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A Sedução da Narrativa✤   “Filmes são semióticas sincréticas. Manejam vários conjuntos    significantes – música, ruídos, f...
✤   Filme: a mais sincrética forma de    linguagem --> fotografia, música,    linguagem verbal e a não-verbal, os    planos...
Semiótica da NarrativaOrigem: Propp (contos maravilhosos) e Greimas --> percurso gerativo do sentido.• Nível discursivo: o...
✤   [1] Situações (Doc Comparato) --> situação ou    apresentação, complicação, solução.✤   [2] Elementos mitológicos (fun...
[3] O quadro semiótico de Greimas• Estrutura narrativa e relação entre os actantes: contrato --> competência --> performan...
✤   Análise “Rei Leão”: confusão entre os níveis narrativo e discursivo.    - p. 86 --> macaco surge da luz = sábio dotado...
Narrativa no cotidiano: jornalismo e publicidade• “Luva, símbolo do cantor”: por que a luva enão outro símbolo? Por que nã...
Publicidade, Identidade eIdeologia “(...) Como ela [a representação no texto] diz o que precisa dizer, e como oferece ao p...
✤   Semiose: ato de produção do discurso e o papel do enunciador.✤   Estudos Culturais: procura entender o papel do destin...
Cultura e identidade• Categorias discursivas construídas pelos próprios indivíduos ao longo do tempo(Stuart Hall, 2002).• ...
Universo Feminino• Ainda vivemos em sociedades predominantemente patriarcais. Conjunto de normase comportamentos que são i...
• Particularmente na publicidade, muitas das construções discursivas poderão interagircom essa identidade assumida por boa...
• Valores femininos: romance, casamento e filhos.• Homens: sexualidade e pragmatismo.Diálogo entre enunciador e enunciatári...
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Ideologia• Produções retóricas: ideológicas (persuadir, convencer de uma ideia).• Estruturalismo marxista: ideologia como ...
“Os sistemas de representação constituídos por signos e códigos, avassaladoramentepresentes em nosso cotidiano, estão aí p...
Introdução aos Estudos Linguísticos e Semióticos – apresentação parcial do livro
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Apresentação dos capítulos 6 e 7 do livro "Introdução aos Estudos Linguísticos e Semióticos", de Márcio Sampaio de Castro, realizada para encontro do grupo de pesquisa "Significações de Curitiba: práticas e discursos", abrigado no Centro Universitário Uninter.

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  1. 1. Introdução aos EstudosLinguísticos e SemióticosCap. 6 e 7“A sedução da narrativa” e “Publicidade, Identidade e Ideologia”Adriana Tulio Baggio – GP Significações de Curitiba – 07/07/2012
  2. 2. A Sedução da Narrativa✤ “Filmes são semióticas sincréticas. Manejam vários conjuntos significantes – música, ruídos, falas, gestos. Para a semiótica de Greimas e de seus seguidores, a produção cinematográfica não é uma reunião de ‘pedaços’, mas um ‘sistema de relações’ que resulta em um ‘todo de sentido’. Entender como esse fenômeno acontece não só em filmes, como em outros textos sincréticos – jornalísticos, artísticos, publicitários, por exemplo – é um desafio para os semioticistas.” Nilton Hernandes apud CASTRO, 2011
  3. 3. ✤ Filme: a mais sincrética forma de linguagem --> fotografia, música, linguagem verbal e a não-verbal, os planos [as roupas...].✤ Análises semióticas: permitem compreender o potencial de sedução e persuasão [e os valores colocados em jogo].
  4. 4. Semiótica da NarrativaOrigem: Propp (contos maravilhosos) e Greimas --> percurso gerativo do sentido.• Nível discursivo: o nível mais aparente, onde a narrativa se concretiza e é assumidapor atores, por temas e figuras, e onde se percebe a relação entre enunciador eenunciatário.• Nível narrativo: onde se dá o fazer transformador do sujeito, a busca por um objetode valor. Posições actanciais.• Nível fundamental: articulação dos valores mínimos do discurso.--> Castro trata de maneira diferente o conceito de semiótica da narrativa, muitasvezes confundindo o nível narrativo com o discursivo e associando esse termo àspropostas teóricas de outros autores.
  5. 5. ✤ [1] Situações (Doc Comparato) --> situação ou apresentação, complicação, solução.✤ [2] Elementos mitológicos (funções de Propp/mito do herói de Joseph Campbell) --> 31 funções que, depois, serão reduzidas por Greimas nas posições actanciais na narrativa canônica (destinador/destinatário, sujeito, objeto de valor, adjuvante, antissujeito, antidestinador).
  6. 6. [3] O quadro semiótico de Greimas• Estrutura narrativa e relação entre os actantes: contrato --> competência --> performance--> sanção.“Para haver uma narrativa não basta uma série de fatos ordenados, tem que existiralguma coisa que deve ser cumprida, um problema a ser resolvido, uma missão a serrealizada.” VOLLI apud CASTRO, 2001.• Sujeito: compete perseguir o objeto de desejo (de valor).• Objeto: meta a ser alcançada (de base e de uso).• Opositor ou antissujeito: impede o sujeito de alcançar seu objeto (ponto de vista).• Doador ou destinador: possibilita ao sujeito, a partir de uma instância superior, atingirsua meta (motiva, desperta o desejo no sujeito. Propõe o objeto de valor pormanipulação).• Destinatário: beneficia do sucesso do sujeito (a quem é dirigida a narrativa. Exemplo:integrantes do grupo são sujeitos, mas também são destinatários).--> O mesmo ator do nível discursivo pode assumir mais de um papel actancial nonarrativo, e mesmo papel actancial pode ser assumido por diversos atores.
  7. 7. ✤ Análise “Rei Leão”: confusão entre os níveis narrativo e discursivo. - p. 86 --> macaco surge da luz = sábio dotado de algum tipo de iluminação; - p. 87 --> protagonista erguido para o sol = divindade e reis; - p. 87 --> travessia sobre a ponte = que simboliza passagem do tempo e inflexão da história. Aqui há uma narrativa, uma transformação. Objeto de valor: maturidade, crescimento. Figura: ponte de madeira; - p. 88 --> defeito físico, cor negra = falha de caráter, vilão. Figuras do papel temático (nível discursivo) do antissujeito (nível narrativo). Importante: elementos não têm significado dado de antemão (por exemplo, preto como cor do vilão, ou luz como sabedoria). Os significados vêm das articulações dentro do texto. Mas, é claro, sempre levamos em conta seu significado na cultura onde o texto foi produzido.
  8. 8. Narrativa no cotidiano: jornalismo e publicidade• “Luva, símbolo do cantor”: por que a luva enão outro símbolo? Por que não a foto dele? Luvacaída, palma para baixo ou para cima? “Abriumão” da própria vida? “Estrela que cai”?• “Plano do conteúdo, a partir do nívelfundamental”: o nível fundamental traz osvalores mais básicos e essenciais do texto, emoposição. Só se chega a eles no final da análise.• “Nível narrativo, cantor como protagonista”:qual o objeto de valor? A morte aqui é boa ouruim? É a pessoa ou o artista?• “Preto = luto”: não era também a cor usada porMJ?• Luva: no conteúdo = MJ; na expressão (embaixo,aberta, clara) = ???.
  9. 9. Publicidade, Identidade eIdeologia “(...) Como ela [a representação no texto] diz o que precisa dizer, e como oferece ao próprio destinatário uma posição com a qual pode identificar-se? Esta última pergunta envolve o nível enunciativo do texto: como ele convida o próprio enunciatário a olhar? Ou seja, como é organizado o seu olhar em relação aos significados que a imagem produz? (...) de que modo é construída a sua identidade [do enunciatário]?” VOLLI apud CASTRO, 2011.
  10. 10. ✤ Semiose: ato de produção do discurso e o papel do enunciador.✤ Estudos Culturais: procura entender o papel do destinatário no processo comunicacional e também estabelecer os limites das influências mútuas entre esses dois atores --> a semiótica dá conta disso. Pelos procedimentos usados pelo enunciador no discurso, percebemos a identidade do enunciatário e destinatário daquela mensagem.✤ Conjunto social: noções de cultura e identidade; valores que precisam ser considerados na elaboração do discurso.✤ Carga ideológica: indutora de padrões de pensamento e comportamento --> ou, presentifica a ideologia daquela sociedade.
  11. 11. Cultura e identidade• Categorias discursivas construídas pelos próprios indivíduos ao longo do tempo(Stuart Hall, 2002).• Noção de pertencimento: identificação com determinados valores culturais.• Valores caros às identidades (gênero, classe, etnia, nacionalidade) passam a ser nossos.Determinam hábitos, gostos e comportamento.
  12. 12. Universo Feminino• Ainda vivemos em sociedades predominantemente patriarcais. Conjunto de normase comportamentos que são imputados às mulheres e que delas se cobra e se espera.Muitas assumem posturas psicológicas e práticas condizentes com a organização dopatriarcado.• “(...) é de crer que muitos problemas pessoais e conjugais lhes pareçam motivadospela relutância em viver de acordo com as normas tradicionais do comportamentofeminino.” VESTERGAARD & SCHRODER apud CASTRO, 2011.
  13. 13. • Particularmente na publicidade, muitas das construções discursivas poderão interagircom essa identidade assumida por boa parte do grupo feminino.
  14. 14. • Valores femininos: romance, casamento e filhos.• Homens: sexualidade e pragmatismo.Diálogo entre enunciador e enunciatário (manifestação dos valores identitários).
  15. 15. ✤ Base analítica das metanarrativas: leva em conta a divisão dos indivíduos em classes sociais.✤ Tecnocultura: cenário em que os apelos midiáticos parecem colocar em segundo plano a temática das classes sociais nos haveres e fazeres.✤ Sociedade do Signo: errônea sensação de possuir um vasto conhecimento a respeito dos mais diversos assuntos.✤ Identidade: imagens externas da sociedade midiatizada. Simulacros que se incorporam aos sujeitos. Ausência de reflexão (Muniz Sodré).✤ “Faz-de-conta” + consumismo: favorece mais o diálogo com a fantasia do que com as questões do cotidiano e do interesse coletivo.✤ Estar no mundo e participação nas diversas expressões socioculturais têm se tornado paulatinamente um grande espetáculo midiático.
  16. 16. Ideologia• Produções retóricas: ideológicas (persuadir, convencer de uma ideia).• Estruturalismo marxista: ideologia como luta de classes no interior das relaçõeseconômicas pelo controle dos meios de produção na sociedade capitalista.• Retórica (persuasão) + eficiente que dialética (reflexão).• Bakhtin: ideologia como consequência do processo de significação, e não sua causa.• Semiótica: ideologia como sistema de valores fundamentais, colocados em oposição,euforizados ou disforizados de acordo com o discurso.
  17. 17. “Os sistemas de representação constituídos por signos e códigos, avassaladoramentepresentes em nosso cotidiano, estão aí para serem apropriados por este ou aqueleindivíduo, ou ainda e mais comumente, por grupos de interesses. Estudá-los ecompreendê-los pode ser a chave para a libertação de um domínio retórico que tendemuitas vezes a mostrar-se perverso, e também para a construção de um pensamentominimamente autônomo e verdadeiramente criativo” (HALL apud CASTRO, 2011).

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