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Parto normal x parto cesáreo

  1. 1. PARTO NORMAL X PARTO CESÁREO... dos Reis et al. ARTIGOS ORIGINAISRevista da AMRIGS, Porto Alegre, 53 (1): 7-10, jan.-mar. 2009 7Parto normal X Parto cesáreo:análise epidemiológica em duasmaternidades no sul do BrasilNormal delivery X Caesarian delivery:epidemilogic analysis in twomaternities in the south of BrazilARTIGOS ORIGINAISRecebido: 17/9/2008 – Aprovado: 5/2/2009RESUMOIntrodução: Os índices de cesariana vêm aumentando consideravelmente nos últi-mos anos, mesmo com o conhecimento prévio de que o parto normal é mais seguro, tantopara a mãe, quanto para o bebê. Métodos: Em um estudo retrospectivo, foram analisados1.479 partos ocorridos na Maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas (SCMP)e 1.522 partos na Maternidade do Hospital São Francisco de Paula (HUFSP), no períodode 01/01/2007 a 31/12/2007 e comparados com os dados obtidos em estudo anterior como mesmo objetivo no período de 01/07/1993 a 30/06/1994. Resultados: Foi observadoum incremento dos partos cesáreos nas duas instituições, com 41,1% dos partos da SCMPe 40,7% no HUSFP realizados por via alta. Houve similaridade com relação ao peso dosrecém-nascidos de gestantes submetidas à via alta de parto, encontrando-se a maioria compeso entre 2.501g e 3.500g, o que foge ao preconizado pela indicação obstétrica que reco-menda tal via em fetos macrossômicos diante do maior risco de desproporção cefalopélvi-ca. Também foi observado que a maioria dos partos cesáreos foram realizados em mulhe-res entre 21 e 30 anos. Em comparação com os dados de 1994, observou-se que houveaumento na proporção de cesarianas em todas as categorias de peso do recém-nascido eidade materna, mas com maior prevalência nos fetos macrossômicos. Conclusão: Esteestudo constatou uma incidência aumentada de partos cesáreos nas maternidades estuda-das em relação ao preconizado pelo Ministério da Saúde.UNITERMOS: Parto Normal, Parto Cesáreo, Idade da Mãe, Peso do Recém-Nascido,Epidemiologia.ABSTRACTIntroduction: The rates of caesarian surgeries have been increasing considerably inrecent years, despite the awareness that normal delivery is safer both for the mother andfor the infant. Methods: In a retrospective study, we evaluated 1,479 deliveries in theSanta Casa de Misericórdia of Pelotas, RS (SCMP) and 1,522 deliveries in the HospitalSão Francisco de Paula, RS (HUFSP) from January 1, 2007 to December 31, 2007, whichwere compared to the data obtained in a previous study carried out for the same purposefrom July 1, 1993 to June 30, 1994. Results: An increase in the number of caesariansections was observed, accounting for 41.1% of the deliveries in the SCMP and for 40.7%in the HUSFP. There was similarity concerning birth weight of pregnant women submit-ted to caesarian sections, most of them weighing from 2,501g to 3,500g, which is out ofthe obstetrical recommendation of using such route for macrosomic fetuses because of thegreater risk of cephalo-pelvic disproportion. Most of the caesarian deliveries were per-formed in women between 21 and 30 years of age. As compared to 1994 data, there wasan increase in the percentage of caesarian sections in all categories of birth weight andmaternal age, but with a greater prevalence in macrosomic fetuses. Conclusions: Thisstudy has found an increased incidence of caesarian surgeries in the studied hospitals ascompared to what is recommended by the Ministry of Health.KEYWORDS: Normal Delivery, Caesarian Surgery (Caesarian Delivery), Motherage,Newborn Weigh, Epidemiology.SÍLVIO LUÍS SOUZA DOS REIS – Pós-graduado. Professor e Diretor do HUSFP.CARLOS EDUARDO MAGALHÃESPENTEADO – Médico Ginecologista eObstetra.MOEMA NUDILEMON CHATKIN –Médica e Doutora. Médica Sanitarista, Dou-tora em Epidemiologia.MARINA SILVEIRA ESTRELA – Acadê-mica da Escola de Medicina da Universida-de Católica de Pelotas. Acadêmica do 6o ano.PAULA GOMES PORTO – Acadêmica daEscola de Medicina da Universidade Católi-ca de Pelotas – Acadêmica do 6o ano.MARINA MARURI MUNARETTO –Acadêmica da Escola de Medicina da Uni-versidade Católica de Pelotas. Acadêmica do5o ano.Hospital Universitário São Francisco de Pau-la; Universidade Católica de Pelotas; Hospi-tal Santa Casa de Misericórdia de Pelotas.Endereço para correspondência:Dr. Sílvio Luis de Souza dos ReisRua Marechal Deodoro 115096020-220 – Pelotas, RS – Brasilreis.sul@terra.com.brI NTRODUÇÃOO parto é o estágio resolutivo dagestação, o nascimento do ser que seformou nos meses anteriores. É a ex-pulsão do feto para o mundo exterioratravés da via vaginal, ou a retirada dobebê por via transabdominal, na ope-ração cesariana.Atualmente, as indicações maiscomuns de cesariana são: falha na in-dução, feto não reativo, apresentaçãopélvica, cesárea prévia, desproporçãocefalopélvica, descolamento prematu-ro de placenta, gestação gemelar, pla-centa prévia, situação transversa, en-tre outras (1). Com o aumento da se-gurança do procedimento e tambémpara minimizar a morbimortalidadeperinatal, as indicações de cesarianaalargaram-se (2). Mesmo assim, sabe-se que a morbidade materna é mais fre-quente e mais grave após a cesariana08-262-parto_normal_x_parto_cesario.pmd 14/4/2009, 13:267
  2. 2. PARTO NORMAL X PARTO CESÁREO... dos Reis et al. ARTIGOS ORIGINAIS8 Revista da AMRIGS, Porto Alegre, 53 (1): 7-10, jan.-mar. 2009do que após o parto vaginal, que é maisseguro, tanto para a mãe quanto para obebê (2). Em relação à cesariana, alémdos riscos relacionados à anestesia,infecção puerperal com sepse e episó-dios tromboembólicos, mulheres quepossuem uma cesárea prévia possuemrisco maior de ruptura uterina, placen-ta prévia, placenta acreta, descolamen-to prematuro de placenta e gestaçãoectópica (3). Por outro lado, a cesáreaapresenta menor risco de provocar in-continência urinária quando compara-da ao parto normal (4).Os índices de cesariana vêm au-mentando consideravelmente nos últi-mos anos (5,6). De acordo com os es-tudos de coorte realizados em 1993 e2004 em Pelotas, que avaliaram o per-fil dos nascidos no município, a preva-lência de cesarianas teve incremento decerca de 50% em 2004, em comparaçãocom os 30,5% observados em 1993 (7).Em determinados grupos, a cesáreaé quase que universal, parecendo ser oSistema Único de Saúde (SUS) a bar-reira para a sua realização. Esta situa-ção demanda uma análise mais deta-lhada, mas sugere que a cesárea já seconstitui no método de escolha para asparturientes atendidas por planos par-ticulares de saúde (1).Pelotas é uma cidade localizada noextremo sul do Brasil, no Estado do RioGrande do Sul, 250 km ao sul da capi-tal PortoAlegre. De acordo com o Cen-so Demográfico de 2007, a cidade pos-suía 339.934 habitantes (8). Do pontode vista econômico, as principais ati-vidades são agricultura, pecuária e co-mércio (9). O sistema de saúde contacom 50 unidades básicas de saúde, cin-co hospitais gerais e um psiquiátrico.Ocorrem cerca de 5.000 nascimentospor ano em Pelotas, sendo a quase to-talidade nos cinco hospitais do muni-cípio, dos quais dois deles são hospi-tais universitários.Este estudo teve como objetivo tra-çar o perfil epidemiológico dos partosrealizados em dois hospitais de Pelo-tas, sendo um filantrópico, Santa Casade Misericórdia de Pelotas, e o outrouniversitário, Hospital UniversitárioSão Francisco de Paula.M ATERIAL E MÉTODOSFoi realizado um estudo descritivo,retrospectivo, com fonte secundária dedados, tendo como população-alvo osrecém-nascidos nas maternidades daSanta Casa de Misericórdia de Pelotas(SCMP) e do Hospital UniversitárioSão Francisco de Paula (HUSFP) noano de 2007. Os dois hospitais são fi-lantrópicos, destinando, no mínimo,60% de seus leitos para o Sistema Úni-co de Saúde (SUS). O HUSFP é certi-ficado como hospital de ensino peloMEC, sendo o hospital-escola dos cur-sos de Medicina, Enfermagem, Fisio-terapia, Farmácia e Psicologia daUniversidade Católica de Pelotas. Apopulação atendida pelos dois hos-pitais é semelhante, visto o seu vín-culo com o SUS.Através de um protocolo, foramcoletados os dados nos arquivos doshospitais, e depois analisados esta-tisticamente, através da comparaçãode proporções utilizando-se o teste doQui-quadrado. Após, estes dados fo-ram comparados com os de 1994 daSCMP.Em primeira instância foi avaliadoo perfil epidemiológico dos partos emcada maternidade, observando a idadematerna e o peso do recém-nascido emrelação ao tipo de parto e em segui-da foram comparadas as duas insti-tuições, incluindo as informaçõesobtidas em 1994 para identificar ten-dência temporal.TABELA 1 – Característica dos partos ocorridos na SCMP e HUSFP nos períodosestudadosHospitais* N %SCMP 1993 – 1994 2.456 100Parto normal 1.797 73,2Parto cesáreo 659 26,8SCMP 2007 1.479 100Parto normal 871 58,9Parto cesáreo 608 41,1HUSFP 2007 1.522 100Parto normal 902 59,3Parto cesáreo 620 40,7* p<0,000.R ESULTADOSNo ano de 2007 ocorreram 3.001partos nos hospitais estudados, sendo1.479 na SCMP e 1.522 no HUSFP, eno período de julho/1993 a julho/1994haviam ocorrido 2.456 partos naSCMP, conforme mostra a Tabela 1.É possível observar que houve umincremento dos partos cesáreos naSCMP, com um aumento de 14,3% nonúmero de cesáreas no ano de 2007 emrelação ao período de 1993-1994. Aocompararmos o mesmo dado na SCMPe no HUSFP no ano de 2007, foramobservados índices elevados de par-tos cesáreos em ambas as institui-ções, com 41,1% dos partos da SCMPe 40,7% no HUSFP sendo realizadospor via alta.Observa-se também que tais índi-ces se assemelham, mesmo sendo oHUSFP uma instituição de caráter aca-dêmico, voltada ao ensino e que poreste motivo se poderia esperar queapresentasse índices de cesáreas infe-riores, quando são levadas em contaestritamente as indicações obstétricaspara tal procedimento.As Tabelas 2 e 3 mostram, respec-tivamente, a distribuição da amostraquanto à faxa etária da mãe e do pesodo recém-nascido e a ocorrência departos cesáreos em relação a estas ca-racterísticas. Em ambas as instituiçõesa maioria dos partos cesáreos foramrealizados em mulheres entre 21 e 30anos. Houve novamente similaridade08-262-parto_normal_x_parto_cesario.pmd 14/4/2009, 13:268
  3. 3. PARTO NORMAL X PARTO CESÁREO... dos Reis et al. ARTIGOS ORIGINAISRevista da AMRIGS, Porto Alegre, 53 (1): 7-10, jan.-mar. 2009 9TABELA 2 – Ocorrência de partos cesáreos conforme a faixa etária da mãe noshospitais estudados. Pelotas, 2007Faixa etária No (%) % cesárea Valor-pSanta Casa de Misericórdia de Pelotas 0,000< 15 anos 9 (0,6) 0,8%15-20 anos 383 (25,9) 22,9%21-30 anos 709 (47,9) 50,2%31-35 anos 204 (13,8) 15,8%> 35 anos 119 (8,0) 8,1%Perdas 55 (3,7) 2,1%Total 1.479 (100,0) 100%TABELA 3 – Ocorrência de partos cesáreos conforme a faixa etária da mãe noshospitais estudados. Pelotas, 2007Faixa etária No (%) % cesárea Valor-pHospital Universitário São Francisco de Paula 0,014< 15 anos 20 (1,3) 1,4%15-20 anos 328 (21,6) 19,1%21-30 anos 577 (37,9) 35,2%31-35 anos 160 (10,5) 13,3%> 35 anos 123 (8,1) 9,5%Perdas 314 (20,6) 21,4%Total 1.522 (100,0) 100%com relação ao peso dos recém-nasci-dos de gestantes submetidas à via altade parto, encontrando-se a maioria compeso entre 2.501g e 3.500g, o que fogeao preconizado pela indicação obsté-trica, que recomenda tal via em fetosmacrossômicos diante do maior riscode desproporção cefalopélvica. Em re-cém-nascidos acima de 3.500g o partocesáreo foi indicado na SCMP e noHUSFP em 31,7% e 23,7%, respecti-vamente (Tabelas 2 e 3).Em recém-nascidos de muito bai-xo peso (menores de 1.500g) o índicede cesárea foi maior no HUSFP. NaSCMP observou-se apenas um caso derecém-nascido de muito baixo peso noperíodo observado, sendo o parto nes-te caso realizado por via baixa.Após a comparação com os dadosdo estudo anterior, em 1994, que é de-monstrada nas Figuras 1 e 2, viu-se queocorreu um aumento de cesáreas emtodas as categorias de peso do recém-nascido e idade da mãe, chamando aten-ção para fetos macrossômicos na SCMPe mães adolescentes (Figuras 1 e 2).D ISCUSSÃOAs taxas de cesariana variam conside-ravelmente segundo diversos fatores.O Brasil registra uma proporção destetipo de parto bem maior do que os 15%recomendados pela OMS. Estima-seque, em média, realizam-se anualmen-te no Brasil em torno de 560.000 cesa-rianas consideradas desnecessárias,provocando um desperdício de quaseR$ 84.000.000,00 e a ocupação de lei-tos hospitalares sem necessidade (6).A média nacional de cesarianas é de43%, sendo o índice superior a 40%em todos os estados das regiões Sul,Sudeste e Centro-Oeste segundo o Mi-nistério da Saúde, e este percentual foiconfirmado neste estudo.Embora não haja nenhum estudometodologicamente correto que defi-na a melhor taxa de cesariana, parecerazoável crer que este número não devaser menor que 15% e nem maior que25% dos partos. Por isso, se faz neces-sário um aumento nas campanhas afavor do parto normal visando a des-fazer a imagem negativa que muitasgestantes têm, baseadas em mitos e me-dos, além de qualificar a equipe para oatendimento ao parto normal, que exi-ge mais sensibilidade e a arte de saberesperar com precisão.Alguns fatores que influenciam oaumento das cesarianas já são conhe-Figura 1 – Proporçãode partos cesáreosconforme peso do re-cém-nascido e hospi-tal. Pelotas, RS.80706050403020100%< 1.500g < 1.500-2.500g 2.501-3.500g > 3.500gHUSFP 2007SCMP 2007SCMP 199408-262-parto_normal_x_parto_cesario.pmd 14/4/2009, 13:269
  4. 4. PARTO NORMAL X PARTO CESÁREO... dos Reis et al. ARTIGOS ORIGINAIS10 Revista da AMRIGS, Porto Alegre, 53 (1): 7-10, jan.-mar. 20096050403020100%< 15 anosHUSFP 2007SCMP 2007SCMP 199415-20 anos 21-30 anos 31-35 anos >35 anosFigura 2 – Proporçãode partos cesáreosconforme idade damãe e hospital. Pelo-tas, RS.cidos, como a redução na paridade,monitorização fetal eletrônica, apre-sentação pélvica, fatores econômicose demográficos, aumento na idade dasgestantes, decréscimo na aplicação dofórcipe médio e temor de processos pormá prática. A falta de treinamento, du-rante a residência médica em Gineco-logia e Obstetrícia, faz com que, pormedo e despreparo, também subam astaxas de cesarianas (1).Em comparação com os dados de1994, ou seja, mais de 10 anos passa-dos, percebeu-se claramente um au-mento nas taxas de cesariana, mostran-do uma tendência temporal importante.O Ministério da Saúde Brasileirolançou a Campanha Incentivo ao Par-to Normal, que veiculará no Brasil noperíodo de 11/05/2008 a 31/12/2008.A cesariana já representa 43% dos par-tos realizados no Brasil no setor públi-co e no privado. Nos planos de saúde,esse percentual é ainda maior, chegan-do a 80%. Já no Sistema Único de Saú-de, as cesáreas somam 26% do totalde partos (4).3. Rortveit G, et al. Norwegian Epincontstudy. N. Engl. J. Med., v.348, n.10,p.900-907, 2003. Urinary incontinenceafter vaginal delivery or cesarean section.4. http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=285135. Reis SLS, et al. Parto normal x parto ce-sáreo: análise de um ano na maternidadeda Santa Casa de Misericórdia de Pelo-tas, JBM Vol. 72, n. 3, março 2007.6. http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?s=157,3,2976&aq=s7. Barros AJD, Santos IS, Victora CG, Al-bernaz EP, Domingues MR, Timm IK,Matijasevich A, Bertoldi AD, Barros FC.Coorte de nascimentos de Pelotas, 2004:metodologia e descrição. Rev. Saúde Pú-blica v. 40 n.3 São Paulo June 2006.8. Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-tística – IBGE. Produto Interno Bruto apreço de mercado e Produto Interno Bru-to per capita, segundo as grandes regiões,unidades da federação e municípios –2002 a 2005 [tabela]. Disponível emhttp://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/pibmunicipios/2005/tab01.pdf[acesso em 28 mar 2008].9. Gilliam M, Rosemberg D, Davis F. Thelikelihood of placenta previa whit grea-ter number of cesarean deliveries andhigher parity. Obstet. Gynecol., v. 99, n.6, p. 976-980, 2002.C ONCLUSÃODiante dos dados obtidos, pode-seobservar que há uma tendência atualnos hospitais de Pelotas de superesti-mar a necessidade de parto cesáreo. Selevarmos em conta somente o peso dosrecém-nascidos das mães submetidasa tal procedimento veremos que amaioria dos recém-nascidos apresen-taram peso dentro dos parâmetros danormalidade e neste caso o parto vagi-nal torna-se a via preferencial. Entre-tanto, em nosso estudo não foram re-gistrados os motivos pelos quais a equi-pe obstétrica optou pelo parto via alta.Mesmo assim, é inegável uma incidên-cia exagerada de partos cesáreos, o quenos faz refletir sobre a real necessida-de deste procedimento.R EFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS1. Williams Obstetrics, 22nd Edition, 2005.2. Rotinas em Obstetrícia, 5nd edition, 2006.08-262-parto_normal_x_parto_cesario.pmd 14/4/2009, 13:2610

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