol Absoluto e ali, nesse Sol, como estrela microcósmica, conhecerá todos os mistérios do universo.
  20. 20. É bom saber que o universo em si mesmo, todo o nosso sistema solar, existe na Inteligência do Sagrado Sol Absoluto como um instante eterno. Todos os fenômenos da natureza processam-se dentro de um instante eterno na Inteligência do Sagrado Sol Absoluto. Se tiver medo, perder-se-á o êxtase e haverá o retorno à forma densa. Queridos irmãos que me escutam, precisam abandonar o temor. Não basta dizer: deixarei de temer. Há necessidade de se eliminar o eu do temor, sim … e ele é dissolvido est rit amente pelo poder da Divina Mãe Kundalini Shakti. Primeiro temos de analisá-lo, compreendê-lo e depois invocar Devi Kundalini, nossa Divina Mãe Cósmica particular, pedindo para que Ela desintegre o eu do temor. Somente assim alguém consegue submergir no Vazio Iluminador de forma absoluta. Quem o conseguir gravitará para o Sagrado Sol Absoluto e conhecerá as maravilhas do universo. Nossos irmãos precisam, pois, praticar essa técnica de meditação tal como a demos. Não se esquecer de que o corpo precisa ficar bem relaxado, e isso é indispensável. HAM SAH é o grande alento, HAM SAH é a nossa alma, HAM SAH é também um mantra que transmuta as energias criadoras. A meditação combinada com o tantrismo é formidável. HAM SAH é a chave. Bem sabemos que a energia criadora serve para o despertar da consciência. Combinada com a meditação, tira inquestionavelmente a consciência de dentro do elemento egoico e a submerge no vazio iluminador. É óbvio que o vazio iluminador está além do corpo, dos afetos e da mente. Em uma sala de meditação oriental, um monge perguntou ao Mestre: que é o vazio iluminador? Dizem os textos que o Mestre deu-lhe um pontapé no estômago e o discípulo caiu desmaiado. Depois, o discípulo levantou-se e abraçou o Mestre: obrigado, Mestre, experimentei o Vazio Iluminador. Absurdo, declararão muitos, porém não é bem assim. O que acontece é que fenômenos muito especiais se apresentam para o Vazio Iluminador. Um pintinho está pronto para sair do ovo. Sua mãe o ajuda ou o auxilia picando também ela a casca. O pintinho segue picando e com sua ajuda sai do ovo. Assim, quando alguém amadureceu, recebe ajuda de sua Divina Mãe Kundalini. Fura o cascão do Ego e da personalidade e sai para experimentar o Vazio Iluminador. O Segredo: Meditação Combinada com o Sono No entanto, há que se perseverar na meditação, há que se saber combinar inteligentemente a concentração com o sono; sono e concentração misturados produzem iluminação. Muitos esoteristas pensam que a meditação não deve de modo algum ser combinada com o sono do corpo. Aqueles que pensam assim estão equivocados, porque a meditação sem sono arruína o cérebro. Deve-se sempre utilizar o sono em combinação com a técnica da meditação, porém, um sono cont rolado, um sono volunt ário, não um sono sem cont role, um sono absurdo… sono e medit ação combinados inteligentemente.
  21. 21. Devemos montar no sono e não deixar que o sono monte em nós. Se aprendermos a montar no sono, teremos triunfado. Se o sono monta em nós, fracassamos. Port ant o, usar o sono; medit ação combinada com o sono… Essa técnica leva os praticantes ao Samadhi, à experiência do Vazio Iluminador. Há que se praticar diariamente. A que hora? No momento em que nos sintamos com ânimo para executá-Ia e especialmente quando estivermos com sono. Se seguirem essas indicações, um dia poderão receber o TAO, poderão experimentar a verdade. Obviamente, há dois tipos de dialética: a dialética racional do intelecto e a dialética da consciência. Durante o Satori, trabalha a dialética da consciência, e tudo entendemos por intuição, através de palavras ou figuras simbólicas, na linguagem das parábolas do evangelho c ristão, na linguagem viva da consciência superlativa do Ser. No Ser, a dialética da consciência se adianta sempre à dialética do raciocínio. A um monge zen foi perguntado: por que o bodidharma veio do oeste? Resposta: quem está no jardim é o cipreste. Qualquer um diria que isso não tem concordância alguma. No entanto, tem sim. É uma resposta que se adianta à dialética do raciocínio; sai da essência. O cipreste, a árvore da vida, está em todas as partes, não interessa oriente ou ocidente. Este é o sentido da resposta. No vazio iluminador se sabe tudo por experiência direta da verdade. O estudante terá de se familiarizar com a dialética da consciência. Infelizmente, o poder formulativo de conceitos lógicos, por mais brilhante que seja, por mais útil que seja nos aspectos da vida prática, resulta em obstáculo para a dialética da consciência. Não quero com isso descartar o poder formulativo dos conceitos lógicos, pois todos precisam dele no terreno dos fatos práticos da existência. Porém, cada faculdade tem inquestionavelmente a sua órbita particular em que é útil, fora dela resulta sem utilidade e prejudicial. Deixemos o poder formulativo de conceitos dentro de sua órbita. No Samadhi ou no Pansamadhi da meditação devemos sempre vivenciar, captar, a dialética da consciência. Isso é questão de experiência que o discípulo irá adquirindo à medida que pratica a técnica da meditação. A Impaciência O caminho da meditação profunda implica muita paciência. Os impacientes jamais conseguirão triunfar. Impossível vivenciar a experiência do vazio iluminador enquanto exista a impaciência em nós. O eu da impaciência tem de ser e eliminado , depois de ter sido compreendido. Que se entenda isto com clareza! Se assim se age, se recebe o TAO; isso é óbvio. A experiência do real jamais poderia chegar a nós enquanto a consciência continuasse embutida no Ego. O Ego em si mesmo é tempo. Toda essa multiplicidade de elementos fantasmagóricos que constituem o mim mesmo são um compêndio de tempo. A experiência do vazio iluminador é sua antíte se; ele é atemporal, ele está além
  22. 22. do tempo e da mente. O tempo é toda essa multiplicidade de eus; o eu é o tempo. Assim, pois, o tempo é subjetivo, incoerente, torpe, pesado e não tem realidade objetiva. Quando alguém senta em uma sala de meditação ou simples ente em sua casa a fim de meditar, se quiser praticar essa técnica deverá esquecer o conceito de tempo e viver dentro de um instante eterno. Aqueles que se dedicam à meditação dependentes do relógio, obviamente não conseguem a experiência do Vazio Iluminador. Se me perguntassem quantos minutos diários devem ser utilizados na meditação, se meia hora, uma ou duas horas, não haveria resposta. Se alguém entra em meditação e está dependente do tempo não pode experimentar o Vazio Iluminador porque este não é do tempo. Seria algo similar a uma ave que tentasse voar e que est ivesse amarrada por uma pat a a um pau; não poderia voar … haveria uma t rava. Para experiment ar o vazio iluminador, temos de nos livrar de qualquer trava. O importante é certamente experimentar a verdade e a verdade está no Vazio Iluminador. Quando a Jesus, o grande Cabir, perguntaram o que é a verdade, o Mestre guardou profundo silêncio. Quando a Gautama Sakiamuni fizeram a mesma pergunta, ele deu as costas e retirou-se. A verdade não pode ser descrita, não pode ser explicada, cada um tem de experimentá-la por si próprio através da técnica da meditação. No vazio iluminador, experimentamos a verdade. Esse é um elemento que nos transforma radicalmente. Há que se perseverar, há que se ser tenaz … Pode acont ecer que no princípio não se consiga nada, porém à medida que o tempo for passando iremos sentindo que nos vamos fazendo cada vez mais profundos. Um dia qualquer irromperá em nossa mente a experiência do vazio iluminador. Inquestionavelmente, o vazio iluminador em si mesmo é o santo Okidanok, o Ativo Okidanok, onipresente, onipenetrante, onisciente, que emana de si mesmo, o Sagrado Sol Absoluto. Feliz de quem consiga precipitar-se no vazio Iluminador , onde não vive criatura alguma, porque será precisamente ali onde experimentará o real, a verdade. Perseverança faz-se indispensável… Há que se trabalhar afundo diariamente até se conseguir o triunfo total. A experiência da verdade através da meditação resulta prodigiosa. Ao se experimentar a verdade, a gente sente-se com força para perseverar no trabalho sobre si mesmo. Brilhantes autores falaram sobre o trabalho em si mesmo, sobre o eu, sobre o mim mesmo. Fizeram muito bem ao falarem assim, mas esqueceram-se de uma coisa: a experiência da verdade. Enquanto alguém não tenha experimentado o real, não se sente reconfortado e não se sente com força suficiente para trabalhar sobre si mesmo, sobre o próprio eu. Quando alguém de verdade passou por tal experiência mística, é diferente, nada poderá o deter em sua aspiração de libertação. Trabalhará incansavelmente sobre si mesmo para conseguir de verdade uma mudança radical, total e definitiva. Agora, meus queridos amigos, vocês compreenderão por que as salas de meditação são indispensáveis. Francamente, sinto tristeza ao ver que, apesar de tanto haver escrito sobre a meditação em diferentes Mensagens de Natal em anos anteriores, ainda não há salas de meditação nos países centro e sul-americanos, quando já deveriam existir. O que se passou? Existe indolência. Por quê? Por falta de compreensão! Faz-se necessário entender! O pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem precisa de alento, precisa de algo que o anime na lut a, est ímulo para o t rabalho sobre si mesmo… Sei que o pobre animal int elect ual é dé bil por natureza e encontra-se numa situação completamente desvantajosa. O Ego é demasiadamente forte e a personalidade terrivelmente débil. Como deixá-lo se assim apenas consegue caminhar? Ele
  23. 23. precisa de algo que o anime no trabalho, precisa de um apoio íntimo. Isso só se torna possível através da meditação. Não quero dizer que todos de uma só ceifada irão experimentar o Vazio Iluminador. Obviamente, se chegará a essa experiência através de diferentes graus. O devoto entenderá cada vez mais o impulso íntimo do Ser e terá diversas vivências mais ou menos lúcidas. Dia chegará em que terá a melhor das vivências: a experiência direta da grande realidade; então receberá o TAO. Todos aqueles que me escutam devem pesar bem minhas palavras. Reflitam, não basta simplesmente ouvir. Há que se saber escutar, o que é diferente. Porém, o que escuta a palavra e não a faz – diz o apóstolo Santiago na Epístola Universal – se parece com o homem que se olha no espelho e depois dá as costas e se vai. Há que se viver a palavra dentro de si próprio. Não basta que me escutem. É necessário que se converta esse ensinamento em carne, sangue e vida, se é que se pretende a transformação radical. Há que se perseverar! Até aqui, minhas palavras. Paz Inverencial Os 5 centros e suas disfunções A questão do funcionamento equivocado dos Centros é um tema que exige um estudo de toda a vida, at ravés da observação de ―si mesmo‖ em ação e do exame rigoroso dos sonhos. Não é possível chegarem, num instante, à compreensão dos centros. Necessitamos de infinita paciência para compreender suas formas incorretas de trabalhar. Toda a vida se desenvolve em razão dos Centros e é controlada por eles. Nossos pensamentos, sentimentos, esperanças, temores, amores, ódios, ações, sensações, prazeres, satisfações, frustrações etc. encontram-se nos Centros. O descobrimento de algum elemento inumano em qualquer um dos Centros deve ser motivo mais do que suficiente para trabalhá-lo esotericamente. É necessário compreender o que é a mente e o que são o sentimento e o sentimentalismo. Se estudarmos o Ser cuidadosamente, veremos que a mente não é o Ser. Na Teosofia fala-se muito do corpo Mmntal e as diversas escolas de pensamento o citam. Não queremos com isso dizer que todos os ―humanoides‖ já possuam o veículo mental. Haverá manas, como se diz em sânscrito, ou seja, substância mental, depositada em cada um de nós, porém, isso não é possuir realmente o veículo da mente. Em todo caso, a mente, se é que o ser humano já possui tal veículo ou que está começando a criá-lo, e mesmo que ainda não o tenha, não é mais que um instrumento de manifestação, mas não é o Ser. O sentimento tampouco é o Ser. No passado, senti-me inclinado a crer que o sentimento, em si mesmo, correspondia ao Ser. Mais tarde, depois de severas análises, vi-me na necessidade de retificar tal conceito. Obviamente, o sentimento advém do corpo astral nos seres humanos. Poderiam objetar-me dizendo que nem todos possuem este precioso veículo kedsjano e nisso estamos de acordo, mas existe a emoção, a substância astral correspondente em cada um de nós.
  24. 24. De fato, quer tenhamos o veículo sideral quer não, surge evidentemente isso que se chama sentimento. Em seu aspecto negativo, o sentimentalismo nos converte em entes demasiadamente negativos, mas o sent imento tampouco é o Ser, pode pertencer ao centro emocional, porém não é o Ser. A mente tem o seu Centro (o Centro Intelectual), mas não é o Ser. O Centro da Mente, o Intelectual, está localizado no cérebro – isto é obvio –, porém não é o Ser. O sentimento corresponde ao Centro Emocional, localiza-se na região do plexo solar e abarca os centros nervosos simpáticos e o coração, porém não é o Ser. O Ser é o Ser, e a razão do ser do Ser é o mesmo Ser… Por que temos de nos deixar levar pelos Centros da máquina? Por que permitimos que o Centro Intelectual ou o Emocional nos controlem? Por que temos de ser escravos desta maquinaria? Devemos aprender a controlar todos os Centros da máquina, devemos nos converter em seus senhores. Há cinco Centros na máquina, e isto é óbvio: o Intelectual, primeiro; o Emocional, segundo; o Motor, terceiro; o Instintivo, quarto; e o Sexual, quinto. Mas, os Centros da máquina não são o Ser; podem estar a serviço do Ser, porém não são o Ser. Assim, pois, nem a mente nem o sentimento são o Ser. Por que sofrem os seres humanos? Porque permitem que o pensamento e o sentimento intervenham nas diversas circunstâncias da vida. Se nos insultam, reagimos de imediato, se ferem nosso amor próprio, sofremos e até nos encolerizamos. Quando contemplamos todo o panorama da vida, podemos evidenciar claramente que temos sido, diríamos, como pedaços de madeira no oceano, graças precisamente a que temos permitido que a mente e o sentimento se intrometam nas diversas circunstâncias da existência. Não temos dado oportunidade à Essência, ao Ser, para que se expresse através de nós. Temos sempre tentado resolver as coisas por nossa conta, reagimos ante qualquer palavra dura, qualquer problema ou qualquer dificuldade. Sentimos-no feridos quando alguém nos fere, ou contentes quando alguém nos agrada. Temos sido, dissemos, como pedaços de madeira entre as embravecidas ondas do grande oceano, não temos sido senhores de nós mesmos. Por que nos preocupamos? Pergunto a mim mesmo e pergunto a vocês. Por causa do s ―problemas‖, me diriam. A preocupação, meus caros irmãos, é um hábito de muito mau gosto, de nada serve, nada
  25. 25. resolve. Uma pessoa tem de aprender a viver de instante em instante, de momento ao momento. Por que haverá alguém de se preocupar? Assim, não devemos permitir que a mente e os sentimento se intrometam nas diversas circunstâncias da vida. A personalidade humana deve tornar-se passiva, tranquila. Isto implica, de fato, uma tremenda atividade da consciência, isso significa aprender a viver conscientemente, isso signif ica dispor a base para o despertar. Para Saber Mais: Disfunções no trabalho do centro intelectual Disfunções no trabalho do centro emocional Disfunções no trabalho do centro motor Disfunções no trabalho do centro instintivo Disfunções no trabalho do centro sexual Como acessar o centro emocional superior Disfunções no trabalho do centro intelectual ―É lament ável que, por falt a de sabedoria, os seres humanos estejam fabricando nos cinco cilindros da máquina orgânica inumeráveis Eus-Demônios que roubam parte de sua consciência e de suas vidas.‖ Se estudarmos judiciosamente o porquê do trabalho equivocado dos Centros, encontramos a resposta nos múltiplos eus-defeitos que se encontram ali e os controlam. No que se refere ao Centro Intelectual, vemos que os agregados psíquicos aproveitam os conhecimentos adquiridos para autoafirmar e fortalecer-se. Quando algum conhecimento não é submetido à meditação profunda, então o Eu da psicologia utiliza essas informações, originando, consequentemente, uma forma muito peculiar de intelectualismo. Os conhecimentos não prejudicam ninguém, mas quando são capturados pelo Ego, produzem consequências por si só bastante graves, porque o Eu se torna mais astuto, cauteloso e formula os piores crimes, busca maneiras de explorar o homem pelo homem, destrói as diversas manifestações científicas, artísticas, filosóficas e religiosas. O Eu de que a Psicologia Profunda fala, armado de conhecimentos intelectuais, sabota os valores que sempre têm sustentado a humanidade, trata de tirar os valores espirituais do ser humano, destrói a obra dos grandes homens. O intelectualismo é o polo oposto da Inteligência e é muito diferente da Intelecção Iluminada. O intelectualismo é uma mescla de Eu Psicológico com a informação adquirida através dos sentidos externos. A Inteligência é um atributo do Ser, é uma faculdade da Consciência Superlativa do Ser. A humanidade consciente trabalha com a inteligência, a humanidade mecânica e tenebrosa consegue seus níveis de prestígio social, político e econômico, trabalhando com a astúcia intelectual, trabalhando com a parte mecânica do Centro Intelectual, ou seja, com a pior parte de si mesma.
  26. 26. Em realidade, nas atuais condições o ser humano não é um verdadeiro indivíduo pensante, não tem mente individual. Do Centro Intelectual surtem diversos pensamentos que provêm não de um Eu permanente, como supõem os ignorantes ilustrados, mas dos diferentes Eus em cada um de nós. No entanto, quando pensa, o homem crê firmemente que em si me smo e por si mesmo está pensando. O pobre mamífero intelectual não quer se dar conta de que os múltiplos pensamentos que passam por seu entendimento têm sua origem nos distintos Eus que leva dentro de si. Um trabalho sério e continuado sobre o Centro Intelectual inclui a não identificação com tal ou qual pensamento negativo e prejudicial, porque todos os pensamentos desse tipo provêm deste ou daquele Eu que, em um momento dado, utiliza abusivamente nosso Centro Intelectual. Vista essa questão desse ângulo pluralizado de Pensadores e Pensamentos, o que ocorre é que cada um dos Eus que carregamos em nossa psique é de fato um pensador diferente. Não obstante, cada um desses eus-pensadores, apesar de constituir só uma parte, se crê o todo em um momento dado. Assim, por exemplo, quando surge em nós um pensamento de ódio contra determinada pessoa, cremos que a totalidade de nós está odiando, com o que não só nos autonegamos, senão que ainda fortalecemos o Eu autor do correspondente pensamento negativo através dos processos de identificações. Obviamente, quem não vive em estado de alerta novidade, em estado de percepção alerta, isto é, quem não observa os processos de seu Cent ro Intelect ual e ―pensa que est á pensando‖, se ident ifica facilmente com qualquer pensamento negat ivo. Se aceit armos est es pensament os, estes ―eus-pensadores‖ que num moment o qualquer cont rolam nosso Cent ro Int elect ual seremos ent ão, incapazes de nos liberar de seus resultados. Não devemos nunca esquecer que esses Eus negativos e briguentos se apoderam facilmente dos conhecimentos que não tenham sido devidamente compreendidos e dos conceitos adquiridos por imit ação mecânica, ou seja, se apoderam dos ―rolos ment ais‖ armazenados em nosso Cent ro Intelectual, originando correntes mentais nocivas e prejudiciais. Quando uma informação foi devidamente compreendida, não apenas no nível intelectual, mas também em todos os departamentos da mente, passa a formar parte da Essência ou Consciência, e então o Ser utiliza essa sabedoria para determinar circunstâncias no mundo físico. Segundo a Gnose, eliminado o Ego deixamos de ser vítimas das circunstâncias e da maldade do próximo e nos advém a Intelecção Iluminada, que é a mesma Razão Objetiva com Intuição. Com essa poderosa chave em nossa mente, poderíamos abrir, sem temor algum, a porta que conduz aos Mundos Superiores e investigar os Mistérios da Vida e da Morte. Daí a importância de descobrir o Ego em ação porque, no que se refere ao Centro Intelectual, quando a pessoa já aprendeu a viver em estado de alerta, os eus-pensadores não podem enganá-la, pois
  27. 27. compreende que uma parte de si mesma quer levá-la, por exemplo, ao adultério, ao orgulho místico, aos ciúmes, ou pretende afastá-la dos ensinamentos gnósticos. Inquestionavelmente, quando uma pessoa observa, compreende e a seguir elimina o Eu a que se refere a Psicologia Experimental e Revolucionária, cessam os autosenganos, termina o trabalho equivocado dos Centros. Disfunções no trabalho do centro emocional ―Como poderia exist ir em nós o real sent imento de nosso verdadeiro Ser quando esses Eus estão sentindo e pensando por nós? O mais grave desta tragédia é que a pessoa pensa que está pensando, sente que está sentindo, quando é outro que em dado momento pensa com o nosso martirizado cérebro e sente com nosso dolorido coração. Infelizes de nós: quantas vezes cremos estar amando e o que acontece é que outro dentro de nós mesmos, cheio de luxúria, utiliza o centro do coração! Somos uns infelizes, confundimos a paixão animal com o amor e, entretanto, é outro dent ro de nós mesmos, dentro de nossa personalidade que passa por t ais confusões!‖ A transformação do Centro Emocional Inferior está intimamente relacionada com a não -expressão de emoções negativas. Quando cometemos o erro de esquecer de nós mesmos e nos ident ificamos com o mundo dos sentido externos, novos eus vêm à existência e se fortalecem os que já vivem em nosso espaço psicológico. No Plexo Solar ou Centro Emocional, sabiamente colocado pela Natureza na região do umbigo, os ―agregados psíquicos‖ se expressam sentimentalmente, quase sempre com um sentimentalismo mórbido que a nada conduz. Concretamente, as emoções negativas têm sua causa-raiz nas associações mecânicas e na identificação consigo mesmo e com os demais. O animal intelectual olha a vida através das informações armazenadas nos Centros, e, quando um evento exterior não coincide com determinada informação, o resultado é uma emoção negativa. As ideias falsas que temos sobre nós mesmos provocam sempre emoções inferiores. Quando alguém se identifica com essas falsas ideias, então ama demasiado a si mesmo, se autoconsidera e pensa que sempre tem se portado bem com fulano, com beltrano, com a mulher ou o marido, com seus filhos, e supõe que ninguém tem sabido apreciá-lo. Ou seja, a emoção negativa da autoconsideração conduz de maneira inevitável à autocomiseração. É claro que a falsa educação, somada à pobreza espiritual, criou no animal intelectual formas estereotipadas de reagir, maneiras equivocadas de pensar e de sentir, mecanismos que se manifestam como pensamentos negativos e emoções inferiores. A psicologia gnóstica ensina o método exato para transformar ou purificar o Centro Emocional e, a este respeit o, assinala: ―É necessário aprender a ver o pondo de vist a alheio, precisamos aprender a nos colocar no lugar dos outros, é necessário aprender a receber com agrado as manifestações desagradáveis de nossos semelhantes‖.
  28. 28. A presença de um sentimento negativo não deve ser condenada nem justificada, mas auto -observada em um at o de ―recordação de si‖. Quando fizermos isso, podemos então conhecer nossos estados equivocados de consciência. A energia conscient e, que se acumula com cada ato de ―recordação de si‖, crist aliza -se finalmente num Centro Permanente de Consciência, capacitando-nos a receber as influências do Ser através dos Centros Superiores (Intelectual e Emocional). Mas se vivemos lamentando o perdido, chorando pelo que desprezamos, recordando os velhos tropeços e calamidades, sentindo piedade por nós mesmos, manifestando um amor-próprio exagerado, nos preocupando com o que os outros possam pensar de nós, nada poderá crescer em nosso interior, nunca podermos passar a um Nível Superior do Ser. Na lut a cont ra essas fraquezas, um preceit o deve ser urgentement e posto em prát ica: ―Se queremos nos modificar radicalment e, devemos sacrificar nossos próprios sofriment os‖. Estabeleçamos uma exata diferenciação entre sofrimentos mecânicos e padecimentos voluntários. Os sofrimentos mecânicos apresentam-se por causa de nossa consciência adormecida, por nossa própria culpa, graças a nossos erros e defeitos psicológicos. Os padecimentos voluntários são aqueles que o aspirante gnóstico impõe a si mesmo, para poder aniquilar o Ego animal, para alcançar a Alta Iniciação e ―perder-se no Ser‖. As pessoas que trabalharam muito na vida sem obter o que desejam, aqueles que sofreram muito e que obviamente se sentem enganados, os que pensam que a vida lhes deve aquilo que nunca foram capazes de consegu